- Oi bonitão.
Quando o deixou seguir ao banho, Leo até pensou se deveria participar dele, porém, privacidade era uma boa, então preferiu ir até o banheiro do quarto que não costumava usar e que agora, era apenas cheio de decoração da banda, jogos de mesa e coisas que tinha poucas oportunidades de usar. Levou apenas as roupas e a toalha, tomou a ducha que era provavelmente muito mais rápida que a dele, já que era apenas tirar o residual do corpo, e não de dentro dele. Estava se divertindo com ele, ele era bobo, engraçado, fofo, era bonito, talentoso, tinha muitas coisas nele e definitivamente toda sua personalidade não se parecia com o que criava, era estranho conhecer outra pessoa dessa forma, porque não costumava trazer proximidade da banda ou como músico, de outros profissionais, eram reservados e queria aquilo, mas estava feliz de ter dado aquela chance de interação. Quando terminou, voltou para a sala de estar após se vestir, os cabelos estavam umidos e não tinha problema para deixá-los secar, eram curtos mesmo. Sentou-se onde estavam antes, e poucos minutos depois, sentiu o beijo na nuca, o que fez se encolher em reflexo, talvez desatento. Negativou risonho para o "apelido".
- Você que é o bonitão.
Noah riu baixinho, sentindo o cheiro de seu cabelo e deu a volta para se sentar com ele no sofá, ajeitando-se a seu lado mais uma vez.
- Hum... Você me traiu, tomou banho sem mim.
Riu, deixando claro que era uma brincadeira. Ele realmente havia esperado Noah para comer mesmo com fome, ele era tão adorável de uma forma absurdamente difícil de explicar, era complexo, mas Noah amava tudo nele, começou a suspeitar que até os defeitos iria amar. Pegou um sushi com o hashi, molhou no shoyu suavemente e levou em frente a boca dele.
- Hum, hum? Take a bite.¹ - Sorriu.
Leo sorriu, um risinho na verdade, enquanto seguia seu caminho visualmente até se sentar ao lado.
- Privacidade, mais pra você do que pra mim, na verdade.
Dito, aquela altura tinha o sushi oferecido por ele em frente a boca, olhou por instantes e aceitou, achando o gesto curioso, parecia tão casual pra ele, que deduziu ser uma espontaneidade. Pegou o sushi inteiro, como já tinha feito antes, mas o segundo pegou com a mão mesmo, tocou no molho de soja como ele fez e então guiou para sua boca, pelo menos em frente aos lábios.
- É, eu sei... Mas estou limpinho. - Noah riu suavemente e o viu fazer o mesmo gesto, sorriu em agrado e aceitou o sushi. - Posso te perguntar uma coisa... Meio... Bom, complicada. Eu não quero que você pense algo errado de mim, não estou te julgando, só estou curioso.
- Hum, você pode perguntar, a questão é se eu vou querer responder. - Leo sorriu, canteiro.
Noah riu baixinho.
- Não é... Algo muito pessoal. É só... Você realmente acredita na Sleep? Ou você só... Escreve pra algo que você criou?
Leo sorriu diante da pergunta.
- Você vai ter que descobrir sua resposta.
- Ah, não faz assim... - Noah disse num riso. - Porra, quero saber se preciso ter medo de você me usar num ritual de verdade. Se bem que eu não ligaria muito não.
- É por isso mesmo que não vou te falar, você vai ter que descobrir.
Noah sorriu, ele estava fazendo um jogo e gostava disso. Pegou o hashi com a mão como ele fez e levou para a boca dele.
- Você sabe usar os hashis?
Perguntou curioso, embora não esperasse que ele levasse como uma ofensa. Bem, Leo aceitou ser servido de novo e conforme fez isso, mordiscou os dedos dele além do sushi, até pressionou um pouco. Primeiro mastigou e ajeitou a comida na boca, colocando-a de lado.
- Eu sei, mas isso me parece como um aperitivo, parece certo usar a mão. Você se incomoda? Sei que gosta de cultura oriental e essas coisas.
Noah mordeu o lábio inferior e riu baixinho, sugando o dedo em seguida e se lembrou de ele ter dito "quase doce". Suspirou.
- Hum? Não, não me incomoda, não sou esse tipo de cara não. Por mim pode comer até com os pés. - Riu. - Eu só ia te ensinar se você não soubesse.
Leo sorriu no comentário final e pegou os hashis, brincou com os talheres descartaveis, como quem ensaia para segura-los.
- Ah, parece que eu não sei. - Brincou. - Me mostre como você segura.
Noah riu suavemente ao vê-lo brincar e fez um pequeno bico, sabia que era mentira.
- Ah, assim não... - Disse, mas segurou os hashis em sua mão na posição correta, mostrando a ele. - Assim.
Leo riu baixinho e segurou os hashis, mesmo a forma de segurar era diferente, na verdade.
- Oh, seguramos diferente.
Noah riu novamente e ergueu sua mão, beijou e afastou-se novamente, dando espaço pra ele e ajeitou os cabelos atrás da orelha.
- Hum, hum... - Disse com a boca cheia e terminou de mastigar para falar. - Tem sunomono ali e alguns hots.
Leo sorriu diante da carícia, ele era realmente carinhoso, parecia tátil, mas não tinha problema, era um cara meio romântico também. Olhou para ele enquanto comia, gostava de como ele parecia despreocupado fazendo isso, com os olhos pequenos, parecia um passarinho. Sorriu para si mesmo ao pensar sobre isso, mas não disse nada. Pegou mais um dos sushis, continuando o jantar até se sentir satisfeito. Noah o pegou olhando a si algumas vezes, não entendia realmente se tinha algo errado, mas esperava que não, sua expressão também não parecia dizer que tinha algo errado. Quando finalizou a comida, sorriu a ele.
- Hey... Obrigado por me dar uma chance de... Conhecer você. Você é incrível. Nunca achei que fosse conhecer porque vocês são muito reservados. Mas... Fico muito feliz.
Disse e bebeu um gole da cerveja que havia deixado sobre a mesa, havia aberto outra pra ele antes também.
- Hum. Fico lisonjeado, Seb. Também fico feliz em conhecer você, mas, fique de boa, relaxe, parece que fica sempre pensando em alguma coisa, sou só um cara como você.
Leo disse, e levou a mão até o topo de sua cabeça, acariciando brevemente, desalinhando os fios repicados. Noah sorriu.
- Foi mal... Eu sei, estou meio nervoso. - Suspirou e riu baixinho, virando-se para ele a encostar o rosto de lado no sofá. - Hum, que preguiça que me deu. Você quer tocar um pouco comigo? Piano, no caso... - Riu.
- É, acho que o corpo agora vai tentar recuperar alguma energia. - Leo riu e se encostou como ele, bebericando da cerveja que trouxe consigo. - Claro, podemos tocar. Você toca piano?
- Não... Só toco guitarra. Mas eu vou adorar acompanhar você e te ver tocar. Na verdade eu adoraria aprender, talvez um dia você possa me ensinar.
- Claro, por quinze dólares eu posso te ensinar.
Leo brincou, lembrando-se de quando recém formado na universidade. Noah Riu.
- Eu pago. Aceita o corpo?
- Ah... - Leo riu. - Acho que seu corpo não vale só isso.
Noah sorriu ao ouvi-lo.
- Suas aulas valem muito mais.
- Nunca ouvi tanta bobagem.
Noah riu e negativou.
- Não vamos entrar em um consenso. Esses quinze dólares é alguma coisa que eu deveria saber? - Riu.
Leo sorriu canteiro e negativou.
- Quando mais jovem, fazia alguns covers e comecei a dar algumas lições online, depois abri algumas vagas de aulas de piano por quinze dólares.
- Oh... O bebê Leo? Não acredito que era só quinze dólares. Eu quero me inscrever.
Leo riu.
- Já tinha dezoito. Bem, eu me divertia. Parece até que foi ontem, na verdade.
- É, o tempo passa rápido. - Noah riu baixinho e tocou os cabelos dele, ainda de lado como estavam, colocou uma mecha atrás da orelha. - Quando eu era adolescente, eu trabalhei em muitas coisas que pagavam mal também. Fiz muitos covers também... Muitos.
- É, gosto e não gosto disso, quer dizer, o tempo traz experiência, ao menos isso é bom. Mas na época eu só queria ensinar porque gostava mesmo, não por dinheiro.
Noah assentiu ao ouvi-lo, e permitiu-se acariciar seus cabelos enquanto falavam, gostava de olhar pra ele.
- Você está cansando da banda? Quer dizer, sente que virou só dinheiro? As vezes eu sinto um pouco disso.
- Jamais, eu quero morrer fazendo isso. É tudo o que eu corri atrás desde de menino até hoje, e se me traz dinheiro, suficiente pra viver disso, não vejo como isso poderia ser melhor.
Noah sorriu a ele, meio desconcertado.
- Está tudo bem se você se sentir cansado as vezes. Mas eu entendo e fico feliz por você. Eu também vivo pra isso, por mais que eu fique cansado as vezes, os pensamentos somem logo quando vejo meu público num show. Mas bem... Você pode me ensinar por amor, sabe. - Riu.
- Meu cansaço físico não se extende ao mental, acho que mesmo minha exaustão, em shows longos ou que dou tudo de mim. Eu não poderia esperar algo diferente, quero dizer, tudo na vida gera algum desgaste ou cansaço, mas você precisa pensar nos frutos e na recompensa desse cansaço, se ele te gera prazer de algum modo, então vale a pena. - Leo sorriu, agora mostrando os dentes. - Vai ser um prazer.
Noah assentiu, compreensivo a suas palavras, ele parecia realmente respirar o trabalho. Se perguntou por um momento se teria lugar para si na vida dele num futuro, sorriu porém quando o ouviu, adorava o sorriso dele e seus dentinhos pontiagudos.
- Sabe tocar alguma música minha?
- É claro. - Leo disse ainda com o ar do sorriso anterior. - Me diga qual você gostaria.
- Sabe tocar Just pretend?
- Oh sim, sei as notas no violão, posso adaptar pro piano.
Noah sorriu e assentiu.
- Então vamos cantar uma versão mais suave.
Disse e aproximou-se a selar os lábios dele novamente, levantando-se em seguida e estendeu a mão a ele para que se levantasse, seguindo ao piano em seguida. Se sentou ao lado dele no pequeno banco, olhando as teclas, era tão bonito, mas não sabia realmente tocar.
- Parece difícil. - Disse num pequeno sorriso.
Leo se preparou para levantar, mas foi surpreendido com um beijo e o toque de sua mão, era, como já havia observado, muito afável, muito tátil, se perguntava o quanto aquilo se estendia em sua vida. Seguiu até o piano, ergueu a tampa que cobria as teclas e o deixou admirar o instrumento, era mesmo lindo.
- Você vai aprender rapidinho, já sabe muito sobre música.
Noah sorriu para ele e deslizou suavemente a mão pelas teclas, tinha até medo de estragar, ele parecia tão zeloso sobre ele.
- Toca. Vamos cantar juntos. Quer começar a música?
- Pressione as teclas, elas tem um peso muito bom, sinta como é.
O sorriso de Noah afrouxou suavemente e franziu o cenho, assentindo porém. Deslizou os dedos por algumas teclas e tocou a primeira, depois a segunda, era realmente gostoso.
- Que som bonito. Pode me ensinar algo bobo?
- Não precisa ter medo, nem vergonha. Tente começar pelo dó ré mi. Veja o posicionamento das teclas.
Noah assentiu e estendendo a mão perto dele tocou as teclas indicadas, o som era realmente gostoso, sorriu.
- Você sabe onde elas estão, então vamos partir da música com base nas notas. - Leo disse e indicou as notas, claro que a primeira música era um clichê esperado.
Noah assentiu e esperou que ele tocasse, riu, divertido quando percebeu ser brilha brilha estrelinha, se sentiu uma criança de novo.
- Ahhh, que fofo.
Disse e repetiu as notas, errou uma delas e fez uma pequena careta, mas logo corrigiu e seguiu.
Leo riu baixinho entre os lábios cerrados. Então quando ele terminou, bateu palma baixinho com a ponta dos dedos.
- Muito bem.
Noah riu e negativou.
- Aw, obrigado papai. - Disse numa brincadeira, agindo como uma criança.
Leo riu e negativou como ele.
- Toque mais algumas vezes e tente ganhar um ritmo mais parecido com o que você conhece da música.
Noah assentiu e devagar tocou as teclas como ensinado por ele, na segunda vez era mais suave, já conhecia todas e era bom de memória. Na terceira, parecia perfeita. Leo sorriu e tocou seus cabelos, afagando-os.
- Viu, eu disse que seria fácil pra você.
Noah sorriu igualmente, gostou do carinho nos cabelos, era como um cachorro esperando qualquer toque dele.
- Ah, mas isso é só uma canção de ninar. - Riu.
- E você acha que qualquer um sabe tocar ela?
- Não porque elas não tiveram um professor bom como você.
Leo riu.
- Se não for um bom aluno, não adianta muito.
- O professor ajuda.
Noah disse e riu, tocando a coxa dele ao lado de si, um carinho suave.
- Você é um xavequeiro, não é?
- É que você é muito bonito, aí eu não aguento.
Leo sorriu e negativou ao elogio, era exatamente um xavequeiro. As vezes apenas imaginava se ele realmente gostava do que via.
- Bem, vamos tocar, tente ver o que estou tocando, você é muito hábil, vai conseguir pegar bem.
Noah assentiu, não sabia o que ele pensava, mas era óbvio que o achava atraente, o modo como olhava pra ele dizia tudo, mas sabia que era meio moleque e era difícil levar a sério as coisas que dizia, por isso tentava agir um pouco melhor com ele, um pouco menos moleque por assim dizer. Atento, observou as notas que ele começou a tocar, mas a música estava quase na parte do canto e queria muito ouvir a voz dele cantando ela, então sorriu a ele, indicando que deveria começar. Leo olhou para ele e em um determinado ponto havia passado da entrada e ele não começou, então entendeu o que queria, voltando algumas notas atrás.
- I'm not afraid... Of the war you've come to wage against my sins... I'm not okay...
Noah sorriu quando enfim o ouviu cantar, ficou em silêncio, era gostoso ouvir sua voz, mas na pausa continuou com ele.
- But I can try my best to just pretend... So will you wait me out? Or will you drown me out?
Leo notou sua intenção de continuidade, quer dizer, que desejava um dueto, então seguiu a frase seguinte, dando espaços entre ambos e em certo ponto, começou a fazer o back vocal para ele.
- I can wait for you at the bottom, I can stay away if you want me to, I can wait for years if I gotta, heaven knows I ain't getting over you...
Noah cantava, num tom mais baixo e harmônico para o piano, não tão alto quanto num palco, e sinceramente, nunca se sentiu tão feliz quanto naquele momento. Podia parecer um exagero tremendo dizer isso, mas já havia dito a ele, nunca esteve realmente confortável, a vida foi conturbada, sempre muito bagunçada, corrida e estranha, mas com ele, tudo parecia fazer sentido, se sentia cantando aquela música realmente para ele. Podia esperar por ele, por anos, se ele não quisesse a si por serem muito diferentes. Podia fazer de tudo, e até lá, só fingiria que estaria bem sem ele e algo na voz começou a trepidar em certo ponto quando percebeu que estava meio choroso, mas continuou tentando ignorar o fato, dando vez a ele para cantar.
O ritmo do piano ia se tornando mais intenso, levando a música para uma parte mais emocional dela, claro que àquela altura já estava afetando os ânimos, Leo amava tocar e como a música podia causar emoções diversas. O loiro olhou para ele em um certo momento, notando a intensidade da expressão e como sua mão gesticulava durante suas mudanças de tom, conhecia os trejeitos de suas apresentações. Sorriu, embora tenha notado um certo tremor vocal, estava sentindo sua música e gostava de ver aqueles sentimentos, se perguntava no entanto, se aquela música causava algo ruim, como alguma lembrança. Tomou a vez que foi dada, estava cantando num timbre mais leve, se adequando ao que cantavam, até finalmente terminar a canção. Enquanto ele cantava, Noah também podia notar seus trejeitos de canto, seu rosto mais erguido, as vezes os olhos fechados, seus dentinhos expostos, sorriu consigo mesmo e engoliu em seco, tentando não chorar, mas uma pequena lágrima escorreu pela bochecha, onde limpou discretamente. Desviou o olhar a ele na finalização, geralmente era muito brincalhão, mas naquele momento estava falando muito sério.
- Estou apaixonado por você. E eu sei que isso é rápido. Eu sei que eu pareço um menino idiota. E eu posso esperar você por anos, se necessário. - Disse, o mesmo que a canção dizia.
Leo não havia visto aquela lágrima solitária em seu rosto, mas não deixou de perceber a vermelhidão de seus olhos, ia perguntar, até mesmo entreabriu os lábios na intenção de proferir, mas ele começou, e a frase soou quase apressada a princípio, quase como quem deseja tirar algo do peito, e de fato o era, uma vez que era um tipo de declaração e que por sinal, mesmo com sutileza, estava incrédulo. Na verdade gostava de Noah, se sentia bem com sua presença, e de certa forma era quase como alguém que esteve presente na própria vida há muito tempo, talvez como ele, sentisse que estavam por perto há mais que dois encontros, mas ele parecia quase angustiado, se perguntou se não estava tentando encontrar algo novo após o fim de sua relação, algo para se apegar, afinal, não sentia que seria alguém percebido por ele, se não por Vessel. Ainda assim sorriu, não ia menosprezar suas palavras, por mais que elas causassem em si uma sensação estranha, uma ansiedade, euforia, algo assim, mas não era ao todo ruim e também não era completamente boa, não soube como reagir, porque estava dentro das próprias inseguranças naquele momento. Quando ele ficou em silêncio, Noah sabia que havia ido longe demais, era realmente estranho dizer aquilo, não era? Assim como ele, sabia que não poderia ser notado por alguém como ele, tinha as mesmas inseguranças, tinha a mesma ansiedade de achar que não era bom o suficiente. Não merecia o amor dele. Talvez ele não quisesse ter um relacionamento agora, talvez só quisesse sexo casual, se sentia como um amigo rejeitado, mas precisava fazer alguma coisa, não queria que ele parasse de falar consigo.
- ... Me perdoe, eu... Não devia ter dito nada. - Disse e silenciou-se ao ver seu sorriso, agora estava confuso, era só um sorriso afável? Do tipo de alguém que consola uma criança? - Eu quero... Só tentar... Explicar. - Disse olhando as teclas do piano. - Você me faz feliz, você me faz ficar confortável, você me faz sentir que já nos conhecemos há muito tempo. Eu sinto que nossos corações parecem em uma sintonia gostosa, ainda que isso... Não sei se faz sentido pra você. Eu me senti sozinho, por tanto tempo, mesmo tendo amigos, mesmo no meu relacionamento, eu me sentia me afogando, olhando as pessoas sendo felizes sem poder tocar a felicidade e aí... Sentar aqui com você, ver você sorrir, ouvir você cantar. Eu nunca me senti assim sobre outra pessoa.
Leo ouviu o que ele tinha a dizer, na verdade ia refletindo sobre suas palavras, curiosamente teve um pensamento, eram tão diferentes mas de algum modo, haviam similaridades, entendia muito bem o que ele estava dizendo, mas certamente não ia conseguir aceitar com facilidade, não porque não gostava dele, mas porque tinha dúvidas sobre si mesmo.
- É como se estivesse consigo mesmo, hum?
- É, só que mais bonito. - Noah disse e deu um pequeno sorriso, queria manter o humor ainda que os olhos estivessem marejados, ele estava muito sério, parecia que tinha falado besteira outra vez. - Estou te deixando desconfortável? Quer que eu vá embora?
- Não, não é isso. Eu só não sei reagir a certas coisas, eu entendo você, tenho sentimentos que compreendem os seus. Mas eu... Acho que precisamos de algum tempo, talvez compreenda mais, talvez me conheça melhor, quero que me conheça melhor e também quero conhecer quem é você, mesmo que eu sinta, como você mesmo disse, que nos conhecemos há tanto tempo, acho que eu prefiro imaginar sentimentos sólidos do que a instabilidade do que é se apaixonar.
Não queria falar sobre inseguranças com ele naquele momento, não queria dizer que sem a máscara, sentia que Leo não era alguém que teria atenção ou mesmo os sentimentos dele, de qualquer um. Não costumava ser alguém cujo talento ou esforço era suficiente para receber aquele tipo de sentimento. Noah o ouviu em silêncio, coçou a cabeça sutilmente e assentiu, a palavra instabilidade levou a si a pensar que talvez parecesse meio bagunçado para ele, mas faria o que ele quisesse.
- Eu... Entendo. Eu só... Eu sou uma pessoa tátil, você... Já deve ter percebido. Te incomoda que eu demonstre esses sentimentos por você enquanto você me conhece melhor? Porque eu... Sinto que preciso te tocar, preciso de mais de você, o tempo todo.
O tom de Noah pareceu um pouco mais leve naquele momento, Leo agradeceu por isso e portanto preferiu tomar o mesmo rumo, achando até alguma graça na sinceridade de suas palavras.
- Está querendo me assediar? - Disse, soando perfeitamente sério, mas riu minuto depois, deixando claro que o estava provocando. - Não vejo porque isso seria um problema.
Noah riu suavemente e outra lágrima escorreu pela bochecha que antes branca agora estava meio rosada pelo choro, talvez parecesse um pirralho mesmo perto dele, era só um sentimento conflitante, mas ficou com raiva de si mesmo por isso, queria ser como ele, queria ser paciente como ele.
- Bom... Eu disse. - Riu suavemente, mas aliviado. - Obrigado por me deixar dizer.
Mal sabia ele que Leo não era de fato tão paciente, era apenas menos transparente que Noah e não muito afim de demonstrar o que sentia de maneira insegura, ainda não confiava nele o bastante para ser tão sincero, e talvez até não quisesse mostrar certas partes de si, mas no fim imaginava que ele saberia disso em algum momento. Se aproximou dele e selou seus lábios, era a melhor forma de demonstrar que aceitava aquilo, sem brigar com a própria cabeça com coisas que não queria dizer.
Noah sentiu o toque dos lábios e o retribuiu, dando a ele um sorriso suave que aos poucos se abriu para mostrar os dentes para ele. Tocou sua bochecha, como havia feito da primeira vez com Vessel, acariciou sua pele macia e olhou seus olhos de perto, tinha certeza do que estava falando pra ele.
- Eu vou esperar, mil anos se for preciso. - Murmurou novamente.
Leo suspirou sob seu toque, tanto da mão quanto dos lábios e tinha novamente aqueles pequenos olhos encarando como se estivesse vendo através de si. Sorriu com o canto dos lábios.
- Por que acha que precisaria de tanto tempo? Mas vamos ver, se talvez você não mude de ideia e me deixe esperando no lugar.
Noah riu e negativou, a voz ainda estava um pouco trêmula.
- Você esperaria por mim?
- Espero não ter que descobrir isso.
Leo deu um sorriso tenro. Dada a forma como a mente funcionava numa situação como aquela, imaginava que inevitavelmente ele mudaria de ideia, talvez um dia fosse apenas um músico qualquer.
- Você não vai. Eu prometo. - Noah disse e estendeu o dedinho pra ele, riu.
Leo olhou a mão dele, riu por fim e deu a mão da mesma forma, cruzando os dedos com ele.
- Somos adolescentes, ah?
- E o que tem de mais em ser meio infantil as vezes? - Noah disse e riu baixinho. - No Japão eles dizem Yakusoku. Quer dizer promessa. - Sorriu. - E sim, eu sou um otaku ridículo.
- É, você é um otaku mesmo... Talvez a gente não vá muito longe com isso. - Leo disse, claro que o estava provocando. - Eu gosto da cultura asiática também, tem alguma influência no visual.
Noah franziu o cenho, evidentemente chateado, mas sorriu em seguida.
- Espere até você descobrir que o nome dos meus gatos vem do Naruto. Oh, é mesmo... Você gosta de gatos? Sei que perguntou do Toby, mas... Não sei... Eu gosto muito de gatos, costumo ajudar alguns abrigos e muitas vezes dar ração pra alguns de rua. - Coçou a cabeça.
- Eu já disse a você, são quase místicos. Eu gosto deles, embora não tenha nenhum, já tive quando mais novo. Isso é bem legal.
- Ah, bem... Mas dizer isso não é bem gostar. - Noah disse num risinho mas franziu o cenho novamente. - Você acha? Quer ser pai dos meus gatos?
Disse e riu, divertido, embora estivesse falando sério secretamente.
- Você é mesmo rápido, não é? - Leo retrucou e riu entre os dentes.
- Estou brincando com você. - Noah disse num riso novamente. - Talvez não, se você topar não é brincadeira.
O riso soou um pouco mais evidente desse vez em Leo.
- É, quem sabe. Qual o nome deles?
- Toby e Madara. - Noah disse, não muito orgulhoso realmente.
- São nomes legais.
- Não, não precisa fingir que gosta. - Disse e riu. - Mas... Bom um dia você pode assistir algo comigo se quiser.
- Os nomes são legais mesmo. Madara é mais.
Noah sorriu, acariciando sua bochecha um pouco mais e selou seus lábios mais uma vez.
- Vamos cantar uma música sua agora. Mas pode ser que eu chore de novo, já que suas músicas são todas de romance. Mas tudo bem, minha... Mandíbula ganhou umas duas frases numa música sua. - Noah riu.
Leo tinha uma sensação ambígua com ele, tinha uma auto-estima confusa, por vezes admirava a si mesmo enquanto lembranças não muito boas faziam esta cair por terra, então, sua declaração causava em si aquela ambiguidade entre sentir que não era verdade, mas quando notava o quanto ele parecia realmente precisar de contato, ou como seus pequenos olhos pareciam felizes de algum modo quando olhava para si, ficava confuso. Assentiu com a cabeça e se virou para o piano, tocou algumas teclas, pensando sobre o que poderia tocar, então deduziu que a resposta mais simples era tocar a que ele bem citou.
- Stand under the stained glass and I will know it's you...The whites of your eyes burn from across the room...²
Noah silenciou-se conforme ele começou a música, atencioso aos toques nas teclas e sua voz bonita. Suspirou, para si mesmo e apoiou a mão novamente em sua coxa, acariciando-a sobre a calça, era lindo, sabia que ele havia feito a música para a entidade que a banda cultuava, mas podia ver algumas pequenas partes onde ele parecia falar de si, gostava, sinceramente gostava muito disso. Leo seguiu tocando a música, vez outra olhou para ele, parecia até uma criança observando algo que pensava ser mágico, então sorriu mesmo enquanto cantava, pensando no próprio raciocínio. Sorriso que não durou quando chegou no clímax da música, o refrão que exigia maior expressão, fechou os olhos e deu toda atenção que a música precisava, que o piano e a voz pediam. Quando ele fechou os olhos para cantar, Noah deu um sorriso aberto, expondo os dentes, estava atencioso e não queria perder um detalhe se quer. Notava sua expressão fofa, seus dentes, seus olhos apertados, quis abraça-lo. Quando Leo finalmente reabriu os olhos, voltou atenção para ele, mas seu sorriso e a expressão, deixou a si confuso então acabou rindo no meio da música, interrompendo-a.
- O que?
- Ah, não pare... - Noah riu. - Você é tão lindo e adorável. Eu nunca tinha imaginado sua expressão ao cantar por trás da máscara. Eu só... Porra... - Riu novamente, meio desajeitado.
Leo negativou, desajeitado pelo comentário, imaginando que tipo de feição estava fazendo.
- Não seja bobo.
- Não sou bobo, é sério. Você já se viu cantando, não viu? É perfeito. - Noah disse e apertou suavemente sua coxa, era apenas um carinho. - O quanto essa música foi feita pra mim?
- Eu escrevo pensando em emoções enquanto crio. Lembranças, pensamentos, o refrão certamente foi parte da nossa interação.
Noah sorriu ao ouvi-lo e aproximou-se, tocou o rosto dele, acariciando sua bochecha que tanto gostava e o beijou, penetrando sua boca com a língua, mesmo sentado meio de lado e mesmo naquele beijo, que não era tão intenso, quer dizer, no começo não, podia sentir o peito queimar, ansioso, apaixonado talvez. Leo notou a intenção dele no beijo, então investiu mutuamente na proximidade e retribuiu seu beijo suave. Era desajeitado pela posição, então estava se ajeitando frequentemente com cautela enquanto ele durou. Estava confuso sobre uma estranha sensação naquele dia, parecia que durava mais que meras 24hrs, pareciam ali guardados há meses, como não existisse mais nada senão a intenção de conhecer ou compreender um ao outro. Noah deslizou os dedos em seus cabelos, em sua nuca, sentindo a pele se arrepiar e naquele momento, desejou fazer amor com ele, dessa forma, não era sobre sexo, sobre algo físico, queria algo quase espiritual com ele, mas haviam feito isso há pouco tempo, então achou que ele poderia não sentir o mesmo, então deixou o beijo perder intensidade suavemente até parar. O arrepio na pele conferia a Leo um interesse que despertava outros sentidos no corpo, ainda que não estivesse até então pensando em sexo, o corpo pensava diferente da cabeça. Levou a mão até o rosto dele, como a carícia que ganhava, embora tenha deslizado e terminado em sua mandíbula bem marcada, eram bem diferentes em traços, ele era certamente muito mais atraente, mas não era um detalhe com que se apegou naquele momento. Então conforme o beijo parou, olhou seus olhos pequenos e amendoados, sorriu sem entender bem porque, apenas em reflexo, em seguida o beijou em sua bochecha, sua mandíbula e uma parte do pescoço.
- Seu rosto é muito bonito, Seb.
Noah sorriu a ele conforme notou seu olhar e até mesmo seu sorriso, eram dois idiotas, não se achava tão bonito quanto ele também, ele tinha detalhes lindos e únicos em seu rosto. Ao ouvi-lo dizer, ergueu seu rosto ao tocar seu queixo, acariciou sua bochecha depois tocou seus olhos, a ponta de seu nariz e seus lábios.
- O seu também, Vess. - Disse e sorriu, como o apelido que usavam de brincadeira.
- Hey...
Leo murmurou, quase um resmungo enquanto sentia as carícias, se sentiu tratando como uma criança, se sentia consolado e isso era um pouco desconfortável, ainda assim sorriu.
- Hum? - Noah murmurou sem entender, não estava consolando ele. - Desculpe, isso foi ruim? - Disse a franzir o cenho. - Só estava mostrando as partes que eu gosto no seu rosto. Todo ele. - Riu.
- Não, tudo bem. Você é todo fofinho, hum?
Noah fez um pequeno bico e riu, negativando em seguida.
- Você... Quer me mostrar seu quarto de novo?
- Meu quarto, hum? Querendo conferir a densidade do meu colchão?
Noah riu suavemente e tocou a nuca dele novamente, arranhando seu pescoço com a ponta das unhas.
- Nesse momento o que eu quero é uma coisa mais... Suave. Quero uma conexão com você, se é que me entende.
- Hum, acho que fizemos isso ser suave no sofá, não achou? - Leo indagou, genuinamente curioso com a resposta.
- Eu não sei explicar... Pra você exatamente. Não que o que tenhamos feito tenha sido só sexo, mas eu... Eu queria algo mais do que isso. Esquece, eu acho que... Não vou conseguir explicar.
- Você é intenso, hum? Certo, vamos pra cama e você vai me explicar fazendo.
- Hum.
Noah assentiu num sorriso e se levantou, não sem antes deslizar os dedos pelas teclas do piano e tocar novamente a pequena canção de ninar ensinada por ele. Leo notou interesse no piano, então esperou pelo que ele faria, sorriu achando graça na pausa, especialmente quando ele parecia interessado em ir pra cama, quase sem urgência alguma. Quando se levantou, fez o mesmo e parou em frente a ele, tocou suas mãos e subiu pelos braços, correu até os ombros e então pescoço, onde ao chegar no rosto o emoldurou com as mãos abaixo da mandíbula, segurando-o entre a palma das mãos. O beijou, penetrando sua boca com a língua, firme, não era um beijo tão terno quanto ele esperava, mas não foi brusco também. Noah sorriu para ele igualmente e quando parou, achou que havia algo errado, mas sentiu o toque em silêncio, percebendo seu olhar no próprio rosto e sorriu afável, um sorriso que fora tomado pelo beijo dele que retribuiu, o abraçando na altura da cintura já que seus braços estavam erguidos, o apertou junto a si sem muita força realmente, mas sentia que queria fundir o corpo ao dele de alguma forma, suspirou. Do rosto as mãos de Leo desviaram aos cabelos, a princípio tocou a nuca, mas desceu pelas costas, até mesmo por cima do abraço que ganhava dele, então terminou em suas nádegas, preferia se expressar com o sexo, achava muito mais fácil do que falar. Era bom nas músicas, em se expressar com elas, mas quando a situação era real, era certamente muito diferente. Apertou suas nádegas e sentiu-a por cima da calça fina que havia emprestado a ele, tornando o tato mais sedoso e fácil de sentir. Não interrompeu o beijo, mesmo que estivesse prestando atenção em outras partes dele.
Leo parecia animado para fazer aquilo, bom, haviam conversado no sofá, comer, tocar um pouco e fazer de novo. Parecia perfeito, Noah poderia passar a noite inteira transando com ele, a semana inteira talvez, se não fosse pelo trabalho. Ao sentir o toque, o corpo respondeu, o sexo pulsou suavemente embaixo da roupa íntima e suspirou contra seus lábios, empurrando os quadris suavemente contra os dele, queria que ele soubesse que estava excitado, mas quando o sexo tocou o dele, sentiu que ele também estava e teve que sorrir, mordendo seu lábio inferior e não foi suave, já que ele gostava. Leo sentiu a imposição de seus quadris, friccionando a pelve consigo, parecia querer deixar claro que estava gostando do contato, então fez o mesmo, arqueou a pelve em direção a ele, sentindo a ereção escondida no tecido leve que vestia, suspirou por isso, mas foi interrompido no ruído sútil para um mais marcante, gemeu em sua boca sob a mordida na mucosa que era mais sensível a isso do que o pescoço, mas não pretendia reclamar.
Noah não queria admitir, mas o gemido dele arrancou um arrepio maior do que qualquer coisa de si naquele momento. Não sabia se havia machucado ele, mas provavelmente não, ou ele teria interrompido o beijo e não fez isso, então sorriu contra seus lábios, deixando claro que não teria nenhum problema se ele quisesse retribuir a si na mordida ou em algo parecido. O beijou no queixo e suspirou profundamente a sentir o cheiro de sua pele.
- Me leve pra sua cama... Quero tanto ver a sua pele branca nos seus lençóis imaculados.
Leo lambeu os próprios lábios, o inferior mais especificamente, onde mordido, sentindo a pele quente por isso. Então o lambiscou em seguida, correndo a língua em seus lábios, delineou e então o sugou antes de solta-lo, sentindo sua atenção descer e voltar ao queixo onde encostou-se enquanto falava. O riso soou num sopro pelas narinas.
- Hum, eu poderia dizer o mesmo, se não fosse por seu corpo ter uma tela pintada.
Noah sorriu meio de canto.
- É, não sou tão imaculado assim, aparentemente. - Noah riu suavemente e deslizou as mãos por dentro da camiseta dele, acariciando sua pele morna nas costas. - Toda vez que você me toca, meu corpo inteiro treme. Eu percebo que toda vez que nos encontramos é como se o chão embaixo dos meus pés cedesse.³ - Murmurou para ele e sorriu, era a letra de uma música dele.
Leo sorriu ao ouvi-lo murmurar a música. Parecia ser alguém capaz de causar sensações nele, como se a própria presença lhe fosse aterradora de algum modo, mas não necessariamente algo do que temia de fato, talvez apenas os sentimentos que causava nele o fossem, mas não era muito diferente disso, sentia-se estrangulado por sensações causadas por ele, como se ele fosse alguém tentado sugar algo de si, como a entidade que tanto mencionava na própria criação. Sorriu, embora para si mesmo, não ia dizer isso, ele não ia entender.
- Então vamos te colocar numa cama e assim você vai ter onde se apoiar.
Noah sorriu com seu comentário e assentiu, estava animado para ir até a cama dele, quer dizer, parecia romântico, não é? Ou era só meio idiota? Não sabia ao certo. Segurou a mão dele, já conhecia o caminho, então subiu as escadas e devia dizer, não era acostumado a andar pela casa sem tropeçar pelo menos em um gato, quase riu ao pensar nisso por um momento. Quando entrou, viu as máscaras bonitas penduradas na parede e sorriu mais uma vez, mas se voltou para ele e retirou a camiseta emprestada, expondo o corpo tatuado mais uma vez. Leo seguiu o caminho até o quarto, na verdade ele parecia mais entender o caminho que fazia do que a si, já que estava sendo guiado pela própria casa. Encarou seu dorso enquanto subia as escadas, ia pelo corredor e foi muito direto ao chegar, despir a camisa e estar seminu. Mordiscou o lábio inferior enquanto olhava seu corpo decorado, então se aproximou e segurou sua cintura praticamente sem curva, arqueou-se em direção a ele e beijou seu peito, seu estômago e lambeu a pele em direção ao umbigo enquanto ia abaixando-se para fazer isso.
Noah tocou seus cabelos assim que ele se aproximou de si e suspirou, mordendo o lábio inferior da mesma forma. Por um momento onde se viu sem roupa, se perguntou se ele teria preferência entre uma mulher ou um homem já que havia passado tanto tempo namorando uma mulher e agora... Bom, era um homem. Talvez fossem os pensamentos mais uma vez sabotando a si. Era bom o suficiente pra ele, certo? Deslizou as unhas em sua nuca mais uma vez, havia notado que ele gostava e então tocou suas costas, por dentro da camisa, deixando mais algumas pequenas marcas avermelhadas das unhas pelo local.
Leo sentia a nuca arrepiar no contato de suas unhas, gostava daquela sensação que causava uma aflição prazerosa. Desceu por seu corpo até encontrar a calça, que bem sabia ser tão fácil de tirar. Abaixado também levou o tecido até seus joelhos, podia ver sob a roupa o fato de que ele estava respondendo no contato, então abriu a boca e o mordeu por cima dela, pressionando os dentes a sentir a rigidez de sua animosidade com o toque estranho de morder um tecido em conjunto. E aquilo por si só já lhe conferia uma resposta, não tinha qualquer problema com o corpo de um outro cara, podia facilmente aproveitar com qualquer que fosse a forma dele, porque no final se entendia com o que chamavam de alma.
Ao sentir a mordida, Noah gemeu assim como ele, um gemido que não foi tão baixo, mais pelo susto e depois, gemeu manhoso pela dor suave da mordida, o que respondeu com a mão em sua nuca, arranhando-o pouco mais forte e agarrou seus cabelos em meio aos dedos. Gostava daquelas preliminares com ele, gostava do toque de sua boca, ou até mesmo de toca-lo com a boca, também não tinha nenhum problema com a forma que ele tinha, gostaria dele em qualquer uma delas. Tocou seu queixo, erguendo-o para si como ele havia feito consigo antes no sofá e quando enfim o viu olhar para si, pôde ver seus olhos azuis cintilarem na pouca luz do quarto, se lembrou de como tentava ver, desesperadamente qualquer coisa dele por trás da máscara e sorriu, satisfeito de agora poder vê-lo tão bem. Chegou a pensar que não importava a forma que ele tivesse embaixo da máscara, gostaria de qualquer jeito, então fora uma surpresa enorme quando vira seu rosto e o achara lindo. Era absurdo para si cobrir um rosto como aquele.
- Hum, você é tão bonito.
Disse alto de novo, extravasando os pensamentos que tinha para ele.
Leo não sabia em qual nível aquilo era um protesto, mas enquanto ele não dissesse algo para pedir o contrário, continuaria fazendo. Mordiscou-o novamente, em certo ponto deixando a saliva umedecer sua roupa íntima, onde levou a mão até o cós e abaixou em seguida, livrando sua excitação da limitação da roupa, o beijou, roçando os lábios na pele, então subiu até a ponta da base, o levou para dentro da boca, mas quando tirou, ergueu o queixo na direção tomada por seu toque, imaginando o que ele queria, o que precisava ver, então apenas negativou com um sorrisinho diante do elogio, mas naquele momento estava excitado e isso sempre trazia uma parte menos tímida da própria personalidade, o que era Vessel. O tomou nos dedos enquanto o encarava no ângulo que podia, direcionou para a boca e passou a toca-lo outra vez, com a língua e os lábios, notando a expressão em seu rosto, queria ver o que ia mudar.
Noah suspirou em apreço quando sentiu o calor da boca dele, ainda o encarava já que percebeu que ele não desviou o olhar de si, mas era difícil, revirou os olhos sutilmente em um certo ponto e riu em seguida, piscando algumas vezes para manter o olhar no rosto dele, estava tão excitado, mas sabia que ainda tinha aquela sensação quentinha de querer fazer amor com ele. Era uma expressão que não realmente pensava, apenas sentia que precisava disso, de toda forma, ele era alguém muito tátil na cama, gostava de toques, estímulos e adorava isso também, se completavam bem e isso era bom. Gemeu baixo, fechando os olhos por alguns segundos, sem conseguir se conter e franziu o cenho, tinha a expressão de prazer bem marcada no rosto, não sabia se isso era algo que ele queria ver, ou se ia atrair a atenção dele, mas bem... Gostava de ver no rosto dele. Quando fizeram aquilo a primeira vez, houve um momento em que desejou desesperadamente ver sua expressão atrás da máscara, que fora quando chamou por ele, pedindo seu toque e ele suspirou, podia ver pelos seus lábios que a expressão provavelmente era de agrado, mas naquele momento não pudera ver, bem, agora podia e era um alívio, por isso, inconscientemente, ou talvez conscientemente, tentaria dizer coisas que despertassem nele aquela mesma expressão.
Em um certo momento, Leo fechou os olhos finalmente, embora não tivesse percebido quando o fez, até querer descobrir a feição dele, então notou, era muito similar a que ele fazia ao cantar em tons melancólicos ou quando tentava amortecer um timbre mais alto para chegar em um tom, gostava do que via e especialmente ao associar aquela feição com a música. Levou a mão esquerda atrás dele, agarrando uma de suas nádegas, apalpou com firmeza, mas tinha consciência do quão forte deveria ir. A maciez da região chamou a atenção, então sua excitação lamentaria a troca, uma vez que o tirou da boca e o virou de costas tomado pelos quadris, beijou sua lombar, desceu pelo cóccix, até lambiscou a suave curva inicial das nádegas, mas desviou para um dos lados dela e o mordeu, afundando os dentes, deu um chupão ali mesmo e marcou sua pele com a cor inconsistente do sangue pisado que não tinha por onde fluir. Noah franziu o cenho ao senti-lo tirar a si da boca, quase sem intenção, meio confuso, mas se virou como ele queria, até então achou que o aperto era apenas o único toque que receberia nas nádegas, e talvez um dos únicos lugares do corpo que não era tatuado, porém ao sentir a mordida, gemeu dolorido mais uma vez, com ele era sempre uma linha tênue entre o prazer e a dor e não era uma reclamação, gostava daquele jeito.
- Você estava com vontade de fazer isso faz tempo, né? - Disse num pequeno riso. - É macio de morder aí?
O risinho soou entre os dentes de Leo, com os lábios que tocavam sua pele ao fazer isso, o lambeu logo em seguida, no mesmo lugar machucado pela intensidade da boca.
- É muito macio.
Disse e se levantou em seguida, guiando-o até a própria cama, na beirada dela, de costas para si como estava, o empurrou de bruços sobre o leito. Aproveitou para tirar sua calça complemente, puxando pelas pernas e seus pés já descalços que não criaram um impasse com isso. Naquele momento havia percebido que ele tinha as unhas dos pés pintadas de preto, achou um detalhe cauteloso e atraente por isso.
Noah riu suavemente e assentiu, fazendo uma pequena careta pela área dolorida ao ser lambido e deu alguns passos para frente quando fora empurrado na cama, constou que realmente, o colchão era extremamente macio. Suspirou e mordeu o lábio inferior.
- É, isso aqui é muito macio.
Disse num sorriso conforme virou o rosto para olhar pra ele, mas formou um pequeno bico por perceber que ele ainda estava com todas as suas roupas, gostava de ver o corpo dele sem elas. Não por prever seu desejo, mas porque já era hora, Leo então afastou-se, dando um espaço dele à beira da cama. Levou as mãos para as próprias roupas, despindo-se inicialmente da calça, junto disso a roupa íntima sem rodeios e por último a camiseta. Noah não sabia exatamente porque, mas manteve-se deitado de bruços, se ele havia virado a si, achou que talvez ele tivesse algum interesse no próprio corpo daquela forma, então deixaria ele olhar ou tocar como quisesse, mas é claro que o analisou em cada centímetro de seu corpo bonito enquanto tirava as roupas.
- Oi bonitão. - Disse novamente e sorriu.
Leo deu-lhe um sorrisinho típico sob o elogio, não especialmente se mantendo naquele detalhe, apenas no que pretendia. Após despir-se, caminhou devagar até a cama, fazendo hora para alcança-lo mesmo que o percurso não fosse nada longo. Quando perto, apoiou um dos joelhos na cama, e curvou-se para ele, beijou suas costas e subiu na cama, agora com o corpo inteiro, estando sobre seu dorso, porém sem dar peso ou encostar em seu corpo completamente, tendo uma certa distância, suficiente para usar a mão em sua pele, subiu pela coxa, tocou novamente sua nádega e depois a cintura, em seguida o mordeu no pescoço, onde os cabelos não cobriam. Noah manteve-se daquela forma conforme o viu se aproximar, sentiu sua pele macia sobre a própria mesmo que o contato não fosse tão direto pela sua distância pequena. Gemeu suavemente ao sentir a mordida, agarrando-se ao lençol de sua cama, se perguntou por um momento há quanto tempo alguém não bagunçava seus lençóis, mas preferiu não pensar, sabia que era curioso e idiota, não queria realmente saber a resposta. Virou o rosto para ele, tentando vê-lo, tentando conseguir qualquer pequeno vislumbre de seu rosto embora a luz ali estivesse baixa.
Leo era muito reservado, não costumava receber visitantes que não fossem associados ao trabalho ou os familiares, até mesmo poucos amigos, então se perguntasse ia saber que não levava ninguém ao próprio quarto, era até estranho pensar que agora estava com alguém na cama. Curvou-se levemente para o lado esquerdo, tirando o peso do corpo, apoiou o cotovelo ao lado dele na cama e com a mão direita voltou a tocar sua nuca, deslizou por seu pescoço, seguiu até a coluna, e correu até as nádegas, chegando nelas usou dois dos dedos para acariciar a região mais íntima ali, friccionando, sentindo seus espasmos leves e sua pele quente. Quando cruzou o olhar com ele, Noah sorriu, um sorriso suave.
- Oi bonitão.
Disse de novo e riu, erguendo suavemente os quadris quando sentiu o toque dele, queria aquele toque, se sentiu arrepiar só de sentir seus dedos deslizarem pela própria coluna. Ao sentir o toque tão íntimo, o corpo se contraiu sem intenção, estava um pouco dolorido pelo que haviam feito antes, bem, não havia se preparado, havia somente ido direto ao ponto no sofá antes, então naturalmente estava um pouco machucado, mas não deixaria transparecer para ele, queria fazer aquilo, não queria que ele ficasse em dúvida se deveria ou não continuar.
- Hum... Será mesmo uma boa ideia, ah?
Leo indagou, quase como se pudesse fazer uma leitura dele, ainda que na verdade estivesse apenas pensando sobre o fato de que haviam transado recentemente e sabia que não tinha munição para tornar aquilo mais confortável. Então levou o dedo até a boca, lambeu-os, indicador e médio, e podia vê-lo ao se deitar ao lado, então decidiu que talvez a boca dele fosse melhor que a própria, então tocou-o, penetrando por entre seus lábios, sentindo sua língua macia e quente.
- Está tudo bem. - Noah murmurou num pequeno sorriso. - Eu cuido disso depois. - Disse, indicando que tomaria algum analgésico. - Você não tem... Lubrificante por aqui, não é? - Disse, mas a resposta foi bem simples ao vê-lo colocar os dedos na boca, aparentemente era um não. Olhou pra ele, sentindo o arrepio percorrer a coluna, mas logo entreabriu os lábios, dando espaço a ele para penetrar a si, embora em outra parte do corpo se não a que ele queria, mas entendeu, ele queria que lubrificasse seus dedos, por isso o fez, deslizando a língua por ele e o fez bem sugestivo, o máximo que conseguia, mordeu seus dedos suavemente, os sugou e não desviava o olhar do rosto dele, queria que ele olhasse para si.
- É, não costumo ter isso.
Leo disse, como um sussurro, audível para ele na proximidade em que estavam, olhando como movia os dedos entre seus lábios, corria em sua boca, e talvez não fosse suficiente, mas era suficientemente bom para excitar os dois e tornar aquilo, pelo menos, psicologicamente mais fácil. Em seguida levou a mão até sua entrada outra vez, tocou-o com os dedos úmidos e devagar empurrou o toque para dentro, inicialmente apenas um dos dedos, que devia dizer, tinha dedos de pianista, eram esguios. Noah o ouviu em silêncio e sorriu sutilmente contra seus dedos, provavelmente ele não entenderia o sorriso, mas era um apreço próprio pela informação. Se ele não tinha, ele não usava com ninguém. Talvez fosse meio ciumento, mas não era tóxico, a única pessoa que era lesada pelos sentimentos, era si mesmo por imaginar ele com outra pessoa, mas, não naquele momento. Naquele momento estava satisfeito. Ao sentir seu dedo penetrar o corpo, estremeceu e agarrou-se ao lençol com ambas as mãos, fechando os olhos apertado e suspirou profundamente, desviando o olhar a ele em seguida, sorriu com suavidade.
- Não me olhe assim... Está tudo bem. Daqui a pouco não dói mais.
Leo notou as ruguinhas temporárias em seus olhos apertados, deixando claro que estava se esforçando com a dor que sentia, lamentou visualmente, mas também não pretendia parar, no começo ia ser desconfortável, mas sabia que faria ser melhor, sabia como fazer, ainda que não soubesse o quão doloroso aquilo poderia ser, nunca havia sido passivo. Moveu o dedo médio, não exatamente em vai e vem, mas permaneceu a penetra-lo, pressionando um lugar que conhecia, quase uma massagem por dentro. Noah suspirou profundamente mais uma vez ao sentir o toque, achou curioso que ele tivesse achado tão fácil, talvez o próprio corpo estivesse um pouco inchado por estar dolorido, sorriu para si mesmo ao pensar nisso, era melhor se distrair com alguma outra coisa. Uma das mãos tocou o braço dele onde alcançava, o que se apoiava ao lado de si e acariciou sua pele macia, roçando as unhas medianas a deixar pequenas marcas vermelhas, de alguma forma, percebeu a posição que estava e achou sexy, claro que não diria alto, mas se perguntou se ele gostava de ver a si assim.
Quando notou seu convite, talvez não exatamente dele conscientemente, mas de seu corpo, Leo então juntou o segundo dedo preparado para ele, o anelar junto ao médio, que ao afundar em seu corpo, pressionou a palma da mão em suas nádegas, chegando no limite do quão profundo podia ir, ainda que não precisasse ir tão longe para alcançar onde ele sentiria prazer, então moveu o punho, devagar em vai e vem. Encarando seu dorso com ele debruçado na cama, tinha toda a pele tatuada, até mesmo uma parte das nádegas, que macias sentia ao pressionar com a palma da mão. Abaixou o rosto e tocou seus lábios com os próprios, num selinho que permaneceu por um tempo, sentindo sua respiração contra a própria, podia sentir o calor dela e quase o cheiro dele.
- Hum... Isso é bom...
Noah murmurou, sentindo o corpo se contrair ao redor dele, apreciando o toque dentro do corpo. Franziu o cenho com o novo dedo dele em si, mas estava um pouco mais acostumado agora então não era tão ruim, porém estava distraído com as sensações do corpo e não percebeu quando ele se aproximou. Ergueu o olhar para o rosto dele, sorriu contra seus lábios e retribuiu o selo, gostava do mesmo detalhe, do cheiro de sua respiração, era algo estranho de especificar, mas era tão confortável. Esticou a mão suavemente um pouco mais e segurou a dele, entrelaçando os dedos aos do outro. Leo sorriu para ele de volta, acariciou seus lábios com os próprios e então mordiscou em seguida, a força era medida e com uma gentileza seguinte ao lambe-lo. Por um momento encostou-se com a testa na dele, mas seguiu até a orelha, desceu ao pescoço e diferente do habitual, não mordeu, apenas lambeu, criando um caminho que se estendeu de volta até sua orelha e mordiscou o lóbulo, respirou ali e sabia que era sensível aos estímulos auditivos. Na verdade, era curioso pensar que conhecia detalhes de Noah como expressões durante o sexo, ou onde ficava o ponto de seu corpo que causava mais prazer, até mesmo o fato de ser sensível e se excitar com estímulos sonoros, afinal era apenas o segundo encontro dos dois. Moveu o punho, criando um certo ritmo na penetração.
Noah gemeu baixinho ao sentir a mordida, achou que ele descontaria a mordida mais firme que havia lhe dado pouco antes, mas ele não fez, fora muito mais suave e achou isso absurdamente adorável, ele não queria machucar a si. Fechou os olhos quando sentiu sua testa junto a própria, ainda que o momento fosse prazeroso em seus estímulos, se sentia como havia dito a ele que queria, se sentia fazendo amor com ele. Apertou suavemente sua mão conforme iniciou seus movimentos, mas encolheu-se com os toques na orelha, embora não tivesse intenção de se esconder de fato, adorava aquilo porque sentia arrepio no corpo inteiro e claro, se excitava bastante com isso, tinha o ouvido bem sensível a estímulos e ele já havia reparado nisso.
- Leo... - Murmurou, chamando a atenção dele. - Quero você. Entra... - Murmurou, e ainda se atentava ao fato de que queria ver aquela sua expressão sem a máscara, mas talvez... Talvez aquele não fosse um momento muito bom pra causar nele um sentimento como causou naquele dia.
Leo tinha intenção de brincar com ele apenas com aquele tipo de preliminar, usaria os dedos, outros toques, mas com o pedido era difícil sustentar a ideia inicial. Suspirou vencido sem precisar de muita insistência de sua parte, por sinal, ainda perto o bastante de sua orelha, podendo no entanto, notar sua pele arrepiada. Ao interromper o toque, tirou a mão dali aos poucos, sentindo deslizar dos dedos para fora, dando ao corpo uma ideia de como era estar lá dentro, novamente, suspirou por isso. Após se afastar, guiou-se para cima dele outra vez, dessa vez encostando-se nele, recobrindo o corpo dele com o próprio, sentindo no peito sua pele quente e tatuada nas costas, e no ventre, a maciez de suas nádegas contra a rigidez do corpo excitado por ele. Noah silenciou-se quando ouviu seu suspiro, quase tocava sua voz, mas não fazia e aquilo arrepiou o corpo de uma forma que teve que se contrair ao redor dele pouco antes de ele sair totalmente de si. Suspirou audível para ele e deixou o suspiro levar um pouco da voz num gemido suave, a pele dele era tão quente e tão confortável, mas agora sabia que além dos estímulos das mordidas, ele gostava que falasse com ele, gostava dos estímulos auditivos, ou ao menos parecia, e havia gostado disso, assim podia falar com ele, gostava de falar, gostava de ouvir, era muito comunicativo. Ergueu suavemente os quadris, tocando seu sexo ainda mais diretamente e mordeu o lábio inferior ainda um pouco quente.
- Não me leve a mal, eu adoro que seus dedos me toquem como um piano... Mas quero sentir seu corpo mais perto...
- Uh... - Leo murmurou num riso que soou nasalado. - Eu não levei. - Retrucou tão logo, tinha a voz levemente rouca. Tocou os ombros dele, deslizando as mãos pelos braços por todo o curso até chegar em seus pulsos e segurou contra a cama. Dali ergueu o torso e apenas ele, mantendo a pelve baixa, roçando em suas nádegas que era firmes e macias ao mesmo tempo. Ao olhar para frente, gostava de ver as pontas de seus cabelos repousadas nas costas. Por um instante soltou seu pulso e pegou a si mesmo entre os dedos, levou-se para onde antes os dedos tocavam, e se empurrou com auxílio da mão mas terminou apenas com os quadris, então logo estava por tomar seus pulsos entre os dígitos, enquanto sentia a pequena distância entre o ventre e suas nádegas se tornando cada vez menor ao se colocar completamente dentro dele, daquela vez de fato deixou a voz fluir, num gemido de satisfação com o que sentia. Noah sabia que ele não tinha levado, sinceramente só queria dizer a ele que se sentia seu piano e quase riu ao pensar nisso. Mordeu o lábio inferior mais uma vez ao ser segurado pelos pulsos, era outra coisa que gostava bastante. Era engraçado porque era um cara grande, mas gostava de ser tomado por ele, devia dizer isso a ele, mas não achava que aquele fosse um bom momento, era um pecado não poder ver suas expressões. Ao sentir se empurrar para si, o gemido deixou a garganta um pouco rouco, estava debruçado na cama e claro, ele seria mais dolorido do que apenas seus dedos, mas queria ouvi-lo, queria ouvir sua voz o máximo que pudesse, então mordeu seu lençol, abafando o gemido ali.
- Hum, você é tão bonito.
Disse alto de novo, extravasando os pensamentos que tinha para ele.
Leo não sabia em qual nível aquilo era um protesto, mas enquanto ele não dissesse algo para pedir o contrário, continuaria fazendo. Mordiscou-o novamente, em certo ponto deixando a saliva umedecer sua roupa íntima, onde levou a mão até o cós e abaixou em seguida, livrando sua excitação da limitação da roupa, o beijou, roçando os lábios na pele, então subiu até a ponta da base, o levou para dentro da boca, mas quando tirou, ergueu o queixo na direção tomada por seu toque, imaginando o que ele queria, o que precisava ver, então apenas negativou com um sorrisinho diante do elogio, mas naquele momento estava excitado e isso sempre trazia uma parte menos tímida da própria personalidade, o que era Vessel. O tomou nos dedos enquanto o encarava no ângulo que podia, direcionou para a boca e passou a toca-lo outra vez, com a língua e os lábios, notando a expressão em seu rosto, queria ver o que ia mudar.
Noah suspirou em apreço quando sentiu o calor da boca dele, ainda o encarava já que percebeu que ele não desviou o olhar de si, mas era difícil, revirou os olhos sutilmente em um certo ponto e riu em seguida, piscando algumas vezes para manter o olhar no rosto dele, estava tão excitado, mas sabia que ainda tinha aquela sensação quentinha de querer fazer amor com ele. Era uma expressão que não realmente pensava, apenas sentia que precisava disso, de toda forma, ele era alguém muito tátil na cama, gostava de toques, estímulos e adorava isso também, se completavam bem e isso era bom. Gemeu baixo, fechando os olhos por alguns segundos, sem conseguir se conter e franziu o cenho, tinha a expressão de prazer bem marcada no rosto, não sabia se isso era algo que ele queria ver, ou se ia atrair a atenção dele, mas bem... Gostava de ver no rosto dele. Quando fizeram aquilo a primeira vez, houve um momento em que desejou desesperadamente ver sua expressão atrás da máscara, que fora quando chamou por ele, pedindo seu toque e ele suspirou, podia ver pelos seus lábios que a expressão provavelmente era de agrado, mas naquele momento não pudera ver, bem, agora podia e era um alívio, por isso, inconscientemente, ou talvez conscientemente, tentaria dizer coisas que despertassem nele aquela mesma expressão.
Em um certo momento, Leo fechou os olhos finalmente, embora não tivesse percebido quando o fez, até querer descobrir a feição dele, então notou, era muito similar a que ele fazia ao cantar em tons melancólicos ou quando tentava amortecer um timbre mais alto para chegar em um tom, gostava do que via e especialmente ao associar aquela feição com a música. Levou a mão esquerda atrás dele, agarrando uma de suas nádegas, apalpou com firmeza, mas tinha consciência do quão forte deveria ir. A maciez da região chamou a atenção, então sua excitação lamentaria a troca, uma vez que o tirou da boca e o virou de costas tomado pelos quadris, beijou sua lombar, desceu pelo cóccix, até lambiscou a suave curva inicial das nádegas, mas desviou para um dos lados dela e o mordeu, afundando os dentes, deu um chupão ali mesmo e marcou sua pele com a cor inconsistente do sangue pisado que não tinha por onde fluir. Noah franziu o cenho ao senti-lo tirar a si da boca, quase sem intenção, meio confuso, mas se virou como ele queria, até então achou que o aperto era apenas o único toque que receberia nas nádegas, e talvez um dos únicos lugares do corpo que não era tatuado, porém ao sentir a mordida, gemeu dolorido mais uma vez, com ele era sempre uma linha tênue entre o prazer e a dor e não era uma reclamação, gostava daquele jeito.
- Você estava com vontade de fazer isso faz tempo, né? - Disse num pequeno riso. - É macio de morder aí?
O risinho soou entre os dentes de Leo, com os lábios que tocavam sua pele ao fazer isso, o lambeu logo em seguida, no mesmo lugar machucado pela intensidade da boca.
- É muito macio.
Disse e se levantou em seguida, guiando-o até a própria cama, na beirada dela, de costas para si como estava, o empurrou de bruços sobre o leito. Aproveitou para tirar sua calça complemente, puxando pelas pernas e seus pés já descalços que não criaram um impasse com isso. Naquele momento havia percebido que ele tinha as unhas dos pés pintadas de preto, achou um detalhe cauteloso e atraente por isso.
Noah riu suavemente e assentiu, fazendo uma pequena careta pela área dolorida ao ser lambido e deu alguns passos para frente quando fora empurrado na cama, constou que realmente, o colchão era extremamente macio. Suspirou e mordeu o lábio inferior.
- É, isso aqui é muito macio.
Disse num sorriso conforme virou o rosto para olhar pra ele, mas formou um pequeno bico por perceber que ele ainda estava com todas as suas roupas, gostava de ver o corpo dele sem elas. Não por prever seu desejo, mas porque já era hora, Leo então afastou-se, dando um espaço dele à beira da cama. Levou as mãos para as próprias roupas, despindo-se inicialmente da calça, junto disso a roupa íntima sem rodeios e por último a camiseta. Noah não sabia exatamente porque, mas manteve-se deitado de bruços, se ele havia virado a si, achou que talvez ele tivesse algum interesse no próprio corpo daquela forma, então deixaria ele olhar ou tocar como quisesse, mas é claro que o analisou em cada centímetro de seu corpo bonito enquanto tirava as roupas.
- Oi bonitão. - Disse novamente e sorriu.
Leo deu-lhe um sorrisinho típico sob o elogio, não especialmente se mantendo naquele detalhe, apenas no que pretendia. Após despir-se, caminhou devagar até a cama, fazendo hora para alcança-lo mesmo que o percurso não fosse nada longo. Quando perto, apoiou um dos joelhos na cama, e curvou-se para ele, beijou suas costas e subiu na cama, agora com o corpo inteiro, estando sobre seu dorso, porém sem dar peso ou encostar em seu corpo completamente, tendo uma certa distância, suficiente para usar a mão em sua pele, subiu pela coxa, tocou novamente sua nádega e depois a cintura, em seguida o mordeu no pescoço, onde os cabelos não cobriam. Noah manteve-se daquela forma conforme o viu se aproximar, sentiu sua pele macia sobre a própria mesmo que o contato não fosse tão direto pela sua distância pequena. Gemeu suavemente ao sentir a mordida, agarrando-se ao lençol de sua cama, se perguntou por um momento há quanto tempo alguém não bagunçava seus lençóis, mas preferiu não pensar, sabia que era curioso e idiota, não queria realmente saber a resposta. Virou o rosto para ele, tentando vê-lo, tentando conseguir qualquer pequeno vislumbre de seu rosto embora a luz ali estivesse baixa.
Leo era muito reservado, não costumava receber visitantes que não fossem associados ao trabalho ou os familiares, até mesmo poucos amigos, então se perguntasse ia saber que não levava ninguém ao próprio quarto, era até estranho pensar que agora estava com alguém na cama. Curvou-se levemente para o lado esquerdo, tirando o peso do corpo, apoiou o cotovelo ao lado dele na cama e com a mão direita voltou a tocar sua nuca, deslizou por seu pescoço, seguiu até a coluna, e correu até as nádegas, chegando nelas usou dois dos dedos para acariciar a região mais íntima ali, friccionando, sentindo seus espasmos leves e sua pele quente. Quando cruzou o olhar com ele, Noah sorriu, um sorriso suave.
- Oi bonitão.
Disse de novo e riu, erguendo suavemente os quadris quando sentiu o toque dele, queria aquele toque, se sentiu arrepiar só de sentir seus dedos deslizarem pela própria coluna. Ao sentir o toque tão íntimo, o corpo se contraiu sem intenção, estava um pouco dolorido pelo que haviam feito antes, bem, não havia se preparado, havia somente ido direto ao ponto no sofá antes, então naturalmente estava um pouco machucado, mas não deixaria transparecer para ele, queria fazer aquilo, não queria que ele ficasse em dúvida se deveria ou não continuar.
- Hum... Será mesmo uma boa ideia, ah?
Leo indagou, quase como se pudesse fazer uma leitura dele, ainda que na verdade estivesse apenas pensando sobre o fato de que haviam transado recentemente e sabia que não tinha munição para tornar aquilo mais confortável. Então levou o dedo até a boca, lambeu-os, indicador e médio, e podia vê-lo ao se deitar ao lado, então decidiu que talvez a boca dele fosse melhor que a própria, então tocou-o, penetrando por entre seus lábios, sentindo sua língua macia e quente.
- Está tudo bem. - Noah murmurou num pequeno sorriso. - Eu cuido disso depois. - Disse, indicando que tomaria algum analgésico. - Você não tem... Lubrificante por aqui, não é? - Disse, mas a resposta foi bem simples ao vê-lo colocar os dedos na boca, aparentemente era um não. Olhou pra ele, sentindo o arrepio percorrer a coluna, mas logo entreabriu os lábios, dando espaço a ele para penetrar a si, embora em outra parte do corpo se não a que ele queria, mas entendeu, ele queria que lubrificasse seus dedos, por isso o fez, deslizando a língua por ele e o fez bem sugestivo, o máximo que conseguia, mordeu seus dedos suavemente, os sugou e não desviava o olhar do rosto dele, queria que ele olhasse para si.
- É, não costumo ter isso.
Leo disse, como um sussurro, audível para ele na proximidade em que estavam, olhando como movia os dedos entre seus lábios, corria em sua boca, e talvez não fosse suficiente, mas era suficientemente bom para excitar os dois e tornar aquilo, pelo menos, psicologicamente mais fácil. Em seguida levou a mão até sua entrada outra vez, tocou-o com os dedos úmidos e devagar empurrou o toque para dentro, inicialmente apenas um dos dedos, que devia dizer, tinha dedos de pianista, eram esguios. Noah o ouviu em silêncio e sorriu sutilmente contra seus dedos, provavelmente ele não entenderia o sorriso, mas era um apreço próprio pela informação. Se ele não tinha, ele não usava com ninguém. Talvez fosse meio ciumento, mas não era tóxico, a única pessoa que era lesada pelos sentimentos, era si mesmo por imaginar ele com outra pessoa, mas, não naquele momento. Naquele momento estava satisfeito. Ao sentir seu dedo penetrar o corpo, estremeceu e agarrou-se ao lençol com ambas as mãos, fechando os olhos apertado e suspirou profundamente, desviando o olhar a ele em seguida, sorriu com suavidade.
- Não me olhe assim... Está tudo bem. Daqui a pouco não dói mais.
Leo notou as ruguinhas temporárias em seus olhos apertados, deixando claro que estava se esforçando com a dor que sentia, lamentou visualmente, mas também não pretendia parar, no começo ia ser desconfortável, mas sabia que faria ser melhor, sabia como fazer, ainda que não soubesse o quão doloroso aquilo poderia ser, nunca havia sido passivo. Moveu o dedo médio, não exatamente em vai e vem, mas permaneceu a penetra-lo, pressionando um lugar que conhecia, quase uma massagem por dentro. Noah suspirou profundamente mais uma vez ao sentir o toque, achou curioso que ele tivesse achado tão fácil, talvez o próprio corpo estivesse um pouco inchado por estar dolorido, sorriu para si mesmo ao pensar nisso, era melhor se distrair com alguma outra coisa. Uma das mãos tocou o braço dele onde alcançava, o que se apoiava ao lado de si e acariciou sua pele macia, roçando as unhas medianas a deixar pequenas marcas vermelhas, de alguma forma, percebeu a posição que estava e achou sexy, claro que não diria alto, mas se perguntou se ele gostava de ver a si assim.
Quando notou seu convite, talvez não exatamente dele conscientemente, mas de seu corpo, Leo então juntou o segundo dedo preparado para ele, o anelar junto ao médio, que ao afundar em seu corpo, pressionou a palma da mão em suas nádegas, chegando no limite do quão profundo podia ir, ainda que não precisasse ir tão longe para alcançar onde ele sentiria prazer, então moveu o punho, devagar em vai e vem. Encarando seu dorso com ele debruçado na cama, tinha toda a pele tatuada, até mesmo uma parte das nádegas, que macias sentia ao pressionar com a palma da mão. Abaixou o rosto e tocou seus lábios com os próprios, num selinho que permaneceu por um tempo, sentindo sua respiração contra a própria, podia sentir o calor dela e quase o cheiro dele.
- Hum... Isso é bom...
Noah murmurou, sentindo o corpo se contrair ao redor dele, apreciando o toque dentro do corpo. Franziu o cenho com o novo dedo dele em si, mas estava um pouco mais acostumado agora então não era tão ruim, porém estava distraído com as sensações do corpo e não percebeu quando ele se aproximou. Ergueu o olhar para o rosto dele, sorriu contra seus lábios e retribuiu o selo, gostava do mesmo detalhe, do cheiro de sua respiração, era algo estranho de especificar, mas era tão confortável. Esticou a mão suavemente um pouco mais e segurou a dele, entrelaçando os dedos aos do outro. Leo sorriu para ele de volta, acariciou seus lábios com os próprios e então mordiscou em seguida, a força era medida e com uma gentileza seguinte ao lambe-lo. Por um momento encostou-se com a testa na dele, mas seguiu até a orelha, desceu ao pescoço e diferente do habitual, não mordeu, apenas lambeu, criando um caminho que se estendeu de volta até sua orelha e mordiscou o lóbulo, respirou ali e sabia que era sensível aos estímulos auditivos. Na verdade, era curioso pensar que conhecia detalhes de Noah como expressões durante o sexo, ou onde ficava o ponto de seu corpo que causava mais prazer, até mesmo o fato de ser sensível e se excitar com estímulos sonoros, afinal era apenas o segundo encontro dos dois. Moveu o punho, criando um certo ritmo na penetração.
Noah gemeu baixinho ao sentir a mordida, achou que ele descontaria a mordida mais firme que havia lhe dado pouco antes, mas ele não fez, fora muito mais suave e achou isso absurdamente adorável, ele não queria machucar a si. Fechou os olhos quando sentiu sua testa junto a própria, ainda que o momento fosse prazeroso em seus estímulos, se sentia como havia dito a ele que queria, se sentia fazendo amor com ele. Apertou suavemente sua mão conforme iniciou seus movimentos, mas encolheu-se com os toques na orelha, embora não tivesse intenção de se esconder de fato, adorava aquilo porque sentia arrepio no corpo inteiro e claro, se excitava bastante com isso, tinha o ouvido bem sensível a estímulos e ele já havia reparado nisso.
- Leo... - Murmurou, chamando a atenção dele. - Quero você. Entra... - Murmurou, e ainda se atentava ao fato de que queria ver aquela sua expressão sem a máscara, mas talvez... Talvez aquele não fosse um momento muito bom pra causar nele um sentimento como causou naquele dia.
Leo tinha intenção de brincar com ele apenas com aquele tipo de preliminar, usaria os dedos, outros toques, mas com o pedido era difícil sustentar a ideia inicial. Suspirou vencido sem precisar de muita insistência de sua parte, por sinal, ainda perto o bastante de sua orelha, podendo no entanto, notar sua pele arrepiada. Ao interromper o toque, tirou a mão dali aos poucos, sentindo deslizar dos dedos para fora, dando ao corpo uma ideia de como era estar lá dentro, novamente, suspirou por isso. Após se afastar, guiou-se para cima dele outra vez, dessa vez encostando-se nele, recobrindo o corpo dele com o próprio, sentindo no peito sua pele quente e tatuada nas costas, e no ventre, a maciez de suas nádegas contra a rigidez do corpo excitado por ele. Noah silenciou-se quando ouviu seu suspiro, quase tocava sua voz, mas não fazia e aquilo arrepiou o corpo de uma forma que teve que se contrair ao redor dele pouco antes de ele sair totalmente de si. Suspirou audível para ele e deixou o suspiro levar um pouco da voz num gemido suave, a pele dele era tão quente e tão confortável, mas agora sabia que além dos estímulos das mordidas, ele gostava que falasse com ele, gostava dos estímulos auditivos, ou ao menos parecia, e havia gostado disso, assim podia falar com ele, gostava de falar, gostava de ouvir, era muito comunicativo. Ergueu suavemente os quadris, tocando seu sexo ainda mais diretamente e mordeu o lábio inferior ainda um pouco quente.
- Não me leve a mal, eu adoro que seus dedos me toquem como um piano... Mas quero sentir seu corpo mais perto...
- Uh... - Leo murmurou num riso que soou nasalado. - Eu não levei. - Retrucou tão logo, tinha a voz levemente rouca. Tocou os ombros dele, deslizando as mãos pelos braços por todo o curso até chegar em seus pulsos e segurou contra a cama. Dali ergueu o torso e apenas ele, mantendo a pelve baixa, roçando em suas nádegas que era firmes e macias ao mesmo tempo. Ao olhar para frente, gostava de ver as pontas de seus cabelos repousadas nas costas. Por um instante soltou seu pulso e pegou a si mesmo entre os dedos, levou-se para onde antes os dedos tocavam, e se empurrou com auxílio da mão mas terminou apenas com os quadris, então logo estava por tomar seus pulsos entre os dígitos, enquanto sentia a pequena distância entre o ventre e suas nádegas se tornando cada vez menor ao se colocar completamente dentro dele, daquela vez de fato deixou a voz fluir, num gemido de satisfação com o que sentia. Noah sabia que ele não tinha levado, sinceramente só queria dizer a ele que se sentia seu piano e quase riu ao pensar nisso. Mordeu o lábio inferior mais uma vez ao ser segurado pelos pulsos, era outra coisa que gostava bastante. Era engraçado porque era um cara grande, mas gostava de ser tomado por ele, devia dizer isso a ele, mas não achava que aquele fosse um bom momento, era um pecado não poder ver suas expressões. Ao sentir se empurrar para si, o gemido deixou a garganta um pouco rouco, estava debruçado na cama e claro, ele seria mais dolorido do que apenas seus dedos, mas queria ouvi-lo, queria ouvir sua voz o máximo que pudesse, então mordeu seu lençol, abafando o gemido ali.
Na posição em que estava era fácil notar quaisquer que fossem suas reações, inclusive o ato de morder o lençol e abafar o ruído dolorido que saiu de sua garganta, não tinha certeza se para fingir estar bem ou se apenas queria esconder a voz. Leo fechou os olhos em dado momento, sem notar que o havia feito até entreabri-los novamente, se moveu tão direto quanto entrou, era um pouco direto ao ponto, tinha um limite muito claro, tinha preliminares, mas era possível notar com facilidade o momento em que perdia a paciência para fazê-las. Pressionou seus pulsos entre os dedos e sustentou o peso nos braços. Noah fechou os olhos, um pouco apertado quando enfim o sentiu iniciar os movimentos, não havia entendido exatamente que ele perdia a paciência, mas sim que não tinha muita delonga para esperar quando estava excitado. Achava interessante, sentia como se ele precisasse de si e gostou disso. Não queria dizer nada, mas porra, como estava dolorido no início, o bom é que estava focado em outras coisas, nas mãos dele sobre os próprios pulsos, no corpo quente dele sobre o próprio, na respiração gostosa dele na nuca, isso tornava melhor até se acostumar de fato com seus movimentos, mas... Naquela posição, não sabia se conseguiria mostrar a ele o que quis dizer em seu piano sobre fazer amor, sobre fazer as coisas com suavidade. Bem, aproveitaria um pouco primeiro, antes de tentar mudar algo. Após pouco tempo, já podia sentir o corpo responder a ele, imaginava que era o sangue que facilitava sua entrada no corpo, mas não achou que ele fosse ter um problema com isso, assim como não tinha, então soltou o lençol dos dentes para que deixasse os gemidos soarem para ele, num misto de dor e prazer, como estava com o rosto virado de lado agora, ele veria as expressões do rosto também, aquele mesmo cenho franzido que ele já havia reparado que fazia para ele na cama e enquanto cantava.
Deixá-lo numa posição como aquela, por mais prazerosa que fosse, tinha uma certa desvantagem, Leo gostava de tirar proveito de absolutamente tudo no sexo, inclusive de ser retribuído, então o atava e tornava completamente submisso, e ainda que a ideia fosse atraente, queria atenção mútua. Afastou-se de forma até repentina na verdade, era fácil se mover e movê-lo, tinham estruturas muito similares, então ao que se ajoelhou na cama, ganhou espaço e puxou Noah para trás, a princípio o deixou de quatro, mas queria mais do que apenas entrar nele enquanto o mantinha na posição que queria, por isso saiu de seu corpo, notando na pele o toque rubro do que tornava o sexo mais facilitado, estava com sangue dele, mas não era a primeira vez. Afastado, pegou seus quadris e guiou para a cama, deixando seguir o fluxo e entender o que deveria fazer sem precisar dizer. O quarto tinha uma iluminação mais leve e quente, como a claridade sútil de velas acesas, então gostava de como aquilo diminuía a intensidade da visão dele ou mesmo da própria, aguçando o proveito pelos sentidos. Somente então voltou a tomar o espaço entre suas pernas, repousando as mãos em seus joelhos, afastou suas coxas e deslizou até os quadris, por onde o puxou mais perto de si.
Noah realmente achava interessante como parecia um boneco de pano nas mãos dele, achava isso engraçado porque era muito difícil achar pessoas do próprio tamanho, então tudo era muito desproporcional para si, menos ele, parecia ter sido feito sob medida para si. Quando o sentiu sair do corpo porém, não entendeu exatamente, parecia que ele podia ler a própria mente sobre o que pensava, até brincou consigo mesmo pensando que talvez a divindade que ele cultuava na banda podia lhe dar algumas informações em seu ouvido, era engraçado enquanto não acreditasse de fato. Virou-se de frente para ele e nem precisou pedir, separou as pernas para lhe dar espaço como havia feito na primeira vez em que transaram, um convite, e sempre convidaria ele. Daquele jeito era mais fácil, sorriu afável para ele e tocou seu rosto como tinha costume, acariciando sua bochecha macia e depois seus cabelos loirinhos. Puxou-o suavemente para si e selou seus lábios, esperando por tê-lo de novo dentro de si enquanto ele se ajeitava e mordiscou seu lábio inferior.
- Entra...
Murmurou, sentindo-o deslizar para dentro de si logo após e gemeu contra seus lábios, fechando os olhos a encostar a testa na dele.
Leo fechou os olhos brevemente ao sentir a carícia, roçou de volta a bochecha em sua mão, depois sorriu com o canto dos lábios. Abaixou-se e retribuiu o beijo, eram apenas alguns leves estalos, não tinha muito foco em mantê-lo, apenas a proximidade enquanto o penetrava de volta, deslizando para dentro, novamente ruiu em satisfação, gemendo um pouco menos grave do que normalmente, tinha a voz tenra, leve. Suspirou então em seu boca e mordiscou seu lábio inferior. Moveu-se logo após se encaixar nele de novo, sustentando o corpo e o ritmo ao apoiar os braços na cama, com os cotovelos ao lado de seu rosto e a mão em seus cabelos onde deslizou os dedos e apertou os fios longos e macios.
Era sobre aquilo que falava antes. Noah podia sentir seu corpo, a temperatura dele, suas curvas suaves, podia sentir seu peito subir e descer assim como seus quadris, podia prestar atenção em cada pequena parte dele, em cada pequena sensação de seu corpo, mesmo a menor delas, até o cheiro de seu rosto, que era uma mistura do cheiro dele e seu sabonete. Sorriu contra seus lábios ainda, um reflexo de todos os detalhes que percebia e também de seu gemido. A boca se abriu suavemente após seu mordisco e sussurrou o nome dele contra seus lábios, se perguntava se ele estava tão confortável quanto a si naquele momento, se ele se sentia tão bem quanto a si, se seu peito também estava confortável. Essa era a sensação de fazer aquilo, era como se o peito estava confortável, como se pudesse tocar a alma dele com as mãos. Guiou ambos os braços ao redor de seu pescoço, abraçando-o para si.
- Leo... Ah...
A princípio, Leo estava mais eufórico, afetado pelo ritmo do sexo, ainda que não fosse tão intenso, era apenas o começo, no entanto, aos poucos fora compreendendo o ritmo de Noah, e talvez por isso, foi entrando em sintonia, levando a intensidade pra um lugar diferente, chegando ao conforto no qual podia vê-lo, mesmo seus movimentos eram mais brandos, mais lentos, como se estivesse se movendo em câmera lenta, se fosse comparar com a agitação anterior, percebeu que ele esperava algo mais romântico naquela ocasião e sorriu ao pensar nisso, como também ouvir o próprio nome.
- Noah...
Retribuiu, mencionando igualmente seu nome. Os dedos continuavam afundados entre seus cabelos, enroscados entre os fios, tocava seu couro cabeludo e acariciava com as unhas que não eram muito compridas, mas eram o suficiente. Ao se aproximar um pouco mais, beijou seu nariz e então sua testa onde encostou e manteve os lábios, passando o tempo naquela região onde sentia o cheiro do shampoo em seus cabelos. Moveu-se, não muito rápido, mas continuou com um ritmo hábil e firme.
- Foi sobre isso que eu disse pra você mais cedo...
Noah disse ao sentir o beijo na testa, sorriu consigo mesmo, ele havia entendido e até suavizado os toques, achou adorável. Tocou as costas dele, acariciou sua pele, sentindo-a se arrepiar diante do toque e devia dizer, adorava quando ele dizia o próprio nome, sentia o corpo inteiro estremecer, era algo que havia descoberto recente já que na primeira vez ele só se referia a si pelo apelido e embora gostasse de seu tom provocante como Vessel, adorava sua voz suave como Leo. Estava apaixonado por suas duas formas. Deslizou o toque para seus quadris e depois suas nádegas, o apertou ali de forma suave e puxou-o pouco mais forte contra si, agora já estava mais acostumado, deixou isso claro pra ele.
- É, eu percebi que estávamos em lugares diferentes, então fui encontrar você.
Leo disse metafórico e deu um sorrisinho, embora ainda em sua testa, ele ia sentir a curva dos lábios que sorriram ou mesmo o timbre da voz. Mas fechou os olhos, e com isso apenas sentiu todas as sensações de forma mais direta, perdia um sentido e aumentava o outro, sentindo-o úmido entre as pernas, quente e levemente escorregadio, era como pequena caverna onde estava se afundando, e embora fosse apenas uma parte do corpo, se sentia inteiramente lá. Ele era tão diferente do que pensava, não o imaginava como alguém tão afável ou romântico, parecia mais extrovertido e não muito sério, como um garoto, então vê-lo daquela maneira era realmente algo novo e inesperado. Com as mãos dele no corpo, permitiu o manejo do ritmo, conforme se mexeu apenas da forma como era puxado, sugerindo que devia guiar o que ele queria. Então desviou de sua testa e desceu até seu pescoço, escondendo o rosto junto a curva para seu ombro, deu uma mordidinha na pele, apenas roçando os dentes e tornou livre a própria pele, na mesma região, o ombro, e esperou que ele retribuísse. Noah sorriu igualmente ao ouvi-lo, novamente estava olhando pra ele com aquela mesma expressão, embora ele não pudesse ver. Era um garoto, ele estava certo sobre isso, mas era um garoto apaixonado, e por isso as vezes gostava do romantismo, gostava dos toques mais afáveis e gostava das letras das suas músicas, grande parte delas tinha aquela sensação para si. O puxou para si mais uma vez, percebendo que ele queria que o movesse e sorriu novamente, expondo os dentes. Não era rápido na forma que o puxava, era mais firme, gostava lento também, gostava quando ele se enfiava em si por inteiro e se forma contínua e para aquele tipo de toque que queria, achava que assim funcionava melhor. Sentiu seu toque na pele e o beijou em seu pescoço, a pele era tão branca que parecia precisar de cor, uma mordida, uma marca, então o fez, retribuiu seus pequenos toques, suas pequenas mordidas e estava tão confortável. Se sentia derretendo nos braços dele.
- Hum... Isso é tão gostoso...
- Hum...
Leo gemeu, entre os dentes e com a boca fechada, mas evidentemente perceptivo, não por dor, não por prazer, mas sim pelos dois. Sentiu a dor na mordida enquanto o prazer estava mais embaixo, estremeceu entre seus braços e sobre seu corpo. Estava leve, com aquela excitação quase aflitiva, era fina, e intensa, era como uma fisgada de agulha, era impossível explicar, mas era isso que sentia. Ainda assim, sentia o conforto com ele, mesmo nas sensações de prazer que beiravam o limite entre a agonia. Se sentia no lugar certo entre suas pernas. Junto a seu ombro permaneceu, tocando sua pele levemente transpirada pelo calor, sentindo nos lábios o gosto levemente salgado, quase agridoce.
- Leo...
Noah murmurou novamente contra seu pescoço, deslizando a língua sobre o local das mordidas, dando algum alívio para sua pele suavemente ferida, mas queria mais, queria sentir o gosto dele de outra forma, queria... Queria tudo, queria tudo dele, tudo que pudesse pegar. Puxou seu rosto para si, sorriu contra os lábios dele e o beijou, firme, do mesmo jeito que os quadris, sentia o gosto dos lábios dele, um suave gosto de cerveja, porra, estava tão confortável e bem naquele momento, queria morar ali. Deslizou as mãos em seus cabelos, acariciando os fios macios, segurou eles em meio aos dedos, estava conflitando entre fazer amor e o sexo, porque queria mais. Chamado, Leo se afastou daquele pequeno espaço pessoal criado com seu pescoço. Sentiu nos cabelos seus dedos enroscados puxando para tirar a si do lugar e guiar até seu rosto, retribuiu o beijo, percebendo sua aparente intenção de intensificar aquilo, mesmo que parecesse confuso sobre que caminho tomar, vezes mais intenso, vezes mais brando, tinha o desejo romântico de sua cabeça e o desejo apaixonado em seu corpo. Após interromper a suave troca de saliva, afastou-se o suficiente, apoiou-se nos braços e o olhou de cima, mantendo apenas a proximidade dos quadris, não indo muito brusco ou rápido, mas quando chegava no fundo, apertava os quadris entre suas coxas, roçando seu corpo excitado contra o ventre.
Ele sabia o que fazia, sabia exatamente como fazer, exatamente onde tocar, Noah expulsava o ciúme quando pensava nisso, por que pensaria sobre isso se quem estava nos lençóis dele e com ele entre as pernas era a si próprio naquele momento? Talvez pensasse porque não sabia como seria quando fosse embora. Esperava que ele não deixasse a si pra lá, esperava que não fosse realmente só outra transa qualquer pra ele, porque... Ele havia tirado sua máscara para si, havia mostrado seu rosto, havia mostrado seu interior, não podia ser só algo qualquer. Percebeu que enquanto pensava nisso, o olhava nos olhos sem realmente olhar pra ele, não... Tinha que olhar pra ele, precisava estar ali, precisava aproveitar tudo dele e percebeu que ele gostava mais da intensidade do que qualquer outra coisa, o romantismo era bom, mas sua paciência parecia curta como já haviam falado, então ele queria sentir prazer, daria prazer pra ele. Mordeu o lábio inferior visivelmente para ele, excitado ao senti-lo se empurrar para si até o limite de seu corpo, estremeceu e deixava claro que aquilo excitava a si. Segurou seus cabelos em meio aos dedos, os puxou suavemente para trás, a luz era baixa, mas podia ver exatamente seu rosto bonito, sorriu.
- Me fode, Leo.
Leo ergueu o queixo diante da puxada, olhou para ele de cima, com os olhos que quase pareciam fechados por trás dos cílios claros naquele ângulo, franziu levemente o cenho enquanto perdia a voz num gemido suave, arrancado por seu gesto imprevisto. Não esperava por isso, nem da forma de falar seguinte, talvez tivesse atingido o limite da sensação onde o prazer já tomava mais forma que seus pensamentos, sorriu com os lábios entreabertos e na resistência de seus dedos que puxavam os cabelos, abaixou e beijou seus lábios, invadindo sua boca, mas não entregou mais rapidez, continuou no ritmo que estava, devagar, embora firme. Noah sorriu junto dele, era palpável a diferença que havia entre ele e seu alter ego. Percebeu só então que não veria nunca aquela expressão de cenho franzido e seu suspiro profundo, ele era tímido para mostrar isso para si sem a máscara, mas não diria esses pensamentos pra ele.
- Acho que... Você não gosta tanto de me ouvir falar quando está sem a máscara, não é? Eu te deixo envergonhado?
Disse, genuinamente preocupado sobre deixá-lo confortável e se esforçava pra isso já que sentia o ventre suavemente formigando, sabia porquê.
- Não estou com vergonha, embora eu tenda a ser mais tímido, já que você pode me enxergar e quando eu digo isso, não estou pensando apenas no que você vê com seus olhos. Mas é porque agora, eu não estou mesmo fodendo você. - Leo sorriu com o canto dos lábios tímidos, mas foi um sorriso sugestivo e sincero. Como disse a ele, havia encontrado Noah no meio do caminho. Tinha uma ideia dele, parecia sensível e emotivo, então ter esse vislumbre, tornou difícil pegar como ideia um sexo mais brusco, era intenso de uma forma diferente. - Você quer mais, hum? Então me leve pro caminho que você quer que eu vá.
- Acho que eu... Não estou querendo que você me foda realmente. Eu quero causar alguma expressão em você que eu quis ver enquanto você estava de máscara. - Noah disse e riu baixinho. - Queria ver esse seu cenho franzido olhando pra mim por algo que eu disse. - Disse, mas sorriu meio de canto, mordendo o lábio inferior. - Me desculpe, deve estar difícil me entender hoje. - Tocou o rosto dele, acariciando-o e assentiu, mas mudou um pouco as coisas. O empurrou com cuidado para a cama e subiu no corpo dele, assim podia ver melhor seu rosto, gostava disso. Deslizou uma das mãos pelo peito dele, seu abdômen, sentindo os músculos suaves e desceu pouco mais, o pegando em meio aos dedos e guiou novamente para o próprio corpo. Suspirou, excitado conforme se sentava sobre ele até que as nádegas atingissem seus quadris. Deslizou as mãos pelos cabelos, jogando os fios para trás para tirar da frente do rosto e só então se moveu, estava excitado e antes perto do ápice, queria alcançar esse ápice de novo, queria que ele gozasse consigo também, então segurou as mãos dele para ter apoio, se movendo mais forte.
- Goza em mim, Leo. Me deixa sentir você de novo.
- Hum, eu gosto dessa pequena bagunça.
Leo sussurrou, audível o suficiente, mas interrompido indiretamente, ao ser guiado para a cama onde deitou de bom grado. Levou os braços cruzados atrás da nuca, apenas à princípio, sentindo o toque dele na pele, correndo no abdômen como se gostasse do que via, sorriu um pouco tímido talvez. Suspirou no entanto, sentindo seu toque onde o corpo já estava sensível o bastante, vendo-se guiado entre suas coxas, tomado para dentro de seu corpo e gostava da vista que tinha, gostava de ser "usufruído". Deixando o posto atrás da nuca, levou uma das mãos em sua coxa, deslizou pelo joelho antes de ir até lá, subindo em seguida até sua pelve, depois sua virilha, tocou sua ereção, ainda estava disposta, então envolveu nos dedos e sentiu sua rígida maciez no estímulo, gostava de tocar e sentir seu prazer. Com a outra mão, deu a ele apoio e incentivo no movimento, sentindo se apoiar como se ganhasse impulso no sobe e desce. Estava quase no limite, mas gostava de manter o quanto pudesse daquela sensação angustiante com o desejo de chegar no clímax, porque embora aflitiva, também estava sentindo um prazer que durava. Porém, deu um risinho com quase algum nervosismo ao ouvi-lo, era difícil conseguir guardar a sensação se fosse continuamente estimulado, e não era do tipo impassível, não precisava pedir duas vezes, ainda que quisesse mesmo esperar. Então gemeu entre os lábios, quase um resmungo enquanto mordia a mucosa labial por dentro da boca, suspirou e de olhos fechados e apertados, relaxou somente quando finalmente deixou livrar o corpo da limitação, gozou para ele, com ele, e gemeu satisfeito, finalmente soltando o lábio ferido pelos dentes que tentava servir de algum apoio. Sentiu a onda extasiante de prazer, o corpo estremeceu com espasmos leves, se sentia leve mesmo com os músculos contraídos de prazer. Então reabriu os olhos antes apertados, mesmo que pouco, suficiente para olhar para ele. Noah já havia percebido que ele também gostava de ser submisso, porém de uma forma diferente. Já havia sido ativo por um bom tempo, é claro, mas achava realmente que não tinha jeito de ativo, gostava mais de ser passivo, gostava de ser tomado, mas de alguma forma, gostava de estar sobre ele daquela forma porque a vista era boa. Ao vê-lo rir, sabia que era de nervoso, também estava perto e por isso havia falado com ele, mas os estímulos que ele deu a si, deixaram o corpo ainda mais sensível, então realmente esperava que ele não demorasse tanto porque estava quase lá e a contração do corpo ao redor dele deixaria isso muito claro. Ao sentir seu ápice e ouvir sua voz, sabia que o tom era satisfeito porque ele não continha de forma alguma, então tinha aquele tom específico dele, quase uma nota musical aos próprios ouvidos e estremeceu com ele, permitindo-se gozar em conjunto e apertou sua mão, firme quase sem perceber, precisando descontar a sensação prazerosa que sentia em algum lugar, geralmente era xingando, ele já sabia disso, então se conteve dessa vez para não dizer nada do tipo, concentrando-se em sua expressão gostosa, sorriu a ele e em um certo momento acabou fazendo o mesmo, já que fechou os olhos e inclinou o pescoço para trás, empurrando-se para baixo em seu colo, esfregando-se nele até arrancar tudo o que podia, dele e de si. Só então deixou-se cair sobre seu corpo, sentindo o corpo inteiro trêmulo e selou seus lábios, uma, duas vezes, encostando a testa na dele e sorriu.
- Porra... - Murmurou e riu baixinho, sem poder evitar.
Ao abrir os olhos, mesmo com alguma névoa pelo franzido das pálpebras, Leo ainda podia vê-lo, notar a satisfação em seu corpo como quem matava a sede intensa do corpo, gostava de como se parecia, especialmente da forma como associava. Então fechou os olhos, era difícil mantê-los abertos enquanto o corpo tentava se recompor daquele transe. Respirava forte, não de cansaço. Quando ele se reaproximou de si, sabia da proximidade não pelo peso do corpo, mas pelo cheiro de seus cabelos, da pele levemente suada e mesmo o cheiro que tinha sua respiração. Porra, alguma coisa entre ambos era diferente de tudo que conhecia. Noah sorriu contra seus lábios, ele parecia tão quieto que era quase atordoado, se perguntou se ele estava bem, depois tocou seus cabelos, erguendo-se suavemente nos braços para não pesar em seu corpo, olhou pra ele, ainda com a respiração descompassada.
- Está tudo bem?
- Ah, está... Está sim. - Leo disse e deu um sorrisinho quase frouxo, afetado pela respiração entrando em compasso e pelo que restava miseravelmente das sensações de prazer. - Só estou curtindo o que me restou.
- Ah... - Noah disse num pequeno riso e acariciou seu rosto macio, movendo suavemente os quadris sobre ele antes de enfim se levantar e se deitar a seu lado.
- Seu cheiro é muito bom. - Leo disse e se virou na cama, ajeitando-se de frente pra ele, parcialmente.
- Estou usando seu sabonete. - Noah riu e virou-se de frente da mesma forma, tocando seus cabelos bonitos.
- Não, é o seu cheiro mesmo. Eu sei a diferença.
Noah sorriu ao ouvi-lo, mostrando os dentes.
- É... Eu também sei a diferença do seu e adoro ele.
Leo sorriu de volta, meio contagiado. Noah adorava o sorriso dele, ah, que ódio, gostava de tudo nele. Suspirou profundamente.
- Posso dormir com você hoje?
- Claro. Você tem trabalho amanhã?
- ... Tenho cedo. - Noah disse num pequeno bico. - Mas é bom porque você se livra rápido de mim. - Riu.
- Ah, não é o que estou tentando dizer.
- Hum? Então o que foi?
- Eu só perguntei se teria compromisso.
Noah sorriu.
- Eu sei. Mas faço o seu café antes de sair. Eu sou um bom cozinheiro, devia me aproveitar.
Leo sorriu canteiro e negativou.
- Durma o quanto puder. É bom ir descansado.
- Hum... Já sei que vou pensar em você o dia inteiro. - Noah disse num resmungo e cobriu o rosto com uma das mãos tatuadas.
- Vai, hum? Eu provavelmente vou recapitular muita coisa que fizemos também.
Noah sorriu por trás dos dedos, abrindo os olhos para olhar pra ele. Se aproximou, sem conseguir se manter longe muito tempo e selou seus lábios, repousando o rosto perto do dele no travesseiro, tentava guardar suas feições bonitas e deslizou os dedos em sua bochecha, suavemente, seu queixo.
- Boa noite, pequena aranha.
Leo ajeitou-se com ele na cama, descansando o rosto no travesseiro. Percebendo sua proximidade, retribuiu se colocando no mesmo lugar, tal como o beijo superficial. Suspirou quase preguiçoso ou talvez muito relaxado, sabia que dormiria muito bem naquele dia.
- Não muito pequena. - Disse, risonho. - Boa noite, tubarãozinho.
Noah riu junto dele e assentiu, sabia que deveria tomar um banho, mas estava tão confortável ali com ele e tão sonolento, suspirou profundamente e fechou os olhos, só um pouquinho, mas adormeceu.
Deixá-lo numa posição como aquela, por mais prazerosa que fosse, tinha uma certa desvantagem, Leo gostava de tirar proveito de absolutamente tudo no sexo, inclusive de ser retribuído, então o atava e tornava completamente submisso, e ainda que a ideia fosse atraente, queria atenção mútua. Afastou-se de forma até repentina na verdade, era fácil se mover e movê-lo, tinham estruturas muito similares, então ao que se ajoelhou na cama, ganhou espaço e puxou Noah para trás, a princípio o deixou de quatro, mas queria mais do que apenas entrar nele enquanto o mantinha na posição que queria, por isso saiu de seu corpo, notando na pele o toque rubro do que tornava o sexo mais facilitado, estava com sangue dele, mas não era a primeira vez. Afastado, pegou seus quadris e guiou para a cama, deixando seguir o fluxo e entender o que deveria fazer sem precisar dizer. O quarto tinha uma iluminação mais leve e quente, como a claridade sútil de velas acesas, então gostava de como aquilo diminuía a intensidade da visão dele ou mesmo da própria, aguçando o proveito pelos sentidos. Somente então voltou a tomar o espaço entre suas pernas, repousando as mãos em seus joelhos, afastou suas coxas e deslizou até os quadris, por onde o puxou mais perto de si.
Noah realmente achava interessante como parecia um boneco de pano nas mãos dele, achava isso engraçado porque era muito difícil achar pessoas do próprio tamanho, então tudo era muito desproporcional para si, menos ele, parecia ter sido feito sob medida para si. Quando o sentiu sair do corpo porém, não entendeu exatamente, parecia que ele podia ler a própria mente sobre o que pensava, até brincou consigo mesmo pensando que talvez a divindade que ele cultuava na banda podia lhe dar algumas informações em seu ouvido, era engraçado enquanto não acreditasse de fato. Virou-se de frente para ele e nem precisou pedir, separou as pernas para lhe dar espaço como havia feito na primeira vez em que transaram, um convite, e sempre convidaria ele. Daquele jeito era mais fácil, sorriu afável para ele e tocou seu rosto como tinha costume, acariciando sua bochecha macia e depois seus cabelos loirinhos. Puxou-o suavemente para si e selou seus lábios, esperando por tê-lo de novo dentro de si enquanto ele se ajeitava e mordiscou seu lábio inferior.
- Entra...
Murmurou, sentindo-o deslizar para dentro de si logo após e gemeu contra seus lábios, fechando os olhos a encostar a testa na dele.
Leo fechou os olhos brevemente ao sentir a carícia, roçou de volta a bochecha em sua mão, depois sorriu com o canto dos lábios. Abaixou-se e retribuiu o beijo, eram apenas alguns leves estalos, não tinha muito foco em mantê-lo, apenas a proximidade enquanto o penetrava de volta, deslizando para dentro, novamente ruiu em satisfação, gemendo um pouco menos grave do que normalmente, tinha a voz tenra, leve. Suspirou então em seu boca e mordiscou seu lábio inferior. Moveu-se logo após se encaixar nele de novo, sustentando o corpo e o ritmo ao apoiar os braços na cama, com os cotovelos ao lado de seu rosto e a mão em seus cabelos onde deslizou os dedos e apertou os fios longos e macios.
Era sobre aquilo que falava antes. Noah podia sentir seu corpo, a temperatura dele, suas curvas suaves, podia sentir seu peito subir e descer assim como seus quadris, podia prestar atenção em cada pequena parte dele, em cada pequena sensação de seu corpo, mesmo a menor delas, até o cheiro de seu rosto, que era uma mistura do cheiro dele e seu sabonete. Sorriu contra seus lábios ainda, um reflexo de todos os detalhes que percebia e também de seu gemido. A boca se abriu suavemente após seu mordisco e sussurrou o nome dele contra seus lábios, se perguntava se ele estava tão confortável quanto a si naquele momento, se ele se sentia tão bem quanto a si, se seu peito também estava confortável. Essa era a sensação de fazer aquilo, era como se o peito estava confortável, como se pudesse tocar a alma dele com as mãos. Guiou ambos os braços ao redor de seu pescoço, abraçando-o para si.
- Leo... Ah...
A princípio, Leo estava mais eufórico, afetado pelo ritmo do sexo, ainda que não fosse tão intenso, era apenas o começo, no entanto, aos poucos fora compreendendo o ritmo de Noah, e talvez por isso, foi entrando em sintonia, levando a intensidade pra um lugar diferente, chegando ao conforto no qual podia vê-lo, mesmo seus movimentos eram mais brandos, mais lentos, como se estivesse se movendo em câmera lenta, se fosse comparar com a agitação anterior, percebeu que ele esperava algo mais romântico naquela ocasião e sorriu ao pensar nisso, como também ouvir o próprio nome.
- Noah...
Retribuiu, mencionando igualmente seu nome. Os dedos continuavam afundados entre seus cabelos, enroscados entre os fios, tocava seu couro cabeludo e acariciava com as unhas que não eram muito compridas, mas eram o suficiente. Ao se aproximar um pouco mais, beijou seu nariz e então sua testa onde encostou e manteve os lábios, passando o tempo naquela região onde sentia o cheiro do shampoo em seus cabelos. Moveu-se, não muito rápido, mas continuou com um ritmo hábil e firme.
- Foi sobre isso que eu disse pra você mais cedo...
Noah disse ao sentir o beijo na testa, sorriu consigo mesmo, ele havia entendido e até suavizado os toques, achou adorável. Tocou as costas dele, acariciou sua pele, sentindo-a se arrepiar diante do toque e devia dizer, adorava quando ele dizia o próprio nome, sentia o corpo inteiro estremecer, era algo que havia descoberto recente já que na primeira vez ele só se referia a si pelo apelido e embora gostasse de seu tom provocante como Vessel, adorava sua voz suave como Leo. Estava apaixonado por suas duas formas. Deslizou o toque para seus quadris e depois suas nádegas, o apertou ali de forma suave e puxou-o pouco mais forte contra si, agora já estava mais acostumado, deixou isso claro pra ele.
- É, eu percebi que estávamos em lugares diferentes, então fui encontrar você.
Leo disse metafórico e deu um sorrisinho, embora ainda em sua testa, ele ia sentir a curva dos lábios que sorriram ou mesmo o timbre da voz. Mas fechou os olhos, e com isso apenas sentiu todas as sensações de forma mais direta, perdia um sentido e aumentava o outro, sentindo-o úmido entre as pernas, quente e levemente escorregadio, era como pequena caverna onde estava se afundando, e embora fosse apenas uma parte do corpo, se sentia inteiramente lá. Ele era tão diferente do que pensava, não o imaginava como alguém tão afável ou romântico, parecia mais extrovertido e não muito sério, como um garoto, então vê-lo daquela maneira era realmente algo novo e inesperado. Com as mãos dele no corpo, permitiu o manejo do ritmo, conforme se mexeu apenas da forma como era puxado, sugerindo que devia guiar o que ele queria. Então desviou de sua testa e desceu até seu pescoço, escondendo o rosto junto a curva para seu ombro, deu uma mordidinha na pele, apenas roçando os dentes e tornou livre a própria pele, na mesma região, o ombro, e esperou que ele retribuísse. Noah sorriu igualmente ao ouvi-lo, novamente estava olhando pra ele com aquela mesma expressão, embora ele não pudesse ver. Era um garoto, ele estava certo sobre isso, mas era um garoto apaixonado, e por isso as vezes gostava do romantismo, gostava dos toques mais afáveis e gostava das letras das suas músicas, grande parte delas tinha aquela sensação para si. O puxou para si mais uma vez, percebendo que ele queria que o movesse e sorriu novamente, expondo os dentes. Não era rápido na forma que o puxava, era mais firme, gostava lento também, gostava quando ele se enfiava em si por inteiro e se forma contínua e para aquele tipo de toque que queria, achava que assim funcionava melhor. Sentiu seu toque na pele e o beijou em seu pescoço, a pele era tão branca que parecia precisar de cor, uma mordida, uma marca, então o fez, retribuiu seus pequenos toques, suas pequenas mordidas e estava tão confortável. Se sentia derretendo nos braços dele.
- Hum... Isso é tão gostoso...
- Hum...
Leo gemeu, entre os dentes e com a boca fechada, mas evidentemente perceptivo, não por dor, não por prazer, mas sim pelos dois. Sentiu a dor na mordida enquanto o prazer estava mais embaixo, estremeceu entre seus braços e sobre seu corpo. Estava leve, com aquela excitação quase aflitiva, era fina, e intensa, era como uma fisgada de agulha, era impossível explicar, mas era isso que sentia. Ainda assim, sentia o conforto com ele, mesmo nas sensações de prazer que beiravam o limite entre a agonia. Se sentia no lugar certo entre suas pernas. Junto a seu ombro permaneceu, tocando sua pele levemente transpirada pelo calor, sentindo nos lábios o gosto levemente salgado, quase agridoce.
- Leo...
Noah murmurou novamente contra seu pescoço, deslizando a língua sobre o local das mordidas, dando algum alívio para sua pele suavemente ferida, mas queria mais, queria sentir o gosto dele de outra forma, queria... Queria tudo, queria tudo dele, tudo que pudesse pegar. Puxou seu rosto para si, sorriu contra os lábios dele e o beijou, firme, do mesmo jeito que os quadris, sentia o gosto dos lábios dele, um suave gosto de cerveja, porra, estava tão confortável e bem naquele momento, queria morar ali. Deslizou as mãos em seus cabelos, acariciando os fios macios, segurou eles em meio aos dedos, estava conflitando entre fazer amor e o sexo, porque queria mais. Chamado, Leo se afastou daquele pequeno espaço pessoal criado com seu pescoço. Sentiu nos cabelos seus dedos enroscados puxando para tirar a si do lugar e guiar até seu rosto, retribuiu o beijo, percebendo sua aparente intenção de intensificar aquilo, mesmo que parecesse confuso sobre que caminho tomar, vezes mais intenso, vezes mais brando, tinha o desejo romântico de sua cabeça e o desejo apaixonado em seu corpo. Após interromper a suave troca de saliva, afastou-se o suficiente, apoiou-se nos braços e o olhou de cima, mantendo apenas a proximidade dos quadris, não indo muito brusco ou rápido, mas quando chegava no fundo, apertava os quadris entre suas coxas, roçando seu corpo excitado contra o ventre.
Ele sabia o que fazia, sabia exatamente como fazer, exatamente onde tocar, Noah expulsava o ciúme quando pensava nisso, por que pensaria sobre isso se quem estava nos lençóis dele e com ele entre as pernas era a si próprio naquele momento? Talvez pensasse porque não sabia como seria quando fosse embora. Esperava que ele não deixasse a si pra lá, esperava que não fosse realmente só outra transa qualquer pra ele, porque... Ele havia tirado sua máscara para si, havia mostrado seu rosto, havia mostrado seu interior, não podia ser só algo qualquer. Percebeu que enquanto pensava nisso, o olhava nos olhos sem realmente olhar pra ele, não... Tinha que olhar pra ele, precisava estar ali, precisava aproveitar tudo dele e percebeu que ele gostava mais da intensidade do que qualquer outra coisa, o romantismo era bom, mas sua paciência parecia curta como já haviam falado, então ele queria sentir prazer, daria prazer pra ele. Mordeu o lábio inferior visivelmente para ele, excitado ao senti-lo se empurrar para si até o limite de seu corpo, estremeceu e deixava claro que aquilo excitava a si. Segurou seus cabelos em meio aos dedos, os puxou suavemente para trás, a luz era baixa, mas podia ver exatamente seu rosto bonito, sorriu.
- Me fode, Leo.
Leo ergueu o queixo diante da puxada, olhou para ele de cima, com os olhos que quase pareciam fechados por trás dos cílios claros naquele ângulo, franziu levemente o cenho enquanto perdia a voz num gemido suave, arrancado por seu gesto imprevisto. Não esperava por isso, nem da forma de falar seguinte, talvez tivesse atingido o limite da sensação onde o prazer já tomava mais forma que seus pensamentos, sorriu com os lábios entreabertos e na resistência de seus dedos que puxavam os cabelos, abaixou e beijou seus lábios, invadindo sua boca, mas não entregou mais rapidez, continuou no ritmo que estava, devagar, embora firme. Noah sorriu junto dele, era palpável a diferença que havia entre ele e seu alter ego. Percebeu só então que não veria nunca aquela expressão de cenho franzido e seu suspiro profundo, ele era tímido para mostrar isso para si sem a máscara, mas não diria esses pensamentos pra ele.
- Acho que... Você não gosta tanto de me ouvir falar quando está sem a máscara, não é? Eu te deixo envergonhado?
Disse, genuinamente preocupado sobre deixá-lo confortável e se esforçava pra isso já que sentia o ventre suavemente formigando, sabia porquê.
- Não estou com vergonha, embora eu tenda a ser mais tímido, já que você pode me enxergar e quando eu digo isso, não estou pensando apenas no que você vê com seus olhos. Mas é porque agora, eu não estou mesmo fodendo você. - Leo sorriu com o canto dos lábios tímidos, mas foi um sorriso sugestivo e sincero. Como disse a ele, havia encontrado Noah no meio do caminho. Tinha uma ideia dele, parecia sensível e emotivo, então ter esse vislumbre, tornou difícil pegar como ideia um sexo mais brusco, era intenso de uma forma diferente. - Você quer mais, hum? Então me leve pro caminho que você quer que eu vá.
- Acho que eu... Não estou querendo que você me foda realmente. Eu quero causar alguma expressão em você que eu quis ver enquanto você estava de máscara. - Noah disse e riu baixinho. - Queria ver esse seu cenho franzido olhando pra mim por algo que eu disse. - Disse, mas sorriu meio de canto, mordendo o lábio inferior. - Me desculpe, deve estar difícil me entender hoje. - Tocou o rosto dele, acariciando-o e assentiu, mas mudou um pouco as coisas. O empurrou com cuidado para a cama e subiu no corpo dele, assim podia ver melhor seu rosto, gostava disso. Deslizou uma das mãos pelo peito dele, seu abdômen, sentindo os músculos suaves e desceu pouco mais, o pegando em meio aos dedos e guiou novamente para o próprio corpo. Suspirou, excitado conforme se sentava sobre ele até que as nádegas atingissem seus quadris. Deslizou as mãos pelos cabelos, jogando os fios para trás para tirar da frente do rosto e só então se moveu, estava excitado e antes perto do ápice, queria alcançar esse ápice de novo, queria que ele gozasse consigo também, então segurou as mãos dele para ter apoio, se movendo mais forte.
- Goza em mim, Leo. Me deixa sentir você de novo.
- Hum, eu gosto dessa pequena bagunça.
Leo sussurrou, audível o suficiente, mas interrompido indiretamente, ao ser guiado para a cama onde deitou de bom grado. Levou os braços cruzados atrás da nuca, apenas à princípio, sentindo o toque dele na pele, correndo no abdômen como se gostasse do que via, sorriu um pouco tímido talvez. Suspirou no entanto, sentindo seu toque onde o corpo já estava sensível o bastante, vendo-se guiado entre suas coxas, tomado para dentro de seu corpo e gostava da vista que tinha, gostava de ser "usufruído". Deixando o posto atrás da nuca, levou uma das mãos em sua coxa, deslizou pelo joelho antes de ir até lá, subindo em seguida até sua pelve, depois sua virilha, tocou sua ereção, ainda estava disposta, então envolveu nos dedos e sentiu sua rígida maciez no estímulo, gostava de tocar e sentir seu prazer. Com a outra mão, deu a ele apoio e incentivo no movimento, sentindo se apoiar como se ganhasse impulso no sobe e desce. Estava quase no limite, mas gostava de manter o quanto pudesse daquela sensação angustiante com o desejo de chegar no clímax, porque embora aflitiva, também estava sentindo um prazer que durava. Porém, deu um risinho com quase algum nervosismo ao ouvi-lo, era difícil conseguir guardar a sensação se fosse continuamente estimulado, e não era do tipo impassível, não precisava pedir duas vezes, ainda que quisesse mesmo esperar. Então gemeu entre os lábios, quase um resmungo enquanto mordia a mucosa labial por dentro da boca, suspirou e de olhos fechados e apertados, relaxou somente quando finalmente deixou livrar o corpo da limitação, gozou para ele, com ele, e gemeu satisfeito, finalmente soltando o lábio ferido pelos dentes que tentava servir de algum apoio. Sentiu a onda extasiante de prazer, o corpo estremeceu com espasmos leves, se sentia leve mesmo com os músculos contraídos de prazer. Então reabriu os olhos antes apertados, mesmo que pouco, suficiente para olhar para ele. Noah já havia percebido que ele também gostava de ser submisso, porém de uma forma diferente. Já havia sido ativo por um bom tempo, é claro, mas achava realmente que não tinha jeito de ativo, gostava mais de ser passivo, gostava de ser tomado, mas de alguma forma, gostava de estar sobre ele daquela forma porque a vista era boa. Ao vê-lo rir, sabia que era de nervoso, também estava perto e por isso havia falado com ele, mas os estímulos que ele deu a si, deixaram o corpo ainda mais sensível, então realmente esperava que ele não demorasse tanto porque estava quase lá e a contração do corpo ao redor dele deixaria isso muito claro. Ao sentir seu ápice e ouvir sua voz, sabia que o tom era satisfeito porque ele não continha de forma alguma, então tinha aquele tom específico dele, quase uma nota musical aos próprios ouvidos e estremeceu com ele, permitindo-se gozar em conjunto e apertou sua mão, firme quase sem perceber, precisando descontar a sensação prazerosa que sentia em algum lugar, geralmente era xingando, ele já sabia disso, então se conteve dessa vez para não dizer nada do tipo, concentrando-se em sua expressão gostosa, sorriu a ele e em um certo momento acabou fazendo o mesmo, já que fechou os olhos e inclinou o pescoço para trás, empurrando-se para baixo em seu colo, esfregando-se nele até arrancar tudo o que podia, dele e de si. Só então deixou-se cair sobre seu corpo, sentindo o corpo inteiro trêmulo e selou seus lábios, uma, duas vezes, encostando a testa na dele e sorriu.
- Porra... - Murmurou e riu baixinho, sem poder evitar.
Ao abrir os olhos, mesmo com alguma névoa pelo franzido das pálpebras, Leo ainda podia vê-lo, notar a satisfação em seu corpo como quem matava a sede intensa do corpo, gostava de como se parecia, especialmente da forma como associava. Então fechou os olhos, era difícil mantê-los abertos enquanto o corpo tentava se recompor daquele transe. Respirava forte, não de cansaço. Quando ele se reaproximou de si, sabia da proximidade não pelo peso do corpo, mas pelo cheiro de seus cabelos, da pele levemente suada e mesmo o cheiro que tinha sua respiração. Porra, alguma coisa entre ambos era diferente de tudo que conhecia. Noah sorriu contra seus lábios, ele parecia tão quieto que era quase atordoado, se perguntou se ele estava bem, depois tocou seus cabelos, erguendo-se suavemente nos braços para não pesar em seu corpo, olhou pra ele, ainda com a respiração descompassada.
- Está tudo bem?
- Ah, está... Está sim. - Leo disse e deu um sorrisinho quase frouxo, afetado pela respiração entrando em compasso e pelo que restava miseravelmente das sensações de prazer. - Só estou curtindo o que me restou.
- Ah... - Noah disse num pequeno riso e acariciou seu rosto macio, movendo suavemente os quadris sobre ele antes de enfim se levantar e se deitar a seu lado.
- Seu cheiro é muito bom. - Leo disse e se virou na cama, ajeitando-se de frente pra ele, parcialmente.
- Estou usando seu sabonete. - Noah riu e virou-se de frente da mesma forma, tocando seus cabelos bonitos.
- Não, é o seu cheiro mesmo. Eu sei a diferença.
Noah sorriu ao ouvi-lo, mostrando os dentes.
- É... Eu também sei a diferença do seu e adoro ele.
Leo sorriu de volta, meio contagiado. Noah adorava o sorriso dele, ah, que ódio, gostava de tudo nele. Suspirou profundamente.
- Posso dormir com você hoje?
- Claro. Você tem trabalho amanhã?
- ... Tenho cedo. - Noah disse num pequeno bico. - Mas é bom porque você se livra rápido de mim. - Riu.
- Ah, não é o que estou tentando dizer.
- Hum? Então o que foi?
- Eu só perguntei se teria compromisso.
Noah sorriu.
- Eu sei. Mas faço o seu café antes de sair. Eu sou um bom cozinheiro, devia me aproveitar.
Leo sorriu canteiro e negativou.
- Durma o quanto puder. É bom ir descansado.
- Hum... Já sei que vou pensar em você o dia inteiro. - Noah disse num resmungo e cobriu o rosto com uma das mãos tatuadas.
- Vai, hum? Eu provavelmente vou recapitular muita coisa que fizemos também.
Noah sorriu por trás dos dedos, abrindo os olhos para olhar pra ele. Se aproximou, sem conseguir se manter longe muito tempo e selou seus lábios, repousando o rosto perto do dele no travesseiro, tentava guardar suas feições bonitas e deslizou os dedos em sua bochecha, suavemente, seu queixo.
- Boa noite, pequena aranha.
Leo ajeitou-se com ele na cama, descansando o rosto no travesseiro. Percebendo sua proximidade, retribuiu se colocando no mesmo lugar, tal como o beijo superficial. Suspirou quase preguiçoso ou talvez muito relaxado, sabia que dormiria muito bem naquele dia.
- Não muito pequena. - Disse, risonho. - Boa noite, tubarãozinho.
Noah riu junto dele e assentiu, sabia que deveria tomar um banho, mas estava tão confortável ali com ele e tão sonolento, suspirou profundamente e fechou os olhos, só um pouquinho, mas adormeceu.
¹ Referência à música The Offering - Sleep Token
² Jaws - Sleep Token
³ Referência à música Dangerous - Sleep Token


Sou 100% do clube dos emocionados kkkkkkk Noah, você nunca errou
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