Vessel e Noah Sebastian #19 (+18)
Era onze da manhã quando Noah acordou, era cedo, geralmente tinha horários meio doidos, mas havia dormido o suficiente, estavam sem roupa, é claro, cobertos pelo edredom pesado dele e se encostava em seu ombro, vendo seus cabelos loiros curtos emoldurando seu rosto bonito. Suspirou, pela milésima vez, é... Era apaixonado por ele. Ele parecia desmaiado, deveria estar cansado, foi um dia muito agitado, então se levantou devagar, mas quando se mexeu, Deus... A dor que passou pelo corpo inteiro quase matou a si instantaneamente. Os músculos que tinham se contraído muitas vezes estavam cobrando a conta. Segurou o gemido dolorido quando levantou e no criado mudo do próprio lado, que já conhecia, pegou os analgésicos que deixava ali, usou a garrafa d'água que haviam pego mais cedo para beber o remédio e suspirou, agora o suspiro era outro, era cansaço e dor... Faria tudo de novo. Sorriu consigo mesmo. Foi até o banheiro e quase caiu no chão, tinha água da brincadeira que haviam feito na banheira, imaginou que ele passaria pelo mesmo, e realmente não queria isso, mas não sabia onde ele deixava os panos para limpeza, teria que conhecer melhor a casa que iria morar agora. Abriu seu armário de toalhas, é, ele era bastante organizado. Todas as toalhas estavam dobradas e dispostas por cores, na verdade era bem bonito. Sorriu consigo mesmo e na parte de baixo encontrou alguns panos que pareciam ser para limpeza, usou um deles para secar o chão. Lavou o rosto, penteou os cabelos bagunçados, esfregou os braços pelo frio lá fora e vestiu o roupão roubado dele novamente. Passou pelo quarto, olhando-o na cama, sorriu e seguiu para fora, fechando a porta com a mesma maestria que havia aberto, em silêncio profundo. Desceu as escadas, esfregando os olhos e lá embaixo foi recepcionado pelo novo morador, Sebastian estava animado, balançava o rabo e claro, teve que acaricia-lo, abaixando e beijando seu rosto pretinho, mas silencioso, sabia que os novos amigos dormiam na sala. Quando passou por lá, os viu no sofá, estavam abraçados, Rhys com a cabeça no peito de Dave, achou tão fofo que podia morrer, parecia uma fangirl de doze anos. Mordeu o lábio inferior num pequeno riso mudo e seguiu na ponta dos pés para a cozinha, faria panquecas, é... Tinham comprado frutas, cortaria algumas, tinham calda, Leo gostava de comida de café da manhã.
Quando Leo acordou, como acontecia algumas vezes, estranhou a ausência de Noah na cama. Sorriu para si mesmo ao perceber o quanto aquilo, numa simples casualidade, podia tornar algo tão diferente no dia. Levantou-se e percebeu que haviam dormido como saíram da banheira, buscou primeiramente algumas roupas e então foi até o banheiro praticar higiene básica matinal. Quando desceu, foi devagar, encontrou o novo morador da casa que pulava no piso e fazia tilintar levemente suas garrinhas no solo. Abaixou-se e o pegou, afagou e ele, sem nenhum problema apenas se acomodou no colo como quem não pretendia ir a outro lugar. Silenciosamente seguiu até a cozinha, na sala antes de ir ao cômodo onde Noah estava, viu o mesmo que o outro vocalista, Rhys enroscado a Dave, e bom, eles já haviam dormido ali algumas vezes, mas vê-los daquele jeito era a primeira vez, algo havia acontecido. Olhou Noah na intercessão dos cômodos, olhou para ele e indicou o sofá. Quando Noah ouviu os passinhos rápidos de Sebastian, sabia que Leo havia acordado. Sorriu, seguindo até a porta, a cozinha era aberta, tinha apenas um passa prato então nem precisou de fato chegar até lá para vê-lo. Sorriu afável para dar bom dia, mas quando viu sua expressão o sorriso mudou automaticamente, a fangirl tinha acordado de novo.
- Você viu?! - Falou, mas apenas sussurrou alto, caminhou até ele e selou seus lábios. - Muito fofos.
- Bom dia. - Leo sussurrou perto de seus lábios ao ter os próprios beijados. Sebastian estava se enturmando, tentando participar do beijo ao lamber o rosto de Noah. - É a primeira vez que eles dormem assim, deve ter acontecido alguma coisa. Costumam dormir pelo menos um no chão, normalmente o Dave. - Falava baixo.
Noah ergueu o rosto para evitar a lambida na boca e riu baixinho, acariciando as orelhas do pequeno, eram tão macias.
- Bom... Eles estavam se entendendo muito bem ontem. - Murmurou para ele.
- Ah, não deve ter sido a primeira vez disso rolando. Mas eles costumam disfarçar. Acho que o Rhys ficou mesmo incomodado em não ser tratado como namorado ontem.
- Espero que eu não tenha sido motivo de discórdia dos dois. - Noah disse a coçar a cabeça. - Estou fazendo panquecas, hum? Com calda ou mel, e frutas. Já deixei a água do seu café esquentando.
- Hum, eles vão se resolver. - Leo disse e indicou com os dedos, sugerindo irem mais adentro da cozinha. Então acomodou Sebastian num dos banquinhos, ele ficava perfeitamente sentado e achava isso muito fofo, sorriu portanto. - É estranho acordar sem você enroscado nos lençóis e me tirando todo o cobertor.
Leo sorriu conforme se afastaram dos outros, ouvia a água do café começando a ferver. O cheiro estava gostoso, ele não ia nem precisar falar. Enrugou o nariz, como se farejasse o café da manhã e afagou seus cabelos.
- Parece ótimo, muito obrigado, tubarãozinho.
Noah sorriu ao ouvi-lo, afável, mas caminhou com ele para a cozinha antes de então abraça-lo e claro, adorou seu nariz farejando a comida, era um detalhe que adorava mesmo. Beijou seu rosto, sua bochecha e seu nariz, depois seus lábios.
- Acho que a coisa mais fofa que você poderia dizer é isso, sobre sentir minha falta na cama. Ah, cara, minhas turnês vão ser um inferno.
O riso soou entre os dentes de Leo e tocou sua lombar conforme retribuiu o abraço. Movia as mãos ali, sentindo o tecido do roupão.
- Hum, aprecie a turnê, vai poder me aproveitar depois dela.
Noah negativou, lamentando e suspirou, selando seus lábios demorado.
- Deixa eu terminar seu café, hum? Pode colocar ração pro Sebastian?
- Hum, mas ele vai querer panquecas, você sabe. - Leo disse, ainda contra seus lábios, logo após o selar demorado deles. Ainda assim seguiu até o local onde ele havia deixado os pertences do cãozinho, serviu a vasilha que tilintou com os grãos e claro, num piscar de olhos, ali estava o pequenino louco por seu punhado de ração.
- Hum, rápido você, bonitão. Parece seu tio Dave.
Noah riu baixinho e assentiu no bico típico que fazia.
- Estou fazendo umas especiais pra ele com... Aveia. Sei lá, vi no YouTube. - Riu e voltou para a frigideira, sabia que provavelmente o cheiro além dos sons ia acordar os convidados também.
Quando voltou, Leo ficou analisando o comentário dele, até perceber o que realmente havia falado.
- O que? Está fazendo panquecas especiais pro Sebastian?
- Uhum. - Noah disse enquanto olhava pra ele, se perguntava se parecia um idiota por fazer algo assim. - É, tipo... Coisas mais saudáveis pra cachorro, sabe?
- Ah, entendi. Mas não é trabalhoso? - Leo indagou e se aproximou dele, conferindo, assistindo o que fazia.
- Na verdade não, é só substituir a farinha. Não vai ficar igual a de gente, mas ele vai gostar. - Noah disse conforme o viu se aproximar, adorava aquela curiosidade dele, riu suave. - Você é tão bonito.
- Sem açúcar também, não? - Leo retrucou e se voltou para ele como ele a si. Mas franziu o cenho levemente diante do comentário, foi repentino. - Ah? Do nada. - Riu. - "Ah, as panquecas, você é tão bonito."
- Porra, é que você fica com essa carinha fofa aí do meu lado olhando enquanto eu faço as coisas, eu não consigo... - Noah riu divertido, talvez mais alto do que deveria e o abraçou, ajeitando uma mecha de seus cabelos atrás da orelha e segurou suas mãos, abrindo com cuidado o roupão somente para colocar seus braços por dentro dele, deixando-o conferir que bem, estava nu.
- Carinha fofa? Eu não sou fofo. - Leo disse e riu, talvez um pouco desajeitado, e esperando que os amigos não estivessem ouvindo. Em seu abraço, deixou manipular as mãos, e confirme abriu o roupão, nem precisou ir para dentro dele para perceber que estava nu, ainda assim, enfiou-se com os braços ali, sentindo sua pele macia e quente. - Ora, isso é atentado ao pudor. - Disse, referindo-se aos amigos no mesmo ambiente, quer dizer, no mesmo andar. Porém deslizou as mãos para trás e apalpou suas nádegas. - Hum... Confortável.
Noah riu, porém mais baixo agora.
- Claro que você é. Ah, você enfia a cabeça pra ver o que eu estou cozinhando, esses olhinhos azuis atentos. Desgraçado lindo do caralho. - Disse contra os lábios dele e os selou novamente, mas sorriu ao ouvi-lo. - Eu coloquei o roupão porque estava com frio, mas esqueci de me vestir. - Riu. - Eu acho melhor eu me vestir antes que eles acordem.
Leo riu diante da forma expressiva com que ele xingou. Negativou no entanto, mas não recusou seus elogios, era um acordo.
- Você que é, Seb. - Murmurou, mesmo enquanto ele prosseguiu no assunto. - Acho que eles não vão desconfiar, mas talvez seja melhor. Vai que você resolve sentar com as pernas abertas. - Riu entre os dentes, quase podia imaginar a situação.
Noah negativou igualmente, mas também não disse nada, eram cúmplices.
- Você ainda tem bolo, hum? Mas agora vai comer panquecas porque eu estou fazendo com muito amor e açúcar. - Noah riu, selando seus lábios mais uma vez. - Vou colocar uma boxer assim que você me soltar, mas no seu tempo, parece confortável aí.
- O bolo é sobremesa pra mais tarde, agora é hora do café da manhã. O cheiro das panquecas está muito gostoso. - Leo disse e sorriu com o canto dos lábios, porém mais abertamente diante do comentário e apalpou-o nas nádegas como quem aperta uma almofada ou alguma coisa macia, o que de fato era. - No meu tempo, hum? Vai acabar defumando as panquecas. - Deu-lhe um beijo no nariz, então o soltou e torceu suavemente os lábios por isso.
Noah torceu os lábios igualmente, numa suave reclamação a fechar o roupão, virou a panqueca que estava na frigideira e a retirou para o prato.
- Amanhã eu cozinho pra você sem nada. Pelo seu aniversário. - Riu e saiu da cozinha, foi para o quarto onde vestiu uma boxer e uma camiseta de manga comprida, só precisava disso e o roupão, ninguém veria nada. Desceu novamente e entrou na cozinha, voltando a dar atenção às panquecas, não sem antes beijar a nuca dele.
O riso de Leo soou entre os dentes diante da sugestão e bem, era muito imaginativo, então estava pensando nisso, facilmente vendo o músico perambulando apenas de avental na cozinha.
O tempo de abrir os olhos veio em Dave bem depois do tempo de sentir o cheiro pela casa, aspirou algumas vezes, era exatamente o que esperava que fosse ter.
- Rhys... - Murmurou, sentindo o abraço dele que, apertado demais, mesmo enquanto dormia, sempre se perguntava o que estava estava sonhando, porque era sempre um abraço apertado, talvez pensasse em algum urso de pelúcia ou travesseiro. - Rhys... - Chamou novamente, tocando seu braço.
Rhys resmungou, irritado por estar sendo acordado, gostava de dormir, ele sabia. Na verdade era bem moleque, gostava de comer, dormir, jogar e tocar. Bateu no braço dele, não tinha força de fato, era mais um indicativo de que calasse a boca.
- Rhys, sente o cheiro. - Dave disse, ainda o importunando, mesmo sabendo que ele queria continuar o sono. - Me solta aí então. - Disse, ainda falava baixo.
Rhys abriu os olhos, incomodado pela encheção de saco, piscou algumas vezes.
- O que que tem? Ah Dave, tá cedo ainda...
- O Noah tá fazendo o café da manhã. Eu falei pra você.
- Hum... O Noah? - Noah disse, só então percebendo que estavam na casa do amigo e não na própria e bem, estava agarrado a ele, então soltou-o quase instantaneamente num susto e se levantou, mas escorregou para fora do sofá e caiu sobre o tapete. - ... Argh.
Ele se moveu tão rápido, que Dave até fez menção de segura-lo, mas optou por não fazer. Descansou o cotovelo no sofá, apoiando o tronco levemente erguido, olhou para ele com um sorrisinho. Rhys olhou pra ele indignado que não houvesse pelo menos ajudado a si e agora a cabeça doía, além do corpo pelo que haviam feito noite passada.
- Seu... Filho da puta. - Disse, chutando o amigo no sofá e viu uma cabeça surgir da cozinha, depois outra, curiosos com o que acontecia.
Dave deu um risinho, porém o chute acertou a canela, que agora esfregava a região sentindo aquela dor quase metálica irradiada.
- Ai ai, você que caiu, não te empurrei. E aí, bom dia. - Disse porém aos amigos.
- Bom dia. - Disse Leo, com uma entonação provocante.
- Bom dia. - Disse Noah junto de Leo, quase em uníssono e até o mesmo tom. Riu em seguida ao perceber isso. - A noite foi boa, meninos?
- Argh... - Rhys se sentou, massageando a cabeça dolorida. - Seu sofá é muito bom. Vou vir dormir aí mais vezes.
- Pois é, eu experimentei dormir no sofá pela primeira vez, já que o Rhys normalmente fica com ele. - Dave disse e se levantou porém, pegou Rhys pelos braços e o ajudou a se levantar, dando lugar ao sofá. O tocou nos cabelos, afagando a região dolorida.
Rhys levantou-se, é... Não era a mesma coisa que cair com vinte anos, quase riu por isso e gemeu, dolorido, batendo na mão dele ao tocar os próprios cabelos, já que havia caído por falta da ajuda dele.
- É, a gente viu. Estavam com frio? - Noah disse num sorriso provocador.
Leo deu um risinho entre os dentes diante da provocação de Noah, mesmo a reação de Rhys.
- O Dave acordou por conta das panquecas, tenho certeza. Venha comer, você tá muito magro, o Rhys não faz panquecas pra você, ah? - Provocou.
- É, parece que o Rhys não aceitou me deixar no sofá, ele gosta muito desse sofá.
Rhys sorriu meio de canto e negativou, sabia que estava sendo provocado, não sabia se eles tinham ouvido algo na noite anterior, esperava que não.
- É, eu não sei fazer panquecas, o Noah podia me ensinar.
- Claro, é bem de boa. Vem, eu te mostro. - Noah sorriu.
Rhys levantou-se para seguir até a cozinha, claro que o amigo viria atrás, mas parecia se demorar na sala com Leo, então seguiu com o vocalista que mostrou a si os ingredientes que tinha usado, fazia a última que crescia na frigideira e era muito adorável como ela inchava devido ao fermento. Sorriu quase sem perceber e distraído sentiu o toque de Noah na própria mão, estranhou demais e puxou a mão num reflexo, mas ele sorriu afável e só deixou um comprimido no móvel próximo a si já que havia evitado o toque, era um analgésico.
- Curioso que tenham dormido juntos. - Leo disse ao amigo, mas mesmo que falasse com Noah sobre aquelas coisas, era apenas isso, com Noah, quando com os amigos, costumava ser mais discreto porque era mesmo, mas o outro vocalista arrancava de si um comportamento mais leve e imaturo. Seguiu com Dave para a cozinha onde ele se sentou. Foi até os copos e trouxe algumas xícaras para o café, deixou ali mesmo na bancada, já que pareciam ter interesse em ficar por lá para o dejejum.
- Ele estava meio chateado ontem a noite. - Dave respondeu apenas, Leo nunca parecia querer prolongar os diálogos sobre isso, talvez preferisse não saber os detalhes, não tinha certeza, ou quem sabe apenas gostasse mesmo de respeitar a privacidade como desejava ter a dele. Sentou-se próximo ao balcão, olhando Rhys interessado na receita. Era mesmo incomum perceber que Noah era mais alto que ele, e definitivamente isso não se encaixava. Esticou a mão e pegou uma das panquecas, sem rodeios, sem prato e sem calda ou qualquer coisa, apenas a massa.
É, ele tinha ouvido. Rhys sorriu meio de canto, pegando o comprimido sobre o móvel meio desajeitado.
- Valeu... Ahn... As costas doem por dormir muito tempo no sofá.
- Ah sim, com certeza. - Noah compactuava com o segredo estranho deles, não entendia simplesmente, porra, falassem logo um pro outro que se gostavam, os amigos já sabiam, qual era o problema? Bom, não era da própria conta. - Hey, Dave, espere a calda. - Disse num riso e buscou o mel e a calda de chocolate no armário, não sabia o que ele preferia, sabia que Leo iria no mel e na canela. Pegou também o pote onde havia deixado as frutas na geladeira, já cortadas. Colocou os pratos sobre a mesa, deixando-os a vontade e serviu as panquecas, não para si, mas para o namorado. Colocou três delas, depois o mel, canela e as frutas cítricas que ele gostava.
Rhys se sentou ao lado de Dave, colocou o comprimido na boca de forma discreta e engoliu com um gole longo de café, notando como Noah preparava as panquecas de Leo, nunca tinha visto qualquer coisa parecida, Leo era extremamente mimado, era ridículo... E tão adorável. Sorriu, provocador ao amigo como tinha costume, não disse nada, só o sorriso era suficiente, depois despreocupadamente serviu algumas panquecas para o novo namorado ao lado, mas se esforçou realmente para que fosse algo... Sutil, como se não se importasse de fato, ainda fingiu não fazer ideia do que ele gostava.
- Você vai comer com o que?
Leo sabia que Noah as estava fazendo para si, então, fez o mesmo para ele. Colocou a porção no prato e bem, ele era do tipo gourmet mas muito fácil de alimentar. Então colocou os discos no prato, buscou laranja e limão na geladeira, raspou a casca higienizada das frutas, posteriormente espremeu o sumo na calda de chocolate, verteu a cobertura nas panquecas e finalizou com as raspas. Aproveitou para evitar atenção nos amigos, Rhys parecia querer explodir fingindo sutileza e isso deixava a si desconfortável por se sentir em sua pele. Dave observou enquanto Leo ia criando sua experiência gastronômica, era quase como se estivessem participando de um tipo de programa culinário, vendo quem ia agradar mais o outro. Riu entre os dentes e negativou, porém, notou que Rhys estava sutilmente montando algo, e sabia que ele parecia tenso, normalmente conseguia descontrair, mas no dia, parecia estar tendo dificuldade em manter seu personagem. Sorriu para ele.
- Eu gosto de jeito que você fizer. - Dito, pegou duas e colocou no prato, adicionou mel e mirtilos para a dele.
Após finalizar as panquecas dele, Noah acompanhou o passo a passo do que ele fazia, franzindo o cenho, ele dizia que não cozinhava, isso e aquilo, e tinha umas ideias boas demais. Olhou pra ele em seguida, piscando algumas vezes.
- Seu cu que você não tem costume de cozinhar.
Rhys riu, divertido pelo comentário de Noah, não esperava realmente por aquela frase já que eles pareciam sempre tão amorzinho, mas esquecia que eram dois garotos no fim de tudo. Finalizou as panquecas para o amigo, o dobro do que Noah tinha feito para Leo, colocou mel e as uvas verdes que Noah tinha cortado, parecia bonitinho em cima da panqueca e bem, sabia que ele podia pegar outras frutas se quisesse depois. Empurrou suavemente o prato na direção dele, foi carinhoso até.
- Aqui, grandão.
- Ahn... Eu sei coisas de café da manhã. - Até Leo ficou surpreso com a força de expressão, mas riu, havia apenas usado raspas de fruta. - Vai te deixar docinho e refrescado. - Disse e tocou o topo de sua cabeça, afagou e deu um beijo em sua testa.
Dave assistiu o preparo, esperando pelo que ele pretendia criar, pareciam quase num tipo de buffet com panquecas. Sorriu para ele, sabia que estava sendo carinhoso, mesmo quando não era delicado para fazer isso, ele era tímido e gostava dessa timidez bruta.
- Valeu, V. - Dito, entregou a dele para ele, muito menos sutil. - Quer beijinho na testa também?
Noah riu, não era acostumado a falar assim com ele, mais com os amigos, mas não achou que fosse um problema. Sorriu com o beijo e fez um pequeno bico.
- Hum, que docinho.
Rhys sorriu ao ver as próprias panquecas feitas por ele, ele se lembrava que a própria fruta favorita era mirtilo. Não respondeu sua provocação porque tocou o mirtilo com o garfo, havia dito isso pra ele uma única vez. Desviou o olhar a ele, ele não poderia entender o que pensava, mas estava... É... Estava feliz. Cortou a panqueca, experimentando e tinha um sabor confortável.
- Hum, você lembrou que é minha fruta favorita. - Sorriu suavemente.
- Prove, faça inveja neles. - Leo disse e riu baixinho enquanto se acomodava e servia o café recém terminado. Pegou os talheres e então acompanhou um trago do café com as panquecas, suspirou, olhou-o de soslaio, como sempre em silêncio, mas deixou claro que gostava do sabor.
Dave voltou-se para ele conforme falou, ele falou baixo, quase como uma divagação, então apenas sorriu com o canto dos lábios.
- Eu sei muitas coisas. - Sussurrou, como se fosse um segredo ou até uma ameaça, mas deu uma piscadela a ele.
Rhys sorriu, meio cúmplice dele e continuou comendo.
- Você é um cozinheiro muito bom Noah. De novo, o Leo tem sorte. - Riu.
- Ah, obrigado. - Noah riu e negativou ao elogio, experimentando a própria panqueca e olhou pra ele da mesma forma, mas fechou os olhos em seguida. - É... Mas o Leo me humilha bastante as vezes... Puta merda.
- Ah, que mentira. É apenas raspa de laranja. - Leo resmungou, e então comeu um pouco mais. Olhou para Dave, em silêncio, afinal, estava realmente interessado em comer e ficava apenas balançando a cabeça, concordando com qualquer coisa enquanto podia comer.
Após o desjejum, os amigos de Leo se levantaram para agradecer, pretendendo ir embora. Noah achou isso engraçado e diferente porque, os próprios amigos viviam grudados praticamente, então, as vezes ficavam o fim de semana, bebiam, jogavam, eles pareciam prezar bastante pela privacidade de Leo, e de certa forma agradeceu porque... Tinha uma mudança pra organizar, os bichinhos pra buscar, seria um dia cansativo, mas, adorou conhecer um pouco mais deles. Claro que negativou à ajuda, arrumaria a sala por si mesmo, então acabou ficando por lá enquanto eles iam embora, acenando dali. Dobrou os cobertores, separando junto dos travesseiros, porém cessou quando achou o pequeno vidro do próprio lubrificante, franziu o cenho e o encontrou voltando para dentro depois de levar os amigos no carro. Ergueu o vidro e mostrou a ele. Quando Leo voltou para dentro, cruzou caminho com Noah, que por sinal já estava com a mão expondo o lubrificante tirado do sofá. Piscou pesaroso algumas vezes enquanto olhava pra ele.
- Mas são folgados...
Noah riu, divertido e se sentou no sofá.
- E está meio grudendo, tá? Não, mentira, estou enchendo o saco.
- Eles não ousariam. - Leo disse com o cenho franzido e olhos estreitos. - Porra, por que não transaram no banheiro?
- Ousariam. - Noah repetiu, com seu sotaque bonito e sorriu, provocador, mas ele sabia que adorava. - Eu acho que eles esqueceram disso aqui. Logicamente, não acho que iam deixar tão na cara.
Leo arqueou a sobrancelha diante da pequena provocação, mas sorriu ao negativar.
- Cretinos. Vou mandar o Rhys vir limpar o sofá. Só pra encher o saco e ele ficar ciente que eu vi.
Noah riu novamente.
- Eu achei fofo, mas fico com dó ao mesmo tempo. Deve ser uma merda gostar de alguém e ele não falar, sei lá. O Dave concordando que ele ia arrumar uma mina. Eu teria chorado. - Disse brincando, mas sabia que teria ficado chateado.
- O Dave é bem tranquilo, acho que ele entende como é a personalidade do Rhys, já fazem quase dez anos afinal, então é bastante tempo pra conhecer uma pessoa. Acho que ele teria ficado sentido caso o próprio Rhys tivesse dito que ia arrumar uma namorada ou algo assim. Bom, acho que se você não está afim de assumir um compromisso, não tem direito de ficar chateado quando a outra pessoa te disser algo como arrume outro.
- É... Você tem razão. Mas eu nunca diria isso pra você. - Noah disse num pequeno sorriso. - Só de pensar em você com outra pessoa já me dá um mal súbito. Chame uma ambulância. - Riu.
Leo riu divertido e negativou, se aproximou dele e afagou seus cabelos.
- Sou incapaz de imaginar isso. Mas sobre eles, fui eu quem disse, não foi o Dave, então...
Noah ergueu o rosto, olhando pra ele parado em frente a si já que ainda se sentava no sofá e ele estava em pé. O tocou e abraçou ao redor da cintura, repousou o queixo em sua barriga, olhando pra ele dali.
- Você é...?
- É, sou alguém que não se encaixa em todo lugar. Mas em você, eu tenho certeza que sim.
Noah sorriu, tinha achado sua frase extremamente adorável, mas a quinta série estava difícil e acabou dando um risinho. O beijou no local onde apoiava o queixo.
- Eu gosto absurdamente de você. De tudo, não tem nada, nada em você que eu não goste e... Quando fomos começar o namoro, você me deu uma propaganda tão negativa, sabe? De que você podia ser tóxico, difícil. Pff, você é perfeito.
- Eu sei que você está querendo maliciar isso. - Leo disse risonho, porém manteve apenas o sorriso ao ouvi-lo seguir adiante. - Talvez você consiga o melhor de mim.
Noah franziu o cenho ao ouvi-lo, afável e o beijou novamente no mesmo lugar, demorado.
- Você é tão fácil de se amar. É tão bonito, talentoso, fofo, carinhoso. O que ela ou qualquer pessoa fez pra merecer seu lado tóxico eu não faço a menor ideia, mas me parece impossível.
Leo sorriu novamente, não realmente cheio de ânimo na verdade, mas acariciou o rosto dele, sentindo uma leve aspereza na pele, aquela que gostava.
- Bem, eu posso ser cheio de manias, um pouco inflexível com hábitos, ninguém é perfeito e talvez você passe a pensar assim morando comigo, mas... Agora eu sou um adulto, e isso me trouxe maturidade pra tentar melhorar aspectos negativos sobre mim.
- Hum, seus hábitos são ok pra mim. Nenhum estranho. Eu adorei as toalhas organizadas por cor aliás, achei bem charmoso. - Noah riu, divertido. - Eu vou... Dar o meu melhor porque eu sei que eu sou um pouco desleixado em algumas coisas. -
Riu e negativou diante do comentário, mais para si mesmo do que para ele na verdade.
- Meus problemas são meus, eu quero tentar lidar com isso sem sobrecarregar você.
- Não é me sobrecarregar. Estamos juntos e eu quero ajudar você. Tá tudo bem, nós provavelmente vamos brigar, nos desentender, mesmo assim vale a pena.
- É, desde que a gente se entenda, e que eu não te faça se sentir ansioso, tudo bem.
Noah sorriu suavemente.
- Leo, você vai me fazer sentir ansiedade, isso vai acontecer, não dá pra evitar. Todo mundo pode acabar fazendo isso, as pessoas se machucam porque somos humanos, hum? Mas desde que você me ame ainda, eu não me importo.
Leo sorriu em compreensão, embora lamentasse por isso. Tocou seu rosto novamente, afagando-o.
- Peço desculpas antes mesmo disso acontecer.
Noah repousou o rosto de lado em sua mão.
- Você é perfeito, eu já disse. - Levantou-se e roçou o rosto ao dele, selou seus lábios em seguida. - Tenho que ir em casa hoje pegar o Toby. O Madara vai ficar com o Nick, era tipo uma guarda compartilhada. - Riu. - E como já teremos dois bichinhos aqui, eu... Achei que assim era melhor.
Leo afagou-o antes que se levantasse, então o olhou de frente e retribuiu seu beijo breve.
- Ah? Você compartilhava guarda com um amigo?
- É que na verdade ele foi resgatado pelo Nick, mas o Nick tinha um cachorro que não se dava bem com o Mads. - Disse usando o apelido do gato e sorriu meio de canto. - Aí eu falei que cuidaria, mas ele visitava sempre, adora ele.
- Oh, e você não sentirá falta dele?
- Ah, tá tudo bem, eu vou visitar. - Sorriu. - Eu e meus amigos temos muitos, muitos animais. - Riu. - Sempre tivemos. Acaba que, eles são de todo mundo. É difícil explicar, somos como irmãos.
Leo sorriu e assentiu.
- Vocês são bons garotos, hum? São nobres. Mas pode traze-lo se quiser, eu não quero separar você dos seus companheiros.
Noah sorriu afável e selou seus lábios mais uma vez. - Olha, eu não vou elogiar você mais vezes porque já está ficando chato. - Riu.
Leo riu e negativou.
- Você é adorável. Não é nada de mais prezar pelos seus sentimentos, é meu dever, não tem porque render elogios. Mas... Vamos, vamos te ajudar com suas coisas.
- Hum, vou ver você carregando umas caixas pesadas, vou ficar excitado, gosto de demonstrações de força. - Noah disse, mas riu, negativando em seguida. - Vou colocar uma calça. - Abriu o roupão, mostrando a ele que usava apenas a camiseta e a roupa íntima.
- Hum? Você gosta mesmo, ah? - Leo indagou achando graça, porém ainda curioso no comentário, era um detalhe que não parava pra pensar ou reparar nas pessoas. Se reaproximou dele e o abraço, enfiando os braços por dentro do roupão, como tinha feito mais cedo.
- Eu gosto um pouquinho sim. - Noah riu e o abraçou, esquentando-o com o roupão, mas é claro que sabia que ele iria se aproveitar de si, e não era nem de longe uma reprovação. - Hum, a noite foi... Quer dizer, é sempre muito bom, mas... Eu acordei tão leve e tão feliz. Foi uma delícia.
Leo repousou as mãos em seu dorso, específicamente nas nádegas e até moveu as mãos de maneira circular, como se delineasse a região, tinha um contorno gostoso de fazer.
- Hum, por que você gosta disso? - Indagou ainda sobre a parte inicial, porém se afastou para olhar pra ele, infelizmente abandonando a atividade circular. - Leve e feliz, hum? Por que feliz?
- Sei lá. - Noah riu. - Na verdade eu meio que faço uma ideia, mas me parece muito gay falar isso alto. Não é feliz pelo sexo, mas sim porque estamos juntos, porque eu gosto de dividir a vida com você.
- Eu quero saber a resposta gay. - Leo disse e riu entre os dentes, porém sorriu suavemente ao ouvi-lo. Era o convite, o convite de que morasse juntos, sabia disso. E fazer Noah feliz causava uma satisfação palpável em si, é, queria ser seu provedor.
Noah suspirou, fazendo aquele pequeno bico típico que fazia a si parecer um patinho e riu suave, meio desajeitado, estava tímido.
- Ahn... Eu gosto de saber que você é mais forte do que eu. Quer dizer... Isso mostra que você pode... - Suspirou, estava parecendo uma pimenta provavelmente. - Que você pode me dominar. Que você pode me segurar, não só no colo, mas... Ter o controle sobre mim. Faz sentido?
- Oh, fetiche de submissão - Leo riu entre os dentes. - Bem, cada um com os seus fetiches, não é?
- Hum, você também tem esse fetiche, mas de um jeito diferente. - Noah disse meio envergonhado ainda por ter dito muita coisa e ele só reduzir em uma frase no final.
- É, eu tenho. Quero ser seu objeto de prazer. - Leo sorriu, sendo sincero, um fundinho de timidez talvez, mas sincero.
- Hum... - Noah disse num sorriso maldoso. - É... Isso soa muito muito bem. E você... É, você é. - Riu. - Eu adoro você inteiro.
Leo riu baixinho, achando graça do quanto ele pareceu dar proveito no comentário.
- Soa, hum? - Afagou seu rosto, delineando a mandíbula. - E eu a você, meu Rei.
Noah suspirou e mordeu o lábio inferior suavemente.
- Hum, isso está ficando perigoso.
- Não podemos agora, eu cuido de você depois.
- Não podemos agora porque eu estou acabado de ontem. - Noah riu. - Se fizermos isso, você vai me quebrar no meio.
Leo riu e negativou, tocando-o em seu nariz, pressionou a ponta dele.
- Seu nariz é muito bonito. Quer dizer, você é todo bonito.
Noah franziu o nariz ao sentir o toque e negativou.
- Ah... Já me falaram sobre o nariz algumas vezes, mas vindo de você é um elogio muito maior. - Sorriu.
- Você é todo bonito, absolutamente.
Noah negativou, mas sorriu afável.
- Você é muito mais. - Diisse e acariciou sua bochecha que adorava.
- Oh, concordemos em discordar. Agora, vamos, vestir as roupas e buscar algumas das suas coisas.
Noah assentiu e riu, claro que fez o bico novamente, mas seguiu com ele para o quarto. Vestiu uma calça própria e jeans dessa vez, estava tão acostumado a usar as roupas dele que era até estranho. Seguiu ao criado mudo onde buscou o celular, iria ligar para o amigo pra saber se ele ficaria realmente com o gatinho, mas a quantidade de mensagens e ligações que tinham ali fez com que o coração parasse por um momento. Rolou as mensagens, não tinha nenhum indicativo, eram só os amigos dizendo "me ligue quando puder", "você viu?", "Noah, tá tudo bem?". Porra, o que tinha acontecido? Ligou para Jolly que tinha sido o último a tentar falar consigo, sentindo as mãos trêmulas, esperou ele atender.
- Mano, o que aconteceu? ... O que? Jolly, fala devagar. Que? Notícia? Eu achei que alguém tinha morrido, cara, não me assusta assim. - Suspirou. - Tá, o que os idiotas inventaram agora? - Disse enquanto colocava as meias, apoiando o celular no ombro, mas quando ele falou, deixou os sapatos de lado e segurou o aparelho firmemente. - ... O que? M-Me manda isso. Jolly, não tem como, eles precisavam ter acesso e aquela área só tinha staffs. Tá... Tá eu respondo, só me manda o link. - Disse e desligou o telefone, esperando pela mensagem que chegou em seguida e abriu, era uma foto própria no último festival em que tocaram juntos. Uma maldita foto muito nítida, tinha marcas avermelhadas pelo corpo e pescoço, sabia o que era, eram mordidas e claro, a brincadeira que haviam feito com o cinto. A sorte é que era muito tatuado e quase não dava pra ver nada, se não fosse, seria muito pior. O problema maior estava nas manchas, tinha se limpado que nem um idiota naquele dia, tinha manchas pretas ainda nos braços, nas mãos e no pescoço e claro que o desgraçado que havia postado aquilo tinha que vir com um título extremamente sensacionalista e sugestivo de que estava com Vessel, era uma pergunta na verdade, instigando as pessoas a pensarem sobre isso. - Que... Filho da... - Disse, irritado e se levantou, ele estava no banheiro, se perguntou o que diria pra ele, porque era só uma notícia besta, mas sabia que ele gostava de privacidade e... Porra, agora não podia mais sair com ele, iriam perseguir a si, tinha certeza. Deveria mostrar? Ah, que merda. O pior é que, tinha sido alguém que tirou uma foto de dentro da área dos camarins ou só tinha sido burro mesmo? É, tinha sido burro. Tinha ido fazer a tatuagem, perambulando por aí dessa forma, e realmente, as marcas eram pequenas, mas a tinta... A tinta era dele, inegavelmente. Fez uma coisa que há muito tempo não fazia, desceu para os comentários. "Ai meu Deus, será?! As minhas duas bandas favoritas!", "Claro que não, ele deve só ter se sujado em alguma coisa. Ele pode ter até abraçado o Vessel como cumprimento e ia sujar assim", "Eu não sabia que precisava desse shipp até agora", "Eu estava lá no festival, Noah dedicou a primeira música a uma pessoa especial e o Vessel estava na parte lateral do palco no show deles, conseguimos ver eles várias vezes e o Noah parecia sempre ficar olhando pra trás. Agora entendi o porquê". Engoliu em seco.
Leo subiu algum tempo depois dele, na verdade ficou lá embaixo ajeitando tudo, tinha um certo desconforto em deixar a casa com cara de... Casa, era quase cômico, porque usava tão pouco os cômodos comuns de onde vivia, que apenas quando recebia os rapazes é que a casa parecia habitada por alguém e gostava assim. Deixou a cozinha arrumada como antes, a sala de estar já havia sido ajeitada por Noah, mas claro que teve de passar por lá de novo e quando se deu por satisfeito, foi que subiu. Sentou-se na beira da cama, mudou as roupas, ia ao menos acompanhá-lo, mesmo que o objetivo fosse trazer poucas coisas, apenas o de maior valor sentimental e essencial. Então, quando o outro deixou o banheiro, foi a vez de seguir até lá, arrumou o que precisava, embora fosse usar máscara certamente e enfim retornou ao quarto, vendo-o parado num ponto aleatório enquanto mexia no celular.
- E então?
Noah desviou o olhar a ele, nem se quisesse muito disfarçar as reações ia conseguir, estava pálido, era só uma notícia idiota, mas ele... Era complicado. Ele era muito reservado.
- Leo... Eu... Acho que fiz uma merda e... Eu vou precisar que você seja muito compreensivo comigo. - Disse a engolir em seco, as mãos estavam trêmulas enquanto olhava o celular, então o entregou a ele.
Diante de seu comentário, Leo o encarou por um tempo e diante da feição, esperava algo muito ruim, embora não tivesse bem especulado sobre o que se devia. Aceitou o celular e olhou a notícia, o título era como esperado, sensacionalista, mas era algo de se esperar da mídia, embora tenha por um instante ficado eufórico, nervoso, imaginando o conteúdo, não por medo do que iria ler, mas por não gostar dos paparazzi e como não tinham respeito pela banda e pelo que prezavam. No entanto, era pequeno, muito especulativo e sem consistência, podia ser qualquer coisa, exatamente como diziam os comentários, podiam ser apenas amigos, podiam ser apenas fans do trabalho um dos outros, falavam dos músicos e não da vida privada, então logo estava mais tranquilo, embora fosse precisar de tanta cautela como o habitual ou mais, ao circular por aí próximo a Noah. Entregou o celular de volta e negativou com a cabeça.
- Está tudo bem, não é nada.
A respiração voltou em Noah como se nunca tivesse respirado na vida, soltou o ar preso nos pulmões e franziu o cenho.
- Me desculpe... Eu vou tomar cuidado de agora em diante, eu prometo. É que pra mim é algo tão normal, que eu não...
- Hum. - Leo murmurou enquanto negativava. - Estão falando de nós como músicos, não é nada muito pessoal a meu respeito, então não vai me irritar. Não precisa ficar tão nervoso. - Riu baixinho e afagou seus cabelos. - Somos amigos e fãs um do outro, ah?
Noah assentiu e suspirou.
- Desculpe... É que as pessoas estão sei lá, shippando a gente nos comentários, eu acho que vão fazer perguntas em entrevistas e vão ficar me seguindo por um tempo pra tirar fotos. Eu não quero que isso afaste você...
- Eu sempre tenho cautela quando saio de casa, nada vai ser diferente agora. Você pode dizer que somos amigos, e somos, hum? Duvido que vão especular sua sexualidade ou a minha. Está tudo bem. - Leo disse e tocou sua cabeça, afagando seus cabelos, quase como quem alisa os pêlos de um gato.
Noah assentiu e suspirou profundamente, virando-se para ele e o abraçou, sentindo o cheiro de seu cabelo, um cheiro tão confortável.
- Hum... Eu te amo.
Leo o abraçou conforme ele se aconchegou, quase como um consolo, podia ver o quão preocupado ele havia ficado.
- Hum, não vai estar livre de mim tão facilmente, Noah Sebastian.
Noah riu, um sopro na verdade, quase um sopro de alívio.
- Eu espero que não... Meu Deus, eu espero que não.
Leo riu, achando graça na forma dele se expressar.
- E então, ainda vai querer buscar suas coisas?
- Claro... Claro, vamos. - Noah sorriu e se afastou, beijando seu rosto ao fazê-lo. - Eu vou contar pra todo mundo que eu estou pegando o Vessel, azar o seu. - Disse como uma criança travessa e correu para a porta.
- Ah, vai? - Leo indagou e riu entre os dentes ao vê-lo correr como se fosse imediatamente divulgar uma informação. - Seu pirralho. Eu me pergunto que tipo de reação isso geraria.
- Uhum, tô indo, vou lá na rua gritar se você não me impedir. - Noah disse sugestivo de que queria que ele viesse atrás de si. - Inclusive vou gritar em gutural pra te deixar com vergonha. - Riu.- Acho que as fãs iam surtar.
Leo foi até ele na percepção de que ele queria aquela brincadeira. Riu no entanto, imaginando exatamente a situação, ele em gutural no meio da rua, como costumava gritar fora do microfone no show, e por sinal adorava aquele detalhe, sempre ria por isso. Noah sorriu e só então correu para o andar de baixo, tinham que sair mesmo, aproveitou isso para brincar com ele, ele não parecia o tipo que fazia isso, então gostava de ser um pirralho perto dele. Quando finalmente chegou na porta, a abriu e puxou ar para os pulmões, como se fosse gritar. Leo podia ouvir o chiado de seu calçado no piso, riu por esse detalhe, era quase como se estivessem numa quadra da basquete, pensou. Então deu corda ao correr atrás dele, e quando chegou na porta, o jogo já havia mudado, uma vez que o pegou pela cintura e puxou para dentro, foi como futebol americano. Sabia que ele não ia gritar, mas ainda assim o fez. O ar que havia guardado nos pulmões, Noah usou para rir quando ele segurou a si, carregado de volta para dentro como uma mala, tentou falar, ou até mesmo simular um grito baixo, mas não conseguia porque estava rindo mais do que qualquer coisa.
- Agora estou sendo sequestrado!
Noah não era exatamente muito leve, mas era fácil levá-lo ainda assim. Leo deu um tapa em sua nádega conforme caminhou com ele, pra lugar nenhum na verdade, era apenas o pretexto de deixa-lo pendurado no colo. Noah riu divertido, sentindo os cabelos caindo sobre o rosto uma vez que estava sendo carregado e tentava se apoiar em algum lugar meio curvado.
- Socorro! - Falou baixo porém, claro que não queria chamar atenção e bem, estavam indo pra dentro de casa.
Leo virou-se para pegar o que conseguia e conforme o colocou no chão, o mordeu no braço, num lugar qualquer que alcançou.
- Aaaaai! - Noah resmungou e virou-se para ele igualmente, o problema é que não adiantava ameaçar morde-lo, porque ele provavelmente iria é enfiar o braço na própria boca ao invés de correr, quase riu por isso. Segurou sua mão e o mordeu no pulso, na lateral, era um lugar que tinha certeza que ninguém nunca tinha mordido ele.
Leo observou tomar a própria mão e então guia-la até sua boca, o fitou confuso, mas riu, de fato, era mais fácil ter mordido a si mesmo daquela forma do que ter ganhado a mordida de alguém. Após ser solto, buscou algum lugar que lhe fosse inusitado também, abaixou-se, curvou-se na verdade, e o mordeu na cintura.
- Porra... - Noah riu, divertido novamente com a mordida que ganhou. - Isso é uma competição de lugares inusitados? Tem um lugar que eu aposto que ninguém nunca te mordeu. - Disse e o segurou pelos quadris, tentando vira-lo de costas. - Me dá essa bunda aqui.
- Ah? Não, assim não, assim do nada é muito estranho. - Leo disse desvencilhando dele, mas na verdade não deu muita importância de fato, o deixou virar a si para morde-la, enquanto isso, esperava e ria.
Noah riu conforme se abaixou e o mordeu em uma das nádegas, mas o tecido era engraçado de morder, então puxou sua roupa pra baixo e mordeu a pele, como ali era macio, mordeu mesmo.
- Aaaah. - Leo não gritou, mas resmungou e arrastou a voz, num certo ponto deixou a voz rouca, rosnando como fazia no show, mas soou baixo, apenas fazendo graça.
Ao ouvi-lo, Noah soltou a mordida e ergueu o rosto para olha-lo, primeiro o olhou fixo, depois parecia um tigre olhando uma presa, excitado por seu rosnado. Optou por nem se levantar, se ajoelhou em frente a ele e percebeu que realmente não precisava de muito para estar de joelhos aos pés dele, nem sabia mais se como rezar para uma divindade ou como um cão mesmo, o desgraçado era realmente atraente no mínimo possível. Leo virou-se ao notar o silêncio dele, então deu uma risadinha quando pôde vê-lo, havia apenas se abaixado e ficado daquele jeito mesmo. O riso se tornou um sorrisinho canteiro, de quem compreendia a fitada que ganhava.
- Ah, você gostou disso, hum? - Murmurou e tocou seus cabelos ao redor do rosto, deslizando entre os fios para tocar sua bochecha.
Noah assentiu ao ouvi-lo e ergueu o rosto, deixando-o tocar a si, Deus, deixaria ele tocar tudo que quisesse naquele momento, se quisesse abrir um buraco no peito pra arrancar o próprio coração tinha sérias dúvidas de que se oporia. Como explicar isso pra ele? Não fazia ideia se tinha como.
- Minha... Minha boca está solitária.
Leo sorriu, apenas uma curva tênue nos lábios.
- Mas não tínhamos de sair? - Murmurou, mas não ia de fato se opor completamente àquilo. - Você sabe, seu objeto de prazer.
- Nós tínhamos, mas aí você rosnou pra mim e bom, eu estou jogado aos seus pés. - Noah sorriu, mostrando os dentes a ele. Tocou sua barriga, erguendo a camiseta que ele usava, nem sabia exatamente que parte da casa estavam, mas não se importava, só queria um pouco dele, um pedaço, queria morder um pedacinho e aí podiam ir. Puxou sua calça, abaixando e levou junto a roupa íntima, não teve muitas delongas porque, aquele rosnado tinha arrepiado toda a coluna e a nuca, então agora arrancaria a roupa dele com os dentes se pudesse. Tocou seu sexo, sabia que ele estava adormecido ainda, não era um problema, acordaria ele.
- Hum, eu queria te fazer rir e te deixei excitado. - Leo riu entre os dentes, enquanto olhava para baixo, vendo sua movimentação direta, buscando no corpo o que desejava, subiu a camisa e o toque suave no abdômen causou um leve arrepio na pele, mas não se demorou por lá, partiu até a calça, e sabia perfeitamente seu alvo, ele parecia faminto por isso, e claro que gostava do que via. O corpo não estava acordado, não tinha criado um contexto sexual naquele momento, mas seu toque não precisaria de esforço, um pouco de movimento, mesmo a respiração que sentia tão perto da pele, era suficiente para dar forma àquilo.
- Porra, você... - Noah disse conforme o segurava em meio aos dedos, massageou suavemente seu sexo, gostava da pele macia dele, já sabia seu gosto, sabia o toque na própria boca, conhecia tudo, e adorava fazer isso com ele. - Você é tão gostoso. - Riu baixinho, um sopro somente. - Me deixa ouvir você. Rosna pra mim de novo. - Sorriu, brincalhão como era e o enfiou na boca, nem esperou ele de fato ficar muito mais excitado que isso, o sugou firme.
O riso soou mais uma vez, entre os dentes de Leo agora expostos no sorriso, mas não ia conseguir fazer isso naquela situação, naquele pedido. O gemido porém era outra coisa, já que veio com um reflexo de proveito, sentindo a cavidade oral, úmida e quente. Levou a mão até seus cabelos outra vez e segurou junto ao couro cabeludo, no topo de sua cabeça, apenas um incentivo, um apoio, mas não o guiou, apenas deixou. É, Noah estava satisfeito com o gemido, estava ótimo daquele jeito. Olhou pra ele e podia ver seu rosto erguido, é, gostava daquela expressão dele, dali podia ver sua boca, seu queixo e seus dentinhos fofos, quase o que podia ver quando ele cantava, pff, era apaixonado por ele. Deslizou a língua em seu sexo, desde a base até sua ponta onde pressionou a fenda, sabia que ele sentiria agonia, gostava quando ele estremecia quando fazia isso.
- Hum, quer... Foder a minha voz? - Noah disse num riso, era basicamente isso que sentia quando o colocava inteiro na boca e não esperou de fato sua resposta, o enfiou na boca outra vez, por inteiro.
Leo fechou os olhos como um reflexo, não tentou conter isso. Porém os reabriu quando sentiu a aflição causada por ele, sabia que era proposital, afinal, era homem também e ele sabia exatamente o que aquilo fazia, ainda mais quando fazia nele pelas mesmas razões, então apertou seus cabelos e teve um pequeno espasmo de incômodo, quebrado no entanto quando teve de rir, é, fazia muito sentido, transava com sua voz, com sua garganta, e não teve que dizer nada além de rir já que ele mesmo seguiu adiante. Mordeu o lábio inferior, sentindo-se abraçado por ele, por sua boca, e claro, já estava tão ereto quanto ele queria deixar a si. Bom, se ele estava se divertindo, era o que queria, Noah ajeitou-se nos joelhos doloridos pelo chão puro onde estava, mas aquilo não era um problema, era até interessante, segurou seus quadris com as duas mãos e puxou-o suavemente para si, induzindo um ritmo ao que fazia, o deixaria transar com a própria garganta naquele dia, até porque, estava tão duro quanto ele embaixo da roupa e teve até que se apertar com uma das mãos, mas ia dar atenção a ele, apenas a ele. Leo não se moveu, não pelo próprio ritmo, mas fez o dele, com suas mãos criando o vai e vem. Reabriu os olhos e voltou-se para ele, olhando-o ali escondido nos cabelos, apalpando a si mesmo com desejo no que fazia. Suspirou, estava tão gostoso, nas queria que ele pudesse sentir tanto quanto a si. Levou a mão até seus lábios fazendo-o olhar para si como um reflexo. Noah ergueu o rosto, na verdade, foi só o olhar, olhou pra ele e sorriu suavemente, ele saberia do sorriso mesmo que a boca estivesse ocupada. Apertou o próprio sexo e gemeu, contra ele, ele poderia sentir a vibração da voz, e bom, havia dito pra ele, foder a própria voz. Desejou muito que ele estivesse sem aquela camisa naquele momento, uma das mãos tocou a barra de sua camiseta, ergueu suavemente, podia ver seu abdômen, quase pediu pra ele segurar a camisa para si. Continuou o movimento de vai e vem e fez uma suave pressão a aperta-lo com a boca, retirando-o por um momento e o mordeu em sua ponta, ele gostava, então fazia. Abaixou-se um pouco mais e o mordeu em sua base, depois em sua coxa, erguendo o rosto novamente em seguida e colocou uma mecha dos cabelos atrás da orelha, voltando ao serviço que fazia com a boca. Leo notou a conferida dele, puxando a camisa para cima, não sabia o que estava procurando por lá, mas ergueu levemente para ele, deixando conferir o que pretendia. A outra mão, mantinha-se firme em seus cabelos. Sob sua mordida tornou gemer, um pouco mais evidente agora, afinal, era uma mordida, quer dizer, várias, sentia a pele arrepiar no toque e ele ia sentir em sua mão, vislumbrar com os olhos tão próximos da pele. Os dedos na camiseta que segurava se apertavam no tecido, amarrotando-o enquanto descontava o desejo extravasado ali.
- Hum... É... Você gosta mesmo das mordidas. - Noah disse num sorriso na pausa do que fazia e suspirou, ele gostava das mordidas e gostava de tudo nele. - Morda a camisa pra mim, deixa eu ver a sua visão naquele dia. - Sorriu e o mordeu mais uma vez em sua base, gostava da pele arrepiada dele. - Vai escorrer em outro lugar hoje, hum? - Disse e novamente o colocou na boca, é, gostava de falar, ele gostava de ordens aparentemente, então gostava de dar aquilo a ele, o sugou, firmemente e voltou aos movimentos, retirando-o e afundando na boca outra vez.
Leo sorriu diante do comentário, sabia que era apenas uma provocação. Levou a camisa até a boca e mordeu, obedientemente, também lhe era uma provocação. Quis responder quando seguiu com seu comentário, mas agora já tinha a roupa entre os dentes então apenas deu um risinho abafado. Moveu os quadris, investindo na direção dele, cauteloso no entanto, porém com um ritmo mais ágil. Se perguntava quanto ele poderia suportar daquele estímulo sem esperar nada em troca, o que não seria um problema para si, daria a ele o que precisasse. É, era complicado, era difícil não poder transar com ele porque na verdade, Noah queria ele dentro do próprio corpo, tanto que sentiu que nem sentiria dor alguma, tamanha era a vontade dele, mas, não podia, estava machucado, precisava dar um tempo ao corpo, mas estava infeliz. Ergueu o olhar para o corpo dele, vendo-o agora morder sua camiseta, argh, não daria. Abaixou a própria calça, sentindo as pernas trêmulas pelos estímulos, tento visuais quando de seu sexo a pulsar na própria boca e segurou a si mesmo em meio aos dedos, massageou o sexo, gozaria com ele, ainda que de uma forma diferente naquele dia. Leo olhou para ele, e talvez aquela fosse a primeira vez vendo de fato o outro se masturbar daquela forma. Estavam sempre se envolvendo diretamente, sempre dava prazer pra ele como ele a si, então era mesmo algo que nunca tinha visto. Sentiu um arrepio na nuca, deslizou pelo dorso, aquilo excitou a si, podia ver seus dedos tatuados buscando prazer enquanto a boca parecia degustar o próprio corpo.
- Ah, Noah... - Murmurou, quase soprou a voz, estava carregada de excitação, mas soou muito mais leve do que o timbre grave habitual. E lá estava, atingindo o clímax em sua boca, não apenas por estar dentro dela, como o simples fato de assistir a busca dele pelo próprio prazer e claro, ao falar, soltou a camiseta e arqueou-se levemente, quase teve que conseguir apoio em seus ombros, porque as pernas deram uma leve fraquejada.
Quando Noah o ouviu, aconteceu o mesmo consigo, o arrepio percorreu a nuca, sua voz estava tão diferente, carregada das sensações que causava nele, geralmente ele não falava, só deixava escapar um gemido suave e era isso, então ouvir o próprio nome era um enorme estímulo. Sabia que ele ia gozar, sabia pelas reações de seu corpo e não estava muito diferente dele, aumentou o ritmo com o qual tocava a si mesmo porque queria gozar junto dele e quando sentiu seu ápice, é, era a primeira vez que sentia algo parecido, nunca havia feito aquilo antes, então fechou os olhos, apertado a sentir seu prazer derramado na boca, claro que estranhou o gosto, na verdade não fazia ideia de que gosto teria até então e bom, se esforçou para não fazer uma careta por isso, não foi tão difícil porque estava absorto ao que sentia com ele, queria dar prazer a ele, sem importar como. O sugou, tirando dele até a última gota do prazer sentido consigo e só então gozou, fora pouco depois dele, mas fora até bom porque o gemido deixou a si e se atrapalhou no que fazia conforme sentiu a sensação percorrer o corpo, franziu o cenho, contendo os respingos do ápice com a mão e o abraçou com a outra, ainda estava na altura de seu sexo, mas as mãos e as pernas estavam trêmulas.
- Leo... - Murmurou, fechando os olhos por um momento. Estava aos pés dele, ajoelhado enquanto se masturbava, excitado somente por chupa-lo, bem, não somente, é claro, o corpo dele, ele, seus gemidos, tudo ajudava, mas ainda assim, nunca fora tão passivo em toda a própria vida quanto naquele momento. Suspirou, abrindo os olhos enfim e a língua deslizou por ele, o limpando de tudo que haviam feito para só então o olhar, sorrindo meio de canto, a respiração descompassada. Aquela era mesmo uma posição muito imprevista, Leo estava arqueado em direção a ele, tentando se manter nas pernas trêmulas e ele enroscado ao próprio corpo enquanto desfalecia por seu desejo. Olhou-o pelas fendas e curvas que podia ter na vazão entre ambos, vendo seus dedos ágeis se tornarem leves enquanto se apertava e curtia a sensação residual do clímax. Suspirou denso, estava excitado mesmo após acabar de gozar, não por algo físico, não por estímulo palpável, mas por vê-lo daquela forma, quase desorganizado, quase perdido.
- Hum, tão adorável...
Noah limpou a boca com a mão limpa, o canto dos lábios, tinha sido tudo realmente imprevisível, mas era complicado, parecia um adolescente com ele, sentia vontade dele absolutamente todo o tempo e nem sabia se isso era ruim pra ele ou não, mas não parecia. Ergueu o rosto para olhar pra ele, riu baixinho, meio desajeitado pelo elogio, ainda sentia as sensações passando pelo corpo, estava leve então as pernas não obedeciam. Apertou a si mesmo mais uma vez e guardou-se na calça, é também estava excitado ainda, não era suficiente. Ele nunca era suficiente, sempre queria pegar mais, tomar tudo que podia e ainda assim, sentia fome. Era louco por ele, já tinha dito isso diversas vezes e sabia que era verdade.
- Desculpe... Foi meio desajeitado.
- Eu gostei. - Leo sussurrou, ainda tinha o rastro da excitação na voz, o corpo estava levemente formigando, como se uma suave vibração estivesse dentro das veias.
Noah sorriu a ele e assentiu, erguendo sua calça a colocar no lugar, embora claramente estivesse triste por fazer isso. Ergueu-se pouco e beijou seu abdômen na exposição suave que ele tinha ali, depois se levantou, sentindo as pernas ainda trêmulas e por isso se manteve perto dele, a respiração descompassada aos poucos se ajeitava. Selou seus lábios, não o beijou porém porque bem, agora não tinha só colocado ele na boca, tinha o gosto residual dele ainda, então apenas mordeu suavemente seu queixo, notando que a expressão dele ainda parecia meio nublada, era a primeira vez que o via daquele jeito mesmo após o sexo, se perguntou o que havia feito de diferente.
- Hum?
- Eu quero te dar prazer também, Noah. E... Parece que eu gostei muito de ver você tocando a si mesmo. - Leo disse, sincero e direto.
Noah sorriu ao ouvi-lo e sentiu um arrepio percorrer a coluna, é, podia concordar com isso, podia de verdade.
- Bom, você... Pode... Fazer o que quiser comigo. - Suspirou.
Leo sorriu, notando aquele estremecer suave diante do arrepio.
- Então me deixe fazer isso agora, não é?
Noah assentiu, veemente e o abraçou ao redor do pescoço, tinha gozado há pouco minutos, mas já estava excitado de novo, era a expressão dele, custava a acreditar que fazer aquilo havia o excitado tanto a ponto de ser tão perceptível. Leo achou de extrema fofura seu silencioso assentir. Tocou sua cintura apenas brevemente, acariciando por cima do casaco.
- Então encoste ali na parede, de costas pra mim.
Noah assentiu novamente e selou seus lábios antes de enfim seguir para o local indicado, apoiou ambas as mãos ali, embora não estivesse com o corpo longe da parede, tinha os antebraços dobrados e bem, esperava por ele. Então conforme Leo se afastou dele, ajeitou as próprias roupas, subindo a calça que era fácil de levar para cima, já limpo o suficiente com o que ele havia feito com a boca. Só então foi até o vocalista, tocou seus cabelos e afastou-os para o lado, beijou seu pescoço, perto da nuca. Em seguida levou as mãos até o cós de sua calça, deslizou pelo elástico sentindo a pele e empurrou para descer com o dorso das mãos, expondo suas nádegas embora ainda não as estivesse vendo. Noah o viu ajeitar as roupas e franziu o cenho suavemente, imaginou que ele fosse seguir para si para entrar no próprio corpo, mas agora estava meio confuso. Olhou para a parede conforme sentiu seus toques no pescoço, gostava deles então suspirou, mas tentava juntar as informações daquele toque dele, ah droga... Sabia o que ele queria fazer.
- Ah... Leo, eu... - Disse e já começou a ficar vermelho antes de falar, havia assentido, tento ali quanto no jogo no dia anterior, mas aquilo deixava a si tão... Desconsertado. Parecia que era a coisa mais íntima possível que ele podia fazer.
- Hum? - Leo indagou em um murmuro próximo ainda de seu ouvido, embora estivesse dando a ele aquela pressão, fazendo especular o que pretendia, pra falar a verdade não tinha planejado fazê-lo, embora estivesse dando corda ao que ele pensava. Ergueu a mão e levou em seu rosto, tocou sua mandíbula e delineou a região bem definida, deslizando até seus lábios, tocou e contornou como fez no rosto, com a ponta dos dedos. Em seguida empurrou o toque para dentro, com dedo médio e indicador, apenas moveu os dedos em sua língua, sentindo a maciez onde havia estado a pouco tempo. Noah iria responder, mas sentiu seus dedos no próprio rosto e logo na própria língua, agora sim estava completamente confuso, talvez tivesse sido só impressão, quer dizer, não se opunha àquilo, era só... Estranho para si, sabia que devia ser gostoso, mas ficava nervoso com aquele toque e não sabia porquê. Deu atenção a seus dedos, os lambeu, sugou suavemente e deu até uma mordidinha na ponta do indicador, percebendo só então que ainda estava com a mão suja pelo próprio ápice... É, tinha sujado sua parede, ia fingir completa demência naquele momento, limparia depois. Leo sorriu com a mordidinha, quase para si mesmo, como alguém lidando com um animal de estimação. Então moveu o punho, fazendo os dedos criarem um ritmo em sua boca, lubrificados por sua saliva, então, minuto depois, levou até suas nádegas, devagar conseguiu passagem e então esfregou-o numa massagem suave, fazendo um movimento circular lento, e não era difícil conseguir passagem para ele, já estava excitado então muito receptivo. Suspirou com expectativa e então seguiu para dentro dele, empurrando o toque vagarosamente. Noah o deixou se mover ali e bem, sabia que o que ele queria era que lubrificasse seus dedos, por isso atendeu ao pedido. Suspirou, excitado quando enfim teve os dedos tomados de si, sabia o que ele faria, e sinceramente estava ansioso. Empinou suavemente os quadris para ele, esperando pelo toque e gemeu baixo quando ele enfim penetrou o corpo, nem precisava dizer que estava dolorido, a brincadeira do dia anterior tinha sido bem extensa, e não se arrependia nem um pouco, faria tudo de novo. Na verdade, ele nem precisava dos dedos naquele momento, mas agradeceu por isso. Suspirou e mordeu o lábio inferior, abaixando a cabeça para encostar a testa na parede. Leo sentiu escorrer para dentro de seu corpo, foi tão fácil que parecia um convite desesperado, sorriu quase risonho por isso. Moveu o punho, começando um ritmo leve, sempre tocando naquele lugar conhecido por dentro antes de finalmente sair. Ergueu o braço esquerdo e desocupado, apoiando o antebraço em sua nuca, quase como se o estivesse forçando contra a parede. Noah fechou os olhos por um momento, era dolorido, mas o toque na próstata era difícil de resistir, o corpo estava numa linha tênue entre o prazer e a dor, mas gostava, na verdade adorava isso. Sentiu seu braço contra o pescoço e as mãos vacilaram na distância da parede, bateu o rosto contra ela e ao contrário do que ele acharia, sorriu e mordeu o lábio inferior, é gostava daquela força dele, ele já sabia, por isso fazia. Leo sabia disso, sabia que ele gostava, entendia porque, tinham aquela troca de submissão, mas era diferente para os dois. Ele queria ser forçado, enquanto a si preferia ser usado. Deu um suave riso, para si mesmo, ao pensar sobre aquilo. Então moveu o punho, aos poucos tornando o vai e vem mais rápido, mas sempre atencioso ao pequeno interruptor dentro dele, estava quase o masturbando, embora num lugar diferente. Noah sentiu o sexo dolorido dentro da calça, que desajeitada estava abaixada somente nas nádegas, então desceu a mão até ela e abaixou-a completamente, suspirando quando enfim estava livre do aperto da roupa. Suspirou, pesado e gemeu suave, mordendo o lábio inferior, não sabia exatamente o que ele estava fazendo, estava esperando, tentando entender e por isso estava um pouco ansioso.
- Leo... Você não... Não vai entrar?
- Só com os dedos. Vou te dar prazer como você me deu. - Leo sussurrou, perto de seu ouvido conforme pressionava-o junto à parede. Os dedos, médio e indicador, dentro dele, continuavam pressionando e insistindo ali, sabia que era bom, conhecia seu corpo com o pouco tempo que haviam se envolvido e Noah, era muito fácil de ter prazer, era delicado e sensível como quem está sempre esperando um pouco de atenção, talvez como um vulcão quase sempre prestes a entrar em erupção. - Vai gozar com os meus dedos, Seb?
Noah suspirou, agora que entendia o que ele estava fazendo ficava mais fácil. Ele queria que fosse algo desajeitado, como o que havia feito com ele e sabia que não precisava de nenhum estímulo a mais além daquele toque dele. Gemeu, prazeroso e as unhas deslizaram pela parede, já não precisava mais das mãos apoiadas ali, o rosto estava contra ela. Contorceu-se suavemente e assentiu, não podia ver o rosto dele, mas quando ele tinha aquele tom mais malicioso, sempre via o Vessel, então já podia imaginar sua tinta preta marcando o corpo. Fechou os olhos, podendo imaginar tudo com mais exatidão daquela forma, porra, era apaixonado por tudo nele, todas as suas partes e todas as suas máscaras.
- Hum, eu vou sim, Vess. - Murmurou, como costumava chamá-lo, sempre que ele chamava a si daquela forma se lembrava da primeira vez com ele, adorava isso, mas esperava não deixá-lo confuso.
- Nos meus dedos. - Leo reformulou a frase, tornando-a um pouco mais provocante, embora apenas fantasiosa. Ao soltar seu pescoço, levou a mão até seu rosto, afastando-o da parede para assim tocar sua boca, tampou-a e o puxou levemente para trás, fazendo repousar sua nuca sobre o próprio ombro, embora naquela posição o fizesse ficar um pouco mais arqueado e difícil de mover, mas não precisava de muito vai e vem, apenas de atrito, apenas num delicado ponto e aquilo era fácil conseguir.
Noah assentiu, tendo os gemidos abafados em sua mão, mas não era ruim, gostava também daquele toque. Suspirou excitado e já estava tão perto de novo, podia se sentir pulsar, dolorido e agarrou-se nos dedos, não para se tocar de fato, mas porque não queria sujar sua parede mais ainda. Apertou-se, tentando conter a excitação, mas sabia que era inútil da forma como ele esfregava a si e o gemido mais alto escapou de si quando atingiu o ápice, por sorte abafado em sua mão já que tão perto de sua orelha onde estava. Apertou seus dedos no corpo, naqueles espasmos que ele já conhecia bem, sugando-o ainda mais para dentro e franziu o cenho, sentindo as pernas ainda mais trêmulas do que antes, tinha sido rápido, mas a insistência do toque era difícil.
- L-Leo... - Chamou, baixinho, atordoado.
Leo não pode conferir seu próprio carinho em si, mas deduziu pelo movimento de seu corpo ou a forma como ele se moveu rapidamente para tocar a si mesmo, estava se contendo, não para evitar o ápice, mas para não deixá-lo em qualquer lugar. Tendo em vista que estava sensível, que finalmente estava quase lá, apenas intensificou a massagem dos dedos, friccionando com insistência, até que enfim ele alcançasse o êxtase, dessa forma, interrompeu o movimento por alguns instantes, suficiente para retornar e prolongar a sensação ao invés de deixá-lo sensível tão depressa, mas se empolgava e acabava se movendo cada vez mais rápido, até que não restasse forças em Noah, e sentisse cada músculo em suas pernas perdendo a firmeza, então soltou seu rosto, deixando a boca para envolver sua cintura e sustentar seu corpo trêmulo. Estava satisfeito, não precisava de contato para estar, deu e recebeu exatamente o que esperava.
- Hum... Bom garoto.
Quando o sentiu interromper o movimento, Noah resmungou, o toque era tão gostoso, mas logo o sentiu retornar a ele, então sorriu meio atordoado, tentando se apoiar nele e sabia que ele tinha força suficiente para segurar a si, então deixou-se pesar em seus braços. Estremeceu, excitado e gemeu satisfeito, porra, aquilo tinha sido muito bom e tão... Desajeitado. Entendeu o que ele queria dizer. Quando enfim ouviu sua última frase, sentiu um arrepio percorrer a coluna, a respiração dele contra a pele no pescoço fazia o corpo todo se arrepiar, talvez fosse realmente sensível.
- Porra... Eu não sei o que eu fiz... Mas eu quero fazer isso mais vezes.
O riso soou entre os dentes de Leo, divertido, diante do comentário dele. Então deslizou a mão e o toque por entre suas nádegas, saindo de dentro dele, embora o enlace permanecesse, sustentando o peso qual ele se sentiu confortável e seguro de entregar a si, o que achou estranhamente adorável. Noah suspirou, estava cansado, inferno, ia precisar de uns momentos.
- Eu... Posso sentar um pouco antes da gente ir? - Disse a compassar a respiração ainda.
- É claro. - Leo riu, divertido e então, ainda segurando ele, o apertou suavemente, brincando ao guia-lo pelo hall até a sala de estar.
Noah riu baixinho e gemeu ao ser apertado, agarrando-se aos braços dele que seguravam a si e quando enfim ele se sentou no sofá consigo no colo, virou-se de frente para ele, ajeitando as pernas às laterais de seu corpo, o abraçou ao redor do pescoço e tocou seus cabelos, acariciando os fios macios.
- Oi... - Sorriu.
Leo sentou-se, jogando-se no sofá com ele no colo, que se revirou consigo. Estavam sujos, precisando de banho, ou talvez não tanto assim, mas precisavam de um pouco de água com certeza.
- Oi... - Sorriu observando seus pequenos olhos castanhos.
Noah sorriu a ele e selou seus lábios, encostando a testa na dele por um pequeno momento.
- Você é tão bonito. Eu adoro olhar pra você.
- Hum, você que é, Noah. Muito bonito. - Leo murmurou, as vezes se sentia confuso sobre os elogios repentinos, ele tinha aquele hábito, como se algo rondasse sua cabeça. Sorriu.
Não era nada estranho na verdade, Noah só tinha vontade de falar pra ele toda vez que olhava seu rosto, e não era do tipo que fazia qualquer tipo de mistério, só falava. Suspirou, beijou seu nariz e sua bochecha.
- Eu... Preciso lavar as mãos. - Riu.
- É, acho que precisamos. - Leo disse, porém riu e continuou com o abraço, exatamente como estavam.
- Hum, como você está... Aí embaixo? - Noah disse e sorriu. - Porque, eu não te toquei de novo...
- Estou bem, consigo lidar com a excitação quando você já me ajudou com ela. - Leo sorriu de volta. - Por que? Querendo mais?
- Eu sempre quero mais, mas... Eu acho que não vou andar amanhã se eu fizer isso.
Leo riu e afagou sua orelha, massageou-a.
- Bem, nem sempre precisa ser com o meu pequeno Leo. - Ele riu. - Meus dedos sabem fazer música também.
- Ah, eu sei disso. Eu sei bem disso. Eu só não quero que você fique desconfortável. Posso cuidar de você quantas vezes quiser.
- Não estou desconfortável, eu gostei muito da brincadeira. - Leo sorriu e deslizou até sua nuca, acariciando com os dedos entre os fios de cabelo.
Noah sorriu e assentiu, suspirando confortável com o toque nos cabelos.
- Hum, vamos... Buscar meu filho. - Disse, manhoso por ter que levantar.
Leo assentiu apenas com a cabeça, enquanto ainda fazia aquela carícia com as unhas, esfregando gentilmente seu couro cabeludo. Se sentia de fato acariciando um gatinho. Noah quase gemeu ou ronronou com a carícia, riu baixinho e se levantou, lutando um pouco com as próprias pernas, suspirou e seguiu para o banheiro daquela área, onde lavou as mãos e se higienizou como pôde. Leo o deixou ir, mas riu do quanto ele parecia preguiçoso, com as pernas trêmulas. Levantou-se logo após ele e o seguiu até o banheiro, tentando dar suporte indireto caso resolvesse vacilar. Em seguida levou as mãos como ele, ajeitou-se.
- Você quer deixar pra depois? Quer dizer, podemos deixar pra amanhã.
- É, eu estava pensando nisso. Na verdade, acho que podíamos fazer isso depois do natal, o Nick está cuidando do Tobby e bem... Nós vamos viajar.
- Ah, verdade. Mas não está sentindo saudade?
- Pra ser sincero, sim. - Noah suspirou. - Mas... Posso esperar até voltarmos. - Sorriu.
- Hum, podemos buscar ele, durante a viagem não íamos deixar uma babá ou algo assim? O Sebastian vai precisar de qualquer forma.
Noah virou-se para ele e sorriu, achando tão adorável que ele estivesse usando a palavra babá que falou há alguns dias.
- Hum... Eu te amo.
Leo o olhou conforme se virou, sem entender o motivo do sorrisinho, sorriu para ele também logo em seguida, embora fosse por sua declaração.
- O que foi?
- Você falando babá. É tão fofo. - Riu. - Quer dizer, você se lembrou do que eu falei. Eu achei que nós íamos levar o Seb com a gente, não quer mais levar ele?
Leo o fitou com alguma estranheza, franzido suavemente um dos olhos, analisando o que era fofo. Talvez ele tivesse falado como uma brincadeira e não fosse mesmo babá o termo? Bem, de qualquer forma disse que era "algo assim".
- Não acho que seja interessante levar em uma viagem internacional, se fosse apenas estadual, mas... Bem, deve ser estressante.
- Ah, você decide. - Noah sorriu. - Cachorros são mais de boa do que gatos. Gatos são meio estressados. Mas vou pedir que alguém cuide dele então.
- Acho que podemos deixar as crianças em casa. - Leo sorriu.
- Tô muito animado pra conhecer meus sogros. - Noah riu. - Mas... Hum, será que as tatuagens... Não vão ser estranhas?
- Ah, eles não vão reparar nisso, eles vêem o filho cantando como em uma seita, acha que vão ligar?
- É, você... Tem um ponto. - Riu - Mas eu sou legal, aposto que sua mãe vai gostar de mim. Eu... Espero.
- Eu tenho certeza que vai... - Leo sorriu e afagou sua bochecha. - Você é adorável, ela vai ver isso.
Noah sorriu a repousar o rosto em sua mão, suspirou.
- Queria que meus pais... Fossem bons o suficiente pra te conhecer.
- Ah, eles foram bons o suficiente em fazer você, o restante não precisamos deles.
Noah riu, mas virou o rosto em seguida e beijou sua mão.
- Hum, queria poder fazer um ser humano com você também.
Leo riu baixinho, divertindo-se com o comentário, achando graça, embora tenha soado quase melancólico de alguma forma.
- Ah, sinto muito?
- Nah, eu que sinto muito, eu não tenho um útero.
- Riu.
- E tudo bem pra mim. - Leo sorriu, tênue.
Noah sorriu ao ouvi-lo, afável, ele era adorável. Aproximou-se e o abraçou ao redor do pescoço.
- Hum, não... - Disse manhoso, mas era brincadeira. - Me engravide, Leo.
Leo o retribuiu no abraço, passou os braços ao redor de sua cintura, mas o sorriso se converteu em cenho franzido, mas riu.
- Ah, eu já tentei algumas vezes.
Noah riu divertido.
- É, na nossa primeira vez foi uma tentativa. Queria me engravidar pra me ver de novo, é isso?
- Claro, golpe da barriga.
Noah riu novamente.
- Eu já te falei, na segunda vez que nos vimos e repito. Eu gosto tanto de você que se eu pudesse engravidar, eu manteria o filho. Na época eu só disse que eu era fã. - Riu novamente.
Leo sorriu afável.
- Bem, talvez um dia possamos fazer alguma coisa, hum?
Noah sorriu da mesma forma quando o ouviu, tocando seu rosto macio com uma das mãos.
- Você... Teria um filho comigo? Não parece do tipo que quer ter filhos.
- Bem, eu ainda vou amadurecer muitas coisas na vida. Mas isso não parece algo o qual eu descartaria, vou apenas querer estar mais preparado, mas sim.
Noah sorriu mais uma vez, aproximando-se para selar seus lábios e o abraçou apenas, não respondeu exatamente nada com palavras, mas repousou o rosto em seu ombro, apertando-o nos braços. Leo sorriu de volta e então retribuiu seu toque, dos lábios e mesmo dos braços apertados, estes que já estavam antes em sua cintura, mas ficou mais próximo e repousou o rosto em seu ombro, sentia o cheiro do próprio sabonete em sua pele. Fazer Noah feliz era algo que fazia muito bem para si.


