Vessel e Noah Sebastian #02 (+18)
Noah suspirou, profundamente. Era o próprio dia de folga e simplesmente não conseguia parar de pensar nele, era engraçado porque nunca havia se sentido assim sobre alguém. Já faziam alguns dias que haviam se visto, se perguntava se deveria mandar mensagem pra ele, se pareceria um desesperado, então sempre mordia o lábio inferior enquanto olhava o número dele, desistindo em seguida. Recebeu uma notificação notificação do Spotify de uma música nova deles, já que os seguia e abriu, bom, pelo menos a voz dele aliviaria um pouco a sensação ruim que sentia por querer vê-lo.
Show me those pretty white jaws, show me all your delicate stops, show me what you've lost.
Sorriu e deslizou a mão pela própria mandíbula, ele havia tocado bastante a si ali. Talvez gostasse de coisas similares, realmente não achava que era algo feito para si. Não era nada delicado como indicava sua música e ele sempre parecia falar sobre algo lírico, uma entidade. Negativou, deixando o celular de lado de novo.
- Porra, que ódio... Ah, quer saber? Foda-se. - Pegou o celular novamente, escreveu para ele. "Oi Vess. Adorei a música nova."
Vessel deslizou os dedos, pressionou as teclas, aos poucos, cada nota que adotava como parte da melodia, marcava na folha que descansava numa das pernas, e em seguida, dava atenção ao piano outra vez. Quando em um dado momento o celular vibrou sobre o instrumento, então levou um tempo, mas após anotar o que queria, o pegou e olhou a mensagem no smartphone. Fazia algum tempo que haviam se encontrado, ficou em dúvida entre estar ou não surpreso com o contato. A princípio não sabia de quem se tratava, já que não havia anotado o número dele mas sim o contrário, porém o apelido foi uma pista direta, especialmente porque aquele telefone tinha contato do número pessoal. Sorriu com os lábios encostados, um sorrisinho que era quase reflexo da leitura. "Fico feliz por isso, Seb." Enviou, usando o apelido que havia adotado para ele. Pra falar a verdade, tinha usado o sexo com ele como parte da inspiração na letra da música, mas claro que não ia citar isso agora.
A mensagem não fora respondida por um tempo, então Noah suspirou, imaginou que talvez ele nem fosse responder, as vezes até um celular que não era dele, que havia perdido, pensou em várias coisas que podiam ter dado errado. Suspirou, mas logo a mensagem veio, era uma mensagem curta, mas adorou lê-la. Sorriu, como um idiota. "Estava pensando em você, na verdade... Estou sempre pensando." Digitou, mas apagou."Estava pensando em você aqui. Quer fazer alguma coisa?"
Vessel deitou o celular sobre o instrumento novamente e voltou a tocar, embora uma única tecla, até ouvir a vibração em seguida, novamente, então voltou a pegar o aparelho e sua mensagem. Pensou por um tempo, deveria? Bem, quem sabe. Não respondeu a mensagem, apenas colocou o celular em chamada de vídeo e posicionou em cima do piano, o ângulo porém, dava visão apenas dos lábios para baixo, exatamente como ele já havia visto antes, embora agora com a pele sem tinta escura, e no corpo, apenas uma camiseta de mangas longas, preta. Noah viu a informação da chamada de vídeo e aceitou na mesma hora, estava animado para vê-lo, então sorriu novamente feito bobo ao ver ele, mesmo que somente o que já conhecia dele. Suspirou, acomodado na cama.
- Oi! Ahn... Senti saudade de você. É meio bobo, eu sei.
Vessel olhou para tela, e por alguma razão, um filtro de imagem ativou, deixando ele com orelhas e bigodes de gato, provavelmente se devia a alguma outra chamava que havia ativado aquele detalhe. Sorriu, rindo entre os dentes na verdade.
- Um filtro de gatinho, ah? Muito viril.
Noah percebeu o filtro logo em seguida e riu, divertido, desativando-o em um dos botões. Perfeito, agora parecia um idiota. Não que se importasse com isso geralmente, mas bem, flertava com ele, ou pelo menos tentava.
- Só se importa em parecer muito macho quem quer provar alguma coisa. - Riu novamente. - Estava escrevendo algo ou ensaiando? Adoro quando você toca piano no show.
Vessel riu entre os dentes e negativou.
- Não acho que você esteja preocupado com isso. - Completou, não era um tipo de provocação, embora pudesse parecer. - Combina com você. - Referiu-se ao filtro. - É, estou tentando ajustar algo novo. Adaptar uma versão. - Disse e tocou despreocupadamente algumas das teclas, como se fosse apenas uma curiosidade em cada som.
Noah sorriu enquanto o ouvia falar, podia ver seus dentes brancos agora sem tanto destaque pela falta da tinta e suspirou, apaixonado, mas lógico, não diria nada, nem sabia disso ainda na verdade, eram apenas reações do próprio corpo. Escutou atentamente as notas, gostava de como a colocação delas ficou num determinado ritmo que ele fez.
- Hey, toca de novo essa última, eu gostei.
Vessel sorriu, quase num risinho sem voz na verdade, mas tinha um sopro dela no final. Tocou as mesmas notas, e se curvou suavemente para anotar no papel sobre a própria perna, o que dava uma visão um pouco maior de si na verdade, ou pelo menos o perfil com os cabelos médio a curtos. Não estava exatamente tentando esconder a si, mas era um pouco introspectivo fora do show, então, a timidez precisaria de certo costume.
Noah sorriu conforme ele se abaixou, pôde ver seu nariz, parte de suas bochechas, que desejou tocar novamente, mas não podia naquele momento. Seus dedos pareciam suavemente trêmulos por algum motivo, mas não deu atenção a isso.
- Você... Está fazendo isso desde cedo?
- Hum.. É, eu respiro meu trabalho. - Vessel riu novamente e deixou a folha rascunhada em cima do piano. - Mas estava com o violão, na verdade.
Noah negativou para si mesmo.
- Eu posso cozinhar algo gostoso pra você comer. Aposto que não comeu nada até agora. - Disse, intrigado pela sua mão trêmula. - Vamos nos encontrar, qual é, você pode usar máscara se não quiser que eu veja seu rosto. Tipo aquelas hospitalares sabe? Eu não vou insistir.
Vessel riu diante do comentário, parecia insistente, o que estava levando pelo lado da curiosidade, ele parecia mesmo um fã daquela forma. A princípio não respondeu, mas ajeitou o aparelho um pouco mais alto, ele ia poder vislumbrar alguma coisa, mesmo de perfil.
- Você é insistente, não é? Então ouve mesmo a banda como um fã, uh? - Indagou e até deu uma olhadinha de soslaio, um sorrisinho canteiro. - Beleza, mas eu não quero mesmo sair hoje. Você pode vir aqui, se quiser.
Noah o viu pegar o telefone e sentiu um arrepio percorrer a coluna, podia ver seu rosto meio de lado, mas ele parecia tão dócil, quer dizer, não combinava muito com seu visual da banda. Sorriu, afável, ficou em dúvida se deveria falar, era muito cedo.
- É, na verdade eu sou muito fã da sua música, mas não é por isso que eu quero te ver. Eu tenho... Pensado em te mandar mensagem há um tempo, mas achei que seria estranho se eu te mandasse mensagem no mesmo dia, sei lá... Talvez eu seja um idiota. - Disse num riso suave. - Eu... Gostei do que nós fizemos, mas... Não só isso, eu gostei de você, então queria te ver. Só isso mesmo. Então, não me importo com a forma que vamos nos ver.
- Não seria um problema, eu te dei meu número, então... Ia só parecer confirmar o contato.
Vessel disse, no entanto o ouviu prosseguir, ouviu atencioso apenas. Sorriu muito suavemente, com o canto dos lábios, no final, apenas lidando de forma muito direta com aquela conversa, sem pensar demais sobre o significado dela ou como lidar com as palavras.
- Bem, gostou da figura pública, sou um pouco diferente fora dela. - Disse, olhando para as teclas do piano, dedilhando devagar as notas instrumentais da música razão pelo qual ele entrou em contato.
- Hum... Entendo. É como um alter ego, isso? Bom, então... E se a gente se apresentar de novo? - Noah disse num sorriso, mas suavizou quando enfim o ouviu tocar, atencioso a suas notas. - Canta ela pra mim... Me deixa ouvir.
- Hum.
Vessel murmurou, afirmativo. Não era exatamente o alter ego, ou era, sabia que era aquela pessoa, no entanto, Leo era uma pessoa reservada, e talvez, até mesmo Vessel fosse, afinal, o que sabiam sobre ele? Logo passou a cantar a música, tornando Vessel mais presente. Noah silenciou quando o ouviu começar a cantar. Estava deitado na cama, mas se sentou, segurando o celular, atencioso. Sorriu, contagiado pelas palavras dele e notou seu olhar suave para a câmera, não podia ver seus olhos, ou seu rosto inteiro, mas era suficiente, se lembrava da cor deles, eram azuis... Tinha olhos azuis. No segundo refrão, murmurou suavemente para si mesmo a letra da música, não seria audível para ele. Em um certo ponto, Vessel interrompeu, deixando a música em murmuro, sem que terminasse tão bruscamente, olhou um pouco mais em direção, se esquecendo da falta da caracterização.
- E você, não vai cantar nada pra mim?
Noah sorriu a ele conforme ele cessou a música aos poucos, podia ver seu rosto agora, não todos os ângulos dele, é claro, mas ele era bonito, era adorável, realmente não se parecia com seu alter ego que parecia algo mais grosseiro e isso não incomodava a si nem um pouco, sorriu ao perceber isso.
- Espere. - Disse e se levantou por um momento, deixando o celular na cama e voltou pouco depois com o violão. Deixou o celular sobre o móvel no quarto e se sentou na cama, acenando para ele. - Oi bonitão. - Riu suavemente. - Eu estou escrevendo algo novo. Mas não sei se você vai gostar. Vamos ver.
Disse e iniciou a melodia da nova música, também havia escrito pensando nele, embora ela tomasse rumos um pouco diferentes assim como a dele, para combinar com o ritmo da banda.
- Drivin' home with nowhere to be, passing ghosts that tire of sleep - Deu ênfase e riu baixinho.
Vessel o viu deixar o celular por um momento e imaginou que fosse atender ao pedido, dessa forma acomodou o celular como antes, sobre o piano em frente a si, com o ângulo que não enquadrava completamente o próprio rosto. Deu-lhe o sorrisinho torto diante da saudação de volta, a voz grave soou num riso breve, entre os dentes. Ficou em silêncio apenas para ouvir o que viria a seguir, não sem antes retruca-lo, é claro.
- Eu vou curtir.
Tão logo sorriu diante da palavra que denotou. Gostava da voz dele, em especial o tom médio, aquele que mais tornava a semelhança de sua voz falada, Noah tinha muitos nuances vocais em suas músicas, era uma característica de sua banda, o que também gostava.
- I've been dying to love, dying to love, dying to love... One more second enough, second to love, second to love. - Noah tocou a pequena ponte da música, queria tocar aquela parte em específico para ele. - They circle over the stain, my essence slipping away... Waiting their turn for a taste. - Essa parte tinha um gutural, mas preferiu manter o tom suave da melodia do violão. - So tell me how does it taste? ... - Suavizou o toque devagar até cessar e sorriu a ele, suave, brincalhão como era. - Tem gosto de tinta e suor.
Vessel sorriu suavemente durante a música, não por alguma razão graciosa ou cômica, mas porque gostava da letra, da história metafórica que ela criava, tinha um gosto em especial por músicas de melodia romântica e sóbria, sem animosidade eufórica, mas sobre tensão, por assim dizer. No fim, mordeu o lábio inferior, não exatamente sensualizado.
- Depende, agora mesmo eu certamente não tenho gosto de tinta, suor eu não posso dizer. - Aquela altura já tinha um pouco mais de Vessel, mais aberto e desinibido.
Noah riu suavemente ao ouvi-lo e negativou, era engraçado que ele não tivesse percebido a brincadeira sobre o amor ter gosto de suor. Ainda bem, ele parecia meio lerdo, porque era muito direto e emocionado então preferia assim.
- Me manda seu endereço, eu vou aí descobrir pra gente comer juntos.
Vessel não era lerdo como podia parecer, talvez como Leo, tivesse um ar mais ingênuo ou até puro, provavelmente pela paleta de cores, opostas ao que costumava usar como Vessel, mas apenas estava reagindo no que julgava ser a altura das brincadeiras de Noah, ele parecia brincalhão, até um pouco bobo, era adorável na verdade, mas como simplesmente era a segunda interação de ambos, não estava de fato compreendendo intenções românticas da parte dele. Olhou para ele através da tela, não diretamente, mas o suficiente, abaixou a cabeça e sentiu os cabelos que caiam e cobriam os olhos, sorriu, bem, ia dar a ele o endereço, porque afinal, ia mesmo curtir repetir algo daquele dia.
- Beleza, vou te enviar por mensagem.
Noah sorriu, animado por poder vê-lo novamente. Assentiu algumas vezes e deixou o violão de lado, buscando o celular mais uma vez.
- Combinado, vou tomar um banho então e... Já te encontro aí. Beleza?
- Hm.
Vessel murmurou afirmativo e então esperou até ele desligar a chamada, deixou o telefone onde ele havia começado a conversa, esquecido sobre o piano e então, voltou a trabalhar, embora um pouco menos atento ao que fazia, já que estava esperando a visita de Noah, e talvez até estivesse um pouco nervoso por isso, não queria tirar a imagem que ele tinha de Vessel.
Noah se arrumou, muito bem na verdade. Tomou banho, passou perfume, arrumou os cabelos, colocou uma camisa preta e calça da mesma cor assim como o cinto. Estava animado, quase ansioso. Em algumas horas, bateu em sua porta, e demorou porque foi comprar comida.
Vessel olhou novamente o telefone, então percebeu que deveria se ajeitar, quer dizer, estava horas escrevendo, não era só trabalho, adorava aquilo então não tinha problema em estar fazendo isso mesmo num dia de descanso. Levantou-se, tomou banho e se vestiu coincidemente como o outro, com roupas pretas, embora estivesse novamente com uma camisa de mangas longas e botões na gola, que subia bem até quase o queixo. A calça era de tecido leve, muito parecida com o que já costumava usar nos shows habitualmente. Então após o banho e a arrumação básica, sentou-se novamente para tocar, no entanto, apenas encostando no assento, ouviu o toque do interfone. Suspirou, um pouco nervoso sobre a situação, seguiu até lá, e bom, colocou uma máscara, mas não era como a máscara de hospital, era bem trabalhada, abaixo dos olhos, firme e com a logo da banda. Abriu a porta finalmente e então o recepcionou, a princípio sem dizer nada, apenas percebeu naquele momento que Noah tinha a mesma altura que si, já haviam transado, já o havia visto em apresentação, mas a percepção foi diferente dessa vez.
Noah ouviu seus passos, estava nervoso evidentemente, as mãos tremiam suavemente. Quando ele abriu a porta, olhou sua roupa bem arrumada, não era o único sendo meticuloso aparentemente, mas estava realmente de máscara e podia ver seus olhos azuis, sorriu, talvez até um pouco apaixonado sem perceber, mas negativou em seguida para si mesmo e ergueu as sacolas, pigarreando.
- Eu trouxe sushi e cervejas.
Vessel observou como estava, parecia casual mesmo que bem vestido, como se fosse despreocupadamente atrativo, sem esforço. Sorriu, podia estar com a boca coberta, mas ele ia ver o sorriso pelos olhos.
- Boa. Venha, Seb. Entre.
Noah entrou com ele e viu seu piano na sala de estar, era um piano de cauda, lindíssimo, imaginou que provavelmente no início não deveria ser daquela forma, sorriu, as coisas que conquistaram com a fama.
- Caramba... Que casa linda.
O risinho de Vessel soou abafado na máscara, embora o som fosse nítido, já que não encostava nos lábios.
- Obrigado. Pode... - Disse e gesticulou, indicando que podia perambular se quisesse.
Noah assentiu, sorrindo suavemente a ele.
- Escuta, como você vai comer com isso aí? - Disse e riu, seguindo com ele para a sala, o tapete era felpudo e macio, quis pisar nele sem sapatos. - Hum, lareira?
- Eu vou fazer um pequeno furo. - Vessel falou sério, porém riu novamente em seguida. - Obviamente eu vou tirar. Eu só coloquei pra te acostumar lentamente sobre o Leo.
Noah o ouviu silencioso, colocando as sacolas de papel sobre a mesa assim como o fardo de cerveja, mas desviou o olhar a ele em seguida, sorrindo suavemente.
- Leo... Que nome bonito.
- Oh, sim. Eu esqueci, você ainda não sabia. Consegue ser ainda mais curto que o seu, hum?
Noah riu suavemente.
- Tá tudo bem, eu não vou julgar você não. Digo, por gostar de ficar assim. Posso te dar um abraço ou vai ser estranho?
- Estranho por que? A gente já fez bem mais que isso.
- Sei lá... As vezes você só queria sexo casual e não mais do que isso.
Noah disse e sorriu meio de canto, esperava que não fosse isso de fato. Aproximou-se dele e o abraçou, bem diferente do primeiro cumprimento que deu nele quando se conheceram, que fora algo mais informal, algo entre amigos homens, agora era mais íntimo do que isso. Sentiu o cheiro de seu pescoço enquanto o abraçava, bateu em suas costas sutilmente, apenas disfarçando.
- Hum, cheiroso. - Riu.
Leo negativou com a cabeça, como quem diz "bobagem", se aproximou dele mutuamente, o retribuiu no abraço e deu os tapinhas em suas costas, mas notou que o abraço parecia mais afável que o primeiro que trocaram como comprimento.
- Você tá bem?
Perguntou, imaginando se ele estava chateado com alguma coisa, ou quem sabe até estivesse ali afim de transar de novo, já que o abraço pareceu ambíguo, podia parecer íntimo mas também reflexivo, como se estivesse chateado.
- Hum? Estou... Por quê? - Noah disse e coçou a cabeça, estava sendo emocionado demais talvez, se sentiu mal por um momento e deu um sorriso fraco. - Foi mal. - Disse e se sentou no sofá, meio sem graça, abrindo o fardinho das cervejas para pegar uma para si e entregar outra pra ele.
- Hum, não sei, o abraço... Parecia talvez um pouco emotivo, achei que pudesse estar chateado com alguma coisa. - Disse Leo e se aproximou dele, aceitou a bebida, embora não tenha aberto imediatamente.
- Ah, não... Não, é só... - Noah disse e sorriu meio de canto, ia parecer um lunático se falasse o que pensou. - Nada, só queria te ver.
- Hum, talvez esteja querendo fazer novo aquele lance, hum?
Leo disse, referindo-se ao sexo e riu atrás da máscara, não sabia se era de fato, mas o abraço parecia ter apenas aquelas duas intenções, ou estava afim ou estava chateado, se não era isso, então restava a opção. Suspirou e se sentou logo ao lado dele, ainda tinha a cerveja numa das mãos, então torceu a tampa da cerveja, abrindo-a. Então, bem, ia ter que tirar a máscara, então fez isso, tirou os elásticos presos nas orelhas e segurou o adereço, colocando-a sobre a mesa de centro que mais parecia um enorme bloco de pedra com acabamento plano. Tragou a bebida e olhou pra ele, bom, era inevitável estar um pouco tímido. Noah sorriu meio de canto ao ouvi-lo e negativou.
- Bem, claro, se rolar vai ser ótimo, mas não é por isso.
Disse enquanto abria a própria cerveja e deixou sobre a mesa, abrindo os pacotes a retirar a comida, na verdade queria que ele comesse, já que estava o dia todo sem comer. Ia pegar a própria cerveja de volta quando viu seu movimento no rosto, então olhou pra ele e o encarou por alguns segundos, suspirando em seguida e sorriu.
- Cara... Por que você cobre o rosto? - Disse num riso que soou num sopro.
Leo percebeu sua tentativa de ser sutil na conferida, então riu no comentário seguinte, mas não por isso, mais pelo esforço em não demonstrar demasiada atenção ao notar o que fazia.
- Bem, é parte da minha identidade. Mas acho que isso foi um comentário como quem quer fazer um elogio, hum? - Sorriu canteiro, obviamente, menos exposto que Vessel.
Noah sorriu igualmente e assentiu.
- É... Porra, você é muito bonito. - Disse enquanto ainda olhava pra ele quase hipnotizado e estendeu a mão para pegar a cerveja, mas acabou por bater nela e derruba-la sobre a mesa de pedra. - Maldição. - Disse e ergueu-a rapidamente. - Ah cara, me perdoa. Onde tem um pano?
Leo riu, quase parecia um sorriso despreocupado, mas na verdade não acreditava muito no elogio, ficava até um pouco desajeitado, mas não se importava com isso. Levantou-se conforme derrubou a bebida, ele tinha um jeito de moleque, muito diferente da personalidade de suas músicas, mas essa dualidade era interessante, tinham o mesmo aspecto naquele modo de ver as coisas.
- Relaxa, tudo bem, não vai danificar nada mesmo, é uma pedra. - Riu e buscou algo para limpar o excesso.
Noah olhou pra ele enquanto saía, ainda em pé, coçando a cabeça.
- Se fosse de madeira eu ia ficar me sentindo mal por um ano. - Disse num pequeno sorriso desajeitado e se sentou quando enfim ele estava de volta a limpar a mesa. Pegou a cerveja, de modo seguro agora e bebeu um gole. - Então... Leo. Você mora sozinho?
- Restou alguma coisa nela? - Leo indagou, referindo-se à bebida, ele parecia confuso, e não estava surpreso por isso na verdade, como bem via em Noah, embora não de aspecto físico no caso dele, tinha uma grande dualidade, e em si, via-se tanto em personalidade quanto em aparência. - Moro sim, já há alguns anos, embora não fique muito por aqui. E você?
- Ah sim, caiu bem pouco na verdade. - Noah riu. - Se fosse maior ia fazer um estrago, o tapete ia molhar inteiro. - Disse e coçou a cabeça novamente. - Ah, é mesmo, você é inglês, não é? Tem uma casa tão legal assim na Inglaterra? - Sorriu. - Moro... Ahn, na verdade faz uns três meses que comecei a morar sozinho.
Leo assentiu à pergunta, a primeira delas e riu pela segunda.
- Bem, é a casa dos meus pais, mas era uma casa legal, só não com as coisas desse jeito. - Disse, sugerindo o gosto pessoal agregado à casa. - Ah, legal. Achei que morasse com algum amigo da banda.
- Eu morei, quer dizer, morei desde bem novo com eles. Aí eu me casei e bom, não dava pra continuar morando com os meus amigos. - Riu. - Mas, bom, assinamos os papéis do divórcio há uns quatro meses, então... Minha casa ainda está meio bagunçada, estou achando alguns lugares pra colocar minhas coisas, tive que comprar muita coisa nova também.
- Oh, eu sinto muito por isso.
Leo disse, um pouco surpreso embora não tenha deixado isso claro, Noah não parecia um cara casado, parecia muito independente ou jovial demais pra isso.
- É... Eu também. - Noah disse num pequeno sorriso, desprovido de graça. Bebeu um gole longo da cerveja. - Mas, está tudo bem. Eu me surpreendo que você não seja casado, isso sim.
Leo concluiu que talvez essa fosse a razão pelo qual parecera chateado no abraço, pelo menos era o que pensava.
- Ah, bem, eu tive uma namorada de longa data desde o colegial até algum tempo, alguns anos na verdade, então depois que terminamos eu foquei noutras coisas.
- Oh... Sinto muito. - Noah disse sem saber o que de fato falar pra ele, já que sentiu uma sensação meio estranha sobre aquilo. - Você ainda gostava dela?
- Ah, tudo bem. - Leo disse sob seu pesar. - É, na verdade eu tinha algum sentimento, era tudo o que eu conhecia, já que comecei muito novo, mas era um carinho, mais um respeito, algo assim. Mas naturalmente foi terminando.
- Hum. - Noah disse a assentir. - Eu entendo. Meu casamento durou um ano. - Riu suavemente. - Meus pais morreram quando eu era criança, eu fui criado por uma avó minha e quando tive idade o suficiente morei com os meus amigos, aí bom, ela era minha agente, vivia insistindo que eu deveria sair de casa porque meus amigos eram bagunceiros, casamos. O problema é que ela era muito ciumenta, e eu sou uma figura pública, então... Deixei de fazer muitas coisas que eu fazia, deletei meu Instagram, parei de fazer vídeos que eu gostava de fazer, lives. Foi meio traumático na verdade.
- Ah, soa como algo que escolheu de forma impensada. Lamento pelos seus pais, deve ser difícil.
- É... Não tive muita sorte no amor. - Noah disse num pequeno sorriso. - Diria que nem na vida, mas estou onde estou, então. - Deu de ombros.
- É, quase diria que teve sorte, mas não acho que seu esforço e seu talento pra música deve ser diminuído para algo como sorte. Voce está num bom lugar, apesar das merdas da vida.
Noah sorriu ao ouvir o elogio.
- É muito bom ouvir isso de alguém como você. Eu te admiro demais. Você toca uns mil instrumentos, tem uma voz incrível. Porra... Um elogio desses é...
- E seu trabalho não é diferente. Sua voz é muito sensual, na verdade. - Leo disse, provocador levemente, embora não estivesse mentindo. - Atinge diversos tons, tem letras muito boas. Curiosamente, você fala como se fosse amador e sabe que não é.
Noah sorriu, sugestivo ao ouvi-lo.
- Ah bem, eu canto bem sim, mas estou falando de todos os instrumentos que você toca. E você fala como se a sua voz não fosse sensual. Os vídeos da Sugar são bem interessantes na verdade. - Disse e mordeu o lábio inferior. - Podíamos cantar juntos qualquer dia desses.
- Ah, mas você pode aprender a tocar, sabe tocar violão e guitarra, já é além do vocal. Você acha, hum? - Leo riu, entre os lábios pequenos e fechados até então. - E você viu vídeos dela? No plural. Podemos fazer isso.
- Claro que eu vi vídeos dela no plural. - Noah disse e riu, divertido. - Na verdade eu vi por acidente um deles um tempo atrás, aí eu fiquei curioso. Não achei que você pudesse ter qualquer interesse... Em homens. E ainda achava que podia ser fan service. Que bom que eu estava errado. - Sorriu porém para sua última frase. - Eu quero de verdade cantar com você.
- Pra falar a verdade não penso muito sobre orientação sexual, prefiro pensar se me atrai de alguma forma... Ahn, pessoal, digamos dessa forma. Mas com os caras é fanservice mesmo. - Leo disse e enfim bebeu da cerveja, não costumava beber com frequência. Então sorriu diante do comentário final, enquanto os lábios ainda encostavam na garrafa, até terminar o trago mais longo. - Que bom, ah? - Disse, copiosamente ao que ele falou, mas tornou assentir. - É, podemos planejar isso, seria bom.
- Hum, é, eu me sinto assim também. Os caras da banda são meio... Bom eles ficam me zoando se digo que acho um homem bonito. Provavelmente não acreditariam se eu dissesse que transei com você. - Noah riu. - Vou te mandar mensagem sobre isso então. - Disse e agora tinha um motivo para poder falar com ele de novo. Abriu a embalagem do sushi e entregou o hashi a ele. - Vamos, devia comer alguma coisa, hum?
- São meio o que? Tradicionais ou imaturos?
Leo disse conforme assentiu referente à mensagem e aceitou a embalagem com os sushis. Até então, mesmo embora sem a máscara, não estavam se encarando o tempo inteiro, então as vezes quando ele olhava diretamente para o rosto para conversar, sentia algum tipo de estranheza de sua parte, ou como se estivesse curiosamente notando os detalhes que não via normalmente. Pegou os hashis.
- Faz tempo que não como sushi, foi uma boa escolha.
- Imaturos. - Noah disse e riu suavemente. Realmente estava olhando muito pra ele, queria guardar suas feições porque não sabia quando o veria de novo e também, era estranho vê-lo fora do Vessel, não pareciam combinar. - Que bom que gostou, eu adoro esse restaurante. Não sabia o que você gostava, então... Peguei um pouco de cada. Vessel, digo... Leo. - Disse e coçou a cabeça. - Desculpe, é difícil me acostumar. - Riu. - Posso te perguntar uma coisa?
- Eu gostei do que escolheu, gosto dos tradicionais. Você pode me chamar de Vessel. - Leo disse e sorriu canteiro, se sentia um pouco desconfortável por parecer estranho. - Vá em frente.
- Ah não, é só falta de costume. Eu quero conhecer o Leo também. - Noah disse num sorriso. - É que... Por favor, não me leve a mal, mas você me parece tão doce. Como foi que você pensou em se vestir como o Vessel e tocar algo mais agressivo?
- Doce, ahn? Bem, em geral, maior parte das pessoas não são como se parecem. Ter essa aparência não significa exatamente que vou gostar de coisas menos agressivas, na verdade eu gosto muito delas. Mas, em relação a música, as letras sempre foram mais românticas de forma melancólica. Em um certo momento do final da minha adolescência, por volta dos vinte e um mais ou menos, eu escrevi uma música que soou diferente das que eu já havia pensado, era sobre sufocar alguém, era intensa pra mim de algum modo, senti que ela precisava de algo que eu não estava entregando no ritmo, mas claro, já era fã dos rocks mais clássicos, então fui me interessando pelo ritmo a medida em que sentia que a minha música ia procurando isso. Eu me senti chamado pra ela, e passei a ter alguns sonhos, o visual fez parte dele. Bem, é um pouco complicado de explicar, não parece muito a sua vibe.
Noah o ouviu silencioso, assentindo enquanto bebia vez ou outra a cerveja.
- Ah não... Não, eu quero saber. - Sorriu. - Quero saber sobre o que é importante pra você.
- Sonhei com uma criatura, se apresentou pra mim como algo que conheço como Sleep, conveniente pra um sonho, não é? - O riso soou entre os dentes de Leo. - Então, eu entendi como um chamado, vinha tendo uma percepção de que as minhas composições, as letras esperavam algo menos suave da melodia, eram palavras que Ela gostava, então eu quis atender ao que queria ouvir.
Noah sorriu conforme o ouviu, não sabia se ele realmente acreditava nisso, ou se era só uma atuação, algo encenado por ele, mas achou que seria uma ofensa perguntar, então guardou para si.
- Hum, todas as músicas são pra essa entidade então? Mesmo a Jaws?
Leo sorriu.
- Bem, todas as músicas são como uma oferenda, mas não significa que eu não escrevo o que penso ou o que sinto. É como oferecer algo a você quando entra em minha casa, entende? Ela só me mostrou o que eu tinha e não sabia como expor.
- Hum, entendi. - Noah sorriu igualmente. - Eu uma vez fui a um show seu. Já faz um ano mais ou menos, eu fui disfarçado. - Riu. - Estava participando do mesmo festival que você, mas não nos encontramos. Eu assisti na plateia. Mas... Meio que partiu meu coração quando você chorou. Você tem performances incríveis.
- Existo dentro de um mundo muito mais lírico que as outras pessoas, e talvez soe como bobagem para alguns, mas eu gosto do que tem aqui dentro. - Leo sorriu, genuinamente em paz com o que dizia.
Noah sorriu afável, o admirando pelo que falava.
- Bom, já que você confiou em mim, eu... Quero te contar uma coisa. Mas só se você prometer não me achar estranho.
- Talvez o ache estranho, mas estranho nem sempre é ruim.
Noah suspirou, sentindo a mão pouco trêmula, mas decidiu falar.
- Eu gostei muito da nossa interação no outro dia, não falo sobre sexo... Eu só fiquei... Muito confortável com você e era algo que não acontecia há muito tempo. Eu nunca realmente estava confortável perto das pessoas, sempre achava que estava fazendo algo errado, sendo um incômodo pra elas, mas... Eu gostei de você de verdade. Quase como se a sua energia combinasse com a minha de alguma forma. Faz sentido? Pareço um grande idiota? - Noah riu, abaixando a cabeça suavemente para se esconder atrás dos cabelos. - Escrevi a música que cantei mais cedo pensando naquele dia.
- Se parece um idiota? Estou dizendo a você sobre ser devoto a algo que fez parte de um sonho, você acha que simplifico as coisas para achar algo idiota?
O riso soou entre os dentes de Leo e se virou para ele olhando-o mais desinibido e direto agora, talvez por ter dito a ele quem era Vessel ou mesmo Leo, então sorriu como ele.
- Jaws também teve parte daquelas lembranças.
Noah ergueu o rosto suavemente, olhando pra ele em frente a si e sorriu, um sorriso completamente diferente agora, era quase analítico, queria saber se ele falava sério.
- Estava falando da minha mandíbula?
- É simplificar um pouco, mas é a lembrança dos seus beijos doloridos.
Noah sorriu suavemente.
- Hum, acho que... Não é tão profundo quanto a minha visão das coisas. - Riu.
- Estou dizendo que falar que é sobre sua mandíbula soa simplificado, mas que de maneira simplificada, eu citei isso. Mas é claro, esteve presente nas minhas lembranças de modo que eu sabia que devia exteriorizar. Eu disse, aqui dentro é muito mais lírico. Também me senti bem sobre você, embora eu sinta que sejamos tão diferentes a ponto de pensar que falar sobre minhas influências, soem como florescer demais uma realidade tão simples, e que pareça ridículo pra você.
Noah negativou a beber o último gole da cerveja, deixando a garrafa sobre a mesa.
- Me interesso por você, como já te disse, gosto da banda, gosto de quem você é, do que vocês são. Somos diferentes sim, mas eu jamais acharia besteira.
- Então talvez nossas similaridades estejam também nas nossas diferenças. Como... O fato de que eu vejo uma dualidade em você aqui e como músico. Ela não é tão gritante como pode sentir em mim, porque não é sobre sua aparência.
- É, eu sei... Eu sou meio bobão fora do palco. Desculpe, as vezes eu sou meio emocionado nas coisas, eu sei que eu estrago elas assim. - Noah sorriu meio de canto.
- Eu gosto, muito mais do que é no palco, na verdade. - Leo sorriu e então negativou, não entendia em que parte daquilo algo parecia ruim. - Você disse que se sentiu confortável comigo, porque eu não te fazia se sentir como quem está fazendo algo errado, então, porque está se sentindo assim agora?
Noah ergueu os ombros, indicando que não sabia o porquê, somente suspirou profundamente.
- Acho que eu não devia ter falado o que falei, é cedo.
- Você prefere que eu coloque a máscara de volta? Te deixo mais confortável como Vessel? - Leo imaginou se parecia alguém difícil daquela forma, ou talvez ele só tivesse sentido algo diferente ao falar daquela maneira, talvez verbalizar tenha o feito refletir sobre aquilo? Quem sabe, pensou. - Também me sinto bem com você, Seb. Não acho que disse algo errado. - Sorriu e até tinha o cenho levemente franzido ao fazer isso, quase como quem tenta tranquilizar uma criança.
Noah negativou ao ouvi-lo.
- Não, não tem nada a ver com o Vessel.
Disse e sorriu a ele, tocando sua mão e acariciou o dorso, ergueu para si e beijou-a. Tinha tendência a ser meio emotivo e emocionado sobre as coisas, era um problema próprio e odiava isso, geralmente era para o oposto. Era difícil se acostumar com algumas pessoas ou situações, era uma pessoa fácil de lidar, mas tinha dificuldade em lidar com o mundo, tanto é que costumava ser meio triste mesmo que fizesse piada, por isso, estar com ele era como encontrar um navio em um naufrágio, ele trazia paz para si, mas acabava falando demais. Esperou apenas que ele esquecesse o que havia dito, para que não estragasse a noite para ele. Imaginou se ele não pensava no porque tinha um pirralho se declarando pra ele num segundo encontro, e não sabia nem se era um encontro. Deixou a garrafinha vazia de lado e abriu outra, já que a própria havia sido derramada sobre sua mesa.
- Mas então... Me conta. - Disse, tirando os sapatos e deliberadamente colocou os pés sobre seu sofá, abraçando as pernas com uma das mãos. - Você sempre transa como Vessel?
Leo olhou para ele no silêncio que trouxe por algum tempo, quase podia notar seus pensamentos transbordando, mas parecia aflito, então ainda pensava sobre, quem sabe, algo estar causando aquilo para ele. Esperou ele prosseguir, mas não veio nada além daquela declaração e até uma mudança repentina de assunto, algo que certamente não tinha muito interesse em falar. Sorriu a pender a cabeça para o lado esquerdo.
- Bom, como Vessel, sinto que me desprendo da vaidade, porque mostro apenas o que faço e não como faço, entende? Deixo de me preocupar com o que me pareço, apenas entrego o que tenho a oferecer. Então, você quer que eu coloque a minha máscara?
- Achei incrível que você não respondeu minha pergunta, mas falou tão bonito que eu nem percebi isso até o final. Isso é um sim? - Disse Noah num pequeno riso, ainda estava um pouco aflito mesmo, mas preferia deixar pra lá. - Já disse, não quero sua máscara. Gosto de olhar pra você. Enquanto você estava usando ela eu buscava qualquer pedaço de você que eu pudesse tocar, um pedaço humano. Seus olhos tem um tom lindo de azul.
Leo riu com ele diante de sua resposta.
- Mas não estou tentando falar bonito, é só a verdade, quando colocamos máscaras, somos mais reais no fim das contas. Então, estou perguntando se quer aquilo, aquela situação, você quer que eu seja aquele.
Noah negativou e novamente tocou a mão dele.
- Eu quero o Leo.
O riso soou quase nasal para Leo, ele não estava realmente entendendo. O fato é que ele parecia estar desejando contato, quase um desejo emocional, exatamente como o que dizia a música que cantara para si mais cedo, levou um tempo, mas notou isso. Ainda assim, sentia que ainda não conseguia se fazer entender verbalmente, era curioso como sentia que perdia as palavras corretas para falar com ele, sentia a vaidade.
- Estou perguntando se quer conversar sem palavras. - Disse, sugestivo. - Como daquela vez.
Noah bebeu mais um gole da cerveja, havia estado realmente confuso até então, entendeu o que ele queria dizer, mas várias coisas se passaram pela cabeça. Não queria que ele pensasse que havia ido ali apenas para isso, também não queria desprezar a conversa que estavam tendo e estava um pouco chateado, então imaginou que o sexo consigo seria uma droga, ainda assim, sentiu um arrepio percorrer a espinha quando pensou na possibilidade de fazer isso com ele de novo. Sorriu meio de canto, deixando claro que havia compreendido agora.
- Eu não vim aqui com essa intenção, você sabe. Mas dizer que não quero eu estaria mentindo.
- Se tivesse vindo, eu não ia me importar de qualquer forma.
Leo deixou de lado a comida, a bebida e se virou no sofá, podendo olha-lo de frente agora. Ficou um pouco tímido, provavelmente tinha esse aspecto evidente mesmo nos próprios olhos, ainda assim, ergueu a mão e tocou a bochecha dele, sentindo uma leve aspereza onde provavelmente teria barba nascendo no dia seguinte, gostou do toque. Curvou-se, foi rápido em se aproximar, porém não o tocou antes de dar a ele algum tempo de reação, chegou alguns poucos centímetros de seu rosto, e o restante faria em alguns instantes, se ele assim quisesse, afinal, não estava como ele conhecia.
Noah permaneceu da mesma forma quando o viu se virar, ponderou o que sua frase queria dizer e por um momento sentiu uma suave pontada de decepção, não por sua aparência, de forma nenhuma, mas por ter dito que não se importaria se tivesse ido transar. Na primeira vez em que se viram, ele fora rápido para perguntar se queria fazer aquilo com ele, então provavelmente era algo comum. Não era especial ou tinha qualquer importância. Era só sexo? Ou talvez estivesse tentando se sabotar de novo com os pensamentos negativos. Os pensamentos foram dispersos quando sentiu o toque quente de sua mão, tsc, aquele maldito era tão lindo, não conseguiria ficar muito tempo chateado nem se quisesse. Esticou a mão com cuidado, deixando a cerveja em sua mesa, não queria derruba-la de novo e só então retribuiu o toque em seu rosto, agora podia tocar seu rosto inteiro, sua bochecha macia que acariciou com o polegar, seus olhos pareciam esconder uma timidez suave, era besteira, ele era perfeito como era. Deslizou a mão para seus cabelos como havia feito no dia anterior e enfim o beijou, ajeitando-se no sofá em frente a ele para que pudessem ficar mais próximos. Ele tinha gosto de cerveja na boca e cheiro floral, provavelmente de seu sabonete, ainda que ele quisesse esconder o rosto de si, podia vê-lo na baixa luz amarela de sua sala e assim estava perfeito. Havia sonhado com aquele dia uma vez, o dia em que o veria sem máscara, ele era diferente do que imaginava, mas percebeu que o diferente era perfeito.
Sem se mover, Leo deduziu que ele esperava pela continuidade, então foi em frente e ganhou reciprocidade de sua parte, tanto no toque de seus dedos tatuados, quanto de sua língua que já conhecia o contato, como na primeira vez, com gosto alcoólico. Deslizou a mão de sua bochecha até a mandíbula, sentindo seu conhecido desenho marcado, então deslizou para baixo dela e tocou o pescoço como boa parte de seu corpo, decorado por tatuagens, tomando entre os dedos, diferente dos dele, esguios e agora sem qualquer tintura, mas apenas segurava sem impor força. O beijou, não tão suave, não tão intenso. Gostava do contato físico dele, tinha alguma coisa que não sabia exatamente do que se travava, não era apenas por sua aparência, era o contato, o toque. O que devia dizer? Claro que havia sido rápido e apenas sexo quando o convidou, afinal, nem se conheciam diretamente, então obviamente a primeira interação havia rolado de forna completamente física, mesmo que à priori, de fato tivesse um tipo de simpatia, já que não era evidentemente o tipo de pessoa que se prendia ao aspecto físico, precisava ter alguma coisa além disso. Mas é claro que naquele momento, mesmo rápido, já se conheciam de uma outra forma, tinha mais conteúdo, e embora não se importasse de ser alvo de seu desejo, não estava dizendo que o esperava para apenas reproduzir e então mandá-lo embora. Quando interrompeu o beijo simples, expôs a língua e lambeu seus lábios, correndo o toque desde o queixo suavemente áspero.
Noah ergueu o pescoço para ele quando sentiu seu toque e sorriu suavemente, se lembrava do que ele havia falado sobre a música e sinceramente, meio que achava aquele toque excitante. Deslizou os dedos em seus cabelos loiros, se lembrava exatamente do toque que eles tinham e gostava muito. Ainda com o rosto erguido, fechou os olhos para apreciar o caminho de sua língua e a sugou quando chegou na própria boca. Era exatamente o que havia dito pra ele, estava confortável, mas o peito estava apertado e nem sabia porquê, suspirou, profundamente e audível, buscando paz para si mesmo mesmo sem dizer nada, sabia que ele acharia que era só excitação. Tocou seu rosto, agora sem tinta, acariciou sua bochecha e encostou a testa na dele a interromper o beijo.
- Eu quero ser seu, Leo. Sou sua oferenda hoje. - Disse e sorriu suavemente, suavizando o que queria dizer.
Noah parecia ter dois sentimentos em seu corpo, beirando a estar relaxado ou estar tenso, como quem deseja algo perigoso, talvez como quem encontra medo e alívio na morte, ou quem sabe, Leo apenas estivesse dando lirismo onde havia uma resposta simples. Mas uma coisa sabia, havia algo diferente naquele dia, não apenas entre ambos, em Noah. Quando interrompeu o toque, Leo sentiu os lábios estalarem contra os seus, nem havia aberto os olhos quando o ouviu dizer, mas apenas sorriu com os dentes aparentes, quase se sentia tingido naquele momento, mesmo sem ver a cor escura na pele. Tocou sua camisa e puxou, tirando por cima sem precisar mexer com os botões dela, o que bagunçou seus cabelos e agora sorria por esse detalhe, vê-lo desalinhado. Logo abaixo, em sua calça escura, o cinto que gostava de desafivelar.
Noah suspirou, estava nervoso sobre a reação dele com as palavras, mas aparentemente, ele não havia se incomodado, seria facilmente uma oferenda dele se quisesse, como ele cantava para sua entidade. Tirou a camisa que usava de um jeito meio desajeitado, mas aparentemente ele queria evitar a demora de abrir os botões. Ajeitou os cabelos num pequeno riso e negativou, também gostava de desafivelar cintos, gostava das possibilidades do que fazer com eles. Deslizou as mãos até a barra de sua camisa, a dele não tinha botões para abrir inteira, então só poderia tirar assim. Puxou-a e agora viu seu corpo bonito, sem a tinta e deu atenção a ele, deslizando o dedo indicador de seu pescoço até seu abdômen e ventre, mordendo o lábio inferior enquanto o fazia.
- Hum...
Leo deu espaço a ele para lidar com a própria roupa, ergueu os braços e tirou para ele, e também teve de ajeitar os cabelos, voltando a usa-los como artifício sobre uma parte do rosto. Voltou para se aproximar dele, sentindo o toque deslizar como uma gota de chuva escorrendo na pele. Podia ver em seu rosto um agrado com a visão que tinha, riu por isso, entre os dentes cerrados. Tocou seu dorso, empurrando a direção da mão como um guia, até o corpo mesmo onde coberto pela calça que continuava no lugar.
Noah sorriu a ele ao sentir seu toque e fez exatamente o que ele queria, tocou seu sexo, mesmo sobre a calça, sentindo o volume suave que ele tinha, não estava dormindo completamente o que causou um sorriso maldoso em si, então realmente o excitava? Era gostoso saber disso, e claro, estava exatamente igual a ele sob as próprias roupas. O apalpou, delineando suas formas nas roupas e suspirou, aproximando-se suavemente para selar seus lábios. Só então, abriu seu cinto e fez isso com a maior paciência do mundo, puxou e desafivelou, quase puxando seus quadris contra si ao fazer isso e suspirou profundamente.
- Estou com fome. Estou morrendo de fome. Disse e sorriu meio de canto, aproximando-se dele e beijou seu pescoço, seu rosto, mordeu seu queixo, deixando a excitação tomar conta de si e camuflar qualquer outro sentimento que pudesse estar sentindo.
- Não esconda seu rosto, eu quero olhar pra você. - Murmurou contra sua pele.
Conforme ia friccionando o corpo mesmo sobre a calça, ele ia saber, Leo ia ficando no ponto, tornando-se firme sob seus dedos, e ele parecia conferir isso. Quando desviou a atenção, podia ouvir o cinto tilintar a fivela, soltar o fecho, vagarosamente dando vazão ao que ele pretendia alcançar, e embora fosse direto sobre despir suas roupas, como puxar ou tirar a camisa, não se importava em degustar um ato meticuloso e lento como aquele.
- Então alimente sua fome, Seb.
Murmurou, um sussurro, mas pela proximidade, audível o bastante. Fechou os olhos enquanto sentia suas preliminares, mas por onde passou, esperou vir o peso de sua arcada, já que os dentes iam acariciando a pele vez outra. Então voltou o olhar para ele, embora encontrasse mais de seus cabelos do que seu rosto em si.
Noah estremeceu ao ouvi-lo, gostava do timbre da voz dele, ainda mais naquele sussurro. Se fechasse os olhos, sempre podia se lembrar de sua voz gostosa ecoando no gemido que havia ouvido no outro dia.
- Você pensou em fazer isso comigo de novo? -Disse num sorriso. - Quer dizer, pensou em mim assim? Se excitou sozinho com o que nós fizemos? Porque eu fiz isso algumas vezes.
Riu suavemente e mordeu novamente seu queixo, depois seu pescoço e com seu cinto agora frouxo, empurrou finalmente a mão para dentro de sua calça, procurando seu sexo e mordeu o lábio inferior quando sentiu sua pele macia e quente, massageou, estimulando-o.
- Ah... - Gemeu baixinho em seu pescoço.
Noah havia se deixado levar facilmente pela excitação, logo tinha apenas um sentimento estampado em sua forma de agir, já não parecia numa linha tênue entre excitação ou tensão, agora parecia se deixar levar pelo desejo, e no fim, Leo gostava disso. Olhou diretamente em seus olhos amendoados, dando atenção as coisas que ele estava perguntando, o que ele queria ouvir, o quanto ele queria provocar a si mesmo com aquelas respostas, sorriu, suavemente, ao pensar sobre isso.
- Ah, você fez... Hum? Eu pensei em você e sobre como nós fizemos um bom ritual, não acha?
A pergunta não esperava de fato uma resposta, já que estava lidando com as coisas que ele parecia aflito para fazer, como se estivesse tomado pelas expectativas de seu corpo, pela fome. Gemeu, bem como ele desejava ouvir, ainda que a voz escapasse sem intenção e não por provocação; sentindo seus dedos mornos, quase podia sentir um tremor partir do contato, então levou a mão sobre a dele, por dentro da calça, mesmo que isso deixasse o espaço mais limitado, esfregando sua mão na própria pele, na própria excitação, e tal como empurrou seu toque para o corpo, empurrou o quadril para seus dedos, causando uma fricção mais intensa. Alcançou-o em seu pescoço, como ele se acomodava no próprio, então lambeu na intercessão entre seu lóbulo e o comprimento do pescoço onde deslizou e umedeceu a pele até alcançar a curva de um dos ombros, e lá vitimizou-o com uma mordida mais forte, cauteloso, mas suficiente para dar a ele uma lembrança dolorida.
Noah assentiu num sorriso que ele não poderia ver, mas sabia que ele podia sentir em sua pele.
- Ritual, hum? Gostei do termo. Fazemos ótimos rituais. - Riu suavemente e estremeceu com sua mordida, deixando escapar o gemido dolorido junto a voz, cortada. - Ah, caralho... - Disse e riu, não era uma reclamação, apenas uma exclamação. Deixaria ele morder o próprio corpo inteiro se ele quisesse. Apertou-o quase sem intenção em seu sexo no mesmo momento, mas arrancou outro gemido dele e se sentiu satisfeito por isso, a voz rouca dele era tão gostosa de ouvir que arrepiava todos os pequenos pelos do corpo. - Você quer a minha boca dessa vez? - Murmurou ainda contra sua pele.
Leo ouviu a voz do outro falhar, era um timbre que já conhecia e não apenas pelo sexo, mas pelas músicas que ouviu. Suspirou em sua pele onde os dentes e os lábios tocavam, ainda que logo em seguida a suavidade de um suspiro tenha se tornado um grunhido dolorido, apertado por seus dedos, num misto de sensações, entre sentir prazer, entre sentir dor, era quase como a vida, sorriu ante a comparação. E então se afastou, dando algum espaço entre ambos, suficiente para ele ter uma atitude em seguida.
- Tanto quanto você quer isso.
Noah riu suavemente quando o ouviu e empurrou-o para se deitar no sofá, com cuidado é claro. Inclinou-se sobre seu corpo, beijou seu peito, tocou um dos mamilos e deu uma pequena mordida suave, estava paciente, não tinha pressa, queria prova-lo devagar. Sorriu ao perceber isso, era como a letra de uma de suas músicas, então sussurrou ela contra sua pele.
- I want to taste you better...
Leo ouviu a voz do outro falhar, era um timbre que já conhecia e não apenas pelo sexo, mas pelas músicas que ouviu. Suspirou em sua pele onde os dentes e os lábios tocavam, ainda que logo em seguida a suavidade de um suspiro tenha se tornado um grunhido dolorido, apertado por seus dedos, num misto de sensações, entre sentir prazer, entre sentir dor, era quase como a vida, sorriu ante a comparação. E então se afastou, dando algum espaço entre ambos, suficiente para ele ter uma atitude em seguida.
- Tanto quanto você quer isso.
Noah riu suavemente quando o ouviu e empurrou-o para se deitar no sofá, com cuidado é claro. Inclinou-se sobre seu corpo, beijou seu peito, tocou um dos mamilos e deu uma pequena mordida suave, estava paciente, não tinha pressa, queria prova-lo devagar. Sorriu ao perceber isso, era como a letra de uma de suas músicas, então sussurrou ela contra sua pele.
- I want to taste you better...
Leo deitou-se permissivo e descansou a nuca sobre o braço do sofá, tendo altura suficiente para olhar o que pretendia, embora já soubesse perfeitamente o que. Sentiu a pele arrepiada sob o toque suavemente úmido de seus lábios, sob as mordidas que quase chegava a não sentir se não fosse pela região cuja sensibilidade vinha da falta de costume. Ele definitivamente era multifacetado e isso acontecia rapidamente numa interação. Levou a mão até seu rosto, deslizou os dedos pela mandíbula até chegar no lóbulo da orelha, deslizar por baixo dele até sua nuca, enroscando seus cabelos quase longos e que apertou entre os dígitos. Sorriu canteiro e ambíguo sob menção da letra.
- Then give me all that you can give...
Sussurrou em retribuição, citando outra parte da mesma música. Embaixo dele, tocando seu peito com o dorso da mão, dava-lhe a ideia do que estava fazendo ao tocar a própria roupa, dando abertura que precisava para livrar o corpo que esperava pelo que lhe fora prometido.
Noah suspirou profundamente, lambeu seu mamilo mais uma vez, depois o outro, mordeu, excitado com o movimento de suas mãos, excitado com sua voz, sua frase, é, se sentia um adolescente mesmo, podia gozar sem nem ser tocado, só pelo que ele dava para si mentalmente. Desceu, beijou seu peito, sua barriga, deslizando a língua em seu umbigo, contornando-o e o viu se retirar da roupa, olhou seu sexo, depois olhou seu rosto, riu baixinho.
- Ah, então era você mesmo.
Disse, numa brincadeira, já que era a única parte dele antes que não tinha tinta ou estava coberta com roupas.
Leo riu com certa diversão, embora não fosse ruidoso ao fazer isso, mas de algum modo ficou desajeitado. Ainda assim, seguiu no toque, movendo os dedos esguios de pianista ao redor de si mesmo, e em seguida, levou os mesmos até sua boca, tocando seus lábios onde deslizou antes de penetrar sua boca e tocar sua língua. Ele parecia tão focado em descobrir cada pequeno pedaço de pele, que em certo ponto sentiu que era na verdade a oferenda, ofertado a sua fome, ao seu desejo, e o deixou brincar com isso, enquanto se provia dos prazeres de ser seu "alimento." Noah riu baixinho, mesmo seu riso parecia diferente como Leo, parecia tímido, enquanto Vessel parecia maldoso, brincalhão ou malicioso. Achava adorável das duas formas. Deixou-o tocar a própria boca e lambeu suas dedos, deslizando por eles até sua ponta, depois o beijou em seu sexo, não o segurou, deixou ele mesmo fazer isso e o que havia feito em seus dedos, fez com ele ali, deslizou a língua por ele, umedecendo o pequeno caminho.
Leo sorriu enquanto o via umedecer os dedos, em seguida, enquanto ele tomava uso de sua língua para outra parte do corpo, levou os dedos até a própria boca, sugou brevemente.
- Quase doce.
Disse, sugerindo se referir ao gosto deixado nos dígitos após sua lambida. Suspirou profundo, um reflexo sem voz da satisfação com a sensação na pele.
Noah ergueu o olhar para ele, fora uma atitude quase automática, talvez ele tivesse feito para ser sensual e achou mesmo. Sorriu malicioso para ele.
- É, você também é doce.
Disse e o afundou na boca, ajeitando uma mecha dos cabelos médios atrás da orelha para que não atrapalhassem o que fazia e devagar iniciou o movimento do vai e vem, com a mão direita segurava os cabelos daquele lado e a outra agora segurou seu sexo, massageando suavemente a parte onde não podia tocar com a boca, embora vez ou outra quase o sentisse tocar a garganta.
Leo olhou para ele, para o que fazia e a forma como os cabelos haviam repousado atrás de sua orelha, juntando com a tatuagem, criavam uma definição ainda maior no contorno de sua mandíbula, então o tocou, sentindo como o músculo ali era firme mesmo enquanto tinha a boca aberta, no entanto, naquela parte do corpo, não pretendia sugerir que ele mordesse. Sentia no estômago uma sensação fria, reflexo da excitação, juntando com o que sentia dentro de sua boca quente, então a pele estava arrepiada e embora os músculos estivessem tensos, se sentia leve.
Noah sabia o que ele sentia, porque havia se sentido exatamente assim com ele naquele dia, teria sorrido se pudesse, mas estava com a boca ocupada, gostava do toque na mandíbula, nunca havia gostado de fato do próprio maxilar, as pessoas diziam que era muito grosseiro, mas ele gostava, se sentia muito bem com isso, era confortável, fazia a si se sentir um pouco melhor. Tocou a mão dele, acariciando suavemente, queria que ele pudesse saber o que se passava na própria cabeça. O retirou da boca por um momento e o sugou em sua ponta, mordiscou suavemente, não queria machuca-lo, é claro, então fora suave, com jeito apenas para provoca-lo. Leo sorriu e mordeu o lábio inferior ao sentir o roçar dos dentes, era quase deslizar ao invés de morder, mas pressionou no final, riu entre os dentes, mas não disse nada para impedir. Levou a mão até sua nuca, subiu entre os cabelos e por fim segurou os fios que caiam perto de seu rosto, dando vista no que ele fazia.
- Está gostoso, ah?
Noah agradeceu mentalmente por ele erguer os próprios cabelos, estava incômodo e as vezes acabava pegando algum fio. Assentiu conforme o olhou e sorriu, lambendo sua ponta enquanto o fazia, pressionando com a língua aquela pequena fenda onde sabia que causaria agonia nele.
- Doce. - Disse e riu suavemente. - Minha boca está gostosa?
Leo sorriu com o canto dos lábios, embora tenha mostrado os dentes ao fazer isso, achando graça da palavra copiosa ao que antes lhe dizia.
- É, tanto quanto a outra entrada no seu corpo.
- Ah é?
Noah riu baixinho e afundou-o na boca novamente, fechando os olhos para que pudesse continuar os estímulos que dava, moveu a cabeça, mais rápido e se excitava com isso verdadeiramente. Uma das mãos tocou a própria calça, apertando o sexo dolorido. Leo sentia aquela sensação no estômago ainda estar presente, descendo até o baixo ventre, intensificada no entanto, ao vê-lo excitar a si mesmo como um reflexo do que fazia, mas por isso, também quis toca-lo, ainda assim, o deixaria se deleitar com seu desejo por algum tempo, uma vez que com isso, também era servido. Noah gemeu suavemente ao retirá-lo da boca e sorriu conforme o olhou.
- Vai fazer escorrer dos meus lábios também, Leo?
Murmurou, massageando-o com a mão agora enquanto falava e com os braços agarrou ambas suas coxas, beijou uma delas na parte interna, mordeu com uma força medida, uma, duas vezes e voltou a atenção a seu sexo, lambendo sua parte inferior para só então voltar a colocá-lo na boca.
- Você quer isso? - Leo suspirou e respondeu com uma pergunta de volta. Mas a verdade é que ele parecia muito mais paciente que si naquele dia, talvez porque na primeira vez, era quem estava apreciando a comida. - Eu tam... - Murmurou e ia dizer, mas foi interrompido, gemeu por isso, em cada mordida dele, embora tenha dado uma risadinha nervosa em seguida, reflexo dolorido pela região mais sensível, ainda assim, não esperava menos.
Noah assentiu ao ouvi-lo e o retirou da boca para que pudesse falar.
- Se você ainda puder cuidar de mim depois, eu quero sim. - Disse num pequeno riso e mordeu o lábio inferior, curioso. - Você também...?
Disse e mais uma vez o colocou na boca, nunca amenizava os movimentos, na verdade, sempre agilizava, apertando suas coxas com as mãos e as unhas medianas, e estava dolorido embaixo da roupa, mas não queria parar o que fazia de jeito nenhum, queria tudo que pudesse tomar dele.
- Eu também quero minha boca em você, Seb.
Leo murmurou, um pouco mais rouco quando o sentiu sugar outra vez, parecia saber muito bem fazer aquilo. Levou as mãos até seus cabelos outra vez, segurou-os nas laterais e moveu cautelosamente sua cabeça, puxando-o conforme movia o quadril, levando-se para ele, criando um ritmo.
Noah teria respondido, mas estava ocupado com a boca, responderia em pouco tempo. Gostava de sua voz arrastava e excitada enquanto falava, seu gemido prazeroso, a nuca estava arrepiada e ele saberia se tocasse essa parte, fechou os olhos, precisava dar atenção ao que fazia, porque se desse atenção para qualquer outra coisa, se desconcentrava, já que o sexo lembrava a si constantemente que queria atenção da mesma forma, quase resmungou para si mesmo. Agora não, espere um pouco mais, eu preciso dele agora.
Enquanto Leo o movia, encarando seus lábios vez outra, já que os olhos buscavam se fechar em reflexo, não ia tão firme ou rápido como poderia, não queria ir fundo demais, mas enquanto fazia, ia sentindo a proximidade de algo que aquecia o corpo por dentro, estava perto, muito perto, e em reflexo continuava com os músculos contraídos, tão tensos como a excitação em sua boca.
- Não, Noah, vem pra cá, senta aqui. Quero mais que isso.
Noah ergueu o olhar para ele, confuso se deveria ou não parar o que fazia, queria insistir, ele parecia tão perto, mas por outro lado, não teve os cabelos puxados ou qualquer coisa parecida, ele só estava tenso, e era visível, mas o próprio nome foi o que mais chamou atenção, ele não costumava chamar a si naquela forma, apesar de ter gostado de ouvir a voz dele o dizer. Como não fora algo imperativo, ou mesmo uma reclamação, não parou o que fazia, continuando os movimentos, mais rápido agora, tentando manter a respiração concentrada no nariz para que pudesse afunda-lo ainda mais na boca. Apenas então, com a intenção de continuidade, Leo apertou os dedos em seus cabelos e puxou para trás, fazendo-o não apenas interromper como erguer o queixo ao pender a cabeça na direção da puxada.
- Eu sei que sua boca está com sede, mas eu aposto que seu corpo está faminto. Venha, quero fazer no seu corpo como não posso fazer na sua boca.
- Then give me all that you can give...
Sussurrou em retribuição, citando outra parte da mesma música. Embaixo dele, tocando seu peito com o dorso da mão, dava-lhe a ideia do que estava fazendo ao tocar a própria roupa, dando abertura que precisava para livrar o corpo que esperava pelo que lhe fora prometido.
Noah suspirou profundamente, lambeu seu mamilo mais uma vez, depois o outro, mordeu, excitado com o movimento de suas mãos, excitado com sua voz, sua frase, é, se sentia um adolescente mesmo, podia gozar sem nem ser tocado, só pelo que ele dava para si mentalmente. Desceu, beijou seu peito, sua barriga, deslizando a língua em seu umbigo, contornando-o e o viu se retirar da roupa, olhou seu sexo, depois olhou seu rosto, riu baixinho.
- Ah, então era você mesmo.
Disse, numa brincadeira, já que era a única parte dele antes que não tinha tinta ou estava coberta com roupas.
Leo riu com certa diversão, embora não fosse ruidoso ao fazer isso, mas de algum modo ficou desajeitado. Ainda assim, seguiu no toque, movendo os dedos esguios de pianista ao redor de si mesmo, e em seguida, levou os mesmos até sua boca, tocando seus lábios onde deslizou antes de penetrar sua boca e tocar sua língua. Ele parecia tão focado em descobrir cada pequeno pedaço de pele, que em certo ponto sentiu que era na verdade a oferenda, ofertado a sua fome, ao seu desejo, e o deixou brincar com isso, enquanto se provia dos prazeres de ser seu "alimento." Noah riu baixinho, mesmo seu riso parecia diferente como Leo, parecia tímido, enquanto Vessel parecia maldoso, brincalhão ou malicioso. Achava adorável das duas formas. Deixou-o tocar a própria boca e lambeu suas dedos, deslizando por eles até sua ponta, depois o beijou em seu sexo, não o segurou, deixou ele mesmo fazer isso e o que havia feito em seus dedos, fez com ele ali, deslizou a língua por ele, umedecendo o pequeno caminho.
Leo sorriu enquanto o via umedecer os dedos, em seguida, enquanto ele tomava uso de sua língua para outra parte do corpo, levou os dedos até a própria boca, sugou brevemente.
- Quase doce.
Disse, sugerindo se referir ao gosto deixado nos dígitos após sua lambida. Suspirou profundo, um reflexo sem voz da satisfação com a sensação na pele.
Noah ergueu o olhar para ele, fora uma atitude quase automática, talvez ele tivesse feito para ser sensual e achou mesmo. Sorriu malicioso para ele.
- É, você também é doce.
Disse e o afundou na boca, ajeitando uma mecha dos cabelos médios atrás da orelha para que não atrapalhassem o que fazia e devagar iniciou o movimento do vai e vem, com a mão direita segurava os cabelos daquele lado e a outra agora segurou seu sexo, massageando suavemente a parte onde não podia tocar com a boca, embora vez ou outra quase o sentisse tocar a garganta.
Leo olhou para ele, para o que fazia e a forma como os cabelos haviam repousado atrás de sua orelha, juntando com a tatuagem, criavam uma definição ainda maior no contorno de sua mandíbula, então o tocou, sentindo como o músculo ali era firme mesmo enquanto tinha a boca aberta, no entanto, naquela parte do corpo, não pretendia sugerir que ele mordesse. Sentia no estômago uma sensação fria, reflexo da excitação, juntando com o que sentia dentro de sua boca quente, então a pele estava arrepiada e embora os músculos estivessem tensos, se sentia leve.
Noah sabia o que ele sentia, porque havia se sentido exatamente assim com ele naquele dia, teria sorrido se pudesse, mas estava com a boca ocupada, gostava do toque na mandíbula, nunca havia gostado de fato do próprio maxilar, as pessoas diziam que era muito grosseiro, mas ele gostava, se sentia muito bem com isso, era confortável, fazia a si se sentir um pouco melhor. Tocou a mão dele, acariciando suavemente, queria que ele pudesse saber o que se passava na própria cabeça. O retirou da boca por um momento e o sugou em sua ponta, mordiscou suavemente, não queria machuca-lo, é claro, então fora suave, com jeito apenas para provoca-lo. Leo sorriu e mordeu o lábio inferior ao sentir o roçar dos dentes, era quase deslizar ao invés de morder, mas pressionou no final, riu entre os dentes, mas não disse nada para impedir. Levou a mão até sua nuca, subiu entre os cabelos e por fim segurou os fios que caiam perto de seu rosto, dando vista no que ele fazia.
- Está gostoso, ah?
Noah agradeceu mentalmente por ele erguer os próprios cabelos, estava incômodo e as vezes acabava pegando algum fio. Assentiu conforme o olhou e sorriu, lambendo sua ponta enquanto o fazia, pressionando com a língua aquela pequena fenda onde sabia que causaria agonia nele.
- Doce. - Disse e riu suavemente. - Minha boca está gostosa?
Leo sorriu com o canto dos lábios, embora tenha mostrado os dentes ao fazer isso, achando graça da palavra copiosa ao que antes lhe dizia.
- É, tanto quanto a outra entrada no seu corpo.
- Ah é?
Noah riu baixinho e afundou-o na boca novamente, fechando os olhos para que pudesse continuar os estímulos que dava, moveu a cabeça, mais rápido e se excitava com isso verdadeiramente. Uma das mãos tocou a própria calça, apertando o sexo dolorido. Leo sentia aquela sensação no estômago ainda estar presente, descendo até o baixo ventre, intensificada no entanto, ao vê-lo excitar a si mesmo como um reflexo do que fazia, mas por isso, também quis toca-lo, ainda assim, o deixaria se deleitar com seu desejo por algum tempo, uma vez que com isso, também era servido. Noah gemeu suavemente ao retirá-lo da boca e sorriu conforme o olhou.
- Vai fazer escorrer dos meus lábios também, Leo?
Murmurou, massageando-o com a mão agora enquanto falava e com os braços agarrou ambas suas coxas, beijou uma delas na parte interna, mordeu com uma força medida, uma, duas vezes e voltou a atenção a seu sexo, lambendo sua parte inferior para só então voltar a colocá-lo na boca.
- Você quer isso? - Leo suspirou e respondeu com uma pergunta de volta. Mas a verdade é que ele parecia muito mais paciente que si naquele dia, talvez porque na primeira vez, era quem estava apreciando a comida. - Eu tam... - Murmurou e ia dizer, mas foi interrompido, gemeu por isso, em cada mordida dele, embora tenha dado uma risadinha nervosa em seguida, reflexo dolorido pela região mais sensível, ainda assim, não esperava menos.
Noah assentiu ao ouvi-lo e o retirou da boca para que pudesse falar.
- Se você ainda puder cuidar de mim depois, eu quero sim. - Disse num pequeno riso e mordeu o lábio inferior, curioso. - Você também...?
Disse e mais uma vez o colocou na boca, nunca amenizava os movimentos, na verdade, sempre agilizava, apertando suas coxas com as mãos e as unhas medianas, e estava dolorido embaixo da roupa, mas não queria parar o que fazia de jeito nenhum, queria tudo que pudesse tomar dele.
- Eu também quero minha boca em você, Seb.
Leo murmurou, um pouco mais rouco quando o sentiu sugar outra vez, parecia saber muito bem fazer aquilo. Levou as mãos até seus cabelos outra vez, segurou-os nas laterais e moveu cautelosamente sua cabeça, puxando-o conforme movia o quadril, levando-se para ele, criando um ritmo.
Noah teria respondido, mas estava ocupado com a boca, responderia em pouco tempo. Gostava de sua voz arrastava e excitada enquanto falava, seu gemido prazeroso, a nuca estava arrepiada e ele saberia se tocasse essa parte, fechou os olhos, precisava dar atenção ao que fazia, porque se desse atenção para qualquer outra coisa, se desconcentrava, já que o sexo lembrava a si constantemente que queria atenção da mesma forma, quase resmungou para si mesmo. Agora não, espere um pouco mais, eu preciso dele agora.
Enquanto Leo o movia, encarando seus lábios vez outra, já que os olhos buscavam se fechar em reflexo, não ia tão firme ou rápido como poderia, não queria ir fundo demais, mas enquanto fazia, ia sentindo a proximidade de algo que aquecia o corpo por dentro, estava perto, muito perto, e em reflexo continuava com os músculos contraídos, tão tensos como a excitação em sua boca.
- Não, Noah, vem pra cá, senta aqui. Quero mais que isso.
Noah ergueu o olhar para ele, confuso se deveria ou não parar o que fazia, queria insistir, ele parecia tão perto, mas por outro lado, não teve os cabelos puxados ou qualquer coisa parecida, ele só estava tenso, e era visível, mas o próprio nome foi o que mais chamou atenção, ele não costumava chamar a si naquela forma, apesar de ter gostado de ouvir a voz dele o dizer. Como não fora algo imperativo, ou mesmo uma reclamação, não parou o que fazia, continuando os movimentos, mais rápido agora, tentando manter a respiração concentrada no nariz para que pudesse afunda-lo ainda mais na boca. Apenas então, com a intenção de continuidade, Leo apertou os dedos em seus cabelos e puxou para trás, fazendo-o não apenas interromper como erguer o queixo ao pender a cabeça na direção da puxada.
- Eu sei que sua boca está com sede, mas eu aposto que seu corpo está faminto. Venha, quero fazer no seu corpo como não posso fazer na sua boca.
Noah ergueu o rosto, franzindo o cenho com a puxada, não que fosse um problema, havia gostado bastante dela e deixou claro porque gemeu em apreço, mas estava confuso sobre o porquê ele não queria fazer aquilo na própria boca. Só então se levantou, sentando-se sobre o corpo dele somente para desafivelar o cinto e o puxou, tirando da calça, deixando no chão, depois se levantou e abriu o botão e zíper, tirando-a junto da roupa íntima vinho, única coisa colorida que usava. Voltou para o corpo dele, olhando-o deitado no sofá e sorriu, evidentemente excitado, deixando claro que gostava de olhar pra ele inteiro e não se importava nem um pouco com a falta da máscara. O segurou em meio aos dedos e guiou para o corpo, sabia que seria dolorido, mas queria aproveitar enquanto ele estava lubrificado com a própria saliva. Empurrou-o para dentro de si e estremeceu na expressão suavemente dolorida, sentindo o caminho difícil e doloroso para dentro do próprio corpo, mas não mais do que na primeira vez, e claro, a própria excitação ajudava bastante a suavizar isso. Inclinou o pescoço para trás, sentindo os cabelos castanhos suavemente tocando as costas.
- Ah... Leo...
Leo não se referia ao clímax quando disse que não podia fazer isso em sua boca. Ergueu a pelve para terminar de tirar a própria calça ainda no final das pernas, e ajudou-o com a roupa, esperou assistindo despir das vestes e libertar seu corpo tatuado, em seguida da única peça que destoava do preto sólido, sua boxer vinho, como a primeira vez que o viu usar, era uma cor que ele parecia se agradar do uso, e na verdade ficava bem em sua pele. Enquanto isso, tocou a si mesmo, quase como uma tentativa de conter o ânimo enquanto esperava, apertando-se ao redor, o que deixou de fazer quando sentiu o contato de suas nádegas, imaginou que ele havia entendido o recado, já que foi direto para o colo quando finalmente nu, guiando o corpo ereto para ele, sentou-se corajosamente sem sequer facilitar a atividade com os dedos, mas devia dizer, agradecia por isso. Quando enfim se sentou, sentindo atingir a virilha com seu dorso, então se ergueu no sofá, abraçou seus quadris com o braço esquerdo, sustentando-o no colo, o encostou no encosto do sofá e se pôs entre suas pernas, com os joelhos flexionados, dava sustentação pra se mover em seguida. Apoiou as mãos no encosto onde ele acomodava suas costas, tocando seus cabelos longos que enroscou nos dedos e então puxou levemente, outra vez ergueu seu queixo e dessa vez, perto o bastante para tocar com os lábios, roçar os dentes e lamber em seguida. Moveu-se, agora como não podia fazer em sua boca, firme, num solavanco ritmado, gradativamente ia se tornando mais rápido, e então desviou o rosto em seu pescoço onde beijou e se afundou permanecendo enquanto seguia com o ritmo dos quadris.
Noah agarrou-se a ele conforme se levantou, ele não pareceu ter nenhum tipo de dificuldade em levantar consigo no colo, e era grande, do mesmo tamanho que ele, não que estivesse surpreso com sua força, mas estava surpreso por ter sido pego no colo, isso nunca acontecia, mas não reclamou, já havia feito a observação, mas deixaria ele fazer o que quisesse consigo, mas ele parecia muito mais excitado naquele dia, até soava meio agressivo e gostava, gostava daquela sensação de não conseguir se conter, de ter que descontar o que sentia em alguma coisa e se fosse em si, tudo bem. Ergueu o rosto para ele, os lábios entreabertos para seu toque, ainda estavam úmidos de saliva pelo que havia feito antes e não sabia se ele iria querer tocar a si daquela forma depois disso, mas ele não pareceu se importar. Sorriu suavemente contra os lábios dele, apenas um sopro e fechou os olhos firmemente, mordendo o lábio inferior ao sentir o início de seus movimentos, estava dolorido ainda e o gemido deixou claro para ele que ainda era difícil, mas não pediu que parasse. O abraçou ao redor do pescoço, mantendo-o junto a si, gostava de sua respiração, sua voz que soava abafada vez ou outra contra a própria pele enquanto se movia forte, rápido e a dor amenizava aos poucos, embora a ardência levasse um tempo um pouco maior para passar. Ainda assim, o próprio sexo descansava ereto, não havia perdido sem um milímetro da excitação que sentia, ainda que dolorido, era bom na mesma proporção.
- P-Porra... - Murmurou, para si mesmo e agarrou-se aos cabelos dele com uma das mãos.
Leo roçou o rosto em seu pescoço, com isso os lábios e mesmo o nariz, subiu até o ouvido e lambeu sua orelha, mordiscando o lóbulo, tão firme quanto sugou em seguida, indo para dentro da cavidade, com a ponta da língua, não fundo demais, mas o suficiente. Podia notar a aflição em sua pele, mesmo que tivesse a concentração voltada a outra parte do corpo. Se pôs mais perto o quanto podia e enquanto se movia, sentia no abdômen o roçar de seu membro que continuava a responder o estímulo, mesmo que a dor fizesse parte dele, sabia disso. Achava-o tão espontâneo, parecia estar ligado as sensações de seu corpo como se não precisasse se concentrar nela, mas que elas tomavam atenção dele de algum modo, especialmente quando xingava para extravasar seus desejo.
- Eu não podia me enfiar assim dentro da sua garganta, ah?
- É... Eu acho que não...
Noah disse e riu baixinho, estava realmente excitado com os toques na orelha porque adorava eles, tinha as orelhas sensíveis e mesmo só a respiração dele ali perto já era suficiente. Agarrou os cabelos dele firmemente em meio aos dedos, segurando-o junto a si e estava realmente impressionado com o quanto ele estava aguentando se mover ainda que estivesse em seu limite antes na própria boca, mas agradeceu bastante por isso porque não queria que ele parasse, queria mais, queria tirar o que podia dele. Gemeu, prazeroso, tão perto do ouvido dele e beijou-o em seu rosto.
- Como... Como você pode ser tão gostoso? - Disse e sorriu, mordendo o próprio lábio inferior. - Hum, não... Não goza agora, um pouco mais, por favor...
O riso de Leo soou abafado em sua pele diante da pergunta, claro que era retórica, era mais um elogio então a resposta foi uma risada. Com a mão esquerda, que antes apenas no sofá, tocou sua nuca e deslizou os dedos entre seus fios de cabelo, pendendo sua cabeça na direção do toque, tornando seu pescoço mais livre, tanto dos fios quanto no espaço onde usou a boca, roçou os dentes e acariciou a pele antes de enfim apertar a mordida, mas tinha cuidado, embora tenha manchado sua pele num sangue pisado que tornou-a rubra.
- Hum... - Gemeu, quase um resmungo diante do pedido, mas iria atendê-lo.
Noah inclinou o pescoço para o lado, sabia que ele tinha aquele fetiche curioso em mordidas, gostava, então o deixava morder a si e fazia o mesmo com ele. Gemeu, dolorido e prazeroso e sem intenção contraiu-se ao redor dele, apertando-o no corpo, fora um espasmo, mas isso não ajudava muito ele a conter o ápice e nem percebeu isso. Mordeu o lábio inferior novamente, chegando a ferir suavemente a mucosa numa marca vermelha e em resposta a sua mordida o agarrou pelo pescoço com uma das mãos, apertou sem realmente muita força, não queria sufoca-lo, queria que fosse sensual.
Leo pretendia atender ao que pedia, porém, sentir os espasmos de Noah, tornava seu pedido mais difícil, era quase como puxar o clímax, era como ser sugado para ele. Ao sentir o toque no pescoço, afastou-se dele onde antes em seu pescoço, agora encarava seus olhos pequenos, com o queixo levemente erguido, dispondo de espaço para seus dedos, sentia quase como se a circulação fizesse o rosto pulsar com a pressão, mas não desgostava, então sorriu para ele, mostrando-lhe os dentes ao faze-lo, com isso, atingiu o clímax, sem que isso tirasse o olhar de seu rosto, sem desviar os olhos dos seus ainda que levemente franzidos pela insistência do reflexo em fecha-los com o prazer. Gemeu, satisfeito, abafado entre os dentes, surrado na garganta.
Noah olhou para ele da mesma forma, quase tinha os olhos nublados pelo prazer que sentia e também estava perto, o sexo já estava dolorido embaixo da calça antes, agora era friccionando contra seu corpo, além de senti-lo tocar a si insistentemente no pequeno ponto interno que gostava. O ouviu gemer, viu sua expressão, sentiu seu ápice aquecer o corpo, sabia que ele tinha gozado e fez o mesmo, os olhos também se esforçaram para ficar abertos, a sensação era tão gostosa, formigava no baixo ventre e claro, traria todo o ápice dele o quanto pudesse arrancar para si, já que o apertava nos espasmos do corpo. Conforme o corpo relaxava aos poucos, exausto pela sensação, afrouxou o aperto em seu pescoço, embora ainda o segurasse ali. Roçou os lábios aos dele, suspirando profundamente ali.
- ... Leo...
Leo estremeceu diante dos músculos atordoados pela sensação, com espasmos que ele podia sentir nas pernas contra as suas, e ele não parecia diferente, já não sabia se o tremor vinha das próprias pernas ou das dele. Fechou os olhos apenas quando terminou, sentindo o êxtase percorrer o corpo e se esvair aos poucos, enquanto no abdômen o toque quente de sua excitação que não precisou sequer de estímulo físico para ser atingido, ou quem sabe a fricção abdominal lhe tivesse sido proveitosa. Suspirou, tinha a respiração pesada, não por cansaço, mas pela excitação.
- Noah. - Retribuiu, tanto na frase quanto no toque dos lábios.
Noah sorriu, estava satisfeito, porra, como estava satisfeito. Sabia com toda a certeza que ele tinha o melhor sexo que já havia feito na vida, não sabia se era o mesmo ao contrário já que ele era muito reservado e bem, achou melhor não perguntar, não queria saber a resposta, poderia ser ruim. Conforme o calor do ápice ia passando ia começando a se dar conta de que estava na casa dele e bem, precisaria tomar um banho, mas riu baixinho, suave, naquele momento estava mais satisfeito e excitado do que qualquer outra coisa.
- Você... Não é nem um pouco diferente do Vessel. - Disse contra os lábios dele ainda. - Eu consigo... Ver uma timidez suave nos seus olhos, mas... É só. Ou eu te deixo confortável mesmo? - Disse e acariciou os cabelos dele na nuca.
Leo riu novamente, quase sendo tirado de um momento pessoal onde ia sentindo a mínima gota restante de prazer e negativou enquanto recuperava o fôlego.
- Você estava em dúvida? - Brincou. - As duas coisas. Vessel é só o que eu sou quando ninguém pode me ver diretamente, e, você também me deixa confortável.
- Ah... Leo...
Leo não se referia ao clímax quando disse que não podia fazer isso em sua boca. Ergueu a pelve para terminar de tirar a própria calça ainda no final das pernas, e ajudou-o com a roupa, esperou assistindo despir das vestes e libertar seu corpo tatuado, em seguida da única peça que destoava do preto sólido, sua boxer vinho, como a primeira vez que o viu usar, era uma cor que ele parecia se agradar do uso, e na verdade ficava bem em sua pele. Enquanto isso, tocou a si mesmo, quase como uma tentativa de conter o ânimo enquanto esperava, apertando-se ao redor, o que deixou de fazer quando sentiu o contato de suas nádegas, imaginou que ele havia entendido o recado, já que foi direto para o colo quando finalmente nu, guiando o corpo ereto para ele, sentou-se corajosamente sem sequer facilitar a atividade com os dedos, mas devia dizer, agradecia por isso. Quando enfim se sentou, sentindo atingir a virilha com seu dorso, então se ergueu no sofá, abraçou seus quadris com o braço esquerdo, sustentando-o no colo, o encostou no encosto do sofá e se pôs entre suas pernas, com os joelhos flexionados, dava sustentação pra se mover em seguida. Apoiou as mãos no encosto onde ele acomodava suas costas, tocando seus cabelos longos que enroscou nos dedos e então puxou levemente, outra vez ergueu seu queixo e dessa vez, perto o bastante para tocar com os lábios, roçar os dentes e lamber em seguida. Moveu-se, agora como não podia fazer em sua boca, firme, num solavanco ritmado, gradativamente ia se tornando mais rápido, e então desviou o rosto em seu pescoço onde beijou e se afundou permanecendo enquanto seguia com o ritmo dos quadris.
Noah agarrou-se a ele conforme se levantou, ele não pareceu ter nenhum tipo de dificuldade em levantar consigo no colo, e era grande, do mesmo tamanho que ele, não que estivesse surpreso com sua força, mas estava surpreso por ter sido pego no colo, isso nunca acontecia, mas não reclamou, já havia feito a observação, mas deixaria ele fazer o que quisesse consigo, mas ele parecia muito mais excitado naquele dia, até soava meio agressivo e gostava, gostava daquela sensação de não conseguir se conter, de ter que descontar o que sentia em alguma coisa e se fosse em si, tudo bem. Ergueu o rosto para ele, os lábios entreabertos para seu toque, ainda estavam úmidos de saliva pelo que havia feito antes e não sabia se ele iria querer tocar a si daquela forma depois disso, mas ele não pareceu se importar. Sorriu suavemente contra os lábios dele, apenas um sopro e fechou os olhos firmemente, mordendo o lábio inferior ao sentir o início de seus movimentos, estava dolorido ainda e o gemido deixou claro para ele que ainda era difícil, mas não pediu que parasse. O abraçou ao redor do pescoço, mantendo-o junto a si, gostava de sua respiração, sua voz que soava abafada vez ou outra contra a própria pele enquanto se movia forte, rápido e a dor amenizava aos poucos, embora a ardência levasse um tempo um pouco maior para passar. Ainda assim, o próprio sexo descansava ereto, não havia perdido sem um milímetro da excitação que sentia, ainda que dolorido, era bom na mesma proporção.
- P-Porra... - Murmurou, para si mesmo e agarrou-se aos cabelos dele com uma das mãos.
Leo roçou o rosto em seu pescoço, com isso os lábios e mesmo o nariz, subiu até o ouvido e lambeu sua orelha, mordiscando o lóbulo, tão firme quanto sugou em seguida, indo para dentro da cavidade, com a ponta da língua, não fundo demais, mas o suficiente. Podia notar a aflição em sua pele, mesmo que tivesse a concentração voltada a outra parte do corpo. Se pôs mais perto o quanto podia e enquanto se movia, sentia no abdômen o roçar de seu membro que continuava a responder o estímulo, mesmo que a dor fizesse parte dele, sabia disso. Achava-o tão espontâneo, parecia estar ligado as sensações de seu corpo como se não precisasse se concentrar nela, mas que elas tomavam atenção dele de algum modo, especialmente quando xingava para extravasar seus desejo.
- Eu não podia me enfiar assim dentro da sua garganta, ah?
- É... Eu acho que não...
Noah disse e riu baixinho, estava realmente excitado com os toques na orelha porque adorava eles, tinha as orelhas sensíveis e mesmo só a respiração dele ali perto já era suficiente. Agarrou os cabelos dele firmemente em meio aos dedos, segurando-o junto a si e estava realmente impressionado com o quanto ele estava aguentando se mover ainda que estivesse em seu limite antes na própria boca, mas agradeceu bastante por isso porque não queria que ele parasse, queria mais, queria tirar o que podia dele. Gemeu, prazeroso, tão perto do ouvido dele e beijou-o em seu rosto.
- Como... Como você pode ser tão gostoso? - Disse e sorriu, mordendo o próprio lábio inferior. - Hum, não... Não goza agora, um pouco mais, por favor...
O riso de Leo soou abafado em sua pele diante da pergunta, claro que era retórica, era mais um elogio então a resposta foi uma risada. Com a mão esquerda, que antes apenas no sofá, tocou sua nuca e deslizou os dedos entre seus fios de cabelo, pendendo sua cabeça na direção do toque, tornando seu pescoço mais livre, tanto dos fios quanto no espaço onde usou a boca, roçou os dentes e acariciou a pele antes de enfim apertar a mordida, mas tinha cuidado, embora tenha manchado sua pele num sangue pisado que tornou-a rubra.
- Hum... - Gemeu, quase um resmungo diante do pedido, mas iria atendê-lo.
Noah inclinou o pescoço para o lado, sabia que ele tinha aquele fetiche curioso em mordidas, gostava, então o deixava morder a si e fazia o mesmo com ele. Gemeu, dolorido e prazeroso e sem intenção contraiu-se ao redor dele, apertando-o no corpo, fora um espasmo, mas isso não ajudava muito ele a conter o ápice e nem percebeu isso. Mordeu o lábio inferior novamente, chegando a ferir suavemente a mucosa numa marca vermelha e em resposta a sua mordida o agarrou pelo pescoço com uma das mãos, apertou sem realmente muita força, não queria sufoca-lo, queria que fosse sensual.
Leo pretendia atender ao que pedia, porém, sentir os espasmos de Noah, tornava seu pedido mais difícil, era quase como puxar o clímax, era como ser sugado para ele. Ao sentir o toque no pescoço, afastou-se dele onde antes em seu pescoço, agora encarava seus olhos pequenos, com o queixo levemente erguido, dispondo de espaço para seus dedos, sentia quase como se a circulação fizesse o rosto pulsar com a pressão, mas não desgostava, então sorriu para ele, mostrando-lhe os dentes ao faze-lo, com isso, atingiu o clímax, sem que isso tirasse o olhar de seu rosto, sem desviar os olhos dos seus ainda que levemente franzidos pela insistência do reflexo em fecha-los com o prazer. Gemeu, satisfeito, abafado entre os dentes, surrado na garganta.
Noah olhou para ele da mesma forma, quase tinha os olhos nublados pelo prazer que sentia e também estava perto, o sexo já estava dolorido embaixo da calça antes, agora era friccionando contra seu corpo, além de senti-lo tocar a si insistentemente no pequeno ponto interno que gostava. O ouviu gemer, viu sua expressão, sentiu seu ápice aquecer o corpo, sabia que ele tinha gozado e fez o mesmo, os olhos também se esforçaram para ficar abertos, a sensação era tão gostosa, formigava no baixo ventre e claro, traria todo o ápice dele o quanto pudesse arrancar para si, já que o apertava nos espasmos do corpo. Conforme o corpo relaxava aos poucos, exausto pela sensação, afrouxou o aperto em seu pescoço, embora ainda o segurasse ali. Roçou os lábios aos dele, suspirando profundamente ali.
- ... Leo...
Leo estremeceu diante dos músculos atordoados pela sensação, com espasmos que ele podia sentir nas pernas contra as suas, e ele não parecia diferente, já não sabia se o tremor vinha das próprias pernas ou das dele. Fechou os olhos apenas quando terminou, sentindo o êxtase percorrer o corpo e se esvair aos poucos, enquanto no abdômen o toque quente de sua excitação que não precisou sequer de estímulo físico para ser atingido, ou quem sabe a fricção abdominal lhe tivesse sido proveitosa. Suspirou, tinha a respiração pesada, não por cansaço, mas pela excitação.
- Noah. - Retribuiu, tanto na frase quanto no toque dos lábios.
Noah sorriu, estava satisfeito, porra, como estava satisfeito. Sabia com toda a certeza que ele tinha o melhor sexo que já havia feito na vida, não sabia se era o mesmo ao contrário já que ele era muito reservado e bem, achou melhor não perguntar, não queria saber a resposta, poderia ser ruim. Conforme o calor do ápice ia passando ia começando a se dar conta de que estava na casa dele e bem, precisaria tomar um banho, mas riu baixinho, suave, naquele momento estava mais satisfeito e excitado do que qualquer outra coisa.
- Você... Não é nem um pouco diferente do Vessel. - Disse contra os lábios dele ainda. - Eu consigo... Ver uma timidez suave nos seus olhos, mas... É só. Ou eu te deixo confortável mesmo? - Disse e acariciou os cabelos dele na nuca.
Leo riu novamente, quase sendo tirado de um momento pessoal onde ia sentindo a mínima gota restante de prazer e negativou enquanto recuperava o fôlego.
- Você estava em dúvida? - Brincou. - As duas coisas. Vessel é só o que eu sou quando ninguém pode me ver diretamente, e, você também me deixa confortável.
Noah sorriu ao ouvi-lo e subiu pouco mais por seus cabelos macios e loirinhos.
- Deita comigo... Você parece cansado. - Disse e selou seus lábios, roçando o rosto ao dele.
- Eu tenho essa cara mesmo.
Leo brincou e sorriu canteiro, mas talvez precisasse de alguns instantes de ócio pós sexo. Ajeitou-se com ele, permitindo se acomodar melhor no sofá, deitando-se por ali mesmo. Noah riu conforme o ouviu e negativou.
- Palhaço. - Disse e ajeitou-se para acomoda-lo junto a si, mas acabou por repousar a cabeça em seu peito naquele abraço de descanso. Suspirou, podia ficar assim pra sempre. - Ah... Isso foi muito bom...
- Se estiver afim de ficar um pouco mais, podemos tocar um pouco, transar de novo mais tarde, se seu corpo estiver bem, é claro.
Noah ergueu o olhar para ele, fitou seu queixo erguido e era até bom ele estar assim porque estava olhando pra ele com a maior cara de idiota possível.
- Me parece... Perfeito.
- Combinado.
Leo murmurou e percebeu estar sendo olhado, então se voltou para ele, encarando seu sorrisinho cujos dentes apareciam tão bem. Embora tivesse um apreço sexualizado com dentes ou mordidas, aquele sorrisinho dele era quase infantil, então achou graça, graça de ver um cara de trinta anos com um rosto tão bonitinho, por assim dizer.
- Será que... Eu posso dormir com você? Assim podemos aproveitar a noite, sei lá. Só se você não ficar desconfortável.
- Claro, seria legal. Não vai ter trabalho amanhã?
- Não, amanhã folgamos. Você vai trabalhar?
- Só em casa mesmo.
- Eu posso assistir. Fico quietinho e ainda faço algo legal pra você comer. - Noah disse e sorriu para ele. - Que tal?
Leo riu e negativou.
- Não é nada formal, é só estudo, ensaio, tentar alguma coisa nova.
- Eu posso te ajudar então. Podemos... Escrever algo juntos.
Leo sorriu, assentiu.
- Bem, agora eu acho que quero mais aquele sushi...
Noah sorriu a ele e assentiu, mas era um abraço tão confortável, lamentou consigo mesmo. Antes que ele pudesse se levantar, virou-se para ele e selou seus lábios uma última vez, já que na sequência provavelmente teria que voltar a agir como um amigo e não poderiam mais ser tão próximos, ele havia achado até o abraço de entrada estranho, então...
- Será que eu posso tomar uma ducha? É legal sentir você escorrer em mim assim, mas não depois. - Riu.
Leo retribuiu o beijo, foi algo tão breve e antes de solta-lo, acariciou suas costas nuas como estavam, e logo se sentaram, agora sentia fome, como não havia sentido no restante do dia. Voltou-se para ele em seguida, enquanto colocava um sushi na boca. Prestou atenção nele e riu, embora com a boca fechada e a bochecha volumosa pelo uramaki. Assentiu, apenas com a cabeça, esperando terminar de comer.
Noah riu ao vê-lo de bochecha cheia, teve uma vontade absurda de apertar as bochechas dele, mas não o conhecia tão bem pra isso.
- Ah cara, com todo o respeito, você é muito adorável as vezes.
Disse e riu novamente, se levantando para buscar a própria roupa íntima, mas achou melhor não vestir antes do banho já que só tinha essa.
- Deita comigo... Você parece cansado. - Disse e selou seus lábios, roçando o rosto ao dele.
- Eu tenho essa cara mesmo.
Leo brincou e sorriu canteiro, mas talvez precisasse de alguns instantes de ócio pós sexo. Ajeitou-se com ele, permitindo se acomodar melhor no sofá, deitando-se por ali mesmo. Noah riu conforme o ouviu e negativou.
- Palhaço. - Disse e ajeitou-se para acomoda-lo junto a si, mas acabou por repousar a cabeça em seu peito naquele abraço de descanso. Suspirou, podia ficar assim pra sempre. - Ah... Isso foi muito bom...
- Se estiver afim de ficar um pouco mais, podemos tocar um pouco, transar de novo mais tarde, se seu corpo estiver bem, é claro.
Noah ergueu o olhar para ele, fitou seu queixo erguido e era até bom ele estar assim porque estava olhando pra ele com a maior cara de idiota possível.
- Me parece... Perfeito.
- Combinado.
Leo murmurou e percebeu estar sendo olhado, então se voltou para ele, encarando seu sorrisinho cujos dentes apareciam tão bem. Embora tivesse um apreço sexualizado com dentes ou mordidas, aquele sorrisinho dele era quase infantil, então achou graça, graça de ver um cara de trinta anos com um rosto tão bonitinho, por assim dizer.
- Será que... Eu posso dormir com você? Assim podemos aproveitar a noite, sei lá. Só se você não ficar desconfortável.
- Claro, seria legal. Não vai ter trabalho amanhã?
- Não, amanhã folgamos. Você vai trabalhar?
- Só em casa mesmo.
- Eu posso assistir. Fico quietinho e ainda faço algo legal pra você comer. - Noah disse e sorriu para ele. - Que tal?
Leo riu e negativou.
- Não é nada formal, é só estudo, ensaio, tentar alguma coisa nova.
- Eu posso te ajudar então. Podemos... Escrever algo juntos.
Leo sorriu, assentiu.
- Bem, agora eu acho que quero mais aquele sushi...
Noah sorriu a ele e assentiu, mas era um abraço tão confortável, lamentou consigo mesmo. Antes que ele pudesse se levantar, virou-se para ele e selou seus lábios uma última vez, já que na sequência provavelmente teria que voltar a agir como um amigo e não poderiam mais ser tão próximos, ele havia achado até o abraço de entrada estranho, então...
- Será que eu posso tomar uma ducha? É legal sentir você escorrer em mim assim, mas não depois. - Riu.
Leo retribuiu o beijo, foi algo tão breve e antes de solta-lo, acariciou suas costas nuas como estavam, e logo se sentaram, agora sentia fome, como não havia sentido no restante do dia. Voltou-se para ele em seguida, enquanto colocava um sushi na boca. Prestou atenção nele e riu, embora com a boca fechada e a bochecha volumosa pelo uramaki. Assentiu, apenas com a cabeça, esperando terminar de comer.
Noah riu ao vê-lo de bochecha cheia, teve uma vontade absurda de apertar as bochechas dele, mas não o conhecia tão bem pra isso.
- Ah cara, com todo o respeito, você é muito adorável as vezes.
Disse e riu novamente, se levantando para buscar a própria roupa íntima, mas achou melhor não vestir antes do banho já que só tinha essa.
Leo franziu o cenho e negativou como quem discorda, meio desajeitado no entanto. E quando terminou de comer, levantou-se, ainda sem as roupas, àquela altura, já tinha confiança suficiente pra mostrar o corpo, então não tinha problema em estar nu, embora estivesse buscando a calça largada no chão da sala.
- Vou te levar até o banheiro.
- Hum, você é sim, teve uma vez que você usou orelhas de gato num show, meu gato até pediu seu telefone.
Noah disse, claro que estava brincando e seguiu com ele pela casa, os detalhes eram incríveis, haviam espadas expostas, peças de armadura, era lindo.
- Ah, alguns fãs jogaram pra gente. - Leo riu enquanto o levava consigo pela casa, o levou até o próprio quarto, e poderia usar o banheiro ali. Tinha o quarto de hóspedes, mas não estava de fato mobiliado como um quarto já que não tinha intenção de usar. - Entre. Vou pegar uma toalha pra você.
Noah riu e negativou, olhando o quarto bonito, não parecia um quarto de hóspedes de fato, então achou realmente ser o dele. Na parede do quarto sobre uma estante linda de madeira rústica haviam todos os modelos de suas máscaras e os lençóis eram pretos, assim como as fronhas. Sorriu meio de canto, mas sentiu uma pontada de ciúme sem sentido. Era um fodido de um emocionado mesmo. Quando ele enfim voltou com a toalha sorriu meio de canto.
- Os lençóis são pretos pra não sujar de tinta, hum?
Leo o deixou por lá por um momento e pegou a toalha numa das gavetas, entregando a ele, macia e escura como as roupas de cama. Não havia entendido a pergunta com malícia, ainda assim negativou.
- Não, eu só gosto de como parece imaculado.
- Em preto? Geralmente as pessoas costumam dizer isso do branco. Mas eu gosto mais do preto também. - Noah disse a aceitar a toalha. - Seu quarto é muito bonito. As máscaras são... Lindas. Você é quem desenhou todas?
- Sim, por isso eu disse que parece e não que é. O branco precisa ser o preto pode apenas parecer, ninguém vê o que está bem ali. - Leo sorriu canteiro. - Hum, junto com os caras da banda, fomos idealizando. - Disse, mas ficava orgulhoso com os elogios, gostava delas.
Noah sorriu ao ouvi-lo e lá estava olhando pra ele de novo com aquela cara de idiota.
- Eu gosto, gosto bastante... - Pigarreou, percebendo a expressão. - Gosto bastante delas. Parabéns. Eu vou tomar banho, se quiser me esperar lá embaixo, eu não vou tocar em nada, é claro.
Leo franziu suavemente os olhos num sorrisinho, sem entender aquela expressão, talvez tivesse gostado do que ouvia, ou quem sabe fossem as máscaras.
- Eu vou esperar você e comemos juntos. Quer alguma roupa? Eu acho que as minhas vão servir.
- Não, você está com fome, pode comer. Pelo menos encha a boca de uramakis mais um pouco. - Noah disse e selou os lábios dele mais uma vez, mas se sentiu um pouco estranho fazendo isso, então coçou a cabeça. - Foi mal... Eu não sei se posso fazer isso... De forma aleatória.
Leo tocou um de seus braços conforme a proximidade, acariciou a esfregar suavemente.
- Ah, já fizemos muito mais que isso.
- É que quando eu entrei hoje, eu te abracei mais forte e você achou estranho. - Noah riu suavemente. - Eu só queria ser carinhoso. - Disse e coçou a cabeça. - Mas eu entendo que era estranho porque só tínhamos feito isso uma vez e nem nos conhecíamos direito. Deixa... Deixa eu tomar banho e parar de ficar conversando com você pelado. - Riu divertido, escondendo o sexo com a toalha.
Leo sorriu, não pelo que havia dito no restante, mas pela toalha.
- Ah, claro, precisa esconder, eu não sei exatamente como é, nem a minha boca ou a minha mão, até a minha barriga sabe. Sobre mais cedo, eu não tinha sequer tirado a máscara ainda, achei que pudesse estar com problemas, triste, algo assim.
Noah sorriu, arrepiando-se suavemente ao ouvi-lo.
- É, eu fui meio esquisito, desculpe... Mas é porque eu queria carinho seu mesmo, essa é a verdade. - Riu e escondeu o rosto com uma das mãos. - Ah, você está sujo aí, não está? Quer... Tomar banho comigo? Traz o sushi.
- Trazer o sushi? - Leo retrucou, confuso. Ele as vezes falava rápido e mudava de assunto, parecia um pouco atrapalhado e até gostava disso, na verdade. - Quer comer sushi tomando banho?
Noah riu, divertido.
- Eu quero te alimentar! Se não eu vou ficar te enchendo a noite toda e você não come.
Leo riu com ele e negativou.
- Vai, vai tomar banho logo. Comemos depois.
Noah riu e assentiu, tocando a nuca dele suavemente antes de fechar a porta do banheiro.
- Vou te levar até o banheiro.
- Hum, você é sim, teve uma vez que você usou orelhas de gato num show, meu gato até pediu seu telefone.
Noah disse, claro que estava brincando e seguiu com ele pela casa, os detalhes eram incríveis, haviam espadas expostas, peças de armadura, era lindo.
- Ah, alguns fãs jogaram pra gente. - Leo riu enquanto o levava consigo pela casa, o levou até o próprio quarto, e poderia usar o banheiro ali. Tinha o quarto de hóspedes, mas não estava de fato mobiliado como um quarto já que não tinha intenção de usar. - Entre. Vou pegar uma toalha pra você.
Noah riu e negativou, olhando o quarto bonito, não parecia um quarto de hóspedes de fato, então achou realmente ser o dele. Na parede do quarto sobre uma estante linda de madeira rústica haviam todos os modelos de suas máscaras e os lençóis eram pretos, assim como as fronhas. Sorriu meio de canto, mas sentiu uma pontada de ciúme sem sentido. Era um fodido de um emocionado mesmo. Quando ele enfim voltou com a toalha sorriu meio de canto.
- Os lençóis são pretos pra não sujar de tinta, hum?
Leo o deixou por lá por um momento e pegou a toalha numa das gavetas, entregando a ele, macia e escura como as roupas de cama. Não havia entendido a pergunta com malícia, ainda assim negativou.
- Não, eu só gosto de como parece imaculado.
- Em preto? Geralmente as pessoas costumam dizer isso do branco. Mas eu gosto mais do preto também. - Noah disse a aceitar a toalha. - Seu quarto é muito bonito. As máscaras são... Lindas. Você é quem desenhou todas?
- Sim, por isso eu disse que parece e não que é. O branco precisa ser o preto pode apenas parecer, ninguém vê o que está bem ali. - Leo sorriu canteiro. - Hum, junto com os caras da banda, fomos idealizando. - Disse, mas ficava orgulhoso com os elogios, gostava delas.
Noah sorriu ao ouvi-lo e lá estava olhando pra ele de novo com aquela cara de idiota.
- Eu gosto, gosto bastante... - Pigarreou, percebendo a expressão. - Gosto bastante delas. Parabéns. Eu vou tomar banho, se quiser me esperar lá embaixo, eu não vou tocar em nada, é claro.
Leo franziu suavemente os olhos num sorrisinho, sem entender aquela expressão, talvez tivesse gostado do que ouvia, ou quem sabe fossem as máscaras.
- Eu vou esperar você e comemos juntos. Quer alguma roupa? Eu acho que as minhas vão servir.
- Não, você está com fome, pode comer. Pelo menos encha a boca de uramakis mais um pouco. - Noah disse e selou os lábios dele mais uma vez, mas se sentiu um pouco estranho fazendo isso, então coçou a cabeça. - Foi mal... Eu não sei se posso fazer isso... De forma aleatória.
Leo tocou um de seus braços conforme a proximidade, acariciou a esfregar suavemente.
- Ah, já fizemos muito mais que isso.
- É que quando eu entrei hoje, eu te abracei mais forte e você achou estranho. - Noah riu suavemente. - Eu só queria ser carinhoso. - Disse e coçou a cabeça. - Mas eu entendo que era estranho porque só tínhamos feito isso uma vez e nem nos conhecíamos direito. Deixa... Deixa eu tomar banho e parar de ficar conversando com você pelado. - Riu divertido, escondendo o sexo com a toalha.
Leo sorriu, não pelo que havia dito no restante, mas pela toalha.
- Ah, claro, precisa esconder, eu não sei exatamente como é, nem a minha boca ou a minha mão, até a minha barriga sabe. Sobre mais cedo, eu não tinha sequer tirado a máscara ainda, achei que pudesse estar com problemas, triste, algo assim.
Noah sorriu, arrepiando-se suavemente ao ouvi-lo.
- É, eu fui meio esquisito, desculpe... Mas é porque eu queria carinho seu mesmo, essa é a verdade. - Riu e escondeu o rosto com uma das mãos. - Ah, você está sujo aí, não está? Quer... Tomar banho comigo? Traz o sushi.
- Trazer o sushi? - Leo retrucou, confuso. Ele as vezes falava rápido e mudava de assunto, parecia um pouco atrapalhado e até gostava disso, na verdade. - Quer comer sushi tomando banho?
Noah riu, divertido.
- Eu quero te alimentar! Se não eu vou ficar te enchendo a noite toda e você não come.
Leo riu com ele e negativou.
- Vai, vai tomar banho logo. Comemos depois.
Noah riu e assentiu, tocando a nuca dele suavemente antes de fechar a porta do banheiro.


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