Vessel e Noah Sebastian #06 (+18)
Alguns dias haviam se passado e estavam bem próximos, Noah adorava ficar com ele e pensava nele até quando estava trabalhando, mesmo quando dormia, sonhava com ele. Naquele dia em específico, havia ido para o estúdio como normalmente e os meninos estavam um pouco silenciosos, se entreolhavam sutilmente e estranhou, então abriu a garrafa d'água, bebendo um longo gole, confuso.
- O que foi? Que cemitério.
- Estavamos falando da música nova do Sleep Token. Na real das músicas né. Os caras estão meio putos.
- Hum? Como assim meio putos? - Noah disse e estendeu a mão para pegar o tablet do amigo. - Saiu hoje?
- Lançaram cedo.
Assentiu e calmamente leu a letra da música, claramente ele estava irritado com a identidade dele exposta, se sentiu mal de novo pelo que havia acontecido entre ambos dias atrás. Suspirou e negativou, quase para si mesmo, mudando para a segunda aba, parecia reclamar de algumas coisas, relacionamentos antigos, ficou um pouco confuso, mas talvez outra pessoa pudesse ter escrito com ele, não sabia. Devolveu o tablet e deixou a água sobre o móvel de centro.
- Vou começar com a guitarra, você grava depois.
- Beleza. Vou sair rapidinho, já venho.
Disse Noah e saiu da sala, pegando o celular no bolso e digitou o único número no celular, estava gravado como contato rápido, colocando no ouvido.
O dia seria conturbado, Leo sabia disso. Dia de lançamento era dia de agitação. Os demais integrantes ficavam sempre de olho nas atualizações com o público, pelo menos de forma crítica, em especial naquele álbum. O ano anterior havia sido estressante, sabia que não havia preparado o psicológico para lidar com aquilo como deveria ter feito, sabia que em algum momento poderia acontecer, mas talvez não acontecesse? Bem, não era tão ingênuo. Mas tinha certeza do que queria fazer com aquela música, não era das favoritas, porque não havia se empenhado em entregar algo senão um desabafo. O telefone vibrou no bolso esquerdo, então tirou o aparelho dali e observou o visor, Noah. Levantou-se e deixou o estúdio, atendendo enfim a ligação.
- Seb.
- Oi Leo. Como você está? - Noah disse, um pouco apreensivo, havia dito que não falariam mais sobre isso, então não sabia exatamente como abordar o assunto. Caminhava de um lado a outra no corredor estreito. - Eu vi o álbum. Fiquei... Pensando se você estava bem só. Você parecia tão puto nessas músicas, falando sobre relacionamento, sobre sua imagem.
Leo imaginou que ele tentaria perguntar, mesmo o timbre cauteloso parecia presente, quer dizer, um espaço reticente entre as palavras. O riso soou para ele através da ligação, apenas como um sopro suave.
- Está tudo bem, é um desabafo. Você sabe, ano passado foi um pouco tenso pra mim, eu acho que precisava disso pra me sentir melhor.
Noah assentiu consigo mesmo, embora ele não pudesse ver no telefone.
- Mas... Bem, você fala sobre um relacionamento ruim, alguém egoísta, te usando... S-Sou eu? Nós... Nós estamos bem?
- Ah? Não, claro que não. É mais fácil eu ser egoísta que você, Seb. A música desse álbum que deveria ter o foco, bem, você sabe qual é.
Noah sentiu as mãos suavemente trêmulas, teve que trocar a mão a segurar o celular, aquilo não tinha sido suficiente para compreender o que aconteceu na outra música, mas, embora estivesse um pouco triste e desconfortável, não tinha como explicar a ele.
- ... Foi pra sua ex namorada?
- Não, são uma metáfora para a fama, apenas dei identidade a ela como uma pessoa, porque afinal, é o que é, não acha? São várias pessoas.
- Hum... - Noah assentiu, não sabia muito bem se acreditava, mas não iria discutir com ele. - Bom, você... Me liga de estiver se sentindo mal?
- Não se preocupe, pense na fama, pense nela em todas as letras que você estiver lendo e vai compreender o que eu digo. Mas não se preocupe, faça seu ensaio, eu estou bem.
- Tá bom. Entendi. Eu... Estou com saudade. Quando podemos nos ver?
- Hoje as coisas vão ser um pouco conturbadas, dias de lançamento acabam sendo... Você sabe. Mas se quiser, pode vir até minha casa a noite.
- Ah, se eu for te atrapalhar podemos nos ver outro dia, tudo bem.
- Não é isso, só estou dizendo que provavelmente, se quiser encontrar hoje, só podemos quando for mais tarde. Se não for um problema pra você.
- Não é. - Noah disse num pequeno sorriso para si, embora ainda nervoso. - Pode ser às sete?
- Ah, precisa ser após as nove. - Leo murmurou lamentando a notícia.
- Ah... Sem problema. Então depois das nove. Levo o jantar.
- Não precisa, deixa que eu peço alguma coisa. Está ensaiando hoje, certo? Tudo indo bem por aí?
Leo disse, sentindo que soava um pouco áspero naquela ligação, estava com o humor aflorado, mas não tinha intenção de soar rude com o outro.
- Tá bom. - Noah sorriu para si mesmo, ele não poderia ver é claro. - É, eu... Cheguei agora pouco, os meninos estavam meio sérios, perguntei o que tinha acontecido e comentaram sobre o seu álbum. Aí eu li as músicas... Bom, não fazia ideia de que você estava escrevendo algo assim. Fiquei meio preocupado.
- Hum, entendi.. Já chegou nas outras bandas também. Tenho certeza que mesmo eles já procuraram alguma coisa. - Leo riu, entre os dentes. - Não se preocupe. Eu tô legal.
- Na verdade eles não olharam nada, só ficaram meio assustados se perguntando se vocês iriam querer parar. Tenho certeza que se tivessem olhado, já teriam me perguntado sobre seu nome.
- Eu só continuo seguindo o ritmo. Vamos ver onde isso me leva. Mas eu precisava.
- Eu sei. Acho que você precisava desabafar mesmo, e tá tudo bem. - Noah sorriu meio de canto, encostando-se na parede e deslizou por ela a se sentar no chão, deslizou os dedos pelo aparelho, faziam alguns dias que não se viam. Nove horas... Suspirou. - Se precisar de mim... Me ligue.
- Eu sei. Eu sei que posso contar com você. Tirando a banda e os produtores, quer dizer, de maneira pessoal, só você sabe.
Noah sorriu e mordeu o lábio inferior suavemente.
- Hm, então eu sou importante? - Disse num riso suave.
Leo riu baixinho, abafado através da linha.
- É claro, por alguma razão eu confiei em você.
Noah colocou o telefone mais perto da orelha quando o ouviu rir e sorriu novamente.
- Leo... Eu acho que nós podíamos... - Noah disse, mas não devia fazer isso por telefone, devia falar com ele pessoalmente, então negativou. - Não é nada. Eu te digo hoje a noite.
- Hum, eu sou um pouco curioso, me diga.
Noah sorriu suavemente.
- Acho que nós podíamos namorar. Quer dizer... Já faz dois meses que a gente tem se visto... Por que não?
- Oh... - Leo murmurou, surpreso, sentiu uma palpitação leve, algo como uma ânsia breve. - É, você tem razão, acho que vamos falar disso pessoalmente, hum?
Noah esperava sua resposta com expectativa, mas ele parecia um pouco evasivo, então murchou visivelmente. Primeiro, sua música, depois isso, então... Franziu o cenho, sentindo os olhos marejados.
- Tudo... Bem...
- Ainda nos vemos a noite, hum? - Leo indagou, percebendo seu timbre.
- Claro. Às nove.
Noah disse e sorriu, sem graça alguma, sentindo quase um nó na garganta.
- Até depois. - Leo falou baixo, mas audível o suficiente.
- Até. - Noah disse e mordeu o lábio inferior, demorou um tempo pra dizer alguma coisa. - Leo eu... - Antes que pudesse terminar, ouviu a ligação cair, provavelmente ele já havia desligado antes que começasse a falar. - Eu... - Suspirou e abaixou o telefone, olhando a foto do Vessel no fundo de tela. - Acho que amo você. - Murmurou para si mesmo.
- Noah?
Noah ergueu o rosto, vermelho e amassado já que estava com a cabeça baixa sobre os joelhos, não disse nada, mas viu o amigo se abaixar em frente a si.
- Tudo bem, cara...? Ah... O que aconteceu?
- Nada... Só quero ficar um pouco sozinho.
- Não, você não quer ficar sozinho. Fala pra mim. Ele terminou com você?
- Nós nem namoramos.
- Ele te dispensou então? Porra, mas... Como assim?
- Ele não dispensou... Eu só... Eu pedi ele em namoro e ele disse que deveríamos conversar pessoalmente.
Noah disse e limpou os olhos com uma das mãos, quase rápido demais, não queria mostrar que estava chorando, embora o amigo soubesse.
- Puts... Eu sinto muito cara, quer que eu te leve pra casa?
- Não... Eu só preciso de um tempo...
- Vamos cancelar o ensaio, sério. Vai ficar tudo bem.
- Desculpe, Nick... Amanhã a gente... Pode remarcar.
- Ta tudo bem, Noah. Você parece gostar mesmo dele. É uma pena porque nunca vi você tão feliz com alguém. Achei que ele fosse a pessoa certa.
Noah sentiu a lágrima escorrer pelo rosto novamente e negativou.
- Vou... Pra casa dele hoje às nove. Pra gente conversar.
- Tem certeza? Não quero que você fique ansioso, odeio te ver assim.
- Ta tudo bem. Eu... Bom, se ele quiser terminar comigo, foi... Foi ótimo enquanto durou. - Sorriu, meio desanimado.
⚔️
Noah havia ido para casa, passou o dia deitado, não queria mexer nas redes sociais, não queria ver absolutamente nada, nem no violão tocou naquele dia. Se tinha algo que sabia fazer, era sofrer por antecipação. E se ele realmente estivesse em outro relacionamento? E se ele namorasse e não quisesse falar para si? E se... E se ele tivesse outra pessoa e por isso, por isso sempre evitasse o contato quando tentava ficar mais íntimo dele? Olhou o relógio, eram oito horas. Se perguntou se deveria ir, gostava muito dele para simplesmente desistir, mas estava muito chateado. Levantou-se quase arrastado da cama, tomou um banho e pegou o carro, não sem antes colocar comida para os gatos, já que aquele dia havia sido um pouco negligente com eles por estar chateado. Dirigiu até a casa dele e embora quisesse estar um pouco mais apresentável, tinha uma expressão meio triste no rosto. Usava a blusa que ele havia dado para si, assim como uma calça preta. Tocou a campainha.
Naquele dia, Leo talvez tivesse a cabeça tão cheia, estava um pouco ansioso pelo lançamento, o que normalmente já era uma data estressora, tinha motivos para ser ainda mais, mas não queria ser grosseiro. Quando desligou ficou um tempo ali, com o celular na mão, imaginando se havia sido rude, havia praticamente sido pedido em namoro, mas não estava conseguindo pensar em relacionamento, bem, precisava mesmo falar com ele pessoalmente, não era tão bom quanto ele pensava. Após alguns minutos, seguiu de volta para dentro e horas mais tarde estava em casa. Tinha a cabeça meio agitada, mas tentou se desprender daquilo, já era quase nove horas e havia passado para comprar algumas coisas antes de ir para casa, teve tempo apenas de um banho muito rápido. Ouviu a campainha tocar mas ainda estava no banho, então conferiu o horário no relógio de pulso que estava usando, devia ter sido mais rápido, ele era pontual. Pegou a toalha, desligou o chuveiro, tateou rapidamente o tecido no corpo e vestiu a roupa por cima da pele ainda parcialmente molhada. Quando foi até a porta para atendê-la, ainda estava com o cabelo respingando na toalha que manteve sobre um dos ombros.
- Oi.. desculpe a demora. - Disse e até sorriu ao recebê-lo, expressão que murchou ao notar como ele parecia ter uma feição abatida, mesmo enquanto sorria de volta. - Aconteceu alguma coisa? - Disse conforme cedeu passagem a ele.
- Oi... - Noah disse num sorriso ao vê-lo, ele parecia ter estado ocupado, talvez fosse melhor ter marcado em outro dia para conversarem. Entrou em sua casa, mas negativou a sua pergunta. - Não... Está tudo bem.
Noah não sabia se podia se aproximar dele, se podia beija-lo como tinha costume de fazer, se podia toca-lo, então tocou o próprio braço com uma das mãos, meio desajeitado. Leo virou-se em sua direção, fechou a porta após sua entrada e olhou intrigado.
- Você quer dizer alguma coisa? Não queria vir?
- Não, nós concordamos em conversar pessoalmente, então... Estou pronto pra ouvir.
- Ah... Certo, acho que você quer fazer isso logo. Mas eu não estava dispensando você, antes de tudo.
- ... Não estava? - Noah disse a franzir o cenho.
- Eu só acho que precisamos conversar isso pessoalmente. Bem, deixa eu colocar a toalha ali, sente-se.
Leo indicou a sala de estar há alguns poucos passos da cozinha ou do hall, na verdade. Ao sair dali por alguns instantes, ficou pensando sobre como conversar com ele, era muito reservado e a melhor forma de se expressar sempre foi a música, porém nem tudo podia ser falado dessa maneira, teria que ser um pouco transparente naquela situação, mais que isso, teria de se expor. Voltou até a sala, encontrando-o lá, suspirou e seguiu até ele, sentando-se a seu lado. Noah assentiu ao ouvi-lo, seguindo para a sala e se sentou no sofá, ainda assim era estranho, podia cortar o ar com uma faca de tão denso. Estava nervoso, e como o amigo disse, ansioso, então as pernas estavam, novamente, inquietas, batia uma delas incessantemente enquanto o esperava e quando o viu chegar sorriu meio de canto.
- Olha, tudo bem se você não quiser namorar comigo.
Ao ouvi-lo, Leo suspirou. Descansou os antebraços sobre os joelhos, podia ver de soslaio o ritmo agitado de suas pernas, poderia dizer que não entendia porque causava nele tanto nervosismo.
- Por que está tão nervoso? - Perguntou, sem refletir muito sobre isso.
Noah suspirou profundamente, tentando se acalmar e repousou os pés no chão, tentando relaxar as pernas.
- Você parecia... Meio distante no telefone. E eu... - Engoliu em seco, sentindo estar pisando em ovos ao falar sobre aquele assunto com ele novamente. - Eu fiquei me perguntando se você não tinha namorada ainda, ou... Se você não tinha interesse em ter algo mais sério, se você... Estava me dispensando. Se tinha outra pessoa na sua vida...
Leo suspirou pela enésima fez. Ele era sincero, mesmo enquanto parecia responder qualquer coisa que vinha na sua cabeça pela forma ligeira com que falava. Mas percebia o quanto ele estava nervoso e causava isso nele. Estava apaixonado? O que ele sentia? Estava com medo? Parecia estar.
- Bom, não estou com ninguém, eu já falei algumas vezes que tive um relacionamento no passado. E bom, isso é a razão de querer falar com você pessoalmente. Esse relacionamento durou muitos anos, foi meu primeiro namoro, e eu me escorei nele com todas as dúvidas e inseguranças da minha adolescência, o que fez com que eu crescesse sem conhecer muito mais do que isso. Terminamos há mais de dez anos, na verdade, mas desde então eu não tive ninguém fixo, tenho dificuldade em confiar nas pessoas e isso me faz afasta-las de tudo o que é muito íntimo pra mim.
Noah assentiu conforme o ouviu.
- Mas você... Você confiou em mim pra se mostrar, eu conheci você nesse pequeno tempo em que estivemos juntos e eu... Gosto de absolutamente tudo o que eu vi. Desde que... Ficamos juntos a primeira vez, eu não tenho visto mais ninguém, na verdade já fazia um tempo que eu não tinha ninguém mesmo antes de você, mas agora, eu só vou pra casa, de casa pro estúdio e só consigo pensar em quando vou ver você de novo. - Noah disse num sorriso suave, meio nervoso. - Por favor... Me dá uma chance.
- Eu quero ficar com você, Noah. - Leo disse logo, ele parecia tão nervoso, ansioso, e aquilo causava uma sensação horrível em si, não sabia lidar com aquilo sem absorver todo seu anseio. O tocou em sua perna, acariciando podia sentir o tecido jeans. - Me deixe continuar. Mas mesmo agora, parece que eu te deixo ansioso, isso me faz mal. Eu tendo a ser um pouco inflexível em situações onde eu me sinto vulnerável de algum modo, eu sei que atuo como alguém sempre amável e disposto a mostrar a minha vulnerabilidade nos palcos, mas isso é o que eu quero mostrar até onde é conveniente pra mim, quando não é, eu tendo a ser um pouco defensivo e por isso, um pouco agressivo também. E, meu relacionamento anterior não terminou de uma forma tão drástica, foi algo que aconteceu aos poucos, mas não foi um erro apenas dela, eu também sou alguém complicado, fui tão nocivo quanto ela, e por isso eu sei que não sou alguém facil de se relacionar como é em um ou dois dias, uma semana ou até um mês. Eu quero ficar com você, mas te fazer mal me faria ainda pior.
Noah sorriu a ele conforme o ouviu.
- Você não vai me fazer mal, Leo. Na verdade, você é a única coisa na minha vida que tem alguma graça. Eu sou ansioso, não posso negar isso ou fingir que não acontece, porque acontece, eu sou um bebê chorão e quando as coisas ficam meio fora de controle, por eu ser ansioso eu fico assustado, mas isso não é um problema seu, isso é um problema meu apenas. Eu passei o dia inteiro me sentindo mal, me sentindo insuficiente, o que eu fiz de errado? Talvez não devesse ter falado sobre a máscara, talvez a música fosse pra mim, eu não sabia, mas tudo isso, eu mesmo projetei em mim, não você. Nós discutimos uma única vez e eu sei que eu fui invasivo, eu sei que eu fui o culpado, eu pressionei você contra a parede naquele dia e eu não devia ter feito isso, quis agir como se eu pudesse ajudar você de alguma forma, quando eu sei que a minha opinião não importa tanto quanto a sua própria, eu acabei de chegar e quem vive aí esse tempo todo é você. Então eu dei espaço, eu acatei o que você disse, eu vou esperar você vir me buscar, vou esperar você vir me pedir pra te segurar e eu vou, não importa quando, não importa quanto tempo leve ou se um dia isso vai acontecer. Mas... Por favor, não aja como se você fosse nocivo, como se você fosse tóxico, porque... Eu sou louco por você. Você é absolutamente tudo de bom que tem na minha vida e eu não quero ter que ficar sem você.
Leo ouviu o que ele tinha pra dizer, até mesmo esperou embora tenha negado com um gesto da cabeça, discordando pontualmente de certos aspectos, até finalmente poder falar.
- Não aja como se aquilo fosse tudo culpa sua. Não tome toda essa responsabilidade. Ainda assim, você me conhece pouco, eu posso ser nocivo, especialmente pra alguém como você, que é tão delicado. Não estou te recusando, mas estou te dizendo que, possivelmente eu vou te afastar em alguns momentos, eu não vou querer falar sobre as coisas que você quiser saber, talvez eu te mostre alguém que não é tão doce, mas isso é apenas pra você saber que não vai encontrar apenas o melhor em mim, não vai encontrar apenas música.
Noah assentiu ao ouvi-lo, percebeu que estava falando demais e que, talvez devesse escutar apenas e compreender ao invés de tentar se explicar. No fim, segurou a mão dele, acariciando com a própria e a beijou no dorso.
- Eu quero o Leo inteiro. Não apenas o Vessel. Eu quero suas partes ruins também, mostre onde sua delicadeza acaba e me mostre seu amor. - Disse apenas, parafraseando a música que ele havia escrito, em parte, pensando em si.
O riso quase escapou de forma involuntária em Leo, não era um riso cômico, na verdade era apenas afável pela citação oportuna da música. Não queria pensar demais, já havia dito muito, embora pouco perto do que poderia ou deveria, e quer dizer, por mais que parecessem palavras articuladas, usavam muito da própria energia, era ótimo com palavras, desde que elas estivessem em música, desde que elas não falassem sobre Leo.
- Ta bem.
- Então... Namorados? - Noah murmurou e sorriu a ele, franzindo suavemente o cenho, mas beijou o dorso de sua mão mais uma vez. - Eu vou esperar por você, até você achar que é a hora de me mostrar tudo sobre você. Eu vou te respeitar e o seu tempo também.
- Hum. - Leo murmurou em afirmação. - Namorados. Eu vou te mostrar, ocasionalmente isso vai acontecer, porque vamos nos conhecer, não apenas você a mim, quanto eu vou conhecer você.
Noah assentiu e agora o semblante era muito diferente de antes, estava animado, evidentemente e os olhos brilhavam suavemente, tocados pelas lágrimas que tinham um motivo bem diferente agora.
- Sabe o que eu vi hoje? Você esta ganhando como melhor vocalista de metal do ano. Porra, isso me deixa tão orgulhoso de você.
Era curioso como ele parecia outra pessoa naquele momento, uma fração de tempo e lá estava aquele ar bobo de volta, um pouco emocional, mas era ele. Leo sorriu, não exatamente pelo comentário ou apoio, mas por revê-lo.
- Eu trouxe pão, trouxe salsichas e também mostarda picante. Claro, o queijo parmesão. - Sorriu.
Noah sorriu ao ouvi-lo, ele havia visto o vídeo e ficaria muito feliz em fazer aquela receita para ele na verdade, mas riu, riu divertido porque, alguns minutos atrás estava chorando no próprio quarto, sem perspectiva sobre absolutamente nada e ele estava pensando na noite que teriam juntos. Aproximou-se dele, como fez na primeira vez em que o viu, se sentou em seu colo e segurou seu rosto com ambas as mãos, selou seus lábios, demorado. Leo ajeitou-se no sofá, encostando-se com as costas nele agora, então tinha mais espaço para a posição em que ele se colocou e colaborou com ela, recebendo-o no colo. Levou os braços ao redor de sua cintura, repousou as mãos na lombar onde o acariciou. De queixo erguido e o rosto entre suas mãos, retribuiu o beijo superficial, com a mesma demora. Curiosamente sentiu uma estranha expectativa sobre aquela nova situação, sobre o novo relacionamento. Estava ansioso para descobrir como desenvolveria, e estava curioso para conhecê-lo.
- Prometo que vou ser um bom garoto. - Noah disse, sabia que tinham a mesma idade, então soava engraçado, mas era quase uma piada ou uma provocação. - Serei só seu e espero que você seja só meu também. E espero que, se você tiver qualquer problema, fale comigo, porque suas músicas são tão conturbadas que as vezes eu acho que é minha culpa. - Riu baixinho e selou seus lábios novamente. - Combinado?
Leo sorriu, canteiro, ao ouvir seu comentário inicial. O assunto seguinte no entanto, franziu suavemente o cenho, como quem ouvia bobagem.
- Escute Noah, há dois meses estamos saindo, há quanto tempo eu escrevo as músicas como elas são?
- Eu sei... Mas estou falando daqui pra frente. Só... Fale comigo se eu fizer algo errado, só isso. Tá bom?
Noah disse e mostrou o dedo mindinho a ele, mas não sabia se ele iria entender, ou se na Inglaterra tinham esse costume.
- Eu vou falar. Na verdade, você saberá muito facilmente se algo não estiver bem. - Leo srriu, tênue. Então olhou sua mão e riu baixinho, ergueu o dedo e cruzou com o dele. - Certo.
- Em japonês eles falam Yakusoku. Significa promessa. - Noah disse e riu baixinho, era um otaku, ele já sabia.
- Oh... Você gosta mesmo disso. - Leo riu, quase provocador dessa vez, mas deu uma piscadela a ele. - Yasukoko. Sakoyoku. - Brincou.
Noah riu divertido e negativou, selando os lábios dele novamente.
- Argh... - Resmungou, tocando o rosto dele, sua bochecha bonita, sabia das marcas que ele tinha no rosto, embora visse apenas um rosto normal, aquilo não era um problema, nem de longe algo para ser considerado feio, ele era lindo para si. Tocou seus cabelos, depois desceu para seu queixo e sentiu ali também uma suave marca da sua barba por crescer, sorriu apaixonado. - Queria dizer o quanto... Eu sinto... Pra você. Porque quando estamos juntos, meu coração parece não caber no peito. Mas... Eu não consigo encontrar uma palavra exata, na verdade eu até consigo, mas... Talvez seja cedo.
Leo sorriu e franziu o cenho sem entender o motivo do breve resmungo, quase um sopro. Fechou apenas um dos olhos ao sentir o carinho, olhando pra ele, podia ver a mesma afabilidade de seus dedos em seus olhos. Sabia o que ele queria dizer, mesmo sem abrir a boca para isso. Suspirou e sorriu.
- Eu sei o que é...
Sabia o que causava aquilo nele, sabia como a música podia ser uma grande criação de sentimentos, uma profunda demonstração de amor, mas não queria ouvir aquilo daquela forma, queria esperar e então ouvir apenas quando não fosse apenas aquilo que ele conhecia naquele momento.
- É... Eu sinto. - Noah sorriu. - Eu vou sentir pelas suas outras partes também, eu tenho certeza. - Disse e beijou a ponta de seu nariz. - Mas desculpa, eu estou extremamente gay hoje, sei lá.
Leo riu e negativou diante do comentário final. O beijou no queixo. Sentia-se menos tenso, devia dizer que estava num conflito de sentimento, por um lado estressado com a situação que vinha passando no último ano, por outro, tinha algo novo criando expectativas na própria vida. Sorriu e suspirou, profundamente. Fechou os olhos e descansou a testa contra seu peito. Noah o segurou contra o peito, acariciou seus cabelos e suspirou, beijando o topo de sua cabeça.
- Hoje foi um dia cheio, não foi? Um ano cheio talvez.
- É, foi bem agitado. Especialmente... - Leo disse e deu uma pausa para se afastar e voltar a olhar para ele, apontou a própria cabeça. - Aqui dentro.
Noah suspirou, acariciando seus cabelos ainda e beijou sua testa, encostando a própria na dele.
- Vai ficar tudo bem. Você ainda é o Vessel e nem todo mundo sabe. Logo isso vai melhorar.
- Tudo bem. Hoje eu tenho algo diferente pra pensar, provavelmente amanhã também, e alguns dias além. - Leo sorriu, mostrando-lhe os dentes.
- Sabe... Aquele pedido de morarmos juntos ainda... Bom, claro, você decide, mas... Eu adoraria. Eu posso cuidar das coisas, pra ficar um pouco mais confortável pra você. Na verdade só quero passar mais tempo com você mesmo. Nossa eu estava... Com tenta saudade. - Noah disse e sorriu, beijando sua testa, adorava o sorriso dele.
Leo sorriu canteiro, achando graça da conversa, ele era mesmo muito ligeiro. Riu no fim e pegou as mãos dele, segurando-as juntas e beijou o dorso de uma delas, observando a pele tatuada, cheia de tinta.
- Você pode vir passar uns dias, pra sabermos como vai ser. Tenha calma. Mas não é um não, antes que você pense alguma coisa.
- Tá, eu entendi. Eu sei que é muito rápido, foi mal. - Noah disse num pequeno sorriso. - Fico uns dias com você então. Até o pessoal se acalmar do álbum novo, pode ser? - Acariciou seus cabelos.
- Combinado. - Leo falou baixo, mas a proximidade deixava audível o bastante. - Os seus filhos ficarão bem?
Noah sorriu meio de canto e acariciou a bochecha dele.
- Vou pedir pros meus amigos cuidarem. Acho que o Nick pode ficar em casa um tempo. Aí quando você enjoar de mim, eu vou embora. - Disse e selou seus lábios. - Hm, você está... Muito tenso. - Tocou os ombros dele, massageando suavemente. - Posso fazer algo você se sentir melhor, hum?
- Só estou tentando não pensar nas críticas sobre o novo álbum, quer dizer, as resenhas, sei que foi um álbum muito diferente do comum. Mas estou bem, estou até namorando agora. - Leo sorriu. - Me deixe de ver cozinhando. Eu tenho Airfryer. - Brincou, provocando.
Noah sorriu a ele, estava animado com o namoro assim como ele.
- Ah, você tem? Então você vai comer o melhor cachorro quente já feito até hoje. - Disse a se levantar, mas ajoelhou-se no tapete, em frente a ele por um momento. - Mas... Quer me dar algo pra colocar na boca primeiro?
Conforme se levantou, Leo fez menção de se desencostar do sofá, mas o viu mudar de ideia sobre seguir para sua atividade na cozinha. O olhou ali, ajoelhado quase como um bicho de estimação. Então sorriu.
- Está sentindo sua boca solitária?
- Estou sentindo que você precisa relaxar um pouco. - Noah disse num sorriso. - Mas é... Minha boca está com saudade. - beijou sua coxa na parte interna, mesmo sobre a calça. - Vai me dar outra salsicha? - Riu.
- Eu preciso relaxar ou você precisa? - Leo srriu e levou a mão até a própria roupa, sentindo o cós da calça.
- Hum, os dois. - Noah riu baixinho e mordeu suavemente sua coxa no mesmo lugar onde antes tinha beijado, olhava pra ele enquanto fazia. - Posso?
- Claro, também é seu agora.
Leo disse, referindo-se indiretamente sobre serem namorados agora. Estava um pouco distante, sabia disso, mas esperava que ele tivesse paciência para lidar com isso, esperava também perceber que tinha mais além das coisas na cabeça naquele momento. Noah encostou a cabeça em sua coxa, olhando pra ele enquanto o ouvia e sorriu, afável, achando o comentário adorável, embora estivessem falando sobre seu pau. Estava na verdade pedindo permissão por não saber se ele estava na vibe, não queria invadir seu espaço, mas com a permissão dele, tocou o cós de sua calça e puxou para baixo com delicadeza, retirando-a por suas pernas, e não foi difícil já que era larguinha, naquele dia não usava seu cinto. Tocou sua coxa novamente, deslizando as mãos por ele, acariciando sua pele macia e o beijou, mordeu mais uma vez, sabia que ele gostava das mordidas, então deu algumas generosas, mas não doloridas de fato. Tocou sua boxer preta, lambeu ali sobre ela e deu uma suave mordida no tecido, puxando-o para baixo com os dentes mesmo. Leo ergueu os quadris, suficiente para deixá-lo puxar a roupa, como sempre era uma peça fácil de tirar, não costumava usar calças justas ou difíceis de tirar. Após ser despido, pelo menos o que era suficiente, sentiu suas mãos na pele, tinha dedos levemente ásperos pelo violão, gostava do tato, assim como de seus lábios, vieram muito mais gentis que o movimento seguinte, estes que arrepiaram a pele, embora tivesse uma fina penugem, podia sentir no toque de suas mãos deslizando na coxa. Suspirou, pesado, tinha de forma distante um toque leve da voz. Conforme se debruçou para o ventre, seus cabelos caiam em frente e escondiam parcialmente seu rosto, então levou a mão até ele, deslizando os dedos entre os fios, deslizou as unhas curtas em seu couro cabeludo e terminou prendendo seus cabelos junto a nuca, apertando-os, expondo de volta seu rosto, sua língua, seus dentes e em seguida a si mesmo, já não tão adormecido quanto no começo, tendo sido afetado pelas mordidas. Noah puxou sua roupa íntima, ajudando com as mãos para que não estragasse a peça com os dentes, mas os dentes fariam o papel de dar estímulos visuais para ele, já que sabia que ele gostava do detalhe. Sentiu os cabelos presos, gostava daquilo, gostava um pouco da força, do toque rude, ele saberia disso com o tempo. Estremeceu e agora que o havia livrado de sua roupa íntima, o segurou com uma das mãos, massageou suavemente, sentindo-o tomando pouco mais de forma para então deslizar a língua por ele e ele tinha gosto de banho além do dele, sorriu ao perceber isso.
Talvez o silêncio deixasse a respiração tão evidente, porque Leo podia ouvir a si mesmo, ainda que tivesse o farfalhar das roupas, dos movimentos dele, ouvia nitidamente a própria respiração, nem mesmo seus lábios haviam mudado isso, deslizando a língua na pele, se via em meia luz, excitando-se entre seus dedos, vislumbrando seu rosto bonito e quase, quase flertava com androgenia. Fechou os olhos por um momento, queria olhar pra ele, mas a sensação tomava muito mais atitude por si, então os olhos se esconderam sob as pálpebras, aumentando a atenção no que sentia, era úmido, quente, era confortável. Noah podia ver seus olhos encarando a si, gostava disso, mas também gostava quando ele os fechava, significava que já não podia mais aguentar a vontade de se render às sensações, e isso era uma vitória para si. O colocou na boca e não teve nenhuma pressa, deslizou devagar, o empurrando para dentro dela até onde conseguia alcançar e o retirou da mesma forma, devagar, deixando-o sentir toda a passagem para dentro de si e para fora, se perguntava se naquele momento ele também tinha aquela vontade de se empurrar firmemente para si como fora na outra vez em que interrompeu o sexo oral para não fazer algo mais rude consigo. Sorriu sutilmente contra seu sexo por isso. Leo descansou a nuca contra o encosto do sofá, deixando-se apenas sentir aquela sensação, era leve e sexual, mas ainda assim parecia um carinho, sorriu, um riso silencioso ao pensar sobre isso. Então abriu os olhos, voltando a atenção para ele, percebendo que havia sorrido, não sabia a razão, mas imaginou que talvez fosse por ter sorrido também. Deslizou a mão em seu rosto, acariciando-o após soltar seus cabelos, mas claro que voltou para eles, enroscando os dedos nos fios. Naquele dia estava o oposto, haviam quase trocado o que ele tinha de lembrança, ao invés de ser incapaz de se controlar, estava calmo, a agitação estava na própria cabeça, então queria que ele acalmasse a própria mente com o corpo.
- Você quer mais, Seb?
E é claro que Noah sabia disso, sabia que ele provavelmente não iria querer algo agitado, então não faria nada por ele que ele não quisesse, ficaria calmo, ficaria controlado, daria mesmo aquele carinho a ele para que ele pudesse relaxar. Suspirou em apreço ao sentir o carinho no rosto e logo após, ergueu o olhar para ele quando sentiu o toque nos cabelos, sentindo o arrepio percorrer a coluna. Afundou-o na boca novamente, dessa vez quase conseguiu colocar ele inteiro, mas não tinha esse costume, então foi com calma. Moveu a cabeça, iniciando um ritmo suave e paciente, colocando-o para dentro da boca e voltando a tirar em seguida. Quando o ouviu porém, ergueu o olhar e o lambeu em sua ponta, tinha os lábios úmidos pela saliva.
- Eu sempre quero tudo o que eu posso tomar de você.
- Como uma entidade?
Leo retrucou e sorriu quase languido, afetado pela sensação. Sentia quase sua garganta, e quanto mais fundo, mais estreito parecia, como se fosse ser engolido por ele. Noah riu suavemente.
- Bom, se eu for sua entidade do sono, você vai poder escrever todas as músicas pra mim.
Disse e o sugou em sua ponta, firme, em um estalo quando o soltou e mordeu suavemente o local. O riso soou entre os dentes de Leo, abafado pelos lábios, interrompido no entanto, gemeu sem escolha, sentindo a voz arrancada da garganta com sua mordida, era cautelosamente firme, riu por isso, excitado e nervoso ao mesmo tempo.
- Ah, você sabe como fazer isso aí, não é?
Noah franziu o cenho ao ouvir seu gemido e todos os pequenos pelos do corpo se arrepiaram, desviando o olhar a ele.
- Ah... Porra, seu gemido é uma delícia de ouvir... - Disse e riu baixinho, roçando os dentes em seu sexo e o mordeu novamente.
- Hum... - Leo murmurou, um pouco risonho pelo comentário, sorridente na verdade, achando graça, negativou, embora logo tenha sido levado pra intensidade da sensação outra vez, sendo mordido, estremeceu. - Vem, me deixe morder você também.
- Hum, eu queria só te relaxar um pouco, não precisamos transar se não quiser.
Noah dsse num pequeno sorriso e o sugou mais uma vez, pressionando a pequena fenda em seu sexo com a ponta da língua, sabia que ficaria sensível, mas talvez arrancasse outro gemido dele.
- Estou... - Leo murmurou e estremeceu sob o contato, sentindo a aflição do toque, quase como uma sensação metálica, causava um choque, mas era prazeroso, era uma sensação ambígua. - Estou relaxado. - Completou, quando enfim pôde terminar a frase. - Quero morder seu pau também.
Noah o retirou da boca e mordeu o lábio inferior, sorrindo a ele.
- Me mostre seus dentinhos afiados... Eu adoro eles. - Disse e a mão tocou o próprio sexo sobre a calça, estava ereto, nem havia tido um simples toque e mesmo assim, estava excitado por toca-lo apenas. - Quer... Se deitar? Eu tiro a roupa, fico por cima, posso fazer em você enquanto faz em mim.
Leo abriu a boca e expôs os dentes, franziu o nariz ao fazer isso, como um suave rosnado, embora não emitisse qualquer som. O viu se apalpar e até desviou a atenção ali, o olhando enquanto fazia.
- Levante-se, me mostre. Me deixe ver.
Noah mordeu o lábio inferior ao ver seu pequeno rosnado e ergueu-se, excitado, queria enfiar a língua em sua boca, mas não sabia se devia, bom, ele queria colocar a si na boca, não achou que fosse achar ruim. O beijou, um beijo firme, quase violento que estalou a finalizar apenas quando sentiu uma fisgada no próprio lábio inferior, ele havia cortado a si, mas sorriu, excitado. Ergueu-se, abriu a calça jeans escura que usava, retirando-a e se sentou em seu colo, devagar, deixando-o tocar com seu sexo as próprias nadegas, ainda cobertas pela boxer, mas era uma provocação apenas. Tomou os lábios dele em outro beijo que tinha um suave gosto de sangue, o próprio, e fez o mesmo com ele, mordendo seu lábio inferior a dar a ele a mesma fisgada que havia sentido. Leo seguiu até a beira do sofá, se aproximando dele onde estava, ergueu o queixo em direção a ele e sentiu a investida em seu beijo, o que retribuiu, da mesma forma, na mesma intensidade, mas de fato tinha dentes afiados, e uma suave mordida foi suficiente para ferir seus lábios com a firmeza que trocaram saliva. Conforme se afastou, lambeu os lábios sentindo o gosto metálico na língua, o gosto do sangue dele. Encostou-se de volta no sofá, olhando-o em frente a si, assistindo seu pequeno striptease, sorriu enquanto o admirava, ele era extremamente atraente, muito mais do que a si, mas não ia cair nessa, não ia pensar sobre aquilo. Logo estava de volta no colo, pretendia dar nele aquela mordida, mas ele foi mais rápido nisso, então ao invés de colocá-lo na boca, estava mais prestes a ser colocado nele. Tinha as pernas arrepiadas, sentindo o roçar leve da pele com a dele, não era um atrito intenso, era suave, causava um cócega excitante na verdade.
- Fugindo da minha mordida, hum?
Murmurou, mas não esperou resposta, especialmente porque logo se beijaram, beijo este que veio como moeda de troco, gemeu contra ele, sentindo sua mordida quase como uma picada, e lá estava o gosto enferrujado outra vez.
- Hum, não... Você ainda vai me morder, eu só queria beijar essa sua boca linda com esses dentinhos. - Noah disse e sorriu a ele, mas tocou o lábio inferior com o polegar e viu a marca do sangue nele. - Mas agora estou um pouco preocupado sobre o meu pau.
Disse e riu, mas se levantou mesmo assim, ficando em frente a ele e tirou a boxer, assim como a blusa, bom, já estava se despindo mesmo, então que fosse completamente logo. Leo riu, divertindo-se com sua preocupação, embora não fosse literal, já que se levantou. Lá estava observando novamente, só que agora via toda sua nudez, aproveitou para fazer o mesmo, tirando o que restava de tecido. Após despir a roupa, beirou o sofá novamente, alcançou os quadris estreitos de Noah e beijou na altura de seu umbigo, desceu até seu ventre, encarou seu corpo ereto onde roçou os lábios e por fim se levantou, ficando de frente com ele, não exatamente cumprindo a ameaça da mordida, apenas quis abraça-lo, não exatamente por sentimentalismo, queria sentir seu corpo, inteiro. Noah o viu retirar as roupas, assistia ele assim como ele a si, gostava de ver seu corpo sendo revelado e gostava de saber que era o único a ver aquele lado dele. Estremeceu conforme ele se aproximou da beira do sofá, segurou seus cabelos loiros como ele fez com os próprios antes e suspirou profundo com o roçar de seus lábios, esperava pelo toque, mas ficou um pouco confuso quando ele se levantou e a expressão era um claro indicativo disso, porém ao sentir o abraço, o retribuiu, não sabia porquê ele o queria, então imaginou que ele não estivesse confortável, ou ansioso. A expressão assustada se dissolveu aos poucos e acariciou os cabelos dele, beijando seu rosto na bochecha.
- Tudo bem?
- Eu queria sentir seu corpo. Acho que nunca te segurei assim, ou já fiz isso?
Leo indagou e deslizou as mãos em suas costas nuas, sentindo as saliências da espinha, contornando de cima até a lombar, então as nádegas que segurou e encheu as mãos ao puxar em direção a si, empurrando o sexo contra ele, sentindo a ereção pressionar em seu corpo.
- Não... Nunca. - Noah disse e suspirou, sorrindo contra sua pele, ele era alguém romântico, pelo menos imaginava isso, mas percebia isso também quando ele falava consigo, quando ele agia daquela forma. Sentiu o coração bater acelerado por um momento, mas estava em paz naquele abraço. - Isso é bom... Você é tão quente e macio... - Murmurou e beijou seu pescoço, lhe deu uma mordida suave.
- Você também é.
Leo o apertou entre os braços, sentindo a densidade de seu corpo. Sentiu o beijo, sentiu a mordida e o retribuiu da mesma maneira, tendo seu pescoço livre, lambeu suavemente a curva entre ele e seu ombro, em seguida o mordeu, quase roçando os dentes em diversas mordidas leves. Após solta-lo do abraço, deslizou as mãos de volta por suas costas, terminou na cintura e o virou de costas, o abraçando daquela maneira, sentindo o peito em seu dorso, o ventre em suas nádegas, beijou sua nuca. Noah suspirou mais uma vez, profundamente, puxando os cabelos de lado para dar espaço a ele, embora imaginasse que o cheiro dos cabelos fosse bom, já que tinha lavado eles uma hora atrás. Ao se virar, não fez nenhuma pergunta, ele parecia querer o contato e sinceramente também queria, gostava de toques na nuca tanto quanto nas orelhas e o arrepio deixou isso nem claro para ele. Segurou suas mãos ao redor do próprio corpo e entrelaçou os dedos aos dele brevemente.
- Hum...
Com o abraço, Leo o segurou, firme o suficiente para senti-lo e também guia-lo. Enquanto o envolvia, sentindo o enlace de seus dedos, ele parecia ter gostado do contato, por mais que há alguns minutos parecesse esperar por mais intensidade, entrou facilmente na sintonia. Caminhou com cautela, guiando-o para frente até encontrar uma das paredes onde o encostou, ainda de costas para si. Ao afrouxar a forma como se aproximavam, deslizou as mãos por seu abdômen, dali até a pelve e nos quadris o puxou gentilmente, sustentando no lugar enquanto empurrava o corpo desperto contra suas nádegas. Noah caminhou com ele, embora não soubesse o que ele queria fazer, mas logo entendeu quando chegaram na parede. Soltou suas mãos, tendo que usar as próprias para de apoiar ali e ergueu suavemente os quadris, roçando-se nele, agradeceu mentalmente por ele não ter guiado a si um pouco mais pro lado onde havia um espelho, não sabia se queria encarar o próprio rosto dele e sorriu meio de canto consigo mesmo ao pensar sobre isso. Podia sentir seu sexo desperto contra as nádegas, era engraçado como escalavam rápido, queria apenas dar um pouco de prazer pra ele, com a boca mesmo, mas as coisas entre ambos nunca eram simples ou rápidas, sempre tinham o impulso de continuar o que faziam, sempre acabavam indo além de só toques ou provocações, e com certeza não era uma reclamação, adorava aquilo nele. Queria lembrá-lo do lubrificante, mas ele estava tão quente e tão concentrado no que fazia que a frase morreu na garganta antes mesmo de dizer algo. Queria facilitar para si, mas também queria deixar as coisas fluírem como estavam. Talvez fosse a primeira vez que Leo o via tão quieto, chegava a ser engraçado, então sorriu por isso na falta da voz risonha. Deu algum espaço entre ambos e ao tocar suas nádegas, contornando sua forma, deslizou entre elas e sentiu em seu ponto mais íntimo, massageando suavemente com a ponta dos dedos, pressionava em penetração, sentindo seu corpo, respondendo ao tato. Mas ele não precisou falar, foi apenas toca-lo, lembrou-se do que havia dito antes de levar os dedos até a boca na intenção de facilitar a carícia. Tocou seus braços, subiu as mãos até seus ombros onde apertou e novamente beijou a região, seguiu o caminho até a orelha e delineou-a atrás, com a ponta da língua.
- Onde está o lubrificante? - Falou baixo onde estava.
Noah manteve os quadris empinados, gostava da carícia, sentia o corpo se arrepiar com cada pequeno toque dele pedindo a entrada de seu dedo e sempre imaginava se ele estava pensando sobre entrar ali, sobre como seria lá dentro, sorriu por isso. Sentiu seu toque quente, os pequenos apertos e estremeceu visivelmente, mordendo o lábio inferior ferido com a provocação na orelha e gemeu sem intenção.
- Hum... O frasco está no quarto, mas... Tenho sachês na minha carteira, na calça. - Disse num sorriso suave, havia comprado eles junto do lubrificante porque sabia que poderia encontrar ele em outro lugar.
- Hum, no quarto? Quando foi que deixou lá? - Leo indagou curioso, não estava aborrecido. O riso no entanto, soou entre os dentes, pensando nele em sua compra. - Você pode pegar, hum? O da sua carteira.
Noah riu baixinho.
- Na semana passada quando transamos na sua cama, eu levei pra lá, deixei na sua gaveta. - Assentiu e caminhou para a calça jogada no chão, abaixou-se e abriu a carteira, nem percebendo que estava de fato nu e com as nádegas expostas a ele quando fez isso. Pegou o pequeno envelope com o lubrificante e voltou para ele, entregando a selar seus lábios. - Aqui, pequena aranha. - Disse e estava excitado, então a excitação era palpável na voz que falou com ele.
Leo deu a ele algum espaço para sair da parede, indo em direção a calça onde pegou a carteira e o lubrificante nela, um pequeno sachê, quase como açúcar e que aceitou na palma da mão como entregue. Com a distância, podia ver o corpo dele completamente enquanto nu, até mesmo ao se abaixar, quase sem qualquer pudor, ou talvez estivesse afetado, como seu timbre de voz parecia conter um ânimo específico e diferente do comum. Com o outro braço, envolveu sua cintura, o apertou contra o corpo, não foi um atrito, apenas uma firmeza. Retribuiu o beijo e em seguida, gesticulou, indicando a ele a parede. Noah sorriu a ele ao sentir o aperto no corpo, o abraçou igualmente e naquele abraço firme, ele parecia demonstrar o que demonstrava na voz para ele, a excitação que sentia. Mordeu o lábio inferior suavemente e assentiu, voltando para a parede onde se apoiou com ambas as mãos, voltando a empinar os quadris para ele e até tocou seu baixo ventre com as nádegas sutilmente. Leo se aproximou dele conforme voltou ao posto anterior, parou logo atrás de seu corpo. Empinado, se roçou facilmente em si, moveu-se suavemente roçando-o de volta. Era quase um carinho com a pele, causando um suave arrepio. Atrás dele, com as mãos livres, levou o pequeno sachê até a boca, mordeu a ponta e puxou a embalagem, abrindo-a, sentiu o frescor mentolado invadir as narinas, perto como estava. Dosou uma porção generosa nos dedos, levou nele antes de si, esfregou seu corpo e notou um leve e mudo sobressalto, talvez pelo toque frio do lubrificante, mas em seguida usou o residual em si, enluvando-se com o gel, tinha um toque gostoso, frio e que começou a ficar quente em seguida.
- Hum, é gostoso.
De costas como estava, Noah só podia ouvir os sons, ouviu o som da embalagem, mesmo sua respiração quando aspirou o cheiro do lubrificante, era como vê-lo tocar de máscara, não podia ver seu rosto, apenas ouvir sua voz, apenas sentir as sensações. Sentiu o toque de sua mão com o lubrificante, o susto era por não saber o que ele faria e a sensação gostosa veio em seguida, fria e depois quentinha, amortecendo suavemente, sabia que era um gel específico para isso, e não queria admitir, mas havia comprado um suave anestésico porque sabia que não conseguia tirar as mãos dele, sabia que não transavam só uma vez num dia, e queria poder fazer isso com ele estando pelo menos um pouco mais confortável. Houve um dia em que havia transado com ele em três cômodos da casa e quase em cima do piano, só não porque provavelmente o piano era muito importante pra ele e bem, não queria quebrar. Adorava o fato de que agora eram namorados porque tinha uma química maravilhosa com ele, qualquer mínimo toque arrepiava a si completamente, uma palavra, uma respiração perto do ouvido. E falando de química¹, podia sentir o corpo estremecer e se contrair suavemente, esperando por ele para aquecer a si assim como o lubrificante que reagia com a pele.
- É... É gostoso sim...
Leo dobrou-se levemente para alcança-lo, estava empinando os quadris, então tinha uma suave distância de seu rosto, mesmo sua nuca. Ao fazer isso, alcançou seu ombro, deslizou com a mão até o pescoço, até brigou levemente com seus cabelos, subiu então até a nuca, rente ao couro cabeludo onde segurou os fios apertados. A mão direita livre e lubrificada, usou no próprio corpo, segurou-se e se esfregou nele, sentindo deslizar tão facilmente, devia admitir que era bom tornar aquilo mais fácil desde o começo. Quando se soltou, apenas os quadris fizeram o restante do trabalho, empurrou-se para ele, penetrando-o devagar, sentindo toda a passagem até que o ventre encostasse em suas nádegas. Fechou os olhos, sentindo aquela sensação já conhecida de estar dentro de seu corpo. Noah estremeceu mais uma vez, bem visível para ele. A pele arrepiada, quase pedinte por seu toque. Mordeu o lábio quando sentiu-o segurar os próprios cabelos e gemeu, prazeroso, um gemido que se tornou dolorido em seguida ao senti-lo se empurrar para si, na verdade, entre a dor e o prazer. Já conhecia a sensação, mas o lubrificante era bom, gostou dele, e o corpo que geralmente pulsava, ardido, agora pulsava um pouco mais amortecido, era bom assim. Sorriu, num riso entre os dentes.
- Eu adoro quando você puxa meu cabelo...
- Você gosta, hum? Bem, você descobriu isso comigo ou o cabelo longo já tinha esse objetivo?
Leo disse e soou um risinho entre os dentes. Puxou ainda os fios, fazendo-o pender suavemente o pescoço para o lado, o beijou onde livre, umedeceu a pele, mas a mordeu em seguida, pressionando os dentes vagarosamente, do mesmo jeito como o penetrava, indo devagar e firme, porém tinha cautela, mesmo ao sugar e manchar sua pele consigo.
- Bom, eu não tinha esse fetiche não, inclusive cortei o cabelo... Mas agora... Gostaria que ele tivesse ficado comprido só pra você ter mais fios pra puxar.
Noah disse e riu, a voz dele soava soprada contra a própria nuca, quase rouca, provavelmente causada pela penetração, sabia porque também estava rouco, tentando conter o gemido no fundo da garganta, mas simplesmente adorava seus beijos na pele e havia aprendido a gostar também de suas mordidas, por isso agora tinha o rosto erguido, as sobrancelhas franzidas e a boca aberta num gemido mudo, que não durou muito tempo quando enfim o sentiu encontrar as nádegas novamente com seus quadris, só então deixou a voz escapar, mas ainda assim era baixa, era um gemido excitado, tragando todas as sensações que ele dava para si, desde a dor suave dos fios puxados até a sensação quente de ter ele dentro do corpo.
- Mas desse tamanho é perfeitamente fácil de puxar, hum.
Leo murmurou, ainda no pequeno espaço pessoal conquistado em seu pescoço, na intercessão com o ombro, que também havia ganhado um carinho firme dos próprios dentes. Não podia ver tão perfeitamente suas expressões, por isso, embora gostasse da posição e pudesse ver suas costas nuas, suas nádegas e mesmo a penetração, não era a posição favorita, porque gostava de ver seu rosto, gostava de ver a vibração leve de sua garganta enquanto gemia ou resmungava por prazer. Moveu-se enfim, começando um ritmo devagar, saiu e voltou, sentindo percorrer cada centímetro, suave e escorregadio, mesmo apertado, ainda era muito mais fácil do que antes e talvez fosse o lubrificante, mas parecia ainda mais quente.
- Hum, então vou manter assim pra você.
Noah murmurou e sorriu, ele saberia do sorriso ainda que não pudesse ver pelo som que emitiu junto dele. As mordidas faziam as pernas tremerem, era dolorido, mas ele era cuidadoso ainda assim, acreditava que bem mais do que a si na verdade, já que tinha uma mordida firme quando fazia nele. Percebeu porém que estava cheio de marcas, não só aquelas no pescoço, tinha marcas nos braços, nas coxas, sucções dele e mesmo as mordidas, algumas com marcas arroxeadas. Adorava cada uma delas, embora isso levasse a si quase sempre a usar roupas compridas nos shows, ou certamente, já teriam aparecido fotos. Gostava de privacidade, mas as vezes... Porra, as vezes queria que todos soubessem que estava namorando com ele, ele era incrível, mas nem os próprios amigos sabiam quem era o Leo que tanto falava e como ele não saía de casa, provavelmente continuaria assim. Ao senti-lo sair do corpo, deslizou as unhas pintadas de preto pela parede, arranhando-a, esperando em expectativa pelo retorno dele para dentro e também sentia a mesma coisa, estava quente, muito quente. Suspirou em meio a um gemido suave.
- Porra, isso é muito gostoso...
Leo riu entre os dentes, junto dele, não exatamente pelo comentário dos cabelos, mas pela satisfação que via nele, mesmo que fosse por pequenas demostrações, como suas pernas trêmulas, e sabia que não demoraria a ficar como ele, quando o prazer não permitisse ter compostura. Quando soltou seus cabelos, afastou-se de seu corpo, pôde ver outra vez a extensão de suas costas e como ele quase erguia suavemente a ponta dos pés, como se desse mais altura aos quadris para empinar suas nádegas e se impor contra si, gostava disso. Com as mãos desocupadas, deslizou por seu tronco, dos braços até as costelas, sua cintura pouco estreita, então os quadros e pelve, firmou os dedos ali e o puxou contra si, tirando de si mesmo um resmungo de satisfação. Era tudo muito suave, e embora Noah gostasse daquela suavidade, sabia que ele não iria sustentar ela por muito tempo, costumava começar assim, mas aos poucos, ele iria perder a paciência, o conhecia bem no sexo, e lá estava sua falta de paciência, como tinha previsto. Não era uma reclamação, jamais, adorava aquilo, era um detalhe adorável na verdade, como se quisesse mais de si, como se estivesse sedento pelo sexo, e bom, era como ele, estava também sedento por mais dele. Inclinou-se suavemente para a parede, quase encostando o rosto contra ela e mordeu o lábio ferido, sentindo os fios de cabelo que caíam sobre o rosto, ah, e era bom, gostava da fisgada que sentia no corpo por ainda estar dolorido pela penetração recente, era uma dor gostosa. Os dedos de Leo se firmavam em seus quadris, sentia os ossos da pelve sob o toque. No ventre a pele insistentemente em atrito causava um leve ardor, quase um formigamento, sabia que terminaria com a região dolorida no dia seguinte, era sempre assim, mas era uma lembrança, como as mordidas que trocavam e gostava. Deslizou as mãos em suas coxas, roçando as unhas curtas na pele. Ao fechar os olhos, embora não visse os dedos onde passavam, quase podia imaginar a tinta preta em sua pele, criando os rastros onde tocava, suspirou. Era engraçado porque, Noah só havia transado com ele como Vessel uma única vez, se lembrava muito bem de sua personalidade e sabia que eram muito diferentes, ele e seu alter ego, se lembrava também assim como ele das marcas pretas deixadas em si, mas não era algo em que pensava porque como havia sido uma única vez e havia se apegado a ele daquela forma, já não via mais sua tinta preta a manchar a si, e realmente manchava, se lembrava de naquele dia ter entrado no banho com tristeza de remover as marcas dele de si, marcas de unhas, marcas dos seus dedos que deslizaram na pele exatamente como ele imaginava naquele momento, apertos, claro que haviam suado e por isso a tinta havia se diluído nos corpos como fumaça, era bonito pensar assim. Segurou uma de suas mãos, entrelaçando os dedos aos dele por um momento e sorriu, eram diferentes, era quase como um livro rabiscado e ele, imaculado em sua pele clara, era engraçado como trocavam os lados daquela forma, ele como Vessel, era mais escuro do que a si, ele como Leo, mais claro, era um anjo e um demônio ao mesmo tempo. Sorriu consigo mesmo ao pensar nisso. Podia sentir o toque incessante dele naquele ponto pequeno onde sentia prazer e por isso a outra mão, contra a parede havia se fechado, sentindo uma sensação gostosa percorrendo o corpo, cada vez mais forte. Gemeu, excitado, quase contagiado pela sensação que ele causava em si e virou-se para ele, olhando seu corpo atrás do próprio, talvez um pouco desajeitado já que a luz era baixa em sua sala e naquela posição não podia realmente vê-lo, mas queria provocá-lo, queria instigar ele a fazer alguma coisa, a agarrar os próprios cabelos novamente, alguma coisa... Alguma coisa rude como a sensação que sentia, porque queria esmurrar alguma coisa, então expôs os dentes para ele num rosnado, como um gato.
Em certo momento o ritmo ficou mais intenso, talvez por isso agora Leo o estivesse vendo atordoado, buscando qualquer coisa onde se agarrar na parede, de punhos fechados acertava a parede, sorriu sem perceber, em especial ao notar seu rosnado, era um reflexo, não parecia ter sido pensado, ele estava imerso. Mesmo de olhos abertos conseguia imaginar sua pele pintada, embora as tatuagens por todo seu corpo ofuscassem um pouco das manchas que deixava. Subiu por suas pernas e voltou para as nádegas, apertou entre os dedos enquanto o segurava com a mesma firmeza, o puxava para si como se empurrava para ele, tornando o atrito mais firme a cada investida, como se cada vez mais, a força não fosse suficiente. Com a mão esquerda tocou seus cabelos, com a direita ainda em seu corpo, afundando os dedos, o soltou em seguida e tornou atingir, mas foi com um tapa, não estalou com altura, foi amortecido, um barulho abafado, agarrando-o de volta logo em seguida, ele ia saber lidar com aquilo, porque podia ver em seu corpo, ele precisava do mesmo. Noah sentiu o toque nos cabelos, suspirou, era exatamente aquilo que queria, queria força, embora imaginasse que seria impossível ele ser mais forte do que aquilo com os quadris, mas não esperava pelo tapa. Leo parecia tão calmo, diferente de como o imaginava como Vessel, por isso era algo inesperado, não ruim, apenas inesperado. A pele ardeu em resposta ao toque e sorriu consigo mesmo, ele não poderia ver, ou talvez até pudesse ver um vislumbre do sorriso se olhasse para si com atenção. Com uma das mãos segurou o próprio sexo em meio aos dedos, apertando-o, numa tentativa de conter o ânimo porque não queria gozar ainda, queria mais daquilo.
- Mais... Mais, Leo... Ah... Me fode.
Leo mordeu o lábio inferior, não de maneira delicada ou sensual, na verdade foi mais como um reflexo, uma tentativa de extravasar o ânimo. Inclinou suavemente o pescoço para trás, encarou o teto da sala de estar, mas não estava de fato percebendo alguma coisa visualmente, estava longe dali, estava dentro das sensações do próprio corpo, então fechou os olhos e entreabriu os lábios, não emitiu exatamente um grande som, mas um arfado. Não sabia o que ele pedia por mais, se pela penetração ou pelo tapa, mas apenas continuou seguindo para dentro com insistência, percorrendo seu corpo, quase por sair inteiro e voltar mais firmemente a cada ida e quando morder os lábios ou entrar com força já não se fazia suficiente, então voltou a vitimizar sua pele com outro tapa, dessa vez do lado oposto. Noah ouviu o sopro deixar sua boca, não sabia exatamente se havia dito algo errado ou se ele estava gostando, não conseguia ver ele e ele estava muito silencioso, então tinha que deduzir, mas como ele se empurrou mais firme contra si, entendeu que ele havia gostado. Se lembrava de como ele era falante da primeira vez que haviam transado, se perguntava se a máscara do Vessel dava isso a ele, porque adorava ouvir sua voz e não ouvia mais nada. O pensamento no entanto, foi cortado pelo som do tapa e também do ardor dele, sua mão era pesada, mas não era nada que não pudesse suportar, era homem assim como ele e embora a pele tenha avermelhado na mesma hora, deixou claro para ele que havia gostado quando empurrou os quadris contra os dele.
- Você pode descontar sua raiva em mim, se quiser... - Murmurou, o olhando de canto enquanto apoiava o rosto na parede.
Leo olhou seu rosto no pouco que podiam se entreolhar com aquela posição, então sorriu, um sorriso quase afável apesar de tudo, apesar de como e o que estavam fazendo.
- Você acha que isso é pra descontar a raiva? Não... É pra lidar com o quanto eu estou excitado. - Ainda falava baixo, talvez mais agora com o peito agitado pelo ritmo. Mas queria olhar pra ele, a posição era boa, mas insuficiente, gostava do tato de modo que ela não podia suprir. Então se afastou, saindo devagar, bem mais suave do que tudo havia sido até ali. - Vem, vire pra mim. Eu gosto de olhar pra você enquanto faço isso...
Noah sorriu ao ouvi-lo e assentiu.
- Eu sei... Porque eu gosto disso e eu mesmo pedi por isso. Mas... Eu não estou te vendo, e você estava tão silencioso que...
Disse e mordeu o lábio inferior conforme ele se retirou de si, estava excitado então qualquer coisa por mínima que seja arrepiava a pele. Lutou um pouco com as próprias pernas que estavam trêmulas conforme se virou para ele e encostou na parede atrás de si, finalmente podendo olhar seu rosto novamente, sorriu, franzindo o cenho para indicar que o sexo estava sendo bom. Os cabelos estavam bagunçados já que haviam sido segurados por ele e o lábio inferior tinha aquele pequeno corte feito por seus dentes, parecia ter passado por uma briga, mas estava muito satisfeito com ela. Estendeu os braços para ele, o abraçando contra si e selou seus lábios.
- Oi bonitão. - Disse como sempre.
Ao vê-lo de frente, Leo observou o que havia deixado em seu corpo, fossem marcas temporária das unhas ou mordidas, mas os cabelos desalinhados tinham fios colados em sua testa, não via alguém que havia brigado, via-o como em um de seus shows, sorriu por isso.
- Você.
Murmurou sob seu elogio, como sempre sem saber como reagir aquilo. Reaproximou-se, encostando o ventre contra o dele, sentindo no corpo sua excitação, o que logo tocou, levando a própria mão entre ambos, envolveu seu sexo, massageou devagar, diferente do sexo que faziam. Mas não tinha pressa, talvez tivesse se acalmado um pouco quando enfim olhou seu rosto. Abaixou-se em frente a ele, ajoelhado, o beijou no abdômen e segurou seus quadris. Noah negativou em resposta e sorriu, acariciou os cabelos dele quando ele enfim se encostou em si, a pele estava arrepiada de forma permanente aparentemente, qualquer toque dele a eriçava. Sentiu o toque no sexo, que já estava quase no limite por seus movimentos e fechou os olhos por um momento, encostando a cabeça na parede atrás de si, mas voltou a olhar a ele quando o viu se abaixar, confuso, mas sempre achava adorável quando ele se ajoelhava em frente a si, não sabia dizer porquê. Adorava aquela afabilidade dele, o quanto ele era romântico da sua forma, mesmo na primeira vez em que estiveram juntos, esse era um dos detalhes que havia feito com que se apaixonasse por ele tão rápido. Deslizou a mão para sua nuca, tocou com as unhas como sabia que ele gostava.
- Eu gosto tanto de você...
O toque era na nuca, mas Leo sentia o arrepio nos braços ao invés dela, um reflexo curioso, estremeceu suavemente por isso. Fez menção de descer, mas o ouviu falar, portanto ergueu o queixo que deu apoio em seu ventre, olhando-o de baixo com um sorriso tênue.
- Hum? Não sabia que isso era tão importante pra você, devia ter me pedido. - Disse, brincando com ele, como se a razão de sua breve declaração fosse o fato de estar ajoelhado e prestes a dar a ele o sexo oral, mas riu baixinho em seguida. - Também gosto de você, Noah.
Quase soprou, como um sussurro, mas estava audível o suficiente. Então desviou a direção para seu corpo outra vez, beijou o início de sua coxa, em seguida sua virilha, enfim sua excitação, o envolveu nos dedos e deu direção até a boca. Noah riu baixinho ao ouvi-lo e negativou, mas sorriu com sua frase seguinte, quase apaixonado demais, como tinha costume. Não entendeu porque ele decidiu interromper o sexo para voltar para as preliminares, mas não tinha problema nenhum com isso, o maior problema é que estava quase lá, e ter sua boca ali não ia ajudar muito a segurar a sensação.
- Eu... Estou bem perto, então não acho isso uma boa... Ah... - Gemeu, prazeroso e até em bom tom ao sentir sua boca quente e as pernas estremeceram de novo. - Ideia...
- Hum..?
Leo murmurou, quase indagativo, mas havia entendido e não pretendia parar. Ele era homem, obviamente desejava toque daquela forma também, então queria servi-lo. Deslizou a mão esquerda, até então desocupada, posterior em sua coxa, subindo enquanto apalpava, partindo até suas nádegas onde os dedos continuavam firmes, tão firmes quanto a própria boca e o que fazia, tragando-o, então ali estava, o que pretendia desde o início, uma consequência da atitude que havia tomado, então o mordeu, apertando os dentes em seu corpo ereto.
- É que eu vou...
Noah murmurou, mas não precisava dizer tudo a ele, ele sabia o que queria dizer, mas não pareceu se importar já que continuou com o toque e porra, sentir sua boca na sucção tão firme daquele jeito fez com que agarrasse seus cabelos em meio aos dedos firmemente, quase sem intenção, mas a excitação se tornou uma linha muito tênue junto ao desconforto que sentiu com a mordida, não era firme de fato, ou teria gritado, mas não esperava, já havia até se esquecido, então teve um sobressalto e a voz foi consigo, quase como fazia nas músicas, subiu uma nota em meio ao gemido e é claro que o rosto avermelhou na mesma hora.
- Q-Que susto.
É, Leo não pretendia parar, mas foi difícil. O riso começou com sutileza, o que ele ia notar apenas na vibração da voz em seu corpo dentro da boca, porém o seguinte veio quase como uma engasgada, então teve que parar, tirá-lo da boca e então ser livre para isso, riu, mesmo que não quisesse constranger o outro, deixou claro que estava se divertindo e não tirando sarro. Ergueu a direção visual mas desviou em seguida enquanto se escorava nele, encostando a testa em seu ventre. Noah o ouviu rir e não conseguiu aguentar, então riu junto com ele, gargalhou na verdade, e cobriu o rosto com uma das mãos enquanto a outra abraçava ele a segurar seus cabelos, não sabia nem o que falar exatamente, porque tinha total consciência de como o gemido havia soado, estava extremamente sem graça, mas não conseguia simplesmente não rir e ficar nervoso.
- Porra, desculpa...
- Não se desculpe, eu adorei.
Leo disse, ainda que continuasse risonho. A voz havia escalonado, e conhecia aquele timbre, mas na ocasião, como um único protesto e sem intenção, acabou um pouco desajeitado. Até o pegou de volta nos dedos, ia devolve-lo para a boca, mas começava a rir quando tentava fazer isso. Pelo menos, agora estava muito mais relaxado. Noah negativou e mordeu o lábio inferior, tentando conter o riso, mas assim como ele, não conseguia. Acariciou seus cabelos, já sentindo até os músculos do abdômen doendo pelo riso.
- Vem... Deixa... Deixa pra lá.
Em certo ponto, Leo já tinha o olho até lacrimejado, não sabia mais se era pelo gemido ou se pelo fato dele ter se envergonhado depois, então se esforçou o bastante para "deixar pra lá", o beijou na coxa e em seguida no sexo, mas quando se aproximava dali, acabava começando a rir, então decidiu que era melhor parar. Levantou-se com um sorrisinho, encarando-o de perto, a ponto de roçar em seu nariz e desviar em seguida para seus lábios. Bom, agora era óbvio que ele não estava mais tão tenso, Noah havia feito ele chorar de rir. Quando ele enfim se aproximou de si, olhou pra ele com os olhos que já eram pequenos menores ainda, estava realmente envergonhado e voltou a ficar vermelho com sua proximidade. Lamentou consigo mesmo por um momento porque, estava tão gostoso.
- Acho que... Vou ter que cavar um buraco e me enterrar.
O riso soou entre os dentes de Leo e negativou.
- Relaxe, eu achei ótimo.
Riu um pouquinho mais, e sabia, provavelmente quando ouvisse alguma outra coisa naquele timbre, começaria rir, mesmo quando uma música. Selou seus lábios outra vez, mas o beijou em seguida, o pressionando à parede ao fazer isso, mas não durou ali, quando interrompeu, indicou o sofá para ele. Noah riu junto dele e negativou, retribuindo seu selo.
- Eu queria muito estar usando a sua máscara agora.
Disse e só parou o riso quando o beijou igualmente, deixando escapar um gemido suave só ser pressionado ali, era um ótimo jeito de devolver a excitação para si. Roçou o nariz ao dele como ele havia feito antes e seguiu para o sofá, iria ficar de costas e se inclinar sobre ele, mas se lembrou que ele gostava de olhar para si enquanto faziam isso, o problema é que estava envergonhado e seria difícil manter o olhar no rosto dele enquanto faziam isso, mas tentaria.
- Quer que eu deite?
- Hum. - Leo murmurou em afirmação. - Quero olhar pra você. - Dito, seguiu até ele e parou ao lado do sofá, esperando se acomodar, assim como receber o convite entre suas pernas separadas. Àquela altura já não estava rindo, sequer estava pensando na razão do rubor em seu rosto, mas funcionava bem, ficava adorável com aquele toque de cor nas bochechas sem volume.
Noah assentiu, era a resposta que já imaginava e sinceramente, gostava daquela posição desde a primeira vez que transaram. Separou as pernas para ele, ele não precisava nem pedir e sabia disso. Ergueu uma delas a apoiar no encosto do sofá, deixando-a mais alta e esperava, ansioso por ele.
- Vem, Vess.
Leo franziu suavemente as pálpebras, em conjunto um sorrisinho, achando incomum que tenha usado aquele apelido naquela situação, afinal, não estava adequadamente caracterizado. Olhou para ele e sua posição, ele era de fato muito desinibido, conseguia ser mesmo enquanto envergonhado, de algum modo. Suspirou contemplando a vista de cima, ao se curvar para alcança-lo, avançou em sua direção como um animal prestes a preda-lo, e foi como fez ao tomar seus lábios novamente, mordendo-os dessa vez, embora com alguma atenção, afinal, já estavam feridos. Penetrou-o logo que se pôs sobre ele, ajeitando-se com uma das mãos, um gesto rápido porém, o restante ficou pelos quadris, indo direto ao ponto. Noah sorriu a ele, queria explicar o contexto do apelido com a lembrança da primeira vez em que transaram, já que ele pareceu confuso, mas não teve oportunidade para fazer isso. Sorriu a ele, era mais malicioso do que qualquer outra coisa, o rosto já não estava mais tão vermelho já que o riso havia se dissipado em ambos, então conseguia agora dar atenção a ele como gostaria. Ao sentir o beijo, suspirou suavemente dolorido, não era uma reclamação de forma alguma, a dor e o prazer em uma linha tênue era perfeito para si, gostava daquele jeito e ele devia saber, já que assim como ele, tinha alguns fetiches doloridos, o puxão nos cabelos era um deles. O lubrificante ainda estava fazendo o trabalho dele, então foi muito fácil para ele voltar pra dentro do corpo e gemeu prazeroso em meio ao beijo, contra os lábios dele, esperando apenas que o gemido em nenhum momento lembrasse ele do ocorrido antes. Contraiu-se ao redor dele, apertando-o no corpo e suspirou profundamente com seu lábio inferior em meio aos dentes, deixando claro para ele o quão excitado estava. Ao vê-lo gemer, Leo deu um sorrisinho, claro que se lembrou, mas estava tentando deixar de lado, afinal, podia ver o quanto ele ficou tímido e de algum modo ficou mais animado com aquele rubor em seu rosto, gostava do quanto ele tinha aquele ar de moleque, mesmo aquela situação quebrando um pouco do clima em que estavam, talvez fosse melhor assim. Moveu-se e tomou sua perna erguida sobre um dos ombros, enquanto a outra, puxou sobre a própria perna. Se manteve parcialmente erguido, embora obrigasse a arquear suavemente o quadril. Retomou o ritmo, não tão contínuo a princípio, mas ia gradativamente aumentando a frequência.
- Vou me lembrar disso quando ouvir uma de suas músicas...
Noah sentiu o sorriso dele, mesmo sem abrir os olhos e sorriu em conjunto, provavelmente estava vermelho de novo, então riu, suavemente, mas gostou da posição, embora fosse muito mais fundo em sua penetração daquele jeito, também não era um problema, gostava. Era engraçado como há muito tempo não sentia vontade de transar daquela forma, na verdade, antes dele havia feito aquilo apenas uma vez, mas ele havia despertado aquela vontade em si, de ser dele de todas as formas possíveis, e gostava assim. O problema é que estava com agonia de gemer, pelo que havia acontecido antes, então mordia o lábio inferior a cada vez que tinha aquela vontade. Ao ouvi-lo, sorriu, mas negativou, um pouco manhoso.
- Não... Vai estragar as músicas pra você... - Disse e tocou o rosto dele, depois sua nuca, roçando as unhas ali como sabia que ele gostava. - Vai escorrer em mim de novo, Leo?
- Com certeza não vai estragar, vou me lembrar do que estávamos fazendo. - Leo disse, no entanto o assunto já havia mudado, provavelmente pela timidez quisesse voltar a própria atenção para outra coisa, mas funcionava. Sorriu, mostrando-lhe os dentes já bem conhecidos. - Se você fizer isso por mim também, Noah... - Murmurou e sem perder a atenção, levou a mão esquerda entre ambos, tocou-o, sentindo sua excitação, ainda estava lá, bem disposto, ainda que sentisse dor, ainda que já estivessem há algum tempo. Acariciou-o, deslizando os dedos ao redor, devagar, aos poucos o ritmo ia se fazendo similar ao da pelve. Mas de certo, já estavam quase no limite, podia sentir o corpo pulsando dentro dele, e ele retribuía com seus espasmos, o que tornava ainda mais difícil. A medida em que se movia, não apenas pelo cansaço muscular, afinal, era acostumado a pular pelo palco, mas pela sensação de prazer beirando o auge, as pernas começavam a estremecer, mas queria fazê-lo gozar antes de dar o mesmo a ele.
Noah sorriu, ele era perfeito, ficava até com raiva do quanto o achava perfeito.
- Eu vou... Eu vou...
Murmurou e inclinou o pescoço para trás conforme sentiu a sensação gostosa do toque dele no próprio sexo, já estava perto, sabia que iria gozar e não ia aguentar muito mais. Agarrou-se a ele, em sua nuca, quase sem perceber e deixou a voz fluir pela garganta, sem impedimentos dessa vez, estava distraído com a sensação gostosa que cresceu no baixo ventre e gozou, junto dele, deixando o ápice em sua mão que ainda tocava a si. Podia sentir suas pernas trêmulas, seu corpo inteiro parecia trêmulo naquele momento na verdade, mesmo sua mão que tocava a si e sorriu, mesmo sem perceber, mordendo o lábio inferior enquanto sentia o corpo estremecer em seus braços, sentindo seus quadris atingindo os próprios firmemente, o som era quase música, a voz dele também, seu tom rouco e grave, gostava bastante dele.
- L-Leo... - Murmurou, excitado e mordeu o lábio inferior.
Leo sentia no toque o quanto ele estava perto, sentia seus espasmos, não apenas dentro, mas fora também e estava muito quente. Quando finalmente sentiu nos dedos fluir sua excitação, atingiu o auge e estremeceu sob o corpo, sua perna contra o peito parecia lutar para se flexionar, para de fechar, sabia que era involuntário, mas consequentemente se aproximava dele, indo muito mais fundo, insistindo naquela parte de seu corpo que já conhecia bem àquela altura. E tendo ele entregue o que pedia, finalmente podia lhe dar o mesmo, então gemeu, quase junto dele, arrancando a voz grave, aliviada e quase estremecida da garganta, quase languido, satisfeito, gozou após ele, penetrando-o tão fundo quanto podia, quase como se pudessem se fundir, e ali permaneceu enterrado entre suas coxas, dentro de seu corpo, sentindo os músculos franquejarem com o clímax. Noah ficou com ele naquela posição por quase um minuto inteiro, sentindo o corpo fraquejar em seus braços, os pulmões quase implorando por ar como se estivessem exaustos, estava de fato cansado, os músculos haviam trabalhado por si, mas imaginou que ele estava muito mais. Em um certo ponto, abaixou a perna com um pouco de dificuldade já que estava trêmulo e o deixou repousar sobre o próprio corpo. O olhou de frente e selou seus lábios, tocou seus cabelos suavemente úmidos pelo suor e sorriu, mostrando os dentes.
- Vou me lembrar disso também quando vir seus shows. Você estava me segurando exatamente como segura seu microfone. - Disse e mordeu o lábio inferior. - Adoro suas mãos trêmulas. - Roçou o nariz ao dele e o puxou com sutileza para que se deitasse sobre o próprio peito, o deixando descansar.
Mesmo o riso de Leo soou pedinte por fôlego, descansou em seu corpo embora tenha se sustentado sem pesar. Em seu peito, mesmo não estando exatamente colado, ouvia seu coração acelerado.
- Pode lembrar e se você esquecer, no palco eu vou te fazer lembrar.
Noah sorriu malicioso e mordeu o lábio mais uma vez.
- Porra, não me deixa excitado de novo não, se não vamos ficar mais quatro horas aqui. - Riu.
- Uh, mas o que eu disse? - Leo retrucou, risonho. Continuava no mesmo lugar.
- Você não precisa dizer algo específico, só de você respirar já é meio complicado. - Noah disse e riu, acariciando os cabelos dele. - Pode soltar o peso, tá tudo bem, descanse um pouco.
- Hum, um garotão à flor da pele, Seb. - Leo disse e negativou, permanecendo como estava.
Noah riu suavemente.
- Está me chamando de fraco, é? Eu aguento você.
- Não.. é porque você também está cansado.
Leo sorriu, estava cansado, então quase parecia sonolento. Ajeitou-se por fim, tentando ganhar espaço ao lado dele no sofá, que por sorte era largo o bastante para acomodar ambos. Ao se acomodar, cedeu um dos braços a ele.
- Vem cá.
- Hum, tá tudo bem, você se mexeu mais do que eu.
Noah disse e sorriu, mas achou adorável que ele houvesse dado espaço em seu abraço, então virou-se para repousar o rosto em seu peito, beijando-o ali antes de repousar a cabeça, ele tinha um cheiro leve de suor junto do sabonete de banho, adorava aquele cheiro dele.
- Espero que a risada não tenha estragado o sexo pra você. - Riu.
Leo suspirou, sentindo o ar agora suficiente, recuperado da atividade. O riso que deu soou entre os dentes, quase guardado na garganta, tentou ser sutil.
- Parece que estragou?
- Na verdade não. - Noah riu novamente, tinha que desviar a atenção do assunto ou ficaria vermelho de novo. - O melhor é que... A minha intenção era só te dar um sexo oral pra te fazer relaxar um pouco porque seu dia foi cansativo, e aí acabei deixando mais cansativo ainda. - Riu. - Pelo menos um cansaço bom.
- Hum, é porque você tem sede. Aposto que agora vai achar a comida ainda mais saborosa. - Leo riu, entre os dentes.
Noah riu baixinho e assentiu.
- É... O cachorro quente parece uma boa ideia. Eu trouxe uma coisa pra você, pra te fazer relaxar um pouco, mas eu acho que... Bom, sei lá, você não parece ser o tipo de pessoa que usa isso.
- Hum? - Leo murmurou curioso, sem ideia do que se referia. - Por que quer tanto me relaxar? Parece até que eu sou travado.
Noah riu, divertido.
- Claro que não, estou falando que você estava estressado hoje, por isso. Não é nada. Vamos comer, hum?
- Ah, agora me mostre.
⚔️
¹ Referência à Alkaline - Sleep Token


