Vessel e Noah Sebastian #10
Noah estava cansado, tão cansado que não viu a hora que a enfermeira entrou para trocar o soro com a medicação, ela trocou poucas palavras com ele perguntando de si e saiu, mas nem se moveu na cama, continuava a se deitar meio de lado, já que a cabeça doía quando encostava no travesseiro e ainda que estivesse dormindo, a mão descansava sobre a dele, se sentia confortável com sua presença, por isso não queria soltar. Quando acordou, perto das nove da manhã, piscou algumas vezes, tentando se acostumar à iluminação do quarto. Olhou pra ele e sorriu meio fraco, acariciando o dorso de sua mão ao ver seus olhos bonitos olhando para si.
- Bom dia...
Leo havia dormido por poucas horas, com quantidades pingadas de sono, na verdade. Era alguém muito responsável quando precisava, então mesmo tendo um sono bom, quando necessário, sempre acordava. Conversou um pouco com a enfermeira, o prognóstico era bom e tranquilo, aquilo era apenas precaução, então poderiam ir para casa até o meio dia. Quando ele acordou, já estava desperto há algum tempo, ele por outro lado, havia dormido feito uma pedra e isso era bom. - Bom dia. - Leo murmurou e sorriu.
- Hum... - Noah foi se espreguiçar, mas foi lembrado da dor na cabeça e encolheu-se sutilmente. Pelo menos a dor já não irradiava, era só local. Suspirou. - Você esta acordado há muito tempo? Desculpe, acho que o remédio me apagou...
- Faz um tempinho, mas eu consegui dormir, não se preocupe. Fiquei pensando em conseguir sua gelatina sem vergonha. - Leo brincou e sorriu, ainda com alguma sonolência.
Noah riu baixinho e negativou, ergueu com cuidado a mão junto a dele e beijou seu dorso, abaixando em seguida com cuidado pela agulha incômoda na veia, mas a enfermeira entrou logo em seguida.
- Bom dia, senhor Davis. Já acordou? Está se sentindo melhor?
- Hum... - Resmungou. - Senhor Davis não, me chame de Noah... Estou sim. Eu já posso ir embora?
- Pode sim. Quer que eu traga o café da manhã primeiro?
Noah assentiu, estava com um pouco de fome, e bem, sabia que a gelatina sem vergonha viria, queria brincar com ele.
- Conversei com ela há algum tempo, você ia ter alta até o meio dia. Acho que depois do café já pode ir. Se preferir posso comprar algo também. Mas acho que você tá afim da gelatina. - Leo brincou com ele novamente, logo após a saída da enfermeira.
- Claro que eu quero a gelatina. - Noah riu e ajeitou-se na cama, erguendo-se a encostar a cabeça no travesseiro pouco mais alto. - Minha cabeça tá muito feia? Não sei se você viu. Eu nem sei quantos pontos eu levei.
Leo levantou-se e o ajudou a ajustar o leito, erguendo o encosto através do pequeno controle ao lado.
- Está meio coberto. Mas levou uns seis pontos, de acordo com a enfermeira. Mas você vai ficar bem, não será necessário uma amputação parcial da sua cabeça.
Noah o ouviu silencioso, fazendo até uma careta conforme ele falava, mas no final riu, gargalhou na verdade e teve que conter o riso com uma das mãos sobre a boca.
- Ah, ainda bem.
Leo falou sério e na verdade só passou a rir quando ele o fez, mais como um contágio. Levou a mão em frente a sua boca, apenas sugerindo que abaixasse o tom.
- Hey, vão expulsar a gente... - Sussurrou como um tipo de repreensão nada firme.
Noah assentiu conforme o ouviu, os olhos pequenos estavam menores ainda enquanto tentava conter o riso e mordeu o lábio inferior, beijando sua mão em seguida.
- Porra... Você me pegou desprevenido... - Disse, rindo ainda, porém mais baixo.
O riso de Leo soou quase travesso, entre os dentes, junto ao dele. O beijou em seguida no topo de sua cabeça, retribuindo o beijo que ganhou na mão. Noah suspirou, limpando um dos olhos que tinham lágrimas pelo riso.
- Você me fazendo chorar logo cedo. - Disse e riu novamente, mas cessou devagar quando a enfermeira entrou no quarto trazendo o café.
- Pelo visto já acordou muito bem. - Disse ela.
Noah riu novamente e assentiu.
- Desculpe, foi sem querer.
- Tudo bem, não se preocupe. Que bom que você está bem, Noah. Na verdade, meu filho é muito fã da sua banda, você daria um autógrafo pra ele?
Noah sorriu e assentiu, estava de bom humor.
- Claro.
Disse e aceitou o pequeno caderno que ela carregava no bolso assim como a caneta, assinou, escrevendo uma mensagem para o filho dela e entregou de volta.
- Muito obrigada, querido.
- Não é nada.
Noah disse e sorriu conforme a viu seguir para a saída. O café da manhã era o típico de hospital americano, tinha ovos mexidos, bacon, torradas, suco de laranja e claro, a gelatina sem vergonha. Pegou ela primeiro e mostrou a ele.
- Ah sim, era isso aqui que eu queria.
Leo havia se sentado de volta, olhando a enfermeira junto ao dejejum que felizmente era de qualidade. Viu-o dar o autógrafo e não sabia se ele parecia feliz ou indiferente àquilo, ela parecia animada em levar a lembrança para o filho, por isso sorriu. Ao ver todo o café da manhã, riu se divertindo com a reação quase espontânea.
- Com certeza é o prato principal.
Noah riu junto dele.
- Tenho certeza que o filho dela também é fã de Sleep Token. - Disse num sorrisinho. - Ela nem faz ideia. - Murmurou para ele e pegou um pouco do ovo e um pedaço de bacon com o garfo, antes de qualquer coisa, levou para ele.
Leo negativou, não se importava com aquilo, esperava não parecer invejoso, não estava se sentindo assim. Tocou sua cabeça, no topo dela.
- Coma primeiro.
Noah sorriu a ele e franziu o cenho em seguida.
- Como vou saber que não está envenenada? Ah? Ah? - Disse, queria que ele comesse também.
- Eu quero que você coma, Seb. - Leo falou, afável, tentando soar convincente.
Noah fez um pequeno bico, mas assentiu, levando para a própria boca primeiro, mas a contragosto. Aquele tom de voz era adorável demais para não fazer o que ele pedia. Bebeu um pouco do suco e comeu um pouco mais antes de enfim oferecer para ele novamente.
- Isso, bom garoto. Você já estava há horas sem comer. - Leo disse e então aceitou alguns pedaços de bacon.
- É, eu sei... Quando eu estava no ensaio, estava pensando no jantar, por isso mandei mensagem pra você. - Noah disse e sorriu suavemente. - É muito estranho se eu te falar que adoro quando você fala comigo como se eu fosse uma criança? - Riu.
Leo sorriu canteiro ao ouvi-lo, já sabia disso, já havia notado e por isso tinha um jeito específico de falar.
- Parece até que eu sou muito normal.
Noah riu sutilmente.
- É, na Provider, quando você fala "boa garota" eu imagino que sou eu, foda-se. - Disse a colocar mais um pedaço do bacon na boca. - Hum, é só um culto sabe, nada demais.
Leo riu, divertindo-se, embora não tenha soado alto demais já que estavam em um hospital.
- É, você é uma boa garota.
Leo levantou-se e o ajudou a ajustar o leito, erguendo o encosto através do pequeno controle ao lado.
- Está meio coberto. Mas levou uns seis pontos, de acordo com a enfermeira. Mas você vai ficar bem, não será necessário uma amputação parcial da sua cabeça.
Noah o ouviu silencioso, fazendo até uma careta conforme ele falava, mas no final riu, gargalhou na verdade e teve que conter o riso com uma das mãos sobre a boca.
- Ah, ainda bem.
Leo falou sério e na verdade só passou a rir quando ele o fez, mais como um contágio. Levou a mão em frente a sua boca, apenas sugerindo que abaixasse o tom.
- Hey, vão expulsar a gente... - Sussurrou como um tipo de repreensão nada firme.
Noah assentiu conforme o ouviu, os olhos pequenos estavam menores ainda enquanto tentava conter o riso e mordeu o lábio inferior, beijando sua mão em seguida.
- Porra... Você me pegou desprevenido... - Disse, rindo ainda, porém mais baixo.
O riso de Leo soou quase travesso, entre os dentes, junto ao dele. O beijou em seguida no topo de sua cabeça, retribuindo o beijo que ganhou na mão. Noah suspirou, limpando um dos olhos que tinham lágrimas pelo riso.
- Você me fazendo chorar logo cedo. - Disse e riu novamente, mas cessou devagar quando a enfermeira entrou no quarto trazendo o café.
- Pelo visto já acordou muito bem. - Disse ela.
Noah riu novamente e assentiu.
- Desculpe, foi sem querer.
- Tudo bem, não se preocupe. Que bom que você está bem, Noah. Na verdade, meu filho é muito fã da sua banda, você daria um autógrafo pra ele?
Noah sorriu e assentiu, estava de bom humor.
- Claro.
Disse e aceitou o pequeno caderno que ela carregava no bolso assim como a caneta, assinou, escrevendo uma mensagem para o filho dela e entregou de volta.
- Muito obrigada, querido.
- Não é nada.
Noah disse e sorriu conforme a viu seguir para a saída. O café da manhã era o típico de hospital americano, tinha ovos mexidos, bacon, torradas, suco de laranja e claro, a gelatina sem vergonha. Pegou ela primeiro e mostrou a ele.
- Ah sim, era isso aqui que eu queria.
Leo havia se sentado de volta, olhando a enfermeira junto ao dejejum que felizmente era de qualidade. Viu-o dar o autógrafo e não sabia se ele parecia feliz ou indiferente àquilo, ela parecia animada em levar a lembrança para o filho, por isso sorriu. Ao ver todo o café da manhã, riu se divertindo com a reação quase espontânea.
- Com certeza é o prato principal.
Noah riu junto dele.
- Tenho certeza que o filho dela também é fã de Sleep Token. - Disse num sorrisinho. - Ela nem faz ideia. - Murmurou para ele e pegou um pouco do ovo e um pedaço de bacon com o garfo, antes de qualquer coisa, levou para ele.
Leo negativou, não se importava com aquilo, esperava não parecer invejoso, não estava se sentindo assim. Tocou sua cabeça, no topo dela.
- Coma primeiro.
Noah sorriu a ele e franziu o cenho em seguida.
- Como vou saber que não está envenenada? Ah? Ah? - Disse, queria que ele comesse também.
- Eu quero que você coma, Seb. - Leo falou, afável, tentando soar convincente.
Noah fez um pequeno bico, mas assentiu, levando para a própria boca primeiro, mas a contragosto. Aquele tom de voz era adorável demais para não fazer o que ele pedia. Bebeu um pouco do suco e comeu um pouco mais antes de enfim oferecer para ele novamente.
- Isso, bom garoto. Você já estava há horas sem comer. - Leo disse e então aceitou alguns pedaços de bacon.
- É, eu sei... Quando eu estava no ensaio, estava pensando no jantar, por isso mandei mensagem pra você. - Noah disse e sorriu suavemente. - É muito estranho se eu te falar que adoro quando você fala comigo como se eu fosse uma criança? - Riu.
Leo sorriu canteiro ao ouvi-lo, já sabia disso, já havia notado e por isso tinha um jeito específico de falar.
- Parece até que eu sou muito normal.
Noah riu sutilmente.
- É, na Provider, quando você fala "boa garota" eu imagino que sou eu, foda-se. - Disse a colocar mais um pedaço do bacon na boca. - Hum, é só um culto sabe, nada demais.
Leo riu, divertindo-se, embora não tenha soado alto demais já que estavam em um hospital.
- É, você é uma boa garota.
- Perfeitamente desalinhada. - Noah disse a ajeitar uma mecha dos cabelos atrás da orelha, fingindo ser uma garota, depois deu mais bacon para ele.
- Não precisa de muito pra me convencer. - Leo disse e voltou a aceitar o café da manhã. Noah olhou pra ele, falsamente espantado.
- Eu pareço uma mulher mesmo, é isso? - Riu, divertido, mas também num tom mais baixo, nada parecido com o anterior quando fora pego desprevenido.
- Perfeitamente desalinhada.
Noah fez bico novamente e ao levar o ovo mexido até a boca, mordeu falsamente forte o garfo, como se estivesse bravo.
- Então é por isso que você está comigo, ah? Porque eu pareço uma garota? - Disse, claro que estava brincando, tinha um metro e noventa de altura, nada em si de fato lembrava uma mulher além dos cabelos e... Bom, talvez um pouco da voz as vezes.
- Com certeza. Posso até sair de mãos dadas na rua, ninguém perceberia. Minha mãe certamente ficará confusa quando se conhecerem.
- Quer que eu pinte o cabelo de loiro também? Pra combinar com suas preferências antigas? - Noah disse num sorriso brincalhão.
- Hum... Nah. - Leo disse com os olhos ligeiramente estreitos. - Gosto dos seus como são.
Noah riu baixinho e estendeu a mão próxima dele, segurando a sua e beijou seu dorso.
- Você é perfeito, seu maldito.
- Por quê? Porque eu gosto do seu cabelo? - Leo riu e acariciou seu pulso conforme teve a mão segurada.
- Não, porque você nunca diria se eu fosse mais feio que ela. - Noah riu, mas era brincadeira. - Brincadeira. É porque você é incrível mesmo. - Disse e serviu o fim dos ovos mexidos em frente aos lábios dele.
- Na verdade eu claramente não preciso responder isso, se for uma pergunta indireta. - Leo disse e porém recusou o restante do desjejum, estava satisfeito e com falta de um pouco de café.
- Não, eu não pergunto coisas que eu não quero saber a resposta. - Noah riu e como ele recusou, finalizou o café da manhã. - Hum, você não pode estar satisfeito, ainda nem comemos o prato principal.
- É porque não precisa, ela é muito clara. Você sabe o quanto eu te acho atraente. - Leo sorriu, canteiro. - Eu queria muito um café, na verdade.
Noah sorriu a ele, achando o comentário adorável.
- Espero que... Você não prefira mesmo uma mulher. Sei lá. - Coçou a cabeça. - Eu só tenho esse... Tenho esse pensamento algumas vezes. Hum, eu já terminei o café, me ajude a colocar a roupa e vamos, compramos no caminho. Só não vou pedir à enfermeira porque o café deles deve ser uma droga.
- Por que pensa algo assim? Eu pareço fazer isso? - Leo indagou, embora ainda assim tenha se levantado e o ajudou a se sentar, conferindo sua roupa de hospital, sorriu, curiosamente ficava fofo. - Adorei o vestido.
- Não... Você nunca me deu a entender que preferia isso, é minha cabeça doente. - Noah disse e riu baixinho. - Você não parece desgostar de mim de nenhum jeito.
Sorriu meio de canto e quando se sentou na beira da cama, finalmente o abraçou ao redor de seu pescoço, a cama era alta, então quase ficava da mesma altura que ele, mas teve cuidado ao fazer isso, já que ainda estava preso naquela porcaria de soro. Riu baixinho ao ouvi-lo e selou seus lábios, já que ele ainda estava com a máscara abaixada pelo café da manhã que compartilharam.
- Precisa ver ela atrás, não queria dizer nada, mas estou sem roupa por baixo.
- Bem, eu entendo. Tenho as minhas neuras também. - Leo disse conforme se ajeitou com ele, retribuiu seu abraço, envolvendo-o pela cintura, repousou os dedos em sua pele, na abertura da roupa. - Ah é? E quem foi que te deixou sem uma roupa íntima? As enfermeiras tiraram proveito?
Noah riu e assentiu, mas o sorriso sumiu aos poucos.
- E se a enfermeira tiver tirado foto minha pelado pro filho dela?
Leo observou-o até atento, até que seu pensamento fosse concluído, quase parecia realmente refletir sobre isso.
- Olha... Acho que não seria pro filho dela, certamente.
Noah sorriu ao ouvi-lo e riu em seguida.
- Bom, não acho que meus amigos tenham deixado isso acontecer. Mas agora eu fiquei preocupado. - Riu. - ... Tenho que chamar a enfermeira pra tirar isso do meu braço.
- Ah, achei que pretendia perguntar se o filho dela ia ganhar uma foto sua pelado.
Noah riu novamente e negativou.
- Hum, você não fica com ciúme não? Você está estático. Sei lá, briga com alguém, rouba o celular dela.
- Eu ficaria louco se não pudesse lidar com ciúme. - Leo sorriu, canteiro. Ele sabia do que falava, a fama era complicada, em especial alguém tão público como ele e ainda bonito.
- É... Eu sei. Acho que eu também. Mais do que você na verdade. Tem mais gente de olho em você do que em mim. - Noah riu. - Os caras querem ir no meu show e sair batendo as cabeças uns nos outros. Mas você, eles cultuam quase como um Deus. É, me dá um pouco de ciúme sim. - Disse e olhou ao redor, esticou a mão e fechou o soro, suspirando antes de enfim puxar a agulha com cuidado, só então apertou o acesso. - Pronto.
- Não faça isso! - Leo disse, não foi alto, mas foi enfático, porém ele havia ido mesmo assim. Tocou seu braço e pressionou por cima de seu próprio toque. - Hey, palhacinho, você não é enfermeiro. - Resmungou, havia até ignorado a parte inicial do assunto.
Noah assustou-se, desviando o olhar a ele e franziu o cenho, mas riu baixinho em seguida.
- Tá tudo bem, eu já fiz isso uma vez. Eu já fui internado algumas vezes sabe, e as enfermeiras costumam ser bem lentas. Mas eu acho sexy você me dar bronca com esse sotaque bonito.
- Eu soube que ficou desnutrido algumas vezes. Fico feliz que agora você esteja aprendendo a comer melhor. - Leo disse e arqueou suavemente uma das sobrancelhas diante do comentário.
- É, anemia e algumas infecções de garganta meio sérias. Quem mandou eu querer gritar errado. - Riu. - Relaxa, só estou brincando com você.
- É, irrita ela e ela fica brava. - Leo disse e com a outra mão acariciou seu pescoço, como se falasse de um animal de estimação. Acabou aproveitando para conferir sua tatuagem, apenas observando o desenho. - Eu sei que é verdade.
Noah riu baixinho e ergueu o rosto, dando espaço para que ele tocasse a si.
- Hum, não olha assim pro meu pescoço, você faz muitas músicas sobre sufocamento. - Riu novamente e sorriu a ele, estava animado naquele dia, ele havia aceitado o pedido de namoro, usava a aliança que havia dado, havia finalmente dito o que sentia por ele e estavam tão próximos, gostava muito disso. Percebeu seu olhar na tatuagem e sorriu meio de canto, sussurrando para ele. - Take me back to Eden...
O riso soou entre os dentes de Leo.
- Nunca virá sem contexto. - Disse, referindo-se ao comentário sobre as músicas e então sorriu, era exatamente como se parecia a tatuagem. - É, é assim que se parece. Mas sim, vou te levar pro Éden agora. Então vamos mudar suas roupas. O braço está bem?
Noah sorriu e assentiu, afrouxando o aperto e como não sangrou, julgou que estava bem. Usou a fita que segurava a agulha sobre o local da perfuração.
- Pronto, assim eu não vou vazar. - Se levantou, não sem antes selar os lábios dele.
- Hum, eu preferia que estivesse feito de forma correta. - Leo disse, contrariado. E conforme ele se levantou, trouxe as roupas dobradas no móvel. - Vire aqui, deixa eu soltar seu avental.
- Eu sei, desculpe. Eu não vou fazer de novo. - Noah disse e sorriu a ele, mas assentiu, virando-se de costas a ele, lógico, estava nu naquela fenda da roupa.
- Espero que não tenha motivos pra fazer. - Leo disse e olhou para baixo, conferindo a fenda, como se fosse um roupão ao contrário. Roçou os dedos ao longo da espinha até o cóccix, então beijou sua cabeça, cauteloso sobre onde havia se ferido. Soltou o tecido do avental e o despiu, beijou seu ombro e então o girou de frente novamente, entregou sua boxer. - Consegue vestir ou prefere que eu faça?
Noah suspirou, sentindo um suave arrepio percorrer a coluna com seu toque, seus beijos sutis.
- Olha... Eu prefiro que você vista, eu não consigo abaixar, sabe.
- Claro, vai subir uma pressão na sua cabeça, hum? - Leo murmurou, até havia acreditado no começo, mas aquele sabe no final, entregou. Abaixou-se ainda assim, sugerindo que erguesse uma das pernas, e naquela posição, estava realmente encarando sua virilha, e claro que fez isso com muita nitidez.
Noah assentiu e sorriu a ele conforme o viu se abaixar, mordeu o lábio inferior e suspirou, fazendo o que ele pedia, ergueu uma perna, depois a outra.
- Hum... É uma pena estar nesse lugar.
- Ah, verdade? Por quê? - Leo indagou, embora soubesse. O encarou tão evidentemente e ficou surpreso que ele não tivesse ficado nem um pouquinho sequer, tímido por isso. Puxou a boxer para cima, até um pouco desajeitado.
Na verdade, Noah estava tímido, mas estava mais malicioso, então por isso não transpareceu.
- Porque ter você de joelhos na minha frente me lembra muito nosso primeiro encontro. - Riu.
O riso de Leo soou entre os dentes, agora aparentes no sorriso.
- O sofá tinha a altura exata, era um convite.
Noah tocou o rosto dele e acariciou sua bochecha como tinha costume de fazer.
- Era tão difícil tocar seu rosto com a máscara. - Riu.
- Hum, mas eu estava muito mais estiloso.
Leo sorriu e por fim se levantou, não sem antes dar um beijo quase em seu umbigo. Então pegou a calça, curvou-se para ajudá-lo a vestir, ainda que soubesse que ele podia fazer isso, ao menos a calça era a própria, então era fácil de puxar. Noah riu e negativou, deslizando a mão em sua testa e seus cabelos.
- Eu gosto do meu Leo, também acho ele bem estiloso.
Disse sincero e ergueu as pernas para vestir a roupa, bem, os amigos não tinham percebido a calça dele antes, agora perceberiam.
- Hum, não, Leo é bem casual. - Leo sorriu suave e por último buscou a camiseta, enrugou-a entre os dedos até dar o espaço de passagem para a cabeça, aquela parte sim precisava ser cautela.
- Não deixa de ser estiloso.
Noah disse num sorriso e fechou os olhos suavemente, temendo a batida no local dolorido, mas ele foi bem cuidadoso e conseguiu se vestir, suspirou, percebendo que tinha sangue na camiseta e estremeceu.
- Hum, pelo jeito eu não sangrei muito pouco não. - Disse a tocar a manga, mas o sangue já estava seco.
- Ah, eu poderia ter trazido alguma coisa se eu soubesse. Não pensei sobre isso, ainda mais que a informação veio de uma forma muito muito imprevista. Mas é claro, é um acidente. Mas logo poderá tomar banho, trocar as roupas.
- Nem eu sabia que estava assim na verdade, está tudo bem. - Noah disse num sorriso. - Você ter vindo já foi bastante pra mim. - Selou seus lábios. - Vamos? Comprar café pra você.
- Você quer uma máscara? Posso conseguir com as enfermeiras antes de sairmos.
- Não, não é necessário, tá tudo bem. Nem todo mundo gosta de rock, é difícil as pessoas me reconhecerem. Mas... Acho melhor a gente não sair de mãos dadas caso alguém me reconheça, isso? - Noah sorriu meio de canto e seguiu com ele até a porta, levando consigo a sacolinha onde ainda estava seu pingente.
- Na verdade gosto de privacidade, então te ofereci o mesmo conforto de uma máscara pra mim. - Leo seguiu com ele até a porta e parou atrás dele, tocou seus cabelos e ajeitou com os dedos, enroscou-os suavemente e usou uma fina mecha dele mesmo para prende-lo em um tipo de coque desajeitado, mas estava no lugar. - Vamos.
Noah sorriu ao sentir o toque e esperou, achou adorável que ele se preocupasse com isso. Saiu com ele, estava tranquilo por ali, não tinha ninguém. Assinou os papéis de alta na recepção e saiu sem muitos problemas, caminhou com ele para o estacionamento e entrou no carro que já conhecia, suspirando pesado, estava indo pra casa. Tocou a coxa dele, suavemente.
- Obrigado...
Leo seguiu com ele, aguardou sua alta e partiu então até o estacionamento, ainda sugeriu a ele a cadeira de rodas que ele nem precisava, apenas uma provocação. Entrou no carro e suspirou como ele, gostava do conforto de estar dentro do próprio carro, uma zona conhecida. Encostou a nuca no banco e virou em direção a ele enquanto cobria seu toque na própria coxa, com a mão sobre a dele.
- Pelo que? Não estou fazendo um favor, é o que eu deveria fazer.
- Hum, você não deveria, você poderia, e você fez, então eu sou muito grato. Fico muito mais confortável com você por perto, na verdade, em todos os internamentos que eu tive, em nenhum deles eu consegui dormir uma noite inteira, mesmo com medicação. - Noah suspirou, não podia encostar a cabeça no banco, então encostou meio de lado enquanto olhava pra ele. - Tudo bem se... Passarmos na minha casa pra pegar algumas coisas?
- Não, quando nos comprometemos, aceitamos os deveres. Compromisso e dever estão interligados quando se trata do bem estar. Nem sempre um dever tem de ser encarado de forma ruim. - Leo sorriu canteiro e assentiu com o pedido. - Que bom que descansou. Na verdade esse sono deveria ser até estranho após bater a cabeça, mas... Que bom. - Riu entre os dentes e por fim se voltou ao volante, ligou o carro e iniciou o caminho. - Eu nunca fui até lá, então vai ter que guiar.
- Pois é... Eu acho que eu deveria ficar acordado né? Mas, acho que não houve nada grave, fizeram alguns exames. - Noah disse num suspiro e assentiu, o guiaria pelo trajeto, inclusive colocou o cinto que havia esquecido.
- Não foi, conversei com a enfermeira e como sabe, sem amputações. Você vai ficar bem. Eu peguei também sua prescrição, tem só algumas coisas pra limpeza e uma pomada.
- Hum... Como vou saber se enquanto eu dormia você não tirou um pedaço do meu cérebro pelo buraco da minha cabeça? - Noah disse num riso e algumas quadras mais indicou que ele entrasse na passarela até a casa, era uma casa não muito grande, nem muito pequena, tinha uma garagem que bem, não precisaria abrir já que iam sair logo. - Vem.
- Tirei sim, com um canudo. Introduzi por uma das aberturas, e suguei como um milkshake.
Leo disse, como sempre, quase sério demais. Por fim estavam ela em alguns minutos, não era tão perto de casa, mas não levava horas também. Estacionou em frente como indicado e ele parecia afim de apresentar a casa, então desceu e o seguiu. Noah fez uma pequena careta a franzir o cenho, imaginando a cena, mas sorriu ainda assim.
- Bom, tem um pedaço de mim morando em você agora então. - Riu e tentou abrir a porta, mas estava trancada, então usou a chave para abrir e quando entrou, fechou a porta logo atrás dele.
- Tem sim, há algum tempo.
Leo disse, xavequeiro como ele, ou apenas romântico.
- Nick? - Chamou alto, mas não ouviu nem sinal do amigo. - Deve estar na casa dele. - Disse e acendeu a luz da sala, o tempo estava meio fechado, então a luz estava meio baixa dentro de casa e uma sombra veio correndo do andar de cima, descendo em pulinhos quando ouviu a si, miou quando enfim chegou na própria perna e sorriu, abaixando-se para acariciar sua cabeça. - Oi carinha! Como você está? - Disse a pegá-lo no colo e virar em direção ao outro. - Leo, esse é o Toby. Toby, esse é o Leo, ele é um gatinho também, que nem você, só que maior.
- Oh, achei que o nome do seu cão era Nick. - Leo disse ao ouvi-lo chamar, as luzes estavam apagadas e tudo fechado, então não esperava ninguém ali. Entrou após ele, não reparou demais no lugar, mas parecia mesmo um lugar dele, era casual e descontraído porém organizado. Ouviu no piso um tilintar, quase como unhas batendo no chão de madeira na escada, até então o resmungo felino tomar conta, uma calorosa saudação para ele. Sorriu, era quase um riso silencioso, era fofo. - Hey, sentiu falta do seu pai pelo jeito, hum? - Disse e estendeu a mão para o pequenino, deixando-o sentir o cheiro.
- Não precisa de muito pra me convencer. - Leo disse e voltou a aceitar o café da manhã. Noah olhou pra ele, falsamente espantado.
- Eu pareço uma mulher mesmo, é isso? - Riu, divertido, mas também num tom mais baixo, nada parecido com o anterior quando fora pego desprevenido.
- Perfeitamente desalinhada.
Noah fez bico novamente e ao levar o ovo mexido até a boca, mordeu falsamente forte o garfo, como se estivesse bravo.
- Então é por isso que você está comigo, ah? Porque eu pareço uma garota? - Disse, claro que estava brincando, tinha um metro e noventa de altura, nada em si de fato lembrava uma mulher além dos cabelos e... Bom, talvez um pouco da voz as vezes.
- Com certeza. Posso até sair de mãos dadas na rua, ninguém perceberia. Minha mãe certamente ficará confusa quando se conhecerem.
- Quer que eu pinte o cabelo de loiro também? Pra combinar com suas preferências antigas? - Noah disse num sorriso brincalhão.
- Hum... Nah. - Leo disse com os olhos ligeiramente estreitos. - Gosto dos seus como são.
Noah riu baixinho e estendeu a mão próxima dele, segurando a sua e beijou seu dorso.
- Você é perfeito, seu maldito.
- Por quê? Porque eu gosto do seu cabelo? - Leo riu e acariciou seu pulso conforme teve a mão segurada.
- Não, porque você nunca diria se eu fosse mais feio que ela. - Noah riu, mas era brincadeira. - Brincadeira. É porque você é incrível mesmo. - Disse e serviu o fim dos ovos mexidos em frente aos lábios dele.
- Na verdade eu claramente não preciso responder isso, se for uma pergunta indireta. - Leo disse e porém recusou o restante do desjejum, estava satisfeito e com falta de um pouco de café.
- Não, eu não pergunto coisas que eu não quero saber a resposta. - Noah riu e como ele recusou, finalizou o café da manhã. - Hum, você não pode estar satisfeito, ainda nem comemos o prato principal.
- É porque não precisa, ela é muito clara. Você sabe o quanto eu te acho atraente. - Leo sorriu, canteiro. - Eu queria muito um café, na verdade.
Noah sorriu a ele, achando o comentário adorável.
- Espero que... Você não prefira mesmo uma mulher. Sei lá. - Coçou a cabeça. - Eu só tenho esse... Tenho esse pensamento algumas vezes. Hum, eu já terminei o café, me ajude a colocar a roupa e vamos, compramos no caminho. Só não vou pedir à enfermeira porque o café deles deve ser uma droga.
- Por que pensa algo assim? Eu pareço fazer isso? - Leo indagou, embora ainda assim tenha se levantado e o ajudou a se sentar, conferindo sua roupa de hospital, sorriu, curiosamente ficava fofo. - Adorei o vestido.
- Não... Você nunca me deu a entender que preferia isso, é minha cabeça doente. - Noah disse e riu baixinho. - Você não parece desgostar de mim de nenhum jeito.
Sorriu meio de canto e quando se sentou na beira da cama, finalmente o abraçou ao redor de seu pescoço, a cama era alta, então quase ficava da mesma altura que ele, mas teve cuidado ao fazer isso, já que ainda estava preso naquela porcaria de soro. Riu baixinho ao ouvi-lo e selou seus lábios, já que ele ainda estava com a máscara abaixada pelo café da manhã que compartilharam.
- Precisa ver ela atrás, não queria dizer nada, mas estou sem roupa por baixo.
- Bem, eu entendo. Tenho as minhas neuras também. - Leo disse conforme se ajeitou com ele, retribuiu seu abraço, envolvendo-o pela cintura, repousou os dedos em sua pele, na abertura da roupa. - Ah é? E quem foi que te deixou sem uma roupa íntima? As enfermeiras tiraram proveito?
Noah riu e assentiu, mas o sorriso sumiu aos poucos.
- E se a enfermeira tiver tirado foto minha pelado pro filho dela?
Leo observou-o até atento, até que seu pensamento fosse concluído, quase parecia realmente refletir sobre isso.
- Olha... Acho que não seria pro filho dela, certamente.
Noah sorriu ao ouvi-lo e riu em seguida.
- Bom, não acho que meus amigos tenham deixado isso acontecer. Mas agora eu fiquei preocupado. - Riu. - ... Tenho que chamar a enfermeira pra tirar isso do meu braço.
- Ah, achei que pretendia perguntar se o filho dela ia ganhar uma foto sua pelado.
Noah riu novamente e negativou.
- Hum, você não fica com ciúme não? Você está estático. Sei lá, briga com alguém, rouba o celular dela.
- Eu ficaria louco se não pudesse lidar com ciúme. - Leo sorriu, canteiro. Ele sabia do que falava, a fama era complicada, em especial alguém tão público como ele e ainda bonito.
- É... Eu sei. Acho que eu também. Mais do que você na verdade. Tem mais gente de olho em você do que em mim. - Noah riu. - Os caras querem ir no meu show e sair batendo as cabeças uns nos outros. Mas você, eles cultuam quase como um Deus. É, me dá um pouco de ciúme sim. - Disse e olhou ao redor, esticou a mão e fechou o soro, suspirando antes de enfim puxar a agulha com cuidado, só então apertou o acesso. - Pronto.
- Não faça isso! - Leo disse, não foi alto, mas foi enfático, porém ele havia ido mesmo assim. Tocou seu braço e pressionou por cima de seu próprio toque. - Hey, palhacinho, você não é enfermeiro. - Resmungou, havia até ignorado a parte inicial do assunto.
Noah assustou-se, desviando o olhar a ele e franziu o cenho, mas riu baixinho em seguida.
- Tá tudo bem, eu já fiz isso uma vez. Eu já fui internado algumas vezes sabe, e as enfermeiras costumam ser bem lentas. Mas eu acho sexy você me dar bronca com esse sotaque bonito.
- Eu soube que ficou desnutrido algumas vezes. Fico feliz que agora você esteja aprendendo a comer melhor. - Leo disse e arqueou suavemente uma das sobrancelhas diante do comentário.
- É, anemia e algumas infecções de garganta meio sérias. Quem mandou eu querer gritar errado. - Riu. - Relaxa, só estou brincando com você.
- É, irrita ela e ela fica brava. - Leo disse e com a outra mão acariciou seu pescoço, como se falasse de um animal de estimação. Acabou aproveitando para conferir sua tatuagem, apenas observando o desenho. - Eu sei que é verdade.
Noah riu baixinho e ergueu o rosto, dando espaço para que ele tocasse a si.
- Hum, não olha assim pro meu pescoço, você faz muitas músicas sobre sufocamento. - Riu novamente e sorriu a ele, estava animado naquele dia, ele havia aceitado o pedido de namoro, usava a aliança que havia dado, havia finalmente dito o que sentia por ele e estavam tão próximos, gostava muito disso. Percebeu seu olhar na tatuagem e sorriu meio de canto, sussurrando para ele. - Take me back to Eden...
O riso soou entre os dentes de Leo.
- Nunca virá sem contexto. - Disse, referindo-se ao comentário sobre as músicas e então sorriu, era exatamente como se parecia a tatuagem. - É, é assim que se parece. Mas sim, vou te levar pro Éden agora. Então vamos mudar suas roupas. O braço está bem?
Noah sorriu e assentiu, afrouxando o aperto e como não sangrou, julgou que estava bem. Usou a fita que segurava a agulha sobre o local da perfuração.
- Pronto, assim eu não vou vazar. - Se levantou, não sem antes selar os lábios dele.
- Hum, eu preferia que estivesse feito de forma correta. - Leo disse, contrariado. E conforme ele se levantou, trouxe as roupas dobradas no móvel. - Vire aqui, deixa eu soltar seu avental.
- Eu sei, desculpe. Eu não vou fazer de novo. - Noah disse e sorriu a ele, mas assentiu, virando-se de costas a ele, lógico, estava nu naquela fenda da roupa.
- Espero que não tenha motivos pra fazer. - Leo disse e olhou para baixo, conferindo a fenda, como se fosse um roupão ao contrário. Roçou os dedos ao longo da espinha até o cóccix, então beijou sua cabeça, cauteloso sobre onde havia se ferido. Soltou o tecido do avental e o despiu, beijou seu ombro e então o girou de frente novamente, entregou sua boxer. - Consegue vestir ou prefere que eu faça?
Noah suspirou, sentindo um suave arrepio percorrer a coluna com seu toque, seus beijos sutis.
- Olha... Eu prefiro que você vista, eu não consigo abaixar, sabe.
- Claro, vai subir uma pressão na sua cabeça, hum? - Leo murmurou, até havia acreditado no começo, mas aquele sabe no final, entregou. Abaixou-se ainda assim, sugerindo que erguesse uma das pernas, e naquela posição, estava realmente encarando sua virilha, e claro que fez isso com muita nitidez.
Noah assentiu e sorriu a ele conforme o viu se abaixar, mordeu o lábio inferior e suspirou, fazendo o que ele pedia, ergueu uma perna, depois a outra.
- Hum... É uma pena estar nesse lugar.
- Ah, verdade? Por quê? - Leo indagou, embora soubesse. O encarou tão evidentemente e ficou surpreso que ele não tivesse ficado nem um pouquinho sequer, tímido por isso. Puxou a boxer para cima, até um pouco desajeitado.
Na verdade, Noah estava tímido, mas estava mais malicioso, então por isso não transpareceu.
- Porque ter você de joelhos na minha frente me lembra muito nosso primeiro encontro. - Riu.
O riso de Leo soou entre os dentes, agora aparentes no sorriso.
- O sofá tinha a altura exata, era um convite.
Noah tocou o rosto dele e acariciou sua bochecha como tinha costume de fazer.
- Era tão difícil tocar seu rosto com a máscara. - Riu.
- Hum, mas eu estava muito mais estiloso.
Leo sorriu e por fim se levantou, não sem antes dar um beijo quase em seu umbigo. Então pegou a calça, curvou-se para ajudá-lo a vestir, ainda que soubesse que ele podia fazer isso, ao menos a calça era a própria, então era fácil de puxar. Noah riu e negativou, deslizando a mão em sua testa e seus cabelos.
- Eu gosto do meu Leo, também acho ele bem estiloso.
Disse sincero e ergueu as pernas para vestir a roupa, bem, os amigos não tinham percebido a calça dele antes, agora perceberiam.
- Hum, não, Leo é bem casual. - Leo sorriu suave e por último buscou a camiseta, enrugou-a entre os dedos até dar o espaço de passagem para a cabeça, aquela parte sim precisava ser cautela.
- Não deixa de ser estiloso.
Noah disse num sorriso e fechou os olhos suavemente, temendo a batida no local dolorido, mas ele foi bem cuidadoso e conseguiu se vestir, suspirou, percebendo que tinha sangue na camiseta e estremeceu.
- Hum, pelo jeito eu não sangrei muito pouco não. - Disse a tocar a manga, mas o sangue já estava seco.
- Ah, eu poderia ter trazido alguma coisa se eu soubesse. Não pensei sobre isso, ainda mais que a informação veio de uma forma muito muito imprevista. Mas é claro, é um acidente. Mas logo poderá tomar banho, trocar as roupas.
- Nem eu sabia que estava assim na verdade, está tudo bem. - Noah disse num sorriso. - Você ter vindo já foi bastante pra mim. - Selou seus lábios. - Vamos? Comprar café pra você.
- Você quer uma máscara? Posso conseguir com as enfermeiras antes de sairmos.
- Não, não é necessário, tá tudo bem. Nem todo mundo gosta de rock, é difícil as pessoas me reconhecerem. Mas... Acho melhor a gente não sair de mãos dadas caso alguém me reconheça, isso? - Noah sorriu meio de canto e seguiu com ele até a porta, levando consigo a sacolinha onde ainda estava seu pingente.
- Na verdade gosto de privacidade, então te ofereci o mesmo conforto de uma máscara pra mim. - Leo seguiu com ele até a porta e parou atrás dele, tocou seus cabelos e ajeitou com os dedos, enroscou-os suavemente e usou uma fina mecha dele mesmo para prende-lo em um tipo de coque desajeitado, mas estava no lugar. - Vamos.
Noah sorriu ao sentir o toque e esperou, achou adorável que ele se preocupasse com isso. Saiu com ele, estava tranquilo por ali, não tinha ninguém. Assinou os papéis de alta na recepção e saiu sem muitos problemas, caminhou com ele para o estacionamento e entrou no carro que já conhecia, suspirando pesado, estava indo pra casa. Tocou a coxa dele, suavemente.
- Obrigado...
Leo seguiu com ele, aguardou sua alta e partiu então até o estacionamento, ainda sugeriu a ele a cadeira de rodas que ele nem precisava, apenas uma provocação. Entrou no carro e suspirou como ele, gostava do conforto de estar dentro do próprio carro, uma zona conhecida. Encostou a nuca no banco e virou em direção a ele enquanto cobria seu toque na própria coxa, com a mão sobre a dele.
- Pelo que? Não estou fazendo um favor, é o que eu deveria fazer.
- Hum, você não deveria, você poderia, e você fez, então eu sou muito grato. Fico muito mais confortável com você por perto, na verdade, em todos os internamentos que eu tive, em nenhum deles eu consegui dormir uma noite inteira, mesmo com medicação. - Noah suspirou, não podia encostar a cabeça no banco, então encostou meio de lado enquanto olhava pra ele. - Tudo bem se... Passarmos na minha casa pra pegar algumas coisas?
- Não, quando nos comprometemos, aceitamos os deveres. Compromisso e dever estão interligados quando se trata do bem estar. Nem sempre um dever tem de ser encarado de forma ruim. - Leo sorriu canteiro e assentiu com o pedido. - Que bom que descansou. Na verdade esse sono deveria ser até estranho após bater a cabeça, mas... Que bom. - Riu entre os dentes e por fim se voltou ao volante, ligou o carro e iniciou o caminho. - Eu nunca fui até lá, então vai ter que guiar.
- Pois é... Eu acho que eu deveria ficar acordado né? Mas, acho que não houve nada grave, fizeram alguns exames. - Noah disse num suspiro e assentiu, o guiaria pelo trajeto, inclusive colocou o cinto que havia esquecido.
- Não foi, conversei com a enfermeira e como sabe, sem amputações. Você vai ficar bem. Eu peguei também sua prescrição, tem só algumas coisas pra limpeza e uma pomada.
- Hum... Como vou saber se enquanto eu dormia você não tirou um pedaço do meu cérebro pelo buraco da minha cabeça? - Noah disse num riso e algumas quadras mais indicou que ele entrasse na passarela até a casa, era uma casa não muito grande, nem muito pequena, tinha uma garagem que bem, não precisaria abrir já que iam sair logo. - Vem.
- Tirei sim, com um canudo. Introduzi por uma das aberturas, e suguei como um milkshake.
Leo disse, como sempre, quase sério demais. Por fim estavam ela em alguns minutos, não era tão perto de casa, mas não levava horas também. Estacionou em frente como indicado e ele parecia afim de apresentar a casa, então desceu e o seguiu. Noah fez uma pequena careta a franzir o cenho, imaginando a cena, mas sorriu ainda assim.
- Bom, tem um pedaço de mim morando em você agora então. - Riu e tentou abrir a porta, mas estava trancada, então usou a chave para abrir e quando entrou, fechou a porta logo atrás dele.
- Tem sim, há algum tempo.
Leo disse, xavequeiro como ele, ou apenas romântico.
- Nick? - Chamou alto, mas não ouviu nem sinal do amigo. - Deve estar na casa dele. - Disse e acendeu a luz da sala, o tempo estava meio fechado, então a luz estava meio baixa dentro de casa e uma sombra veio correndo do andar de cima, descendo em pulinhos quando ouviu a si, miou quando enfim chegou na própria perna e sorriu, abaixando-se para acariciar sua cabeça. - Oi carinha! Como você está? - Disse a pegá-lo no colo e virar em direção ao outro. - Leo, esse é o Toby. Toby, esse é o Leo, ele é um gatinho também, que nem você, só que maior.
- Oh, achei que o nome do seu cão era Nick. - Leo disse ao ouvi-lo chamar, as luzes estavam apagadas e tudo fechado, então não esperava ninguém ali. Entrou após ele, não reparou demais no lugar, mas parecia mesmo um lugar dele, era casual e descontraído porém organizado. Ouviu no piso um tilintar, quase como unhas batendo no chão de madeira na escada, até então o resmungo felino tomar conta, uma calorosa saudação para ele. Sorriu, era quase um riso silencioso, era fofo. - Hey, sentiu falta do seu pai pelo jeito, hum? - Disse e estendeu a mão para o pequenino, deixando-o sentir o cheiro.
Noah sorriu afável ao ouvir seu xaveco, infelizmente não podia agarrá-lo no estado em que estava, então riu apenas.
- Ah, eu não tenho cachorro aqui, ela ficou morando com os meus amigos. Aqui são só meus dois gatos.O Madara deve estar no quarto jogado na cama, com certeza. - Aproximou o pequeno dele e o viu roçar a cabecinha em sua mão, pedindo por carinho. - Ele é um sem vergonha, adora carinho, não confia nele não.
- Oh, então puxou o pai dele. - Leo disse, referindo-se ao último comentário dele e riu baixinho diante do carinho que ganhou do bichinho, sentindo o toque macio na mão. - Os pelos puxaram os seus também. - Afagou-o por fim, logo abaixo do pescoço. - Por que ficaram lá? Difícil manter sozinho, imagino.
Noah riu da brincadeira dele e negativou, vendo o pequeno fechar os olhos para seu carinho e começar a ronronar, aparentemente ele havia gostado do outro.
- Ah, sim e também porque, bom... Minha ex esposa não gostava de cachorros, dizia que bagunçava muito a casa, então, eu não pude trazer ele junto. - Sorriu meio de canto. - Hum, foi uma fase meio merda da minha vida, então... Só então o colocou no chão, quando o percebeu um pouco inquieto pelo colo, para a própria surpresa, ele caminhou até ele e roçou-se em suas pernas, pedindo atenção. Hey, hey, vai encher ele de pelo, sem vergonha.
- Entendi. Cães precisam de espaço, se você tem vaidade em aspectos de casa, acaba sendo um pouco difícil. Quando criança tínhamos um, mas ele tinha um espaço pra ficar, quer dizer, um canil e o quintal, mas não podia entrar em casa e não era exatamente pela sujeira e sim pela bagunça. Não sei nem porque as pessoas querem animais se os trancam fora de casa. - Leo disse e abaixou-se porém, dando atenção ao pequenino. - Hum, não vai brigar comigo por roubar seu pai? Esperava mais de você, Toby.
Noah sorriu a ele quando o ouviu, achava meio impossível que pudesse se apaixonar mais por ele, mas ele conseguia fazer possível. O pequeno se aproximou, apoiando as patinhas em seus joelhos e roçou o rostinho em sua máscara no queixo, dando um grunhido suave.
- Você... Gosta de animais então... Quer dizer, você tinha dito que gostava, mas ver é diferente. - Riu. - Eu adoro animais, todos, qualquer um.
- Bom, não gostar de animais imagino que seja algum desvio de caráter. - Leo riu e então pegou o felino, uma vez que este parecia pedir por isso, o jogou no ombro e deu pequenos tapas em sua coxa. - Talvez não seja tão apegado quanto você, mas gosto deles.
Noah sorriu ao vê-lo pegar o pequeno que miou a se ajeitar em seu ombro.
- Ah, seu palhacinho, gostou do colo, foi? Acho que ele quer outro pai. - Riu. - Vem, vamos subir, vou pegar minhas roupas. - Disse conforme passaram pela sala, tinha poucos objetos de decoração, alguns bonecos de animes que gostava numa estante, espadas japonesas que decoravam uma mesa e no andar superior, o quarto tinha discos de ouro ou platina que havia ganhado com a banda emoldurados na parede, algumas velas, gostava delas, CDs sobre o móvel, algumas cifras de violão, um computador gamer que tinha três monitores e atrás dele, alguns pôsteres de bandas que gostava, incluindo um poster dele, era de seu rosto com a máscara num fundo preto e seus dentes a mostra, tinha ele exatamente em frente ao computador, na parede. Ao entrar no quarto, percebeu um caderno sobre a cama e o pegou rapidamente, guardando na gaveta do criado mudo, tentando parecer distraído e na ponta da cama, o outro mascote se espreguiçava a olhar a si, preguiçoso.
- Você não me recepciona que nem seu irmão, né? - Disse e acariciou a cabeça dele, buscando uma mochila no armário.
Leo seguiu com ele, levando consigo seu filho felino. Podia ouvir o ronronado no ouvido e sentir a vibração no ombro. O outro pequenino parecia mais interessado na cama, olhou preguiçoso mas miou de volta para Noah, quase como se entendesse o comentário dele. Sorria e nem percebia. Diferente de si, suas conquistas ficavam pela casa, aquilo o fazia parece até mais apaixonado que si pela música, como se isso fosse completamente sua vida, e não era diferente, apenas tinham modos distintos, mas gostava da sensação que tinha, de que ele compreendia exatamente o que sentia pela música.
- Hum, escondendo o diário. - Murmurou, um comentário descontraído, não era do tipo invasivo.
Noah riu baixinho ao ouvi-lo e negativou.
- Ah, não é um diário, é mais... Um caderno de estudos. É que eu anoto algumas coisas aí, letras de música que não ficam realmente tão boas, só... Coisas que eu penso quando acordo, ou quando estou entediado.
Disse e não só isso, tinha também alguns nomes dele perdidos que treinava letras mais bonitas quando não estava escrevendo músicas.
- É um diário, você sabe, não é? - Leo sorriu canteiro e então notou o poster atrás do computador, havia por um momento sido ofuscado pela atenção às cores RGB, mas ao vê-lo exclamou, quase um reflexo. - Oh!
Noah riu, divertido.
- Não é um diário! Eu não escrevo todos os dias. Buscou o caderno na gaveta, mostrando a ele as primeiras páginas com os rabiscos das músicas. Viu? Caderno. - Deixou-o sobre a cama e abriu uma gaveta, pegando algumas camisetas e calças, colocando na mochila, mas parou quando o ouviu, voltando-se para ele, depois para a parede, sorriu meio tímido. - Ah... É... Erm... Coloquei ali pra eu olhar enquanto trabalho.
- Nem todo mundo marca todos os dias em um diário. E não tem problema se for um diário. - Leo respondeu primeiro, só depois voltando a atenção ao poster outra vez. - Agora pode fazer isso sem o poster quando precisar.
Noah sorriu e voltou-se para ele, tocando seu rosto na bochecha, acariciando-a e abaixou-se para selar seus lábios.
- É... Agora posso acordar olhando pra você. E é melhor ainda sem a máscara. - Disse e tocou seus cabelos, acariciando. - Hum, eu nunca na vida imaginei que ia ter você na minha cama.
- Hum, eu posso colocar a máscara e sentar do lado parecendo julga-lo enquanto trabalha. Gosta de pressão? - Leo indagou e riu entre os dentes, mesmo contra o beijo que ganhou. - Hum... É, nunca pensei que teria alguém além dos colegas de banda, sabendo tanto sobre minha intimidade. Eu estava passando por um período bem infeliz.
- Ah... Não realmente. - Noah riu, mas o sorriso suavizou ao ouvi-lo, voltando a acariciar seu rosto. - Foi por isso que decidiu... Tentar a sorte comigo naquele dia? Digo, se foi por isso que quis transar comigo.
- Hum, talvez. Quer dizer, estava um pouco impaciente com algumas coisas acontecendo, provavelmente não tive receio de soar grosseiro se pensasse que estava sendo. Você parecia interessado, então fui um pouco idiota.
- Relaxa, não nos conhecíamos daquela época, tudo bem se você quisesse só desestressar comigo. Na verdade eu agradeço por você ter sido cara de pau. - Noah riu. - Fazia muito tempo que eu não ficava com ninguém também e bom... Eu era louco por você, não desse jeito que sou agora, claro. - Riu.
Leo riu com ele e no fim apenas sorriu canteiro, havia sido uma oportunidade inesperada, por assim dizer. O tocou no pulso e o puxou ao colo, acomodando-o nas pernas. Noah sorriu junto dele e fez como ele queria, ajeitando-se em seu colo de frente a ele. O abraçou ao redor de seu pescoço e selou seus lábios.
- Antigamente, era tipo um sonho poder cantar com você e agora eu posso fazer isso sempre. Sou o cara mais feliz do mundo.
- Hum, tinha mesmo esse desejo? - Leo sorriu. Noah era intenso, fácil com as palavras, e claro, galanteador, então nunca sabia o quão sério podia ser. Negativou e o beijou em seu queixo, estava se acostumando facilmente com ele.
- Claro que tinha. Já falei que sou seu fã. - Noah sorriu e ergueu o rosto, deixando-o livre para seu toque. - Hum, você tinha uma camiseta minha, também gostava de mim.
- Sim, é claro que sim. Na verdade gosto do quanto sinto que nos identificamos. - Leo disse e tocou o rosto dele, sentindo a bochecha suavemente áspera, gostava daquele toque. - Acho sua trajetória muito bonita e sua evolução é incrível.
Noah sorriu a ele, afável, na verdade estava feliz por ouvir isso. Suspirou.
- Ah... Você não sabe o quanto eu fico feliz em ouvir isso. Eu tive um burn out no ano passado e foi bem complicado... Sentia que nada do que eu fazia era suficiente. Mas... Bom... Isso não é importante. Eu não preciso nem dizer o quanto você também é incrível.
- O que você fez e faz, te deixa feliz? - Leo indagou, preso num determinado aspecto da a conversa.
- Sim. Eu amo a música, ela é minha vida. É que eu... Me julgo muito, me comparo com os outros.
- Na verdade isso acontece quando damos ouvidos demais ao barulho dentro e fora da nossa cabeça. Você tem que saber que está fazendo o que ama, e ninguém deve esperar nada de você sobre isso, apenas ame isso e aprecie isso. O amor não precisa seguir uma linearidade, ou um formato, então porque você acha que o seu amor precisa seguir uma forma ou um caminho específico? Pessoas, talentos, tudo é individual, você não precisa ser melhor que alguém, apenas diferente, apenas do seu jeito e então, os que sabem realmente apreciar o que você faz, estarão ali.
Noah assentiu conforme o ouviu, embora em um certo ponto tenha sentido os olhos marejados. Piscou algumas vezes e suspirou.
- Desculpe.
- Hey...
Leo murmurou, não sabia se havia dito algo errado. Tocou seus cabelos e o afagou, cauteloso com os novos pontos de estimação que ele havia ganhado. Lembrou-se de sua pequena crise de ansiedade, na primeira vez que a viu, então esperava não estar fazendo isso com ele outra vez.
- Ah, não se preocupe. - Noah disse num pequeno sorriso e limpou os olhos com o dorso da mão. - É só... É complicado pra mim falar sobre isso, eu estou tentando.
Quando conversaram anteriormente, Noah até tentou falar pra ele sobre o próprio cansaço quando perguntou se ele também estava cansado, quando disse que embora amasse, as vezes se sentia perto de desistir, mas ele parecia enfático sobre o absurdo que isso parecia, então preferiu não tocar no assunto novamente, não queria de forma alguma soar como se aquilo não fosse importante para si ou como se fosse ingrato com o que tinha. Abaixou-se suavemente e encostou a testa na dele apenas por um breve momento, sempre se sentia em paz quando fazia isso.
- Você pode falar comigo, eu posso tentar entender. - Leo disse e olhou-o tão perto como ficou ao encostar a testa, via seus cílios pequeninos e afagou sua bochecha.
Noah selou os lábios dele e afastou o rosto suavemente, suspirando.
- Não quero parecer ingrato, ou parecer que eu não goste tanto assim da música. Leo suspirou e sorriu suavemente.
- Você se esqueceu da Caramel? Você está cansado da fama e não da música, é isso?
- Não... Não esqueci. É que quando eu perguntei se você estava cansado, você disse que não, que amava o que fazia, então... Eu... Imaginei que eu estava sendo meio bobo com meus pensamentos.
- É... A fama é complicada. As pessoas estão sempre pegando suas fotos, fazendo piadas sem graça, comparando você com gente com muito mais estudo quando você só está dando o seu melhor o tempo todo. Mas, bom... Os críticos adoram dizer que o garoto sem estudo não é tão bom quanto fulano, não é? - Noah disse e sorriu meio sem graça, mas voltou o olhar a ele. - Ah, isso não é uma indireta sobre você. Desculpe... Eu passei por muita coisa.
- É porque eu de fato não me canso da música, sempre vai ser a melhor forma de expressão pra mim. Vou me cansar de como as pessoas agem, de como são alguns dos fãs ou a mídia, mas a música, ela não tem culpa disso, e é o que eu sei fazer e o que me dá prazer. - Leo pontuou, esclarecendo o que dizia na ocasião citada por ele. No entanto, tendo em vista sua compreensão, apenas voltou a ouvi-lo. Por um momento até achou que poderia vestir a carapuça, mas não se via sendo comparado a ele, então deixou a conversa seguir o curso, por mais que sentisse uma leve cutucada, mesmo sem a intenção dele. - Pra falar a verdade, sempre ouvi o contrário, sobre como é fácil conseguir as coisas quando se teve oportunidades. Acho que nossos ouvidos são oportunistas, e buscam a melhor forma de sabotagem.
- É... Você está certo. Eu preferi ficar longe das redes sociais depois do que aconteceu. Minha vida não foi muito fácil, e parece que eu mesmo só afundo ela ainda mais. Quer dizer... Afundava, até conhecer você. - Noah disse sincero e suspirou, não estava tentando ser galanteador naquele momento, só dizer como se sentia. - Não é... Atoa que eu toco sempre, escrevo músicas, tenho um violão do lado da cama. Você entende, eu sou como você. Ela me fez companhia quando ninguém mais fez. Mas eu fiz escolhas idiotas, e eu tive que lidar com as consequências delas e as vezes isso incluía ficar tão bêbado que não conseguia subir as escadas, ou me trancar em casa e não atender as ligações. Foi por isso que eu estava tão... Estranho no nosso segundo encontro. Eu estava tentando impressionar uma pessoa incrível, achando que eu não era tão incrível assim.
- Você não deveria se sentir insuficiente por culpa de outras pessoas. Você não deveria diminuir a si mesmo baseado no que as outras pessoas esperam, você sabe o quanto está se esforçando. Se for julgar a si mesmo, que seja por sentir que tem mais, que pode oferecer mais a si mesmo e não para os outros. Mas, o fundo do poço também cria coisas lindas, então, tire algo bom dele toda vez que chegar lá embaixo.
- Bom, eu não sei se você acredita em Deus, mas eu sim. E acredito que ele me mandou você quando eu estava no meu pior momento e desde então eu tenho tentado ser melhor, ficar melhor. Não sei mais o que é o fundo do poço tem bastante tempo. - Noah sorriu.
Leo sorriu ao ouvi-lo, embora de forma suave.
- Mas está flertando com ele agora, não está? - Disse, referindo-se ao poço. - Você também chegou num momento que eu precisava.
- É... Infelizmente as vezes isso vai acontecer. - Noah disse num sorriso fraco e suspirou mais uma vez. - Mas... Você vai me segurar se eu pender pra ele, não vai?
- Estarei aqui pra te puxar de volta. Na verdade, você sempre foi e voltou sozinho, então eu vou apenas facilitar e ajudar a sua força.
Noah sorriu suavemente, não era o que queria ouvir, mas era o que precisava. Encostou a testa na dele novamente e selou seus lábios, depois pediu passagem para sua boca, sutilmente, queria beija-lo.
- Eu vou estar aqui.
Leo sussurrou perto dele como estava e então retribuiu o beijo, o selar de lábios e então sua língua que aceitou dentro da boca. Segurou seu rosto, sentindo o contorno de sua mandíbula, deslizou até o pescoço tatuado e segurou próximo a nuca, enroscado aos cabelos longos. Pareciam tão próximos, tão rápido, o tempo havia seguido muito depressa, ou talvez apenas se entendessem, apenas fossem reflexos. Noah sorriu, dessa vez não realmente feliz, era mais afável, talvez um pouco melancólico e fechou os olhos quando enfim o beijou, sentindo uma pequena lágrima escorrer pelo rosto. Gostava de sua mão na própria mandíbula, seu toque quente e macio e fazia o mesmo, gostava de tocar seu rosto, sua bochecha, seus cabelos, bem, podia toca-lo ali, já que ele não tinha pontos.
- Eu te amo. - Murmurou contra seus lábios, selando-os algumas vezes. - Eu te amo de verdade. - Disse e suspirou, voltando a beija-lo.
- Ah, eu não tenho cachorro aqui, ela ficou morando com os meus amigos. Aqui são só meus dois gatos.O Madara deve estar no quarto jogado na cama, com certeza. - Aproximou o pequeno dele e o viu roçar a cabecinha em sua mão, pedindo por carinho. - Ele é um sem vergonha, adora carinho, não confia nele não.
- Oh, então puxou o pai dele. - Leo disse, referindo-se ao último comentário dele e riu baixinho diante do carinho que ganhou do bichinho, sentindo o toque macio na mão. - Os pelos puxaram os seus também. - Afagou-o por fim, logo abaixo do pescoço. - Por que ficaram lá? Difícil manter sozinho, imagino.
Noah riu da brincadeira dele e negativou, vendo o pequeno fechar os olhos para seu carinho e começar a ronronar, aparentemente ele havia gostado do outro.
- Ah, sim e também porque, bom... Minha ex esposa não gostava de cachorros, dizia que bagunçava muito a casa, então, eu não pude trazer ele junto. - Sorriu meio de canto. - Hum, foi uma fase meio merda da minha vida, então... Só então o colocou no chão, quando o percebeu um pouco inquieto pelo colo, para a própria surpresa, ele caminhou até ele e roçou-se em suas pernas, pedindo atenção. Hey, hey, vai encher ele de pelo, sem vergonha.
- Entendi. Cães precisam de espaço, se você tem vaidade em aspectos de casa, acaba sendo um pouco difícil. Quando criança tínhamos um, mas ele tinha um espaço pra ficar, quer dizer, um canil e o quintal, mas não podia entrar em casa e não era exatamente pela sujeira e sim pela bagunça. Não sei nem porque as pessoas querem animais se os trancam fora de casa. - Leo disse e abaixou-se porém, dando atenção ao pequenino. - Hum, não vai brigar comigo por roubar seu pai? Esperava mais de você, Toby.
Noah sorriu a ele quando o ouviu, achava meio impossível que pudesse se apaixonar mais por ele, mas ele conseguia fazer possível. O pequeno se aproximou, apoiando as patinhas em seus joelhos e roçou o rostinho em sua máscara no queixo, dando um grunhido suave.
- Você... Gosta de animais então... Quer dizer, você tinha dito que gostava, mas ver é diferente. - Riu. - Eu adoro animais, todos, qualquer um.
- Bom, não gostar de animais imagino que seja algum desvio de caráter. - Leo riu e então pegou o felino, uma vez que este parecia pedir por isso, o jogou no ombro e deu pequenos tapas em sua coxa. - Talvez não seja tão apegado quanto você, mas gosto deles.
Noah sorriu ao vê-lo pegar o pequeno que miou a se ajeitar em seu ombro.
- Ah, seu palhacinho, gostou do colo, foi? Acho que ele quer outro pai. - Riu. - Vem, vamos subir, vou pegar minhas roupas. - Disse conforme passaram pela sala, tinha poucos objetos de decoração, alguns bonecos de animes que gostava numa estante, espadas japonesas que decoravam uma mesa e no andar superior, o quarto tinha discos de ouro ou platina que havia ganhado com a banda emoldurados na parede, algumas velas, gostava delas, CDs sobre o móvel, algumas cifras de violão, um computador gamer que tinha três monitores e atrás dele, alguns pôsteres de bandas que gostava, incluindo um poster dele, era de seu rosto com a máscara num fundo preto e seus dentes a mostra, tinha ele exatamente em frente ao computador, na parede. Ao entrar no quarto, percebeu um caderno sobre a cama e o pegou rapidamente, guardando na gaveta do criado mudo, tentando parecer distraído e na ponta da cama, o outro mascote se espreguiçava a olhar a si, preguiçoso.
- Você não me recepciona que nem seu irmão, né? - Disse e acariciou a cabeça dele, buscando uma mochila no armário.
Leo seguiu com ele, levando consigo seu filho felino. Podia ouvir o ronronado no ouvido e sentir a vibração no ombro. O outro pequenino parecia mais interessado na cama, olhou preguiçoso mas miou de volta para Noah, quase como se entendesse o comentário dele. Sorria e nem percebia. Diferente de si, suas conquistas ficavam pela casa, aquilo o fazia parece até mais apaixonado que si pela música, como se isso fosse completamente sua vida, e não era diferente, apenas tinham modos distintos, mas gostava da sensação que tinha, de que ele compreendia exatamente o que sentia pela música.
- Hum, escondendo o diário. - Murmurou, um comentário descontraído, não era do tipo invasivo.
Noah riu baixinho ao ouvi-lo e negativou.
- Ah, não é um diário, é mais... Um caderno de estudos. É que eu anoto algumas coisas aí, letras de música que não ficam realmente tão boas, só... Coisas que eu penso quando acordo, ou quando estou entediado.
Disse e não só isso, tinha também alguns nomes dele perdidos que treinava letras mais bonitas quando não estava escrevendo músicas.
- É um diário, você sabe, não é? - Leo sorriu canteiro e então notou o poster atrás do computador, havia por um momento sido ofuscado pela atenção às cores RGB, mas ao vê-lo exclamou, quase um reflexo. - Oh!
Noah riu, divertido.
- Não é um diário! Eu não escrevo todos os dias. Buscou o caderno na gaveta, mostrando a ele as primeiras páginas com os rabiscos das músicas. Viu? Caderno. - Deixou-o sobre a cama e abriu uma gaveta, pegando algumas camisetas e calças, colocando na mochila, mas parou quando o ouviu, voltando-se para ele, depois para a parede, sorriu meio tímido. - Ah... É... Erm... Coloquei ali pra eu olhar enquanto trabalho.
- Nem todo mundo marca todos os dias em um diário. E não tem problema se for um diário. - Leo respondeu primeiro, só depois voltando a atenção ao poster outra vez. - Agora pode fazer isso sem o poster quando precisar.
Noah sorriu e voltou-se para ele, tocando seu rosto na bochecha, acariciando-a e abaixou-se para selar seus lábios.
- É... Agora posso acordar olhando pra você. E é melhor ainda sem a máscara. - Disse e tocou seus cabelos, acariciando. - Hum, eu nunca na vida imaginei que ia ter você na minha cama.
- Hum, eu posso colocar a máscara e sentar do lado parecendo julga-lo enquanto trabalha. Gosta de pressão? - Leo indagou e riu entre os dentes, mesmo contra o beijo que ganhou. - Hum... É, nunca pensei que teria alguém além dos colegas de banda, sabendo tanto sobre minha intimidade. Eu estava passando por um período bem infeliz.
- Ah... Não realmente. - Noah riu, mas o sorriso suavizou ao ouvi-lo, voltando a acariciar seu rosto. - Foi por isso que decidiu... Tentar a sorte comigo naquele dia? Digo, se foi por isso que quis transar comigo.
- Hum, talvez. Quer dizer, estava um pouco impaciente com algumas coisas acontecendo, provavelmente não tive receio de soar grosseiro se pensasse que estava sendo. Você parecia interessado, então fui um pouco idiota.
- Relaxa, não nos conhecíamos daquela época, tudo bem se você quisesse só desestressar comigo. Na verdade eu agradeço por você ter sido cara de pau. - Noah riu. - Fazia muito tempo que eu não ficava com ninguém também e bom... Eu era louco por você, não desse jeito que sou agora, claro. - Riu.
Leo riu com ele e no fim apenas sorriu canteiro, havia sido uma oportunidade inesperada, por assim dizer. O tocou no pulso e o puxou ao colo, acomodando-o nas pernas. Noah sorriu junto dele e fez como ele queria, ajeitando-se em seu colo de frente a ele. O abraçou ao redor de seu pescoço e selou seus lábios.
- Antigamente, era tipo um sonho poder cantar com você e agora eu posso fazer isso sempre. Sou o cara mais feliz do mundo.
- Hum, tinha mesmo esse desejo? - Leo sorriu. Noah era intenso, fácil com as palavras, e claro, galanteador, então nunca sabia o quão sério podia ser. Negativou e o beijou em seu queixo, estava se acostumando facilmente com ele.
- Claro que tinha. Já falei que sou seu fã. - Noah sorriu e ergueu o rosto, deixando-o livre para seu toque. - Hum, você tinha uma camiseta minha, também gostava de mim.
- Sim, é claro que sim. Na verdade gosto do quanto sinto que nos identificamos. - Leo disse e tocou o rosto dele, sentindo a bochecha suavemente áspera, gostava daquele toque. - Acho sua trajetória muito bonita e sua evolução é incrível.
Noah sorriu a ele, afável, na verdade estava feliz por ouvir isso. Suspirou.
- Ah... Você não sabe o quanto eu fico feliz em ouvir isso. Eu tive um burn out no ano passado e foi bem complicado... Sentia que nada do que eu fazia era suficiente. Mas... Bom... Isso não é importante. Eu não preciso nem dizer o quanto você também é incrível.
- O que você fez e faz, te deixa feliz? - Leo indagou, preso num determinado aspecto da a conversa.
- Sim. Eu amo a música, ela é minha vida. É que eu... Me julgo muito, me comparo com os outros.
- Na verdade isso acontece quando damos ouvidos demais ao barulho dentro e fora da nossa cabeça. Você tem que saber que está fazendo o que ama, e ninguém deve esperar nada de você sobre isso, apenas ame isso e aprecie isso. O amor não precisa seguir uma linearidade, ou um formato, então porque você acha que o seu amor precisa seguir uma forma ou um caminho específico? Pessoas, talentos, tudo é individual, você não precisa ser melhor que alguém, apenas diferente, apenas do seu jeito e então, os que sabem realmente apreciar o que você faz, estarão ali.
Noah assentiu conforme o ouviu, embora em um certo ponto tenha sentido os olhos marejados. Piscou algumas vezes e suspirou.
- Desculpe.
- Hey...
Leo murmurou, não sabia se havia dito algo errado. Tocou seus cabelos e o afagou, cauteloso com os novos pontos de estimação que ele havia ganhado. Lembrou-se de sua pequena crise de ansiedade, na primeira vez que a viu, então esperava não estar fazendo isso com ele outra vez.
- Ah, não se preocupe. - Noah disse num pequeno sorriso e limpou os olhos com o dorso da mão. - É só... É complicado pra mim falar sobre isso, eu estou tentando.
Quando conversaram anteriormente, Noah até tentou falar pra ele sobre o próprio cansaço quando perguntou se ele também estava cansado, quando disse que embora amasse, as vezes se sentia perto de desistir, mas ele parecia enfático sobre o absurdo que isso parecia, então preferiu não tocar no assunto novamente, não queria de forma alguma soar como se aquilo não fosse importante para si ou como se fosse ingrato com o que tinha. Abaixou-se suavemente e encostou a testa na dele apenas por um breve momento, sempre se sentia em paz quando fazia isso.
- Você pode falar comigo, eu posso tentar entender. - Leo disse e olhou-o tão perto como ficou ao encostar a testa, via seus cílios pequeninos e afagou sua bochecha.
Noah selou os lábios dele e afastou o rosto suavemente, suspirando.
- Não quero parecer ingrato, ou parecer que eu não goste tanto assim da música. Leo suspirou e sorriu suavemente.
- Você se esqueceu da Caramel? Você está cansado da fama e não da música, é isso?
- Não... Não esqueci. É que quando eu perguntei se você estava cansado, você disse que não, que amava o que fazia, então... Eu... Imaginei que eu estava sendo meio bobo com meus pensamentos.
- É... A fama é complicada. As pessoas estão sempre pegando suas fotos, fazendo piadas sem graça, comparando você com gente com muito mais estudo quando você só está dando o seu melhor o tempo todo. Mas, bom... Os críticos adoram dizer que o garoto sem estudo não é tão bom quanto fulano, não é? - Noah disse e sorriu meio sem graça, mas voltou o olhar a ele. - Ah, isso não é uma indireta sobre você. Desculpe... Eu passei por muita coisa.
- É porque eu de fato não me canso da música, sempre vai ser a melhor forma de expressão pra mim. Vou me cansar de como as pessoas agem, de como são alguns dos fãs ou a mídia, mas a música, ela não tem culpa disso, e é o que eu sei fazer e o que me dá prazer. - Leo pontuou, esclarecendo o que dizia na ocasião citada por ele. No entanto, tendo em vista sua compreensão, apenas voltou a ouvi-lo. Por um momento até achou que poderia vestir a carapuça, mas não se via sendo comparado a ele, então deixou a conversa seguir o curso, por mais que sentisse uma leve cutucada, mesmo sem a intenção dele. - Pra falar a verdade, sempre ouvi o contrário, sobre como é fácil conseguir as coisas quando se teve oportunidades. Acho que nossos ouvidos são oportunistas, e buscam a melhor forma de sabotagem.
- É... Você está certo. Eu preferi ficar longe das redes sociais depois do que aconteceu. Minha vida não foi muito fácil, e parece que eu mesmo só afundo ela ainda mais. Quer dizer... Afundava, até conhecer você. - Noah disse sincero e suspirou, não estava tentando ser galanteador naquele momento, só dizer como se sentia. - Não é... Atoa que eu toco sempre, escrevo músicas, tenho um violão do lado da cama. Você entende, eu sou como você. Ela me fez companhia quando ninguém mais fez. Mas eu fiz escolhas idiotas, e eu tive que lidar com as consequências delas e as vezes isso incluía ficar tão bêbado que não conseguia subir as escadas, ou me trancar em casa e não atender as ligações. Foi por isso que eu estava tão... Estranho no nosso segundo encontro. Eu estava tentando impressionar uma pessoa incrível, achando que eu não era tão incrível assim.
- Você não deveria se sentir insuficiente por culpa de outras pessoas. Você não deveria diminuir a si mesmo baseado no que as outras pessoas esperam, você sabe o quanto está se esforçando. Se for julgar a si mesmo, que seja por sentir que tem mais, que pode oferecer mais a si mesmo e não para os outros. Mas, o fundo do poço também cria coisas lindas, então, tire algo bom dele toda vez que chegar lá embaixo.
- Bom, eu não sei se você acredita em Deus, mas eu sim. E acredito que ele me mandou você quando eu estava no meu pior momento e desde então eu tenho tentado ser melhor, ficar melhor. Não sei mais o que é o fundo do poço tem bastante tempo. - Noah sorriu.
Leo sorriu ao ouvi-lo, embora de forma suave.
- Mas está flertando com ele agora, não está? - Disse, referindo-se ao poço. - Você também chegou num momento que eu precisava.
- É... Infelizmente as vezes isso vai acontecer. - Noah disse num sorriso fraco e suspirou mais uma vez. - Mas... Você vai me segurar se eu pender pra ele, não vai?
- Estarei aqui pra te puxar de volta. Na verdade, você sempre foi e voltou sozinho, então eu vou apenas facilitar e ajudar a sua força.
Noah sorriu suavemente, não era o que queria ouvir, mas era o que precisava. Encostou a testa na dele novamente e selou seus lábios, depois pediu passagem para sua boca, sutilmente, queria beija-lo.
- Eu vou estar aqui.
Leo sussurrou perto dele como estava e então retribuiu o beijo, o selar de lábios e então sua língua que aceitou dentro da boca. Segurou seu rosto, sentindo o contorno de sua mandíbula, deslizou até o pescoço tatuado e segurou próximo a nuca, enroscado aos cabelos longos. Pareciam tão próximos, tão rápido, o tempo havia seguido muito depressa, ou talvez apenas se entendessem, apenas fossem reflexos. Noah sorriu, dessa vez não realmente feliz, era mais afável, talvez um pouco melancólico e fechou os olhos quando enfim o beijou, sentindo uma pequena lágrima escorrer pelo rosto. Gostava de sua mão na própria mandíbula, seu toque quente e macio e fazia o mesmo, gostava de tocar seu rosto, sua bochecha, seus cabelos, bem, podia toca-lo ali, já que ele não tinha pontos.
- Eu te amo. - Murmurou contra seus lábios, selando-os algumas vezes. - Eu te amo de verdade. - Disse e suspirou, voltando a beija-lo.



