Vessel e Noah Sebastian #11 (+18)


Leo sentiu o gosto salgado na boca, sabia exatamente o que era a invadir o beijo. Os dedos de Nah eram mornos, quase frios, mas deslizavam suavemente no rosto, enroscava os cabelos, quase parecendo descobrir todas as texturas da pele. Enquanto segurava seu rosto, expôs a língua e lambeu seus lábios, o ouviu dizer, então o lambeu de novo e ouviu-o novamente, entre as pausas. Ao soltar seu rosto, levou os braços ao redor de sua cintura, o abraçou e apertou-o entre eles. Num movimento suave o levou para sua própria cama, deitando-se com ele, não interrompeu o beijo, não por muito tempo. 
Conforme ele deitou sobre o corpo, Noah sentiu os fios dos cabelos deslizarem pelo rosto, o coque feito por ele se soltando conforme o movimento e bem, não tinha problema nenhum se não encostasse aquela parte no travesseiro. Deslizou a mão em seu couro cabeludo, as unhas na verdade, descendo para a nuca e o pescoço, deixou escapar um gemido suave, satisfeito com o toque gostoso e confortável. Leo  Achava fofo o quanto ele era sensível, o toque suave era suficiente para fazê-lo grunhir. Um movimento estranho na cama, e seu gato deixava o colchão insatisfeito com o fato de ter dois seres humanos nela. Interrompido o beijo, lambeu novamente seu lábio, desceu até o queixo e o pescoço, mordiscando a pele tatuada. Noah nem percebeu quando o pequeno saiu da cama, estava acostumado a não ter gatos nela desde que fora passar um tempo com ele. Suspirou e fechou os olhos, apreciando o toque, é... Tinha ele na própria cama. Pensou nisso algumas vezes sozinho ali, era engraçado pensar nisso agora, era engraçado pensar que agora o tinha consigo na cama, porque antes, achou que nunca mais o veria. Entrelaçou os dedos em seus fios de cabelo e desceu as mãos em suas costas, subindo por baixo da camisa que ele usava, arranhando suavemente sua pele. Quando Leo chegou ali deu uma pausa com os lábios em sua pele, podia sentir o cheiro dele, um pouco de álcool, provavelmente por conta do hospital, mas foi por pensar nisso que imaginou se deveria continuar, não eram exatamente sutis durante o sexo. Sentiu a pele se arrepiar sob seus dedos e suas unhas, gostava daquilo, ganhava a própria atenção, tirando o devaneio o qual voltou em seguida. 
- Noah... Acho que você precisava de repouso, hum? - Murmurou, deu-lhe um risinho em em seguida.
Quando ele falou, tirou Noah daquele transe suave que a vontade do sexo com ele causava. Era quase cego quando tinha essa vontade e por isso deu um sorrisinho meio de canto, tsc, era um momento tão romântico, ah que se dane.
- Eu posso repousar depois. - Disse e riu baixinho. - Hum... Podemos fazer amor. Quer dizer... Fazer algo mais... Ah, agora já falei. - Cobriu o rosto com uma das mãos, sentindo-se ridículo.
- Hum, e você confia que vamos ter cautela? - Leo indagou e no entanto o ouviu seguir, tal qual a forma com que falou e o que havia achado normal até perceber sua falta de jeito, o rubor com seu sorrisinho desajeitado, então riu com ele, agora escondido atrás das mãos, onde em seguida tocou com os lábios e mordiscou a pele de seu dorso tatuado.  - Hum, eu posso tentar fazer isso...
Noah revelou o rosto para ele novamente e riu baixinho, tinha o rosto vermelho, mas a luz estava baixa e ele não poderia ver. Selou seus lábios mais uma vez e murmurou contra eles.
- Você quer ficar entre as minhas pernas, ou quer que eu fique de costas? - Mordeu seu lábio inferior e suspirou, só de falar aquilo pra ele, já sentia o corpo responder.
O riso soou entre os dentes de Leo, ambíguo, achou graça mas tinha alguma malícia, podia ver que ele quase havia trepidado a voz ao falar, era sensível como se ainda fosse adolescente. 
- Nem começamos e você já quer saber como se posicionar, ah? Relaxe, menino Noah.
Noah formou um pequeno bico e assentiu.
- Poxa, só queria soar sexy. 
Disse a se voltar para ele e beijou seu rosto, depois seu pescoço, mas agia cuidadoso com o próprio ferimento, o lambeu ali sentindo o gosto suave de sua pele, era louco pelo gosto dele. Suspirou profundamente e o mordeu sem muita força.
- É bem sexy mesmo. - Leo disse meio risonho, não era uma mentira. Fechou os olhos por um momento, sentindo o carinho de sua língua e o auge dela, a mordidinha. - Eu não sei como isso deveria acontecer, eu não quero que estoure seus pontos, então... Precisa me dizer como vai acontecer.
- Ah, bom... Meus pontos são na cabeça, eu consigo me mexer tranquilamente, desde que eu... Não precise ficar por cima hoje, acho que tudo bem. - Noah disse e suspirou, pensar sobre isso já arrepiava o corpo, só por pensar em fazer aquilo com ele. Mordeu novamente seu pescoço, dessa vez marcou com uma sugada em seguida e suspirou, excitado. Ergueu-se com cuidado e retirou a camiseta, ainda cuidadoso, se lembrou só então que ela estava suja de sangue, e estivera deitado com ele até então usando ela, negativou e riu baixinho. - Esqueci que ela estava suja, desculpe.
Ao toca-lo, Leo podia sentir na ponta dos dedos a textura de sua pele arrepiada, gostava de como ele era sensível, já havia pontuado para si mesmo diversas vezes naquele dia. 
- Vou deixar você descobrir como fica melhor pra você, hum? - Murmurou, enquanto ainda sentia a respiração dele na própria pele, na proximidade de seus lábios, podia ouvir tanto quanto sentir, ele quase suspirava e quase riu por isso. Reabriu os olhos apenas quando o viu se levantar, sentando-se na cama para despir sua camiseta, negativou sob o comentário. - Não tenho problema com seu sangue, você sabe. - Disse ambíguo e por fim se sentou na cama, ainda ao lado dele conforme se deitou. Tocou seu peito e desceu o toque pela extensão do tronco, chegando na calça que havia vestido nele pouco tempo antes, não a tirou do lugar, apenas adentrou com a mão e o acariciou, conseguia fazer isso pelo espaço livre da veste de tecido solto.
Noah riu baixinho e assentiu conforme o ouviu, como estava com o curativo, deitar no travesseiro macio não era bem um problema, era meio dolorido quando pressionado, mas podia lidar bem com isso, por sorte havia sido quase no topo da cabeça, assim era mais fácil, mas se preocupava um pouco se não tinha cheiro de hospital, de álcool, ele não parecia se importar. Suspirou novamente com o toque no corpo, sentindo a pele se arrepiar e mordeu o lábio inferior, dessa vez deixou escapar um gemido quando ele enfim tocou o próprio sexo que já respondia ao que pretendiam fazer.
- Ah... Hum, você é tão bonito... 
Disse e sorriu, gostava de olhar pra ele, gostava de ver seu rosto naquela luz, era suave mas podia ver todos os detalhes de seu rosto e gostava de tudo que via.
Leo sorriu, evidentemente um pouco confuso sobre a razão do comentário, claro que conhecia seu hábito de fazer isso, mas realmente não esperava encaixar isso na ocasião, riu entre os dentes aparentes. 
- Você.  
Sussurrou e desviou o olhar para baixo, encarou a pouca exposição da pele no que fazia, notando os movimentos sob a calça. Enquanto dentro dela, sentia seu corpo acordado, respondendo à carícia, mesmo embora antes dela começar já estivesse disposto. Pressionou entre os dedos, apertando conforme subiu e desceu, devagar. 
Noah sorriu a ele e seu comentário, negativando em seguida, mas teve a atenção tomada por outro toque que arrancou mais um gemido suave de si, inclinou o pescoço para trás e mordeu o lábio inferior mais uma vez, bem, descobriu que não podia inclinar-se daquele jeito, porque teve uma fisgada quando a cabeça atingiu o travesseiro e riu baixinho, desajeitado.
- Hum, a pontada que sentiu foi em outro lugar? - Leo disse, notando o pequeno espasmo, mas o nervosismo deixou claro que não se devia a nenhuma sensação causada a ele naquele momento, não por si. Com o dorso da mão empurrou sua calça para baixo, o expondo, uma das únicas partes não tatuada em seu corpo. Correu os dedos devagar, era quase como se o estímulo fosse mais visual que físico, já que olhava para baixo e o fazia fazer o mesmo. Noah riu suavemente e assentiu.
- É, eu esqueci. - Disse e ergueu a cabeça, olhando-o enquanto tocava a si, assim era melhor, podia ver seus movimentos e também não batia a cabeça em lugar nenhum. - Isso é bom...  - Murmurou e suspirou, mas sentiu uma leve ansiedade, queria toca-lo também e bem, naquela posição não podia.
- Quer que eu te beije? - Leo falou baixinho, mas não falava de seus lábios. Pressionou os dedos, apertando-o quase na palma da mão, subindo por sua extensão e voltando a descer até o fim da base, onde era um pouco mais rude no contato.
Noah assentiu, sabia que ele gostava de preliminares e bom, também gostava muito delas, gostava de tudo no sexo, do começo ao fim dele naquela sensação gostosa que ficava pelo corpo. Gostava de olhar pra ele, já havia dito, mas ficava pensando em como gostava, sorriu consigo mesmo, mas achava melhor não dizer o que estava pensando, ou ia acabar em um "você é lindo" outra vez. Ergueu uma das mãos, tocando seu rosto e depois, seus lábios, empurrando o dedo polegar para eles e tocou seus dentinhos fofos e afiados nos caninos. 
- Me coloque da boca.
Leo olhou seus pequenos olhos conforme o toque de sua mão pelo rosto, podia ver que estava pensando alguma coisa, conhecia aquela expressão. Abriu espaço entre os lábios e sentiu seu dedo perambular pelos dentes, então os expôs suavemente enquanto modiscava a ponta de seu polegar. Porém, não desceu até onde tocava com a mão, mas desviou para seu peitoral, beijou a pele, lambeu um de seus mamilos, então mordeu, firme porém cauteloso, sentindo-o enrijecer no estímulo. Noah suspirou, fechando os olhos a apreciar os toques de seus lábios, era quente mesmo em seus beijos, sentia falta de tudo nele quando ficava um dia só longe, e nem ficara realmente longe, só estava desacordado. Tocou seus cabelos loiros, sua nuca, já sabia exatamente onde ele gostava do toque e foi diretamente até lá, roçando as unhas onde sabia que o arrepiaria e também estava arrepiado, ansiava por mais dele. Sabia que a mordida viria, esperava por ela, agora mais atencioso já que havia dado a ele uma crise de riso numa outra vez, gemeu, mas não fora muito diferente em tom do que o habitual, excitado.
Leo sentiu o arrepio na nuca, correndo rente aos fios de cabelo até a metade das costas, mesmo nos braços sentia a penugem eriçada, então suspirou contra sua pele, mesmo durante o beijo com os dentes em seu peito. Após desprender a mordida, expôs a língua e lambeu sua pele de forma que ele pudesse ver, se assim quisesse, então, por um breve momento deixou o estímulo embaixo, levou os dedos até a boca, lambeu-os e então retornou, umedecendo em sua glande onde friccionou. Noah mantinha a cabeça suavemente erguida, podia olhar pra ele e queria, queria ver seus estímulos, ainda que as vezes brigasse com os olhos que queriam se fechar. Estremeceu e encolheu-se suavemente ao sentir o toque, agoniado pela sensibilidade do lugar.
- N-Na ponta não... - Disse e riu baixinho, guiando a mão livre para a boca e mordeu o dedo médio, contendo os gemidos que queriam deixar a si.
Leo sorriu perante sua aflição, sabia qual era a sensação e como fazê-la ser aceitável ou não. O riso soou entre os dentes diante de sua tentativa de conter a voz, porque ela continuava capaz de aparecer. Confirme interrompeu o contato, ajoelhou-se na cama, do lado como estava, embora na altura de suas pernas, o qual tomou uma delas e passou ao redor do corpo, pondo-se no meio de suas coxas. Tocou a própria calça e abaixou-a sem levar a roupa íntima. Através do tecido preto ele ainda podia ver que estava prontificado para servi-lo. Noah riu baixinho a olhar pra ele, sabia que era uma provocação em seu toque anterior e podia ver seu sorriso, então também estava sorrindo. Ergueu a perna a dar espaço pra ele e separou-as pouco mais, ele gostava que fizesse isso e gostava de fazer. Olhou seu corpo que já conhecia bem, já havia decorado cada pequeno detalhe dele e sempre causava um arrepio no corpo ao vê-lo ainda assim, todas as vezes. Quis tocar seu sexo, mas ele estava longe, então apenas suspirou profundamente.
- Hum, eu já fantasiei exatamente isso aqui nessa cama algumas vezes.
Leo tinha o agrado do convite com o espaço entre suas pernas, gostava de ver e ele parecia gostar de fazer. Levou as mãos em suas coxas e por um momento ia puxa-lo e fazer colidir ao corpo, mas se lembrou de que não podia fazer nada brusco ou repentino, então apenas tocou um de seus tornozelos, dobrou sua perna e guiou um dos pés até o ventre, deixando sentir sob ele a ereção que entregou a seu toque, era apenas uma breve provocação. 
-  Aposto que pensou nisso com alguma tinta preta.
Era uma pena, porque Noah realmente teria gostado da puxada, mas realmente seria doloroso. Deslizou por ele, apertando-o suavemente a empurrar o pé ali, sentindo seu sexo e suspirou em expectativa.
- É... Infelizmente na época eu só conseguia imaginar assim. - Riu. - Se eu te falar que já tinha pensado em você assim mesmo antes de ficarmos juntos a primeira vez? - Disse num pequeno riso e mordeu o lábio inferior.
- Hum, assim você estaria me xavecando, como sempre faz. 
Leo sorriu e pendeu suavemente a cabeça para o lado enquanto o olhava. O segurava ainda no tornozelo, sentindo a movimentação de seu pé direito, pressionando no corpo de forma que não parecia ter qualquer dificuldade com aquilo. Empurrou a pelve contra ele e em seguida interrompeu, breve e direto, tirou o que era o impasse de suas roupas, deixando-o completamente despido.
- Claro que não... Ah eu juro por Deus. 
Noah Rriu e pressionou pouco mais o pé tatuado em seu sexo, sentindo-o macio e duro ao mesmo tempo, suspirou, agradecendo que ele decidiu tirar a própria roupa, porque estava louco pra ter o toque dele, já podia sentir o corpo pulsar suavemente embaixo da roupa, incômodo, excitado.
- Então você queria me pegar, hum? 
Leo murmurou e riu entre os dentes. Quando ele já despido, ia tirar a própria roupa, mas tirou somente a calça e a camiseta, mantendo a roupa íntima no lugar. Ao voltar para o posto, no convite de suas coxas, nem precisou sugerir para que seu pé voltasse ao lugar anterior. 
- Tire. - Disse, sugerindo a própria roupa íntima. - Mas sem sua mão.
- É, eu queria sim. - Noah riu. - O quarto era escuro, as vezes eu olhava seu poster, sempre te achei bonitão. - Disse num sorriso sugestivo. - Você acha que eu não pensei muito na primeira vez por quê? - Riu novamente, porém se calou quando o viu tirar as roupas, gostava que ele tirasse tudo sem muitas delongas porque queria ver o corpo dele, não tinha porque ficar de camiseta, agradeceu por isso. Quando ele voltou ao lugar, ao perceber que estava ainda de roupa íntima, o olhou um pouco confuso, mas achou que ele quisesse provocar a si mais um pouco, por isso o pé voltou ao lugar, mas sorriu meio de canto quando o ouviu.
- Hum, eu não sei se sou tão habilidoso assim não.
Mordeu o lábio inferior de toda forma, aceitando o desafio e como pôde, tocou sua roupa íntima com os pés, os dois, um só não conseguiria puxar e teve que se apoiar nos braços para olhar pra ele mais direto. Já havia reparado que ele tinha um apresso curioso pelos próprios pés, mas provavelmente porque ele achava algum detalhe charmoso, não sabia exatamente o que, se eram as tatuagens, se eram as unhas pintadas, de toda forma, continuou pintando já que não sabia se era isso.
Leo riu, divertindo-se com sua concentração no que fazia. Não era exatamente sexual, era apenas um desafio idiota, mas que ele aceitou e por fim, tinha que se curvar para um lado ou outro, tendo a boxer meio enroscada no que não queria desprender dela.
- ... Porra. - Noah disse a puxar sua roupa para si e assim liberar seu sexo para que então pudesse abaixa-la, mas ainda assim, não era nada habilidoso com os pés. - Você falou sem as mãos, posso usar a boca? - Riu.
- Hum, na verdade estava bem divertido, mas vou deixar com a boca porque você aproveita o lugar pra... Bem, brincar.
Noah tentou puxar mais uma vez, embora o pé ficasse soltando do elástico de sua roupa.
- Inferno. - Disse e riu, ajoelhando-se na cama embora tenha feito movimentos mais suaves já que se movesse a cabeça com muita vontade, acabaria com dor. Em frente a ele agora, abaixou-se e segurou o elástico com os dentes, prendendo bem com eles e puxou para baixo, segurando em suas pernas para ter apoio, mas era difícil mesmo com a boca, riu por isso. Noah queria mesmo continuar com aquilo, Leo riu por isso, divertindo-se de fato. Mas também não era contrário à intenção seguinte, enquanto o via se curvar e tentar puxar a roupa para baixo, mesmo ainda o sucesso estivesse vindo muito vagarosamente, e claro, o sorriso virou risada de novo. 
- Vamos, eu deixo usar as mãos, já que hoje você está dodoizinho.
Noah riu divertido junto dele e por isso aproximou-se de sua barriga e mordeu a pele com força medida, rindo novamente em seguida, segurou sua roupa íntima com as duas mãos e puxou, retirando com a ajuda dele, mas voltou a subir logo em seguida, o beijou em seu sexo e lambeu sua ponta antes de então segura-lo com uma das mãos, massageando como ele havia feito em si.
- Ah...
Leo resmungou com a mordida, não era exatamente um protesto, mais um reflexo. Levou a mão até seus cabelos em seguida, no topo deles e então os enroscou. O ajudou com a mão disponível, mas ele sabia como fazer. Sentiu os beijos naquela região como um beijo que ganharia no rosto, parecia quase sem malícia, apenas um carinho, no entanto sentiu um arrepio correr pelo dorso diante da lambida, morna, quase fria, arrepiando a penugem corporal. Suspirou quando converteu aquilo em uma massagem, e os próprios dedos, notando o quão forte estava segurando seus cabelos, afrouxaram-se. 
- Desculpe! - Exclamou, não era alto, mas era enfático.
Noah sentiu o toque nos cabelos, mesmo uma puxada suave era dolorido naquela região, de toda forma não reclamou, gostava do puxão, gostava de seus dedos nos próprios cabelos, é por isso que os estava mantendo daquele tamanho, o problema era o puxão com força que poderia abrir os pontos. Franziu o cenho ao senti-lo apertar mais e gemeu dolorido suavemente, erguendo o rosto para olhar pra ele, sorriu meio de canto.
- Ah não... Isso não me parece ruim, você parece estar gostando. 
Disse num pequeno riso e segurou sua mão nos próprios cabelos, entrelaçando os dedos aos dele, assim, ele poderia apertar ali ao invés do local de antes, infelizmente. Sem aviso, abaixou a cabeça e o colocou na boca, até onde conseguia e apertou sua mão suavemente, a outra, o tocou na parte inferior do sexo, massageando suavemente e pressionava os lábios ao redor dele, fazendo uma pequena pressão ao retirá-lo da boca, deu uma pequena mordida, suave como tinha costume de fazer. Leo olhou para ele, não parecia ter surtido algum efeito diante da puxada anterior, então ficou mais tranquilo. Sentiu seus dedos, embora não tenha apertado nem mesmo seu toque após aquilo. Na verdade deslizou para baixo, segurando seu rosto com ambas as mãos, sentindo os dedos numa intercessão entre a mandíbula e o pescoço. Por fim deu um suave gemido, quase um grunhido satisfeito, como quem come algo muito saboroso, sentindo sua boca quente, a pressão de seus lábios e dentro da cavidade oral, sugado como se a alma fosse deixar o corpo por ali. Estremeceu com o roçar de seus dentes. Noah suspirou na pausa suave que deu após roçar os dentes nele, tocou o próprio sexo com a mão que agora ele havia soltado e massageou a si mesmo, na verdade, deu um suave aperto, quase como um lembrete de que devia ter paciência. O empurrou para a boca mais uma vez, sentindo-o roçar na garganta enquanto se concentrava em não respirar pela boca o que era difícil porque geralmente não desligava o mecanismo de respiração vocal, mas estava treinando com ele há um tempo, teria rido se pudesse. Sentia suas mãos, gostava do toque e até olhou seu rosto com os olhos pequenos por um breve momento, deixando isso claro, que tinha apreço pelo que fazia. Iniciou o movimento de vai e vem, tirando-o da boca e voltando a colocar, não tinha pressa, era algo suave, deixando-o sentir o caminho que fazia para fora e para dentro.
Os olhos azuis de Leo se desviaram além de seu rosto, por mais bonito que fosse, tinha uma movimentação tomando a atenção, e estava pra baixo, com a mão tatuada e unhas de esmalte escuro, adorava a vaidade sutil que ele tinha para si mesmo. Em ritmo se tocava, mais rápido nele mesmo do que o que fazia com a boca. Gostava da forma como parecia degustar o que estava fazendo, não tinha a pressa em sua boca como seu corpo parecia desejar, mas ele sabia, era fácil tirar a inspiração que tinha para fazer as preliminares quando o desejo transbordava. Arqueou-se para trás levemente, deixando a vista ampla do abdômen, não para se expor mas para ser capaz de vê-lo de forma mais clara, toda a extensão do tronco até chegar em sua boca. 
- É gostoso, hum? - Indagou em um sussurro suficiente para ser audível.
Noah estava de olhos fechados, mas ao perceber sua movimentação, ergueu o olhar para ele e pôde notar seu corpo bonito, é, adorava olhar pra ele também, de qualquer ângulo possível. A mão livre usou para jogar os cabelos para trás, como fazia para ajeitar a franja geralmente, mas cuidadoso pelo curativo, na verdade acabou até cobrindo ele com os cabelos. O retirou da boca devagar e deslizou a língua por ele e agora fazia para provoca-lo, deixava isso bem evidente pela expressão no rosto.
- É, é gostoso sim. Você é bem gostoso. - Murmurou e suspirou, apertando o próprio sexo suavemente, sentindo a pele se arrepiar, já estava sedento por ele. - E se você... Me comer agora, hum? - Disse um pouco trêmulo, excitado como estava.
Leo sentiu a pele se arrepiar diante da vista que teve, dando estímulo visual para si, tal como deu um a ele, mesmo não intencional. Franziu o cenho, mordeu o lábio inferior ao grunhir contra os dentes. Deslizou a mão de sua mandíbula até o pescoço, um movimento rápido, embora cauteloso, o segurou ali. 
- Levante, vem aqui. 
O pedido não se referia a estar em pé, mas se ajoelhar na cama como estava, ia dar o que ele queria, mas antes queria o tato. Defronte a ele, passou os braços ao redor de sua cintura, o tomou no abraço com as mãos em repouso sobre suas nádegas quais afundou os dedos e empurrou a pelve contra a dele, sentindo seu corpo viril, tal como deu o mesmo a ele. O lambeu em seu pescoço, subindo até a orelha, mordeu o lóbulo, mordiscou sua mandíbula e em seguida o pescoço. Noah estremeceu ao sentir o toque no pescoço e ergueu o rosto, fez o que ele queria na mesma hora e sem nenhuma pergunta, gostava quando ele tocava a si de forma rude, ele já sabia, e provavelmente fazia isso de forma proposital, ou não, talvez ele fosse assim quando estava excitado. De joelhos em frente a ele, suspirou mais uma vez, deixando a voz escapar suavemente em meio ao suspiro e fechou os olhos, mordendo o lábio inferior ao sentir o toque, seja de seu corpo, seu sexo ou mesmo seus lábios, havia aprendido a gostar das mordidinhas assim como ele e por isso agora estava arrepiado também. Percebeu que estava quase inerte a sentir seus toques, mas porque estava tão gostoso que o que conseguiu fazer era suspirar, segurou seus cabelos, os dele podia, com certa vontade se quisesse, não havia um ferimento.
- Leo... 
Murmurou, tão perto do ouvido dele, a voz embargada, quase excitado demais pra falar, tinha um tom parecido em algumas músicas quando queria soar suave, mesmo sem perceber, mas agora era completamente diferente, o sentimento carregado era outro. Beijou seu pescoço para retribuir os toques, ele não gostava do toque em sua orelha, então evitava, dava tudo a ele em seu pescoço, o sugou, mordeu, com força medida embora o maxilar fosse um pouco forte. Não entendia porque tudo o que fazia com ele era tão intenso, tão gostoso, mesmo pequenos toques. Já havia estado com outras pessoas e nada chegava nem perto daquilo, estar com ele, toca-lo, ouvi-lo, ser tocado por ele era como ter uma conexão muito maior do que só sexo, era curioso pensar numa palavra assim, mas era quase... Sagrado. Talvez não devesse usar ela para definir algo como sexo, mas sentia que profano não era a palavra certa, mesmo quando ouvia pequenos suspiros dele era como ouvir uma onda quebrando na praia, era música.
Se Leo olhasse para Noah, encontraria exatamente o que esperava, de olhos fechados, quase como quem aprecia a brisa suave do vento, porque ele estava parado, sentindo os toques, respirando calmamente, mesmo de forma profunda. Leo sorriu contra sua pele diante da percepção, diante de seu pequeno transe. Sua voz cortou o silêncio preenchido apenas por movimentos entre os dois, e agora tinha a boca ocupada, os lábios na pele, abafando seus protestos de prazer enquanto retribuía os próprios estímulos. Deslizou os dedos em seu dorso, deixando as nádegas até as costas, com um toque que agora era mais suave, sentindo a suavidade da pele na ponta dos dedos, subia pela espinha enquanto sua pele se arrepiava pelo contato. Em certo ponto, por mais que gostasse do que antecede o destino, sempre terminava impaciente pela excitação, o teria tomado pelas coxas, puxado para se deitar, o que faria ser jogado ao colchão, mas não, hoje não, então quando envolveu seu corpo e o segurou num dos braços, o puxou como se fosse possível deixá-lo mais perto do que estava, talvez até pudesse sentir o quanto o peito estava agitado, porque sentia perfeitamente todos os batimentos cardíacos. Então o curvou para trás e devagar o guiou de volta para o colchão, ganhando suas coxas ao redor dos próprios quadris, o que não era a primeira vez e gostava de como se enroscava a si sem qualquer impasse. Noah sentiu a firmeza de seu toque, era quase como se quisesse compensar a vontade de algo mais brusco naquele aperto, mas claro, se segurou em seu corpo com as pernas, não porque tinha medo de ferir a cabeça, sabia com certeza que ele seguraria a si o mais forte possível para que não deixasse nada acontecer, confiava nele. Encostou a cabeça no travesseiro como uma pluma, não houve nem uma fisgada nos pontos, nada, era menos cuidadoso consigo do que ele. Podia ouvir seus batimentos cardíacos, acelerados assim como os próprios, ouviu seu suspiro, o rastro suave de sua voz. Sorriu, mais para si mesmo do que para ele. Deslizou uma das mãos em seu rosto, acariciando sua pele macia, já eram dois homens adultos, mas pareciam dois adolescentes, e gostava muito disso, ele era tão bonito, tudo nele era bonito, mesmo suas pequenas ações.
- Você é música, Leo. - Murmurou, contra seus lábios.
Leo confortou-se entre suas coxas, como sempre naquele convite que aceitava com prazer. Abaixou a pelve e moveu-se levemente contra ele, roçando-se em seu corpo, friccionando, gostava daquele atrito, queria sentir ele, gostava da densidade, de encher os braços com a presença dele. Sorriu, na verdade um riso que soou em um sopro pelas narinas.
- Você é música, Noah. - Retrucou, copiosamente. Sabia o que ele queria dizer e como se sentia, tinham alguma coisa, algo funcionava perfeitamente, se encaixam. Abaixou-se, segurou seu queixo e lambeu com a ponta da língua, subindo até os lábios devagar, então o beijou com firmeza diferente da gentileza até chegar ali, não era rápido, mas era firme e enquanto fazia aquilo, também movia a mão embaixo, pegou-se entre os dedos, guiando para seu corpo, roçando-se nele, sem perder a atenção segundo sequer do beijo que dava nele.
Noah ergueu o queixo, sentiu o curativo tocar o travesseiro porque agora sim sentiu a fisgada, então abaixou suavemente, também teve que fazer isso quando ele iniciou o beijo, queria responder com a mesma intensidade, e precisava se mover pra isso. Deslizou a mão pela bochecha dele, o segurou em seu queixo com uma das mãos assim como ele havia feito, apreciando o contato e suspirou profundamente ao sentir seu roçar no corpo, ansioso como estava, quase gemeu contra os lábios dele. Contraiu-se suavemente, sabia que ele sentiria em seu roçar suave e fez o mesmo com as coxas, o apertando ao redor do corpo, como se o puxasse para si, quase pedinte. Leo sabia o que era aquilo, sabia o que era seu pedido mudo por mais atrito, ainda assim, interrompeu o beijo aos poucos, tornando vago até poder falar. 
- O que? - Sussurrou contra seus lábios, esperando algo além dos apertos em suas pernas, do espasmo de seu corpo. E embora estivesse a roçar nele, o tocou inicialmente com os dedos médio e indicador. - Você tem algum lubrificante aqui no seu quarto?
Noah suspirou, desviando o olhar a ele, geralmente ele dizia pra sentir e não falar, então era curioso que agora quisesse ouvir. Riu baixinho.
- Me come, Leo. - Murmurou, mordendo seu lábio inferior, mas suspirou em seguida, ponderando. - Na... Na carteira. - Disse a apontar a carteira deixada no móvel ao lado da cama quando entrou. - Você não vem pra cá, então não tenho lubrificante aqui.
Leo sorriu ao ouvi-lo e se esticou por um momento, mesmo que suas pernas parecessem não colaborar com isso, então riu. 
- Precisa me deixar ir... - Disse risonho e então alcançou a carteira, mas não mexeu nela, entregou para ele. - Pegue pra mim. - Dito, tinhas mãos livres e que voltaram para suas coxas, deslizando até os quadris, puxou cautelosamente em direção a si, colidindo com o ventre em suas nádegas. Abaixou-se, beijou seu abdômen, na altura do estômago onde a palavra "Desolate" tatuada.
- Hum, você pode mexer na minha carteira. 
Noah disse e sorriu, achava fofo que ele não quisesse mexer de toda forma. Abriu a buscar o pequeno envelope que ele já conhecia, deixando-a ao lado novamente e abriu o envelope com os dentes, mas enquanto isso, podia sentir seu beijo suave e sorriu, gostava realmente quando ele beijava a si de um jeito afável, inferno, gostava de tudo que ele fazia. Não entregou o lubrificante a ele, dosou na própria mão, desceu no espaço estreito entre os corpos e o tocou, em seu sexo, o acariciou, lubrificando embora não tenha durado muito naquela carícia e bem, ainda tinha um pouco nas mãos então, embora ficasse um pouco tímido, tocou a si mesmo com o o dedo indicador e médio.
Ele mesmo seguiu o que faria, então Leo apenas deu espaço suficiente para não ser um impasse, embora continuasse na própria atividade. Suspirou contra sua pele, ele ia sentir o suave toque morno daquele sopro, enquanto seus dedos seguiam envolvendo a si, enluvando com gel mentolado que escorregava por seu toque. Então esperou por ele, até que usasse cada gota preciosa do facilitado. Podia ver um sorrisinho em seu rosto quando ergueu a direção visual, percebendo a timidez escondida por lá, suspirou, ele era incrivelmente bonito, suspirou de novo e não era pelas sensações. Por fim se afastou o suficiente para voltar a posição, roçar em seu corpo agora era diferente, tinha o toque suave do lubrificante e gostava mesmo daquele pequeno artifício, podia deslizar para dentro sem dificuldade, mesmo que ainda existisse dor para ele, também sentia que era puxado por seu corpo. Gemeu sem conter a voz, satisfeito, excitado. Noah notou seus suspiros, não sabia porque então julgou ser pela sensação prazerosa do lubrificante, sabia que ele era suavemente gelado no começo e depois esquentava, gostava dele por ser daquela forma, e bem, o anestésico era bom para si também no começo. Ao senti-lo se ajeitar, já esperava por ele. Sem perceber, agarrou o lençol da própria cama em meio aos dedos e gemeu, suavemente dolorido e também excitado, já sabia o que esperar, a dor já era conhecida, então não era algo insuportável, na verdade com o tempo aprendia a aprecia-la em conjunto. O que gostava naquele momento específico, era poder ouvir seu gemido satisfeito, aquilo sim fazia a dor valer a pena. Sorriu consigo mesmo, um sorriso suave e desajeitado, estava pensando sobre isso, sobre sua voz. Com a mão livre, tocou os cabelos dele, agarrou os fios em meio aos dedos e suspirou.
- L-Leo...
Noah sentiu os dedos deslizando nos cabelos, roçando levemente o couro cabeludo, fazia a pele se arrepiar, estremeceu numa suave e gostosa afiliação, sorriu por isso, em um risinho silencioso.
- Hum? 
Murmurou, não sabia se estava mesmo sendo chamado ou apenas sendo alvo de um grunhido satisfeito como estava. Se aproximou no pouco que faltava para encostar nele, afundou o rosto na curva de seu pescoço, mordiscou, lambeu, seguiu até a orelha e ficou por ali mesmo quando enfim se moveu, dando a primeira investida, gemeu por isso, ali mesmo perto de sua orelha sensível. Noah não estava realmente o chamando, era só um gemido dolorido e prazeroso, então abriu os olhos para olhar pra ele, sorrindo meio de canto, o rosto estava suavemente vermelho, provavelmente não com uma razão específica, mas ele provavelmente não conseguiria ver. Fechou um dos olhos numa expressão dolorida conforme ele se aproximou e beijou seu rosto antes dele finalmente se esconder no próprio pescoço, era um costume dele e sinceramente gostava de sua respiração junto da pele, já havia pensado nisso algumas vezes, não só naquele dia, sua respiração era reconfortante. Sentiu a investida e o gemido insistiu em deixar a si, mas abafou numa mordida no lábio, e foi dolorida porque fez o possível para que pudesse ouvi-lo, já que seu gemido causava um arrepio na coluna.
- Ah... - Gemeu só quando enfim ele silenciou. - Eu amo fazer isso com você... - Riu baixinho. - Porra...
- Por que está controlando seus gemidos, hum? Eu consigo ouvir quando sufoca eles em sua garganta.
Noah sussurrou e então se afastou dele, suficiente para olhar seu rosto. Tocou sua mandíbula, sentiu sua bochecha, o desgraçado era muito bonito, e aparentemente, quanto mais gostava dele, mais bonito ele ficava, chegava a ser absurdo, riu ao pensar nisso. - Sinto muito que seus pais sejam uns merdas, mas eles devem ter feito você com muita vontade, ficou muito bem feito. - Brincou, embora estivesse soando sério, sorriu então no final, apenas com os dentes à mostra, sem emitir qualquer som. Então se moveu, dando mais uma investida, e outra, devagar criando algum ritmo.
- Porque eu quero ouvir você e meu gemido sobrepõe o seu. - Noah disse num sorriso suave, mas o sorriso sumiu aos poucos quando ele olhou para si, um pouco confuso e até fechou um dos olhos ao senti-lo segurar o próprio rosto, fora um reflexo, sabia que ele não tocaria a si de forma rude atoa, não bateria ou algo parecido, pelo menos não sem avisar primeiro ou sem estarem em um clímax maior do que aquele, mas de alguma forma, o corpo teve essa reação, se perguntou se ele tamparia a própria boca novamente, estava falando demais? Abriu o olho novamente ao ouvir seu riso e depois, suas palavras, foi muito de repente, então riu, quase divertido. - Bom... Você não é nada diferente. Vou até parabenizar seus pais se me levar pra lá no natal. - Disse, mas claro, estava brincando. De qualquer forma, adorava seus dentes expostos, argh, eram tão fofos, que ódio. Ergueu-se suavemente para ele e selou seus lábios, na verdade quase o beijou sobre seus dentes, rindo em seguida e agarrou-se ao redor de seu pescoço com ambos os braços, deixando o gemido soar livremente agora.
Leo havia notado a reação, mas como não havia sido brusco, não quis se aprofundar mais na razão dela. Apenas afagou sua bochecha por um momento, sentindo o toque levemente áspero, gostava daquilo e já havia pontuado algumas vezes. Riu no entanto ao ouvi-lo e negativou, sabia que não era nada como ele, talvez como Vessel. Retribuiu o beijo ao senti-lo nos dentes, fechando os lábios para fazer isso, então sorriu, quase num sopro pelas narinas. Deitou a testa sobre a dele, olhando-o de perto, seus olhos pequeninos que tentavam se fechar e ainda retribuir os próprios, e em cada investida se fechavam, mas logo franziam e ali estavam entreabertos novamente. Noah agradecia por ele não ter dito nada, porque com certeza teria a vontade de xinga-lo. Claro, como Vessel, ele era estiloso, mas ele mesmo havia criado aquele estilo, aquilo era ele, era estilo, não beleza, aquele mérito era todo dele e adorava seu rosto todo, inclusive suas olheiras suavemente marcadas, dava a ele uma aparência de quem passava horas lendo, ou tocando, suspirou, era apaixonado por ele, sentia o mesmo, quanto mais pensava nele, quanto mais ficavam juntos, mais o achava bonito. Podia ver seus olhos azuis, perto demais de si, como na primeira vez que os viu, brilhavam suavemente na pouca luz, teve impulso de falar de novo pra ele o que já havia dito, mas achou que não deveria falar tanto, ou ele se sentiria pressionado ou agoniado de alguma forma, mas não queria força-lo a nada, só queria dizer a ele o quanto gostava dele. Por fim, não falou, mas nem percebeu quando os lábios proferiram mesmo sem voz. Leo quase o ouvia sussurrar, era um sopro leve, mas podia entender o que ele estava falando, não entendia porque havia sussurrado, era um pensamento alto? Um reflexo. Sorriu, deixando quase evidente que o havia entendido. Suspirou e fechou os olhos ao selar novamente seus lábios, levou um tempo ali, mantendo o beijo. Queria dizer aquilo para ele, mas queria transbordar em palavras, exatamente como ele fazia agora, queria não pensar em dizer e apenas fazer isso. Moveu-se e a voz que veio como um protesto prazeroso, abafou em seus lábios ainda beijados, agora mordidos, embora com cautela. O sexo seria mais brando naquele dia, mas ainda tirava todo o proveito, sempre era bom, sempre se alinhavam.
Noah desviou o olhar a ele, seus lábios, vendo seu sorriso e percebendo só então que havia dito sem querer. Sorriu meio de canto, tímido, não deveria pedir desculpas por dizer que o amava, não é? Mas sentia que deveria, porque deveria ter paciência. Retribuiu o beijo suave e gemeu baixinho com a fisgada no lábio, mas retribuiu da mesma forma em seguida, era engraçado porque sempre que o mordia quase podia senti-lo arrepiar e dependendo da força e do local da mordida, podia jurar que o sentia pulsar em excitação, talvez fosse impressão, mas gostava realmente disso. Com uma das mãos, segurou a dele, entrelaçou os dedos aos do outro, deixando-a ao lado do próprio rosto, sobre o travesseiro, ele poderia se apoiar em si, mas queria segurar a mão dele, estavam... Fazendo amor, não é? Sorriu ao pensar nisso e gemeu prazeroso com sua investida contra si, ele sempre tocava onde gostava, como se já soubesse exatamente como se mover para dar prazer a si e o respondia se contraindo ao redor dele. 
E não era uma percepção errada, Leo se excitava com as mordidas, se excitava por mordeu-lo, se excitava pela ideia de intensidade que sentia com elas, como uma fome física, um contato intenso, como sentir com densidade o que pegava, como os abraços firmes onde o sentia, ou como encher as mãos com suas nádegas ou a boca com a sua ereção, era difícil explicar o desejo de algo palpável. Penetrou sua boca com a língua, perto dos lábios como estava, apenas um empurrão e ali estava. O beijou curiosamente com quase o mesmo ritmo com que mexia a pelve, quer dizer, não era sobre o ritmo em si, mas a intensidade com que era feito. Firme porém cauteloso, devagar mas não era demais. Conforme porém, foi aumentando o ritmo, de forma inconsciente levado pela excitação crescente, se aproximando aos poucos do ápice. Noah havia pensado em algo divertido e iria falar com ele, mas havia sido tomado no beijo e não tinha nenhuma coragem nem vontade de finalizá-lo, então, faria isso outro dia. O beijou com a mesma intensidade, num certo ponto conforme o sentia se empurrar firmemente para si, sentiu uma fisgada nos pontos, dolorido por pressiona-los no travesseiro, de toda forma, sabia que não iriam danificar ou algo do tipo, não era algo tão grosseiro, bem, esperava, porque realmente não pretendia pedir que ele parasse. Firmou as pernas ao redor de seus quadris, como se quisesse mais dele, como se pudesse pedir que ele fosse ainda mais fundo e isso nem era possível, mas claro, só estava excitado e tão perto do ápice que quase podia toca-lo. Gemeu, contra seus lábios, quase sem intenção e contraiu-se ao redor dele, tentando conter a vontade que tinha de gozar embora até as mãos estivessem trêmulas. Leo sabia sempre quando seu corpo se encaminhava para o clímax, sabia sempre quanto mais perto ele estava, Noah era expressivo de todas as formas, fosse falando ou cantando, mas também, sentindo prazer, mesmo seu corpo com espasmos, suas mãos trepidas e seus joelhos que tentavam se encontrar enquanto abraçava com as coxas os quadris. Interrompeu o beijo em certo ponto, mas não foi por intenção, foi por dispersão, estava desatencioso ao contato, porque algo embaixo tomava mais de si, aquela sensação crescente que compartilhava com ele, com seu corpo reagindo ao desejo de chegar em seu auge, apertava a própria ereção como suas coxas nos quadris e por isso, ali estava tão perto como ele, sentindo os músculos se tornarem leves demais a ponto de ser incapaz de não estremecer, sentindo as pernas vacilantes, o que não impedia de continuar, na verdade apenas se intensificava, esquecendo até de ser cuidadoso com seu ferimento na cabeça, provavelmente mais tarde se martirizaria por isso. O gemido mais alto deixou Noah, quase como se ao invés de gemer quisesse buscar ar, quisesse estravazar todas as sensações que o corpo sentia de uma vez porque ali estava, havia atingido o ápice, deixando o próprio prazer sobre seu abdômen como já havia feito outras vezes, sem intenção. Não precisava se quer de um toque, um pequeno toque no sexo, ele fazia isso consigo somente empurrando seu corpo para dentro de si e gostava realmente daquela sensação, ah, era o melhor sexo que já havia tido, com ele, já havia pensado nisso outras vezes e sempre tinha certeza. Inclinou o pescoço para trás, franziu o cenho, quase contorcendo-se naquela sensação prazerosa que sentia, o problema é que apertava a cabeça contra o travesseiro e nem se importava com isso naquele momento, a dor era quase amortecida pelas outras sensações, a mão apertava a dele e a outra deslizava por duas costas nas unhas medianas e pintadas de preto, dava a ele aquela mesma sensação que tinha, do prazer e da dor numa linha tênue. Mordeu o lábio inferior, sentindo todos os músculos do corpo se contraindo e ainda assim, ainda o sentia se empurrar para si, fazendo o mesmo que fazia, buscando qualquer movimento restante, qualquer gota suave de prazer que pudesse sentir ainda dentro do próprio corpo e gostava disso, gostava de seus movimentos intensos, gostava da sensação que sentia de sensibilidade logo após gozar e ainda senti-lo se mover e era estranho, mas gostava de senti-lo gozar em si, era estranho dizer isso dentro da própria cabeça até, e por isso, estava vermelho mesmo sem perceber. - Leo... Ah... L-Leo... - Murmurou, na respiração descompassada, não o estava chamando, só estava atordoado, sentia até os pés se contrairem, os músculos das coxas, era tão bom, a sensação era tão gostosa que sentia os olhos marejados e franziu o cenho quando enfim sentiu uma pequena lágrima escorrer pela bochecha, estava confuso, nunca havia sentido aquela sensação antes, o peito estava agitado, mas não estava triste, na verdade não era nem perto disso.
A sensação cresceu até eclodir, e não era apenas em Leo. Ele agora sentia todo o corpo dele tremer embaixo do próprio, mesmo suas pernas que tentavam buscar força, apertavam ao redor do corpo como se precisasse disso pra viver e ainda assim, sem força alguma, ele estava leve, sem controle do próprio movimento. Não muito diferente dele, sentir aquelas sensações, era como formigar, uma sensação de alívio como beber um grande copo d'água com muita sede. Apertava seus dedos contra a cama com uma das mãos que ainda continuava entrelaçada à dele. E ainda que as pernas ficassem trêmulas, continuava, podia estar exausto, mas queria cada mísera gota de prazer, queria sentir aquela sensação por quanto tempo pudesse e não apenas isso, queria dar o mesmo a ele. Gostava do sexo, gostava do clímax, mas gostava especialmente de dar isso a ele, de fazê-lo ter aquilo que agora o fazia lacrimejar embaixo de si, sem controle de suas emoções, sabia que aquelas lágrimas não eram tristeza porque todo seu corpo dizia o contrário disso. Havia gozado com ele, sentindo seu corpo arrancar de si todo o próprio desejo e compartilha-lo. Não conseguia dizer uma palavra sequer, apenas mordia o lábio por dentro da boca como se aquela força nos dentes fosse capaz de extravasar o que sentia, e em um certo ponto, ao soltar sua mão, tocou a cabeceira da cama e apertou o móvel, bateu contra ele, mas riu por isso, levemente atordoado.
Noah fechou os olhos, firmemente, estava realmente confuso, nunca havia se sentido daquela forma antes, nunca havia... Bem, nunca havia chorado durante o sexo. Era um pouco leigo, então era estranho, se perguntava se tinha algo de errado consigo, mas naquele momento não conseguia se quer prestar atenção naquele sentimento, porque tinha muitos outros brigando pela própria atenção. Ouviu sua batida contra a cama e olhou pra ele, sentindo outra lágrima escorrer para a bochecha e sorriu, ele ria, então sabia que estava tudo bem, sabia que era uma reação de seu corpo, para extravasar o que sentia, até achava sexy de alguma forma. Riu junto dele e suspirou, sentindo o peito subir e descer, descompassado, excitado e aliviado ao mesmo tempo. Tocou o rosto dele e acariciou suavemente sua pele, contrário de tudo de intenso que sentia.
- Isso foi... Nossa...
Quando Leo interrompeu toda movimentação, ficou ali por algum tempo, apenas apoiado à cabeceira, olhando-o de cima, acomodado entre suas pernas. Respirou tão profundo quanto poderia, teria roubado o oxigênio do mundo se pudesse e então, vagarosamente ia esvaindo. Sentiu o toque no rosto, e foi o que tomou de volta a própria atenção, encarando seus olhos miudinhos brilhantes, mais do que o normal, então se abaixou para ele e lambeu o leve rastro da lagrima, sentindo o sabor levemente salgado. 
- Foi. - Sussurrou contra sua pele, concordado com ele. 
Noah olhou pra ele, era tão bonito, os fios caíam suavemente em seu rosto, meio bagunçados, podia ver que ele tinha um suave brilho na pele, provavelmente também tinha, estava quente, se sentia fervendo na verdade. Sentiu sua proximidade e esperou pelo beijo na boca, porém ele lambeu o próprio rosto e sorriu meio de canto, ainda um pouco descompassado na respiração.
- Eu não... Não estou triste, eu não sei... Não sei porque estou chorando.
Leo sorriu, risonho na verdade. 
- Nem todo choro é de tristeza. Provavelmente foi seu jeito se extravasar o desejo.
- Ah... Bom... Isso nunca aconteceu comigo antes. - Noah disse num pequeno sorriso.
- Talvez não tenha sido tão forte quanto esse. - Leo sorriu e novamente tomou ar para deixar seu corpo, saiu devagar, sentindo o resquício da excitação naquele breve movimento. Deitou-se ao lado dele. - Eu te machuquei? Acho que me esqueci do seu ferimento em algum momento. - Disse e franziu suavemente o cenho, lamentando. 
- É... Noah disse a limpar as lágrimas com uma das mãos, suspirou, sentindo uma pontada suave na cabeça, agora que o sangue esfriava, começava a doer, mas não ia dizer a ele. Virou-se em sua direção e sorriu, negativando.
- Eu estou bem, não se preocupe. - Disse e aproximou-se dele, repousando a cabeça em seu ombro, sentiu seu cheiro, era o cheiro dele com um suave suor, ah, adorava esse cheiro.
Leo cedeu a ele o espaço no braço, ajeitando-se consigo. Podia sentir o cheiro de sua pele como ele o própria, tinha um pouco do cheiro de suor, o próprio shampoo e um traço de algo que provavelmente haviam usado em seu ferimento. Deitou a bochecha cautelosamente contra sua cabeça, sem dar peso de fato. Estava confortável como ele, o corpo estava tão leve que sabia que precisariam de uns minutos, longos, pra poder levantar e voltar pra casa.
- Hum... - Noah suspirou, estava tão, tão confortável, podia dormir ali mesmo, no meio do edredom bagunçado, só porque estava com ele. Sorriu para si mesmo. - Escuta... Eu... - Suspirou. - Acho que eu preciso falar sobre isso porque me incomoda um pouco. Se eu disser o que eu sinto por você, eu não estou te pressionando, eu só... Eu só sinto que eu preciso dizer, porque meu coração parece tão pesado se eu não disser, mas eu não espero que você responda, então... Se isso te incomodar, se te pressionar, me diz, tá bem?
Leo ficou no lugar como ele, apenas ouvindo o que tinha para dizer, estava confortável e preferia não se mover, provavelmente dormiria ali, havia tido um sono curto na noite passada, então, era fácil aceitar onde se encostava, especialmente depois de gastar a pouca energia restante. 
- Não, tudo bem... Não se esconda por mim. Desde que isso não te faça mal, você pode falar o que quiser, quem ficaria incomodado por ser amado?
Noah sorriu ao ouvi-lo e suspirou.
- É... Eu tinha medo de você querer fugir se fosse demais pra você. Quer dizer... Se você achasse que isso é... Muito forte. 
Disse e realmente, percebeu que estava sonolento, ainda que tivesse dormido na noite anterior, os remédios ainda deixavam a si daquele jeito. Aproximou-se dele, beijou seu rosto e se levantou com cuidado, tinha uma pequena mancha de sangue no travesseiro, não era alarmante, provavelmente o ferimento havia sangrando pelo movimento, não parecia ter estourado os pontos, ou seria muito pior, então não falou nada a ele. Inclinou-se para puxar o edredom, ele estava distraído, talvez não percebesse o sangue na gaze, cobriu seu corpo, cuidadosamente e virou-se para ele novamente, aconchegando-se em seu peito como tinha costume.
- Descanse um pouco. Vamos pra casa depois. Digo... Sua casa.
Leo olhou para ele conforme se levantou, então obviamente notou a coloração no curativo. 
- Noah, acho melhor eu olhar esse ferimento. - Disse e fez menção de levantar, mas ele por sua vez, se deitou como se quisesse mesmo desmaiar naquele momento, não de forma ruim, mas sim por cansaço, então deu um risinho entre os dentes. - Tudo bem, não tenho ninguém esperando como você tinha aqui, então...
- Está tudo bem, relaxa. - Noah disse e sorriu. - Provavelmente eu... Pressionei no travesseiro e sangrou, mas não parece ter arrebentado ponto, é pouco sangue. - Suspirou e bem, assim que ele falou, Toby subiu sobre ambos e contra tudo o que imaginava, caminhou até ele e se deitou a seu lado, na curva de seu braço, como se esperasse por um abraço para dormir. - Ah, seu merdinha. 
Leo olhou para o felino conforme pulou na cama, caminhou pacientemente até si ao invés de seu pai e encontrou um espaço perfeito para repousar, parecia até um encaixe. 
- Ah...? - Murmurou, quase confuso. - Gato, eu mordo as coisas. - Disse fingindo ameaçador.
Noah riu divertido ao ouvi-lo e o pequeno olhou pra ele e deu um miadinho fraco, esticando uma das patinhas a tocar seu rosto quase distraído e voltou a se ajeitar em seu braço.
- Eu acho que ele não liga não, viu.
- Oh, ganhei um afago. - Leo murmurou, só não retribuiu o afago porque tinha os dois braços ocupados. - Tudo bem, você pode ficar.
Noah riu novamente.
- É, ele gosta de você. Ele nunca faz isso, geralmente ele evita o Nick.
- Hum, ele quer me convencer a não levar você por mais tempo.
Noah riu.
- Vamos ter que levar ele junto então. Mas você não vai, carinha, você vai destruir a casa do Leo.
- Hum, eles não parecem bagunceiros.
- É que são gatos né, bom, eles arranham o sofá, a cama.
- Bem, talvez em algum momento precisemos falar sobre isso. Vamos ter que jogar seus gatos fora. - Leo disse, provocando-o é claro.
Noah o escutou silencioso, mas ergueu o rosto a estreitar os olhos, riu em seguida, quando ele fez o mesmo.
- Não vamos jogar ninguém fora, palhaço.
- Ouviu gato? Vamos te jogar fora. - Leo disse conforme se virou para o gatinho, podia ouvi-lo ronronando.
Noah riu e olhou o pequeno que parecia inabalável sem entender nada do que ele falava.
- Não vamos não, Toby, não escuta ele. - Disse e tocou a orelha do pequeno, coçando suavemente a parte de dentro, ele gostava. - Vamos descansar, hum? O meu cavaleiro deve estar com sono.
O riso soou entre os dentes de Leo e assentiu, estava mesmo cansado. Desconfiava que se ficasse apenas um minuto em silêncio, terminaria adormecido sem qualquer impasse. 
- Então, bem, qualquer coisa me chame.
- Uhum. Eu chamo. 
Noah disse num pequeno sorriso e ergueu o rosto, selando seus lábios como um boa noite silencioso. Voltou a se deitar em seu peito no abraço que tinha e aconchegou-se nele, fechando os olhos.

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