Vessel e Noah Sebastian #08



Leo interrompeu todo o ritmo, após o ápice se manteve entre suas pernas ainda assim, dentro dele. Soltou seus cabelos quando finalmente abriu os olhos, porém, sentiu sua língua, seu carinho e seu beijo o qual retribuiu e parecia quase preguiçoso, como se toda energia dele tivesse sido drenada, e entendia, estava igual, era como fazer um show, estava quente e suado por isso. Afastou-se dele conforme ouviu um resmungo contra a boca, a princípio sem processar até que ele finalmente falasse com propriedade, a letargia passou como um estalo de dedos, então se afastou dele rapidamente, seguindo até o aparelho da cozinha o qual puxou da tomada. Noah assustou-se com a forma como ele foi, quase travado até a cozinha, ajeitando de qualquer jeito sua calça e riu, suavemente, mas o acompanhou em seguida, embora as pernas não respondessem direito.
- Ah... Merda. - Disse e abriu a janela da cozinha, tinha uma nuvem de fumaça no local, então esperava que assim saísse. - Foi mal... Porra, perdi a noção do tempo... - Disse e suspirou, por sorte não havia feito todas, é claro.
Leo olhou para ele, depois para o aparelho, então a fumaça. Riu com o que restava da erva funcionando na cabeça. 
- Será que dá pra comer?
Noah esperou pela bronca, coçando a cabeça enquanto olhava o forno, uma coisa era queimar comida na própria casa, outra na dele, mas quando o riso veio, sorriu e riu em conjunto, ele era tão tranquilo.
- Ah não, agora eu te desafio.
- Me desafia? Eu gosto de coisas defumadas.
Leo disse e pegou a luva de cozinha com a mão desocupada, já que com a outra estava ainda ajeitando a roupa, puxando-a para o lugar. Vestiu a luva e então tirou a assadeira com as salsichas que pareciam pedaços de madeira, por isso riu outra vez.
- Puta que... Pariu. - Noah disse e riu, divertido, negativando. - Ah não, não vou te deixar comer isso.
- Se eu passar mal a culpa é sua. - Leo disse e até ameaçou pegar uma das salsicha, porém, ao olhar para baixo, notou um brilho incomum no abdômen, não era o suor, parecia um pouco mais evidente, então notou que se tratava do prazer de Noah. - Hum.
- Não vai comer não. - Noah riu e olhou o corpo dele da mesma forma, tentando entender pra onde ia seu olhar, sorriu meio de canto, desajeitado. - Ah, parece que te sujei um pouco. - Disse num pequeno sorriso. - É, eu acho que eu preciso tomar um banho, digo, nós dois precisamos.
- É, agora já queimou mesmo. Vamos pro banho e ai eu te ajudo com isso. Podemos ir juntos.
Noah riu e assentiu.
- Hum, eu meio que gosto de você suado. Me faz lembrar da tinta escorrendo pelo seu corpo nos shows, parece um quadro. 
Disse a morder o lábio inferior enquanto seguia para a saída da cozinha, percebendo só então que havia arrastado o sofá até o meio da sala na atividade anterior.
- Hum, mas acho que tem mais coisa aqui do que suor, ah? Esse você gosta de ver também, eu tenho certeza. 
Leo retrucou e sorriu canteiro, embora para si mesmo já que ele havia se virado e ido em direção a sala, notando o estofado fora do lugar, nem havia se dado conta de como haviam se movido.
- Talvez. - Noah disse e riu. - Infelizmente no seu caso, você não pode ver. - Disse e buscou a roupa íntima deixada no chão da sala, seguindo para o andar de cima com ele. - Preciso buscar umas roupas.
- Depende, se estiver escorrendo entre as suas coxas. - Leo disse e soou até malicioso, com sutileza é claro. - Você pode usar algumas das minhas, elas servem em você, você sabe.
Noah virou-se para ele conforme o ouviu e sorriu, igualmente malicioso.
- Bom, isso vai acontecer já já se eu não for tomar banho. - Riu, mas assentiu. - Me empreste algo então.
- Bem, no banho vai ter que acontecer também. Tem que ir pra algum lugar. - Leo disse com um risinho entre os dentes. Ao chegar no quarto, tirou a roupa recem vestida e deixou na cama. - Escolha alguma, pode abrir ali e ver se gosta de alguma coisa.
Noah riu suavemente junto dele e assentiu, olhando sua gaveta onde tinha alguma variedade de calças, mas a maioria todas parecidas com as que usava como Vessel, mesmo as claras eram moletons, sorriu por isso e pegou uma preta mesmo, já havia usado ela antes e a achava confortável. Na gaveta de camisetas sim tinha alguma variedade, algumas de banda que ele gostava, sorriu ao perceber isso e pegou uma específica, erguendo em direção a ele.
- Você tem uma camiseta da minha banda? - Disse num sorriso afável e animado.
Leo sorriu de volta ao conferir o que ele mostrava. 
- Ah, essa não pode pegar emprestado... - Na camiseta, uma mariposa ilustrava o nome da banda.
- Porra, não acredito. - Noah disse e sorriu animado novamente, mas dobrou a camiseta e guardou outra vez. - Você era mesmo meu fã? Achei que só estava sendo simpático no começo. - Riu e pegou uma preta básica. - Eu devo ter... Sei lá umas... Cinco camisetas suas, toda vez que vocês anunciam, eu compro.
- É claro que sim. - Leo riu, achando graça do quão feliz ele parecia. Mas não era de falácias, se havia dito, é porque era verdade. Identificava muito a própria trajetória à dele, musicalmente falando, embora soubesse que tiveram oportunidades diferentes, ele era muito esforçado, sorriu para ele ao pensar nisso. - Eu sou chato, pessoalmente sei que trato a música como a menina dos meus olhos, mas eu acho, acho mesmo, que encontrei alguém que me entende de verdade.
Noah desviou o olhar a ele e sorriu, afável, na verdade era aquela expressão apaixonada que tinha sempre que ele dizia algo fofo. Caminhou para ele e selou seus lábios.
- É... Eu também acho.
Leo sorriu com sua proximidade, retribuindo então a leve carícia dos lábios enquanto tocava e apertava gentilmente seus ombros. 
- Bem, vamos, tomar banho e comer.
Noah assentiu, estava animado pelo relacionamento porque adorava estar perto dele, então queria muito que desse tudo certo. Entrou no banho com ele e era a primeira vez que tomavam banho juntos, então ficou um pouco tímido, mas esperou até que ele ligasse o chuveiro e entrasse junto dele na água.
- Você... Toma banho em água de fazer chá ou água em temperatura normal? Eu sou o time da água de fazer chá. - Riu.
Ao chegar no banheiro, Leo despiu o que tinha de roupa ainda, o que era apenas a calça um pouco frouxa. Já completamente nu, percebeu que mesmo que já tivessem se visto sem as roupas, o banho parecia um pouco íntimo, mas não ficou tímido, não até pensar no quanto daquilo era "Leo". Ligou o chuveiro, quase não prestando atenção na pergunta. Porém, quando se virou pra ele, acabou dando uma conferida indiscreta. Noah se calou por um momento já que não ouviu sua resposta, estava de novo falando demais, não estava? Notou seu olhar no próprio corpo e sorriu meio de canto, a luz ali era mais forte do que em sua sala ou seu quarto e só então percebeu que geralmente transavam em locais escuros, nunca haviam feito algum assim em um local mais iluminado. Comprimiu os lábios sutilmente e colocou uma mecha dos cabelos atrás da orelha.
- O que... Foi?
- Você é bonito demais. 
Leo suspirou. E quase ficou envergonhado pelo quanto ele parecia mais atraente do que si. Noah franziu o cenho ao ouvi-lo e sorriu meio desajeitado, negativando. Claramente tinham um problema porque o achava muito mais bonito do que a si também e agora que estava quieto, podia prestar atenção no corpo dele, bem, já havia visto seu corpo de diversos ângulos diferentes em fotos, mas pessoalmente, em boa luz, era diferente.
- Você também é. - Noah suspirou.
Leo apenas negativou e sorriu com o canto dos lábios, não queria prolongar o assunto. Estendeu a mão, chamando-o para perto. 
- Se não fosse a falta de tatuagem no seu pau, quase pareceria vestido. - Riu, brincando com ele.
Noah aproximou-se dele a segurar sua mão, mas riu ao ouvi-lo, divertido.
- Não tem vontade de fazer nenhuma tatuagem? Disse e o abraçou ao redor de seus quadris, olhando seu rosto na suave distância entre ambos.
- Hum, eu não sei. Nunca senti que queria marcar algo aqui. Mas quem sabe algum dia. 
Leo disse e descansou os braços sobre seus ombros, alcançou seus cabelos e os tocou, ajudando a água a penetrar entre os fios.
- Acho que você é mais profundo do que eu. - Noah sorriu. - Boa parte das minhas é só... Tempo livre e uma máquina. - Riu e fechou os olhos por um momento, sentindo a água molhar a si.
- Você é um espírito leve, não é ruim. E bem, você fica muito bem todo colorido como um quadro. - Leo riu entre os dentes e encarou seu rosto de olhos fechados, apertados, era perfeitamente adorável. - Você parece um gato.
Noah sorriu e abriu os olhos em seguida, piscando algumas vezes.
- Um gato? Eu sou meio místico também? - Disse e riu baixinho, aproximando-se para selar seus lábios novamente, mesmo que tivesse o rosto pouco molhado. - Você é imaculado, mas de um jeito diferente de seus lençóis. Talvez eu possa macular um pouco você, hum? Um dia.
- É fofo, como um gato. - Leo deu um sorrisinho canteiro. - Hum? E como pretende fazer isso? - Retrucou, curioso.
- Quero te levar pra se tatuar quando decidir por algo um dia. Eu sei usar uma máquina, mas... Pra uma primeira tatuagem, acho que melhor não ser feita por alguém inexperiente. - Riu.
- É, um risco seria bem evidente onde não tem nada pra esconder. - Leo riu. - Um dia talvez, alguma runa. Quer ajuda com os cabelos?
Noah fez um pequeno bico.
- Eu não ia fazer um risco... Mas acho as runas legais. Vamos fazer na sua bunda, assim não aparece. - Riu e assentiu em seguida. - Quero sim.
- E como é a sensação da tatuagem na bunda? - Leo indagou risonho. Após solta-lo do abraço, pegou o próprio shampoo e dosou na mão, levou aos cabelos dele, era a primeira vez tomando banho com alguém daquela forma, pra falar a verdade. 
- Eu não sei, não tenho tatuagem na bunda. Você sabe, já viu minha bunda algumas vezes. - Noah riu e fechou os olhos ao sentir o toque de suas mãos com o shampoo. - Você pode tatuar minha bunda se quiser. Quer fazer a logo do Sleep Token? Eu deixo.
Leo riu, divertindo-se com a conversa. 
- Não, eu não quero estragar sua bunda. Se for colocar algo aí, que seja bem feito.
Noah abriu os olhos suavemente para olhar pra ele e sorriu conforme pegou seu riso, gostava de seus dentinhos quase pontiagudos nos caninos.
- Quer escrever "meu" na minha bunda? - Riu.
O riso de Leo soou novamente entre os dentes. 
- Daqui há algum tempo, quem sabe eu escreva mesmo. - Pressionou os dedos em seu couro cabeludo, esfregando-o como uma massagem. - Gostoso?
- Hum... Uhum... - Noah murmurou a responder sua pergunta e suspirou em apreço. - Eu não ligo de ser algo recente, você sabe. No fim, se alguma coisa acontecer, ainda vou me lembrar de você com carinho.
Leo deu agora um sorriso afável, era uma boa perspectiva, embora soubesse que as coisas podiam mudar de maneira imprevista, sabia no entanto, que também estava sendo uma boa época na vida, pelo menos com ele, já que o turbilhão continuava em outros aspectos. 
- Você tem razão.
Noah sorriu, embora ainda com os olhos fechados e os abriu suavemente, ele não estava deixando o shampoo escorrer para os próprios olhos.
- A menos que você me traia, sei lá. Aí eu vou ficar triste com você.
- Hum, eu certamente não sou esse tipo e eu tenho certeza que você sabe. - Leo disse e cautelosamente levou ele embaixo da água, ajudando a enxaguar os cabelos, apertando os fios ensaboados.
- Eu sei. - Noah sorriu. - Por isso eu não tenho medo da tatuagem. - Disse e o deixou levar a si, fechando os olhos novamente para deixá-lo enxaguar os cabelos, sentindo o cheiro gostoso de seu shampoo. - Hum... Vai me deixar lavar os seus?
- Bem, o meu não é exatamente tão trabalhoso, mas você pode, se quiser.
- Hum, o meu é só um pouco mais comprido que o seu. - Noah fez um pequeno bico. - O único trabalho que ele dá é quando eu preciso hidratar. - Disse a buscar seu shampoo e massageou seus cabelos da mesma forma.
- Um pouco bastante. - Leo disse e se virou para ele, deixando mais fácil estando de costas. - Ah, bem, acho que pelo tamanho. Eu não preciso de algo como hidratação. - Riu, entre os dentes.
Noah riu baixinho.
- Ah pois eu vou hidratar seu cabelo só pelo prazer enquanto eu estiver aqui. - Disse e aproximou-se, mas não encostou os quadris dele, não sabia se seria desconfortável, ele nunca tinha demonstrado nenhum interesse em ser passivo, e também não tinha um interesse grande em ser ativo, não naquele momento. Beijou sua nuca apenas, roçando os dentes na pele e finalizou a massagem em seu couro cabeludo. - Você... Vai viajar pra Inglaterra no natal ou vai ficar por aqui?
Leo não se importaria de fato se ele encostasse em si, o contato físico não era um problema e não via apenas como contato sexual. Mas se arrepiou com o mordisco, e era evidente, até estremeceu e riu por isso. 
- Hum, ainda não tenho certeza. E você, tem planos?
- Bom... Eu não tenho família, então... - Noah disse num pequeno sorriso que ele não poderia ver. - Mas se você quiser... Podemos passar juntos. Eu faço um jantar gostoso pra gente, bebemos vinho, o que acha?
Leo sorriu, afável. 
- Claro, seria ótimo. Se eu for na casa dos meus pais você pode vir comigo. - Leo o afagou, pensando como teria sido sua infância, certamente muito conturbada.
Noah assentiu num pequeno sorriso.
- Acha que eles gostariam de mim? Quer dizer... Seus pais são... Tradicionais?
- Bom, eles tem um filho que parece ter uma seita e uma entidade, você acha que eles vão se importar?
- Eu conheço algumas pessoas que preferem um filho satanista do que gay. Minha mãe era uma delas. - Noah sorriu, desprovido de graça de fato.
- Sinto muito que tenha sido difícil pra você. Mas eles vão gostar de você, eu tenho certeza.
- Tá tudo bem. Na verdade... Eu preciso te contar uma coisa. - Noah disse e suspirou, ajudando-o a tirar o shampoo de seus cabelos embaixo da água, tomando cuidado com seus olhos. - A verdade é que minha mãe não morreu, só meu pai. Quando meu pai morreu, eu morei com ela e minha vó por um tempo, depois saí de casa, então pra mim é como se tivesse morrido, por isso eu disse aquilo. Ela nunca foi uma boa mãe pra mim, então... Mas... Agora como somos namorados, não quero mentir pra você.
- Hum. - Leo murmurou em compreensão. - Na verdade eu, por alguma razão, achei que fosse isso. Achei que a morte talvez não tivesse sido em forma física. Você não precisa me falar coisas que não se sentir confortável em dizer.
- Ah não me deixa desconfortável. Está tudo bem. - Noah disse num pequeno sorriso e beijou a ponta de seu nariz quando enfim terminou de lavar seus cabelos. - Condicionador?
Leo assentiu e por fim pegou o outro frasco ali, dosou o condicionador na mão, mas sem muita noção de como o cabelo dele precisava, então colocou uma quantidade generosa. 
- Nossa senhora. - Noah disse e riu, divertido. - Não precisa de tanto...
- Ah, sei lá, você é cabeludo.. - Leo disse e riu com ele, desajeitado. Porém, levou até seus cabelos mesmo assim, deslizando e massageando os fios.
Noah riu e fechou os olhos novamente, fez como ele, virou-se de costas, deixando-o assim lavar os cabelos mais fácil. Tinha as costas tatuadas, ele já conhecia, as pernas também, mas claro, não as nádegas. Leo lavou seus cabelos após a massagem, deslizando os dedos pelos fios que corriam sedosos pelo condicionador. Olhou para as pontas do cabelo, indo mais pra baixo inconscientemente. Riu entre os dentes, notando a parte das nádegas que já havia visto tantas vezes, mas agora era um pouco direto, não estava no contexto sexual, então era engraçado como ele parecia estar usando uma boxer branca. Noah virou-se sutilmente para ele.
- O que foi? - Disse e riu junto mesmo sem saber o que era.
- Parece estar usando uma Boxer com a sua bunda sem tatuagem. - Leo disse e se abaixou rapidamente, um pensamento intrusivo, segurou seus quadris para mantê-lo no lugar e então mordeu sua nádega direita.
Noah não esperava mesmo pela mordida, então teve um pequeno sobressalto e riu em seguida, divertido.
- Ai, ai, fui picado por uma aranha.
Leo levantou-se logo em seguida, risonho, enquanto levava as mãos até o rosto, tirando a água que caira nos olhos. Noah riu e se virou para ele, o abraçou ao redor de seu pescoço e o beijou nos lábios, um selo demorado e roçou o nariz ao dele. Finalizou a lavagem em seus cabelos e bem, precisava lavar o próprio corpo, não era só limpar algo que espirrou no abdômen, então ficou feliz por ele ter saído primeiro, deixando a si para finalizar o banho. Quando saiu, vestiu a roupa dada por ele e o encontrou no quarto.
- Oi bonitão. - Disse e suspirou. - Você é a coisa mais linda dessa casa, desse bairro, dessa cidade, desse país... Do mundo.
Leo retribuiu o beijo da mesma forma, apenas toques suaves, embora demorado. Após terminar o banho, deduziu que ele precisava de privacidade e então saiu primeiro. Quando ele deixou o banho, já vestido, também estava e usava uma toalha para secar os cabelos, esfregando-os, interrompeu porém e seguiu em direção a ele, usando da mesma maneira nos dele, sacudindo seus cabelos. Sorriu porém diante do elogio. 
- Você que é.
- Não dá pra competir com você. - Noah disse e sorriu embora os cabelos estivessem bagunçados pela sua toalha, alguns fios até grudados no rosto. - Vamos, vou fazer mais salsichas pra você provar o cachorro quente.
- Ah, até parece, Noah. - Leo disse quase indignado e no entanto riu, ajeitou seus cabelos em seguida. Assentiu e seguiu para pendurar a toalha que usava em seus cabelos, voltou logo em seguida em direção a porta. - Bora.
- Você sabe que é verdade. - O moreno disse e riu, seguindo com ele para a porta, mas parou e mostrou a ele a roupa que usava. - E aí, eu fico bonitão de Vessel?
- Você fica bonitão de qualquer jeito. - Leo disse e sorriu, sincero. - Você é muito bonito...
Noah sorriu a ele e negativou, o abraçando ao redor do pescoço e selou seus lábios, mas não durou, sabia que ele estava com fome, e estava também, o estômago já começava a roncar.
- Droga, não consigo tirar as mãos de você.
- Stick to me¹... - Leo disse com um sorrisinho canteiro e deu nele um tapinha na bunda. - Vamos, estou ouvindo seu estômago cantar.
- Hum... Não me dê bronca como deu nos seus fãs. - Noah disse e riu, o soltando num pequeno bico, tinha costume de fazer isso, mas ele já sabia. - É... Ele queria as salsichas. Mas eu queria a sua um pouco mais, então valeu a pena.
Leo riu e negativou. 
- Em você não é bronca. - Disse e tocou o topo de sua cabeça, afagando seus cabelos ainda úmidos. - Minha salsicha, é? - Riu, quase uma gargalhada na verdade, mas não tinha altura. 
- Uhum, só que a sua eu não queimei. - Noah disse e riu junto dele, gostava de sua risada. - Eu gosto quando você ri assim. - Desceu as escadas com ele e na cozinha jogou as salsichas fora, mais pareciam uns blocos de madeira como ele mesmo observou antes, riu novamente, negativando. - Cara... Eu perdi mesmo a noção do tempo.
- Na verdade você deixou ela pegar fogo, só não incinerou. - Leo disse e o olhou de soslaio, alguns passos atrás de si conforme desciam. - É, eu também perdi um pouco, eu podia ter lembrado.
Noah sorriu malicioso para si mesmo, mas olhou pra ele conforme se virou e mordeu o lábio inferior, riu em seguida. Buscou as salsichas na geladeira e o molho que havia feito, fez o mesmo, fez pequenos cortes, marinou e colocou na air fryer outra vez, dessa vez, acionou o temporizador.
- Pronto.
Leo seguiu com ele e conferiu enquanto o fazia, era descontraido e parecia se divertir com o que fazia.
- Quanto tempo?
- Quinze minutos. No máximo. Quer experimentar o molho? - Noah disse a tocar com um dos dedos na colher, erguendo para a boca dele.
Leo olhou seu dedinho erguido e sorriu canteiro.
- Você realmente quer que eu experimente no seu dedo?
- O que? Meu dedo está sujo? - Noah disse a franzir o cenho, mas entendeu em seguida. - Ah... Com cuidado com essas presinhas de aranha.
- É porque eu tenho certeza que você vai queimar as salsichas de novo se eu provar no seu dedo. - O risinho soou entre os dentes, ambíguo.
- Eu não vou queimar elas de novo porque eu coloquei o timer agora. - Noah riu, mas mordeu o lábio inferior. - Tá bom, então não prova. - Disse a abaixar a mão.
Leo olhou-o de pálpebras franzidas, porém pegou seu pulso antes que abaixasse a mão, guiou seu dedo até o molho de volta, quase como quem usa uma colher, pingou na ponta do dígito e então o provou, embora pouco tenha se concentrado no sabor do molho mas sim no gesto de lamber seu dedos, queria mesmo morder. Noah deixou erguer o próprio dedo, detestava dizer que ele tinha razão porque assim que ele colocou o próprio dedo na boca, sentiu um arrepio percorrer a coluna, mas negativou, concentrando-se em ficar em paz, ele estava com fome, estava com fome também. 
- O molho... Está bom?
- É, está bem gostoso. - Leo disse conforme tirou-o da boca e mostrou-lhe os dentes, insinuando uma mordida ao bater as arcadas. 
- Paara, você pare. - Noah disse e riu, mas mordeu o lábio inferior. - Se nós fizermos isso de novo hoje, eu vou parar no hospital e você vai desmaiar por quinze horas.
Leo riu, divertido. 
- Eu sei, você que é tarado. Eu poderia morde-lo sem precisar judiar do seu corpo, mas...
- Sem precisar judiar do meu corpo, ah? E você acha que eu ia conseguir sentir seu toque sem ficar excitado? Não é nem questão de ser tarado, é que... Porra, você é muito gostoso. - Noah riu e selou os lábios dele.
Leo sorriu canteiro e negativou quase tímido, mas o retribuiu no selar de lábios. Suspirou, se sentindo confortável demais, o que era estranho, levando em consideração a forma como aquele dia havia começado. Noah encostou-se no móvel atrás de si e o puxou delicadamente junto a si, o beijou em sua testa, seu nariz e o abraçou ao redor dos quadris, indicando o próprio ombro para ele descansar se quisesse. Leo se aproximou dele conforme puxado, confuso, mas foi. Encostou-se nele, ventre a ventre, mas não era um contexto sexual. O abraçou da mesma forma, ao redor da cintura, na lombar na verdade. Ele era extremamente tátil, e pra falar a verdade estava se acostumando com isso. O beijou na testa e descansou com os lábios ali ao invés de deitar em seu ombro. Noah suspirou, gostava do toque de seus lábios na testa e nem sabia porquê, se sentia como um bom gatoto, não sabia explicar exatamente, era como uma batidinha no topo da cabeça e gostava disso. Ficou em silêncio por um longo tempo, só sentindo seu toque ali, quase descansando junto com ele, só acordou daquele carinho quando ouviu o barulho do timer, sorrindo a ele meio de canto.
- Eu podia ficar assim pra sempre.
Quando se afastou, Leo sentia quase uma leve sonolência, tamanha a calmaria daquela inércia. Sorriu preguiçosamente ao olha-lo, ele parecia ter as mesmas sensações, riu por isso. 
- Está cansado, hum?
- Uhum... - Noah disse e riu baixinho, ajeitando os cabelos ainda úmidos. - Vamos comer e tirar um cochilo? Eu meio que... Drenei a energia.
- Tirar um cochilo? - Leo riu novamente. - Já passa da meia noite, seria dormir mesmo. - O beijou na testa novamente e então seguiu até a Airfryer, tirando o preparo antes que tornasse a queimar. Dispôs sobre a mesa, e buscou os talheres, o prato e o pães que cortou ao meio, mas esperou por ele e suas instruções.
- Oh, acho que perdi a noção do tempo... - Noah riu e seguiu com ele, meio preguiçoso ainda, mas seguiu a colocar as salsichas no pão e o queijo parmesão, depois finalizou com a mostarda picante, mostrando a ele como fazer no seu, ele gostava de participar e gostava da ajuda dele. - Parece bom, hum?
Leo seguiu copiando o que ele fazia, queria participar e não apenas obrigado-lo a cozinhar, então lá estava, finalizando como a sugestão dele.
- Olha, é meio feio.. Mas eu gosto da seleção de ingredientes e também acredito em você. - Riu, entre os dentes.
Noah riu divertido e olhou de longe.
- É, ele é meio feio. Mas é gostoso. 
Disse e pegou o pão, apertando suavemente para que os ingredientes não escapassem, então mordeu, suspirando.
- Certo, então vamos trocar, você vai comer esse aqui que eu montei porque teve amor.
- Ah, mas eu já mordi. - Noah disse com a boca cheia, mas entregou a ele o cachorro quente, rindo baixinho.
- Tudo bem. 
Leo disse risonho, observando como ele parecia não ligar sobre como estava parecendo naquele momento, com a boca cheia, até meio desajeitado, mas não devia mesmo, afinal, era algo que até o deixava charmoso de algum modo. Entregou o lanche a ele e aceitou o que já havia sido vitimizado por sua boca.  Então mordeu em seguida, enfim provando sua criação gastronômica. Com a expressão que deu a ele, deixou claro que havia gostado. Gostava da seleção de ingredientes, como havia dito a ele, então ficou feliz com o gosto.  Noah terminou de mastigar e quando enfim engoliu, sorriu a ele enquanto o via mastigar, gostava de sua expressão.
- Hum? Hum? É bom? Feio, mas gostoso.
O riso escapou quase nasalado em Leo, já que estava mastigando. 
- Uh hum. - Murmurou, concordando. Falou porém quando terminou de engolir. - Eu adoro parmesão.
- É, eu também. - Noah disse e riu baixinho, mordendo novamente o cachorro quente e suspirou em apreço outra vez. - Hum, melhor que isso aqui só aquele bolo que você me fez.
- Ah, era um bolinho simples, uma receita tradicional. Mas que bom que você gostou. Posso fazer quando quiser, com laranjas também.
- Era perfeito, não fale assim só porque ele era simples. A massa era fofinha, derretia na boca. Hum...
- Eu gosto como você é comilão. 
Disse Leo num sorriso. Noah sorriu igualmente e aproximou-se dele para beijar seu rosto, estava tudo tão bem, tão tranquilo e gostoso, mal podia esperar para se deitar junto dele e o abraçar pra dormir, esperava sonhar com ele. 

¹ Caramel - Sleep Token 

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