Mara e Uldren #OneShot (+18)
Os olhos amarelos cintilantes de Uldren se abriram com dificuldade, parecia ter levado um golpe na cabeça, alguma coisa que deixou a
si desacordado. Havia finalmente chego, e antes da guardiã até onde precisaria
chegar para libertar sua irmã. Moveu suas mãos, mas de forma dificultosa não
conseguia se soltar, estranhou até decidir olhar ao redor. Suas duas mãos
estavam presas nas costas, as cordas pareciam firmes e grossas, era forte,
poderia facilmente rompê-las se não fossem daquela forma. O que era mais estranho
para si eram as pernas, presas uma na outra enquanto dobradas e erguidas,
apoiadas no assento da cadeira espaçosa. Tinha a coluna arqueada para trás,
encostada no assento, não era uma posição nem um pouco confortável, mas estava
vestido. Moveu a cabeça, tirando a longa franja preta da frente dos olhos,
tentando analisar o lugar ao redor, cidade onírica, estava na cidade onírica.
Algo se moveu em frente a si e tomou a atenção dos olhos, voltou-se para a
figura e a viu, ali em frente parada com seu sorriso calmo e suave nos lábios.
- Mara! Eu consegui!
- Ainda não, meu irmão... Eu preciso do seu último sacrifício. Finalmente você está aqui, agora... Você só precisa desejar.
Uldren uniu as sobrancelhas, confuso sobre o dito. Moveu os braços mais firmemente tentando constatar se realmente estava preso, e estava.
- Mara, minha rainha, me solte...
- Ah não, não posso te soltar agora...
A voz dela era doce, adorava quando ela falava daquela forma, era tranquilo, dava paz para si, seria capaz de fazer qualquer coisa quando ela pedia daquela forma. Os lábios dela se alargaram num sorriso, estava confuso, fora um sorriso maldoso, completamente diferente do que a voz dela dizia para si. Ao abaixar a cabeça, percebeu que as roupas haviam desaparecido, como se antes elas fossem apenas hologramas, estava nu aquele tempo todo? Desviou o olhar a ela rapidamente, constrangido, mas ela não parecia nem um pouco por ver a si daquela forma, o sorriso ainda adornava seus lábios bonitos e arroxeados. Sentiu algo rastrejar por si, era um tentáculo, ou ao menos achava que era, alongado e transparente, cintilante, como partes dos possuídos. O tentáculo deslizou pela própria coxa, deixando para trás uma suave trilha de algo pegajoso, era como uma língua envolvendo o próprio corpo. Ergueu o rosto, confuso a olhar para ela, mas a expressão dela não parecia mudar, parecia se manter, rígida como sempre fora em sua postura de rainha.
- M-Mara... O que...?
- Sh, sh, sh... Relaxe meu querido irmão.
O tentáculo deslizou até o sexo de Uldren, até então adormecido, o agarrou em algumas voltas, o que fez o moreno franzir o cenho, confuso num gemido baixo. Não fazia ideia do que estava acontecendo. Os olhos buscavam os dela, tentando encontrar uma resposta que só ficava no ar, ela não tinha nenhuma resposta nos olhos azuis. Se sentiu apertado pela criatura e aos poucos o corpo fora tomando forma pela estranha massagem que recebia dela, era quente, úmida, era como estar... Não, não podia pensar nisso. Moveu a cabeça, afastando so pensamentos sobre ela.
- Isso é bom, hum? Está ficando duro aqui, não está?
Franziu o cenho mais uma vez e o rosto se tingiu com um leve tom avermelhado, Mara nunca falaria aquilo para si, falaria? Talvez só nos sonhos que tivera com ela, mas de verdade não. Os músculos estavam tensos, cada um deles se contraía na tentativa de evitar os sentimentos que aquela coisa causava em si, mas sim, era gostoso, era bom e embora quisesse mentir e dizer que não, o corpo não mentia.
- Mara... Mara por favor, o que...
Murmurou, confuso demais para processar a frase toda, e quando começava a falar, a criatura apertava ainda mais o próprio corpo. A fina ponta do tentáculo deslizou pelo comprimento do sexo e tocou sua ponta, friccionando aquela parte tão sensível que fez com que todos os músculos do corpo tensionássem em conjunto.
- Ah!
- Hum, eu gosto de ver os movimentos do seu corpo... Está tenso, meu irmão? Relaxe...
Outro tentáculo passou pelo corpo, vindo de trás de si, não conseguia ver exatamente o que era que estava ali, só conseguia sentir e ver seu comprimento. A criatura deslizou pelo tórax, abdômen até tocar um dos mamilos, umedecendo um após o outro. Estremeceu e inclinou a cabeça para trás, mas o encosto da cadeira, que por sinal, era dela, impedia de mover demais o pescoço.
- Mara... Mara, por favor... Não faça isso... Eu dou o que você quiser, só não...
- Sim, eu sei que você dá, e é por isso que estamos aqui, você está me dando o que eu quero.
Ela se aproximou dele, mas não o tocou, seus rostos a milímetros um do outro e seu sorriso agora mostrava suavemente os dentes. Uldren quase podia sentir o hálito dela contra o rosto, mas não existia, era somente uma lembrança, talvez sua imaginação.
- Vamos, meu irmão... Me dê o que eu quero.
Confuso ele a encarou, o que é que ela queria afinal? A criatura se moveu, de forma abrupta, esfregando o sexo dele, firme, forte, rápido, Uldren estava sensível, estava tão perto do auge daquela sensação que podia sentir o corpo pedindo por isso, mas devia? Era tão estranho. Um gemido deixou seus lábios, excitado, dolorido e cada pequeno músculo de seu corpo se tensionou novamente quando enfim atingiu o ápice. Os respingos densos caíram sobre seu abdômen, sujando-o de si mesmo e a respiração ofegante mostrava que havia usado de sua força para fazer isso. Ela riu, uma voz que quase ecoou pelo ambiente e se afastou em alguns passos, andando ao redor dele.
- Era isso o que eu queria, irmãozinho.
- ... M-Mara... Me solte agora, eu já... Você está me punindo?
Ela riu mais uma vez, e o tentáculo novamente abraçou o sexo dele, mesmo suavemente adormecido pelo ápice recente. Ele gemeu, sensível.
- Vai me dar mais de você agora, hum? Meu príncipe.
O arrepio percorreu o corpo dele, não só pela frase, mas porque ela soou de certa forma diferente da voz comum dela, era profunda, diferente, quase ecoou na própria cabeça. Uldren fechou os olhos, firmemente e moveu a cabeça, se fosse um sonho, que acordasse agora, já havia sido punido certo? Se é que aquilo era uma punição. Outro tentáculo possuído deslizou por seu corpo, suas coxas amarradas, tocou as glândulas abaixo de seu sexo, fazendo o corpo dele se arrepiar e enfim tocou onde era destinada, o meio de suas nádegas. O corpo dele deu um espasmo, assustado e moveu os braços veementemente, sem poder se soltar.
- Mara! Mara, o que está fazendo?! Não!
- Silêncio, eu não gosto de ouvir você gritar.
A criatura pressionou aquele pequeno ponto, fechado, difícil de ter acesso, mas não se importou em massageá-lo muito tempo naquele lugar e o invadiu, era lubrificada o suficiente para deslizar para dentro de uma vez, ainda assim teve um pouco de gentileza com seu corpo. O gemido rasgou a garganta dele, não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Ardia, doía, era desconfortável, mas ao mesmo tempo podia sentir um formigamento, certamente causado pela criatura, tentando amenizar as sensações que sentia, não era suficiente.
- Mara... Não, por favor! Por favor! Isso não!
- Eu já disse que não gosto de ouvir você gritar.
Sentiu outro dos tentáculos deslizando pelo pescoço, passando pelo queixo e se enfiou na própria boca, impedindo que falasse alguma coisa, ainda que mesmo assim tentasse falar e grunhisse, gemesse contra ele. Franziu o cenho, era um costume fazer isso e já tinha até as marcas de expressão por isso no rosto. A criatura se moveu, se empurrando para dentro do corpo até atingir seu limite e estava tão tenso que podia sentir o coração bater no corpo inteiro, como socos. A sentiu se mover na própria boca, era como se ela exigisse que a tocasse de alguma forma, que a estimulasse de alguma forma, era estranho e bizarro, mas o sabor era estranhamente familiar, quase podia sentir o cheiro dela, de Mara. Resmungou, e quando o fez sentiu o sexo ser apertado, o que causou mais um gemido dolorido. A olhava com os olhos arregalados e podia vê-la sorrir como se estivesse se divertindo muito. O tentáculo se moveu, firme e rápido dentro do corpo, saía e voltava a entrar repetidas vezes. Fechou os olhos em certo momento, não havia nada que pudesse fazer se não sentir aquelas sensações confusas e conflitantes. Era bom, era ruim, era estranho, era tudo de uma só vez, e ainda assim o corpo reagia excitado aos estímulos, não conseguia entender. A criatura se moveu dentro da própria boca, pedindo passagem até o fundo dela e quase tocou a garganta, moveu a cabeça, tentando se livrar dela, não queria sugar aquilo ou fazer qualquer tipo de coisa que lembrasse a si de um órgão masculino. Ela saiu da boca aos poucos, deixando um rastro de saliva suave quando enfim abandonou a si. Tossiu, desviando o olhar a ela com os lábios úmidos e avermelhados. Ela riu, divertindo-se com a própria expressão.
- O que foi? Não é gostoso, meu príncipe?
- Isso é horrível.
Quando disse, a criatura pareceu se zangar, porque se revirou dentro de si e ao redor do sexo. Franziu o cenho mais uma vez e viu Mara fazer o mesmo, mas ela não fazia por confusão, e sim numa expressão maldosa.
- Como você pode dizer que isso é horrível quando seu corpo está tão excitado?
Não sabia responder, realmente não tinha uma resposta para aquilo naquele momento. A criatura se moveu, saindo do próprio corpo por um momento, como se estivesse se preparando somente para entrar novamente, mas dessa vez era somente superficial, estava procurando alguma coisa, e nem a si sabia o que era até ela encontrar. Sentiu o toque naquele ponto tão sensível do corpo, a próstata, e fez a pele se eriçar completamente e o corpo se mover num espasmo. Ela olhou para ele como se tivesse achado algo muito interessante e sorriu. Uldren arregalou os olhos, sabia que não era algo bom aquele sorriso.
- Não... Mara não...
A criatura de moveu, firme e rápida a pressionar e massagear insistentemente aquele ponto. Fechou os olhos com força, era tão agoniante e tão prazeroso ao mesmo tempo que não conseguia emitir mais nenhum som se não os gemidos, vezes abafados, vezes mais altos. Tentava se mover, tentava se livrar daquele toque que deixava a si tão sensível, mas o sexo pulsava excitado e sabia que queria gozar novamente. Sentiu-se tão perto que não conseguia mais suportar, até o tentáculo apertar a si. Apertou firme, forte como um anel, prendendo a circulação do membro e sufocando-o. Gemeu dolorido, quase um grito e novamente estava ali com todos os músculos do corpo tensionados.
- Não! Mara... Não!
- O que você quer meu irmão?
- P-Por favor... Por favor...
Disse, choroso, manhoso enquanto tentava usar todas as forças que tinha para se mover e tentar evitar os movimentos contínuos de ambos os tentáculos.
- Por favor o que?
- Me solte... Por favor... Eu imploro!
- Não é isso que você quer.
Dito, a criatura se empurrou ainda mais firme para dentro do corpo, pressionando insistentemente aquele pequeno ponto. Gritou mais uma vez.
- Por favor me ajude! Não faz isso! E-Eu... Eu não consigo...
- Você só precisa desejar, meu irmão... O que você quer? Diga...
Uldren arfou, estava exausto e não sabia o que dizer, doía tanto aquele aperto, o corpo estava tão tenso.
- Por favor, me deixa gozar!
Gritou, tenso e irritado, sem saber mais o que dizer, era só isso que sentia naquele momento. Ela sorriu, satisfeita.
- Agora sim, é isso que você quer.
O tentáculo afrouxou o aperto e finalmente o deixou ter seu ápice sem impasses. O corpo dele estremeceu, excitado e o gemido deixou seus lábios, prazeroso, satisfeito e aliviado, novamente estava sujo por seus respingos, e além disso, sua pele tinha um suave brilho de suor, seus cabelos grudavam em seu rosto nos fios desordenados, já não tinha mais forças, havia sido drenado completamente.
- Mara...
Murmurou novamente choroso, tinha lágrimas nos olhos, eram de desespero que havia sido elevado pelas sensações do corpo, estava chorando e se quer sabia porquê.
- Ah, isso é tão bom que te fez chorar, corvinho?
Ele estremeceu.
- Por favor... Me mate então, se é isso que você quer, por que me torturar assim antes?
- Por que é divertido.
A voz novamente soou profunda, ecoando dentro da própria cabeça. O tentáculo segurou o sexo novamente, não tinha mais forças, ele até podia desistir de tentar extrair qualquer gota se quer que quisesse de Uldren.
- Você não quer mais ficar duro pra mim, meu irmão?
Ele franziu o cenho, arfando ainda, exausto e ela se afastou alguns passos. As mãos deslizaram pelo próprio corpo, subindo até o zíper da blusa que desceu, abrindo-a devagar. Uldren estava cansado, mas não conseguia desviar os olhos dela, era como estar hipnotizado, queria ver o que ela iria mostrar. A blusa se abriu e os seios dela ficaram à mostra, sua pele pálida num suave tom arroxeado, os músculos suavemente marcados, eram um deleite para os olhos dele. Ele negativou consigo mesmo e fechou os olhos por um segundo, ainda que estivesse exausto o maldito corpo respondia a ela.
- Olhe pra mim.
Ele abriu os olhos devagar, olhando pra ela e sua blusa atingiu o chão quando desnudou a parte de cima de seu corpo. Ela empurrou a calça para baixo, deslizando por suas coxas bonitas que pareciam tão macias, queria saber como era estar no meio delas.
- Gosta do que vê?
Ele arfou, não respondeu, mas era óbvio, o corpo exalava novamente suavemente ereto, e era um inferno, não conseguia evitar.
- Hum, você gosta...
Ele riu, já não sabia mais o que fazer se não rir, era uma situação maldita. Os tentáculos deslizaram pelo corpo novamente, é, aí estavam eles de novo, dois deles tocaram seus mamilos, outro o agarrou mais uma vez em seu sexo. Ela se aproximou devagar e parou em frente a ele, abaixou-se e sua boca tocou seus lábios, mas ele não podia senti-la completamente, era um vislumbre, era como tentar tocar alguma coisa e não conseguir, era desesperador. Abriu os olhos, olhando seu rosto tão bonito em frente a si.
- Isso vai doer... Um bocado.
Sua voz soou para si, mas não era a voz dela, era a própria, exatamente na mesma frase que havia dito dias antes, quando matara aquele guardião. Arregalou os olhos, sentindo os tentáculos deslizarem pelo corpo e sentiu dois deles se empurrarem para dentro de si, exigindo espaço no corpo já dolorido e dessa vez, não estava formigando. Ardia como fogo, doía tanto que sentia o corpo perder a força, estava distante e soluçava, manhoso, desesperado.
- Mara!
Gritou e fechou os olhos, sentindo as lágrimas escorrerem pelo rosto.
- Olhe pra mim.
Negativou, não aguentava mais, só queria parar de sentir, queria que o corpo se esvaísse, queria que os sentidos sumissem.
- Olhe para mim!
Devagar abriu os olhos, era uma última esperança olhar para ela, e quando o fez, viu em frente a si a enorme boca e dentes afiados, não era Mara, era a Riven. Gritou a plenos pulmões, sendo sugado para dentro dela e finalmente, finalmente conseguiu acordar.
Corvo se sentou na cama rapidamente, tinha o corpo coberto de suor, a respiração pesada e descompassada, olhava ao redor para saber onde estava, era o próprio quarto. Estava no Elmo, estava a salvo. A luz brilhante acendeu ao lado dele e ele reagiu num sobressalto.
- Centelha! Você quer me matar do coração?
- Seus batimentos estão acelerados... Está tudo bem? Teve outro pesadelo?
- Eu estou bem... Está tudo bem...
Corvo respondeu e deslizou a mão pelo rosto, esfregando os olhos.
- Tem certeza? Eu posso fazer uma análise do seu corpo e...
- Centelha! Só... Só volte ao modo de repouso.
O fantasma concordou e desligou, se ajeitando a seu lado no móvel. Corvo suspirou pesado e segurou o edredom preto, erguendo-o suavemente para perceber a roupa úmida. Negativou com a cabeça.
- Mara! Eu consegui!
- Ainda não, meu irmão... Eu preciso do seu último sacrifício. Finalmente você está aqui, agora... Você só precisa desejar.
Uldren uniu as sobrancelhas, confuso sobre o dito. Moveu os braços mais firmemente tentando constatar se realmente estava preso, e estava.
- Mara, minha rainha, me solte...
- Ah não, não posso te soltar agora...
A voz dela era doce, adorava quando ela falava daquela forma, era tranquilo, dava paz para si, seria capaz de fazer qualquer coisa quando ela pedia daquela forma. Os lábios dela se alargaram num sorriso, estava confuso, fora um sorriso maldoso, completamente diferente do que a voz dela dizia para si. Ao abaixar a cabeça, percebeu que as roupas haviam desaparecido, como se antes elas fossem apenas hologramas, estava nu aquele tempo todo? Desviou o olhar a ela rapidamente, constrangido, mas ela não parecia nem um pouco por ver a si daquela forma, o sorriso ainda adornava seus lábios bonitos e arroxeados. Sentiu algo rastrejar por si, era um tentáculo, ou ao menos achava que era, alongado e transparente, cintilante, como partes dos possuídos. O tentáculo deslizou pela própria coxa, deixando para trás uma suave trilha de algo pegajoso, era como uma língua envolvendo o próprio corpo. Ergueu o rosto, confuso a olhar para ela, mas a expressão dela não parecia mudar, parecia se manter, rígida como sempre fora em sua postura de rainha.
- M-Mara... O que...?
- Sh, sh, sh... Relaxe meu querido irmão.
O tentáculo deslizou até o sexo de Uldren, até então adormecido, o agarrou em algumas voltas, o que fez o moreno franzir o cenho, confuso num gemido baixo. Não fazia ideia do que estava acontecendo. Os olhos buscavam os dela, tentando encontrar uma resposta que só ficava no ar, ela não tinha nenhuma resposta nos olhos azuis. Se sentiu apertado pela criatura e aos poucos o corpo fora tomando forma pela estranha massagem que recebia dela, era quente, úmida, era como estar... Não, não podia pensar nisso. Moveu a cabeça, afastando so pensamentos sobre ela.
- Isso é bom, hum? Está ficando duro aqui, não está?
Franziu o cenho mais uma vez e o rosto se tingiu com um leve tom avermelhado, Mara nunca falaria aquilo para si, falaria? Talvez só nos sonhos que tivera com ela, mas de verdade não. Os músculos estavam tensos, cada um deles se contraía na tentativa de evitar os sentimentos que aquela coisa causava em si, mas sim, era gostoso, era bom e embora quisesse mentir e dizer que não, o corpo não mentia.
- Mara... Mara por favor, o que...
Murmurou, confuso demais para processar a frase toda, e quando começava a falar, a criatura apertava ainda mais o próprio corpo. A fina ponta do tentáculo deslizou pelo comprimento do sexo e tocou sua ponta, friccionando aquela parte tão sensível que fez com que todos os músculos do corpo tensionássem em conjunto.
- Ah!
- Hum, eu gosto de ver os movimentos do seu corpo... Está tenso, meu irmão? Relaxe...
Outro tentáculo passou pelo corpo, vindo de trás de si, não conseguia ver exatamente o que era que estava ali, só conseguia sentir e ver seu comprimento. A criatura deslizou pelo tórax, abdômen até tocar um dos mamilos, umedecendo um após o outro. Estremeceu e inclinou a cabeça para trás, mas o encosto da cadeira, que por sinal, era dela, impedia de mover demais o pescoço.
- Mara... Mara, por favor... Não faça isso... Eu dou o que você quiser, só não...
- Sim, eu sei que você dá, e é por isso que estamos aqui, você está me dando o que eu quero.
Ela se aproximou dele, mas não o tocou, seus rostos a milímetros um do outro e seu sorriso agora mostrava suavemente os dentes. Uldren quase podia sentir o hálito dela contra o rosto, mas não existia, era somente uma lembrança, talvez sua imaginação.
- Vamos, meu irmão... Me dê o que eu quero.
Confuso ele a encarou, o que é que ela queria afinal? A criatura se moveu, de forma abrupta, esfregando o sexo dele, firme, forte, rápido, Uldren estava sensível, estava tão perto do auge daquela sensação que podia sentir o corpo pedindo por isso, mas devia? Era tão estranho. Um gemido deixou seus lábios, excitado, dolorido e cada pequeno músculo de seu corpo se tensionou novamente quando enfim atingiu o ápice. Os respingos densos caíram sobre seu abdômen, sujando-o de si mesmo e a respiração ofegante mostrava que havia usado de sua força para fazer isso. Ela riu, uma voz que quase ecoou pelo ambiente e se afastou em alguns passos, andando ao redor dele.
- Era isso o que eu queria, irmãozinho.
- ... M-Mara... Me solte agora, eu já... Você está me punindo?
Ela riu mais uma vez, e o tentáculo novamente abraçou o sexo dele, mesmo suavemente adormecido pelo ápice recente. Ele gemeu, sensível.
- Vai me dar mais de você agora, hum? Meu príncipe.
O arrepio percorreu o corpo dele, não só pela frase, mas porque ela soou de certa forma diferente da voz comum dela, era profunda, diferente, quase ecoou na própria cabeça. Uldren fechou os olhos, firmemente e moveu a cabeça, se fosse um sonho, que acordasse agora, já havia sido punido certo? Se é que aquilo era uma punição. Outro tentáculo possuído deslizou por seu corpo, suas coxas amarradas, tocou as glândulas abaixo de seu sexo, fazendo o corpo dele se arrepiar e enfim tocou onde era destinada, o meio de suas nádegas. O corpo dele deu um espasmo, assustado e moveu os braços veementemente, sem poder se soltar.
- Mara! Mara, o que está fazendo?! Não!
- Silêncio, eu não gosto de ouvir você gritar.
A criatura pressionou aquele pequeno ponto, fechado, difícil de ter acesso, mas não se importou em massageá-lo muito tempo naquele lugar e o invadiu, era lubrificada o suficiente para deslizar para dentro de uma vez, ainda assim teve um pouco de gentileza com seu corpo. O gemido rasgou a garganta dele, não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Ardia, doía, era desconfortável, mas ao mesmo tempo podia sentir um formigamento, certamente causado pela criatura, tentando amenizar as sensações que sentia, não era suficiente.
- Mara... Não, por favor! Por favor! Isso não!
- Eu já disse que não gosto de ouvir você gritar.
Sentiu outro dos tentáculos deslizando pelo pescoço, passando pelo queixo e se enfiou na própria boca, impedindo que falasse alguma coisa, ainda que mesmo assim tentasse falar e grunhisse, gemesse contra ele. Franziu o cenho, era um costume fazer isso e já tinha até as marcas de expressão por isso no rosto. A criatura se moveu, se empurrando para dentro do corpo até atingir seu limite e estava tão tenso que podia sentir o coração bater no corpo inteiro, como socos. A sentiu se mover na própria boca, era como se ela exigisse que a tocasse de alguma forma, que a estimulasse de alguma forma, era estranho e bizarro, mas o sabor era estranhamente familiar, quase podia sentir o cheiro dela, de Mara. Resmungou, e quando o fez sentiu o sexo ser apertado, o que causou mais um gemido dolorido. A olhava com os olhos arregalados e podia vê-la sorrir como se estivesse se divertindo muito. O tentáculo se moveu, firme e rápido dentro do corpo, saía e voltava a entrar repetidas vezes. Fechou os olhos em certo momento, não havia nada que pudesse fazer se não sentir aquelas sensações confusas e conflitantes. Era bom, era ruim, era estranho, era tudo de uma só vez, e ainda assim o corpo reagia excitado aos estímulos, não conseguia entender. A criatura se moveu dentro da própria boca, pedindo passagem até o fundo dela e quase tocou a garganta, moveu a cabeça, tentando se livrar dela, não queria sugar aquilo ou fazer qualquer tipo de coisa que lembrasse a si de um órgão masculino. Ela saiu da boca aos poucos, deixando um rastro de saliva suave quando enfim abandonou a si. Tossiu, desviando o olhar a ela com os lábios úmidos e avermelhados. Ela riu, divertindo-se com a própria expressão.
- O que foi? Não é gostoso, meu príncipe?
- Isso é horrível.
Quando disse, a criatura pareceu se zangar, porque se revirou dentro de si e ao redor do sexo. Franziu o cenho mais uma vez e viu Mara fazer o mesmo, mas ela não fazia por confusão, e sim numa expressão maldosa.
- Como você pode dizer que isso é horrível quando seu corpo está tão excitado?
Não sabia responder, realmente não tinha uma resposta para aquilo naquele momento. A criatura se moveu, saindo do próprio corpo por um momento, como se estivesse se preparando somente para entrar novamente, mas dessa vez era somente superficial, estava procurando alguma coisa, e nem a si sabia o que era até ela encontrar. Sentiu o toque naquele ponto tão sensível do corpo, a próstata, e fez a pele se eriçar completamente e o corpo se mover num espasmo. Ela olhou para ele como se tivesse achado algo muito interessante e sorriu. Uldren arregalou os olhos, sabia que não era algo bom aquele sorriso.
- Não... Mara não...
A criatura de moveu, firme e rápida a pressionar e massagear insistentemente aquele ponto. Fechou os olhos com força, era tão agoniante e tão prazeroso ao mesmo tempo que não conseguia emitir mais nenhum som se não os gemidos, vezes abafados, vezes mais altos. Tentava se mover, tentava se livrar daquele toque que deixava a si tão sensível, mas o sexo pulsava excitado e sabia que queria gozar novamente. Sentiu-se tão perto que não conseguia mais suportar, até o tentáculo apertar a si. Apertou firme, forte como um anel, prendendo a circulação do membro e sufocando-o. Gemeu dolorido, quase um grito e novamente estava ali com todos os músculos do corpo tensionados.
- Não! Mara... Não!
- O que você quer meu irmão?
- P-Por favor... Por favor...
Disse, choroso, manhoso enquanto tentava usar todas as forças que tinha para se mover e tentar evitar os movimentos contínuos de ambos os tentáculos.
- Por favor o que?
- Me solte... Por favor... Eu imploro!
- Não é isso que você quer.
Dito, a criatura se empurrou ainda mais firme para dentro do corpo, pressionando insistentemente aquele pequeno ponto. Gritou mais uma vez.
- Por favor me ajude! Não faz isso! E-Eu... Eu não consigo...
- Você só precisa desejar, meu irmão... O que você quer? Diga...
Uldren arfou, estava exausto e não sabia o que dizer, doía tanto aquele aperto, o corpo estava tão tenso.
- Por favor, me deixa gozar!
Gritou, tenso e irritado, sem saber mais o que dizer, era só isso que sentia naquele momento. Ela sorriu, satisfeita.
- Agora sim, é isso que você quer.
O tentáculo afrouxou o aperto e finalmente o deixou ter seu ápice sem impasses. O corpo dele estremeceu, excitado e o gemido deixou seus lábios, prazeroso, satisfeito e aliviado, novamente estava sujo por seus respingos, e além disso, sua pele tinha um suave brilho de suor, seus cabelos grudavam em seu rosto nos fios desordenados, já não tinha mais forças, havia sido drenado completamente.
- Mara...
Murmurou novamente choroso, tinha lágrimas nos olhos, eram de desespero que havia sido elevado pelas sensações do corpo, estava chorando e se quer sabia porquê.
- Ah, isso é tão bom que te fez chorar, corvinho?
Ele estremeceu.
- Por favor... Me mate então, se é isso que você quer, por que me torturar assim antes?
- Por que é divertido.
A voz novamente soou profunda, ecoando dentro da própria cabeça. O tentáculo segurou o sexo novamente, não tinha mais forças, ele até podia desistir de tentar extrair qualquer gota se quer que quisesse de Uldren.
- Você não quer mais ficar duro pra mim, meu irmão?
Ele franziu o cenho, arfando ainda, exausto e ela se afastou alguns passos. As mãos deslizaram pelo próprio corpo, subindo até o zíper da blusa que desceu, abrindo-a devagar. Uldren estava cansado, mas não conseguia desviar os olhos dela, era como estar hipnotizado, queria ver o que ela iria mostrar. A blusa se abriu e os seios dela ficaram à mostra, sua pele pálida num suave tom arroxeado, os músculos suavemente marcados, eram um deleite para os olhos dele. Ele negativou consigo mesmo e fechou os olhos por um segundo, ainda que estivesse exausto o maldito corpo respondia a ela.
- Olhe pra mim.
Ele abriu os olhos devagar, olhando pra ela e sua blusa atingiu o chão quando desnudou a parte de cima de seu corpo. Ela empurrou a calça para baixo, deslizando por suas coxas bonitas que pareciam tão macias, queria saber como era estar no meio delas.
- Gosta do que vê?
Ele arfou, não respondeu, mas era óbvio, o corpo exalava novamente suavemente ereto, e era um inferno, não conseguia evitar.
- Hum, você gosta...
Ele riu, já não sabia mais o que fazer se não rir, era uma situação maldita. Os tentáculos deslizaram pelo corpo novamente, é, aí estavam eles de novo, dois deles tocaram seus mamilos, outro o agarrou mais uma vez em seu sexo. Ela se aproximou devagar e parou em frente a ele, abaixou-se e sua boca tocou seus lábios, mas ele não podia senti-la completamente, era um vislumbre, era como tentar tocar alguma coisa e não conseguir, era desesperador. Abriu os olhos, olhando seu rosto tão bonito em frente a si.
- Isso vai doer... Um bocado.
Sua voz soou para si, mas não era a voz dela, era a própria, exatamente na mesma frase que havia dito dias antes, quando matara aquele guardião. Arregalou os olhos, sentindo os tentáculos deslizarem pelo corpo e sentiu dois deles se empurrarem para dentro de si, exigindo espaço no corpo já dolorido e dessa vez, não estava formigando. Ardia como fogo, doía tanto que sentia o corpo perder a força, estava distante e soluçava, manhoso, desesperado.
- Mara!
Gritou e fechou os olhos, sentindo as lágrimas escorrerem pelo rosto.
- Olhe pra mim.
Negativou, não aguentava mais, só queria parar de sentir, queria que o corpo se esvaísse, queria que os sentidos sumissem.
- Olhe para mim!
Devagar abriu os olhos, era uma última esperança olhar para ela, e quando o fez, viu em frente a si a enorme boca e dentes afiados, não era Mara, era a Riven. Gritou a plenos pulmões, sendo sugado para dentro dela e finalmente, finalmente conseguiu acordar.
Corvo se sentou na cama rapidamente, tinha o corpo coberto de suor, a respiração pesada e descompassada, olhava ao redor para saber onde estava, era o próprio quarto. Estava no Elmo, estava a salvo. A luz brilhante acendeu ao lado dele e ele reagiu num sobressalto.
- Centelha! Você quer me matar do coração?
- Seus batimentos estão acelerados... Está tudo bem? Teve outro pesadelo?
- Eu estou bem... Está tudo bem...
Corvo respondeu e deslizou a mão pelo rosto, esfregando os olhos.
- Tem certeza? Eu posso fazer uma análise do seu corpo e...
- Centelha! Só... Só volte ao modo de repouso.
O fantasma concordou e desligou, se ajeitando a seu lado no móvel. Corvo suspirou pesado e segurou o edredom preto, erguendo-o suavemente para perceber a roupa úmida. Negativou com a cabeça.


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