Vessel e Noah Sebastian #07 (+18)


Noah
 se sentou no sofá e pegou a calça que antes usava, dentro do bolso da frente pegou o cigarro, não era bem um cigarro comum, é claro. Mostrou a ele um pouco tímido, não sabia se seria ofensivo pra ele de alguma forma. Leo deu espaço para ele se acomodar, então se sentou em seguida, notando a movimentação na calça, conferindo o que tinha pra mostrar. Bem, não estava exatamente surpreso, quer dizer, eram músicos, aquilo era só a ponta do iceberg do que rolava em shows, para muitos outros. Mas de fato, não tinha hábito de fumar maconha, bebia até mesmo pouco álcool. 
- É, a última vez que fumei isso eu estava na faculdade.
- É, eu imaginei, você não tem cara de quem usa drogas. Não que isso seja uma droga incrível. - Noah sorriu. - Mas era só se você quisesse.
- Não me importo se quiser fumar. Vá em frente.
- Hum, não... Sozinho eu não quero.
- Hum, querendo me drogar, ah?
- É só maconha. - Noah riu, suavemente.
- Isso tem um cheiro horrível. Mas tá bom, acende aí.
- Eu sei, eu também odeio. 
Noah disse e pegou o isqueiro no mesmo bolso, acendendo o cigarro a tragar com cuidado na primeira vez porque fazia um bom tempo que não fumava algo assim também, tossiu e passou para ele. Leo esperou enquanto ele acendia o cigarro, porém o cheiro exalado já deixava claro um dos motivos pelo qual não era realmente um apreciador, o cheiro de erva queimada era enjoado, mas ainda assim aceitou e puxou o trago, como ele, deu uma leve tossida pela falta do costume. Noah riu conforme o ouviu tossir e já não sabia se estava achando engraçado normalmente ou se era a erva. 
- É... Não somos fumantes, parecemos dois moleques.
- Não, acho que dois moleques saberiam exatamente como lidar com isso. - Leo disse e riu com ele, mas deu uma segunda tragada, devolvendo em seguida. - Acho que deu...
Noah pegou o cigarro de volta e riu suavemente, tragando-o por algum tempo e soltou a fumaça, depois franziu o cenho, tossindo mais uma vez. 
- Caralho... Isso é forte. 
Disse e se levantou, seguindo para a cozinha onde o apagou e voltou para ele, voltando a se deitar por perto e ergueu o rosto, selou os lábios dele e podia sentir o corpo pouco mais relaxado, a sensação era gostosa, mas se sentia meio idiota ao mesmo tempo, tanto que quando o olhou, a primeira coisa que se lembrou foi do gemido que havia dado para ele e riu, sem poder conter.
- O que? - Leo indagou, já sorridente, sentindo o contágio pela risada. Estava leve, tinha uma sensação de tontura suave, então começou a rir com ele. 
- Nada... - Noah não queria dizer, porque ele riria muito mais, e se lembrou dele apoiando-se na própria barriga para conseguir rir, de alguma maneira, gostava muito quando ele tocava a si ali, era um detalhe estranho, ele havia beijado a si ali no primeiro encontro que tiveram e se apegou a esse detalhe. De um momento a outro, foi da risada a franzir o cenho, apaixonado. - Você toca alguma coisa pra mim? Ou está cansado?
- Estou cansado, mas não cansado pra música. E nem pra comer, tem que fazer as salsichas, mas não na água¹... 
Leo disse risonho conforme se levantou e buscou a calça, vestindo-a apenas, a camisa, bem, sujou ao limpar a mão com o que havia ganhado dele. Noah riu junto dele e assentiu.
- Então toca pra mim e eu vou fazendo as salsichas. 
Disse e se levantou, deveria tomar um banho? Deveria, mas estava sentindo aquela sensação de euforia junto de um relaxamento muito engraçado, estava morrendo de fome também, o estômago já roncava. Como usava uma calça jeans, vestiu apenas a roupa íntima, preta dessa vez e seguiu para a cozinha onde buscou as salsichas compradas por ele, faria o molho que usaria para marinar elas.
- O que você quer ouvir? 
Leo retrucou e caminhou até o piano na sala de estar, a casa tinha espaço aberto então podia fazer isso e ainda vê-lo na cozinha. Lavou as mãos antes, se lembrou desse detalhe, mesmo que estivesse com aquela sensação de que nada realmente importava, conseguia pensar no fato de que estava alterado, quase com a adrenalina de um show, então ao se sentar, tocou algo mais sombrio e animado, um improviso, gostava de fazer isso, e dava espaço para que pudesse se mexer e extravasar aquela euforia.
- Olha, qualquer coisa que você tocar eu vou gostar. - Noah disse e riu baixinho a observa-lo no piano, balançava a cabeça, dançando conforme ouvia a música dele e riu, divertido. - Isso aí é bom, tipo... Casa do Drácula. - Finalizou o molho que havia preparado, marinando as salsichas com ela e só então colocou em sua air fryer, lambendo o dedo polegar sujo de molho e abriu os pães para tosta-los, o cheiro de pão tostado era bom até demais, suspirou e deixou-os um pouco de lado enquanto voltou para a sala com ele, abaixando-se ao lado dele no piano e beijou seu rosto enquanto tocava. - Vai dançar pra mim que nem o Vessel? - Riu, tentaria arriscar os passos divertidos dele no show, mas ficaria ridículo dançando de boxer, não que estivesse realmente pensando nisso naquele momento, estava alto. 
Leo riu e ergueu o rosto conforme o viu se aproximar, ganhando seu beijo, fechou um dos olhos como um reflexo, do lado onde o beijo havia sido dado. 
- Ah, claro, se você tocar algo pra mim. Como vou dançar sem música? - Disse risonho e sentiu o cheiro do pão, deixou claro que estava farejando. - Ah, que cheiro bom...
Noah riu suavemente, percebeu que adorou aquele ânimo dele, não havia visto antes, devia ser muito gostoso pegar ele num dia de bom humor, bem, estavam em um, graças a um baseado, mas ainda assim.
- Ah não, agora você vai ter que dançar. Me arruma um violão. - Riu, divertido. - Ou uma caixa de som, tem certas músicas duas que eu gostaria muito de te ver dançando. - Disse com malícia evidente e riu novamente.
- Hum, e quais são as músicas? 
Leo indagou e àquela altura já havia deixado de tocar. Se levantou da banqueta do piano e então seguiu rapidamente até o quarto de hóspedes, que não era bem utilizado para visitas. Quando voltou, embora não estivesse com tinta na pele, usava a máscara e um dos capuzes, antes pendurado no quarto onde armazenado.
- Hum, Chokehold, the offering. - Noah riu e mordeu o lábio inferior conforme se sentou no banco do piano, olhando pra ele quando seguiu, achando que ele buscaria o violão, então esperou, mas quando o viu voltar, riu divertido, inclinando o pescoço para trás e passou a mão nos cabelos que já estavam meio bagunçados pelo que haviam feito antes. - Ah, aí está ele. Oi Vess.
Leo sorriu, embora não tivesse o destaque branco dos dentes na pele escura, ainda assim se via com evidência enquanto tampava parte do rosto. Caminhou em direção a ele, de sobretudo, máscara e a calça desajeitada que usava antes, não exatamente parte do outfit, porém era muito similar, então não fez tanta diferença. Pegou o controle remoto no móvel, ligou o televisor que, smart, colocou no YouTube, procurou pacientemente a música que ele queria ouvir e colocou para tocar. Noah olhou atencioso enquanto ele selecionava a música, sorriu animado, as vezes quando ouvia as próprias músicas ficava meio agoniado percebendo algumas coisas que poderia arrumar, se perguntou se ele não, mas bem, estavam chapados, por assim dizer, acho que ele não iria se importar muito com isso. Conforme ouviu o início da música, a Chokehold, sorriu mais uma vez, animado.
- Hum, essa vai ser interessante, mas deveríamos ter fumado antes pra você fazer um striptease pra mim. - Riu e o puxou para perto de si, estava sentado, então na altura de seu abdômen, o beijou ali, depois o deixou livre. - Me deixa ver.
O riso de Leo soou entre os dentes, quase preguiçoso. Mas sentiu a pele arrepiada pelo beijo. Conforme a música começou, claro que cantou junto, estava de máscara então podia aproveitar o anonimato parcial. Como não sabia o que ele esperava, então fez o que faria em um show, usando o controle como se fosse um microfone. Noah encostou-se sutilmente no piano, olhando pra ele enquanto fazia aquela pequena apresentação pessoal e mordia o lábio inferior, o desgraçado era bonito, não conseguia se cansar dele. Sentiu o arrepio percorrer a coluna suavemente quando a música chegou no refrão, adorava aquela música, o problema é que ela despertava sentimentos em si que havia acabado de ter há pouco tempo atrás, no sofá. Havia visto um vídeo dele pouco tempo atrás, onde o guitarrista de sua banda se sentava ao lado dele e acenava, fez o mesmo, rindo divertido em seguida. Leo sorriu, não exatamente pegando a referência, mas viu graça do mesmo jeito. Então se voltou para ele, e enquanto cantava, direcionou o controle remoto em sua direção, indicando que cantasse, e ao passar o microfone pra ele, saltitou por aí, naquela dança tipicamente aleatória, extravasando a energia. Noah segurou seu controle, achando graça do microfone improvisado, mas fez o que ele queria. Se levantou e cantou a parte da música que já bem conhecia, passava um bom tempo ouvindo ela na gravadora quando não estava ensaiando ou em casa. Riu divertido, era normalmente muito moleque, até beirando o idiota nas brincadeiras, então estava se divertindo verdadeiramente. Mas era engraçado pensar que estava na sala da casa do Vessel, de cueca, dançando e cantando com ele. Esperou a pausa um pouco mais sensual da música e se aproximou dele, tocou seu abdômen e beijou seu queixo, depois seus lábios e desceu de novo, mordendo-o suavemente ali para só então devolver seu microfone.
- You got me in a... - Noah cantou, esperando pela resposta dele.
Leo olhou pra ele e seus olhos pequenos, ria sempre que notava como eles pareciam menores por causa da maconha. Mas é, continuava muito bonito, suspirou mesmo durante a música. Então sorriu com ele, na proximidade, sentindo a carícia que quase passou despercebida pelos beijos, que não foram um impedimento para seguir cantando pra ele, pelo menos até completar a frase que ele queria ouvir. 
- Chokehold... - Sussurrou, na verdade pronunciou com evidência, mas com a voz levemente mais aguda, como na música gravada, em um timbre que quase fazia jus à palavra.
Noah suspirou profundamente o ouvindo pronunciar contra os próprios lábios e começou a achar que não daria certo se continuassem daquela forma. A droga deixava o corpo mais leve, nunca havia transado daquela forma, na verdade havia fumado pouquíssimas vezes assim como ele, mas percebia que o toque no corpo dele parecia até mais suave. Olhou pra baixo, é, estava duro de novo. Riu suavemente e negativou.
- Hey, é melhor a gente te alimentar, se continuarmos aqui eu vou te matar de fome.
- Hum, achei que você estivesse com fome também. 
Leo murmurou e sorriu com ele, mordiscou seu lábio inferior e sugou-o antes de enfim liberta-lo. Não tinha problema em dar a ele o que ele queria, afinal, não tinha dor alguma para tornar aquilo um impedimento. Àquela altura já podia retribuir o contato que sentiu contra o ventre, ele era sedento, não sabia se tinha culpabilidade nisso ou se talvez ele apenas fosse sensível, porque sentia no outro uma necessidade de contato físico.
- É, eu estou com fome. De várias formas diferentes. - Noah disse e riu, fechando um dos olhos ao sentir a fisgada no lábio inferior ferido. Abaixou-se pouco e beijou seu pescoço, sugou sua pele e mordeu, ele gostava das mordidas então não conteve muito os dentes. - Ah... Que música gostosa. O vocalista também é muito gostoso.
- Hum... - Leo murmurou num gemido guardado ao sentir a mordida, segurou seus braços na altura dos ombros e os apertou. O riso veio em seguida, levemente atordoado, talvez pela droga, somado à mordida e como ela parecia diferente, quase como se tivesse amortecido.
Noah suspirou e negativou algumas vezes para si mesmo, iria sair e voltar para a cozinha, mas ah, que se foda. Olhou pra ele de frente e o beijou, era um pouco difícil com a máscara, meio desajeitado, mas ainda assim, tinha muita vontade de fazer isso, então fez, empurrando a língua para sua boca. O abraçou com ambos os braços ao redor de seu pescoço e podia ouvir a nova música se iniciar no fundo, coincidentemente, the offering, o que fez com que sorrisse contra seus lábios e mordesse seu lábio inferior exatamente em sua frase pedinte pela mordida. Por um momento, Leo sentiu sua intenção de deixar a proximidade, mas vacilou tão depressa quanto a intenção, os poucos centímetros que se moveu logo retornaram para si, então riu por isso e o retribuiu no abraço, envolvendo sua cintura. Curiosamente, não havia achado a primeira ficada com ele difícil com a máscara, mas agora que sabia como era sem ela, parecia ter se tornado. Certamente não prestou atenção na música como ele, não sabia nem quando a outra havia terminado. E ao interromper brevemente o beijo, tocou a máscara e cautelosamente a deixou sobre o piano, revelando-se como ele já conhecia, então devolvendo a boca à dele, talvez por essa pausa foi que notou a música e a sincronia com que ganhou uma mordida dele, e dessa vez sorriu contra seus lábios, sem protestar pelo toque de seus dentes com algum traço da voz. O apertou entre os braços e o ergueu suavemente, tinha cautela nisso, porque não sabia se podia ser desconfortável para ele, afinal, era um cara tão alto quanto a si, e talvez se sentisse estranho com a situação. Àquela altura, Noah não se surpreendia mais em ver seu rosto revelado, era tão comum para si que a voz fosse dele, mas talvez só não estivesse vendo ele inteiramente montado como Vessel, de toda forma estava concentrado em outra coisa no momento, e era na boca dele, o olhava como ele havia olhado a si antes no sofá, como um predador que caça uma presa. Não se sentia nem um pouco desconfortável, bem, não havia estado no colo dele enquanto estavam de pé, mas o tivera entre as próprias pernas, ele já havia visto a si de todas as formas possíveis, também não era uma questão saber se ele sustentaria o próprio peso, sabia que ele conseguia mover a si muito facilmente, então o deixou fazer e até o ajudou, colocando as pernas ao redor de sua cintura embora não soubesse exatamente o que ele pretendia levantando a si. Não soltou seus lábios de toda forma, ainda o beijava e era firme, estava leve, quase leve demais, se perguntava se ele se sentia assim também. Ao pega-lo, suas pernas respondiam qualquer dúvida que tivesse sobre o que havia feito, Leo quase riu por isso na verdade, já que ele se enroscava a si como resposta. Gostava de como ele parecia disposto a tudo, sem se importar exatamente como isso pareceria. Então repousou as mãos sob suas coxas, dando sustento a ele. O beijo havia continuado e retribuía, os olhos nem precisaram ser abertos para saber onde iria leva-lo e foi até o sofá, mas não passou em frente ao assento, apenas o acomodou em cima do encosto e ficou em pé em frente a ele, tinha uma altura perfeita, onde continuou entre suas pernas, e as mãos agora repousavam em seus quadris, apertando a curva levemente macia e ainda firme entre suas nádegas e coxas. Noah era mesmo disposto a tudo com ele, gostava muito dele então era sempre muito tranquilo sobre o que ele quisesse fazer, também não tinha nenhum tipo de masculinidade frágil, não se importava com nada. Suspirou excitado conforme fora colocado no sofá e afrouxou as pernas em sua cintura, porém as manteve ali, gostava dele naquela posição. Deslizou a mão para sua nuca por dentro do capuz, arranhando suavemente sua pele, era algo que sabia que ele gostava, mas talvez estivesse ainda mais sensivel agora, porque se sentia mais sensível aos toques dele. Cessou o beijo por um momento, mas estava eufórico, então desceu para seu queixo, o beijou ali, mordeu e foi para o pescoço onde marcou da mesma forma, sugando sua pele e mordendo em seguida. Leo percebia a apelação de Noah quanto ao estímulos que ele sabia que gostava, estava sempre com suas unhas na pele, os dentes entre os lábios, os beijos eram sempre com atrito, mas não ia reclamar, e agora o toque parecia curioso, diferente do que ele pensava, não estava tão sensível, se sentia mais amortecido, como que formigasse ao sentir o contato, como se não fosse forte o bastante para sentir como normalmente. Sentia os beijos, as mordidas, as sugadas e deixou-o usar sua boca e sanar seus desejos, muitas vezes gostava de sentir que era uma oferta para gerar prazer a ele, era um tipo diferente de submissão e não se estendia em muitos aspectos da vida, mas naquele, aquele gostava. Retribuiu-o ao se virar para ele, mutuamente tocou seu pescoço, lambeu sua pele e subiu o caminho vagarosamente até sua orelha, tocando o lóbulo com a ponta da língua. Noah suspirou excitado conforme sentiu seu toque no pescoço, a pele se arrepiou na mesma hora e sentiu o sexo pulsar embaixo da roupa, era engraçado como, com ele, podia se excitar minutos depois de ter acabado de transar, já havia dito isso a ele, mas sentia que a conexão que tinham era muito, muito confortável e gostosa. As mãos o tocaram por dentro de seu casaco, acariciou suas costas com as unhas e segurou o cós de sua calça, abaixando-a um pouco desajeitado pela posição, não precisava tirar, só abaixar, não mexeria porém na própria roupa íntima, queria que ele tirasse, parecia sexy na posição que estava, sabia que ele teria que puxar pelas próprias pernas e bem, estava com elas abertas num convite para ele. É claro que o mordia porque ele gostava, percebia que seu corpo respondia a isso e adorava, mas as mordidas estavam um pouco mais frequentes pela música, toda vez que a voz dele soava em take a bite, lhe dava uma mordida, sentindo o gosto de suor suave em sua pele e claro, o gosto dele, não sabia explicar, ele tinha um gosto único dele e adorava. Aspirou seu cheiro em seu pescoço, mas o toque na orelha arrancou um gemido involuntário, ele também estava atacando a si onde mais gostava, era uma oferenda também? Esperava que fosse. 
- Leo... - Murmurou contra sua pele, quase excitado demais para falar, o tom arrastado em meio a um suspiro. - Me fode...
Leo deu espaço a ele para afrouxar a própria calça, empurrando para baixo apenas nos quadris, não parecia interessado em ir além daquilo e na verdade nem precisava, gostava da ideia de parecer um improviso. Já a roupa dele, retribuindo sua intenção, subiu os dedos até o cós e puxou a boxer, afastando-se dele para puxar por suas pernas, abaixando-se para fazer isso, e novamente prestou atenção em suas unhas pintadas, achava um detalhe charmoso. Segurou seu tornozelo, subiu um de seus pés e beijou-o no dorso. Então se levantou, mordeu sua coxa, seu peito e mordiscou seu ombro e lá havia terminado em sua orelha, outra vez. Tocou sua nuca, enroscou seus cabelos compridos e segurou-os, tal como seu queixo com a mão desocupada, então o beijou, penetrando sua boca com a língua, firme, porém vagarosamente, aproveitando-se dele antes de enfim dar o que queria. E como ele bem via, o corpo já estava feliz por tê-lo outra vez, tanto quanto os ouvidos por sua provocação. Noah olhou pra ele atencioso enquanto retirava a própria roupa, mordia o lábio inferior de forma descontraída, prestando atenção em pequenos detalhes de seu corpo, no movimento de suas mãos e seus dedos compridos que achava tão charmosos, engraçado porque era um detalhe que se incomodava em si, mas nele não. Sorriu afável quando o sentiu beijar o próprio pé, achou um detalhe fofo, mas bem, não fazia ideia de que ele achava atraente que pintasse as unhas. Seguiu seu caminho para cima, notando cada pequeno toque dele no próprio corpo, e todos eles arrepiavam a pele, mas o da orelha mais do que os outros. Suspirou em mais um suave gemido e franziu o cenho com o puxão suave nos cabelos, retribuindo seu beijo gostoso, tinha gosto da erva que haviam fumado, mas estava longe de ser ruim, adorava o gosto da boca dele assim como o restante de seu corpo. Esperava por ele, quase sedento por mais, mais toques, mais dele, e já não sabia se era a droga que fazia isso consigo, mas provavelmente não, já era louco por ele sem ela. O beijo era um pouco menos centrado na forma usual, vez outra Leo usava a língua não dentro da boca mas em seus lábios, mordiscando-os, até mesmo lambendo sua língua. Quando interrompeu, seguiu até seu pescoço outra vez, o mordeu como ele a si, agora mais forte que antes, provavelmente pela falta de noção graças à droga. Com uma das mãos pegou a dele, guiando-a até o próprio quadril, sugerindo que tocasse, puxasse, bem, ele ia decidir. Copiosamente fez o mesmo, guiando as duas mãos até sua lombar, puxou-o mais à beira do encosto, se é que isso parecia possível, então se roçou nele, esfregando com a excitação em seu corpo da mesma maneira, até tomar ambos entre os dedos, envolvendo-se com ele, em atrito, estimulando-se. Gostava do corpo dele, então gostava de sentir mais do que o sexo propriamente dito, gostava das preliminares tanto quanto dos finalmente, por assim dizer. Noah inclinou o pescoço de lado, deixando-o livre para ele e de alguma forma, já sabia o que viria, mas a força arrancou um gemido de si, pouco mais alto do que os anteriores, mas não era algo inesperado, então não teve o sobressalto da mordida que havia levado ambos àquela crise de riso, ainda bem, porque com a droga, a crise de riso duraria pelo resto da vida de ambos provavelmente. Deslizou as mãos pelos quadris dele, apertou ali, afundando os dedos em sua pele macia, sentindo sua carne, seus ossos suavemente marcados, suspirou e quando enfim sentiu o sexo tocar o dele, fechou os olhos, era gostoso, a pele era quente, estava até mais quente do que de costume, o que arrancou um suspiro de si, excitado, mas não durou muito tempo de olhos fechados, queria olhar pra ele, seus movimentos com a mão, gostava de vê-lo masturbar a si e ele estando junto era ainda melhor, sabia que pensaria nisso quando estivesse sozinho. Leo sorriu para ele quando cruzou com seu olhar, notando a direção que tomou e então fez o mesmo, olhou para baixo, encarando os dedos ao redor de ambos, teve que inclinar a pelve um pouco mais para que a posição permitisse um encaixe melhor, mas era suficiente. Como ele havia reparado, sentia o calor da pele, e embora parecesse um toque superficialmente simples, era apenas pele, mesmo assim era estranhamente muito gostoso. Com o braço desocupado, envolvia-o pela cintura, apertando, porém sem tirar o espaço suficiente para se mover e para deixa-lo tirar proveito da vista. De uma forma muito estranha, Noah gostava tanto que ele segurasse a si, ter as mãos dele ao redor da própria cintura, quadris, sentir o abraço, o aperto, se sentir segurado de qualquer forma por ele, era uma sensação tão boa, por isso não tinha nenhum problema em parecer passivo mesmo em ser pego no colo, achava sexy que ele fosse forte o suficiente para carregar a si pela casa, é... Talvez fosse mais passivo do que imaginava. Suspirou mais uma vez, estava pouco longe, se perguntava se conseguiria alcançar seus lábios para beija-lo ou se só devia aproveitar o que faziam porque estava um pouco atordoado, quase inquieto, queria mais mesmo que estivesse adorando o que ele fazia, queria mais como se pudesse tocar todo o corpo dele de uma vez. Leo percebia-o quase impaciente, parecia inquieto, como se tivesse pressa e por isso até riu sem entender exatamente a razão. 
- O que? Não gosta disso ou gosta até demais? - Perguntou direto e curioso. Os dedos ao redor de ambos se firmaram ainda mais, apertando-se com ele e suspirou com um breve resquício de voz, provoca-lo era fazer o mesmo consigo. 
Noah sorriu a mostrar os dentes para ele conforme o ouviu, sentindo um arrepio percorrer o corpo com seu gemido, por sorte a música não era tão alta quanto ele.
- Eu gosto bastante disso... Mas parece que eu quero... Tudo que posso pegar de você. 
Leo sorriu uma outra vez, embora a entonação desse sorriso agora fosse diferente, quase como uma análise ambígua. 
- Então pegue.
Noah sorriu e mordeu o lábio inferior mais uma vez, uma das mãos levou sobre a dele e apertou suavemente, ajudando na massagem de ambos os corpos juntos, suspirou, excitado, mas desviou o olhar ao rosto dele quando percebeu que a próxima música que havia começado era uma própria e bem, era uma que gostava muito e que também tinha uma certa apelação para o sexo embora a letra fosse completamente oposta, the death of piece of mind. Não sabia se ele estava prestando atenção nas músicas, provavelmente não. Após alguns segundos na carícia, sentiu o corpo arrepiar, contraiu os músculos, estava pronto para ele, o queria e bastante. Ajeitou-se no sofá e o guiou para a própria entrada, o esfregou ali, gostava daquele toque antes da penetração, arrepiava a pele.
- Hum, isso é tão bom...
Leo sentiu um calafrio no estômago diante de sua atitude, por desviar o toque, por guiar a si entre suas nádegas, era um pedido mudo ou quase uma exigência, já que interrompeu o que fazia para ter o que queria, e queria a si. Deslizou as mãos agora desocupadas em suas coxas, subindo nas pernas até os quadris, pressionando os dedos nas nádegas como as alcançava, mas não o puxou, o deixou se prover daquela leve provocação e que também gostava. Olhava para baixo, encarando e o atrito não apenas estimulava fisicamente como mental e visualmente. 
- É muito. - Sussurrou e se aproximou dele, beijando-o em seus lábios outra vez. Percebeu apenas naquele momento que tocava música, afinal, estava ocupado demais com outra coisa, embora tenha sido um Q a mais ouvir sua música enquanto o tocava, tinha uma entonação sombria e sexual ao mesmo tempo, era uma música que gostava muito.
Noah riu baixinho conforme o ouviu e retribuiu seu beijo, o tocando no rosto com a não livre, gostava muito de tocar ali, gostava da maciez de sua bochecha, era bom que não precisava se apoiar já que ele segurava a si no lugar. Deslizou os dedos em seu sexo, massageando-o suavemente, então dava a ele dois estímulos, o toque no próprio corpo e a massagem, e bem, também era estimulante para si o roçar no corpo, o problema é que como ele, também não tinha muita paciência, gostava de ir direto ao ponto. Mordeu seu lábio inferior, dessa vez quase sem perceber, já havia virado um hábito. Gemeu contra seus lábios e enfim o empurrou para dentro de si, devagar já que haviam feito aquilo pouco tempo antes, estava dolorido e agora estava sem lubrificante, não sabia porque comprava as coisas se não usava, dava muito trabalho abrir um pacote quando só queria segurar ele junto de si sem soltar. Franziu o cenho conforme abriu os olhos e olhou pra ele, podia ver seus olhos azuis meio avermelhados e teve que sorrir por isso. 
- Você... Ah... Você é tão bonito.
Leo olhava seus dedos ao redor de si, correndo na pele, como já pontuado, ganhava estímulos sensoriais, não era apenas o físico. Fechou os olhos apenas por um instante, sentindo a mordida no lábio já ferido por horas antes, gemeu, um resmungo dolorido, mas que não pedia interrupção. E a voz dele, quase acompanhou a mesma entonação, afinal, também sentia dor, e também sentia ela com prazer. Riu ao pensar sobre isso e então voltou a olhar para ele, sentindo não apenas os lábios pulsando irritados pelas mordidas, como também a excitação dentro dele, indo vagarosamente para dentro, empurrando os quadris em sua direção, continuamente até sentir a pelve encostar em sua pele. 
 - Hum.. Você quem é, Seb. - Sussurrou, olhando para ele reparando exatamente na mesma coisa, em seus olhos pequenos e avermelhados, gostava de como se pareciam sempre suavemente sonolentos. 
Noah negativou sutilmente ao elogio, sentindo os músculos se contrairem na sensação dolorida de seu caminho para dentro do corpo e quando finalmente entrou por inteiro, fechou os olhos por um momento, quase aliviado, mas não pediu que ele parasse, sabia que em alguns momentos já não estaria mais dolorido.
- Porra, você... Não é só grande de altura não.
Disse e riu, divertido, era difícil não fazer alguma gracinha quando queria aliviar um pouco a tensão que sentia. Selou seus lábios feridos e lambeu-os, dando a eles um pequeno carinho já que estavam vermelhos e provavelmente doloridos, se perguntava se os amigos dele pensariam que ele tinha tido uma briga ou algo parecido, porque seu pescoço estava todo marcado por marcas arroxeadas e dos próprios dentes, e agora, seus lábios também, bem, também estava assim e sabia que iriam rir quando explicasse que não tinha sido uma briga, mas sim algo muito melhor do que isso. Agora que o tinha inteiramente dentro do corpo, a mão antes em seu sexo o tocou nos quadris, apertou-o ali, usando as unhas mesmo sem perceber, estava sendo firme pela sensação dolorida no corpo, tentando sem perceber extravasar um pouco dela.
- Que bom, seria um pouco estranho não ter proporção, não acha? 
Leo.disse, quase divagando com ele ao invés de sentir um ego inflado com aquele comentário, não era desse tipo afinal, mas riu ao pensar sobre aquilo e enquanto risonho, sentiu o toque gentil de sua língua, beijos suaves, quase um silencioso pedido de desculpas, parecia um carinho, sorriu afável por um momento. Era incomum ter relacionamentos duráveis, então, não sabia qual seria a situação com os colegas de banda, nunca havia tido aquele tipo de conversa, mesmo com brincadeiras entre si, nunca falavam muito intimamente, diferente de Noah que os tinha como colegas de quarto à princípio. Tocou seu abdômen com o dorso dos dedos, sentindo espasmos em seu corpo, sabia que estava tentando lidar com a dor que vinha antes de qualquer sensação boa que poderia lhe dar, reflexo disso eram suas unhas apertadas em si, mas gostava, não tinha um problema com o toque intenso. Porém, arranjou um alvo para dar a ele alguma distração, voltando a tocar seu sexo, agora não tão firme pelo desconforto. Noah riu junto dele, era um comentário tão fora do que havia dito, quer dizer, não arrancou um sorriso tímido, parecia que ele nem tinha levado como algo malicioso, por isso ria, as vezes ele parecia meio perdido em pensamentos dispersos, achava adorável de alguma forma porque ele não parecia nem um pouco vaidoso sobre elogios, talvez um pouco triste já que não conseguia elogia-lo, mas insistiria até ele acreditar. Sentiu seu toque suave e estremeceu, parecia ansiar por um toque no sexo porque o corpo relaxou na mesma hora, quase como se recebesse um carinho como o que dava a ele na boca. Era engraçado como oscilava muito entre eu quero foder com você e eu quero fazer amor com você, por assim dizer, começava sempre o agarrando pelo pescoço e depois de um tempo, quando ele dava aquele sorriso afável para si, tinha vontade de abraça-lo contra o peito. Tinha esse sentimento desde a primeira vez em que transaram e ele perdurava, talvez... Talvez não fosse mais só uma paixão, certo? Bem, não pensaria nisso naquele momento. Junto a seus lábios, gemeu baixinho e suspirou excitado.
- Mexe... Vem.
Leo sentia quase desvanecer sua tensão quando enfim o tocou, como se fosse algo esperado por ele, ou apenas precisasse de um mero toque para sobrepor a dor com o prazer. Massageou suavemente, sentindo sua pele macia, mesmo que por baixo dela, na verdade estivesse rígido. Os dedos corriam com suavidade, eram rápidos mas deslizavam facilmente, era quase uma carícia. Em certo ponto quase não dava atenção para o fato de estar enfiado entre suas pernas, dentro de seu corpo, porque tinha muito empenho no que fazia, sempre tinha, e naquele momento era apenas o estímulo para ele. Porém, a medida em que ele ia relaxando, seu corpo respondia com espasmos onde tomava a própria atenção, apertava a si em seu corpo, obrigado a vacilar na ideia que tinha de focar no toque da mão, então suspirava vez outra, ou até resmungava em um grunhido, mas como ele bem sabia, era sempre cuidadoso até que perdesse a paciência mas preliminares, então, lá estava, esperando mais, portanto, o pedido quase não foi necessário, moveu-se, saindo e entrando. Noah suspirou profundamente, não aguentaria muito tempo se ele continuasse focando suas carícias no próprio sexo, porque além do estímulo de sua mão, tinha o estímulo dentro do corpo, mesmo que ele estivesse parado, era algo que gostava, então alertá-lo ali, mesmo nos espasmos, era gostoso para si também, e claro, tinha seus gemidos, ou pequenos grunhidos, como um gato, riu suavemente ao pensar sobre isso e então, o movimento veio, sentiu o corpo arder e ainda assim estava duro, o máximo que fez foi uma careta suave junto do gemido que deixou a si. O apertou nos quadris e puxou-o firmemente contra si num espasmo, era gostoso quando ele ia devagar, mas não no começo, precisava de ritmo, mais rápido, mais forte, para que pudesse se livrar um pouco da sensação dolorida, mas não fora proposital, foi realmente quase sem querer, se deixou guiar pelo que sentia e franziu o cenho a olhar pra ele em seguida.
- D-Desculpe...
Leo não prestou atenção no que ele havia dito, nem o pedido de desculpas e nem a razão disso, mas deu o que ele pedia, o ritmo, o movimento mais forte, indo em direção a ele conforme sua puxada. Deslizou as mãos por suas coxas, subiu até a cintura e o apertou na leve curva, quase não a tinha, mas podia sentir nos dedos conforme o delineava. As poucos tornou o ritmo mais intenso, ouvindo a pele atingir a dele. Noah não ouviu nenhuma resposta dele, então presumiu que ele tivesse acatado o pedido, ou não tivesse prestado atenção e gostava da atenção dele em si, mas aparentemente ele estava concentrado em outra parte do corpo e lá estavam de novo, nos mesmos movimentos de antes, mas agora estava no encosto do sofá, aquele lugar ainda não tinham usado para aquilo, quase riu ao pensar nisso, era quase um tour sexual pela casa. O abraçou ao redor do pescoço com ambos os braços agora e selou seus lábios.
- Hey, não fique tão concentrado. Fale comigo, me deixa ouvir a sua voz.
O riso soou entre os dentes de Leo ao ouvi-lo, eram diferentes, Noah era vibrante, falando, quase enérgico demais, enquanto a si, era tímido, reservado, ainda que tivesse uma certa energia.
- Hum, o que você quer ouvir, ah? - Indagou, queria entender como funcionava sua mente naquele aspecto, porque em certo ponto, sentia que movimentos e atitudes eram mais expressivos do que as palavras. - Aprenda a sentir, Seb. - Disse e levou uma das mãos em frente a seus lábios, tapando-os, enquanto na nuca segurava seus cabelos e sustentava-o no lugar. Movia os quadris, encarando seus olhos pequenos e sua face parcialmente coberta pela mão, encarando-o, mostrando a ele que os olhos também podiam falar tanto quanto a boca, sem proferir uma palavra sequer.
Noah o ouviu silencioso, bem, talvez não devesse falar tanto, foi o que pensou ao ouvir sua frase. Sabia que era elétrico e gastava bastante energia falando, mas bem, era vocalista e ele também, gostava de ouvir a voz dele, por isso pediu por ela. Ao sentir sua não porém, franziu o cenho, era interessante, gostou de ter a boca tapada por ele, mas duvidava que ele pudesse fazer alguma coisa que não fosse gostar, então... Piscou algumas vezes e até os gemidos engoliu por um momento, fitando seus bonitos olhos azuis, que não podia ver quando ele usava a máscara. Leo sorriu para ele, encarando ainda seus olhos amendoados. Conforme se moveu, em cada investida mais forte, os olhos se fechavam suavemente pela estocada, porém voltavam a se abrir e olhar para ele, encarando-o sem nenhum pudor. Não o havia mandado se calar de fato, mas queria que ele entendesse, que da própria parte, a ausência de palavras não significava algo ruim, e que podia apreciar aquilo, sem precisar dizer o que sentia, como fazia, apenas sentindo, apenas o encarando. Deslizou a mãos, deixando seus lábios seguiu até os olhos e privou sua visão desta vez, então se aproximou e selou seus lábios, lambeu-os e ali permaneceu, apenas por encosta-los, sentindo o tipo cheiro de sua pele, de sua respiração, um pouco da erva, mas nele, nele não ficava ruim. Noah preferiu não dizer nada, apenas prestar atenção no que ele queria mostrar para si, assim como ele, também franzia o cenho ou fechava suavemente os olhos conforme sua investida, vez ou outra deixando escapar um pouco de voz mesmo sem intenção e depois de um pequeno tempo, quem estava envergonhado pelo olhar fixo era a si, por sorte com o rosto coberto por sua mão, ele não poderia ve o tom vermelho nas bochechas. Ele era tímido de uma forma muito diferente da própria. Ao ter os olhos fechados por ele, sentiu um arrepio percorrer o corpo, ele também tinha cheiro de erva, mas o cheiro dele era muito mais forte, seu suor na camada sutil na pele, um perfume suave de banho que ainda conseguia sentir e adorava seus lábios, seu beijo, era bom, entendi agora o porquê ele havia mostrado aquilo para si. Pensou em falar com ele, mas silenciou-se, apenas mordeu o próprio lábio inferior enquanto sentia o arrepio percorrer o corpo a cada investida dele. Leo podia ouvir a respiração dele, não apenas o gemido mas mesmo o sopro que saia do nariz ou da boca, tomar fôlego, talvez excitação, mas gostava de ouvir, tanto na pele enquanto investia e ouvia o atrito de ambos, quanto o arfar, qualquer farfalhar no tecido onde o apoiava e no fundo, também a música que tocava aleatoriamente no televisor, mas imerso ao que sentia e o que via nele, quase não prestou atenção enquanto começava. Com ele, mesmo que continuasse tapando seus olhos e usando as mãos para segura-lo, também cerrou as pálpebras e encostou a testa sobre a própria mão, permaneceu próximo de modo que ele também seria capaz de ouvir a respiração, o resquício vocal escapando da garganta quando as sensações tentavam extravasar. Noah podia sentir seus movimentos firmes, o sentia tocar onde gostava dentro de si e bem, agora que era obrigado a prestar atenção em pequenas coisas, com os olhos fechados, se sentia cada vez mais perto do ápice mais uma vez, teria se perguntado se não era muito cedo, mas a verdade é que não estava pensando naquele momento, nada passava pela própria mente, só o sentia, como ele queria que fizesse, só sentia as sensações que seu corpo queria dar para si, e que o próprio queria dar a ele. Sua voz era baixa, ainda assim conseguia ouvir, o tom grave junto da respiração descompassada, suas mãos quentes que seguravam a si, seus quadris de encontro aos próprios, não iria aguentar por muito tempo daquele jeito e ele saberia, porque o corpo já estava se contraindo ao redor dele, dando o sinal de que estava perto do ápice. Não pôde nem evita-lo, porque não tentou conter, a sensação só veio e a deixou tomar a si. Gemeu contra seus lábios, sem poder evitar, sentindo as pernas trêmulas conforme a sensação gostosa passava pelo corpo e o segurou em seus cabelos com ambas as mãos, queria manter ele perto, não queria que seu rosto se afastasse, queria que ele gozasse consigo e exatamente onde estava, queria sentir sua respiração, sua voz assim como a própria. As coxas de Noah tremiam ao redor dos quadris de Leo, que não estava sendo apertado por ele, mas com os espasmos, as vezes se sentia abraçado, como se tentasse fechar as pernas, involuntariamente é claro. Gemeu em seus lábios, seus dedos enroscados aos cabelos eram mais fortes do que ele pretendia, um reflexo de sua excitação, do clímax que agora tocava e sujava a própria pele em gotas densas e mornas. Não muito diferente dele, em resposta o corpo também estava trepido, as pernas pareciam ter saído de um exercício de musculação, mas continuava se sustentando sem que isso fosse um problema, movendo-se agora mais brando, respeitando as sensações do corpo dele para tirar proveito até do ultimo respingo de prazer. Com isso, sem avisar, sem tentar conter, permitiu-se fazer o mesmo, na verdade teve o ápice arrancado de si, com as sensação que não pôde controlar, sentindo suas pernas, seu corpo estremecido, seu gemido quase manhoso, talvez pela satisfação e o aperto constante de seus espasmos dentro do corpo, ruiu como ele, deixando escapar a voz como fluía o êxtase. E como ele, o reflexo dos dedos pesados que segurava seus cabelos longos e como antes privava sua visão, deixou de fazer e copiosamente segurou seus cabelos como a outra mão, em cada lado de sua cabeça, segurando-o firme porém com cautela. Se manteve exatamente ali onde ele queria, quase tornando o vocal uníssono com o dele. Sentia a leveza do corpo, o ventre formigando, a satisfação que fazia os músculos estremecidos e mesmo os dedos enroscados aos fios de cabelo. 
Noah fechou os olhos, sentindo o corpo estremecer junto ao dele, porque também estava extremamente cansado pelas sensações que havia tido com ele, ainda assim, faria tudo de novo. Ao ter sua mão nos cabelos, finalmente abriu os olhos e olhou pra ele, pôde ver seus olhos fechados, seu cenho quase franzido pela sensação prazerosa e claro, podia ouvir sua voz soando contra os próprios lábios e já não sabia se o arrepio que havia sentido na nuca era pelo aperto nos fios de cabelo ou pela voz dele. Após um pequeno tempo onde recuperaram a respiração, deslizou a língua em seu lábio inferior, dando a ele uma pequena carícia em seu machucado, para só então o beijar, mas o beijo fora tão calmo e paciente, era quase uma outra carícia. Afrouxou o toque em seus cabelos e deslizou em seu rosto, a camada fina de suor já não era mais tão fina assim, chegou a pensar que provavelmente teria lavado sua tinta preta se estivesse usando ela, sorriu por isso, estava tão satisfeito que estava em paz, sentindo a suave onda de prazer que ainda tinha pelo corpo, mas algo incomodou a si, sentia um cheiro suave de queimado e por isso interrompeu o beijo.
- Leo... Leo, as salsichas...

¹ Referência ao vídeo onde o verdadeiro Noah fala sobre uma receita de cachorro quente que ele havia feito. 

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