Vessel e Noah Sebastian #18 (+18)


Quando terminaram de comer, entraram para sua sala. Rhys pegou os dados para começarem o jogo e Adam seria o mestre, Noah não entendia absolutamente nada sobre nada, então esperou alguém explicar para si, atento, mas sabia que só entenderia quando finalmente começassem a jogar. Se sentou perto dele, claro que tentou deixa-lo livre já que estavam perto de seus amigos, mas as vezes, tocava sua perna, seu braço, sua mão, era sutil e naquele momento específico, acariciou sua nuca com as unhas como ele gostava, o olhava de canto de olho e o percebia um pouco sonolento pela cerveja.
- Quer se deitar no meu colo pra cochilar um pouco? - Murmurou para ele, mas Rhys fez um pequeno bico.
- Ah, não, se o Leo sair vai perder a graça. 
- Sei lá, um dragão pode ter comido ele. - Noah disse, ainda perdido no jogo, mas riu em seguida.
Quando terminaram a longa conversa, o que havia passado por diversos temas, na verdade em muitas situações nem mesmo entendia como haviam chegado em determinado assunto, mas Leo logo pegou Sebastian no colo, aos poucos, muito facilmente se enturmando com o novo pequenino da casa, em certo momento até se acomodou ao peito, como se fosse uma criança adormecida, porém o colocou na caminha que ganhou de Noah, e ele obedientemente ficou, ao lado do sofá, quase como se entendesse o que estavam fazendo com os dados e a conversa alta na sala de estar. O sono vinha facilmente após o álcool, era mesmo fraco pra bebida, com o toque das unhas curtas do outro, ficava ainda mais difícil, até riu por isso, quase como se estivesse embriagado, porque riu quase languido. - Não, tudo bem, eu ainda vou degolar o Ivy.
- Nós vamos, minha aranha. - Noah disse num riso e desviou o olhar a ele, sorrindo. - Eu posso dar um beijo nele? 
- Jogue os dados. 
Noah arqueou uma das sobrancelhas e jogou os dados como pedido, tirando um incrível dois.
- No rosto. 
Noah estreitou os olhos.
- Ah, pelo amor de Deus.
Leo riu achando graça que ele tenha pedido isso, tal como Adam tenha aceitado a interação com base no jogo e negativou. Segurou a cabeça de Noah no topo dela, o trouxe perto e beijou sua testa, depois seus lábios, na verdade num estalo firme. Por fim voltou a atenção ao jogo, já estavam conspirando histórias e jogando os dados há horas, por isso resolveu se levantar e fazer café, desinteressado da cerveja. Por fim voltou e deixou um pouco do café para Adam também, que como a si era fraco para a bebida. Para Noah e os outros pegou mais algumas cervejas.
- Ah não! Beijo no rosto com dois? Tinha que ser um beijo no dedo do pé esse dois. Por que que na minha vez é sempre tropeçar e cair de cara e com ele é beijo no rosto? - Disse Rhys. 
- É, o Rhys tá certo, então só no dedo do pé mesmo. - Respondeu Adam. 
- Mano... E eu ia abaixar do nada, tirar o sapato dele e beijar o pé? - Disse Noah. 
- É isso mesmo. - Respondeu Adam. 
Noah estreitou os olhos e riu, gargalhou na verdade.
- Mas que filho da puta. Especificamente o pé? Eu não posso beijar outro lugar?
- Não, esse lugar que você tá querendo aí é um 20. - Disse Rhys. 
- Mas eu nem falei lugar nenhum. - Noah fez um bico, rindo em seguida e fechou os olhos para aceitar os beijos dele, suspirou, o amava tanto.
- Se fosse um ia ter que ser um beijo na bunda. - Disse Rhys. 
Noah riu, gargalhou na verdade e negativou.
- Como se o Leo fosse deixar. Nem eu deixo. 
Dave já estava na quarta cerveja, também não era muito forte pra álcool, então os sinais já estavam bem específicos no próprio rosto, já estava meio bêbado.
- Não? O Rhys deixa. 
O silêncio pairou pela sala conforme todos se voltaram a Dave, Noah, principalmente, era um comentário que realmente não esperava. Sentiu o rosto ficar vermelho e nem sabia o motivo. Rhys desviou o olhar ao amigo, arregalando os olhos conforme o ouviu, mas ele só estava lá sentado com a cerveja na mão e nenhuma vergonha na cara.
- O Dave já tá bêbado já. Vai começar a falar merda.
- Mas você deixa mesmo. Você gosta ué. 
- Cala a boca, Dave. 
Noah riu, embora tentasse conter e cobriu o rosto com uma das mãos.
- Ta... Se o Leo tirar um 20 ele pode.
- Eu não acredito que o jogo se tornou... Isso. - Leo riu, divertido. - Estamos jogando verdade ou desafio agora nessa porra? - Completou ainda risonho enquanto bebericava do café. Após aquele silêncio de constrangimento para Rhys, se aproximou de Noah o suficiente para falar baixo. - Foi assim que o lance deles ficou meio suspeito. - Referiu-se à Dave. No fim se virou para o vocalista, encarando-o com surpresa pela resposta, não por ela em si, mas pela condição dada por ele. - Ah? Você está mesmo condicionando meu ato de acordo com um dado de RPG?
Noah riu, divertido.
- Estou entrando na brincadeira ué. Não é sério, relaxa.
- Ah não, agora tenta jogar esse dado, tem criança chorando, gente gritando. - Disse Rhys. 
O riso soou entre os dentes de Leo, quase maldoso na verdade. Deixou o café de lado por um momento e pegou o dado. Olhou para Noah de soslaio, olhos estreitos e deu um sopro na peça entre as mãos, então jogou. Noah riu conforme ele entrou na brincadeira, mas começou a ficar preocupado com o resultado, ainda mais quando o número 20 apareceu na mesa. Rhys deu um grito e Dave quase morreu de ataque cardíaco, distraído com sua cerveja. Adam riu divertido, e talvez fosse a primeira vez que o via rir com tanta vontade a noite toda.
- PRONTO, agora leva o Noah lá pra cima. - Rhys disse num riso divertido e quase derramou a cerveja quando voltou a se sentar, tinha até levantado no resultado.
- Gente, eu nunca vi uma jogada tão esperada. - Disse Adam.  
Quanto a Noah, claro que riu divertido da reação exagerada de Rhys, cobriu o rosto com ambas as mãos por um instante e jogou os cabelos pra trás em seguida, expondo o rosto que parecia uma pimenta de tão vermelho. Desviou o olhar ao namorado e assentiu algumas vezes, indicando que iria concordar com o resultado.
- Você tinha uma chance em vinte, eu vou deixar. 
Rhys riu divertido novamente, deixando a cerveja de lado para bater palma algumas vezes.
- Pronto, já montamos a noite do casal.
- Caralho, Rhys... - Dave disse no sobressalto, até se sentiu mais desperto por isso, primeiro o cão e agora Rhys, hoje era o dia.
- Eu ainda não acredito que no tanto que o Rhys ficou feliz por isso, parece até que é ele que quer. E acredito menos ainda que você está dando corda por causa do jogo. - Leo riu e negativou, pareciam uns adolescentes, constou pela segunda vez naquele dia. - Acho que nem o Grammy do Adam deixou o Rhys tão animado.
- Ah, porra eu já tô bêbado, pra mim tudo é motivo pra comemorar. Um vinte é difícil hein. 
Noah riu divertido.
- Porra, eu adoro jogos, tô meio que dando corda sim.
Leo olhou para Noah de soslaio, e deu um sorrisinho. 
- Hum, vou me lembrar. Mas aí, que ideia é essa que você gosta, Rhys?
Noah sorriu a ele, sem entender exatamente o quê ele iria se lembrar. Riu.
- Gosto de que? 
- Ele esquece quando é conveniente. - Disse Adam. 
- Eu não gosto de nada, o Dave que é idiota.
Dave riu, o riso soou entre os dentes, evidentemente provocador e meio alterado. Leo riu como Dave, achava divertida a forma como Rhys fingia incompreensão e até um pouco de desdém para disfarçar. Noah riu junto, achava engraçada a interação dos dois, não conseguiria ser assim, achava que as coisas precisavam ser ditas, não tinham muito tempo na terra, passar daquele jeito, fingindo não sentir nada não era pra si. Terminaram o jogo, na verdade, terminaram até rápido demais, porque Dave já tinha pego no sono duas vezes e Rhys tinha que chutar sua perna para acorda-lo, toda vez que ele acordava, não fazia ideia do que estava acontecendo.
- Gente, foi divertido, mas eu vou indo antes que o sono me mate. - Disse Adam. 
- Mano, eu não acho que eu consiga dirigir, podemos dormir aqui, Leo? - Disse Rhys. 
- Acho melhor vocês dormirem por aqui mesmo. Até você, Adam. A menos que vá de Uber ou táxi. - Leo indicou, mas sabia que Adam normalmente preferia ir para casa, era reservado e Rhys e Dave muito falantes, era fácil tirar a energia do baterista, mesmo que naquele dia ele parecesse mais animado.
- Hum, não, eu quero começar uns ensaios amanhã bem cedo. Você me conhece, eu sou meio regrado. - Disse Adam.  
Noah sorriu, não queria opinar porque, o que queria mesmo era ficar sozinho com ele, mas ficariam no quarto, então.
- Eu me ajeito no sofá, o Dave dorme no chão. - Disse Rhys. 
- Por que eu no chão? 
- Então pegue o Uber, hum? - Dito, logo estavam em pé e ajeitavam as coisas. Leo acompanhou Adam até a porta e aguardou pelo motorista até que ele entrasse no carro. Dave já estava praticamente desacordado e podia ver Rhys ajeitar um cobertor que Noah havia dado a ele, cobrindo o baixista, era um idiota. Noah se despediu de Adam e ajudou Rhys a ajeitar as coisas, o sofá abria, era confortável até demais, na verdade só descobriu que o sofá abria naquele momento, teria sido muito pertinente saber daquela informação algumas horas antes, ou dias antes. Rhys fazia suas provocações, mas agora estava tirando os sapatos do baixista, meio desajeitado como um adolescente a fazer piadas sobre um amigo e o deitou no sofá, depois, se deitou com ele.
- Bom, boa noite caras, até amanhã. - Disse Noah. 
- Até amanha. - Disse Rhys a cruzar os braços, fingindo não querer encostar no baixista, mas Noah sabia que quando subisse, seria diferente. Riu consigo mesmo, seguindo para a escada a esperar por Leo. - Vamos?
- Boa noite, crianças. Nada de vir pro quarto do papai na madrugada. - Leo brincou, provocando os amigos, ou melhor, o único acordado. Ajeitou algumas coisas na cozinha ou seria incapaz de se deitar. Após isso subiu com Noah.
Noah subiu com ele após ajudá-lo com algumas coisas, não gostava quando ele fazia tudo sozinho, após entrar no quarto, se jogou na cama, gemendo dolorido quando o fez.
Leo entrou no quarto e fechou a porta atrás de si, precisava de outro banho, sentia essa necessidade. 
- E aí, gostou do seu dia?
- Meu dia? - Noah riu.- É seu dia. Seu aniversário.
- Mas foi diferente pra você, com os caras e o jogo.
- Ah, pra mim foi ótimo, eu gostei muito deles. São divertidos. O Rhys então... - Riu.
- Eles ficam bem descontraídos perto de você, acho que se contagiam de alguma forma. O Rhys costuma ser mais quieto. 
Noah sorriu.
- Eles parecem mais animados que eu até, na verdade. - Levantou-se e tirou a camiseta. - Preciso de um banho.
- Hum, normalmente eles são menos espalhafatosos. E bem, você anda um pouco instável pensando sobre a música, quer falar alguma coisa sobre isso ou já sente que foi suficiente? - Leo disse e se aproximou dele, sentou-se a beira da cama e tocou sua pele agora nua sem a camisa.
Noah suspirou e virou-se para ele, segurando seu rosto com ambas as mãos e o ergueu, selando seus lábios.
- Está tudo bem... As vezes eu me lembro de algumas coisas, mas eu vou ficar bem. Acho que eu passei por muita coisa, num período curto de tempo, e a minha vida já não era muito fácil antes, aí o burnout veio. - Sorriu meio de canto. - Mas estou me curando, você me faz muito bem.
- Você sabe que pode falar comigo se precisar, hum? - Leo indagou, sentindo as bochechas apertadas entre suas mãos, forçando um biquinho tênue enquanto falava. - Sei que talvez pense que não pode, porque acho a música muito importante na minha vida, mas não é como se eu fosse cego pra todas as implicações ao redor disso. Sinto que em algum momento te dei a impressão de ser impassível quanto a isso, mas não.
Noah o ouviu em silêncio e assentiu, deslizando as mãos para seus cabelos, deixando seu rosto.
- Eu sei... Quer dizer, eu... Entendi isso. Eu só... Sei lá, eu sinto que eu devia ter passado mais tempo trabalhando quando eu estava tentando sobreviver. Eu não... É complicado explicar. Eu tive uma infância difícil.
- Eu sei que sim, mas você não pode voltar atrás, não vai recuperar o tempo que deixou pra trás, mas você pode fazer o melhor com o que tem daqui em diante. - Leo disse e tocou seus quadris, segurando-o quase nas nádegas. - Pode soar mal, talvez como incompreensão, mas não há nada que realmente possa fazer sobre o que ficou para trás, senão deixar exatamente onde está. - Sorriu, não era um sorriso feliz de fato, era quase um lamento.
Noah assentiu, suspirando profundamente.
- Mas enfim, não deveríamos estar falando sobre isso. Quantos anos a minha pequena aranha está fazendo? Trinta e três? - Disse num sorriso e abaixou-se a selar seus lábios novamente.
- Sempre vou querer falar sobre as coisas que afligem você. Quando falamos sobre as coisas, as vezes ganhamos mais clareza. - Dito, então sorriu. - Vinte e três. 
- Basicamente, o que você precisa saber é que, minha vida foi caótica. - Noah riu. - Você não precisa de detalhes porque isso não vai ajudar em nada. - Disse num suspiro e tocou a ponta de seu nariz. - É, você tem carinha de vinte e três mesmo. - Riu. - Você é a pessoa mais linda desse mundo.
- Eu sei, não estou pedindo pra me contar tudo, só estou dizendo que quando algo te incomodar, talvez possamos desenrolar essa linha embramada juntos. - Leo sorriu canteiro novamente, o que riu em seguida um pouco mais descontraído dessa vez. - Na verdade eu já tinha cara de 30 quando tinha 18, mas tudo bem. - Riu. - Estou fazendo 32.
- Claro que não. - Noah estreitou os olhos. - Que absurdo, você sempre foi lindíssimo, por sinal eu salvei os seus vídeos antigos no meu celular pra ficar vendo no estúdio. - Riu.
- Ah, como é cheio de xavecos, hum?
- Pior que é verdade, não é nem xaveco. - Noah riu. - Você vem tomar banho comigo?
- Eu vou, eu preciso de um banho. Estou com frio e mesmo assim me sinto suado.
Noah franziu o cenho e abaixou-se, tocando sua camiseta, a retirou e suspirou ao ver seu corpo.
- Difícil. Você vai ter que tomar banho de roupa. - Riu.
Leo levantou-se conforme sua menção de ajudar a si com a roupa, o deixou fazer aquilo, Noah parecia muito disposto e feliz em cuidar, então não conseguia fazer diferente disso, se o deixava feliz, ficaria também. As vezes se perguntava o que mais o satisfazia, cuidar ou ser cuidado, mas não sabia como falar sobre aquilo, então apenas deixou para descobrir com o tempo. Riu e deixou a camisa na beirada da cama. 
- Hum, seu pequeno tarado.
Noah riu, beijando seu rosto, depois seu queixo e seu pescoço, mordeu suavemente a aspirar seu cheiro.
- Hum... Eu estou meio bêbado... - Suspirou, profundamente. - É bom fazer isso quando eu estou leve assim, mas você está cansado, então. - Disse a baixar sua calça com cós elástico, deixando-a no chão.
- Não me parece nada bêbado, garoto. - Leo disse, brincando com a forma como o chamou. Tocou a ponta de seu nariz pequeno e alinhado, era um nariz realmente muito bonito, Noah era inteiramente bonito, era até difícil de compreender. - Vamos, no banho a gente vê se meu cansaço não vai embora.
Noah formou aquele bico típico com os lábios e riu baixinho.
- Eu disse meio. Hum... Tá bem. - Sorriu e seguiu ao banheiro, tirando a própria calça no caminho, estremeceu suavemente, ali dentro não era tão frio, mas ainda assim estava frio. Tirou a roupa íntima e ligou o chuveiro, sempre ficava um pouco tímido quando iam entrar no banho, não sabia porque, mas a luz amarela e baixa do banheiro dele era realmente confortável. - Hum, vamos usar essa banheira qualquer hora.
Após deixar a roupa no chão, Leo abaixou-se e pegou-a, colocando na cama antes de seguir até o outro cômodo. No banheiro tirou o que restava da roupa enquanto olhava para Noah que fazia o mesmo, ele sempre parecia um pouco tímido quando fazia isso, quase como se já não tivesse visto tudo o que tinha por lá. Gostava da poluição visual em sua pele, combinava muito bem com ele. Era curioso como ele conseguia ser delicado mesmo com aquela proporção física toda, sorriu ao pensar nisso e logo entrou com ele sob a água. 
- Se quiser, pode ligar e deixar encher enquanto usamos o chuveiro.
- Hum, tem certeza? Eu não sei se você quer dormir logo. - Noah disse a se aproximar e o abraçou, beijando seu pescoço, faziam só algumas horas, mas já estava com abstinência dele.
- Eu posso dormir na banheira com toda certeza. - O riso soou entre os dentes de Leo e retribuiu o abraço, o beijou no pescoço como ele o próprio, dando uma mordidinha leve. Noah suspirou e riu baixinho, afastou-se dele apenas para abrir a torneira, deixando a banheira encher, era uma banheira de hidromassagem e era grande, o que era bom, já que os dois eram grandes. Quase riu ao pensar nisso. Pensou também que provavelmente nunca teria visto uma dessas se agora não fosse rico. Voltou para ele e o agarrou na cintura.
- Onde estávamos? - Disse e sorriu, perto demais de seus lábios e os selou algumas vezes.
Leo deu a ele o espaço para fazer o que pretendia, mas o recebeu nos braços logo em seguida, não levou muito tempo. Deu-lhe um sorriso a recepciona-lo, quase sentindo a respiração dele contra os próprios lábios diante da proximidade, então retribuiu os beijos, pequenos toques esporádicos e riu por isso. 
- Estávamos cogitando dormir na banheira. - Brincou.
- Eu acho uma péssima ideia, eu me mexo muito dormindo e ia me afogar com certeza. - Noah riu e suspirou, sentindo o toque quente e confortável da água, e claro, das mãos dele. O beijou, tomando espaço em sua boca com a língua e agora o suspiro foi muito mais evidente, quase de alívio, estar a sós com ele de novo, se sentir só dele de novo.
- Mas é claro que eu estaria segurando você. Além do mais, eu quase posso imaginar o susto que você levaria ao acordar deslizando na banheira. - Leo riu, mas retribuiu o selo inicial com seus lábios, o que deu espaço para algo além em seguida. Suspirou como ele, embora não tivesse consciência do motivo, era apenas confortável. Retribuiu seu beijo, até o momento apenas aquilo era o que precisava apreciar, não estava pensando em nada sexual, mesmo embora Noah estivesse sendo claro sobre isso desde o início, naquele momento queria apenas aproveitar o toque exatamente sem pretensões.
Naquele momento, Noah estava igual, em uma sintonia estranha com ele, queria só o beijo, talvez um aperto entre seus braços e era suficiente. Podia ouvir a água cair sobre o corpo dele e o próprio, quase uma carícia de um dia chuvoso, gostava muito dessa sensação. Suspirou e deslizou as unhas por sua nuca, depois o topo de sua cabeça, acariciando ele como sentia aquela carícia. Copiosamente, Leo seguiu por ele, indo de suas costas, sentindo cada elevação da espinha dorsal, até encontrar seus cabelos agora molhados, segurou os fios entre os dedos, contra o couro cabeludo onde pressionou os dígitos com uma massagem leve, um carinho. E no beijo, mesmo que fosse apenas um simples contato, sem pensamentos sexuais envolvidos, claro que os dentes aparência, mordiscando seus lábios, gostava de sentir a densidade, sua presença física, por isso segurava sempre com firmeza, sempre modiscava, ou mesmo sugava, gostava de ter o atrito, mesmo nas carícias mais ingênuas. Não era um beijo sexual, mas escalonava muito rápido para Noah, principalmente porque já estava meio animado com ele pelo toque que tiveram do lado de fora da casa antes, agora num lugar confortável e quentinho era ainda melhor. Suspirou profundamente e retribuiu sua mordida com uma pouco mais firme, causando aquele inchaço suave em seu lábio, sabia que ficaria quente.
- Hum... - Leo murmurou sob o toque, sentindo uma leve pulsação no lábio pela mordida, ficava sensível logo depois. Ao interromper o beijo, o fitou de perto e deu um sorrisinho enquanto lambia o lábio ferido. Noah suspirou mais uma vez quando enfim o beijo terminou e sorriu a ele em retribuição, ele era lindo demais.
- Quer que eu me ajoelhe pra cultuar você, ah? - Disse num pequeno sorriso, se referindo ao que havia dito mais cedo pra ele, sobre querer cultuar ele como um Deus.
Leo sorriu com um risinho entre os dentes.
- Você quer ficar de joelhos, hum?
- Hum, não é assim... Tem que me dizer o que você quer, não é assim que funciona?
- Não estou pedindo indiretamente, estou sugerindo o que você quer fazer ajoelhado. Está com a boca solitária, hum?
Noah sorriu meio de canto, não era isso que queria realmente, então suspirou.
- É, está um pouco sim.
O riso soou entre os dentes de Leo, percebendo que na verdade ele nem havia tentado ser sutil, queria mesmo ser provocado. 
- Então agora você não quer ser um rei, hum? Apenas um servo?
Noah sorriu, mostrando os dentes.
- Não, meu amor, eu só quero que você diga que quer que eu chupe você.
Leo sorriu canteiro, talvez um pouco incomodado sobre ser tratado como bobo. 
- Apenas se abaixe e faça isso.
- Hum... Eu não estou sendo cínico, se pareceu isso. - Noah disse num suspiro.
Leo ergueu a mão e tocou o rosto dele, o segurou entre os dedos, contornando a mandíbula até o queixo e então seus lábios. 
- Não muda nada no que eu te mandei fazer.
Noah franziu o cenho, um pouco confuso com sua ordem, a expressão deixava isso evidente, não que não fosse excitante ver ele falando assim, mas parecia uma briga, não queria soar grosseiro com ele. Ajoelhou-se a sua frente e claro, saiu da água, ou seria um problema fazer aquilo embaixo dela. Tocou seus quadris, sentindo a pele macia, afundou os dedos ali e o puxou para si. A mão de Leo acompanhou o percurso, abaixando-a com ele, tendo ainda em seu rosto, afagou a bochecha com o polegar, notando a feição aparente, deu-lhe apenas uma piscadela, indicando ou tentando, que não estava bravo com aquilo, havia entendido. Aproximou-se conforme puxado, guiando apenas a pelve em direção a ele. Quando Noah notou que ele acompanharia a si com a mão, ajoelhou até mais devagar, queria o toque, queria ver ele tocando a si daquela forma. Ergueu o rosto, olhando pra ele e sorriu, entendendo o que ele queria dizer.
- Hum, hoje eu vou servir o meu cavaleiro então... - Disse e tocou seu sexo com uma das mãos, o segurou, mas desviou para sua coxa, onde mordeu.
- Hoje você vai se servir com o seu cavaleiro. - Leo retrucou e deslizou a mão ainda em seu rosto, porém seguiu até a nuca diante da mordida na coxa, ali o apertou, como se daquela forma amortecesse um pouco seu dolo, ainda que fosse um reflexo, já que aquilo era esperado, sentiu mais pela mordida do que seus dedos no sexo. Estremeceu, dolorido. Noah gemeu contra sua pele ao sentir o puxão nos cabelos, mas também gostava disso, então não era uma reclamação. Lambeu a pele, como se daquela forma aliviasse a dor da mordida, mesmo sabendo que ele não ligava realmente, já que seu sexo estava duro na própria mão agora, mais do que antes. Sorriu e lhe deu um beijo no sexo, apenas como um carinho pelo que havia feito em outro lugar, depois abriu a boca, ameaçando morde-lo ali, mas não fez. Leo apertou os olhos suavemente ao sentir o beijo na pele, quase um consolo dos lábios para o que havia feito com os dentes. O movimento seguinte no entanto, tornou a vista mais atenciosa ao que pretendia, embora não tenha vacilado, não sabia se porque confiava nele ou se porque iria de fato experimentar a mordida, mas não veio, então sorriu. Noah riu baixinho e negativou.
- Eu não vou fazer isso. - Disse e beijou-o novamente, deu uma mordida suave, como já havia feito antes, porém o enfiou na boca em seguida, sem muita delonga, sugando-o em sua ponta. Leo sorriu em resposta e desviando da nuca, subiu até o topo da cabeça, enroscando os dedos nos fios junto ao couro cabeludo. Fechou os olhos embora quisesse olhar pra ele, sentindo o toque quente dentro de sua boca, já não sabia o que aquecia mais a pele, ele ou a água do chuveiro. Noah fechou os olhos da mesma forma, tentando dar atenção ao que fazia, naquele dia, quem havia recebido atenção ali era a si, na cozinha, agora queria retribuir. As unhas marcaram sua pele ao aperta-lo nos quadris, segurando-o ali com ambas as mãos e suspirou pelo nariz, porque sabia o que iria fazer, puxou-o para si, cuidadoso, mas o colocou por inteiro na boca, é, estava se acostumando a isso, quando o tirou, o lambeu na ponta, uma provocação antes de repetir o movimento.
Leo podia sentir o ar quente vindo de suas narinas contra o ventre, a medida em que se enfiou até o fundo de sua boca, então tornou a sair. As vezes, deixava escapar um pequeno rastro da voz junto da respiração, deixando pesadamente a pequena abertura entre os lábios entreabertos. Nem mesmo percebia suas unhas, ainda que aos poucos Noah estivesse as empurrando cada vez mais na pele como um reflexo de sua excitação. Sabia não apenas se excitar com a sensação da sua língua, como também o fato de estar excitado enquanto apenas colocava a si dentro da boca. Noah estremeceu uma hora, era muito fácil se excitar com qualquer toque dele, ainda que fosse a si mesmo que fazia, quando percebeu que o podia estar ferindo com as unhas, soltou, como um gato as encolhendo para não machucar o dono. Gemeu, baixinho contra ele, ele saberia que teve um rastro de voz ali, embora estivesse um pouco abafado. Segurou uma das mãos dele, precisava que ele tocasse a si, e seria ainda melhor se mantivesse a mesma ideia com que ele segurou o próprio rosto. Hum... Teria sorriso consigo mesmo se pudesse. Guiou a mão dele ao próprio rosto, sabia que ele estava de olhos fechados, então poderia sentir o que fazia com suas mãos, como ele mesmo dizia. O fez tocar a própria boca, sentindo os movimentos que fazia com ela, até lambeu um de seus dedos e mordeu a ponta de seu dedo médio, depois o enfiou na boca outra vez e desceu sua mão para o próprio pescoço, deixando-o sentir o caminho que seu sexo fazia. Leo tateou seu rosto com as mãos guiadas, sentindo sua forma e até sorriu por isso. Não abriu os olhos, deixando que as mãos enxergassem por si, privar um sentido sempre aguçava os outros. Tocou seus lábios e sentiu o toque macio da mucosa, a umidade leve que não era a água do banho. A língua maleável e aveludada no toque, que podia sentir nos dedos com maior precisão sua textura. Quando mordido entendeu que sua brincadeira ali havia terminado, e então voltou ao posto anterior, tragando do corpo como quem bebe água com verdadeira sede. Deslizou pelo pescoço e sentiu como a região estava aberta e receptiva para o que fazia, o riso soou entre os dentes, mas bem, eram músicos, lidar com a respiração e a garganta podia ser uma verdadeira vantagem ali. 
- Hum, você sempre foi mesmo profundo, Seb. - Brincou com o trocadilho. Àquela altura tinha a voz um pouco embargada, afetado pelas sensações do corpo.
Ao ouvi-lo, Noah teve que parar o que fazia porque riu e não conseguiu se concentrar em não rir. Ergueu-se a beijar seu abdômen como ele fazia consigo, e era um detalhe que adorava por sinal, e nem sabia porquê. Levantou-se e limpou a boca com o polegar.
- Acho melhor deixar um pouco pra outro lugar, hum? A banheira está esperando a gente. - Murmurou e aproximou-se dele, beijou seu pescoço e encostou o corpo ao dele, mostrando que estava tão excitado quanto ele e nem se quer havia tocado a si mesmo. Suspirou, dando pequenas mordidinhas em sua pele, mas se afastou a olhar pra ele. - Leve seu rei pra banheira, hum?
Leo riu com ele, embora tivesse falado com seriedade na voz, a reação dele certamente arrancava a sobriedade da fala. Porém ao vê-lo se levantar sorriu, apenas com o canto dos lábios. 
- Achei que eu seria o único servido dessa vez. - Disse, provocador, mas claro que não estava falando sério. Tocou seu corpo entre ambos e acariciou entre os dedos seu membro ereto saudando a si, moveu em suave ritmo de vai e vem.
- Ah, mas você vai, só não quero inundar seu banheiro. - Noah disse e riu, dando um suave espaço para sentir seu toque, mordeu o lábio inferior e empurrou suavemente os quadris para ele, selando seus lábios, os lambeu, queria lamber e morder ele todo, era lindo, sentia raiva que ele não entendia o quanto era lindo. - Você está sendo mau comigo hoje, ah?
Leo retribuiu o beijo superficial e lambeu-o como ele a si, cruzando contato com sua língua, porém afastou-se do toque, apenas para ser capaz de olhar pra ele. 
- Eu? Quando fui?
Noah riu baixinho conforme ele perguntou.
- Hum... Está me provocando. - Disse, manhoso.
- Eu não provoquei você. - Leo disse, um pouco confuso sobre o que parecia ter feito. Porém sorriu, achando fofa a feição dele, tal qual o timbre de sua voz. - Você é tão bonito...
- Provocou sim. - Noah disse e cutucou ele em sua cintura, mas riu em seguida, franzindo o cenho. - Do nada? Ah, você é que é.
- É que você está fazendo uma carinha fofa. - Leo riu entre os dentes e beijou seu nariz. - Vamos, tomar banho de banheira com meu patinho que não é de borracha.
Noah riu, não havia percebido a expressão, então agora estava envergonhado. Beijou o rosto dele e assentiu, desligando o chuveiro e seguiu com ele, mas antes, pegou o pequeno vidro de lubrificante a prova d'água que havia deixado na parte dos shampoos, é... Estava deixando um lubrificante em cada cômodo, riu consigo mesmo. Enquanto ele se ajeitava, Leo reparou no pequeno frasco a mais, percebeu que era um gel lubrificante, que por sinal não havia notado até então, Noah cuidava bem dos cabelos, então imaginou que talvez tivesse deixado algo ali, mas agora percebia que não. O fitou por um minuto inteiro.
- Eu não acredito que deixou um lubrificante em cada cômodo por onde a gente passa, Noah... - Dito, riu, quase gargalhou na verdade.
Noah deu de ombros e riu, divertido.
- Ué, vamos parar no meio pra ir buscar no quarto? Não, então tem um na sala, um no quarto e um aqui no banheiro. E vou providenciar outro pra cozinha depois de hoje.
Leo arqueou ambas as sobrancelhas como quem impressionado, mas riu. 
- Bom, as pessoas teriam se locomovido até o quarto. Mas parece que você tem fetiches com cômodos da casa. - Disse, provocando-o mais uma vez, então seguiu até a banheira, estendeu a mão assim que entrou, dando-lhe estabilidade para pisar dentro dela também. - Venha, meu patinho ninfomaníaco.
Noah riu, novamente divertido.
- Ah, mas... Não é que eu tenho fetiche, é que já estamos lá... Vamos até o quarto pra que? Eu não sou ninfomaníaco, eu sou Leomaníaco, são coisas diferentes. Só tem uma pessoa que eu quero atacar sexualmente em cômodos da casa. - Disse num riso e entrou com ele, esperou que ele se sentasse e se sentou em seu colo, ainda que a banheira coubesse muito bem os dois.
Leo riu, divertido, gargalhou na verdade e o teria abraçado, mas viu que esperava para se acomodar, então se sentou, apoiando-se à beira, então o recebeu no colo, apoiando as mãos em seus quadris.
- Me atacar, hum?
É, Noah adorava a risada dele, sentia o coração quentinho toda vez que ouvia. Quando se sentou em seu colo, ele nem precisou de muito porque quem o abraçou foi a si, selando seus lábios várias vezes.
- Uhum... Vou te atacar agora, por sinal.
- Hum, ataque de tubarão? Ou de patinho? - Leo indagou e sorriu novamente, agora sem ruir com isso. Deslizou as mãos ainda onde estava, repousando em suas nádegas, fez movimento circular na região, o acariciando.
- Tubarão. - Noah disse num sorriso maldoso e aproximou-se, mordeu seu ombro, indicando o que havia dito. Com uma das mãos, entregou o lubrificante a ele, sutilmente, indicando que tocasse a si.
Leo riu, divertindo-se com a reação, quase um pequeno impulso como o bote de um gatinho. Deu-lhe um tapa na nádega, abafado e suavizado pela água que se agitou no movimento. Mas ergueu a mão e aceitou o lubrificante, era transparente, cristalino como água, o aroma era levemente mentolado, mas tinha apenas um leve frescor. 
- Levanta um pouquinho, hum. - Pediu gentilmente. 
Noah riu junto dele ao se afastar e beijou seu rosto antes de então se levantar, suspirou, estava tão quentinho ali dentro, quase riu porque, bem, quase tinha o sexo da altura de seu rosto.
- Oh hello, sir. 
Leo murmurou diante da vista e o beijou, porém na altura do umbigo, enquanto fazia isso porcionou uma pequena dose do lubrificante nos dedos e após colocar o frasco ao lado, levou o toque a seu corpo, tocando-o em seu íntimo com a sensação do gel deslizando na pele, foi direto com ponto, com dois dos dedos levando espaço e lubrificante para dentro dele. Noah sorriu a mostrar os dentes, inferno, realmente adorava o sotaque dele.
- As vezes, eu tenho vontade de te amassar tanto que eu sinto que eu te explodiria. 
Riu divertido e acariciou seus cabelos loirinhos e macios, mas o toque dele veio repentino, então cessou o riso com um gemido suavemente dolorido, sabia que isso aconteceria pelo que haviam feito mais cedo, tudo bem, o problema foi que agarrou os cabelos dele com uma das mãos, no susto, não na intenção de feri-lo.
- Ah? - Leo indagou, risonho mas um pouco confuso, e ainda, concentrado no que fazia atrás dele. Teve um pequeno espasmo no rosto, fechou um dos olhos e enrugou suavemente o nariz diante da puxada nos cabelos, porém, não resmungou por isso, mesmo que o toque tivesse vindo um pouco brusco. Já ali atrás, sentia-o com a passagem relativamente fácil, acostumado pelo sexo da manhã, embora sensível pelo mesmo motivo.
- Desculpe... - Noah disse a soltar seus cabelos no mesmo instante em que percebeu, acariciou sua cabeça, massageando o couro cabeludo como um pedido de desculpas e suspirou, tentando relaxar o corpo para ele, era fácil, mas dolorido ainda assim, porque o que haviam feito, haviam feito sem lubrificante até chegarem na sala, então o ardor era complicado no início. Fechou os olhos por um momento e deslizou as unhas em sua nuca, subindo até o topo de sua cabeça. - Eu... Tenho vontade de fazer isso porque você é tão lindo, e eu adoro seu sotaque, adoro seu sorriso, adoro tudo em você, as vezes eu quero morder você no meio do seu rosto. - Riu suave.
- Talvez devêssemos parar? - Leo indagou, percebendo seu desconforto, mesmo que no fim soubesse que ele jamais diria, ainda se ele quisesse parar não diria para fazer. Moveu o toque tão logo quanto entrou, sabia que precisava ser rápido, quanto mais fácil alcançava seu prazer, mais rápido dissipava sua dor. Aproveitou então para dar atenção no rapaz ali na frente, mordiscou sua barriga, bem abaixo do umbigo, e tocou seu sexo com a mão desocupada, deslizando por ele quase como um afago. Noah negativou, lentamente e sorriu a desviar o olhar a ele, era convicto de todo modo, já sabia que doeria no começo e o lubrificante deixaria mais fácil, mais confortável conforme ele começasse a se mexer, por sorte, não demorou muito. Suspirou, mordeu o lábio inferior ao sentir sua mordida e gemeu baixinho, excitado pelo toque.
- Eu... Tenho uma atração estranha pelos seus beijos na minha barriga. - Sorriu. - Você me beijou aí na primeira vez em que transamos, eu achei extremamente adorável e desde então, toda vez que você faz isso, eu adoro.
Leo ergueu a direção visual para ele, ainda que prestasse atenção no que dizia, não interrompeu o que fazia e apoiou o queixo em seu ventre, sorriu diante do comentário, ia perguntar o porquê, mas ele explicou antes disso. Deu-lhe um risinho, soando nasalado. Talvez em alguma ocasião, se lembrasse disso se sentisse um pouco bobo, mas bem, era gentil e não deveria se sentir tolo por isso. 
- Hum, porque parecia doer, estava indiretamente tentando dar algum conforto. Como beijar um machucado. - Sorriu novamente e abaixou o rosto, direcionando seu sexo para os lábios, beijou sua pele, acariciou levemente apenas com o roçar deles, não o colocou dentro da boca. Já atrás, continuou o que fazia, e era fácil ganhar seu costume, Noah era sensível, de todas as formas, sensível à dor, no entanto, igualmente para o prazer.
Noah sorriu igualmente a ele e assentiu.
- É... E doeu mesmo, mas de alguma forma, esse beijo muda tudo. - Riu suavemente. - Você era gentil mesmo quando não me conhecia. - Disse a tocar o rosto dele, acariciando sua bochecha. - Acho inclusive que foi ali que eu me apaixonei por você. Na sua gentileza. - Os olhos quiseram se fechar, mas não permitiu, queria olhar pra ele, queria ver seus toques, mesmo que breves. Ao contrário do que ele pensava, não era tão sensível a dor física, talvez a emocional sim, mas a física aguentava bem, bem, talvez aguentar e não sentir eram coisas diferentes.
Leo sorriu contra sua pele, imaginando que era aquele um tipo de galanteio como sempre, embora não duvidasse que ele genuinamente se declarasse e que se sentisse daquela forma. 
- Se eu conhecia o suficiente para transar com você, deveria ser suficiente para ser carinhoso também, hum? - Murmurou contra sua pele e então deslizou os dedos por ele mais uma vez, sentindo a passagem facilitada. A água se agitava com o ritmo, não estava submerso, mas conforme o pulso ia para trás, tocava o líquido na banheira. Um pouco mais de movimento, buscando o ponto dentro dele que era responsável por fazer a dor passar.
- Bom, tínhamos trocado poucas palavras. Qualquer homem que eu conheço no mundo exceto você estaria pouco se fodendo pra mim. - Noah riu e suspirou, contraindo-se suavemente ao redor dele quando sentia uma pontada dolorida e estremeceu enfim quando sentiu o toque onde gostava, aquele pequeno ponto que fez as pernas fraquejarem e teve que se apoiar nele, em seu ombro. - Ah... L-Leo...
- Você deveria saber que muitos fariam o melhor que conseguissem pra que pudessem ficar com você. Deveria ter percebido seu lugar no mundo, Noah Sebastian. - Disse Leo e sorriu com o canto dos lábios, roçando-os em seu corpo ao falar. - Hum, achei seu interruptor. - Falou baixo como um segredo. - Está pronto pra mim?
Noah sorriu ao ouvi-lo e negativou.
- Você não é como os outros. Eu estava extremamente nervoso perto de você e não era sua obrigação, mas você foi perfeito e ainda é. - Disse num sorriso, mas suspirou, talvez devesse parar de falar. Assentiu a ele e devagar voltou a se sentar em seu colo. - Estou sempre pronto pra você. - Murmurou contra seus lábios e os selou.
Leo sorriu para ele, não se importava em ouvi-lo, aos poucos estava se habituando com os costumes de Noah. Deslizou as mãos por seus quadris, subindo até a cintura, deixando o espaço livre para outra parte do corpo, então o impôs para baixo, sugerindo na verdade, que finalmente podia se sentar. - Conecte-se a mim. - Murmurou sugestivo referente à Alkaline. 
Noah sorriu a ele, aproximando-se a morder seu queixo suavemente, se ele gostava das mordidas gostava de da-las a ele. Com uma das mãos, o segurou em meio aos dedos, e gostava muito de fazer isso, guia-lo para si. O sentiu roçar no próprio corpo e não conseguiu conter a expressão de agrado que teve, ou a de satisfação quando enfim se sentou, deixando-o entrar em si. Gemeu, prazeroso naquela forma que flertava com o dolorido, mas aproximou-se e encostou a testa na dele, apenas por um momento, tentando se acostumar a sensação e claro, aprecia-la, ainda que fosse dolorido, era bom, sentir o caminho dele para dentro de si a primeira vez, era excitante de alguma forma. Leo olhou para ele enquanto se acomodava e acomodava a si em seu corpo. Sabia dar atenção e apreciar exatamente o mesmo que ele, o momento do contato inicial, era sempre como aliviar um desconforto, mesmo que não fosse realmente desconfortável. Deslizou as mãos em seu corpo, sentindo a curva quase inexistente em sua cintura e o apertou ali. Estava realmente surpreso com a eficiência do lubrificante embaixo d'água, teria rido, se não estivesse naquele momento dando mais atenção ao que sentia no corpo. Retribuindo seu contato, deu-lhe uma pequena mordida na clavícula, pressionando os dentes na região firme, marcou a pele mesmo que tivesse feito quase Indolor. Noah estremeceu ao sentir a mordida, se perguntava se era possível desenvolver um gosto por alguma coisa dessa forma, quer dizer, ele já gostava, mas estava começando a gostar por causa dele, era como ter algo entre ambos, um carinho específico que só os dois tinham. Por um momento se perguntou se a ex namorada dele fazia isso e ele gostava, negativou consigo mesmo. Puta que pariu, Noah. Abaixou-se um pouco mais, ficando até um pouco curvado para que pudesse beijar o pescoço dele, mordeu e lambeu a marca da mordida logo em seguida.
- Hum... E não é que ele funciona mesmo embaixo d'água? - Riu, sem perceber que estava pensando o mesmo que ele.
Leo sentiu a lambida na pele, como um pequeno animal de estimação pedindo desculpas pela atitude anterior, a mordida o qual havia eriçado toda a pele pelo toque, estremeceu. Porém, diante do comentário, dessa vez sim riu, afinal, haviam dado atenção ao mesmo detalhe. 
- Eu estava pensando a mesma coisa. Só me pergunto se dura... - Disse, divagando sobre um detalhe não realmente importante naquele momento, ou talvez fosse, já que precisava do lubrificante sob a água. O envolveu pela cintura, o apertou nos braços, criando um ritmo suave para frente e para trás ao invés de subir e descer, era quase como se estivessem se esfregando na verdade, mas era eficiente e podia sentir sua excitação encontrar a si confirme se aproximava, criando um pequeno atrito ali também. 
- Bom, ele é a prova d'água. - Noah riu. - Eu espero que seja mesmo.  - Se perguntou por um momento se ele perceberia que o único que era a prova d'água era o do banheiro, ou seja, estava escolhendo realmente os lubrificantes pelos cômodos da casa, era quase um sommelier de lubrificante. Riu contra sua pele sobre o próprio pensamento, sem poder evitar e mordeu-o novamente, justamente porque percebeu que sua pele se arrepiou. Gemeu suavemente, gostava daquele movimento, tocava onde gostava. Estremeceu, desviando o olhar a ele, cruzou com seus olhos azuis e selou seus lábios algumas vezes, suspirou evidentemente apaixonado.
- Hum... 
Leo murmurou diante da nova mordida, já dolorido da anterior, mas como sempre, não era uma reclamação. Mordeu o lábio inferior por isso, era sempre o apoio para a dor. Conforme ouviu seu grunhido, afastou-se e olhou para ele, iria beija-lo, e ele pareceu pensar o mesmo, então encarou seus pequenos olhos amendoados e retribuiu o selar dos lábios, todas as vezes. Ao afrouxar o abraço, levou a mão direita entre ambos, o tocou no sexo como conseguia pelo movimento, vez outra tirando o espaço entre ambos. Noah sorriu contra seus lábios e suspirou ao sentir o toque no sexo, era engraçado porque daquela forma, eram quase a noite e o dia, tinha o corpo quase inteiro pintado de preto e nem era sua tinta, mas quando ele estava de Vessel, quase não parecia tatuado o suficiente. 
- Como eu explico que eu quero fazer amor e foder com você ao mesmo tempo? - Riu e apoiou-se no ombro dele, gostava daquele movimento e sabia que ele também gostava, mas ele parecia gostar mais de algo mais firme, então moveu os quadris, subiu e desceu, sentindo todo o caminho dele pra fora e dentro do corpo, suspirou, excitado a morder o lábio inferior enquanto o olhava. - Você é tão bonito.
Leo sorriu, sabia o que ele queria dizer, embora não soubesse exatamente como fazer. 
- Eu sei o que está dizendo, quer que seja romântico mas quer que seja intenso também. - Sabia perfeitamente, talvez por isso os toques eram firmes nos dedos, segurava num abraço forte, nos dedos afundados na pele, nas nádegas ou costas, como se o contato fosse muito leve, como se precisasse consumir mais. Após solta-lo dos dedos, deu liberdade para se mover, para subir e descer como decidiu fazer. Estava na banheira então não se arriscou em se mover abaixo dele, precisaria de apoio para isso e bom, escorregar ali não seria nada legal, então apenas o incentivou, ajudando ao tomar sua cintura e move-lo. Sorriu no entanto, sem entender o motivo do elogio naquele momento. Noah suspirou profundamente, assentindo, como era bom que ele pudesse entender, gostava disso, compartilhavam pensamentos muito bem. O segurou na nuca, quase em seus cabelos na verdade e arrumou apoio nos joelhos para se mover, as vezes parava e se esfregava nele como fazia antes, era bom misturar as coisas. Segurou uma das mãos dele, trazendo para o próprio rosto e repousou ele de lado ali, sorriu, depois beijou seus dedos, um por um, lambeu seu dedo médio, era como tocar e acariciar instrumentos, já havia pensado nisso antes, os dedos dele eram instrumentos, muito bonitos por sinal, assim como sua voz e claro, podia ser sugestivo sobre fazer aquilo em outro lugar. Leo ergueu a mão tomada por ele, tocou seu rosto e o molhou por isso. Sorriu notando o aconchego que formulou no toque, embora não tenha durado com aquela feição fofa, dando lugar a seu rosto sugestivo, dando ao corpo as lembranças do que havia acabado de ter com ele no chuveiro, então se aproximou de seu rosto e lambeu quase sua língua embora tivesse o dígito entre ambos, mas conforme abaixou a mão, voltou a lambiscar seus lábios, sua língua e o beijo de maneira desatenciosa, apenas em toques não muito firmes com seus lábios, sem aprofundar a troca de salivas. Enquanto com a outra mão, apenas sentia o vai e vem de seus quadris, roçando o corpo com o próprio, sentindo no abdômen seu sexo agradecer por cada estímulo. Mordeu seu lábio inferior e puxou suavemente, poderia facilmente mastiga-lo, então para extravasar o desejo, apenas sugou com firmeza, ainda assim era cauteloso, não queria machucar ele. Noah sorriu a ele ao sentir sua língua, é, gostava daquele pequeno caos que ele trazia com o beijo desajeitado, gostava mesmo. O retribuiu, lambendo e mordendo seus lábios ou mesmo sua língua quando tinha chance, uma mordidinha suave na ponta dela, sabia que qualquer lugar que mordesse, ele gostaria, então fazia o máximo possível. Aquele aperto no próprio sexo ao encostar o corpo ao dele era de fato gostoso, tanto que deixava escapar aquele gemido baixinho contra os lábios dele a cada vez que sentia o toque. Mas sabia que pra ele também estava confortável dentro do corpo, imaginou o quão quente não estava já que estava dentro de si e dentro da água que também tinha uma temperatura mais alta, quase riu ao pensar nisso. Ponderou sozinho sobre o quão confortável estava ali com ele e bem, podia ficar mais, já tinha visto uma coisa interessante quando entrou ali, por isso procurou visualmente pelos botões da banheira e acionou a hidromassagem, onde ele estava, sabia que pegaria bem em suas costas, exatamente onde ele gostava do carinho, duvidava um pouco que ele já tinha usado aquilo com alguém, esperava que não na verdade, queria ser o primeiro a deixar ele tão confortável que podia derreter. Sorriu a ele a voltar a se aproximar e não voltou muito suave, tomou seus lábios num beijo mais firme, brigando com a língua dele por alguns segundos antes de morder seu lábio inferior mais uma vez e dessa vez sentiu o suave gosto metálico, havia puxado uma pequena pele, teria tido um sobressalto se já não tivessem feito coisas parecidas antes, ele ficaria bem, não era algo ruim. Se Leo não tivesse visto sua atenção nos botões, certamente teria se assustado com o acionar da hidromassagem. Sentiu nas costas o jato firme de água e o riso soou até contra os lábios dele onde estava perto, já que em seguida ganhou uma pequena investida violenta na boca, o retribuiu com a mesma intensidade, sentindo o gosto residual do sangue que ele arrancou de si junto de um gemido baixo, podia gostar de trocar aqueles contatos intensos, mas ainda sentia o desconforto junto ao prazer. E de fato tudo ali era confortável, porém, sentia calor facilmente, e aquela era uma ocasião onde mesmo durante o frio, sentiria a temperatura subir, juntando a pele de Noah, seu interior cálido e a água que ele adorava deixar em grau de ebulição, por sorte já havia aprendido a lidar com aquilo nos shows, ou então, teria terminado líquido junto a água da banheira. Era difícil estar ali, por mais gostoso que fosse, sentia aquela necessidade de movimento, estar por cima dele, gostava da vista do andar superior, mas bem, estava bem encaixado ali também. Deslizou a mão até sua nuca, como ele na própria, segurou seus cabelos, muito mais fáceis de enroscar do que os próprios e segurou, apertando entre os dedos, não estava puxando, estava na verdade impondo em seu couro cabeludo. Quando interrompeu o beijo, fez isso não sem antes retribuir seu favor, o mordeu como ele a si desta vez. Por ele gostar das mordidas, Noah gostava de dar elas a ele, mas aquela resposta dolorida, o gemido que parecia vir do fundo da garganta, aquilo era difícil, porque sabia que o havia machucado. Tocou seu rosto, acariciou a pele em um pedido de desculpas, não estava fazendo para feri-lo, argh, ele sabia disso, era um homem adulto. Quase riu de si mesmo, sabia que seria incapaz de machuca-lo, física ou mentalmente, pelo menos de forma proposital, é claro. Sabia que ele estava impaciente e sabia porquê antes de sua mão subir aos próprios cabelos, deslizava pela própria cintura quase atordoada, ele não percebia quando fazia isso, mas tinha atenção o suficiente aos detalhes dele, seus suspiros também deixavam isso claro. Sentiu o toque firme nos cabelos com as pontas úmidas e estremeceu, até contraiu-se ao redor dele, apertando-o dentro de si. O couro cabeludo e a própria orelha tinham o mesmo efeito que as mordidas que dava nele, adorava toques ali, mesmo que fossem rudes, na verdade, geralmente preferia eles, mas a mordida não esperava. Sentiu exatamente quando seu dente afiado rompeu a própria pele como havia feito com ele e o gemido deixou a si talvez alto demais junto do cenho franzido, na verdade se assustou mais do que qualquer coisa e por isso, se afastou dele, puxando a boca de entre seus dentes quase num impulso, o que claro, foi muito pior. Sentiu a gota de sangue escorrer pelo queixo e tocou com uma das mãos, franzindo o cenho.
- Ah... Porra... Tá tudo bem, a culpa foi minha, eu me assustei. Desculpe... - Disse a pressionar o lábio inferior com o dorso do dedo.
Leo o ouviu gemer, mais alto do que gostaria de causar, imaginou que havia tido um sobressalto, talvez não o tivesse acostumado a ter uma mordida tão forte ainda, devia ter sido mais cauteloso, era algo gradual. Conforme ele se afastou, quase podia ouvir um ruído dos dentes em atrito com sua pele, claro que de modo imaginário, como se tivesse moendo alguma coisa, então o olhou com atenção à medida em que o soltou, por um momento ficou em silêncio, quase como quem espera uma criança ferida reagir. Então franziu o cenho suavemente e sorriu afável, como um consolo, tocando seu queixo e seu lábio machucado, limpou a delicada gota rubra e se aproximou, tocando gentilmente de modo completamente oposto ao anterior.
- Oh, eu sinto muito... - Falou baixinho, deu alguns beijos em sua pele, ainda, como quem parecia consolar uma criança magoada. Lambiscou sua pele, naquele carinho sentiu o gosto do sangue levemente na ponta da língua.
Noah fez um suave bico, não estava bravo, nem chateado, foi um acidente. Suspirou com os pequenos beijinhos, sentindo-se aquela criança. 
- Tudo bem... Foi minha culpa. - Disse num pequeno sorriso, mas voltou a sangrar quando o fez por esticar os lábios e mais uma vez teve que conter com um dos dedos, uma das gotas de sangue caiu na água, mas não era audível pelo barulho da hidromassagem. - Pelo menos dessa vez eu não gemi estranho. - Riu a pressionar o lábio ainda, sentindo o rosto avermelhar suavemente. - Quero você entre as minhas pernas.
A frase podia ter sido do interesse de Leo, afinal queria exatamente isso há poucos minutos, mas estava com mais atenção em seus lábios, primeiro queria que parasse de sangrar, depois teria atenção no que estavam fazendo, mesmo que ainda estivesse dentro dele e mesmo que ainda estivesse com o corpo muito bem acordado. Tirou sua mão dali, selou seus lábios e lambiscou o machucado, pressionando-o no beijo, tentando interromper a pequena ferida. Noah franziu o cenho suavemente, não tinha costume de ser tão cuidado, então era estranho, mas... Estranhamente confortável. Tocou os cabelos dele, acariciando os fios loirinhos e retribuiu o toque, meio dolorido, mas também deveria estar pra ele, havia ferido seu lábio também. Tocou seu rosto, acariciando suavemente.
- Hey... - Disse e o afastou de si com delicadeza, olhando seus olhos bonitos. -  Não se preocupe...
Leo afastou-se conforme a puxada delicada nos cabelos. 
- Estou tentando acalmar ela. - Disse, referindo-se aos lábios dele como uma terceira pessoa, riu por isso e olhou a região, estava bem, vermelha e levemente inchada, mas era uma mucosa sensível, aquilo ia acontecer,o sangue havia parado pelo menos. - Como eu deveria estar entre as suas pernas, hum? Quer ir pra cama?
Noah sorriu, mas lembrou-se que não devia sorrir ou iria sangrar de novo, então deu um sorriso menos aberto.
- Você é perfeito. - Disse ainda a acariciar seu rosto, mas ao ouvi-lo, sentiu o arrepio percorrer a coluna. - Hum... É, eu gosto de ouvir você falar. - Riu. - Acho que aqui vai ser meio complicado, vou acabar com os seus joelhos.
O riso soou entre os dentes de Leo diante do comentário, ele sempre elogiava o sotaque ou o simples ato de abrir a boca e falar qualquer coisa, ele era alguém que realmente sabia como amar outra pessoa. Sorriu ao pensar sobre isso, esperava ser capaz de demonstrar as coisas tão bem quanto ele, em algum momento. 
- Bem, eu não me importaria tanto com os joelhos se eu não tivesse receio de morrer batendo a cabeça na beirada na hidromassagem depois de escorregar transando.
Noah o ouviu sério, mas em um certo ponto, o riso começou sem nem perceber e teve que cobrir a boca, percebendo que talvez pudesse ser ouvido no andar de baixo se gargalhasse, então quase se sufocou por um momento, e claro, ali estava a boca sangrando de novo, dessa vez como estava apertando ela, quando tirou a mão era quase um batom mal passado, suspirou, tentando parar de rir.
- Cara, por que a gente faz isso? Toda vez que a gente vai transar eu tenho que ter pelo menos um ataque de riso.
- Isso o que? - Leo indagou risonho, claro que em contágio com a crise de riso dele, até que então ele completasse o que dizia. - Bem, eu sou muito engraçado mesmo. - Brincou, sabia que tinha um senso de humor diferente, mas não ao todo ruim, sabia fazer ele rir. Olhou seus lábios manchados naquele pequeno acidente com a boca, lamentou enquanto o tocava gentilmente com ponta do dedo polegar. - Vamos, acho que você não quer perder seu namorado tão cedo, hum?
- Não... Você não vai morrer nunca. Você tem pacto. - Noah disse e se levantou esticando as costas por estar ali amassado na banheira, lamentou porque gostava dela. Desligou a hidromassagem e estendeu a mão a ele. - Vem bonitão.
O riso soou entre os dentes de Leo diante do comentário. Suspirou e lamentou como ele, mas pela razão diferente, sentindo sair daquele encaixe agradável. Levantou-se em seguida, por um momento percebendo a exposição que estava, quando fora de um contexto sexual, levantar com uma ereção para caminhar, era mesmo muito estranho, mas ele não estava diferente. Noah deixou a banheira esvaziando, sabia que ele não ia querer voltar pra ela depois, se tivessem que lavar os corpos seria o chuveiro, pelo pouco que conhecia dele, sabia que ele era muito regrado em algumas coisas, e tudo bem. Quando entrou no quarto, seguiu até a porta que fechou e trancou, tinha esquecido desse detalhe antes. Só então se deitou na cama e separou as pernas, esperando por ele.
- Você pode deixar se quiser. 
Leo sugeriu, imaginando que ele fosse querer voltar para a banheira depois, parecia querer aproveitar ela e queria fazer isso com ele de alguma forma. Porém, logo deixou o cômodo, seguiu até o quarto tateando o corpo com a toalha para não respingar por aí, e até o encontrou por trás, tocando-o igualmente com o macio tecido, mas não era uma repreensão, estava apenas brincando com ele. Por fim esperou até se acomodar, e quando voltou após pendurar a toalha, o encarou na cama, sem nenhum pudor com a posição, totalmente diferente do que estava pensando enquanto andava pelo cômodo de pau duro, ele era tão descontraído, espontâneo, sorriu ao divagar e claro, pelo convite que aceitou, então seguiu até ele e ajoelhou-se entre suas pernas, quase engatinhou até alcança-lo. Noah assentiu a seu aviso e deixou a banheira lá para ambos, riu ao senti-lo perseguir a si, o deixou secar com a toalha, até porque estava muito frio e a água deixava mais frio ainda. Bom, tinha um certo pudor sim, mas as cervejas facilitavam um pouco aquilo, ainda que ainda não estivesse totalmente solto, no rosto tinha traços da timidez evidente. Sorriu a ele conforme o viu engatinhar e ao tê-lo de volta, puxou-o com cuidado para se abaixar, selando seus lábios, demorado.
- É... É isso que eu quero.
- É, muito melhor... - Leo murmurou contra seus lábios, selando-os pressionado com firmeza, estalou ao destaca-los. Então o olhou, estava levemente rubro, provavelmente pelo pequeno teor alcoólico, era muito bonito. Levou uma das mãos entre ambos, e desta vez se ajeitou para ele ao invés de dizer a ele para fazer isso, entre os dedos se tomou e roçou em seu âmago, sugerindo a penetração, sem fazer a princípio. Noah sorriu e tocou o rosto dele, gostava de como ele olhava pra si as vezes, era a mesma forma que olhava pra ele, aquela expressão apaixonada e boba, suspirou e segurou seus quadris, puxando-o para si.
- Porra, você é tão gostoso. - Disse e riu baixinho.
Leo sorriu e deu um mordisco no próprio lábio, uma piscadela para ele. Não se achava atraente, mas bem, não era sobre aquilo que estavam falando. Ao soltar-se, apoiou as mãos no colchão, olhou-o de cima e empurrou a pelve para baixo, deslizando de volta para dentro dele. 
- Hum... - Murmurou. 
Noah sorriu com sua expressão maldosa, quase gemeu com ela na verdade. Ajeitou-se junto dele na cama e o gemido só deixou a si finalmente quando ele voltou a entrar no próprio corpo, prazeroso, ansioso por tê-lo de volta.
- Hum, eu sempre acho que você vai terminar de entrar e continua. - Riu, sugestivo. - Você é bem grande mesmo, pequena aranha.
- Hum.. Que bom que segue a proporção. - Leo disse, como já havia dito uma vez, porém dessa vez entendeu que ele estava falando aquilo como uma provocação, por isso deu um risinho em seguida. - Você também, meu Rei. - Sussurrou, não por ser segredo, mas por estar afetado pela sensação de prazer, pela sensação de voltar àquele lugar. - Podemos seguir em frente quando quiser. - Disse, levando adiante a forma como o chamou.
Noah riu. Havia dito mais direto dessa vez justamente porque ele divagou da primeira. Era e não era uma provocação, era porque queria excita-lo com isso e não era porque era verdade. Sorriu a ele, negativando suavemente, bom, não usava o próprio sexo, então não tinha porque querer que ele fosse maior naquela situação. Suspirou, profundamente.
- Vem, fode o seu rei, meu cavaleiro.
Leo abaixou-se para ele, aproximando-se de seu rosto, roçou os lábios aos seus porém desviou em seguida, foi até seu ouvido e soprou as palavras ali. - Sim, meu Rei. - Ele era sensível ali, sabia muito bem. Então se moveu, dando a investida inicial, não foi muito sequente à princípio, mas gradativamente se tornou mais ágil, mantendo-se porém, perto de seu ouvido, perto de seu pescoço. 
Conforme ele se aproximou de si, Noah o segurou pelo pescoço, não era apertado, era só firme, como uma coleira. Suspirou, excitado com sua respiração e voz no próprio ouvido, estremeceu e o segurou em seus quadris, puxando-o firmemente contra si, mostrando a ele como queria, sabia que ficaria machucado no dia seguinte, não era um problema. O enlace de Leo logo terminou quando suas mãos foram até o corpo, tomou os quadris e dera a ele instruções de uso, teria rido ao pensar nisso. Moveu-se, tal como a puxada sugerida, então em seguida, gradativamente se tornou mais rápido, criando o ritmo, dando também a firmeza que ele pedia e era fácil entregar o que o outro queria, porque em um certo momento, mover-se tão entusiasmado era apenas um reflexo do prazer.
- Ah! - Noah gemeu, talvez mais alto do que gostaria e mordeu o lábio inferior, olhando pra ele com os olhos sutilmente mais abertos, era um pedido mudo de desculpas, sabia que seus amigos estavam no andar de baixo, mas fora inevitável quando ele enfim se empurrou com força contra si, esperava por isso, queria isso, mas estava dolorido ainda, e não pediu pra ele parar ainda assim. Na verdade, as coxas agarraram o corpo dele, puxando-o firmemente contra si. Devia dizer que estava tão confortável ali com ele, adorava fazer isso em sua cama, que agora também era própria já que estavam morando juntos, sorriu ao pensar nisso, estavam... Morando juntos. Oficialmente. Olhou pra ele, seu rosto bonito na expressão excitada, quis beijar e morder ele inteiro, mas só conseguiu ficar ali na cama, os cabelos médios bagunçados no travesseiro e os lábios entreabertos por onde vez ou outra os gemidos escapavam sem poder conter.
- Meu cavaleiro... Eu te amo tanto...
Leo sorriu diante da feição em seu rosto, negativou, eram todos adultos e bem, aquela era a própria casa, o único lugar onde podia ser transparente, não ia privar nada, nem ele. Abaixou os braços, apoiando os cotovelos no colchão, por isso ficou mais perto dele, encarando-o de cima ainda assim. Com as mãos em repouso, descansou-as no topo de sua cabeça, deslizando os dedos entre os fios úmidos. Moveu-se, sentindo suas pernas que quase limitavam o ritmo, se não fosse por elas mesmas criando uma colisão, puxando a si contra ele. Em um dado momento, era difícil conter a voz, deixando gemidos suaves saírem próximos de seus lábios, entreabertos como os próprios. Sorriu no entanto, sendo tirado daquele pequeno momento atento ao que fazia, riu baixinho, embora levemente embargado. 
- Que repentino... - Murmurou pela proximidade, soou rouco e foi até interrompido pelo ruído de prazer escapando da garganta. - Você vai gozar pra mim, Noah?
Noah riu baixinho ao ouvi-lo, sabia que era repentino, mas estava analisando ele, analisando o quanto gostava dele dentro de própria cabeça, naturalmente para ele pareceria repentino ja que não sabia. Tocou seu rosto, suas bochecha macia e suspirou, os movimentos fortes dele eram contrários aos toques suaves que agora dava em seu rosto, mas de maneira alguma queria que ele parasse, estava tão perto que flertava com a sensação do ápice. Mordeu o lábio inferior conforme olhou pra ele e a mão de seu rosto foi para suas costas, o arranhou, deixando marcas avermelhadas em sua pele branca, carecia de uma marca ali, então deixaria. Afrouxou o aperto das coxas, deixando-o se mover mais livremente, mas o próprio corpo tinha mania de fechar, apertar, puxar, com as coxas quando perto do ápice, então era quase inevitável.
- Eu... Eu vou... Mas você vai ter que escorrer em mim também, Leo. - Murmurou, como ele havia falado consigo na primeira vez, gostava daquele termo porque fora excitante desde o primeiro dia, a forma prazerosa com a qual ele falou consigo e agora podia ouvir seus gemidos graves contra os lábios, era tudo tão confortável, tão gostoso. Os olhos queriam se fechar, mas queria deixar eles abertos ao mesmo tempo, queria olhar pra ele, mas a cada movimento contra o próprio corpo, imaginava seus quadris se empurrando firmemente contra si, ouvia o som deles, imaginava seu corpo entrando no próprio e por um momento, imaginou a própria pele manchada de preto por onde ele tocava, é, iria gozar. Inclinou o pescoço para trás, fechando os olhos apertado quando enfim a sensação tomou conta de si e gemeu, livremente, já que não havia problema com isso, não conteria o gemido, e ele veio carregado de todo o prazer que havia sentido com ele, quase do fundo da garganta. Estava completamente entregue, o corpo se contorcia e se apertava ao redor dele embora estivesse trêmulo demais para de fato o apertar com força, os respingos do próprio ápice estavam derramados no próprio corpo e provavelmente no dele pela proximidade, mas não era suficiente, não... Não era suficiente, estava atordoado pelo prazer. - Leo... - Gemeu, pedinte por ele e era quase um rosnado na verdade, precisava de mais, então uma das mãos puxou os quadris dele com força contra si enquanto a outra, segurou sua mão direita, guiando-a ao próprio rosto, no queixo, queria que ele segurasse a si, como já havia feito antes, queria força, queria descontar aquela sensação em alguma coisa. - Me bate. - Disse, veemente.
Leo estava perto como ele, por isso incentivava-o para ter o mesmo, era difícil se manter por tanto tempo quanto ele, afinal, o estímulo vinha direto no instrumento de uso. Sentia aquela sensação por dentro, como se o corpo estivesse formigando, quase levemente vibrando, mas ao invés de se sentir fraco por isso, caçava mais de onde pudesse tirar, penetrando-o com força entre suas coxas atordoadas pelo desejo por mais, então estavam sincronizados no que precisavam um do outro, mesmo embora não soubessem como tomar. Apertou os dedos em seus cabelos, puxando-os como consequência, mordiscou seu lábio algumas vezes, não apenas uma, porém sorriu contra eles, carregado de uma malícia atípica por ser demonstrada sem a máscara. 
- Você será meu Vessel, e vou derramar o meu prazer em você. - Sussurrou. Porém, diferente dos carinhos que ele dava a si, do toque leve, sua voz veio com potência, e bem conhecia aquele timbre, na verdade era o mais bonito em sua voz, então mordeu os lábios, tendo aquele estímulo auditivo, sentia as pernas estremecerem e o dorso arrepiado, quase como um leve calafrio, era excitação, era euforia, então segurou seu rosto sem muito precisar de incentivo, deslizando os dedos pesados, mas não bateu nele, correu até seu pescoço e o apertou, apertou sentindo o movimento em sua garganta, sentindo a densidade muscular, então ergueu o corpo apenas para ter distância suficiente e com um ritmo mais eufórico, finalmente gozou pouco mais de algumas investidas, derramando-se como prometia a ele, deixou a voz soar tão descontrolada como a dele, sem conter, sem se inibir e só então soltou seu pescoço, antes que tornasse a linha tênue entre desconforto e prazer em apenas o desconforto. E na necessidade de extravasar a tensão, ao invés de bater nele, apenas fez o punho contra o colchão, ao lado dele, mas não em seu rosto, e após atingir a maciez do leito, apertou os dedos no lençol. Resmungou, quase rosnando como ele, e apenas uma investida mais, sentindo atingir seu corpo e lá no fundo ficou, parando de se mover, quer dizer, de investir para ele, já que os espasmos faziam os músculos reagirem ainda assim. 
Aquela frase dele, seu sorriso, também soou como um ótimo estímulo auditivo para Noah. Ele fazia a si ter desejos estranhos que nunca tinha tido na vida, como por exemplo ser realmente seu receptáculo para algo mais, não era brincadeira quando disse a ele que se pudesse engravidar, manteria o bebê e claro, agora realmente manteria, nem pensaria sobre não ter um filho dele, adoraria na verdade, mas... Era homem. Sentiu sua mão no próprio pescoço, gemeu, mas fora cortado junto da respiração com o aperto, esperou pelo tapa e até fechou um dos olhos, mas não veio, então apreciou a privação da respiração por um momento, também gostava daquele aperto, daquele toque mais rude, mas estava confuso sobre o porquê ele não quis atingir a si. Quando finalmente o sentiu gozar, o corpo aqueceu ainda mais com ele. Mordeu o lábio inferior, contendo qualquer gemido que pudesse soar, queria ouvi-lo, queria ouvir seu gemido que soava limpo, livre, e suspirou sem poder conter um gemido breve que soou junto, excitado demais para poder conter. As vezes achava que iria enlouquecer tamanho o prazer que sentia com ele. Ouviu o soco e se assustou, mas porque estava distraído com as sensações, logo em seguida sorriu, mordendo o lábio mais uma vez, gostava daquela fúria dele, de querer extravasar as sensações que sentia, porque era igual. Contraiu-se ao redor dele uma última vez, firme, quase sugando tudo que podia sugar dele para o próprio corpo e tocou seus cabelos em sua nuca, deslizando as unhas em seu couro cabeludo, puxando-o gentilmente para se deitar sobre si.
- Hum... Leo...
Leo levou um tempo na mesma posição, sem se pesar sobre ele, sem deitar sobre ele, sentia que precisava de fôlego e tomar todo o ar do cômodo, apenas quando encheu de ar os pulmões, então se deitou, devagar acomodado sobre ele, embora tenha mantido distância com os cotovelos na cama, olhando-o de cima, descansou a testa contra a sua. Fechou os olhos e ficou ali por um tempo, lidando com o resquício da eletricidade no corpo. 
- Noah. - Murmurou, respondendo ao chamado dele. 
Noah suspirou, profundamente, assim como ele, precisava de ar, então esperou. Quando enfim o teve sobre si, beijou seu nariz e sorriu.
- Por que você... Não bateu?
- Eu não sei... Sei lá, não consigo. Parece desrespeitoso, não sei. Difícil pensar em marcar seu rosto.
Noah sorriu ao ouvi-lo e tocou o rosto dele, acariciou sua bochecha, duvidava bastante sempre que pudesse se apaixonar mais por ele, mas aí estava ele provando que não.
- É só sexo, tá tudo bem.
- Eu sei, mas no rosto é complicado. - Leo riu baixinho. - Parece que vai machucar você.
Noah segurou seu rosto com ambas as mãos agora e fez um pequeno bico.
- Ah, meu Deus, você é tão maravilhoso. - Riu e selou seus lábios. - Você não vai me machucar, é só uma forma de aumentar o prazer, sabe, de... Fazer o prazer fluir pra algum lugar.
Leo franziu os olhos levemente, não entendendo o momento de fofura dele, ou talvez entendesse, parecia um pouco pirralho? Bem, talvez fosse. 
- Você gosta de apanhar?
- Eu não sei... - Noah riu. - Já é a segunda vez que me dá vontade de te pedir isso, queria saber se dá alguma onda, sei lá.
- Hum... Bem, na sua bunda eu já fiz. - Leo sorriu canteiro e o beijou no nariz. 
- É, na bunda foi legal. - Noah riu e fechou os olhos para ganhar o beijinho. - Se não quer tudo bem. - Disse e deslizou a mão pelos cabelos dele. - Isso foi tão bom.
- Hum, eu posso tentar se você tá afim, mas seu rosto é tão bonito, não quero machucar ele. - Leo disse risonho e no entanto assentiu. - É, sempre é.
Noah sorriu a mostrar os dentes e foi a própria vez de beijar seu rosto, no nariz e depois nos lábios.
- Eu quero tentar coisas que te deixem confortável também. Não é bom se só eu ficar. Então se você não quer, não fazemos. - Disse, porém sorriu ao seu comentário em seguida. - Acho que... Eles ouviram a gente, ah? - Coçou a cabeça.
Leo fechou os olhos ao receber o beijo e retribuiu o dos lábios. 
- Bem, que ouçam. Deve ter deixado o Rhys louco pra acordar o Dave.
- E se eles estiverem agora mesmo transando no seu sofá? - Noah disse num sorrisinho provocador.
- Eles não fariam isso.
- Tem certeza?
- Eles são enrustidos demais pra isso.
- Pra transar na sua casa?
- Sim, acho que ficariam com receio de, sei lá, descer lá pra pegar água
- Hum, vamos descer lá pra pegar água então.
- Ah... Não, vai você. - Leo riu. 
- Ah, está com medo que estejam mesmo transando. - Noah riu, divertido.
- E você parece interessado nisso também.
- Eu? Ah, só estou provocando você. - Riu. - O sofá é seu.
- Você quer ver eles transando, eu sei.
- Talvez eu queira sim, me parece estranho. 
- Vai lá então. - Leo disse e se afastou, saindo vagarosamente de seu corpo, deu uma suspirada, quase uma tragada no ar e por fim se deitou ao lado, como se desse a ele o espaço para conferir o que dizia. 
- Nãão! - Noah disse ao senti-lo se afastar e fez um pequeno bico, suspirando excitado. - Hum... Você é tão gostoso. - Disse e virou-se para ele, selando seus lábios, mas se levantou, sentindo as pernas suavemente trêmulas, vestiu o roupão da banda que haviam trazido para o quarto e seguiu para a porta, abriu devagar, silencioso, por sorte ela não ruiu e caminhou pelo corredor até quase o início da escada, ficando em silêncio para conseguir escutar, depois voltou para o quarto e fechou a porta atrás de si novamente. - Estão transando.
Leo riu baixinho e o viu realmente se levantar, havia sugerido, mas não imaginou que ele realmente fosse levar a sério. Então se sentou na cama, apenas olhando seu caminho até a porta, nunca havia visto a porta ser tão silenciosa, talvez ele apenas estivesse jeito para fazer isso. 
- Ah, que sorrateiro. - Comentou e esperou sua volta, porém, com sua expressão inabalada, sem um sorrisinho sequer, achou que estava apenas brincando. - Claro que não.
Noah riu, negativando em com ele parecia incrédulo.
- Vai lá ouvir.
- Você tá falando sério?
- Claro que eu tô.
- Por que está tão sério então?
- Eu não estou sério. - Noah riu. - O Rhys é passivo né?
- E você pensaria diferente disso? - O riso soou entre os dentes de Leo. - Você já viu ele interagindo com o Dave no palco?
- Claro que já. - Noah riu e seguiu com ele para a cama, se sentou, as pernas estavam suavemente trêmulas. - É que pelos gemidos, eu imaginei.
- Nem fodendo que eles estão fazendo até barulho. - Leo disse e se levantou, seguiu até a porta e abriu, talvez não tão silencioso quanto ele, tentando dar uma conferida. 
Noah riu divertido e conforme ele abriu a porta, abafou o som na própria mão, tampando a boca, se ele fosse até a escada, iria ouvir exatamente o que tinha ouvido. Conforme foi alguns passos além, diferente de Noah, Leo ouviu apenas o silêncio, então o olhou pela porta e negativou, silencioso. Noah indicou com a mão que continuasse andando, talvez tivessem justamente feito silêncio porque ele abriu a porta com ruído. O barulho não era alto, estavam abafando os gemidos, ele só poderia ouvir mais perto da escada. Leo foi alguns passos para frente, mas bem, talvez não tivesse sido tão sutil na porta, portanto agora estavam em silêncio, ou quem sabe apenas estivesse sendo zoado por Noah. Voltou para o quarto e negativou.
- De todo modo, quero meu sofá bem limpo.
Noah riu, divertido quando ele enfim fechou a porta.
- Você fez barulho, tinha que abrir em silêncio.
- Bom, se for o caso, ao menos eu dei uma onda de adrenalina pra eles. - Leo riu, quase travesso.
Noah riu divertido.
- Vamos nos limpar e ir dormir, hum? Meu cavaleiro.
- Ainda temos a banheira cheia, não quer mais?
- Hum... - Noah suspirou. - Ah eu quero sim. Vai me dar colo?
- E você vai querer mais colo, hum?
- Bom, eu estava pensando em só tomar banho no seu colo. - Noah riu.
- Nós podemos tentar isso também. - Leo sorriu. 
- É, provavelmente não vai dar certo, só vamos parar quando eu desmaiar de exaustão. - Noah riu e selou os lábios dele. - Quem manda você ser lindo.
Leo riu e negativou. 
- Ah claro que é porque eu sou lindo. - Já em pé, o chamou com a mão, exatamente como ele costumava fazer consigo, entregando-a a ele para guia-lo até o banheiro.
Noah segurou sua mão e seguiu com ele, riu baixinho quando entrou.
- Ora, se você fosse feio eu não ia querer transar com você. - Disse e riu, logicamente era uma provocação.
- Bom, você não sabia como era meu rosto na primeira vez. Voce não pensou sobre isso, você transou com a minha música. - Leo sorriu, isso era genuinamente um elogio para si. 
Noah aorriu a ele conforme o ouviu.
- Estou provocando você. Eu já te disse que quando te conheci, eu não me importava nem um pouco com o rosto que você tivesse embaixo da máscara. Mas, fiquei surpreso por você ser extremamente bonito.
Leo o olhou meio de soslaio, com um dos olhos franzido e um sorrisinho. 
- Delusional.
Noah estreitou os olhos a ele e segurou seus cabelos no topo da cabeça, como ele costumava fazer com as máscaras de seus amigos nos shows, o puxou para trás e selou seus lábios.
- Você sabe que é verdade.
Leo riu entre os dentes, pendendo para trás, retribuiu seu toque. Negou porém seguiu com ele até o banho, entrou primeiro, ajeitou-se e deu a ele o espaço no colo como queria. 

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