Vessel e Noah Sebastian #9
Naquele dia havia saído com o amigo da banda para comprar alguns materiais, bom, cordas de guitarra e violão, baixo e outras coisas. Quando saía assim, sempre usava máscara, não que ajudasse muito já que era todo tatuado, mas queria se manter em paz e era melhor assim. Após a visita à loja de instrumentos, podia ouvir Nick falando sobre alguma coisa aleatória, não dava realmente atenção porque estava agora parado em frente à uma loja de joias, olhando as alianças.
- E eu não acho tão difícil se mudarmos a segunda parte da música como você disse, acho que ficaria melhor... Noah? Você tá me ouvindo?
- Hum? Uhum. Mudar a música. - Noah disse a se aproximar do vidro.
- Tá olhando alianças de noivado? Cara, vocês não acabaram de começar a namorar? Faz tipo, uma semana.
- Oito dias. Estou olhando as alianças de namoro, palhaço. Claro que queria comprar uma de noivado também, mas acho que é muita maluquice. Mas sei lá, tenho certeza que é ele.
- Certeza? Mas nós nem conhecemos ele. Tá escondendo o que? É um assassino procurado?
Noah riu e negativou.
- Vai indo na frente, eu te encontro no lugar do show. Disse e entrou na loja, fuçando nas vitrines alguns anéis, tinha visto um que gostou, mas não podiam de fato usar anéis no trabalho ou geraria uma grande fofoca a toa, então além dos anéis, comprou algo para ele que ele poderia usar, se quisesse. Seguiu para o local do show, não iriam tocar naquele dia, era mais um ensaio com os equipamentos no lugar, então assim que entrou, enviou uma mensagem pra ele "Oi pequena aranha, quer jantar comida chinesa hoje? Eu chego às oito, levo a comida, se quiser comer outra coisa, me avisa. Bom trabalho. <3". Guardou o celular no bolso e seguiu para encontrar os amigos, já haviam ensaiado um pouco quando tiveram a ideia de ajustar luzes sobre o palco, algo que não estava no lugar certo e bem, estava bem embaixo do maldito holofote que se desprendeu e acertou a si, por sorte não caiu na própria cabeça, mas ainda assim, a batida havia sido feia porque acabou desmaiando. Quando acordou, podia ouvir um barulho chato e contínuo, já havia sido internado algumas vezes então sabia exatamente o que era e nossa, a dor de cabeça era tão forte que resmungou mais alto do que pretendia, piscando devagar para tentar ver algo ao redor, claro, viu o amigo que se levantou.
- Noah? Caralho, que susto que você deu na gente! Você tá bem?!
- ... Cara, que porra que aconteceu?
- Uma porcaria de holofote bateu na sua cabeça, foi feio, você levou uns pontos, sorte que não rasparam o seu cabelo.
- Uns pontos... - Noah disse e tocou a cabeça atrás, mas gemeu dolorido, ainda despertando mas quando percebeu que estava escuro pela janela, só então se ergueu na cama. - Que horas são?!
- Hey, não levanta rápido não, caralho. Deita. Tá louco?
- Não, é sério Nick, que horas são?
- São dez horas.
- Ah, merda... Não, não, não... Meu celular... Cadê meu celular? Nick, cadê meu celular?
- Noah, deita, relaxa. Ele te ligou e eu atendi, tá?
- ... Você o que? Você... Atendeu meu telefone?
- Sim, eu conversei com ele, falei onde você estava, ele sabe que você está aqui, acho que até vai vir te ver.
Noah suspirou e negativou.
- Não, tá tudo bem... Ele não vai vir.
- O que? Como assim?
- Ele não sai de casa... É uma longa história... Que merda ele... Ficou me esperando. - Disse a franzir o cenho. - Cadê as minhas coisas?
- Estão ali do lado, eu cuidei das suas coisas, relaxa, mas seu celular descarregou. Eu vou lá fora, tava todo mundo preocupado com você, vou falar com eles.
- Tá...
Noah olhou pra ele enquanto saía do quarto, gemeu dolorido novamente, sentindo a cabeça latejar e olhou as próprias coisas sobre a poltrona, o celular desligado, negativou e só então ouviu a porta novamente, mas não se virou para ela.
- Nick, será que tem como alguém conseguir um carregador pra mim? Sério, eu preciso mesmo pedir desculpas pro Leo. - Disse e virou-se, porém silenciou em seguida. - Leo...
Quando Leo viu a mensagem no celular, pra falar a verdade já era quase o horário que ele havia dito que chegaria em casa, meia hora antes, precisamente. Naquele dia havia trabalhado também, mas era apenas encontro com a produção, porém tinha combinado com Noah que ele passaria um tempo na própria casa e quando pegou o celular, tinha intenção de avisá-lo que horas chegaria em casa, mas feito isso, achou uma mensagem dele enviada há algum tempo, então lamentou por tê-lo deixado sem resposta, achando mais estranho ainda o fato de não ter recebido uma segunda mensagem depois de horas sem resposta. "Noah, peço desculpas pela demora, eu perdi um pouco a noção do horário, pretendia avisá-lo agora. Comida chinesa parece ótimo." E assim enviou a mensagem, porém não recebeu resposta, ainda assim aguardou até o horário marcado, e dez minutos depois também não havia sido respondido. Duvidava que aquilo parecesse normal, então apenas pegou o telefone e ligou para ele, algo devia ter acontecido, Noah era pontual e até afobado, nunca demorava pra responder e sempre chegava antes do horário. Com o telefone atendido no entanto, a voz era diferente do que esperava, levou um minuto inteiro para responder, mas fez isso, então soube o que havia acontecido e na verdade, pela forma como Nicholas havia falado, achava até que Noah estava em coma, portanto, não ir não pareceu uma opção. Agradeceu o fato de ter uma máscara de proteção no carro, porque estava na metade do caminho quando percebeu que não queria mesmo encarar os colegas de banda do vocalista, e que se a notícia já tivesse se tornado pública de alguma forma, podia terminar com alguma foto tendenciosa tirada de si, pensar sobre isso fez as mãos estremecerem enquanto apertava o volante. O coração estava acelerado, já não sabia mais se era por pensar em ser visto ou se por pensar em Noah. Estacionou rapidamente, nem percebeu quando foi que chegou na recepção, também não sabia como ia conseguir visitar o outro, já que não tinham filiação alguma e ele, era um famoso internado. Por sorte, olhos curiosos encaravam a si, parecia especular enquanto se aproximava, mas conhecia aquela aparência, era o baterista e foi assim que pôde se tornar um visitante. Caminhou pelos corredores, quase não estava ouvindo o que ele dizia, sabia que estava falando alguma coisa, mas estava um pouco nervoso, então nem ouviu e nem respondeu nada, não queria ser grosseiro, mas talvez parecesse. Entrou no quarto e cruzou caminho com o integrante que saia, tinham aqueles olhares como se fossem crianças tentando descobrir um presente de natal. Quando entrou e fechou a porta, ele estava bem, tinha gaze na cabeça, mas parecia perfeitamente bem. Parou alguns metros dele e suspirou, devagar e profundamente, já sem o coração acelerado.
- Hum? Uhum. Mudar a música. - Noah disse a se aproximar do vidro.
- Tá olhando alianças de noivado? Cara, vocês não acabaram de começar a namorar? Faz tipo, uma semana.
- Oito dias. Estou olhando as alianças de namoro, palhaço. Claro que queria comprar uma de noivado também, mas acho que é muita maluquice. Mas sei lá, tenho certeza que é ele.
- Certeza? Mas nós nem conhecemos ele. Tá escondendo o que? É um assassino procurado?
Noah riu e negativou.
- Vai indo na frente, eu te encontro no lugar do show. Disse e entrou na loja, fuçando nas vitrines alguns anéis, tinha visto um que gostou, mas não podiam de fato usar anéis no trabalho ou geraria uma grande fofoca a toa, então além dos anéis, comprou algo para ele que ele poderia usar, se quisesse. Seguiu para o local do show, não iriam tocar naquele dia, era mais um ensaio com os equipamentos no lugar, então assim que entrou, enviou uma mensagem pra ele "Oi pequena aranha, quer jantar comida chinesa hoje? Eu chego às oito, levo a comida, se quiser comer outra coisa, me avisa. Bom trabalho. <3". Guardou o celular no bolso e seguiu para encontrar os amigos, já haviam ensaiado um pouco quando tiveram a ideia de ajustar luzes sobre o palco, algo que não estava no lugar certo e bem, estava bem embaixo do maldito holofote que se desprendeu e acertou a si, por sorte não caiu na própria cabeça, mas ainda assim, a batida havia sido feia porque acabou desmaiando. Quando acordou, podia ouvir um barulho chato e contínuo, já havia sido internado algumas vezes então sabia exatamente o que era e nossa, a dor de cabeça era tão forte que resmungou mais alto do que pretendia, piscando devagar para tentar ver algo ao redor, claro, viu o amigo que se levantou.
- Noah? Caralho, que susto que você deu na gente! Você tá bem?!
- ... Cara, que porra que aconteceu?
- Uma porcaria de holofote bateu na sua cabeça, foi feio, você levou uns pontos, sorte que não rasparam o seu cabelo.
- Uns pontos... - Noah disse e tocou a cabeça atrás, mas gemeu dolorido, ainda despertando mas quando percebeu que estava escuro pela janela, só então se ergueu na cama. - Que horas são?!
- Hey, não levanta rápido não, caralho. Deita. Tá louco?
- Não, é sério Nick, que horas são?
- São dez horas.
- Ah, merda... Não, não, não... Meu celular... Cadê meu celular? Nick, cadê meu celular?
- Noah, deita, relaxa. Ele te ligou e eu atendi, tá?
- ... Você o que? Você... Atendeu meu telefone?
- Sim, eu conversei com ele, falei onde você estava, ele sabe que você está aqui, acho que até vai vir te ver.
Noah suspirou e negativou.
- Não, tá tudo bem... Ele não vai vir.
- O que? Como assim?
- Ele não sai de casa... É uma longa história... Que merda ele... Ficou me esperando. - Disse a franzir o cenho. - Cadê as minhas coisas?
- Estão ali do lado, eu cuidei das suas coisas, relaxa, mas seu celular descarregou. Eu vou lá fora, tava todo mundo preocupado com você, vou falar com eles.
- Tá...
Noah olhou pra ele enquanto saía do quarto, gemeu dolorido novamente, sentindo a cabeça latejar e olhou as próprias coisas sobre a poltrona, o celular desligado, negativou e só então ouviu a porta novamente, mas não se virou para ela.
- Nick, será que tem como alguém conseguir um carregador pra mim? Sério, eu preciso mesmo pedir desculpas pro Leo. - Disse e virou-se, porém silenciou em seguida. - Leo...
Quando Leo viu a mensagem no celular, pra falar a verdade já era quase o horário que ele havia dito que chegaria em casa, meia hora antes, precisamente. Naquele dia havia trabalhado também, mas era apenas encontro com a produção, porém tinha combinado com Noah que ele passaria um tempo na própria casa e quando pegou o celular, tinha intenção de avisá-lo que horas chegaria em casa, mas feito isso, achou uma mensagem dele enviada há algum tempo, então lamentou por tê-lo deixado sem resposta, achando mais estranho ainda o fato de não ter recebido uma segunda mensagem depois de horas sem resposta. "Noah, peço desculpas pela demora, eu perdi um pouco a noção do horário, pretendia avisá-lo agora. Comida chinesa parece ótimo." E assim enviou a mensagem, porém não recebeu resposta, ainda assim aguardou até o horário marcado, e dez minutos depois também não havia sido respondido. Duvidava que aquilo parecesse normal, então apenas pegou o telefone e ligou para ele, algo devia ter acontecido, Noah era pontual e até afobado, nunca demorava pra responder e sempre chegava antes do horário. Com o telefone atendido no entanto, a voz era diferente do que esperava, levou um minuto inteiro para responder, mas fez isso, então soube o que havia acontecido e na verdade, pela forma como Nicholas havia falado, achava até que Noah estava em coma, portanto, não ir não pareceu uma opção. Agradeceu o fato de ter uma máscara de proteção no carro, porque estava na metade do caminho quando percebeu que não queria mesmo encarar os colegas de banda do vocalista, e que se a notícia já tivesse se tornado pública de alguma forma, podia terminar com alguma foto tendenciosa tirada de si, pensar sobre isso fez as mãos estremecerem enquanto apertava o volante. O coração estava acelerado, já não sabia mais se era por pensar em ser visto ou se por pensar em Noah. Estacionou rapidamente, nem percebeu quando foi que chegou na recepção, também não sabia como ia conseguir visitar o outro, já que não tinham filiação alguma e ele, era um famoso internado. Por sorte, olhos curiosos encaravam a si, parecia especular enquanto se aproximava, mas conhecia aquela aparência, era o baterista e foi assim que pôde se tornar um visitante. Caminhou pelos corredores, quase não estava ouvindo o que ele dizia, sabia que estava falando alguma coisa, mas estava um pouco nervoso, então nem ouviu e nem respondeu nada, não queria ser grosseiro, mas talvez parecesse. Entrou no quarto e cruzou caminho com o integrante que saia, tinham aqueles olhares como se fossem crianças tentando descobrir um presente de natal. Quando entrou e fechou a porta, ele estava bem, tinha gaze na cabeça, mas parecia perfeitamente bem. Parou alguns metros dele e suspirou, devagar e profundamente, já sem o coração acelerado.
Noah podia ver o quanto estar ali era incômodo pra ele, ainda assim, ele estava lá, com sua máscara preta, mas estava. Sentiu o coração acelerar quando o viu, mas era algo comum, só estava extremamente desconfortável por fazer ele passar por isso. Moveu devagar a cabeça no travesseiro, voltando-se para ele e suspirou.
- Eu sinto muito... Você não precisava ter vindo. Droga, eu... Sei que isso é horrível pra você.
Leo negativou apenas com a cabeça e então se aproximou dele e sua cama, parou ao lado, observando seus olhos ainda menores do recém acordar.
- Está tudo bem. Eu só estava preocupado, um de seus amigos falou como se você estivesse praticamente em coma. - Suspirou e tocou seu braço, sem fazê-lo mover demais, tinha soro medicamentoso na veia, provavelmente analgésicos.
Noah suspirou e conforme ele se aproximou, abriu a mão, esperando pela dele e a segurou, acariciando suavemente seu dorso.
- É, pra ser sincero eu acho que ele também achou que eu estava em coma. - Riu sutilmente, um pouco dolorido. - Eu... Não sei exatamente o que aconteceu, eu só... Eu estava repassando a música e uma porcaria de um holofote me acertou na cabeça...
- Ah, que má sorte... - Embora ele não pudesse ver a boca de Leo escondida pela máscara, podia ver a expressão de lamento nos olhos. - Mas está tudo bem, certo? Vai precisar passar a noite aqui?
- Eu não sei ainda, na verdade. Eu tinha acabado de acordar quando você chegou... - Noah murmurou e suspirou. - Acho que um médico vai vir logo. Mas você não precisa ficar, é lógico, se eu tiver que ficar você pode ir...
- Eu posso ficar. Se não for um problema com seus amigos. Eu achei que talvez fosse um pouco complicado, que algum jornalista estivesse por perto, mas acho que foram cautelosos, está calmo lá fora. - Leo o acariciou em seu braço. Suspirou. - Acho que foi só um susto. Mas eu vou te ajudar a melhorar.
- Problema nenhum, eu mando eles embora em dois toques. - Riu. - Mas... Sei que você deve estar cansado, então... Eu não quero incomodar você, de verdade.
Noah disse, mas sorriu em sua frase final, apertando suavemente sua mão. Ele estava disposto a ficar ali consigo, mesmo que fosse totalmente contramão a tudo que ele fazia há muito tempo, não pôde evitar o olhar de cenho franzido para ele, aquela mesma expressão apaixonada que ele já conhecia.
- Como foi seu dia?
- Não vai me incomodar, não seja bobo. - Leo disse e fingiu dar um peteleco em sua testa, mas foi no ar. - Apenas algumas formalidades, debatemos alguns projetos. Bom, acho que não tenho como saber muito sobre o seu. - Sorriu, não realmente achando graça. - Você quer alguma coisa? Beber alguma coisa quente? Não sei se você pode.
Noah sorriu meio de canto e mostrou os dentes, embora não conseguisse erguer o rosto para fingir morder, fingiu no mesmo lugar, fechando a arcada suavemente.
- Eu quero água, minha boca está meio seca. Sobre... Meu dia... Pode alcançar aquela sacola ali nas minhas coisas? - Disse, indicando sobre a poltrona no canto uma sacolinha de papel cartonado fosco. - Pretendia te dar isso hoje.
Leo assentiu e por um momento apertou sua mão, sugerindo solta-lo, então pegou a garrafa de água deixada no móvel do lado e abriu, dispondo a ele.
- Aqui, precisa de copo? - Indagou, porém deu atenção à indicação, seguindo até a poltrona onde trouxe consigo a sacola. Olhou para ela e em seguida para ele, imaginando se era o que parecia ser, mas não especulou.
Noah aceitou a água e bebeu alguns goles, erguendo-se pouco para isso, depois entregou a ele novamente, sorrindo sutilmente ao ver a sacola em sua mão.
- Abre. - Disse em expectativa. Dentro tinham duas caixinhas, uma delas tinha duas alianças de prata, era fina com uma pedra vermelha discreta, o anel mais discreto possível e na outra caixa, havia um pequeno pingente dourado com uma borboleta, se lembrou da camiseta que ele tinha com a logo da banda sendo uma mariposa e claro, o simbolo de sua banda antiga, achou que seria sutil, mas teria um significado. Esperou até que ele abrisse para que pudesse explicar. - Sei que você não pode usar a aliança. Então... Esse é pro Vessel. - Sorriu. - Como a sua camiseta e bom... Você sabe.
Leo abriu a embalagem, conferiu um após o outro e sorriu sob a máscara, ele ia notar pelos olhos. Era uma aliança bem delicada, quer dizer, muito sutil, poderia facilmente mesclar junto aos anéis que normalmente usava, assim como o colar com o pingente se borboleta. Imaginava como ele havia descoberto a numeração, talvez tenha tomado algum dos anéis no quarto, mas achava engraçado e fofo o quanto ele era tradicional e ligeiro para tomar decisões.
- São lindos, Seb. Eu adorei. Obrigado. - Disse e pegou um dos anéis, colocando em seu dedo em alcance.
Noah sorriu a ele, podia notar seus olhos menores pelo sorriso, mas se perguntava se ele realmente havia gostado.
- Eu sei que é... Tradicional e bobo talvez, é que... - Disse, mas se calou quando o viu segurar a própria mão, colocando o anel no próprio dedo anelar. Sorriu, os olhos menores ainda pelo sorriso aberto que dava. - Posso... Colocar no seu dedo?
- É claro. - Leo disse e entregou a ele a peça que ficara na case. Mostrou a mão a ele em seguida.
Noah pegou o anel que guiou a seu dedo anelar e devia dizer, rezou pra servir porque havia comprado o mesmo tamanho que o próprio, e serviu extremamente bem, suspirou em alívio e sorriu em seguida.
- Usamos o mesmo tamanho de anel.
Leo riu e olhou o caimento da joia no dedo.
- Confesso que fiquei imaginando como você havia descoberto a numeração, achei que tinha visto algum dos meus anéis pra isso. - Abaixou-se e beijou sua testa, com cuidado mais que excessivo.
Noah fechou os olhos ao sentir o beijo, sorriu suavemente.
- Não, eu... Passei em frente a uma joalheria hoje e vi eles na vitrine. Achei que seriam perfeitos, mas eu não tinha nada pra saber o tamanho então só... Rezei pra dar certo. - Riu. - Ficou lindo em você. - Disse num sorriso, mas o barulho da porta tomou a própria atenção, era a médica que entrou com alguns papéis em mãos.
- Com licença, espero não estar interrompendo. - Ela sorriu suavemente. - Senhor Davis, que bom que acordou. Como está a cabeça?
- Doendo bastante... - Noah sorriu meio de canto.
- Vou pedir que aumentem a dose do analgésico.
Ela se aproximou da cama, pedindo que acompanhasse a luz e o fez, sem nenhum problema.
- Certo, bom, em seus exames tudo parece normal, você não parece ter tido nenhum problema grave embora tenha tido a lesão pela batida, o que é ótimo, porém vamos precisar que você fique aqui por essa noite para averiguar possíveis complicações, tudo bem? Você pode ficar com um acompanhante no quarto, se quiser.
Noah assentiu, olhando pra ele em seguida.
- Ele vai ficar comigo. Vou... Pedir pros meus amigos irem daqui a pouco.
- Tudo bem então, se sentir enjoo ou qualquer alteração é só chamar a enfermeira, tudo bem?
Noah assentiu e a viu se retirar, voltando-se para ele.
- Senhor Davis... Nossa, eu me senti um idoso.
Leo voltou a atenção à porta conforme o ruído alertou presença, pela falta das batidas imaginou ser alguém do hospital. Ouviu-a mencionar o sobrenome dele, e devia dizer, nunca havia parado para prestar atenção nele, mas definitivamente não combinava com Noah, parecia realmente um nome sério demais, formal demais pra ele. Sorriu consigo mesmo ao pensar sobre isso, uma vez que o prognóstico era bom, e bem, passar a noite era melhor e esperado, ferimentos na cabeça eram sempre sérios, independente da gravidade, sabia disso. Assentiu a ela conforme olhou para si como quem deduzia que seria o acompanhante da noite.
- É um nome tão formal pra você, Senhor Davis. - Disse logo após a saída da médica, brincando com ele. - Nunca tinha parado pra pensar sobre seu sobrenome, já que Noah Sebastian parece o nome inteiro.
- Ah, é mesmo, você não sabia meu sobrenome. - Riu suavemente. - Bom, acho que Noah Sebastian Faulkner seja mais bonito. - Disse a brincar com ele, mas piscou com um dos olhos, indicando a brincadeira.
Leo riu, divertindo-se com, como sempre, suas cantadas diretas e apressadinhas.
- Soa muito bem mesmo.
- Não soa? - Noah riu e mordeu o lábio inferior, mas gemeu em seguida, sentindo a cabeça latejar. Ouviu o barulho da batida na porta. - Eles podem entrar? Você quer sair?
- Claro, deixe-os entrar. Acho que até pareci rude a princípio.
- Está tudo bem, não se preocupe. Podem entrar! - Noah falou mais alto, mas não tanto quanto gostaria. Os três amigos entraram pela porta e evidentemente estavam curiosos com o outro, mas silenciosos, eles não o conheciam direito, então estavam muito diferentes de como eram geralmente. Nicholas estendeu a mão para o namorado, sorrindo meio tímido.
- E aí cara, prazer, Nicholas.
- Eu sinto muito... Você não precisava ter vindo. Droga, eu... Sei que isso é horrível pra você.
Leo negativou apenas com a cabeça e então se aproximou dele e sua cama, parou ao lado, observando seus olhos ainda menores do recém acordar.
- Está tudo bem. Eu só estava preocupado, um de seus amigos falou como se você estivesse praticamente em coma. - Suspirou e tocou seu braço, sem fazê-lo mover demais, tinha soro medicamentoso na veia, provavelmente analgésicos.
Noah suspirou e conforme ele se aproximou, abriu a mão, esperando pela dele e a segurou, acariciando suavemente seu dorso.
- É, pra ser sincero eu acho que ele também achou que eu estava em coma. - Riu sutilmente, um pouco dolorido. - Eu... Não sei exatamente o que aconteceu, eu só... Eu estava repassando a música e uma porcaria de um holofote me acertou na cabeça...
- Ah, que má sorte... - Embora ele não pudesse ver a boca de Leo escondida pela máscara, podia ver a expressão de lamento nos olhos. - Mas está tudo bem, certo? Vai precisar passar a noite aqui?
- Eu não sei ainda, na verdade. Eu tinha acabado de acordar quando você chegou... - Noah murmurou e suspirou. - Acho que um médico vai vir logo. Mas você não precisa ficar, é lógico, se eu tiver que ficar você pode ir...
- Eu posso ficar. Se não for um problema com seus amigos. Eu achei que talvez fosse um pouco complicado, que algum jornalista estivesse por perto, mas acho que foram cautelosos, está calmo lá fora. - Leo o acariciou em seu braço. Suspirou. - Acho que foi só um susto. Mas eu vou te ajudar a melhorar.
- Problema nenhum, eu mando eles embora em dois toques. - Riu. - Mas... Sei que você deve estar cansado, então... Eu não quero incomodar você, de verdade.
Noah disse, mas sorriu em sua frase final, apertando suavemente sua mão. Ele estava disposto a ficar ali consigo, mesmo que fosse totalmente contramão a tudo que ele fazia há muito tempo, não pôde evitar o olhar de cenho franzido para ele, aquela mesma expressão apaixonada que ele já conhecia.
- Como foi seu dia?
- Não vai me incomodar, não seja bobo. - Leo disse e fingiu dar um peteleco em sua testa, mas foi no ar. - Apenas algumas formalidades, debatemos alguns projetos. Bom, acho que não tenho como saber muito sobre o seu. - Sorriu, não realmente achando graça. - Você quer alguma coisa? Beber alguma coisa quente? Não sei se você pode.
Noah sorriu meio de canto e mostrou os dentes, embora não conseguisse erguer o rosto para fingir morder, fingiu no mesmo lugar, fechando a arcada suavemente.
- Eu quero água, minha boca está meio seca. Sobre... Meu dia... Pode alcançar aquela sacola ali nas minhas coisas? - Disse, indicando sobre a poltrona no canto uma sacolinha de papel cartonado fosco. - Pretendia te dar isso hoje.
Leo assentiu e por um momento apertou sua mão, sugerindo solta-lo, então pegou a garrafa de água deixada no móvel do lado e abriu, dispondo a ele.
- Aqui, precisa de copo? - Indagou, porém deu atenção à indicação, seguindo até a poltrona onde trouxe consigo a sacola. Olhou para ela e em seguida para ele, imaginando se era o que parecia ser, mas não especulou.
Noah aceitou a água e bebeu alguns goles, erguendo-se pouco para isso, depois entregou a ele novamente, sorrindo sutilmente ao ver a sacola em sua mão.
- Abre. - Disse em expectativa. Dentro tinham duas caixinhas, uma delas tinha duas alianças de prata, era fina com uma pedra vermelha discreta, o anel mais discreto possível e na outra caixa, havia um pequeno pingente dourado com uma borboleta, se lembrou da camiseta que ele tinha com a logo da banda sendo uma mariposa e claro, o simbolo de sua banda antiga, achou que seria sutil, mas teria um significado. Esperou até que ele abrisse para que pudesse explicar. - Sei que você não pode usar a aliança. Então... Esse é pro Vessel. - Sorriu. - Como a sua camiseta e bom... Você sabe.
Leo abriu a embalagem, conferiu um após o outro e sorriu sob a máscara, ele ia notar pelos olhos. Era uma aliança bem delicada, quer dizer, muito sutil, poderia facilmente mesclar junto aos anéis que normalmente usava, assim como o colar com o pingente se borboleta. Imaginava como ele havia descoberto a numeração, talvez tenha tomado algum dos anéis no quarto, mas achava engraçado e fofo o quanto ele era tradicional e ligeiro para tomar decisões.
- São lindos, Seb. Eu adorei. Obrigado. - Disse e pegou um dos anéis, colocando em seu dedo em alcance.
Noah sorriu a ele, podia notar seus olhos menores pelo sorriso, mas se perguntava se ele realmente havia gostado.
- Eu sei que é... Tradicional e bobo talvez, é que... - Disse, mas se calou quando o viu segurar a própria mão, colocando o anel no próprio dedo anelar. Sorriu, os olhos menores ainda pelo sorriso aberto que dava. - Posso... Colocar no seu dedo?
- É claro. - Leo disse e entregou a ele a peça que ficara na case. Mostrou a mão a ele em seguida.
Noah pegou o anel que guiou a seu dedo anelar e devia dizer, rezou pra servir porque havia comprado o mesmo tamanho que o próprio, e serviu extremamente bem, suspirou em alívio e sorriu em seguida.
- Usamos o mesmo tamanho de anel.
Leo riu e olhou o caimento da joia no dedo.
- Confesso que fiquei imaginando como você havia descoberto a numeração, achei que tinha visto algum dos meus anéis pra isso. - Abaixou-se e beijou sua testa, com cuidado mais que excessivo.
Noah fechou os olhos ao sentir o beijo, sorriu suavemente.
- Não, eu... Passei em frente a uma joalheria hoje e vi eles na vitrine. Achei que seriam perfeitos, mas eu não tinha nada pra saber o tamanho então só... Rezei pra dar certo. - Riu. - Ficou lindo em você. - Disse num sorriso, mas o barulho da porta tomou a própria atenção, era a médica que entrou com alguns papéis em mãos.
- Com licença, espero não estar interrompendo. - Ela sorriu suavemente. - Senhor Davis, que bom que acordou. Como está a cabeça?
- Doendo bastante... - Noah sorriu meio de canto.
- Vou pedir que aumentem a dose do analgésico.
Ela se aproximou da cama, pedindo que acompanhasse a luz e o fez, sem nenhum problema.
- Certo, bom, em seus exames tudo parece normal, você não parece ter tido nenhum problema grave embora tenha tido a lesão pela batida, o que é ótimo, porém vamos precisar que você fique aqui por essa noite para averiguar possíveis complicações, tudo bem? Você pode ficar com um acompanhante no quarto, se quiser.
Noah assentiu, olhando pra ele em seguida.
- Ele vai ficar comigo. Vou... Pedir pros meus amigos irem daqui a pouco.
- Tudo bem então, se sentir enjoo ou qualquer alteração é só chamar a enfermeira, tudo bem?
Noah assentiu e a viu se retirar, voltando-se para ele.
- Senhor Davis... Nossa, eu me senti um idoso.
Leo voltou a atenção à porta conforme o ruído alertou presença, pela falta das batidas imaginou ser alguém do hospital. Ouviu-a mencionar o sobrenome dele, e devia dizer, nunca havia parado para prestar atenção nele, mas definitivamente não combinava com Noah, parecia realmente um nome sério demais, formal demais pra ele. Sorriu consigo mesmo ao pensar sobre isso, uma vez que o prognóstico era bom, e bem, passar a noite era melhor e esperado, ferimentos na cabeça eram sempre sérios, independente da gravidade, sabia disso. Assentiu a ela conforme olhou para si como quem deduzia que seria o acompanhante da noite.
- É um nome tão formal pra você, Senhor Davis. - Disse logo após a saída da médica, brincando com ele. - Nunca tinha parado pra pensar sobre seu sobrenome, já que Noah Sebastian parece o nome inteiro.
- Ah, é mesmo, você não sabia meu sobrenome. - Riu suavemente. - Bom, acho que Noah Sebastian Faulkner seja mais bonito. - Disse a brincar com ele, mas piscou com um dos olhos, indicando a brincadeira.
Leo riu, divertindo-se com, como sempre, suas cantadas diretas e apressadinhas.
- Soa muito bem mesmo.
- Não soa? - Noah riu e mordeu o lábio inferior, mas gemeu em seguida, sentindo a cabeça latejar. Ouviu o barulho da batida na porta. - Eles podem entrar? Você quer sair?
- Claro, deixe-os entrar. Acho que até pareci rude a princípio.
- Está tudo bem, não se preocupe. Podem entrar! - Noah falou mais alto, mas não tanto quanto gostaria. Os três amigos entraram pela porta e evidentemente estavam curiosos com o outro, mas silenciosos, eles não o conheciam direito, então estavam muito diferentes de como eram geralmente. Nicholas estendeu a mão para o namorado, sorrindo meio tímido.
- E aí cara, prazer, Nicholas.
Depois foi Nick, e depois Jolly, todos se apresentando a ele.
- Hey, vocês estão muito sérios, vocês não são assim. - Noah riu.
Leo caminhou alguns poucos centímetros dos integrantes, estendendo a mão para cumprimentar todos eles, um após o outro.
- É um prazer, Léo. - Disse, tentando não dialogar muito, mas não estava exatamente nervoso, tinha algo no rosto e isso ia ajudava. Riu no entanto, baixinho, ao ouvir a tentativa de Noah para descontrair a situação.
Noah olhou para o guitarrista, ele tinha alguma coisa no rosto, uma expressão de quem sabia alguma coisa, ou suspeitava, mas negativou a ele, quase um pedido mudo para que tirasse aquela expressão do rosto.
- Ele vai ficar comigo, então vocês podem ir beber em casa tranquilos.
- Vai cuidar desse cara aí, tem certeza? Ele vai colocar fogo no hospital se você não ficar de olho hein.
- Ah, cala a boca.
- É, tem tendência pirofágica, mas eu vou ficar de olho. - Leo disse, se esforçando para ser casual, embora eles parecessem meio tensos também.
Noah desviou o olhar a ele quando percebeu o sotaque carregado na palavra pirofágica, sorriu meio de canto, eles já sabiam, tinha certeza, só estavam disfarçando.
- Bom, soubemos que você cuida bem dele. Só não arrancar pedaço que tá tudo certo.
- Para, Nick. - Noah disse e negativou, rindo. - Vão, conversamos depois.
- Hey, vocês estão muito sérios, vocês não são assim. - Noah riu.
Leo caminhou alguns poucos centímetros dos integrantes, estendendo a mão para cumprimentar todos eles, um após o outro.
- É um prazer, Léo. - Disse, tentando não dialogar muito, mas não estava exatamente nervoso, tinha algo no rosto e isso ia ajudava. Riu no entanto, baixinho, ao ouvir a tentativa de Noah para descontrair a situação.
Noah olhou para o guitarrista, ele tinha alguma coisa no rosto, uma expressão de quem sabia alguma coisa, ou suspeitava, mas negativou a ele, quase um pedido mudo para que tirasse aquela expressão do rosto.
- Ele vai ficar comigo, então vocês podem ir beber em casa tranquilos.
- Vai cuidar desse cara aí, tem certeza? Ele vai colocar fogo no hospital se você não ficar de olho hein.
- Ah, cala a boca.
- É, tem tendência pirofágica, mas eu vou ficar de olho. - Leo disse, se esforçando para ser casual, embora eles parecessem meio tensos também.
Noah desviou o olhar a ele quando percebeu o sotaque carregado na palavra pirofágica, sorriu meio de canto, eles já sabiam, tinha certeza, só estavam disfarçando.
- Bom, soubemos que você cuida bem dele. Só não arrancar pedaço que tá tudo certo.
- Para, Nick. - Noah disse e negativou, rindo. - Vão, conversamos depois.
- Vamos marcar qualquer dia pra comer uma pizza, sei lá. Depois você pode prender o Noah na sua cama de novo. - Ele riu e por isso teve que estreitar os olhos.
- Nick, é sério.
- Parece que tem ótimos pais. - Leo disse à Noah, mesmo em frente aos amigos, já que pareciam engraçadinhos, não sabia se para provocar a si ou ele.
- É, eu tenho três. - Noah disse e riu, negativando, eles riram também.
- Boa noite, Noah.
- Boa noite, gente, até amanhã. - Disse e estendeu a mão livre, tocando a mão deles conforme passavam.
- Boa noite, Leo, é um prazer mesmo.
Disse Nick, Nicholas veio atrás para cumprimentá-lo e sorriu meio de canto.
- Noah fala muito de você. Acho que nunca vi ele tão feliz. Prazer em te conhecer.
Noah sorriu meio de canto e negativou.
Leo sorriu conforme os ouvia, olhou para Noah e em seguida cada um deles, despedindo-se em seguida, apertando suas mãos.
- O prazer é meu. Nick, Nicholas e Jolly, certo?
Noah sorriu a eles, que assentiram.
- Ele conhece a banda. É um fã antigo.
Nicholas deu um pequeno sorriso, não sabia se dizia algo, ou se ficava quieto, Noah rezou pra ele ficar quieto. Quase fazia um mantra Nick, fique quieto, pelo amor de Deus.
- Que legal, você é um fã da banda! Como vocês se conheceram?
- Outro dia, Nick... Acho que o Leo não está muito confortável com a atenção agora. - Noah sorriu meio de canto.
- Hum, numa sessão de fotos do Noah. - Leo disse, não era mentira, era direto e ainda assim evasivo, sabia que eles estavam deduzindo, mas iria fingir que não percebia isso.
- Que legal. Bom, que bom que você estava lá. Como eu já disse, o Noah adora você, quase cultua. (Almost worship)
Noah franziu o cenho e negativou, acenando para eles e os viu sair com um sorriso, acenando para si de volta.
- ... Desculpe por isso. Eles só suspeitam, não sabem de nada.
Leo sorriu diante do comentário, não disse nada porém os olhos deixavam claro que tinha ali um sorriso. Balançou a cabeça numa despedida e se reaproximou de Noah, puxando para o lado a poltrona, realocando-a.
- Eu sei disso, mas estou fingindo que não, é interessante como eles agem.
Noah negativou novamente e voltou-se para ele.
- São uns idiotas, estão enchendo o saco. - Disse e riu, mas estendeu a mão para ele novamente, a mesma que estava para seu lado e tinha o soro aplicado. - Oi bonitão. - Disse num sorriso fraco.
- Hey, acho que você deve descansar mais um pouco. Deve estar sonolento com a medicação. - Sentado, Leo alcançou a mão dele e segurou de volta.
- Eu sei... - Noah suspirou. - Na verdade a médica disse que ia aumentar, mas ninguém veio. Bom, alguma enfermeira deve aparecer logo. Você pode... Dormir no sofá, não precisa ficar na poltrona, deve ser desconfortável.
- Ah não, eu tenho um sono fácil e muito bom. Posso ficar aqui e está tudo bem.
Noah assentiu num sorriso e acariciou a mão dele, estava genuinamente feliz naquele dia, mesmo que tivesse acontecido o acidente. Virou o rosto de lado, olhando pra ele e ficou em silêncio por alguns segundos, gostava tanto dele, gostava de seu rosto, seus cabelos, seus olhos claros, mesmo que não pudesse ver seu rosto realmente naquele momento, agradecia muito por ele estar ali, sabia que não era algo que ele gostava, era um incômodo acompanhar alguém num hospital, fora da zona de conforto, ainda mais ele, e ali estava. Sabia que estava apaixonado, mas era mais do que isso. Agora tinha certeza, naquele exato momento, tinha certeza.
- Eu te amo, Leo. - Murmurou, a voz soou até suavemente trêmula, mas sorriu meio de canto.
Leo olhou-o de volta, encarando-o em seu silêncio incomum, era até estranho não ouvir alguma brincadeira. Estar sob aquela encarada silenciosa, com a expressão que fazia-o parecer despir a si, mas não era das roupas. O silêncio foi enfim cortado, com palavras dignamente cortantes também. Ele ia notar uma surpresa escondida nos olhos, que estavam um pouco mais abertos acima da máscara. Ficou olhando pra ele, parecia afetado pela batida na cabeça, parecia cansado com a medicação, mas também parecia sincero. Não sabia o que dizer, na verdade quase nem mesmo o que sentir sobre aquilo, não queria não responder, mas também não conseguia proferir as palavras, não porque não sentia nada especial por ele, mas porque palavras tinham uma profundidade muito grande para si.
Noah acariciou a mão dele, pouco mais firme agora e sorriu, consigo mesmo. De alguma forma, sabia que a resposta não viria, e tudo bem. Eram pessoas diferentes e sentiam coisas diferentes, em tempos diferentes. Claro que ficou um pouco triste por isso no começo, mas depois usou um pouco a voz da razão consigo mesmo.
- Está tudo bem. Você não precisa me responder. - Disse e sorriu novamente. - Se... Você precisar de alguma coisa, me acorde, tá bem?
- Eu peço que tenha um pouco de paciência comigo. As palavras são fortes pra mim, mas não significa que o que sinto com você é pouco. Você é importante pra mim, Noah.
- Está tudo bem... - Noah disse a olhar pra ele ainda e apertou suavemente sua mão. - Se um dia você se sentir pronto pra dizer isso, eu ficarei feliz. Eu só... Eu tenho certeza agora. - Suspirou e sorriu, embora tivesse um brilho suave nos olhos.
Leo sorriu, afável e então abaixou a máscara para beijar sua mão. Estava confortável com suas palavras, embora sentisse falhar com ele, tinha um pequeno consolo.
- Espere por mim, enquanto traz música pra minha vida.
Noah sorriu a ele e assentiu, piscando algumas vezes para afastar as lágrimas, estava feliz em ver seu rosto, mesmo de forma breve.
- Bom... Você ama música, então... Já fico feliz.
- Ah, seus olhos vão secar. - Leo resmungou como quem fala com uma criança chorona.
Noah riu ao ouvi-lo e negativou, limpando os olhos com a mão livre.
- Desculpe... Só fiquei meio sentimental.
- Está tudo bem? - Leo disse e franziu suavemente o cenho, parecia um pouco chateado, talvez fosse impressão? Talvez estivesse projetando essa ideia nele.
- Está sim. - Noah sorriu. - Isso é porque eu percebi o que eu sinto por você, eu não estou triste.
Leo sorriu, quase um risinho.
- Você é um romântico, hum? Não achei que fosse.
- É, eu também não achei que eu fosse. - Riu. - Você faz isso comigo.
Leo riu com ele e se aproximou de seu rosto, beijando novamente sua testa. Noah fechou os olhos ao sentir o beijo, estava com dor, mas tão confortável ao mesmo tempo.
- Vou dormir um pouco... Dorme comigo.
- Eu vou. Amanhã pego algo pra você comer caso não tenham dado alta logo pela manhã. Uma gelatina sem vergonha, hum?
Noah riu baixinho.
- Sem vergonha parece o sabor da gelatina. Tá bom. - Disse e jogou um beijo no ar para ele, depois se ajeitou daquele jeito meio de lado em direção a ele, não soltou sua mão.
Leo riu e assentiu, porém continuou com sua mão, apenas se ajeitou melhor na poltrona, aconchegou-se na almofada e tornou a cobrir o rosto com a máscara.
- Bom descanso, tubarãozinho.
- Boa noite, pequena aranha. - Noah sorriu, acariciando sua mão.
- Nick, é sério.
- Parece que tem ótimos pais. - Leo disse à Noah, mesmo em frente aos amigos, já que pareciam engraçadinhos, não sabia se para provocar a si ou ele.
- É, eu tenho três. - Noah disse e riu, negativando, eles riram também.
- Boa noite, Noah.
- Boa noite, gente, até amanhã. - Disse e estendeu a mão livre, tocando a mão deles conforme passavam.
- Boa noite, Leo, é um prazer mesmo.
Disse Nick, Nicholas veio atrás para cumprimentá-lo e sorriu meio de canto.
- Noah fala muito de você. Acho que nunca vi ele tão feliz. Prazer em te conhecer.
Noah sorriu meio de canto e negativou.
Leo sorriu conforme os ouvia, olhou para Noah e em seguida cada um deles, despedindo-se em seguida, apertando suas mãos.
- O prazer é meu. Nick, Nicholas e Jolly, certo?
Noah sorriu a eles, que assentiram.
- Ele conhece a banda. É um fã antigo.
Nicholas deu um pequeno sorriso, não sabia se dizia algo, ou se ficava quieto, Noah rezou pra ele ficar quieto. Quase fazia um mantra Nick, fique quieto, pelo amor de Deus.
- Que legal, você é um fã da banda! Como vocês se conheceram?
- Outro dia, Nick... Acho que o Leo não está muito confortável com a atenção agora. - Noah sorriu meio de canto.
- Hum, numa sessão de fotos do Noah. - Leo disse, não era mentira, era direto e ainda assim evasivo, sabia que eles estavam deduzindo, mas iria fingir que não percebia isso.
- Que legal. Bom, que bom que você estava lá. Como eu já disse, o Noah adora você, quase cultua. (Almost worship)
Noah franziu o cenho e negativou, acenando para eles e os viu sair com um sorriso, acenando para si de volta.
- ... Desculpe por isso. Eles só suspeitam, não sabem de nada.
Leo sorriu diante do comentário, não disse nada porém os olhos deixavam claro que tinha ali um sorriso. Balançou a cabeça numa despedida e se reaproximou de Noah, puxando para o lado a poltrona, realocando-a.
- Eu sei disso, mas estou fingindo que não, é interessante como eles agem.
Noah negativou novamente e voltou-se para ele.
- São uns idiotas, estão enchendo o saco. - Disse e riu, mas estendeu a mão para ele novamente, a mesma que estava para seu lado e tinha o soro aplicado. - Oi bonitão. - Disse num sorriso fraco.
- Hey, acho que você deve descansar mais um pouco. Deve estar sonolento com a medicação. - Sentado, Leo alcançou a mão dele e segurou de volta.
- Eu sei... - Noah suspirou. - Na verdade a médica disse que ia aumentar, mas ninguém veio. Bom, alguma enfermeira deve aparecer logo. Você pode... Dormir no sofá, não precisa ficar na poltrona, deve ser desconfortável.
- Ah não, eu tenho um sono fácil e muito bom. Posso ficar aqui e está tudo bem.
Noah assentiu num sorriso e acariciou a mão dele, estava genuinamente feliz naquele dia, mesmo que tivesse acontecido o acidente. Virou o rosto de lado, olhando pra ele e ficou em silêncio por alguns segundos, gostava tanto dele, gostava de seu rosto, seus cabelos, seus olhos claros, mesmo que não pudesse ver seu rosto realmente naquele momento, agradecia muito por ele estar ali, sabia que não era algo que ele gostava, era um incômodo acompanhar alguém num hospital, fora da zona de conforto, ainda mais ele, e ali estava. Sabia que estava apaixonado, mas era mais do que isso. Agora tinha certeza, naquele exato momento, tinha certeza.
- Eu te amo, Leo. - Murmurou, a voz soou até suavemente trêmula, mas sorriu meio de canto.
Leo olhou-o de volta, encarando-o em seu silêncio incomum, era até estranho não ouvir alguma brincadeira. Estar sob aquela encarada silenciosa, com a expressão que fazia-o parecer despir a si, mas não era das roupas. O silêncio foi enfim cortado, com palavras dignamente cortantes também. Ele ia notar uma surpresa escondida nos olhos, que estavam um pouco mais abertos acima da máscara. Ficou olhando pra ele, parecia afetado pela batida na cabeça, parecia cansado com a medicação, mas também parecia sincero. Não sabia o que dizer, na verdade quase nem mesmo o que sentir sobre aquilo, não queria não responder, mas também não conseguia proferir as palavras, não porque não sentia nada especial por ele, mas porque palavras tinham uma profundidade muito grande para si.
Noah acariciou a mão dele, pouco mais firme agora e sorriu, consigo mesmo. De alguma forma, sabia que a resposta não viria, e tudo bem. Eram pessoas diferentes e sentiam coisas diferentes, em tempos diferentes. Claro que ficou um pouco triste por isso no começo, mas depois usou um pouco a voz da razão consigo mesmo.
- Está tudo bem. Você não precisa me responder. - Disse e sorriu novamente. - Se... Você precisar de alguma coisa, me acorde, tá bem?
- Eu peço que tenha um pouco de paciência comigo. As palavras são fortes pra mim, mas não significa que o que sinto com você é pouco. Você é importante pra mim, Noah.
- Está tudo bem... - Noah disse a olhar pra ele ainda e apertou suavemente sua mão. - Se um dia você se sentir pronto pra dizer isso, eu ficarei feliz. Eu só... Eu tenho certeza agora. - Suspirou e sorriu, embora tivesse um brilho suave nos olhos.
Leo sorriu, afável e então abaixou a máscara para beijar sua mão. Estava confortável com suas palavras, embora sentisse falhar com ele, tinha um pequeno consolo.
- Espere por mim, enquanto traz música pra minha vida.
Noah sorriu a ele e assentiu, piscando algumas vezes para afastar as lágrimas, estava feliz em ver seu rosto, mesmo de forma breve.
- Bom... Você ama música, então... Já fico feliz.
- Ah, seus olhos vão secar. - Leo resmungou como quem fala com uma criança chorona.
Noah riu ao ouvi-lo e negativou, limpando os olhos com a mão livre.
- Desculpe... Só fiquei meio sentimental.
- Está tudo bem? - Leo disse e franziu suavemente o cenho, parecia um pouco chateado, talvez fosse impressão? Talvez estivesse projetando essa ideia nele.
- Está sim. - Noah sorriu. - Isso é porque eu percebi o que eu sinto por você, eu não estou triste.
Leo sorriu, quase um risinho.
- Você é um romântico, hum? Não achei que fosse.
- É, eu também não achei que eu fosse. - Riu. - Você faz isso comigo.
Leo riu com ele e se aproximou de seu rosto, beijando novamente sua testa. Noah fechou os olhos ao sentir o beijo, estava com dor, mas tão confortável ao mesmo tempo.
- Vou dormir um pouco... Dorme comigo.
- Eu vou. Amanhã pego algo pra você comer caso não tenham dado alta logo pela manhã. Uma gelatina sem vergonha, hum?
Noah riu baixinho.
- Sem vergonha parece o sabor da gelatina. Tá bom. - Disse e jogou um beijo no ar para ele, depois se ajeitou daquele jeito meio de lado em direção a ele, não soltou sua mão.
Leo riu e assentiu, porém continuou com sua mão, apenas se ajeitou melhor na poltrona, aconchegou-se na almofada e tornou a cobrir o rosto com a máscara.
- Bom descanso, tubarãozinho.
- Boa noite, pequena aranha. - Noah sorriu, acariciando sua mão.



