Vessel e Noah Sebastian #15 (+18)
Naquele dia, Noah havia acordado cedo, bem cedo, queria fazer uma surpresa pra ele, então o deixou dormindo e até cobriu sua pele com o edredom, já que lá fora, fazia frio. Ainda que tivessem calefação, as vezes não era suficiente. A neve já cobria boa parte do chão, tornando difícil caminhar, havia se embalado bem com as blusas de frio. Foi até o mercado, depois outros lugares onde precisava, buscar seu presente, depois voltou pra casa, era sete horas, tinha tempo. Ao entrar, fez silêncio, ajeitou o necessário e iniciou o preparo do bolo, podia comprar, mas queria fazer, só não esperava que fosse tão difícil, nunca havia feito um bolo decorado e as coisas começaram a sair do controle um pouco. Quer dizer, o recheio estava bom, estava tudo gostoso, havia feito um bolo de pêssego e chantily com cobertura de buttercream, mas bem... Não sabia realmente passar a cobertura no bolo, então agora ela estava bem desnivelada e longe de ser lisa. Tentou escrever alguma coisa em cima, também falhando miseravelmente, e acabou deixando o "feliz aniversário Leo" meio estranho. Negativou a se apoiar com uma das mãos no balcão e outra na cintura, era mais difícil do que parecia. Ouviu o barulho na escada, sabia que ele tinha acordado, droga, não daria tempo de ir comprar um bolo agora.
- Oi! - Disse num sorriso, claramente era visível que tinha problemas, o rosto estava sujo de chantily em algumas partes, o avental. - Você... Não devia acordar ainda. - Disse e riu baixinho, caminhando até ele para então selar seus lábios. - Bom dia, aniversariante.
Leo acordou, como sempre, achava um pouco estranho quando ele levantava antes de si, não era comum, era habituado a acordar com seu rosto enroscado em fios de cabelo e cobertor entrelaçado em suas pernas. Ao despertar se levantou e seguiu ao banheiro, lavou o rosto e sentiu a pele arrepiar pelo clima, portanto vestiu um roupão, não era muito espesso e atrás tinha a logo da banda, por sinal sabia que Noah logo se apaixonaria pela peça. Deixou o quarto e procurou por ele, sabia facilmente onde estaria, não pelo barulho. O viu, fofinho com roupas e um avental evitando algum acidente, diferente de seu rosto, sujo com chantilly.
- Oh... Eu posso subir... - Disse e apontou as escadas, indicando que podia deixar ele terminar. Porém retribuiu o beijo diante da proximidade, sorriu com a parabenização, havia quase se esquecido e sem o celular, ainda não tinha verificado. - Hum... Acho que vou ter bolo.
Noah sorriu e negativou, ele já tinha descido, não tinha porquê.
- É... Mas eu acho que eu vou... Comprar um. Eu não sou bom decorando, descobri isso agora.
- Hum, você tem que deixar um pouco de talento pra outras pessoas. Mas eu aposto que o sabor você garante muito bem.
- Ah bom... Isso está bom sim. - Noah riu e coçou a cabeça, sorrindo a ele. - Hum, você gosta de pêssegos?
- Eu tenho certeza. Hum... - Leo murmurou diante da pergunta, como quem esperava por algo saboroso. - Eu quero bolo agora. - Disse e limpou o rastro de cobertura em seu rosto, lambeu em seguida.
Noah riu, pelo menos havia acertado no sabor, estava acertando bastante os gostos dele, era uma vitória.
- Bom, primeiro eu... Preciso te dar o seu presente, se não isso vai ser um pouco problemático mais tarde. Espere aqui. - Selou os lábios dele e retirou o avental, pendurando-o para seguir para sua varanda, onde o havia deixado, longe da vista dele. Voltou logo com uma caixa meio grande, dispondo em frente a ele. - Não temos muito tempo, então é melhor você abrir. - Disse num pequeno riso. Quando começaram a se falar alguns meses atrás, se lembrava dele ter dito gostar de animais como a si e que, quando criança, quisera ter um cachorro todo preto. Esperava realmente que não fosse um problema ou um presente ruim para ele, mas ali dentro havia um filhote de um pastor preto, era peludinho e fofo e tinha uma coleira com um pingentinho de metal de sua máscara.
Leo o viu sair tão depressa como se fosse ele uma criança a ganhar o presente ao invés de um adulto a entregá-lo, riu enquanto o via sumir de vista, e seguiu alguns passos em direção à cozinha, queria dar uma olhada no bolo e até na cozinha pra falar a verdade. Chegando lá observou a decoração, novamente riu, não pela aparência ruim, mas porque parecia ter se divertido enquanto fazia. Não demorou para retornar e trazer consigo uma caixa volumosa até, e pela forma como estava se movendo, mesmo a pressa com que ele pareceu esperar que abrisse, o olhou desconfiado e foi até a caixa, abrindo-a. Mesmo para um filhote, ele tinha mais do que o tamanho de um felino adulto, porém, mesmo a cor completamente escura de seus pelos não davam a ele um ar ameaçador, era mesmo adorável e devia estar dormindo há pouco tempo atrás já que parecia preguiçoso, ainda assim quando percebeu a presença de alguém por encara-lo, começou a lamber o próprio braço insistentemente e balançar o rabo, o que fazia suas cadeiras mexerem inteiramente, todo torto. Sorriu, embora estivesse mesmo muito surpreso por isso, quase não sabia como agir, então riu ao notar a coleira, uma máscara tão pequena, pareceu combinar muito com ele. - Eu... Não sabia que você estava grávido. - Disse, brincando com Noah e tornou a rir enquanto tentava lidar com o pequeno que parecia querer conhecer a si.
Noah riu ao ouvi-lo, divertido, negativando em seguida e acariciou a cabecinha pequena do cachorro, mas olhou pra ele, queria saber se parecia um problema, bem, ter um animal era uma responsabilidade grande.
- É, na verdade esse pequeno já era seu antes de nascer, eu "adotei" ele há um mês. - Sorriu. - Você me disse uma vez que queria ter um assim quando criança, então eu... Bem... Mas claro, se você achar um problema, eu posso ficar com ele.
- Ah, é difícil dizer não quando ele já está aqui e eu já olhei pra ele. - Leo riu entre os dentes e se abaixou, pegou-o no colo, sentindo-o se debater ao balançar o rabo. - Eu confesso que tenho um pouco de receio, porque me ocupo demais com a música, não quero que ele se sinta sozinho.
- Eu vou cuidar dele pra você quando não estiver disponível. - Noah sorriu. - Eu prometo. Feliz aniversário, Leo. - Disse a se aproximar e acariciar o pequeno novamente. - Tem que escolher um nome pra ele.
- Hum, verdade? E quando você não estiver? - Sorriu. Estava um pouco receoso, mas devia dizer que queria ficar com ele, não apenas por querer um animal de estimação, mas porque havia ganhado carinhosamente. E bem, quando olhava para aquilo, era difícil dizer não. Sorriu e olhou o filhote, sentindo no rosto como seus pêlos eram macios ao cheira-lo, tinha cheiro de shampoo infantil. - Hum, talvez Sebastian.
- Quando eu não estiver, ele vai ter a babá dos meus gatos. - Noah riu, mas o sorriso afrouxou suavemente ao ouvi-lo, foi de divertido para afável. - Awn. Tem certeza? - Disse e viu o pequeno filhote mover as orelhinhas macias, virando-se e lamber o rosto dele suavemente, parecia que já sabia quem seria seu dono, achou adorável.
- Combina com ele, não acha? Sebastian é um nome de lorde. - Leo riu baixinho e desviou um pouco das lambidas que quase ganhou nos lábios.
Noah sorriu.
- Eu não sei, é? - Riu. - Achei que ia chamá-lo de Vessel. Sebastian então. - Disse a acariciar as orelhas dele. - Para, carinha, vai babar no meu marido inteiro.
- Tem significados como venerável ou sagrado. Vessel sou eu, se você o chamasse eu pensaria que está falando comigo. - Leo riu e deu-lhe um sorriso canteiro, achando graça da "gracinha" dele. - Bem, vou pensar em ensinar ele a não comer minhas coisas.
- Oh, eu realmente não sabia disso. - Noah riu baixinho. - É... Filhotes são complicados, mas... Acho que você pode deixar ele num cômodo até ele se acostumar a obedecer você. Eu posso arrumar alguém pra treina-lo também, como o presente foi meu.
- Não se preocupe, eu vou cuidar bem dele. Obrigado, Seb. - Leo sorriu, afável como ele normalmente era quem fazia. Beijou sua testa, e com a proximidade, o novo morador da casa aproveitou para lambe-lo também.
Noah riu baixinho e sorriu a ele em seguida, beijou-o no rosto e depois beijou o filhote no topo de sua cabeça.
- Vou ter que dividir o papai agora, ah?
- Papai, ah? Eu sou o papai? - Leo riu. - Vamos comer bolo com o pai então.
- Claro que você é o papai, você não é o provedor¹? - Noah disse num sorrisinho maldoso e riu. - Vem, vem provar. Se estiver ruim, minta pra mim dizendo que está bom.
O riso soou entre os dentes de Leo diante da suave provocação, porém se estendeu conforme o pedido seguinte. Não sabia exatamente o que fazer com o pequenino, se o colocava no chão ou continuava com ele no colo, sentia como se estivesse com uma criança.
- Eu faço o que com ele? Não sei se devo deixar ele solto...
Noah riu divertido quando o ouviu, o cãozinho estava em seu colo realmente como uma criança, paradinho e olhando pra ele.
- Deixa ele no chão, ele vai conhecer a casa. Já ensinaram ele a usar o tapete higiênico, sujar sua casa ele não vai. - Riu.
- Hum. - Leo murmurou assentindo. - Mas eu quero deixar ele experimentar o bolo também.
- Podemos dar um pouquinho pra ele no potinho de ração, ou num prato. - Noah disse num sorriso. - Você é tão adorável.
- Eu? - Leo indagou imaginando se ele falava com o cão.
- Claro que é você. - Noah riu. - Você quer dar bolo pro cachorro. Isso é adorável.
- Ah, comer é bom, então eu acho que deve ser divertido pra ele também. - Leo riu e olhou o bolo, observando as escritas e riu baixinho ao pegar um pouco da cobertura com o dedo, primeiro experimentou e depois deu um pouco para o filhote, o qual acomodou no assento próximo à bancada. Noah sorriu, mostrando os dentes.
- Desculpe por isso. - Disse indicando a frase meio torta. - Eu vou fazer melhor ano que vem. - Coçou a cabeça e deslizou os dedos pelos cabelos na parte superior, sentindo onde antes estavam os pontos, agora já cicatrizados. - Ah, aliás... Ele tem documentação, tomou todas as vacinas como um bom garoto, então se você quiser, podemos levar ele com a gente pra Inglaterra no natal.
Leo sorriu, não disse nada, mas achou fofo que tivesse planejando o ano seguinte. Assentiu porém, imaginando como seria viajar com um animal de estimação como aquele, por sorte ainda era pequeno.
- Bom, vamos ver como isso funciona, eu nunca levei um animal de estimação em um vôo. Eu coloquei café pra fazer, pra você um chá? E vamos comer bolo de aniversário, hum?
- Acho que como é um voo rápido, ele pode ficar na bolsa de transporte com a gente, ele é bonzinho também. Né carinha? - Noah disse a acariciar sua cabeça peludinha, adorava animais, então era difícil interagir sem querer apertar. Riu. - Uhum, chá é perfeito. Eu sou mais inglês que você.
- Eu acredito. - Leo disse, risonho e deixou o pequenino ali. - Bom, fique de olho pra ele não cair, vou servir o café. - Se afastou devagar, com as mãos inicialmente ao redor, vendo que o animal estaria equilibrado antes de sair dali, então buscou o que precisava para servir as bebidas nas xícaras. Noah riu novamente, acariciando a cabecinha dele ainda, mas ele estava sentadinho, abanando o rabo a prestar atenção no bolo com seus olhinhos grandes. Ergueu o rosto para olhar pra ele, vendo seu caminho pela cozinha, mas quando finalmente viu a logo na parte de trás de seu roupão, arregalou suavemente os olhos.
- Nooooossa, que lindo! Porra, eu posso ter um desse?!
Quando ele abriu a boca, Leo já sabia o motivo e riu antes mesmo de falar a frase. Conforme se virou para ele, levou consigo o café e a louça, que ao deixar no balcão e indicou seu casaco, sugerindo que tirasse.
- Eu sabia que ia gostar. - Falou em tom divertido, então tocou as abas do roupão para tirá-lo.
Noah riu baixinho junto dele, talvez tivesse sido um pouco exagerado na reação, mas retirou o casaco na mesma hora, embora não quisesse deixar ele sem roupão.
- Ah, mas você vai ficar com frio.
Leo riu, divertindo-se porque havia esperado exatamente aquela reação, sem rodeios de sua parte. Negativou e então seguiu atrás dele, esperando seus braços e colocou em um após o outro. Noah aceitou o roupão, era quentinho e gostoso, deu alguns pulinhos como uma criança feliz com um brinquedo novo e riu, divertido.
- Ahhh, ele é lindo.
Leo pulou com ele, de um jeito bem tipico embora incomum com aquela "skin". Noah riu ao ver sua pequena dança, gostava realmente daquele detalhe, então o abraçou apertado, passando o roupão sobre seus braços.
- Eu adoro quando você dança desse jeito.
Leo parou conforme ele se aproximou e então riu ao retribuir seu abraço.
- Pareço um idiota, mas um idiota legal.
- Ah, não parece um idiota não, parece um bichinho fofo. - Noah riu, beijando seu rosto e se afastou para selar seus lábios. - Coloca minha blusa, ou me diz onde tem outro roupão e eu pego pra você. Ta nevando bastante lá fora.
- Bichinho fofo, é? - Leo disse, não esperava mesmo resposta. Apenas pegou o casaco dele e vestiu. - Pronto, agora vamos comer bolo.
Noah sorriu e assentiu.
- É, não quando está entre as minhas pernas, mas no resto do tempo eu acho fofo. Fofo e gostoso, pronto. - Riu e buscou os pratinhos de sobremesa, já sabia onde ficavam, assim como os garfos e uma faca, entregou a ele. - Você corta.
- Hum, fofo e gostoso, como um bolo ah?
Leo disse e sorriu canteiro, pegou o talher e prontamente cortou o bolo. Embora a cobertura não estivesse lisa como ele pretendia, o que na verdade não se importava nem um pouco, as camadas estavam certinhas, o que tinha de desajeitado por fora, tinha de organizado por dentro, o olhou enquanto torcia levemente os lábios, como um elogio silencioso, então serviu no prato de sobremesa e entregou a ele. Noah sorriu meio de canto, meio envergonhado pela aparência do bolo, ainda que ele insistisse em elogiar de forma sutil. Aceitou o prato e riu baixinho numa suave provocação.
- O primeiro pedaço é meu, ah? - Disse e claro que não fazia sentido dizer aquilo, eram os únicos ali, ele daria a quem mais? Aproximou-se dele a inclinar o corpo para o lado e beijou sua bochecha. - Obrigado, pequena aranha.
- Meu namorado seria o primeiro, é claro. - Leo disse e fechou um dos olhos ao receber o beijo na bochecha, um reflexo. Então serviu o outro prato e olhou o cãozinho ao lado dele. - Ah... Onde eu coloco pra ele? Você trouxe algum potinho?
Noah sorriu, apaixonado por seu comentário, depois desviou o olhar ao pequeno.
- Uhum, espera. - Deixou o próprio prato sobre o balcão e seguiu para a área onde o havia deixado, trouxe seu potinho de ração, que estava vazio por hora, havia esvaziado. O potinho era preto fosco, imaginou que ele fosse gostar assim. - Aqui.
Leo aceitou o potinho, muito similar as louças que tinha ali, sorriu por isso, achando graça. Então cortou um pequeno pedaço do bolo, sabia que animais não podiam comer doces, então colocou uma quantidade bem pequena. Em seguida cobriu o bolo com a tampa da boleira, tinha uma, embora nunca tivesse imaginado que a usaria. Ajeitou a mesa e indicou a ele que se sentasse, assim fez e entregou o bolo ao novo residente da casa. Noah sorriu a ele enquanto preparava o potinho de seu novo cãozinho, se sentou no balcão perto dele e experimentou o bolo, a massa e o creme que havia feito estavam muito bons.
- Hum, experimenta, vê se você gosta.
- Eu tenho certeza.
Leo disse e então provou a primeira porção. Fechou os olhos e balançou a cabeça vagarosa e afirmativamente. Não precisava dizer. Noah riu baixinho e negativou, cutucando-o em seu braço.
- Hum, não pode ser tão bom assim. Você está bem? Parece animado hoje.
- Pareço? - Leo indagou quando reabriu os olhos. Sorriu e negativou enquanto voltava a comer, na verdade só queria se expressar melhor e deixá-lo saber que apreciava suas intenções.
- Uhum. - Noah sorriu. - Dormiu bem, foi? - Riu baixinho e comeu mais um pedaço do bolo, o pequenino já lambia a boquinha suja de chantily ao finalizar seu bolo.
- Dormi bem sim, na verdade, eu gosto de acordar com cheiro de doces. E você? Parece que madrugou pra fazer bolo.
- É, eu me lembro disso. - Noah sorriu. - Acordei às cinco. Fui buscar as coisas do bolo e o Seb.
Leo sorriu sem mostrar os dentes, quase oposto ao modo habitual.
- Você vai se acostumar a gostar do mesmo, ou talvez eu seja muito inglês mesmo. - O riso soou desta vez. - Hum, tão cedo e com a neve lá fora.
- Bom, eu gosto quando acordo com cheiro de bolo também, quando... Você faz pra mim. - Riu baixinho. - Ta tudo bem. Não foi um problema, eu queria ir. Hoje você vai... Sair com os meninos, ou?
- Posso tentar algum tipo de biscoito amanteigado. Acho que eu acabo sendo um pouco metódico, então receitas doces são mais fáceis pra mim. - Leo sorriu canteiro. - Não planejo nada muito fora do comum normalmente, saímos pra jantar em algum restaurante e jogamos RPG aqui em casa..
- Nenhum problema pra mim, eu adoro doce. Eu adoro comida, qualquer uma, na verdade. - Noah riu. - RPG? Oh, parece legal. Tipo, vídeo game ou?
- Mas você gosta mais de salgado, não? - Leo indagou e até deu uma torcida nos lábios, como um resmungo. - É, com jogos de tabuleiro. Se quiser eu posso marcar com eles, pra você conhecer. Você quer isso?
- Ah, sei lá... Eu gosto das duas coisas. Não dá pra escolher um favorito. Seu bolo de limão é uma das minhas comidas favoritas. - Noah disse num pequeno sorriso tímido. - Ah... Tipo jogos de nerd? Será que eu consigo jogar? Porque... Claramente eu sou menos inteligente que vocês. - Riu.
Leo afagou seus cabelos diante do comentário, era um elogio e a timidez em seu rosto era tão incomum, pelo menos de forma visível, ele sempre sabia disfarçar.
- Me diga quando quiser e eu faço. Ah, é, tipo coisas de nerds... - Riu entre os dentes. - Você com certeza sabe como jogar isso, você é inteligente sim, não seja modesto ou muito pessimista.
- Hum... - Noah fez um pequeno bico e riu em seguida. - Ta bom. Então, vamos jogar RPG. Posso ser seu par romântico no jogo? Sei lá como isso funciona. Se você for um cavaleiro eu vou ter que ser uma donzela, é isso? - Riu, divertido.
Leo riu, quase uma gargalhada, mas não era tão alto assim.
- Ah, claro, é isso mesmo. Você pode ser do meu time e aí nós tentamos ganhar dos outros. Como partida de vídeo game mesmo. Mas... Se quiser ser uma donzela... - Brincou.
- Não, acho que eu vou ser outro cavaleiro e aí você me dá uns pegas de vez em quando. - Noah riu, igualmente divertido.
- Você é dos fãs que gostam de uns lances tipo fanfic?
- Mano, eu nunca li uma fanfic em toda a minha vida.
Leo riu, divertido com a forma como ele respondeu, quase como se fosse um fato muito surpreendendo ou algo assim.
- Sei.
- Eu nunca li, te juro. - Noah riu. - Até porque, eu só vou me estressar se eu procurar fanfic sua, o que deve ter de fanfic sua com seus amigos.
Leo riu e negativou.
- Estou só provocando você. Então, mudando um pouco de assunto. Você está ficando aqui há dias, isso significa que seus animais de estimação estão sozinhos, isso não é muito legal. E bom, como agora eu vou ter o Sebastian, pensando apenas no bem estar dele e dos seus gatos, como agora ele está pequeno, imagino que seja mais fácil adapta-los. Então, talvez seus gatos devessem morar aqui.
Noah o ouviu silencioso enquanto levava o garfo com o bolo até a boca e quando enfim ouviu sua finalização, embora soubesse que ele estava brincando de alguma forma, ainda assim, com a bochecha cheia de bolo o olhou por alguns segundos.
- Você... - Disse, mas achou melhor engolir o bolo primeiro. - Está me chamando pra morar com você?
- Seus gatos, mas aí você pode vir junto se quiser. - Leo disse, quase sério, sorriu no final. - Estou sim.
Noah fez um pequeno bico no início, mas sorriu no final, mordendo o lábio inferior.
- Porra... Eu... Eu quero sim.
Leo assentiu portanto, sorriu suavemente e voltou a comer um pouco mais do bolo, acompanhando o café antes que se tornasse frio. Pareciam ambos tentando tratar com normalidade e quase uma certa timidez, embora estivessem empolgados, sabia disso.
- Então... Eu... - Noah pigarreou. - Vou buscar os gatos amanhã. Tudo bem? - Disse e sorriu, comendo mais um pedaço do bolo.
- Claro, eles devem estar sentindo sua falta. As outras coisas, bem, talvez você possa alugar sua casa com a mobília.
- Não, acho que eu vou... Manter a casa trancada. Eu tenho muita coisa pessoal lá, os discos de ouro e platina da banda, prêmios, coisas de viagem.
- Ah, coisas importantes você pode trazer. Estou dizendo coisas que tenho por aqui, como cama, armários, essas coisas.
- Ah... Mas não vou te atrapalhar com as coisas? Porque... - Noah riu baixinho e coçou a cabeça. - Porra, nem acredito que vou morar com você. Eu estou tentando fingir que eu sou adulto, mas infelizmente eu tenho cinco anos mentalmente.
- Claro que não, podemos colocar no quarto de hóspedes que é onde deixo minhas coisas, deixamos junto. - Leo disse e no entanto riu com a continuidade de seu comentário. - Pode ficar feliz, eu já vi isso enquanto estava vestindo o roupão.
Noah assentiu veemente e sorriu, mostrando os dentes, estava parecendo uma criança mesmo.
- Aparentemente hoje você quer me matar de felicidade, faz uns dez meses que eu não sinto tanta adrenalina junta. - Riu.
- Eu discordo, nós transamos no camarim depois do show no festival. - Leo disse e riu, sorriu com ele daquela forma aberta.
- É, você tem um ponto. - Noah riu. - E também, nossas outras transas foram boas demais, a que tivemos na minha casa também quase me matou.
Leo riu e negativou.
- Acho que nunca fui tão adolescente, pra falar a verdade. Na minha adolescência estava muito preocupado com viver de música, acabei deixando muita coisa de lado.
Noah sorriu afável ao ouvi-lo e acariciou seus cabelos com uma das mãos, aproximando-se sutilmente e beijou seu rosto em sua bochecha macia.
- Bom, está dando certo. Você realizou seu sonho, está sendo indicado pra vários prêmios, ganhando vários prêmios. - Sorriu. - E nas horas vagas, você pode ser adolescente comigo.
- Hum. - Leo murmurou afirmativo e sorriu sob seus carinhos. O tocou nos cabelos e afagou sua nuca, sentindo os fios espessos. - Felizmente nos encontramos, hum?
Noah assentiu, gostava quando ele dizia coisas românticas para si, apesar de se sentir meio bobo olhando pra ele.
- Demorou, né? - Riu. - Queria ter encontrado você muito antes.
- É, é demorado, mas acho que as coisas acontecem no tempo certo. Quer dizer, algo que era o momento.
Noah suspirou e sorriu meio de canto.
- Eu... Realmente acredito que você seja minha alma gêmea. Sei que parece besteira. Mas não houve se quer um momento em que eu... Me senti mal do seu lado. Quer dizer, você nunca fez eu me sentir indesejado.
Leo inclinou levemente a cabeça para o lado enquanto o olhava e deu-lhe um sorriso suave, afável, embora não pensasse naquilo como uma verdade.
- Bom, eu não sei, você já teve crises de ansiedade por minha culpa...
- Bom, eu tenho ansiedade, isso não é exatamente culpa sua. - Noah sorriu. - As pessoas brigam, está tudo bem. Não seremos perfeitos e sem brigas, isso vai acontecer eventualmente.
- É, mas eu farei o possível pra que isso não aconteça. Ver sua fraqueza, parecendo tão vulnerável, corta meu coração.
Noah sorriu meio de canto, desajeitado na verdade, não queria parecer fraco na frente dele, mas as vezes era isso que acontecia.
- Eu sinto muito, sei que isso não é legal de ver. Mas está tudo bem, nós quase não nos desentendemos.
- Não sinta, isso não é um problema. Isso é só se importar com alguém. Quero dizer, você gostaria de sentir a fragilidade em alguém com quem se importa? Não uma fragilidade qualquer, um tipo de sofrimento.
- Não... Eu... Vi um vislumbre disso em você uma vez e isso me fez muito mal. Eu queria tirar todos os sentimentos ruins que você tem, ainda que fosse eu a passar a sentir todos eles.
Leo sorriu, embora fosse um pouco melancólico. Afagou novamente sua nuca, onde ainda repousava os dedos. Estava curioso por entender o que ele havia visto, mas não estava falando sobre si naquele momento.
- Então, você entende. Mas não sinta muito quando precisar do meu ombro pra descansar sua cabeça. - Sorriu com a referência.
Noah não diria ainda que ele perguntasse, naquela ocasião havia prometido nunca mais falar sobre o assunto. "Deixe que eu vá até você e não o contrário", e nunca mais havia se quer tocado naquele assunto de novo. O sentimento que tinha por ele era muito forte, assim como o respeito por sua privacidade, não entendia muito, era o completo oposto dele, era muito aberto, tátil, expressivo e curioso, mas ele era muito reservado, não era um problema, apenas eram diferentes, aprenderia a lidar com isso. Voltou-se para ele e sorriu, inclinando-se em sua direção para selar seus lábios, um selo demorado.
- Um ombro é melhor do que um nó², não é? - Sorriu sem graça, na verdade. - Você também tem o meu, Leo. Não importa o motivo, sempre vou estar aqui pra você.
- Eu sei.
Leo falou baixinho, quase como se fosse um segredo, embora não intencionalmente. Deslizou a mão de seu cabelo até o queixo e segurou ali conforme deu um beijo superficial em seus lábios. Noah virou-se suavemente para ele, meio de lado no banco, o beijo era bom, queria mais dele, não tinha motivos sexuais naquele momento, mas queria um toque mais profundo, queria sentir ele um pouco.
- Posso...
Murmurou contra seus lábios, mas achou melhor apenas beija-lo e empurrou a língua devagar para sua boca, tocando seu rosto no queixo, segurando-o. Leo ajeitou-se com ele, ainda com os braços ao redor, embora agora de frente consigo. O olhou diante da pergunta, mas esta simplesmente morreu sem a continuidade, apenas seu feito, retribuiu o beijo que tinha gosto de bolo de pêssego. Noah suspirou profundamente, estava feliz, tão feliz que sentia o peito pesado, fazia muito tempo que não se sentia tão em paz e esperava, não, rezava para que isso não acabasse, ele era tudo que sempre quisera. Deslizou a mão até sua nuca, acariciou com as unhas como tinha costume, apreciando o gosto docinho de sua boca. Leo sentiu o arrepio nos braços como um reflexo pelo carinho na nuca, o roçar das unhas medianas e escuras pelo esmalte típico, quase podia visualizar mesmo que apenas sentindo. Sentia a paz de espírito nele, uma calmaria em seus movimentos que denunciavam isso e de algum modo sabia que tinha culpa naquilo, o que consequentemente dava a si algum conforto, gostava de fazer algo bom para Noah, gostava de fazê-lo se sentir bem, sentia que ele merecia o melhor de si, e na verdade, do mundo inteiro. O problema para Noah é que, nunca era só um beijo. Beija-lo exigia que colocasse uma atenção muito maior naquilo, o toque na nuca já queria descer e se estender para o resto de seu corpo, se aproximou suavemente com o banco, mas parou quando ouviu um barulho incomum, era um barulho de lambida, só então percebeu que o novo morador estava com as duas patinhas sobre a mesa comendo o bolo do prato do outro, seu focinho preto coberto de chantily. Leo deslizou as mãos por seu dorso, correndo pela coluna repousou na lombar, pouco acima de suas nádegas, e foi por onde o puxou um pouco mais para si, apertando o encontro de ambos. O beijo que parecia começar com um ingênuo carinho, sempre levava a um afago muito mais intenso, teria rido ao pensar nisso, porém ouviu um barulho estranho, como ele, o que levou a interromper o que fazia com o cenho franzido.
- Ah.. Bom, é culpa minha. Ah, que garoto faminto.
Noah riu, divertido.
- Bom... Podia ter sido o bolo inteiro. - Disse conforme se levantou do banco e pegou o pequeno no colo, beijando sua cabecinha macia, o colocou no chão e bem, ele já havia lambido o prato, então colocou para ele no chão, depois se voltou ao outro. - Onde a gente estava?
Leo observou o prato no chão, o pequeno Sebastian que lambia até a última molécula do chantilly na cerâmica, e sua tigelinha havia sido em vão. Se voltou para Noah, podia ler facilmente seus sentimentos, então sorriu, um riso soprado.
- Você estava tentando comer bolo na minha boca.
Noah sorriu, riu na verdade, divertido com seu comentário.
- Ah é mesmo. - Disse espetou um pêssego, levando para sua boca e o beijou novamente, mordendo o metade do pêssego para si.
Leo aceitou o pêssego e pretendia coloca-lo na boca, mas notou sua intenção então o deixou entre os dentes, parcialmente entre os lábios, encerrou com um selo em seus lábios.
- Vamos ficar juntos hoje, posso chamar os caras a noite ou amanhã. Você gostaria disso?
Noah assentiu, sorrindo a ele.
- Você decide se a noite ou amanhã, o dia é seu. - Disse a acariciar seu rosto com uma das mãos. - Agora... Você... Não gostaria de me colocar em cima desse balcão, não?
- Sabe o que eu gostaria? - Leo indagou, não realmente respondendo sua questão a princípio.
- Hum? - Noah disse e bem, agora já não estava mais tão sexual, provavelmente estava sendo meio invasivo com ele já que estava sempre pedindo por aquilo. Abaixou a mão, tocando seu ombro suavemente, mas a posição que tinha, já não era mais tão próxima dele.
- Que ao invés de você me pedir, você apenas suba no balcão da próxima vez. - Leo sorriu com o canto dos lábios e acariciou sua cintura, ainda o segurava.
- Hum... Eu faço muito isso? - Noah disse e franziu o cenho, o abraçando ao redor dos quadris com sutileza.
- Não, eu só quero que você me faça atender ao seu desejo quando quiser e não como um pedido. - Leo sorriu, suavemente, talvez até meio tímido, mas não o suficiente para não dizer.
Noah suspirou, podia ver sua timidez, ah meu Deus, era tão adorável que quase agarrou as duas bochechas dele e apertou com força, mas não fez, só deu um pequeno sorriso e assentiu, suavemente empurrou o bolo para trás na bancada e se sentou no lugar dele, dando espaço para ele em meio às próprias pernas e o puxou para si. Leo o soltou a desvencilhar o toque, observou enquanto dava espaço para onde veio a se colocar em seguida. Levantou-se portanto e sorriu, com aquele mesmo sorrisinho canteiro, o que deixou de lado ao notar que ele estava levando a sério o que havia dito para fazer. Pôs-se entre suas pernas e subiu por suas coxas abaixo do roupão, porém, sobre a calça ainda vestida. Noah mordeu o lábio inferior, estava um pouco mais alto que ele, mas não tanto que não alcançasse seus lábios, o balcão tinha um tamanho bom e eram muito altos, então tudo bem. Selou seus lábios com gosto de pêssego e mordeu seu lábio inferior, fazendo questão de dar a ele uma fisgada suavemente dolorida, ele gostava, então não tinha problema com isso. Leo ergueu o queixo em direção a ele, alcançou seus lábios e retribuiu o beijo, gemeu porém contra seu toque, Noah tinha uma mordida forte e dentes também, então ainda que gostasse, era de fato dolorido, sentiu o lábio pulsar sob seu toque. Noah abriu os olhos ao ouvir seu gemido, estava tranquilo antes, mas parecia um gemido realmente dolorido, então franziu o cenho.
- Eu te machuquei?
Afastado, Leo abriu os olhos e o fitou como ele a si, apenas deslizou a língua entre os lábios e sorriu.
- Não era a intenção?
Noah negativou, sorrindo meio de canto e selou seus lábios.
- Queria só te provocar, desculpe. - Disse ainda a franzir o cenho, mas riu em seguida. - Eu não sei morder fraco, meu bruxismo não deixa. - Riu e voltou a beija-lo, empurrando a língua para sua boca, por precaução, não morderia mais seus lábios, não com força pelo menos.
- Não se preocupe, eu gosto.
Leo murmurou, perto de seus lábios ao serem tomados, então o retribuiu em seguida. Ainda sentia os lábios quentes pela mordida, mas não estava ao todo incômodo. Empurrou o peito contra ele, fazendo se deitar contra a superfície do balcão. As mãos que antes em suas coxas, levou até os quadris e o puxou em direção a si, trazendo-o mais para baixo, mais perto de si. Noah sorriu suavemente, era um fetiche, sabia disso, deixava sempre algumas marcas nele para se lembrar no dia seguinte, mas naquele dia parecia um pouco diferente, não sabia porquê. Talvez porque antes estavam falando sobre cuidar um do outro. Inclinou-se para trás como ele queria, se apoiando nos braços atrás de si no balcão e suspirou, mesmo antes de começarem qualquer coisa, já estava excitado, não conseguia ficar no mesmo cômodo que ele, aparentemente. Suspirou e tocou seus cabelos com uma das mãos, buscando aquele mesmo toque na nuca que já sabia que ele gostava, roçando as unhas de forma um pouco mais firme. Pela segunda vez os braços de Leo estavam arrepiados pelo toque na nuca, o reflexo era sempre ali e as vezes descia pela coluna, estremeceu e deu um risinho contra seus lábios. Dali em diante ao interromper o beijo, tomou embalo e seguiu caminho até seu queixo, desceu pelo pescoço, sugou sua pele ao invés de morder e marcou com uma mancha que deixava a passagem assim como os dentes teriam feito, apenas no final mordiscou e não deixou força alguma ao puxar levemente a pele antes de livra-la do toque. Tocou-o em seu novo roupão, abrindo cada lado a expor seu tronco arqueado pela posição, usava uma camiseta por baixo, de mangas compridas e tecido mais grosso, efeito do frio que fazia lá fora, embora estivesse sentindo realmente o calor tomar conta e sabia que ele também. Os dedos seguiram até a barra da peça, subiu por baixo do tecido e arrastou com o dorso das mãos a revelar sua pele tatuada, agora arrepiada, mas sabia que não era pelo frio. Noah sorriu para ele ao ouvir seu riso, já conhecia seus pontos erógenos, na verdade havia percebido logo nas primeiras interações que tiveram, se perguntava se ainda havia algo que não sabia sobre ele. Talvez sua parte Vessel ainda fosse um pouco misteriosa para si, o que ele sentia, o que pensava, sabia que eram a mesma pessoa, mas não achava possível que ele não tivesse um fetiche diferente como Vessel, só por estar em um personagem. Será que ele gostava de ser aquele receptáculo? Ser tomado como havia feito com ele naquele dia no camarim ou talvez se ele era mais agressivo como imaginava, se ele era mais dócil, não imaginava que fosse possível, embora ele tivesse uma aparência mais fofa em alguns momentos. Percebeu só então que estava olhando um ponto fixo, ainda que estivesse sentindo absolutamente todos os toques dele e claro, se arrepiando por eles. Mordeu o lábio inferior, não achava que era algo que deveria perguntar, talvez? Ele acharia ruim? Sentiu uma curiosidade imensa embora quisesse ficar em silêncio a sentir seus toques. Suspirou em bom tom ao ter a pele exposta, só por imaginar seus lábios passando por ali.
- Leo... - Murmurou, dando-se por vencido na curiosidade. - Você tem algum fetiche que eu ainda não conheço?
Leo curvou-se para ele um tanto mais, deitando os lábios em sua pele agora aparente, umedecendo suavemente com o fino rastro da saliva por onde passou, indo num caminho onde ele bem sabia onde ia dar. A pergunta porém, fez erguer a direção visual para ele, sorriu com os dentes aparentes e os lábios que ainda tocavam seu corpo, embora tenha se perguntado se havia algo mais que pudesse dizer a ele, já havia deixado claro o suficiente, não tinha? Ele parecia ter entendido do que gostava.
- Acho que precisamos descobrir isso juntos, Seb.
Noah sorriu a ele e assentiu, é claro, se ele tinha tido apenas um relacionamento de fato, seria difícil pra ele dizer o que gostava. Se perguntou se a ex namorada dele o mordia como ele gostava. Ela tinha uma cara de sonsa, quase riu consigo mesmo ao pensar nisso, teve que morder o lábio inferior para conter o riso. Olhou pra ele, sua expressão com os dentes a mostra e os lábios na própria pele, suspirou mais uma vez e alcançou as costas dele com a mão antes em seus cabelos, ele tinha roupas demais, tsc, não estava tão frio ali dentro, mas não podia tirar suas roupas dali de onde estava. Deviam descobrir juntos... Se lembrava de como Vessel parecia passivo perto de si por um momento, de sua forma, antes de então tomar o controle da situação, então testaria algo.
- Tire a camiseta. - Disse, firme.
Leo viu em seu rosto o vislumbre de um sorriso, um riso, quem sabe, mas não quis perguntar, talvez fosse pelo próprio comentário. Ia descer novamente, continuar o curso, porém, fora interrompido com o que pretendia, e por um momento ficou confuso pela forma firme com que proferiu, por fim imaginou que havia sido direto o bastante quando disse a ele para fazer com que atendesse aos seus desejos e lá estava ele. Afastou-se por fim e tocou a própria roupa, tirou primeiro o casaco, em seguida a camiseta como ordenado, nesse meio tempo, vez outra desviou a atenção para olhar em seu rosto e quando terminou, esperou pelo que viria à seguir. Noah olhou pra ele enquanto parecia confuso a tirar a roupa, ele era tão bonito que suspirou prazeroso pela vista que tinha, mas era um idiota, porque sabia que não conseguiria manter aquela pose por muito tempo, só de ver aquela expressão confusa dele já estava desistindo.
- Vamos descobrir juntos, hum? - Murmurou, como um segredo, depois sorriu suavemente. - Tire minha calça.
Leo sorriu suavemente diante do comentário, deixando claro que havia entendido. Em seguida levou as mãos em sua calça, afastou-se enquanto tomava o cós entre os dedos, descendo o moletom por suas pernas compridas e tatuadas. Conforme desceu a roupa, se aproximou de sua pele, beijou sua coxa, umedecendo levemente com a pontinha da língua ou o roçar dos lábios, interrompendo apenas quando deu espaço para tirar a peça por seus pés. Noah sorriu novamente em retruque, feliz porque ele havia entendido, assim não veria sua expressão confusa que partia o próprio coração, era uma brincadeira, estava tudo bem. Sentiu ele puxar a própria calça e suspirou profundamente, seus lábios na pele, em qualquer lugar da pele, causavam um arrepio no corpo todo.
- Hum... Eu adoro você. Eu adoro olhar pra você. - Disse num suspiro profundo, podia ver seus cabelos loirinhos e curtos emoldurando seu rosto bonito, o corpo que já conhecia, a calça que bem, sempre parecia alguma que ele usaria em shows, mas era confortável e gostava muito delas. - Acho que você sabe o quanto você é gostoso. - Sorriu, mordendo o lábio inferior. - Me deixa ver o seu corpo. - Disse, empurrando-o suavemente com um dos pés, com as unhas recém pintadas que ele tinha um certo apreço e o mesmo pé tocou seu tórax, seu abdômen, notando as curvas de seu corpo, seu abdômen definido, diferente do próprio, a tinta era um charme sutil, mas ele não precisava dela. - Gostoso. - Gesticulou para ele num sussurro e sorriu, divertido do próprio jeito. Separou as pernas, era um bom momento pra se vingar. - Tire minha roupa íntima, com a boca.
Leo sorriu enquanto o ouvia dizer, embora o risinho tenha vindo a seguir, em sua afirmação sobre ser ciente da própria aparência física, bem, se esforçava e era muito elétrico como Vessel. Afastou-se dele com os pés no peito, olhou para baixo e notou as tatuagens e o adorno das unhas, ele era caprichoso e gostava disso, não era um fetiche com pés, era por sua atenção aos detalhes. Tocou-o no dorso do pé, deslizando na pele até o tornozelo, porém deu espaço e deixou sob seu olhar analítico e o percorrer do toque dele. Aquele fetiche era sobre ser sexualizado de fato, como algo a servir para isso, era quase objetificado, mas não se importava. Ao ouvir seu desejo seguinte, o riso não foi tão sutil, até ia responder, dizer que ele havia tido vantagem já que estava em pé na ocasião e ele pesava sobre sua roupa íntima, mas estavam jogando então não ia questionar, apenas, talvez tirasse um pouco da sua paciência para esperar aquilo de si, assentiu. Curvou-se para ele, novamente subiu aos beijos por sua coxa, tocando com a ponta da língua o espaço limite entre sua pele e sua roupa íntima, delineando sua virilha ao morder levemente o tecido onde veio a roçar a língua em seguida, lambendo-o em seu corpo ereto e escondido pelo tecido. Noah sorriu igualmente, sabia exatamente qual era a observação, quis beijar seus dentinhos pontiagudos quando os viu. Suspirou profundamente. Fechou os olhos por um momento ao sentir seus beijos, estava excitado e odiava esperar, mas tinha certeza que ele odiava muito mais, tinha uma paciência muito curta quando estava pronto para o sexo, adorava isso, era como se não pudesse evitar para tomar o que queria. Seria muito divertido. Voltou o olhar a ele em seguida, sabia que o toque de sua língua, mesmo ele tocando a si, já deveria estar duro por trás de sua roupa porque era exatamente assim consigo, qualquer toque que dava nele já pulsava o próprio sexo. Com uma das mãos tocou os cabelos dele, deslizou as unhas por todo seu couro cabeludo e gemeu baixinho, prazeroso.
- V-Vamos. - Disse, tentando soar firme, mas a voz fraquejou suavemente.
Aquele timbre dizia exatamente o que pretendia enquanto Leo usava o toque dos lábios em sua roupa, indiretamente em sua pele. Mordeu o tecido e puxou de leve, consequentemente pegando a pele dele, por sorte a puxada era cautelosa, então não causou nenhum acidente. Subiu em seguida, alcançou o cós e mordeu o elástico na linha de seu umbigo, puxou para baixo, teve muita firmeza para fazer isso e conseguir abaixar as laterais da roupa concomitantemente. Noah sorriu novamente e ergueu os quadris, suavemente, para que ficasse mais fácil dele tirar, ele tinha força na mandíbula assim como a si, e adorava ver seus dentes alinhados a segurar a roupa, como naquele poster que tinha dele. Quase riu ao pensar nisso.
- Pode usar as mãos também, meu cavaleiro. - Segurou os cabelos dele em meio aos dedos, afastando de seu rosto, queria ver seus olhos azuis enquanto olhavam para si.
Era hora de Leo tomar aquilo como desafio? Talvez não fosse, mas estava tomando, então não queria usar as mãos. Foi um pouco mais para o lado, puxou pelo cós do lado esquerdo, depois passou para o lado direito, descendo gradualmente cada canto da roupa, pelo menos até deixar seu corpo desperto completamente visível. Noah riu enquanto olhava sua brincadeira pessoal, quase um desafio tentando tirar sem usar as mãos e o pior é que ele conseguia, mais do que a si na verdade. Quando enfim ele conseguiu expor o próprio sexo, ficaria mais fácil, então o viu abaixar pouco mais, fez um pequeno bico, deixando claro que reconhecia como ele sabia fazer aquilo e riu.
- Uh, você é bom nisso, se tivesse um campeonato de tirar roupas com os dentes, tenho certeza que o troféu era seu. Puxa com as mãos, ah? - Disse e riu baixinho, ajudando-o a retirar a boxer já que precisava erguer os quadris, e bem, a tatuagem estava ali, a pequena máscara dele.
O riso soou entre os dentes de Leo presos à sua roupa, quando enfim soltou, se deu por satisfeito pela altura que chegou com a boca. Somente então tocou sua roupa íntima.
- 'Course, my fucking king³. - Disse, como chamado de cavaleiro, aproveitou a deixa para introduzir uma menção de sua música, e que fizesse sentido na brincadeira. Sorriu então enquanto puxava finalmente a roupa para tira-la, assim como a calça já no chão.
- Hum, eu gostei disso aí. - Noah achava engraçada a expressão que os fãs usavam tirada da Concrete Jungle, mas no sotaque dele, quase derreteu, chegou realmente muito perto, até franziu o cenho a morder o lábio inferior, agora estava interessante. - De pé, vem aqui. - Disse, estendendo uma das mãos a esperar por ele e tocou seu queixo, o segurou, puxando-o para si com delicadeza e mordeu seu queixo onde antes a mão estava, deslizando a língua em sua pele em seguida. - Serve your king, my dark knight.* - Disse para combinar com ele e sorriu. - Me dá essa sua boca gostosa, hum? Me deixa sentir ela no meu pau.
Leo se aproximou dele conforme chamado. Mesmo sua firmeza era cheia de gentileza. Ergueu levemente o queixo ao sentir seu toque com as mãos, em seguida com os lábios, arrepiou-se na nuca como um reflexo do contato, então expôs a língua e lambeu seus lábios que ainda assim proferiam sem interferência com o que fazia e assentiu enquanto sorria diante da troca de apelidos. Antes de obedece-lo porém, mordeu o queixo dele como ele o próprio. Tinha o fetiche, embora não fosse completamente domado no final, talvez fosse um cavaleiro indisciplinado servindo aos prazeres de seu rei com grande proveito. Desceu portanto, beijando seu peito ainda escondido pela roupa, segundo para baixo onde a pele estava exposta, beijou seu ventre e quase podia sentir o anseio de outra parte de seu corpo esperando pelo mesmo contato. Era exatamente aquela parte selvagem dele que Noah gostava, nem mesmo Vessel era completamente domado por sua entidade, em suas músicas deixava isso claro, embora em algumas ele se descrevesse como um servo leal, em outras, questionava seu tratamento ou sua submissão, e aquilo deixava a si mais animado que mil jogos de RPG poderiam, sorriu na falta do riso, estava descobrindo que gostava de fazer isso com ele, gostava de doma-lo, meio falsamente já que era gentil no fim de tudo, não sabia, nem queria, toca-lo com grosseria, não saberia ser o tipo de pessoa que dá uma ordem, é desobedecido e bate, por exemplo. Seria muito, muito difícil bater nele mesmo em um contexto sexual, e o engraçado é que, gostava quando ele batia em si, mas duvidava um pouco que ele batesse no próprio rosto. Fetiches eram coisas engraçadas. Suspirou, estremecendo suavemente com seu beijo e repetiu exatamente o que ele havia feito em si no outro dia em seu camarim, ergueu a camiseta que usava e mordeu na barra, deixando o corpo exposto para ele, sabia que ele estava muito brando, estava provocando a si. Deveria tentar ser mais... Duro com ele? Não sabia se isso combinava consigo. Soltou a camiseta por um momento e agarrou seus cabelos, guiando-o ao próprio sexo, impondo um pouco de força.
- Não me enrole. - Disse, tentando notar alguma reação dele a isso.
Na verdade, naquele momento, Leo não estava mesmo enrolando, quer dizer, ainda estava em tempo de permitir sentir a preliminar e tirar proveito dela até que não pudesse mais, ainda assim sorriu contra sua pele, sob a imposição firme de seus dedos, era apenas o vislumbre de um sorriso. Ao erguer os olhos, devolveu o olhar dele antes de finalmente deitar os lábios em seu corpo pedinte. Roçou sua pele sedosa com a boca, apenas então tornou a esconder o olhos sob as pestanas de fios dourados. Abriu a boca e o recebeu dentro dela, sentindo a a dualidade entre a suavidade de sua pele com a rigidez de sua excitação. Noah sorriu a ele meio de canto, estava um pouco confuso ainda se ele estava gostando ou não do que fazia, mas, ele não reclamou, então continuou assim. Fechou os olhos igualmente quando enfim o sentiu enfiar a si na boca, adorava sua boca quente, úmida, hum, adorava tudo nele, que ódio. Apoiou um dos pés sobre a bancada, tendo um apoio sutil ali para empurrar suavemente os quadris contra ele, em sua boca, empurrando-se pra dentro. Leo notou contra a boca sua imposição, um ritmo cuidadoso com a pelve, o que fez reabrir os olhos e perceber como ele havia se colocado. Suspirou ocupado para verbalizar, mas sentiu uma sensação fria no estômago, uma leve excitação refletindo no restante do corpo, porque gostava de vê-lo pedindo por atenção, gostava de vê-lo buscando tudo o que podia ter em seu corpo, não era apenas permissivo, tinha uma passividade proativa que gostava de verdade. Tocou sua ereção no final dela, pressionando com o dedo polegar a região mais baixa da zona ereta, podia senti-lo responder com a pressão do dedo, tendo um leve reflexo em espasmo. Quis muito morde-lo, mas não era morder de uma forma delicada ou dolorosamente prazerosa, era morder mesmo, mas se contentou em fazer isso com a percepção do que era imaginar uma mordida ali, era homem, sabia o limite e foi até ele. Noah suspirou e voltou a morder a barra da camiseta, era um jeito de conter os gemidos porque porra, gostava realmente da boca dele, era uma preliminar que adorava fazer com ele, tanto dar aquilo para ele quanto receber. Quando recebeu sua mordida, agradeceu muito por estar com a camiseta em meio aos dentes porque gemeu contra ela, claro que dessa vez não foi como antes, quando deu a suave troca de afinação como costumava fazer, agora foi um gemido dolorido, com um pouco de firmeza até e sentindo o braço onde se apoiava fraquejar, decidiu se deitar sobre a bancada, inclinando o pescoço para trás por um momento, eram só alguns momentos, descansando os músculos que insistiam em se contrair, só então voltou a apoiar o tronco erguido.
- Hum, acho que vou ter que mandar cortar a cabeça do meu cavaleiro se ele me machucar, ah?
O riso de Leo soou contra sua animosidade, podia fazê-lo sentir a vibração vocal conforme a voz se abafava em seu corpo, sabia que havia sido firme, mas ele não fazia ideia do quão pior desejava fazer. Moveu a boca, tragando como a sucção firme em um canudo, quase como se o obrigasse a entregar o prazer com aquela chupada. Então correu os dedos entre suas coxas, massageou seu sexo na parte mais delicada dele, apenas acariciando a pele, era um toque oposto ao que fazia com a boca. Com a mão esquerda, subiu por seu ventre até o peito, tocou seu peitoral tatuado e encontrou um pequeno ponto que pareceu saudar a própria mão. Seguiu até seus lábios e tocou o suficiente para ter a resposta de sua língua, quando a teve, desceu para seu mamilo eriçado pelo atrito, friccionando-o levemente. E aquele era o momento, aquele em que por mais que gostasse das preliminares, passava a desejar muito mais dele, como se precisasse consumir sua existência. Ao sentir sua sugada no sexo, sutilmente dolorido pela mordida anterior, Noah gemeu mais alto, abafado pela camiseta que voltou a morder, estava ficando com calor, o roupão era grosso, então o retirou dos braços, só por um tempo, retirando também a camiseta, era estranho estar nu em sua cozinha, mas ali estava. Sentiu o toque de sua mão, estremeceu e claro que lambeu seus dedos, mas aproveitou para descontar a mordida no sexo em seu dedo médio, o mordeu, não era realmente tão firme, mas o suficiente para ser dolorido. Mordeu o lábio inferior ao sentir o toque no mamilo, é, ali era um lugar bem sensível para si. Suspirou excitado, também queria mais dele, mas tinha que se manter firme.
- Leo... - Gemeu baixinho agora, quase manhoso, sabia que naquele ponto, pediria para ele para entrar em si, mas não o fez, queria saber até onde ele teria paciência de aguentar. - Hum, pare... Ou eu vou gozar na sua boca...
Novamente, Leo havia resmungado em seu sexo, causado pela mordida no dedo, havia sido enfático nela e pôde notar um troco, mas era também o motivo da impaciência, enquanto o via despir as roupas, revelar sua pele tatuada agora sem qualquer impasse de tecido, poderia lamber seu corpo inteiro se pedisse, podia marcar todas as tatuagens com os dentes. E claro que o deixaria gozar com prazer, mas tinha mais para tirar dele antes disso. O tirou da boca, deslizando para fora dela com muito mais suavidade do que toda a sucção anterior, a lambida veio quase como um carinho naquela altura. Levou as mãos até sua cintura sem curvas, o puxou para beirada do balcão, beijou seu abdômen, na altura do estômago, entre o peitoral e então mordiscou seu mamilo antes apenas tocado pelos dedos, o alcançou nos lábios que beijou com tanta vontade quanto podia. Noah olhou pra ele quando enfim se levantou, ele parecia sem paciência, sorriu por isso, já o conhecia bem o suficiente, sua pele estava arrepiada, suas mãos estavam trêmulas, sabia quando aquele momento acontecia, ele segurava a si com muita firmeza ainda que pudesse sentir aquele trepidar suave da impaciência dele. Fora puxado e fechou os olhos por um pequeno momento, apenas ao sentir sua boca quente no próprio peito, quando abriu, quase levou um susto ao percebe-lo de frente a si, tendo os lábios tomados em seu beijo, não tinha problema nenhum em sentir o próprio gosto em sua boca, o gosto dele, da boca dele, ainda compensava isso. Sentia o coração bater como um soco no peito, estava tão excitado que teve que segurar o próprio sexo com uma das mãos, apertando-o suavemente, contendo a vontade que tinha do ápice que já estava perto, sabia o que ele queria, e queria testar o quanto iria obedecer a si naquele estado impaciente dele.
- Ainda não... Você não pode entrar ainda. - Disse contra seus lábios ao interromper o beijo, mordendo seu lábio inferior mais uma vez. Era uma provocação a ele e a si também, estava tão impaciente quanto ele, mas esperou, queria saber sua reação.
Ao interromper o beijo proferindo contra os lábios, Leo sorriu com os dentes à mostra e quase os encostou em sua bochecha na verdade, o riso soou apenas como um sopro pelas narinas. Ficava impaciente, mas não era um completo animal, além do fato de que podia ler Noah como ele estava fazendo consigo agora, e não apenas pelos dedos dele em seu próprio corpo tentando conter o ânimo entre as pernas. Se devia se controlar, então ele precisaria do mesmo, portanto buscou seu pulso e segurou seus braços contra a superfície onde se deitava, impedindo que se contesse da mesma maneira. Por mais excitado que estivesse, estremecido entre suas coxas, com os dedos inquietos em seus pulsos, o encarava como um cão esperando por seu pedaço de carne, até que pudesse come-lo.Noah ficou surpreso com a reação dele, quer dizer, não sabia como ele ia reagir, mas não achou que ele fosse atar as próprias mãos. Riu, suavemente e mordeu o lábio inferior, olhando-o de baixo, inferno, ele tinha as respostas para tudo, estava tão impaciente quanto ele mesmo e bem, não tinha porquê privar ele daquilo e nem a si. Contorceu-se suavemente, tentando mover as mãos, mas sentiu seus dedos apertarem ao redor dos pulsos, mordeu o lábio inferior, é, gostava daquilo.
- Hum... Ta bem... Você venceu. Me coma, Leo.
De cima, Leo ainda o fitava esperando pela ordem, levou a sério a brincadeira já que a estavam desenvolvendo, não ia sair do personagem e quebrar o que haviam começado, mas também seria punitivo, como um homem legal com que se pode contar, embora não com as melhores atitudes.
- E agora já esperou o suficiente, meu rei? - Murmurou, um pouco embargado, afetado pela contenção e risonho pela brincadeira. Ao soltar um de seus pulsos, fez apenas o suficiente para dar atenção ao que restava da roupa, apenas o que era necessário para tomar conta do rei, então abaixou a calça com a roupa íntima até as coxas, e segurado entre os próprios dedos até ousou insinuar a prontidão para ele antes de finalmente acomoda-la em seu corpo. Noah assentiu, fazendo um pequeno bico, um pouco contrariado já que esperava uma coisa bem diferente, mas se divertiu ainda assim. Riu baixinho junto dele, até sua voz estava trêmula, suspirou, o sotaque britânico era lindíssimo enquanto chamava a si de rei, nunca mais escutaria isso dos fãs da mesma forma sem pensar nele e em como soava muito melhor sendo dito por ele. Ergueu-se novamente nos braços agora que solto, vendo seu corpo bonito e imaculado como o próprio não era, eram uma boa junção, gostava de ver a própria pele junto da dele. Como sempre é claro, não usavam o maldito lubrificante, quase riu ao pensar nisso, estavam sempre fazendo aquilo em lugares onde não o deixava disponível, mas estremeceu com o toque quente de seu sexo em meio as nádegas.
- Hum, vamos usar meu sangue de novo, ah?
Leo olhou para ele conforme se ergueu nos punhos sobre a bancada. Sem uma atividade intensa, mesmo assim a respiração estava um pouco densa, não queria parar no meio do caminho para buscar o lubrificante, mas sabia o quanto podia ser desconfortável para ele. Sorriu com a malícia ou quem sabe até mesmo a fofura típica do sorriso sem a tinta.
- Posso usar a minha saliva. - Disse e apontou a própria língua conforme a expôs entre os lábios.
Noah riu baixinho.
- Não... Já fiz você esperar demais. Não precisa usar os dedos primeiro. Vem. - Murmurou e selou os lábios dele, roçando o nariz em seu rosto suavemente.
- Não estou falando dos dedos. - Leo falou baixo, como um segredo, apenas pela proximidade, retribuindo a carícia com seu rosto, sentindo aquele contato estranhamente agradável. Fechou os olhos enquanto o sentia, era macio e áspero ao mesmo tempo, tinha cheiro doce de bolo misturado ao cheiro dele.
- Hum, n-não... - Noah disse, já tinha recusado isso uma vez, na verdade, quando o conheceu, era algo que deixava a si realmente envergonhado, e ele saberia pelo tom avermelhado nas bochechas, por sorte, estavam muito perto e ele provavelmente não veria, mas o tom da voz deixou claro o que sentia. O riso de Leo soou perto dele, embora tenha notado o timbre, estava ainda em apreço pela carícia trocada com o rosto. Quando excitado, gostava de tocar mais firmemente, o que pudesse encostar ou pegar, queria tudo.
- Você, tímido com alguma coisa? - Tocou sua mandíbula, segurando-a entre os dedos, lambeu sua bochecha, exatamente como já havia feito numa apresentação, sobre a máscara do III, apenas uma brincadeira na ocasião, mas naquela não era.
Noah riu baixinho, meio desajeitado.
- Ah, é que isso parece meio... Sei lá. Parece estranho... - Disse e iria esconder o rosto com uma das mãos, mas sua língua foi mais rápida e sentiu a pele se arrepiar de forma muito estranha com aquele toque, era literalmente uma lambida no rosto, mas de alguma forma, tudo que ele fazia era excitante, então virou-se para ele e beijou seu rosto, fez o mesmo, a mesma lambida em sua bochecha e o mordeu no queixo no final dela, riu baixinho, ele tinha um gosto tão bom. - Hm... V-Vem, não me deixe esperando. - Disse, antes que ele oferecesse o toque novamente e voltasse a ficar envergonhado.
- Um dia você vai desejar me entregar tudo o que tem em você, até mesmo as partes mais vergonhosas. - Leo sussurrou, no entanto se voltou para seu pescoço, subiu até o lóbulo da orelha e mordiscou-a, penetrou sua orelha, delineando a cartilagem onde surpreendente não havia nenhum tipo de adorno. Desceu as mãos por seus quadris e apertou as nádegas puxando-o em direção a si, sentia-o, ele e seu corpo quente. - Eu vou servir você agora... - Murmurou tenro e então empurrou-se para ele, sentindo uma certa dificuldade pelo atrito do corpo, embora sua excitação fosse um grande facilitador. Em sua pele ainda se enfiava com o rosto, sentindo seu cheiro, seu gosto.
Noah sorriu suavemente ao ouvi-lo, iria dizer que já havia entregado tudo que tinha a ele, mas haviam coisas que ele não sabia ainda, mesmo que estivessem a um tempo juntos, coisas que, bem, não eram relacionadas a sexo, mas escondia bem, tomou aquela frase de forma bem ampla. Você me amaria se realmente visse todas as minhas partes vergonhosas? Ou as tristes? Bem, não se prendeu a isso, não naquele momento. Fechou os olhos, suspirando profundamente ao sentir o toque na orelha, aquele toque era o equivalente ao roçar das unhas em sua nuca, toda a extensão da própria pele se arrepiava, ainda mais ao ouvir sua respiração com aquele suave rastro de voz e claro, sua frase seguinte foi o suficiente, tão perto da própria orelha, podia sentir o peito dele quase colado a si, quase sentia seu coração pulsar junto do próprio. Entreabriu os lábios, deixou escapar o gemido dolorido, mas o corpo fez o completo oposto do que ele provavelmente esperava. Estava perto do ápice, suas pequenas provocações eram suficientes, sua voz, seus toques, eram suficientes, ele, era suficiente, então atingiu o ápice, mesmo a sentir os músculos se contrairem, doloridos pela penetração, ainda assim não foi o suficiente para retirar a sensação que sentia, se excitou de forma mais psicológica com ele naquele dia. O gemido agora era diferente, embora franzisse o cenho numa expressão suavemente dolorida e até o agarrasse em seu ombro com uma das mãos e outra em seus cabelos, ainda assim a voz soou prazerosa, as mãos tremeram, o apertou dentro do corpo ainda que ele estivesse só iniciando seus movimentos, tentava relaxar, mas era inevitável, eram contrações dos músculos, e os olhos estavam fechados firmemente. Precisou de alguns segundos para enfim voltar o olhar a ele, e estava envergonhado, é claro, então novamente tinha aquele tom vermelho nas bochechas.
- D-Desculpe... Não para, por favor... - Murmurou e agora era a própria vez de esconder o rosto no pescoço dele.
Ao toca-lo, Leo sentiu seu corpo estremecendo como quem sentia frio, era diferente do trepidar da expectativa do sexo ou mesmo do clímax, era leve, como se seu corpo estivesse vibrando por dentro, quase como se ele estivesse languido. Ainda assim se apoiou nele com a proximidade, estando junto de seu corpo, o espasmo seguinte veio com toda força que ele não estava usando antes, foi apertado, quase sufocado dentro de seu corpo, entre suas coxas que agora tentavam se fechar ao redor dos quadris, gemeu por isso, porque como se não bastasse sentir prazer em invadi-lo, estava sendo aprisionado com aquela força que parecia arrancar de si o que poderia dar a ele, tal como havia feito antes ao usar a boca. Na pele sentia o toque quente dos respingos de seu auge, havia gozado enquanto sentia dor, apenas pelo toque da boca e não exatamente em seu sexo, mas em sua orelha, em seu pescoço, sabia que Noah era sensível, mas pelo jeito ainda ia descobrir o quanto. Porém, não estava muito diferente, estava excitado e impaciente, ainda mais enquanto o via tendo prazer, era como um estímulo visual potente, sentir seu toque, sua voz, mesmo a força de expressão em seu rosto, que infelizmente não podia ver, mas sabia bem como imaginar. O apertou nos braços, sentindo o espaço preenchido com seu movimento estremecido, com tudo o que poderia estar junto do outro, moveu-se dando a primeira investida, o que estava difícil já que ele continuava apertado, mas não estava sendo expulso, estava na verdade sendo convidado, tragado para dentro, e porra, não queria, mas não precisou de muito além daquilo, uma pequena sequência depois dele, e lá estava, igualmente sem forças para continuar atingindo seu corpo com insistência enquanto sentia-se liberar em seu corpo. O gemido deixou o fundo da garganta, mas morreu contra sua pele onde abafou a voz ao morde-lo, e agarrado a ele permaneceu enquanto a onda do clímax perambulava por todo o corpo. Noah agarrou-se a ele, era difícil porque o próprio corpo tinha reações muito fortes no ápice, queria aperta-lo, abraça-lo, puxar ele para si, e sabia que apertar ele no próprio corpo não era algo que ajudava muito em seus movimentos, nem em evitar seu ápice, mas não queria de fato evita-lo, não iria proibir ele se sentir exatamente o que estava sentindo agora, proibi-lo de sentir o que o prazer dele havia feito consigo. Mas... Droga... Queria mais e era por isso que agora mordia o lábio inferior, e não era muito gentil com ele, provavelmente teria uma marca de sangue pisado ou arroxeada ali mais tarde, o gemido que ele deixou escapar não ajudava muito, o arrepio percorreu a coluna mais uma vez e até inclinou o pescoço para trás, sentindo os fios de cabelo medianos deslizarem pelas costas e claro, o agarrou contra si, com as coxas, com os braços ao redor de seu pescoço, sentindo seu corpo quente, seu ápice quente e claro, a mordida dolorida que ele não tinha muito cuidado já que bem, estava excitado, concentrado em outras sensações, mas não tinha nenhuma reclamação porque também estava, achava totalmente possível que se ele arrancasse um pedaço do próprio pescoço, nem ia perceber. Alguns segundos se passaram, talvez um minuto inteiro e soltou o próprio lábio, deslizando uma das mãos pelo rosto dele, puxando-o para si, afastando do próprio pescoço, só então percebeu que nunca havia visto sua expressão durante o ápice, ele sempre se escondia. Se lembrou de um vídeo dele, onde ele erguia o rosto para cantar com os dentes expostos, imaginou que fosse ser algo parecido e por isso agora havia sorriso feito bobo para ele, que provavelmente não entenderia nada.
- Hum... Eu quero mais... - Murmurou, pedinte.
Entre pequenos espasmos, Leo se afastou dele, olhou seu rosto, estava de fato um pouco confuso, porque estava excitado e ainda sentindo o resquício daquela onda de prazer. Olhou para ele e tocou seu rosto, notando o ferimento em seu lábio, sabia exatamente porque havia aquele machucado ali, entendia perfeitamente a necessidade de vitimizar qualquer coisa que pudesse extravasar as sensações. Reaproximou de seu rosto, lambeu seu lábio com suavidade, diferente do movimento que tentou levar adiante em seguida, atendendo ao pedido. Noah acariciou os cabelos dele ao sentir o toque nos lábios, sua carícia suave no rosto, é, estava ali de novo naquela intercessão suave entre sentir prazer e estar completamente apaixonado por ele. Tocou sua mão, sobrepondo com a própria e a puxou delicadamente para si, juntou os dedos aos dele, de frente, notando como os próprios eram do mesmo tamanho dos dele e sorriu, entrelaçando os dedos em seguida, sentindo-o enfim reiniciar os movimentos e gemeu, prazeroso e um pouco dolorido.
- Tudo bem se você precisar... Descansar um tempo. - Murmurou, embora o comentário tenha sido cortado por um gemido suave.
Leo entrelaçou seus dedos e sorriu diante do gesto fofo, podia notar que algo se passava em sua mente, embora ele não tenha dado muita atenção àquilo já que mudou seu foco, ou talvez apenas tivesse obrigado ele a fazer isso já que se moveu. Talvez até realmente precisasse de um tempo para ter uma nova ereção, mas mesmo que estivesse menor, ainda sabia como tirar proveito e tornar o corpo novamente disposto, com ele aquilo não era nada difícil. Os dedos continuavam cruzados aos seus, mas o outro braço envolvia ao redor seu corpo e naquela posição, pareciam dançar. Noah sorriu suavemente quando não ouviu sua resposta, quando ele ficava em silêncio muito tempo, era quase estranho, embora ele fosse geralmente muito quieto e soubesse que não deveria estranhar aquilo, era por ser muito falante mesmo, por isso era estranho falar sozinho. Bem, devia sentir, como ele mesmo havia dito para si uma vez. Beijou seu rosto, sua bochecha, seu queixo e enfiou-se em seu pescoço, aspirando seu cheiro gostoso e ele já sabia o que faria ali, o mordeu, uma, duas vezes, depois seu ombro e sorriu contra sua pele, podia sentir os resultados das mordidas dentro do próprio corpo agora, ele realmente gostava de mordidas, sempre ficava admirado com isso.
- Take a bite⁴, hum? - Murmurou contra sua pele, lambendo o local onde havia mordido, só para morder novamente, no mesmo lugar. Poderia mastiga-lo, arrancar um pedaço dele e ainda não ficaria satisfeito com o quanto o queria. Aparentemente ter uma parte de seu corpo dentro do próprio não era suficiente. Estava inquieto, talvez estivesse ficando impaciente como ele. Deslizou a língua em seu pescoço, subindo para o queixo e seus lábios em seguida, suspirou contra eles. - Me leve... Me leve pro tapete da sala.
O silêncio de Leo era quase como estar em um transe, um tipo de meditação, porque estava tão concentrado no que sentia ou fazia, que esquecia do proferir uma palavra qualquer. Porém, foi cortado por suas mordidas, que por ser inesperado, arrancou um gemido um pouco mais expressivo, não era alto, mas era tomado da garganta sem poder sequer abafar em sua pele, devia ter previsto, era quase uma regra entre ambos, era quase o terceiro participante do sexo e já o havia mordido, agora parecia ser sua vez. Fechou os olhos mais apertados, sendo abocanhado como o prato principal em um jantar, deu um risinho quase nervoso, mas não estava mesmo reclamando, era só aquilo que precisava para dar a ele o que ele queria. E sem pestanejar, apenas o segurou com a firmeza de ambos os braços, um já estava antes na posição, então apenas uniu ao outro e o levou consigo, cuidadoso já que não havia tirado completamente a própria calça ainda. O colocou no sofá no entanto, sentado no centro do assento e por um instante teve de deixá-lo, assim, desfez-se do que restava da roupa, ficando inteiramente nu como ele e só então se abaixou, na verdade se ajoelhou no sofá, acomodando os joelhos no espaço que exigiu entre suas pernas e curvou-se para descansar as mãos no encosto do estofado, o olhou de cima naquela pequena jaula no qual o colocou por um momento, sorriu. Noah agarrou-se a ele ao redor de seu pescoço, vendo sua caminhada um pouco desajeitada e riu baixinho, fora colocado no sofá porém, ao invés do tapete e sorriu a ele, dando espaço em meio às próprias pernas, mas mordeu o lábio inferior, meio dolorido pela mordida de antes.
- Hum... Por que você não dá colo pro seu rei, hum? Me deixa fazer o trabalho um pouco.
- Hum, vai reinar sobre mim? - Leo indagou naquele mesmo ar risonho. - Talvez eu seja o seu trono.
- Hum, me dá essa espada aqui. - Noah riu, entrando na brincadeira dele com os trocadilhos.
Leo riu entre os dentes, divertido. Por fim se virou e tomou um lugar no sofá, esperando por ele.
- Minha espada ao seu dispor, meu rei.
Noah riu baixinho e mordeu o lábio inferior, iria se sentar em seu colo, mas lembrou que tinha lubrificante guardado na sala, bem, gostavam de fazer isso em lugares diferentes, iria esconder vidros pela casa inteira dele, riu ao pensar nisso. Caminhou para um pequeno móvel no canto a abrir a gaveta e iria pegar o vidro, mas tinha uma caixinha pequena em conjunto, optou por ela e seguiu até ele, sabia que era gostoso fazer aquilo com ele de qualquer jeito, mas o lubrificante deslizava melhor e deixava aquilo mais gostoso. Sentou-se em seu colo, com um pequeno sorriso no rosto como uma criança fazendo bagunça escondido do pai e abaixou-se, selando os lábios dele.
- Comprei isso aqui pra gente. - Disse e mostrou a pequena caixinha, não fazia ideia do que era, mas achou as bolinhas muito fofas dentro. Abriu a embalagem, sentindo o cheiro gostoso de uva, suspirou. - Ah, eu vou comer isso aqui.
Leo esperou por ele, mas este seguiu o caminho oposto de si. Encarou seu perambular na sala até encontrar o easter egg. Encarou o conteúdo em sua mão, tentando ver o que tinha nela, mas o que chamou a própria atenção foi seu sorriso, gostava de como ele erguia os lábios de uma forma específica quando sorria, por isso, sem se dar conta acabava sorrindo em conjunto. Olhou o pequeno vidro, as bolinhas cristalinas dentro dele, o cheiro ao abrir era como de um suco artificial.
- Oh, deve ser pra fazer bubble tea. - Brincou. Ergueu a mão conforme entregue a ele, aceitando a pequena esfera, cristalina e quase gelatinosa, pressionou entre os dedos suavemente, era delicada, parecia querer estourar facilmente. - Hum, será que isso entra sem estourar? - Riu, entre os dentes.
- Bom, vamos ter que descobrir. - Noah riu baixinho e mordeu o lábio inferior, erguendo-se no colo dele, ficando de joelhos sobre seu corpo.
- Bem, talvez eu tenha tornado mais fácil. - Leo disse, sugerindo o sexo. Por fim guiou a mão entre suas pernas, pela frente mesmo, passou roçando em seu corpo, por hora já não tão firme quanto antes. Pressionou os dedos nele, levando a pequena cápsula para dentro, deslizou muito mais fácil do que esperava, parecia quase ser sugada. Noah sorriu ao ouvi-lo e assentiu, esperou por sua mão, tentando relaxar o corpo para que fosse mais fácil, mas a sentiu deslizar pra dentro então suspirou, ajeitando-se em seu colo.
- Agora você precisa estourar, eu acho. - Riu. - Mas não com os dedos.
- É, acho que isso não vai precisar dos dedos. - Leo disse e levou as mãos em seus quadris. - Vem cá. Reign down on me⁵. - Sussurrou, fazendo um trocadilho, outra vez e riu.
Noah riu ao ouvi-lo, assentindo com a cabeça e abaixou-se a selar seus lábios.
- Esse aí foi bom também. - Disse e o segurou em meio aos dedos, guiando-o para si novamente e devagar se empurrou para baixo, era meio difícil no início, mas sentiu o corpo aquecer suavemente em seguida, sabia que a bolinha havia estourado e agora tinha lubrificante. Sorriu meio de canto e continuou a se sentar sobre ele até às nadegas tocarem suas coxas. - Ah...
Leo suspirou pesado sem perceber, um reflexo do agrado com a sensação no corpo. Sentiu a passagem, certamente não difícil como o início, e logo estava com a sensação morna, quase como se seu corpo estivesse úmido para si, e estava, embora de maneira diferente do que estava pensando. Apertou seus quadris e deslizou a mão para trás, preenchendo o espaço dos dedos com suas nádegas onde afundou o toque.
- É gostoso...
- Uhum... - Noah murmurou e sorriu, suspirando profundamente a sentir a sensação quente no corpo, era bom, era realmente bom. Se moveu finalmente, sentindo o corpo se acostumar aos poucos novamente a penetração, não precisava de fato de um apoio, então se moveu sem tocar nele, deixando uma pequena distância entre ele e si para que ele pudesse ver o próprio corpo. - Isso é bom, hum?
Leo assentiu com sua pergunta. Olhou para ele, para sua excitação começando a voltar, suas pernas ao redor das próprias, as coxas tatuadas, o peitoral ainda mais coberto pelas tatuagens, os ombros suavemente tocados pelos cabelos, sorriu notando o quanto ele era atraente e mais, o quanto a figura de ambos parecia combinar no sexo, era uma reflexão aleatória, mas gostava do que via. As mãos ainda estavam em suas nádegas, ajudando o ritmo sem interferir de fato, este era agora mais suave, não era tão rápido, mas era bom da mesma forma. Oscilavam demais sobre a forma como faziam isso, era como transar por vários dias em um dia só. Noah também gostava muito da forma como faziam as coisas, a forma como transavam, como namoravam, como interagiam um com o outro, tudo era perfeito. Tocou os cabelos dele com ambas as mãos agora, apoiando-as em sua nuca, onde ele gostava do toque, eram realmente diferentes em alguns aspectos, em personalidade, mas se davam tão bem que era quase como se ele completasse a si, de várias formas diferentes. Puxou seu cabelo suavemente, fazendo-o erguer o rosto para si e selou seus lábios, roçando novamente o nariz no dele e o rosto no seu, deixando-o sentir o toque suave da barba que ele gostava, sorriu em seguida, amenizando os movimentos para que pudesse olhar pra ele, tão perto como estava.
- Eu não sei... Explicar o quanto eu amo você. - Disse e sorriu meio de canto, talvez um pouco tímido, ajeitando uma mecha dos cabelos compridos atrás da orelha.
Leo sentiu a pele se arrepiar no contato de suas unhas, não eram realmente compridas, mas tinham um tamanho perfeito para causar aquela sensação na pele, deu um risinho, um reflexo de satisfação. Então ergueu o rosto em direção a ele, fechou os olhos quando o toque de seu rosto, sentindo a textura, quis lambe-lo novamente, mas não fez isso, então sorriu, mostrando-lhe os dentes como os dele para si.
- Eu sinto isso também. - Murmurou, mas não vacilou naquela resposta, podia não dizer com exatidão, palavras com significado eram ainda mais difíceis de dizer, mas sentia sim e sabia que provavelmente sentia a mesma coisa, sentia como se fossem peças em um quebra-cabeça, uma ao lado da outra.
Noah se concentrou apenas em seus dentes fofos, não estava de fato esperando uma resposta dele porque ele não costumava responder, por isso quando o ouviu, os olhos pequenos percorreram seu rosto até seus olhos, até os abriu um pouco mais, parando os movimentos por um segundo para refletir. Sorriu, quase aberto demais e selou os lábios dele, uma, duas vezes e o beijou, descontando no beijo toda aquela euforia que sentiu no peito quando o ouviu dizer, sentindo o gosto da boca dele, sua respiração quente, mas infelizmente teve que parar o beijo quando voltou a se mover, dessa vez foi firme, apoiando-se no encosto do sofá atrás dele, não se afastou porém, continuou a olhar o rosto bonito dele. Leo o olhou de volta por um momento, naquele instante onde tudo havia ficado inerte, sem fala ou sem ritmo, mas logo mudou, quase se sentiu abocanhado pela firmeza dos beijos, mesmo quando eram apenas superficiais, até se tornar mais voraz, o retribuiu como conseguiu e até teria rido se pudesse, vê-lo animado era sempre contagiante. O ritmo que antes tinha até alguma leveza, tornou-se tão intenso quanto sua boca e com os braços dele ao redor, apoiadas as mãos no encosto, quem estava preso em sua jaula agora era a si. Embora tivesse ficado intrigado com seu olhar direito, quase constrangido por um momento já que havia feito um tipo de declaração, o retribuiu da mesma forma, encarando seus pequenos e amendoados olhos escuros. As mãos permaneciam nele, desviando das nádegas até as coxas, pouco abaixo delas, ajudando seu ritmo, seu impulso. Ao morder o lábio inferior, conteve-se extravasado ali. Noah estremeceu ao sentir seu toque, ao ver sua expressão, ah, não perderia dessa vez nenhum segundo dela, nem um segundo de seu ápice, claro que ainda não estava tão perto, mas estava alerta, queria ver ele revirar os olhos, embora provavelmente ele não fosse fazer isso, quem fazia isso era a si. Quase riu ao pensar nisso. Tocou seu lábio inferior, o soltando de seus dentes e empurrou o polegar para sua boca, tocando sua língua, depois seus caninos pontiagudos.
- Eu adoro os seus dentes. - Murmurou, excitado, quase embargado enquanto falava e manteve os movimentos, concentrado. Tinha força nas pernas, bastante, já que fazia luta, então podia fazer isso o dia todo.
Leo livrou o lábio vitimizado pelos dentes, entreabrindo a boca, aceitou seu toque, embora estivesse confuso sem saber o porquê. Sorriu porém, com seu comentário esclarecedor, então mordeu suavemente seu dedo na boca, segurando entre os dentes que expôs entre os lábios, e ficou ali, mordiscando-o como uma isca. Embaixo dele, como podia, passou a se empurrar para cima, indo de encontro a ele e quando o encontrava, dando atrito com seu corpo, apertava um pouco as pálpebras assim como os dentes em seu dedo. Noah estremeceu conforme o sentiu se empurrar contra si e sorriu a ele, mordendo o próprio lábio inferior, não tinha um fetiche com mordidas, ao contrário dele, mas de alguma forma, se algo o excitava, acabava entrando na brincadeira, também queria, embora apreciasse de uma maneira diferente.
- Vamos fazer uma brincadeira, ah? - Murmurou para ele a retirar o dedo de sua boca e levar para a própria, o sugou. - Hum, quase doce. - Disse como ele havia dito numa mesma ocasião alguns meses antes e riu baixinho. - Eu quero que você cante pra mim, e eu vou me mexer. Mas, você não pode desafinar.
- Ah, você acha que eu vou desafinar? - Leo retrucou com um sorrisinho, risonho na verdade. Estranhamente o momento romântico o havia excitado ao invés de deixá-lo como habitualmente ficava, afável. - Você não quer poupar o meu fôlego, Seb?
Noah sorriu maldoso.
- Ah, eu sei que você suporta bem a afinação no palco, mas você suporta ela enquanto eu sento em você, te mordo, te faço gozar? - Murmurou num riso suave e selou seus lábios. - Eu desafinaria fácil, já fiz isso até sem estar cantando. - Riu, e agora sim estava envergonhado. - Vamos... Me deixa ouvir você. Embora pode ser que eu goze mais rápido.
- Você não quer mais nada? - Leo indagou com olhos levemente estreitos e um sorriso canteiro. - Me morder vai tirar completamente a concentração. Mas vou me esforçar pra você gozar antes que eu termine perdendo a voz...
Noah riu divertido.
- Ora, estou ajudando no seu treinamento vocal, mantendo sua concentração. - Disse e mordeu o lábio inferior, embora falasse com ele, ainda se movia de modo firme, sabia que pra ele seria mais fácil, agora para si, certamente se desconcentraria muito mais rápido, era passivo, os gemidos iam sair naturalmente, ele por ser ativo conseguia controlar mais a voz. - Escolha uma música pra mim.
- Eu vou escolher uma pra facilitar pra você... - Leo murmurou, quase um sussurro, na verdade era um esforço, já que ele continuava em estímulo, a sorte é que tinha um excelente poder de concentração e também era muito, muito, competitivo. Afundou os dedos em suas coxas, arrastando o toque em sua pele, pressionando firmemente das pernas até as nádegas. De olhos fechados mentalizou o som da música. - I wanna be your provider...
Noah assentiu, esperando por ele, porém quando ele começou a cantar, sentiu a coluna se arrepiar completamente e estremeceu, dessa vez visível. Era engraçado o efeito que sua voz tinha em si, e a escolha de música tinha sido excelente na verdade.
- Porra... Tinha que ser essa? - Disse e abaixou-se, não podia beijar os lábios dele já que ele ainda cantava, então beijou seu rosto, deixando sua boca perto do próprio ouvido, é, ele não precisaria se esforçar muito.
A voz de Leo estremeceu levemente, não pelo sexo, mas sim pelos riso durante o canto, sabia que era uma boa escolha, gostava de xavecar ele como ele fazia consigo.
- Garner you with silk like a spider... - Continuou, como havia pontuado, era um jogador do tipo tryhard, então ser desafiado era algo muito sério. As vezes suspirava no meio da frase ainda assim.
Inferno, Noah não queria mover um músculo, queria ouvir ele cantar perto do próprio ouvido, só sua respiração contra a orelha já era um estímulo, sua voz então... Mas, se abaixou um pouco beijou seu queixo e dessa vez deixou os movimentos mais lentos, na verdade, se esfregava nele, contraindo-se as vezes ao seu redor e beijou seu pescoço, o mordeu, não foi forte, mas repetiu algumas vezes, estava tão excitado que sentia o corpo inteiro arrepiado.
- Se você continuar cantando essa música, você vai me engravidar e eu sou homem. - Riu, divertido.
- That bit of fuel to your fire, stoke your desire... Just let me know that you're mine... - Leo seguiu ao ponto da música que tornava a provocação um pouco mais intensa, no entanto, naquele ponto ele havia vencido, porque cortou a voz, o problema é que não foi pelo desejo, mas porque ele era um grande palhaço. Podia sentir o corpo dele roçando no próprio, esfregando-se como um felino, imaginava que em um certo ponto o ouviria ronronar. Riu, divertindo-se com ele.
Noah agarrou-se no sofá com as unhas, os olhos estavam fechados, estava quase em outro universo já, mas sorriu quando ele enfim cessou a música e afastou-se, sorrindo a ele.
- Parece que eu ganhei. - Disse e riu, só então voltou a se mover, firme sobre ele, estava perto do ápice de novo e sabia que sua voz tinha muito a ver com isso. - Hum, eu vou gozar em você outra vez. - Disse, aproximando-se de seu rosto e selou seus lábios, mordeu seu inferior. - Você quer isso?
- É, mas eu não esperava que você fosse fazer isso me fazendo rir. Foi uma estratégia inesperada... - Leo subiu os braços ao redor dele, envolvendo sua cintura onde o apertou no abraço, não suficiente para interromper seu ritmo ou interferir na forma como se movia, na verdade apenas o empurrou para baixo, no pouco que conseguia se mover, jogando a pelve para cima. - Goza em mim, Noah. - Disse quase soprado, um pouco mais rouco do que a forma habitual, evidentemente afetado pelas sensações do corpo e não apenas no ritmo com que se movia.
- Mas eu não estava tentando ser engraçado, eu tava falando sério. - Noah riu, apoiando as mãos em seus ombros e suspirou contra seus lábios, mordendo seu inferior suavemente para só então voltar a de mover mais firme, sentindo as investidas dele contra o corpo e podia sentir todo o caminho dele pra dentro e fora de si, facilitado pelo lubrificante com cheiro de uva. Suspirou, lembrando-se dos resquícios de sua voz há pouco, aquela música tinha desestruturado completamente a si, riu ao pensar nisso, meio desajeitado. Deu um sorriso contra seus lábios, expondo os dentes e franziu o cenho, ah, estava tão perto.
- Eu sou seu... - Murmurou, respondendo sua última frase cantada e gemeu contra seus lábios. - Você é meu?
- Eu sou seu. - Leo murmurou, com a mesma densidade vocal, quase como se algo estivesse aguardando a voz na garganta, talvez o ar preso aos pulmões, no impulso que tomava para ele. Mordeu o lábio, como sempre terminava fazendo, extravasando a excitação no que podia, quando já não sabia mais o que fazer com ela. O encarou, tal como antes, era como um cão esperando por seu pedaço de carne, faminto. Mesmo enquanto se aproximava do clímax, cada vez mais perto dele, não desviou o olhar e não fugiu para seu pescoço, daquela vez, a vítima não seria nada além da própria boca e lá estava, sentindo os dedos afundados em seu corpo, segurou suas nádegas com firmeza conforme o empurrou para baixo, na direção do colo, afundando-se nele como se fosse atingir sua alma, e as pernas embaixo dele estremeciam quase como uma leve vibração, ele ia sentir a perda da força com que o encontrava, ainda assim continuou, até que não conseguisse mais e finalmente atingisse o ápice, sem desviar um minuto sequer de seu rosto, apenas o encarou com o cenho franzido, os olhos estreitos porque queriam mesmo fechar mas não se permitiu fazê-lo. Os lábios mordidos abafavam a voz no gemido, não suficiente para esconde-la completamente. Suspirou, profundo e satisfeito. Noah suspirou, profundamente quando o ouviu, tocou seu rosto com uma das mãos, era próprio, era... Sorriu e casualmente tocou seu pescoço com uma das mãos, não estava de fato o enforcando, mas o segurava ali, sentindo sua garganta, sentindo a respiração, suas cordas vocais que vibravam suavemente em seu gemido, era vocalista como ele, cantar era parte de quem era, então era como sentir um instrumento bonito enquanto fazia aquilo, assim como sentir seus dedos que tocavam o piano e a guitarra. Se permitiu gemer sem conter, deixou a voz fluir, não era alta, mas o traço da excitação estava lá e empurrava-se para ele com a mesma força que ele se empurrava contra si, era firme, ouvindo o barulho dos corpos se encontrando e sabia que ele estava tão perto quanto a si, porque estremecia, suas mãos trêmulas estavam ali de novo e se sentia como seu microfone. Sorriu ao pensar sobre isso. A mão deslizou de seu pescoço aos seus cabelos, os segurou no topo de sua cabeça, o impediria de se esconder de si, mas nem precisou, ele ficou no lugar, os dentes quase cravados em seu lábio inferior, e não fora diferente, fez o mesmo consigo quando enfim gozou com ele. Os olhos queriam o mesmo que os dele, queria fecha-los, mas queria olhar pra ele também, prometeu a si mesmo que olharia pra ele e ainda bem que o fez porque sua expressão foi tudo o que queria receber, até a sensação do ápice era mais forte enquanto olhava pra ele. Aproximou-se, sem poder conter e selou seus lábios, agilizando os movimentos apenas para sentir tudo que podia tirar dele, até a última gota, mas uma hora as pernas fraquejaram e teve que parar, sentindo-as trêmulas demais. Com a respiração descompassada, aproximou-se e encostou a testa na dele, sentindo sua respiração quente contra a pele e sorriu.
Leo segurou-o entre os braços, conforme interrompeu o ritmo apenas o abraçou já que não ia interferir em nada. A respiração estava intensa como se tivesse pulado por todo um palco, o riso soou entre os lábios ao pensar nisso, mas ainda olhava para ele, perto como estava, encarando seus olhinhos miúdos e escuros. Finalmente fechou os olhos por um instante e suspirou pesado, tomando folego enquanto sentia a sensação de prazer desvanecer e lamentava por isso. As mãos repousavam nele, mas seguiam quase atordoadas, massageando onde quer que passasse em seu corpo. Noah estremeceu, sentindo seu abraço confortável ao redor do corpo e sorriu, argh, queria abraçar ele inteiro, queria beijar ele inteiro, morde-lo. Pressionou o corpo sobre o dele, movendo os quadris suavemente em seu colo e beijou seu queixo, o mordeu ali suavemente, depois seu pescoço, subindo para a orelha onde mordeu um pouco mais forte no lóbulo. Leo ficou com ele naquela mesma sensação, sabia o que estava sentindo, aquele atrito, aquele desejo de contato cheio de ocitocina. Estremeceu com a mordida na orelha e riu quase levemente nervoso com o arrepio na nuca.
- Hum...
- Hum... - Noah retribuiu o gemido que era quase um resmungo, estava leve, quase solto sobre seu corpo. Riu baixinho ao perceber isso, as pernas tremiam tanto que não conseguiria se levantar nem se quisesse. Selou os lábios dele e roçou o nariz ao seu. - Você é perfeito. - Murmurou, como um segredo.
Leo sorriu sob seu elogio e negativou, mesmo o movimento da cabeça ao fazer isso era um pouco lento, preguiçoso.
- Vamos ficar aqui por algumas horas. Sem se mexer, só assim.
Noah riu suavemente e assentiu, o abraçando ao redor de seu pescoço.
- Bom, o aniversário é seu, podemos ficar aqui o tempo que você quiser.
Leo riu entre os dentes, encostou a nuca no encosto do assento e o olhou entre as pálpebras parcialmente cerradas.
- Não é nada de mais. - Referiu-se ao aniversário.
- Hum, claro que é. - Noah disse num pequeno sorriso e acariciou seus cabelos com uma das mãos, retirando os fios de sua testa, gostava porque assim podia ver melhor seu rosto. Deslizou a mão em seu couro cabeludo até a nuca, roçando as unhas ali como ele gostava.
- Hum... - Leo murmurou, dessa vez quase manhoso, preguiçoso. - Isso é bom demais...
Noah riu baixinho e continuou a acariciar sua cabeça inteira com as unhas, agora com ambas as mãos.
- Hum, achei que estava falando do sexo, mas é do carinho. - Disse num pequeno bico.
- Não, estou falando de tudo. De comer bolo, depois fazer sexo, depois ficar com preguiça e ganhar carinho.
Noah sorriu, afável e beijou-o no nariz, depois na testa e só então, nos lábios.
- Hum... Tudo é sempre muito bom com você. Eu, não me lembro se eu já te disse isso, mas... É o sexo mais gostoso que eu já fiz na minha vida, o que eu faço com você. Na verdade, tudo com você é. - Riu e selou seus lábios novamente. - Feliz aniversário, my little spida - Disse, pronunciando a palavra aranha com seu sotaque.
- É, pra mim também. - Leo referiu-se ao sexo com ele, embora pensasse de forma mútua com o restante do que dizia. O riso veio em seguida diante da forma como pronunciou a palavra, fitou-o com um dos olhos mais estreito diante do que levou como uma provocação boba e não maldosa. - Obrigado, tubarãozinho.
Noah sorriu a ele em sua resposta, apaixonado como sempre e negativou a seu olho estreito.
- Sabe que eu adoro seu sotaque. - Riu e se moveu, numa menção de se levantar, mas foi devagar, não sabia se ele queria que ficasse ali ainda.
- Hum... Onde você vai? - Leo indagou e deslizou as mãos por suas nádegas, numa carícia, não o impedia de se levantar se realmente quisesse, mas também não o deixou completamente livre.
Noah riu, divertido ao senti-lo segurar a si e voltou a se sentar.
- Eu ia tomar um banho, mas meu namorado não deixa, quer que eu fique imundo.
- Ah, tá bem, você pode ir lavar os seus pecados. - Leo brincou e deu um tapinha em sua nádega, estalou, mas não foi realmente forte.
Noah riu conforme o ouviu e assentiu, selando seus lábios uma última vez antes de então se levantar, estava sujo e nem assim se sentia tão sujo quanto no dia do show que havia feito com ele.
- Sabe de uma coisa, eu me sinto como um homem vitoriano e a Provider é um tornozelo.
Leo suspirou e deslizou as mãos por ele enquanto se levantava. Ao ouvi-lo porém, inicialmente franziu o cenho, mas riu enquanto negativava, gargalhou na verdade.
- Hum, verdade? Ela é o seu tornozelo?
Noah riu junto dele e assentiu.
- Ah, ela é um tornozelo muito bonito. - Disse, mas antes de seguir ao banheiro, ajoelhou-se em frente a ele e beijou sua coxa, deslizando as unhas por ela suavemente, depois mordeu, uma mordida que não era fraca, mas também não era suficiente para feri-lo, só então se levantou.
- Estou surpreso, não sabia que era uma favorita. - Leo disse, realmente surpreso. O viu se abaixar e apenas seguiu-o com o olhar, previu o que viria, então mordeu o lábio inferior antes mesmo de sentir, se preparando para isso. Suspirou com o beijo mas fechou os olhos em seguida, esperou e lá estava, fazendo apertar os olhos e até mesmo franzir levemente o nariz. Gemeu dolorido, uma resmungo que não era exatamente uma reclamação.
- Hum... - Quando abriu os olhos de volta, ele já estava em pé.
- Bem, eu imagino que você cante ela pra mim. - Noah riu conforme viu sua expressão e abaixou-se em frente a ele, beijou seus lábios, não foi um selo, foi um beijo mesmo, tinha vontade em fazê-lo, só então suspirou e mordeu seu lábio inferior já ferido o suficiente naquele dia. - Coloque suas roupas, cavaleiro, ou eu vou ter que sentar em você outra vez.
Leo sabia que ele ia sair, mas de repente havia mudado de ideia, então apenas sorriu contra seus lábios e retribuiu o beijo. Levou a mão em sua nuca, afagou os fios de cabelo, sentindo-os suavemente úmidos em suor. O riso soou na interrupção, naquela sua ameaça sexual.
- Seu cavaleiro precisa de banho também. E mais tarde poderá servi-lo outra vez.
- Vamos afiar sua espada, ah? - Noah riu e estendeu a mão a ele. - Hum, que horas os meninos vem?
- Farei isso no intervalo. - Leo disse, risonho. - Eu ainda não conversei com eles, na verdade não estava pensando muito sobre o dia de hoje. - Levantou-se logo após ele, recebendo aquela típica "ajuda" de sua mão. Antes de fazer isso no entanto, o mordeu no dorso, apenas uma beliscada, mas foi breve.
- Hum, você é do tipo que não gosta do próprio aniversário? - Noah disse e gemeu baixinho, no susto ao sentir a mordida, achou que viria um beijo, mas esqueceu quem ele era, riu.
- Não é que não gosto, só não acho que seja algo muito importante de fato. Mas gosto de bolo, isso sim. - Dito, apenas então Leo deu o beijo que ele esperava. - Vamos lá.
- Ah bem, nesse caso, se seus amigos vierem teremos que comprar outro bolo, a menos que queira que eles comam o seu. - Noah disse enquanto subia as escadas com ele.
- Ah não, podemos pedir umas pizzas ou fazer alguns hambúrgueres.
- Não quer que eles comam seu bolo, ah? - Noah sorriu, achando fofo e assentiu. - Você tem churrasqueira? Posso fazer algo bem americano pra vocês.
- Ah, poderia deixá-los provar, mas acho que isso me faria ter muito menos bolo. O Rhys come tudo o que o Dave deixa de comer. Hum, parece legal, mas você quer passar um tempo com eles hoje?
Noah riu divertido.
- O Dave parece que nem come, mas não vou falar nada porque eu sou magro de ruim. Claro, eu gostei dos seus amigos, mas o dia é seu, você decide o que quer fazer. - Entrou em seu quarto, quer dizer, agora também era próprio, parou um momento para pensar nisso e sorriu, desviando o olhar a ele. - Agora é... Meu quarto também?
- É, ele parece um brinquedo, não é? - Leo disse como devaneio e riu, reparando que ele havia parado no meio do caminho, então se voltou em sua direção. - O..? - Ia perguntar, mas ele falou antes que pudesse seguir. Então lhe deu um sorriso canteiro. - É, será seu também.
Noah sorriu, mostrando os dentes como uma criança animada e assentiu, tocou suavemente as máscaras com a ponta dos dedos.
- Gosto de fazer parte do seu mundo.
Leo sorria de volta, novamente. Observou como cautelosamente tocou as máscaras, como um gato conferindo um pequeno inseto desconhecido. O chamava de tubarão por suas mordidas e sua mandíbula forte, mas a verdade é que via mais um filhote de gato.
- Seja bem vindo.
Noah sorriu suavemente.
- Posso experimentar uma depois do banho?
- Ora, eu já não o deixei fazer isso antes?
- Não, você disse que ia, mas esquecemos. - Noah riu.
- Então a resposta é a mesma. Você pode colocar. - Leo disse e afagou seus cabelos, abriu a boca em menção de pedir cuidado, um reflexo, mas se calou, sabia que ele teria.
Noah assentiu e sorriu, mas seguiu ao banheiro com ele, depois do banho, não queria sujar nada.
- Vem, vem.
¹ Referência a música Provider - Sleep Token
² Referência a música Carefull what you wish for - Bad Omens
³ Referência a música Concrete Jungle - Bad Omens e ao apelido que os fãs dão ao Noah.
⁴ Referência a música The offering - Sleep Token
⁵ Referência a música Rain - Sleep Token
* Sirva seu rei, meu cavaleiro negro.

