Olá pessoal! Como vocês tem passado? Espero que os últimos anos tenham sido bons pra vocês. Eu trabalhei bastante e só isso, não postava aqui há um tempo, mas uma amiga me fez ter vontade de trazer meus meninos de volta pra cá. Essa história é a minha mais nova obsessão, embora não tenha nenhuma relação com a lore dos meus personagens do blog e seja só porque... Bom, eu sou uma fã muito, muito grande de Sleep Token e também de Bad Omens, então espero que vocês gostem. E se vocês ainda não conhecem, vão ouvir, são bandas muito boas. Logicamente, é só uma fanfic, não levem nada a sério, são vozes da minha cabeça, e da minha esposa, que escreve comigo. Ah... Mais uma coisa, as linhas do tempo (data de lançamento das músicas) está completamente deturpada porque... Porque eu tenho livre arbítrio e quis encaixar melhor na história pra parecer algo fofo e deles, não levem tão a sério não. Aliás, eu mantive o Noah de cabelo médio (no ombro) porque é meu visual favorito dele. É isso.
Um aviso sincero: Sim, o Vessel já teve a identidade revelada, mas ele não quer que as pessoas saibam muito sobre ele e já deixou claro que quer continuar um mistério, pela música. Eu vi tudo antes de saber como ele se sentia mal sobre isso, infelizmente. Não fiquem encorajados a ir atrás de fotos dele depois de ler essa fanfic. Sério. Não fiquem. Respeitem a privacidade dele e apenas imaginem, como bons garotos.
Obrigada a todos que me mandaram mensagens dizendo que sentiam falta das nossas histórias, vocês são demais. E deixem comentários, me falem o que vocês acham das histórias, custa nada e me deixa feliz.
Já era o meio da tarde quando Noah enfim finalizou a sessão de fotos que fora pago para fazer, os rapazes da banda que estavam consigo dispersaram enquanto ficou sozinho no camarim, sabia que haveriam outros grupos que poderiam para a mesma revista, mas até então não havia visto nenhum deles, então julgou que haviam saído antes, era a última pessoa que restava ali então não tinha exatamente pressa para ir embora. No frigobar buscou uma cerveja, abrindo a garrafa a girar a tampa e suspirou, pensando nos passos que teria a seguir, ir pra casa, talvez ver um filme, não sabia bem, cozinhar alguma coisa, dava preguiça só de pensar. Suspirou profundamente, porém o suspiro fora cortado pelo barulho da porta e fez com que erguesse a cabeça em direção a ela. Esperava tudo, menos quem viu entrar. Ele estava com sua máscara típica branca e vermelha, com alguns toques de dourado, admirava demais o estilo que ele tinha, na verdade, era bem fã da música que ele fazia, gostava de verdade e de graça. Esperou pelo restante do grupo, que não apareceu junto dele, provavelmente deveriam ter ido embora como ocorreu consigo, então abriu um pequeno sorriso amigável.
- Nossa, eu realmente não esperava por isso. -Disse no sorriso, tinha um sorriso infantil típico e realmente se sentia uma criança no natal naquele momento. Se levantou para cumprimentá-lo. - Cara, eu sou muito seu fã. - Disse a estender a mão para ele.
O lugar estava um pouco bagunçado, o camarim não tinha exatamente um aviso sobre uso, nem nomes, Vessel imaginou que não haviam pessoas por lá então escolheu um qualquer. Quando entrou no cômodo após o trabalho, olhou confuso, tinha alguém ali e levou um tempo para perceber que era um músico, não por ser muito comum, mas porque antes havia deixado uma mala com os próprios pertences naquele mesmo camarim, e agora já estava ajeitado e com a mala deixada num canto que nem mesmo sabia, mas a princípio não se preocupou exatamente com isso, já que o vocalista falava consigo e estava surpreso por vê-lo.
- Oh, e aí, cara. Também sou muito fã do seu som.
Retrucou, apertando sua mão que foi apenas um princípio da proximidade conforme puxou e peitou o rapaz, dando-lhe um tapa nas costas em seguida.
Noah tocou as costas dele da mesma forma, um pouco desajeitado e achou interessante que a tinta não havia sujado a própria mão, deveria ser algo que fosse específico para ser mais duradouro para os shows.
- Então... Aparentemente o camarim é coletivo, acho que você ficou um pouco confuso, eu também fiquei assim quando entrei. Quer uma cerveja?
- Pelo jeito, minhas coisas estavam aqui. - Vessel procurou ao redor, visualmente. - Os caras devem ter levado pra van. - Disse e por fim se afundou no sofá, sentando-se ali. - Acho que ainda tenho uma parte no trabalho, vou ter que deixar a cerveja pra mais tarde, não posso borrar meu batom. - Brincou.
Noah riu ao ouvi-lo.
- Acho que deve estar aqui em algum lugar. Até porque, você vai embora assim? Digo, "montado"? Isso soa tipo uma drag queen, desculpe. - Riu divertido e bebeu pouco mais da cerveja.
Vessel riu com ele e negativou.
- O pior é que eu vou mesmo. Senão já tinha vazado alguma coisa. Geralmente eu tinha no nosso estúdio.
- Hum... Entendi. Então você nunca tira a máscara fora de casa ou sei lá, de um lugar seguro?
- Ah, é claro que sim, mas só quando não estou associado ao trabalho.
- Entendi.
Noah sorriu meio de canto e bebeu mais um gole da cerveja que já estava no fim. Desviou o olhar a ele meio de canto, estava um silêncio enorme por ali, as pessoas já se preparavam pra ir embora.
- Você tem um corpo legal. - Disse, sem pensar direito e quase negativou consigo mesmo. - Quer dizer, você malha bastante né?
Vessel sorriu diante do comentário, destacando os dentes brancos sob a pintura negativa em todo o restante da pele. Era um comentário que lhe conferia um certo nervosismo ou até uma estupidez fofa.
- Hum, também fiquei surpreso sobre o quanto você é alto. Se você tirar a roupa talvez eu possa dizer se tem um corpo legal.
Noah assustou-se suavemente com seu comentário, era muito repentino então julgou que ele estivesse brincando, desviou o olhar a ele já com um riso mudo nos lábios.
- Só se você me levar pra jantar antes. - Disse, continuando a brincadeira.
- O que você gosta de comer?
Vessel retrucou e viu pela expressão que levou na brincadeira, mas que parecia ter se divertido com ela.
- Ah, então essa é uma opção? - Noah disse e riu, divertido, ele era muito mais divertido do que imaginava e tinha gostado dele ainda mais agora. - Sei lá, massa? Carne? Eu gosto de comer.
- Pode ser uma. Você tem cara de quem gosta de comida asiática, daqueles restaurantes com sala reservada, não?
Noah sentiu um suave arrepio na nuca, então estavam falando sério? Bom, era bissexual, então é claro que o interesse surgiu na mesma hora, agora já não estava mais em posição amigável, era mais uma posição de flerte.
- É, isso é bem a minha praia mesmo. - Sorriu.
- Eu também gosto, na verdade.
Vessel sorriu, notando que o aspecto bobo em seu rosto parecia menos casual agora, provavelmente dando corda a situação em que havia colocado ambos. Era bissexual, e se ele tivesse visto alguma das apresentações, ia saber disso, já ele, não tinha exatamente muita certeza, porém foi fácil descobrir pela expressão que a conversa tirou dele.
- Podemos sair pra jantar depois que me mostrar isso aí, temos algum tempo aqui dentro.
Noah arqueou uma das sobrancelhas novamente, achou engraçado como era fácil arrancar alguma coisa dele. Bom, se ele não tinha muitas delongas, também não teria, era curioso sobre ele e sinceramente, o achava gostoso, essa era a definição. Só não esperava transar naquele dia, naquele estúdio. Se levantou e caminhou até a porta, a trancou, assim não deixaria que ninguém entrasse e visse os dois.
- Espera, você não está brincando comigo, está?
Os olhos de Vessel seguiram o caminho que ele seguiu até a porta, ouviu o estalo da tranca sendo girada, fechando o camarim, parece que ele havia levado a sério, embora tivesse feito aquelas provocações disfarçadas de brincadeira, era uma sugestão, se levasse a sério, estaria no lucro e estava. Sorriu com os dentes que, novamente, pareciam até mais brancos do que deveriam pela maquiagem escura.
- Se eu estivesse, agora deixaria de estar. - O riso soou entre os dentes.
Noah sorriu a ele e coçou a cabeça.
- Ah, era brincadeira, né? - Riu suavemente. - Eu não sei quando você está brincando, é difícil sem enxergar seu rosto direito. Mas sinceramente, eu não teria nenhum problema, sempre te achei bonitão.
- Não estava, era aquele tipo de brincadeira de quem come quieto. Na verdade nem pensei de verdade no jantar, mas não tenho problema em fazer isso depois, sempre gosto de comer depois de comer. - Dizia Vessel, ainda sorridente, provocador e na verdade, até brincalhão.
Noah sorriu conforme o ouviu, aquilo deixava duas coisas claras, primeiro, ele só queria transar, segundo, ele era ativo. Pelo menos era o que parecia. Não tinha nenhum problema com isso também. Deixando de lado as delongas, deu um sorrisinho para ele e deslizou o blazer que usava pelos braços, deixando-o de lado no sofá e abriu a camisa preta, estava se parecendo com ele agora, de preto, quase riu por isso. Ao abrir a camisa, estava como ele, tinha costume de depilar o corpo, não estava tão muscular como ele, mas era magro e tinha suaves músculos marcados no corpo coberto de tatuagens.
- E aí?
Vessel olhou pra ele conforme sem delongas ia fazendo exatamente o que havia pedido, tinha até um sorrisinho canteiro enquanto ia assistindo a pequena exposição, conferindo enquanto uma fenda ia expondo sua pele, era mais magro do que esperava, tinha pouco aspecto muscular, mas gostava daquele jeito. Ajeitou-se no sofá, acomodando os antebraços sobre os joelhos, como quem da mais atenção ao que assistia logo a frente.
- Acho que podemos fazer alguns exercícios juntos, agora mesmo.
Noah sorriu, quase contagiado pelo sorriso suave dele, ele tinha um sorrisinho gostoso, na verdade era meio misterioso, gostava, gostava de imaginar o que tinha por baixo de sua máscara e provavelmente iria descobrir, estava animado. Aproximou-se dele, empurrando-o com suavidade para se encostar no sofá e se sentou em seu colo de frente pra ele, deslizando uma das mãos em seu peito, passando por seus colares que compunham o estilo que usava, agora não estava transferindo a tinta, mas sabia que o suor faria isso logo logo. Tocou seu pescoço e seu queixo, erguendo o queixo dele para si, tentava ver seus olhos pelos pequenos furos da máscara, mas era difícil, não conseguia ver muita coisa. Ergueu as mãos e tocou as laterais da máscara, deixando claro que iria retirá-la. Com sua aproximação, para Vessel, encostar-se no sofá de couro onde acomodado era quase automático, mesmo sem a necessidade da mão que já sentia no ombro, levando a si pelo caminho. Devia dizer que embora fosse direto, se surpreendeu com a sentada no colo, ele parecia mais como um garoto, até com um ar perdido sobre como agir, mesmo que soubesse o que desejava fazer. Foi permissivo sobre os toques, sentindo a curiosidade na ponta de seus dedos, no peito ou na roupa, nos acessórios do visual, mas chegou rápido demais na máscara, então tocou seus pulsos.
- Não acha que está indo muito direto ao ponto? Tudo o que vamos fazer, podemos fazer usando máscara.
- Te incomoda que eu veja seu rosto?
Disse Noah num sorrisinho. Bem, é verdade que era um garoto, tinha jeitos infantis, atitudes, mas também sabia que era um homem e bom, agora que sabia que era uma possibilidade, queria transar com ele.
- Por mim tudo bem se quiser ficar com ela. Eu até acho legal você ser todo misterioso. - Disse e num sorriso de canto se abaixou para selar seus lábios. - Tudo bem se eu te beijar?
- Não me incomoda, mas aqui eu sou o Vessel.
Retrucou e com a proximidade dele ao se abaixar, a resposta que deu foi gestual, tocando seus lábios, não com os próprios a princípio, mas com os dentes, mordiscando seu lábio inferior. Noah assentiu num sorriso, não entendia aquele problema de personagem porque não tinha um, mas respeitava. Abaixou as mãos, se apoiando em seus ombros e sentiu a suave fisgada no lábio, retribuiu o que sentiu, mordiscando o dele e deslizou a língua em seus lábios escuros pela tinta, empurrando-a para a boca dele em seguida. Vessel sentiu a mordida, até um pouco mais forte, bem, ele evidentemente tinha uma força na mandíbula, mas sabia bem como lidar com aquilo. Levou a mão até seu rosto, segurando seu terço inferior entre os dedos da mão direita, enquanto a esquerda, posicionou sobre sua coxa, sentindo o tecido da calça, que não impedia de sentir o toque ao aperta-lo. Podia sentir em sua boca o gosto da cerveja recém tomada quando enfim cruzou a língua com a dele, retribuindo o beijo que terminaria diluindo um pouco da cor na pele. E embora tenha mantido a máscara, não se importou quando o capuz saiu do lugar. Por algum motivo, Noah pôde sentir a pele dele arrepiada em sua nuca onde tocou por dentro do casaco, logo após a mordida que dera nele, não atribuiu a nada em específico naquele momento porque também estava arrepiado com seu toque, embora por dentro estivesse quase eufórico quando percebia que estavam transando. Quer dizer, sempre fora muito fã da música dele, isso era incrível, certo? Se sentia um fã realmente e isso era muito engraçado. Ao perceber que o capuz abaixou, não abriu os olhos porém, como ele havia dito, não havia motivo para ser tão curioso rapidamente, apreciaria, devagar, tudo que ele tinha a oferecer. Deslizou a mão em seus cabelos curtos, sentindo a textura macia dos fios e percebeu só então que não costumava ser passivo, quer dizer, sabia como fazer isso, mas não costumava, então esperava que ele não achasse a si meio travado. Vessel suspirou entre o contato dos lábios, fosse pelo prazer do beijo ou mesmo por ganhar fôlego no toque. Enquanto a pele se sentia eriçada pelos dedos nos cabelos loiros que agora estavam aparentes, ainda em contraste com os tons mais pesados do visual adotado. Por um momento, abriu os olhos por trás da máscara, observando o rosto do outro, perto o suficiente para não conseguir ver muito além de suas pálpebras fechadas e seus olhos pequenos. Deslizou a mão que antes em sua coxa, subindo pela coluna até alcançar a ponta de seus cabelos onde enroscou os dedos, puxou suavemente e deu espaço em seu pescoço tatuado onde enfiou-se e mordeu-o com cautela. Noah nem precisava dizer que já estava excitado, o beijo era gostoso, os toques dele eram gostosos e claro, tinha muita expectativa com o que faziam. Provavelmente o próprio rosto tinha marcas pretas, os lábios estavam manchados como um batom, mas já não se importava com isso. Estremeceu ao ter os cabelos puxados e inclinou o pescoço para trás, deixando escapar um gemido suave com a mordida. A mão deslizou em meio aos cabelos loiros dele, agarrando-se aos fios e suavemente se moveu em seu colo, roçando o corpo mesmo coberto pela calça no dele e podia sentir sua excitação, sorriu por isso. Ouviu três batidas na porta, o que causou um leve sobressalto, mas não saiu dali, apenas desviou o olhar atento.
- Noah?
- Oi? - Disse, suavemente embargado já que ele não tirou o rosto do próprio pescoço.
- Só pra avisar que você já está dispensado. Terminamos as fotos, tudo bem? Acho que os outros já foram embora.
- T-Tudo bem, obrigado. Estou me arrumando e já saio.
Vessel ergueu apenas a vista em direção a porta, podia ver por cima do ombro dele, mas estava fechado, então ficou por lá mesmo, não se referia ao próprio nome, então não tinha porque deixar a atenção no que fazia, Noah por sua vez, também não parecia se importar em responder sem deixar a atividade de lado. O riso soou apenas num sopro pelas narinas.de Vessel, divertido com a situação que embora previsível pelo lugar onde faziam aquilo, imprevisível pelo fato de estar quase transando num camarim improvisado. Lambeu sua pele desenhada, subiu até a orelha e até se enroscou um pouco em seus cabelos. As mãos voltaram para seus quadris, segurando a dobra entre pelve e pernas, ele se movia, então incentivou-o no gesto, sentindo o atrito das roupas cujos tecidos eram finos, então, suavemente deslizavam, sentindo o estímulo para o corpo que ja estava acordado o bastante. Quando interrompeu o beijo, olhou para ele e seu rosto manchado de tinta seca, enquanto a própria pele ficava acinzentada na região onde falhava o preto, riu. Noah desviou o olhar a ele e quando enfim se afastou e riu igualmente, nem precisava saber em palavras, sabia que estava manchado de tinta. Deu de ombros suavemente, divertindo-se sobre estar sujo e abaixou-se, era a própria vez de toca-lo daquela forma, embora estivessem num local improvisado, queria degustar ele aos poucos, sabia que provavelmente não fariam aquilo novamente, então se aproveitaria. Beijou seu queixo, depois seu pescoço e o mordeu como ele havia feito consigo. Tinha dentes pontiagudos nos caninos inferiores, o que provavelmente causaria mais atrito na mordida. Podia sentir o cheiro dele, mesmo com a tinta, um cheiro suave de suor e perfume. Suspirou excitado e não se lembrava de quando foi que havia se sentido daquela forma antes. O lambeu, mas daquela vez não fora uma boa ideia, já que sentiu gosto da tinta apenas.
- Isso é complicado. - Disse num riso evidente.
Vessel inclinou o pescoço para trás, dando a ele liberdade para o que fazia, dos beijos à mordida, novamente suspirou mais profundamente. Mas sorriu com os dentes aparentes, ainda que estivesse de olhos fechados, achando graça do resmungo, já que sabia a razão dele, mas estava ocupado, tendo a sensação estimulante de sua brincadeira breve com os dentes. Olhou para ele em seguida, vendo sua pele um pouco suja, era como sangue seco, ou talvez fuligem. O riso soou entre os dentes.
- Just take a bite of me...
Cantarolou quase num sussurro, apenas uma brincadeira boba, se ele era fã já que disse ser, esperava que entendesse. Noah o ouviu soar quase contra os próprios lábios, sentiu um arrepio percorrer a coluna na excitação que aquela simples frase causou em si, só então percebeu que ele talvez tivesse aquele prazer estranho com as mordidas, bem, fetiches, cada um com o próprio. Sorriu, já não era mais aquele sorriso infantil, era um sorriso mais malicioso, ainda assim expunha os dentes como ele. Abaixou-se a se enfiar em seu pescoço novamente e o mordeu, dessa vez com mais força, mas claro, era medido, não iria de fato arrancar um pedaço dele ou machuca-lo. Mas fez aquilo com tanta vontade, que esperava que ele percebesse o quanto estava excitado em ouvir sua voz e em fazer aquilo com ele, estava mais firme, não era mais um toque suave e brando.
- Hum...
Vessel murmurou, embora baixo, ainda era um gemido perceptível, tinha a voz grave, então não tinha como disfarçar. Deslizou a mão direita em sua nuca que, na ponta dos dedos, sentia estar arrepiada, terminando por enroscar os fios delicados na raiz do cabelo, apertou, puxando-os consequentemente, mas não brusco, apenas uma segurada firme, assim como a mão em sua coxa, que por sinal, deixou de estar. Seguiu com a mão esquerda até o cós de sua roupa de ensaio, tocou enfim o botão que ruiu ao deixar a casa e dar abertura no zíper. O estava sentindo por baixo, mas também queria saber como estava em cima. Noah sentiu novamente a nuca se arrepiar com o gemido dele, porra, queria realmente dizer isso alto, porra. Já tinha ganhado um trecho de uma música, já tinha ganhado um gemido dele, aparentemente havia ganhado muito. É, era uma fã histérica, quase riu de si mesmo contra sua pele, queria morder ele várias vezes, só pra ouvir aquele gemido. Suspirou profundamente, ah, desgraçado gostoso, pensou consigo mesmo. Ouviu o barulho do zíper, sentiu seus dedos curiosos e bom, estava realmente muito, muito animado com o que faziam e ele ia perceber quando tocasse a si, mas naquela posição era complicado. Se afastou dele quase pesaroso, suspirando irritado por ter que se afastar e abaixou a calça, deixando-a no chão a ficar só de boxer e agora ele podia ver o próprio corpo, já que escapava pra fora da roupa que usava.
- Você está... Preto aí embaixo também? - Disse e riu.
Vessel suspirou na interrupção inevitável, dando espaço para ele e sua contribuição com o que havia começado, tirar sua calça. Enquanto o via se despir, lambeu e mesmo mordiscou os próprios lábios, que sabia, estava manchado com a tinta e o rastro da própria pele já aparentando por baixo, mesmo seu peitoral aparente na fenda da camisa aberta tinha algumas manchas e não eram as tatuagens dele. Sorriu sob sua pergunta e encostou de volta no sofá, inclinando a pelve suavemente no assento, dando mais espaço aparente do colo.
- Você vai descobrir.
Retrucou e embora estivesse mais pensando sobre o sexo naquele momento, vez e outra percebia que estava com o músico, parecia muito com um simples garoto, talentoso e bobo, o que tornava ele ainda mais atrativo, o fato de parecer mais simples do que realmente era, afinal, tinha diversas camadas dele, e aparentemente estava conhecendo uma delas. Ao se aproximar da beira do sofá outra vez, esticou o braço e o pegou pelos quadris, trazendo para perto de volta, tocou e apertou suas nádegas enquanto a face perfeitamente na altura de seu ventre.
Ao vê-lo inclinar os quadris, Noah pôde ver por um momento sua calça mais larga marcar exatamente onde seu sexo estava ereto, mordeu o lábio inferior, deixando claro para ele que havia percebido e estava curioso, iria realmente puxar sua calça para descobrir, mas fora puxado antes. Usava uma boxer vinho, riu suavemente porque sabia que as roupas ficariam manchadas e se lembraria dele no dia seguinte, infelizmente não manchariam tanto quanto gostaria, mas ainda assim. Tocou os cabelos dele novamente, deslizando as mãos em meio aos fios loiros e podia ver seu rosto erguido na própria direção, a máscara bonita que adorava seu rosto, deslizou um dos dedos em sua cor branca, tocando uma das linhas vermelhas e desceu até sua boca, tocando seus lábios manchados, queria ver eles em outro lugar.
- Hum... Me chupa?
Vessel deu-lhe um sorrisinho diante do pedido, não tinha certeza se o pedido parecia firme ou um pouco incerto sobre dever ou não dizer aquilo. Mostrou-lhe os dentes e insinuou uma mordida enquanto batia-os ao se reencontrarem. Abaixou-se e mordeu o tecido de sua roupa íntima, e puxou para baixo com a boca mesmo, apenas o suficiente para uma leve exposição, o que terminou com as mãos em seguida, deixando o tecido na altura das coxas.
- E aí, cara.
Noah riu suavemente ao ver seu gesto embora tenha achado incrivelmente sexy. Tudo sobre aquele desgraçado era sexy.
- Só não morde ele, ele gosta de você.
Disse e agarrou-se em seus cabelos, insinuando-se para ele a mover os quadris em direção a seu rosto, mas é claro, esperava paciente, gostava de tudo que ele fazia.
- É por isso que eu quero morder ele, porque ele gosta de mim.
Vessel retrucou e se aproximou dele como sugeriam seus dedos. Sem usar a mão roçou em sua ereção, com os lábios, com a língua, na base até a ponta e quando chegou ali, sugou com força, correndo-o para dentro da boca.
De início, Noah não entendia bem o que ele poderia gostar, não sabia se podia pedir o contato da boca, ou se ele só queria comer, mas aparentemente ele era como a si, era bissexual ou gay e não tinha nenhum problema em tocar o corpo de outro homem. Fechou os olhos por um momento, inclinando o pescoço para trás e gemeu, excitado, agarrando-se novamente em seus cabelos loiros e puxou-o delicadamente contra si. Desviou o olhar a ele pouco tempo depois, sorriu e deslizou a mão em seu queixo e seus lábios, porra, como tinha gostado de estar dentro deles, de todas as formas possíveis, o sexo, a língua. Enfiou o dedo polegar em sua boca, pedindo passagem e tocou seus dentes pontiagudos no canino.
- Porra, você é muito gostoso.
Vessel ergueu a direção visual ao sentir o toque no queixo, olhando para cima, mesmo com a sombra causada pela máscara, ainda podia vê-lo. Ainda sentia, seu tato e seu gosto, sua voz. Teria sorrido, mas estava ocupado, não pelo elogio, mas por sua excitação. Deslizou as mãos em suas nádegas aparentes, pressionando as unhas igualmente pretas, em sua pele, deixaria algumas marcas por ali. Ao sentir na boca seu dedo, lambeu-o e sugou junto à ereção, embora tenha se afastado em seguida e dado uma leve mordida na ponta do dígito.
- Mas sou eu quem está sentindo seu gosto...
Noah riu baixinho.
- É, eu sei... Mas você todo... Tudo em você... Isso que estou dizendo.
Disse e sorriu, excitado, era de alguma forma, incontrolável que quisesse dizer algo a ele, queria dizer tanta coisa porque ele fazia as próprias pernas tremerem.
- Hum... - Vessel murmurou e riu entre os dentes. - Parece insaciável, Seb. - Brincou, dando-lhe um apelido ainda menor que seu próprio nome. - Precisava disso há algum tempo, ah? - Completou e então o segurou entre os dedos, envolveu ao redor e moveu-se, estimulando vagarosamente, tornando a usar os lábios nele, quase como roçar nos dele, um beijo antes de enfim colocá-lo de volta dentro da boca. - Mas você também é muito gostoso, e quero provar todo o restante. - Ao dizer, só então voltou ao oral.
Noah sorriu ao ouvi-lo, estremecendo pelo novo apelido, aquele era novo, ninguém nunca tinha chamado a si daquela forma. Podia ver seus lábios manchados de preto deslizando pelo próprio sexo, estava até suavemente manchado por ele e gostava disso, gostava de se ver afundando em sua boca.
- É... Faz um tempo...
Disse e voltou a segurar seus cabelos, empurrando suavemente sua cabeça enquanto o sentia colocar a si na boca, daria tudo que ele quisesse muito fácil, não precisaria nem pedir duas vezes. Gemeu, prazeroso e deslizou as mãos por dentro de seu sobretudo, arranhando suavemente suas costas onde alcançou, e claro, as unhas ficaram pretas, mas não se incomodava.
Vessel suspirou, sugando ar para os pulmões como quem fazia uma atividade relaxante, e era, ainda que os músculos ficassem cada vez mais tensos na verdade, excitado. Ao tira-lo da boca, expôs a língua e lambeu-o em sua glande, antes de finalmente interromper, mordiscou a roçar cuidadosamente os dentes ali, em seguida o beijou pela extensão, seguindo na direção da virilha, contornando-o do lado direito de seu corpo, descendo para a coxa onde tornou morder e manchou com uma sucção firme. Quando terminou aquela parte, levou os dedos, médio e indicador, até a boca, sugou-os enquanto erguia a direção visual para ele, encarando-o com os olhos azuis por trás da máscara, era um recado. Noah se sentia excitado a ponto de explodir, mas claro que não queria gozar ainda, não daquela forma, ou pareceria um adolescente, queria mais dele antes disso, queria sentar nele com bastante vontade. Abriu os olhos, que nem se lembrava de ter fechado, sentindo seu toque na virilha, o chupão na coxa, é, teria boas lembranças dele quando olhasse no dia seguinte. Olhou pra ele e viu sua saliva dissolver suavemente a tinta preta em seus dedos, sentiu um arrepio forte na coluna, subindo pelo baixo ventre e suspirou profundamente.
- S-Senta... Vou sentar no seu colo.
- Ah, você vai sentar, mas antes eu vou usar isso aqui pra você relaxar um pouco.
Vessel disse e sugeriu os dedos recém lambidos, e agora passava a mão no pequeno espaço entre suas coxas, tocando-o atrás pela parte da frente do corpo, sentindo na palma da mão uma leve massagem em seu sexo enquanto os dedos descobriam o calor em seu âmago. Noah suspirou, inferno, parecia um adolescente, ele fazia a si parecer um adolescente.
- Eu... Quis dizer pra ficar melhor pra você me tocar, mas eu gostei de ouvir você falar.
Riu suavemente e mordeu o lábio inferior, de toda forma separou pouco mais as pernas, dando espaço a ele no toque e a mão agora o apertou em seu ombro, esperando pelo desconforto inicial que sabia que viria, desejou realmente ter um lubrificante naquele momento.
- Hum, parece que não tem hábito de brincar com isso aqui, Seb. Eu devia te levado você pra um quarto, hum? Se quiser se virar, eu posso descobrir mais do seu gosto. - Vessel disse, sugerindo lubrifica-lo diretamente com a língua.
- Bom, eu era casado com uma mulher, e ela realmente não brincava comigo aí. - Noah riu e acariciou os cabelos dele novamente, mas aquilo, bem... Tinha vergonha. - Não, os... Os dedos está bom.
- Oh, então está enferrujado, ah?
Vessel riu, provocando-o, não estava pensando naquilo como sua primeira vez transando com um homem e na verdade não se importava muito com isso, então nem passou pela cabeça. Com o braço direito, envolveu seus quadris num meio abraço, encostando o peito contra seu ventre e o queixo na altura de seu estômago, a posição no entanto não impedia de tocar como estava fazendo. Esfregou-o ali, excitando aquela região para ter algum espaço nela, então empurrou apenas um dos dedos, vagarosa e continuamente. Podia sentir a tensão muscular em seu abdômen conforme o fez, portanto o beijou ali. Noah riu divertido e assentiu.
- É, estou solitário aí atrás.
Disse e suspirou mais uma vez, pendia entre o excitado e divertido com ele, era gostoso, como se nada do que fizessem fosse errado, estavam se divertindo e adorava isso. Gemeu suavemente ao sentir a carícia, aquilo já deixava o corpo esperando por ele, e já estava bem duro e bem pronto, por isso quando ele se empurrou para si, embora fosse difícil por ser o início, ainda assim não era tão ruim quanto poderia. Sentiu seu beijo suave, afável, ele parecia um amigo divertido, mas romântico e fofo ao mesmo tempo, quis levar ele pra casa e nunca mais deixá-lo ir embora.
- Bom, parece que eu... Hum... Vou ficar com tinta até dentro do corpo. - Riu, descontraindo.
Vessel riu entre os dentes, divertido porém e um pouco malicioso.
- Eu posso tirar, talvez ela possa escorrer, se não for um problema pra você, é só me falar.
Disse provocador e falou com os lábios roçando sua pele, na altura ainda do estômago onde sentia espasmos de seus músculos e lambiscou a pele tatuada, quase contornando uma das letras nela. Com um pouco mais de empenho, usou o segundo dedo, tentando ganhar mais espaço, então usou a boca para relaxar um pouco mais, lambendo-o em seu sexo que embora afetado pelo desconforto, ainda estava firme. Como Vessel estava na altura do estômago de Noah, saberia que teve outro espasmo, mas dessa vez não era exatamente dolorido, era um arrepio que respondeu com o corpo, o sexo também havia pulsado em resposta, embora soubesse que ele não poderia sentir, mas sentiria em seu dedo no interior do corpo.
- Hum... Acho que meu corpo respondeu a sua pergunta.
Noah disse e riu, embora no rosto tivesse um suave tom corado. Mover-se suavemente para ele, insinuando-se ainda que suavemente dolorido.
Vessel sorriu e mordiscou o lábio já não tão sólido em preto como antes. Sentiu nos dedos o aperto de sua excitação, parecia gostar daquilo, não sabia se era apenas por ser provocado ou de ser passivo. Gostava disso, percebera somente naquele dia o quanto Noah parecia... Fofo, era um carinha fofo, e isso era inesperado, não era só aqueles olhos pequenos e sorriso bobo, era seu comportamento também.
- E aí, já pode me dar um pouco de você, hum?
- Uhum...
Noah disse num pequeno sorriso e puxou-o para si com suavidade, o beijou de novo assim que ele se levantou, empurrou a língua para a boca dele, sem se importar se sentiria o próprio gosto, estava disposto, pra beijar a boca dele, estava disposto. Devagar seguiu com ele para o sofá, o deixou se sentar e finalmente iria vê-lo. Ele já tinha visto a si, mas só imaginava o tamanho dele, seu corpo sem as roupas, e agora iria finalmente ver. Tocou sua calça, abaixando-a em suas pernas e sorriu, achando graça no fato de que ele não estava pintado ali, era óbvio, mas ainda assim achou divertida a informação. Sua boxer preta marcava seu sexo e deslizou os dedos no cos, puxando para baixo e mordeu o lábio inferior, evidentemente animado com o que via.
- Opa, belo documento que você tem aí.
Sorriu a mostrar os dentes e se ajeitou em seu colo de novo, dessa vez já não tinha mais a roupa como um impasse, era só o sexo dele e as próprias nádegas e o deixou roçar em si, sentindo a temperatura quente.
Vessel levantou-se e deu a ele o beijo que pediu, não foi muito longo, mas foi firme e estalou contra seus lábios como um leve vácuo criado entre ambos. Abaixou-se de volta para o sofá, arqueando a pelve para a tentativa dele de tirar a própria calça, o que não era difícil, era uma malha com elástico, justamente por essa razão ganhava algumas fotos sugestivas durante o show, mas era proposital no fim de tudo, não queria sentir calor pelo excesso de tecido, por mais estiloso que quisesse criar o visual. Ao chegar na exposição de pele, claro que não estava pintado por lá, mas chegava muito perto, o ventre tinha a tinta arrastada, criando um fim gradual, onde terminava o preto e começava a cor pálida que tinha a própria pele. Riu, diferente do que ele via embaixo, em cima continuava com a cor escura em maior parte da pele, mesmo com todo o toque que trocaram.
- Sei que também gosta de espadas.
Retrucou e então ergueu os olhos seguindo o caminho dele para si, sobre o próprio corpo, mordeu o lábio inferior enquanto sentia o toque direto da pele, mas estava, àquela altura, quase impaciente.
- Venha, Seb.
Noah riu suavemente e mordeu o lábio inferior da mesma forma que ele.
- É... Eu gosto. - Murmurou e beijou o pescoço dele mais uma vez. - Você é uma obra de arte, sabia?
Disse e guiou a mão para seu sexo, o segurou em meio aos dedos e massageou suavemente, só então o guiou para si, sabia que seria dolorido, então fechou os olhos firmemente e o mordeu, como já sabia que ele gostava. Também estava deixando marcas ali, deixava algo para que ele se lembrasse de si e gemeu, dolorido e abafado contra sua pele quando enfim empurrou os quadris para baixo, deixando-o entrar em si. Vessel sorriu, com os lábios agora manchados, ainda assim tinha um certo destaque nos dentes ao fazer isso.
- Eu tento.
Disse diante do elogio. Olhou para além do corpo dele, então encarando a excitação sumir por entre suas coxas e seu corpo debruçado para si. O beijou no pescoço conforme se aproximou, no entanto, percebeu que a proximidade tinha um objetivo além, então gemeu dolorido e ao mesmo tempo excitado.
- Hum..
Noah estremeceu suavemente, sentindo os músculos do corpo contraírem, não só pela dor, mas a excitação também, gostava da voz dele, podia sentir a nuca arrepiada, queria arrancar mais daquilo, queria ouvi-lo gemer, nem que tivesse que morde-lo por inteiro. Fechou os olhos a aspirar seu cheiro gostoso e mordeu-o novamente, sugando sua pele. Sentiu o gosto da tinta, mas também de seu suave suor e gemeu excitado por isso. Moveu os quadris suavemente, sentindo-o agora completamente no corpo e mordeu o lábio inferior próximo de sua pele, roçando os dentes nela.
- Porra...
- Ah... Porra...
Vessel murmurou com a voz embargada e um gemido abafado, riu logo em seguida, num misto de dor, prazer e até de graça, mas ele, provavelmente estava sentindo muito mais do que a dor causada pelos dentes. Levou a mão até a nuca dele, segurou seus cabelos compridos e puxou para trás, fazendo erguer o queixo em direção a si.
- Hum, se descobriu um tubarão, Sebastian?
Disse, soando um pouco mais sério, portanto, mais provocador. Lambiscou seu pescoço e subiu pela extensão até o queixo, terminando ali onde mordiscou a roçar os dentes. Com as pernas flexionadas, enquanto o olhava de baixo através da máscara, com os lábios em sua pele abafou a voz e deu uma investida, iniciando o ritmo, demorado, não muito rápido, mas era firme, embora cauteloso, já que pelo fato de estar tão apertado, fazia algum tempo que não transava.
Noah riu junto dele, contagiado, embora tenha sido seguido de um gemido dolorido e um suspiro. Ergueu o rosto conforme fora puxado e gostou do puxão nos cabelos, provavelmente tinha ficado claro pra ele porque sorriu, excitado.
- Eu percebi que você gostava de mordidas... E bom, não tenho problema nenhum em morder, o seu gosto e cheiro são... Muito bons.
Murmurou, meio embargado e fechou os olhos, arrepiando-se com seu toque dos dentes, tinha um estranho prazer em ser domado, já sabia disso, embora não contasse pra ninguém. Gemeu mais uma vez, mas mordeu o lábio inferior, abafando o gemido dolorido ao senti-lo se mover e estremeceu, agarrando-se em seus ombros, que por sorte, não tinham o detalhe da armadura na lateral esquerda, estava contendo a reação dolorida, mas é claro, aquilo não era algo muito horrível para si, tinha o corpo inteiro tatuado, era totalmente possível para si aguentar dor.
- Ah, são bons? Gosto de tinta e um pouco de suor? Parece que seu fetiche é pior que o meu.
Vessel retrucou, embora não julgasse ser realmente um tipo de fetiche, tanto dele quanto as mordidas que gostava de trocar durante o sexo. Suspirou e sentiu a pele arrepiada como a dele também estava, fosse pela sensação ou mesmo por sua voz suave ao gemer. Não estava cansado, mas a respiração era pesada, um reflexo da excitação. Deslizou a mão que antes em seus cabelos, correndo por suas costas despidas, criando na pele um rastro da tinta, o que a princípio ofuscou a marca deixada pelas unhas que embora curtas, fizeram um bom trabalho. Já com a outra mão, o segurou no rosto, entre mandíbula e o pescoço tatuado, como se daquela forma tomasse sua atenção e se encarassem enquanto investia mais uma vez contra ele. Noah abaixou suavemente a cabeça para olhar pra ele, podia ver seus olhos atrás da máscara pelos pequenos furos, a luz fraca as vezes mostrava seu tom azulado, nem se quer o havia visto sem ela, mas sabia que o acharia bonito. Sentiu sua investida firme, o que fez com que o corpo trepidasse assim como as pernas e também queria se mover, estava se acostumando com a sensação, então deslizou as mãos ao redor de seu pescoço e novamente o tocou em seus cabelos. Moveu-se sobre ele, empurrando-se para baixo, sentindo as nádegas encontrando seu ventre e era gostoso, tudo ali era gostoso, olhar pra ele, seu toque pesado, a sensação da ansiedade por estarem em um local onde não deveriam fazer isso. Sorriu para ele e mordeu o lábio inferior enquanto o olhava.
Haviam levado a situação até ali com breve troca de palavras, uma brincadeira ou uma provocação, mas por alguma razão, em certo ponto, ficaram extremamente em silêncio, pelo menos de palavras, já que a voz de alguma forma escapava, enquanto Vessel encarava o outro e seus pequenos olhos ainda menores, franzidos pela dor ou pelo prazer. Segurava o rosto de Noah enquanto ele os próprios cabelos. No momento em que ele visualizou os olhos, pôde notar que ali os tinha visto, porque se sentiu um pouco despido do personagem no momento, então sorriu por pensar assim. Noah sorriu a ele igualmente, não entendera exatamente, mas era um pouco bobão mesmo.
- É, eu vi. - Disse num pequeno riso, se referindo a ter visto seus olhos. - São lindos.
Disse num sorriso suave e um pouco desajeitado. Abaixou-se e selou os lábios dele, tentando desviar a atenção da frase extremamente gay que havia dito antes.
O riso soou entre os dentes cerrados de Vessel, embora aparentes, e ficou um pouco desajeitado pelo comentário, porque havia se sentido, como já pensado, fora do personagem por um momento, e Vessel era desinibido, já nem tanto Leo.
- Os seus são adoráveis também.
Retrucou tão logo que recompôs a persona e ao solta-lo dos dedos ou cabelos, moveu-se para colocá-lo no lugar que estava, debruçando-se em seu corpo, entre suas pernas. Noah riu baixinho e negativou, sentindo o rosto corar novamente, claro que já havia recebido elogios sobre os próprios olhos, mas ele era diferente. Abaixou-se para beija-lo novamente, mas o sentiu se mover, então se deitou sobre o sofá, separando as pernas para dar espaço para ele, quase sem perceber, convidando-o.
- Abrindo as portas pra mim, Seb?
Murmurou, audível o bastante no entanto. Afundou os quadris entre suas coxas e voltou a penetração, deslizou para ele, assistindo enquanto fazia isso e gemeu satisfeito, tanto com a sensação quanto pela visão que tinha. Moveu-se novamente, retomando o ritmo, arqueou-se o suficiente para alcançar proximidade de seu rosto sem que o tronco encostasse ao dele.
Noah riu baixinho ao ouvi-lo, ansiava por mais dele, por isso realmente estava abrindo as portas. Analisou sua expressão, quer dizer, o pouco que conseguia ver e por seu gemido que como sempre arrepiou a pele, ele gostava do que via. Esperou que ele se deitasse e guiou os braços ao redor de seu pescoço, o abraçando, só então percebeu que estava completamente sujo de sua tinta corporal, os braços, o peito, o ventre, tudo, provavelmente agora estava preto como ele e quase riu. Conforme sorriu, o viu sorrir de volta, seus dentes fofos e pontiagudos nos caninos, máscara maldita. Adorava ela e odiava ao mesmo tempo, queria tanto saber como ele era que chegava a doer. Talvez... Agora... Deslizou uma das mãos em sua bochecha, acariciando-a, estava indo devagar. Selou seus lábios e novamente a mão alcançou a lateral de sua máscara, indicando a ele que queria removê-la.
- Hey, deixe isso aí...
Vessel resmungou, quase como quem carinhosamente repreende uma criança. Se virou para sua mão e então mordeu seus dedos, mas sorriu em seguida e expôs a língua a lamber seus dígitos e o vão entre eles. Preferia as coisas como estavam, tinha pouca ideia sobre como era o músico, cruzaram caminho algumas vezes com muita distância e aquela era a primeira interação, por mais intensa que fosse, ainda era precoce demais. Ao se afastar, ajoelhou-se no estofado, dando a ele mais vista do corpo e a forma como os músculos respondiam aos movimentos e a excitação.
Noah franziu o cenho, formando um pequeno bico ao ser repreendido, mas sorriu em seguida com sua brincadeira. Mesmo que fossem recém conhecidos, pareciam amigos há anos, adorava isso. Dali de baixo, mesmo que ele estivesse perto, já não podia ver seus olhos, a luz estava contra si e agora estava tudo preto, como a tinta em seu corpo, então, focou em outra coisa e a vista era boa. Mordeu o lábio inferior visivelmente, quase forte demais e deslizou uma das mãos em seu peito como alcançou, descendo a arranhar sua pele e contraiu-se ao redor dele, queria ouvi-lo gemer, porra, queria, queria tudo dele.
- Mais... Mais forte... Me faz gozar, Vessel.
Conforme suas unhas desciam na pele, levavam com elas um rastro da tintura, criando vergões na cor da pele e que logo tornaram-se rubros, certamente teriam um destaque maior e no dia seguinte, quando não usasse a pele enegrecida. Vessel franziu o cenho, um reflexo do estímulo auditivo, com seu pedido, seu convite, embora ele não fosse ver, e suspirou, isso ele ia notar. Abaixou-se novamente para ele, beijou sua testa, desceu até a bochecha, com movimentos mais ligeiros agora, mais intensos, dos beijos dispersos pelo rosto, logo tomou sua boca e penetrou-a, beijando com mais firmeza, da mesma forma que fez com os quadris, indo mais rápido e mais forte também. O faria gozar com certeza e faria o mesmo com ele.
- Vai me deixar escorrer entre as suas pernas, Seb?
Indagou, quase soprando a frase em seus lábios, como um sussurro provocante, mas voltou a beija-lo em seguida.
Noah notou seu suspiro, como ele previa, mas não olhou pra ele com o típico sorriso infantil ou qualquer coisa parecida, o olhou com o cenho franzido da mesma forma, erguendo o braço que não o tocava para o sofá atrás de si e agarrou-se no braço dele, sabia que viria a força e ansiava por ela, esperava, não tão paciente quanto gostaria. Gemeu, prazeroso conforme o sentiu se empurrar com força para si e o beijou com a mesma intensidade, vez ou outra mordendo seus lábios, puxando entre os dentes.
- Hum... Goza em mim, Vess. - Fez como ele, lhe deu um apelido e sorriu excitado. Me preencha de você. Murmurou, sabia que era um trocadilho com seu nome e a voz estava embargada, excitada pelos movimentos, estava tão perto que quase podia sentir a sensação queimar no baixo ventre. - A-Ah... Caralho, você... É muito bom...
- Hey, deixe isso aí...
Vessel resmungou, quase como quem carinhosamente repreende uma criança. Se virou para sua mão e então mordeu seus dedos, mas sorriu em seguida e expôs a língua a lamber seus dígitos e o vão entre eles. Preferia as coisas como estavam, tinha pouca ideia sobre como era o músico, cruzaram caminho algumas vezes com muita distância e aquela era a primeira interação, por mais intensa que fosse, ainda era precoce demais. Ao se afastar, ajoelhou-se no estofado, dando a ele mais vista do corpo e a forma como os músculos respondiam aos movimentos e a excitação.
Noah franziu o cenho, formando um pequeno bico ao ser repreendido, mas sorriu em seguida com sua brincadeira. Mesmo que fossem recém conhecidos, pareciam amigos há anos, adorava isso. Dali de baixo, mesmo que ele estivesse perto, já não podia ver seus olhos, a luz estava contra si e agora estava tudo preto, como a tinta em seu corpo, então, focou em outra coisa e a vista era boa. Mordeu o lábio inferior visivelmente, quase forte demais e deslizou uma das mãos em seu peito como alcançou, descendo a arranhar sua pele e contraiu-se ao redor dele, queria ouvi-lo gemer, porra, queria, queria tudo dele.
- Mais... Mais forte... Me faz gozar, Vessel.
Conforme suas unhas desciam na pele, levavam com elas um rastro da tintura, criando vergões na cor da pele e que logo tornaram-se rubros, certamente teriam um destaque maior e no dia seguinte, quando não usasse a pele enegrecida. Vessel franziu o cenho, um reflexo do estímulo auditivo, com seu pedido, seu convite, embora ele não fosse ver, e suspirou, isso ele ia notar. Abaixou-se novamente para ele, beijou sua testa, desceu até a bochecha, com movimentos mais ligeiros agora, mais intensos, dos beijos dispersos pelo rosto, logo tomou sua boca e penetrou-a, beijando com mais firmeza, da mesma forma que fez com os quadris, indo mais rápido e mais forte também. O faria gozar com certeza e faria o mesmo com ele.
- Vai me deixar escorrer entre as suas pernas, Seb?
Indagou, quase soprando a frase em seus lábios, como um sussurro provocante, mas voltou a beija-lo em seguida.
Noah notou seu suspiro, como ele previa, mas não olhou pra ele com o típico sorriso infantil ou qualquer coisa parecida, o olhou com o cenho franzido da mesma forma, erguendo o braço que não o tocava para o sofá atrás de si e agarrou-se no braço dele, sabia que viria a força e ansiava por ela, esperava, não tão paciente quanto gostaria. Gemeu, prazeroso conforme o sentiu se empurrar com força para si e o beijou com a mesma intensidade, vez ou outra mordendo seus lábios, puxando entre os dentes.
- Hum... Goza em mim, Vess. - Fez como ele, lhe deu um apelido e sorriu excitado. Me preencha de você. Murmurou, sabia que era um trocadilho com seu nome e a voz estava embargada, excitada pelos movimentos, estava tão perto que quase podia sentir a sensação queimar no baixo ventre. - A-Ah... Caralho, você... É muito bom...
Vessel sentiu a vibração leve de sua voz nos lábios ao gemer, ao resmungar qualquer xingamento de prazer e gostava disso, portanto estava sorrindo quase sem perceber, tinha uma certa diversão nisso, não apenas prazer. Seu corpo era tão expressivo, podia sentir sua excitação desejando chegar no auge, estava com espasmos em todo o corpo e um em específico causava mais efeito no próprio corpo, sentindo-o se apertar em si.
- É, isso tudo é bom pra caralho... - Concordou e completou sua frase, tinha a voz embargada, afetado pelo ritmo, pelo movimento e pelo desejo, que como o dele, queria escapar. - Quero te ver gozar, Seb.
Murmurou e embora tenha dito para fazer isso, o que de fato esperava ver, acabou não dando tanto controle a si mesmo, então, apertou suas coxas, correu até as nádegas, em movimentos que deixavam claro o corpo atordoado por excitação, como as pernas que sustentavam os movimentos e agora estremeciam sob seu corpo. Gemeu num grunhido satisfeito, escapado da garganta.
Noah não conseguia nem ouvi-lo falar, qualquer coisa que saísse da boca dele, com seu timbre vocal, era suficiente para fazer com que estremecesse ainda mais. Quando ouviu sua última frase, o agarrou em seus quadris, firme, afundando os dedos em sua pele, puxando-o para si com vontade, enterrando o corpo dele no próprio e gemeu, prazeroso, inclinando o pescoço para trás a fechar os olhos, gozou com ele e não se importou em conter a voz, não tinha nenhuma intenção de fazer isso, estava satisfeito e queria deixar isso claro. Podia sentir o corpo aquecer com o ápice dele e pegava tudo que podia dele, sentindo-o trêmulo junto a si enquanto o segurava pelos quadris, gostava disso, gostava muito disso. A respiração estava pesada, descompassada completamente pelo que haviam feito, o corpo ainda estava leve e excitado, ah droga, podia morder ele inteiro, podia marcar todo o corpo dele e lamentava demais que ele tivesse que sair de si. Soltou seus quadris devagar e suspirou, desviando o olhar a ele, notou os respingos do próprio ápice em seu abdômen, bem evidentes sobre o resto de tinta preta, sorriu.
Vessel permaneceu, por algum tempo, no silêncio da sensação, no êxtase do clímax, sentindo aquele leve formigamento no ventre, era sempre triste que em algum momento aquilo passasse, as sensações. Abriu os olhos, nem percebera te-los fechado, então olhou para ele, com as pernas ao redor dos quadris, o sexo embora aumentado, já não estava mais ereto, e no próprio abdômen, um rastro dele, respingos cintilaram na pele. Então desviou o olhar a ele e sorriu mutuamente.
- Isso foi bom, Seb. Parece que você transa como canta..
Noah sorriu ao ouvi-lo e suspirou, tocando seu rosto em sua bochecha macia.
- É... Você também. Nossa e como... - Riu.
Vessel riu com ele, divertido. Então se sentou no sofá, mas o envolveu na cintura conforme se moveu, sem deixá-lo cair. Encostou-se no sofá, agora com ele no colo, agarrou sua nádegas e deu um tapinha leve.
- E eu tinha mais alguma coisa pra fazer, já não vai rolar. Poderia ter bebido aquela cerveja.
Noah fora com ele em seu colo e riu suavemente, abaixando-se para selar seus lábios.
- Hum... Vem pra minha casa. Podemos beber cerveja, ou uísque. Comer alguma coisa gostosa e fazer de novo.
Vessel sorriu canteiro, imaginando que o convite fosse para dar a ele o que ele já havia tentado fazer antes, uma ideia do que tinha embaixo da máscara.
- Você pode ficar de máscara se quiser. - Noah disse a franzir o cenho. - Mas acho que vai ser bem desconfortável.
Vessel riu e negativou.
- Eu preciso de um banho, trocar as roupas e essas coisas.
- Bom, meu chuveiro é ótimo. - Noah disse num riso, mas assentiu, o deixaria em paz se queria assim.
- Hum, acho que rola nos encontramos outro dia, ah?
Noah assentiu, um pouco decepcionado, mas não podia fazer nada. Selou seus lábios novamente e aspirou seu cheiro no pescoço uma última vez, se levantando em seguida.
- Nos vemos outro dia então... Vess.
- E aí, tem algum contato? Podemos falar.
Noah sentiu um arrepio percorrer a coluna, ele realmente tinha pedido o próprio telefone? Achou que... Talvez ele só quisesse uma transa e seguir o caminho, mas agora ele parecia querer o contato mesmo.
- T-Tenho... Tenho. - Sorriu. - Me dá seu celular que eu anoto.
- Então, não estou com o celular aqui, estava na minha mala. Me dê o seu, vou anotar meu número.
Noh assentiu e vestiu a roupa íntima, percebendo que estava todo sujo de preto, mesmo a roupa, riu baixinho, suavemente, então buscou o celular na própria mala deixada ali, entregando-o a ele.
- Hum, escorregou na graxa, Seb? - Disse risonho enquanto aceitava o telefone, anotou o número para ele, e na agenda, o nome marcou como "Vess".
Noah aceitou o telefone de volta, se perguntou se ele havia visto a foto do próprio gato no fundo de tela, provavelmente sim.
- Aparentemente sentei nela.
Vessel riu, divertindo-se com a resposta ambígua.
- Qual o nome dele?
- Hum? Nome? - Noah disse, confuso.
- Do gatinho.
- Oh... Toby. Disse e sorriu meio de canto. Você gosta de gatos?
- Gosto, são quase místicos, não?
- Eu também acho isso. - Noah riu. - Quer conhecer ele? - Disse, mas o sorriso suavizou aos poucos. - Ah... Desculpe, eu fiz de novo.
Vessel riu.
- Relaxe, vamos marcar alguma coisa. Hoje eu só preciso mesmo de um descanso e um banho.
- Claro. Tudo bem. Foi... Foi um prazer te conhecer, cara, de verdade.
- Ah, foi mesmo um grande prazer, Seb.
Vessel disse e àquela altura já tinha ajeitado as roupas, tirado o excesso dos rastros do sexo que havia feito. Se aproximou dele, tocou sua mandíbula e deu um suave aperto na bochecha, em seguida um beijo despreocupado em sua testa.
- Mande mensagem quando quiser.
Noah sorriu ao sentir o toque e assentiu, iria pra casa, mas sabia que seria melhor se ele estivesse lá.
- É, isso tudo é bom pra caralho... - Concordou e completou sua frase, tinha a voz embargada, afetado pelo ritmo, pelo movimento e pelo desejo, que como o dele, queria escapar. - Quero te ver gozar, Seb.
Murmurou e embora tenha dito para fazer isso, o que de fato esperava ver, acabou não dando tanto controle a si mesmo, então, apertou suas coxas, correu até as nádegas, em movimentos que deixavam claro o corpo atordoado por excitação, como as pernas que sustentavam os movimentos e agora estremeciam sob seu corpo. Gemeu num grunhido satisfeito, escapado da garganta.
Noah não conseguia nem ouvi-lo falar, qualquer coisa que saísse da boca dele, com seu timbre vocal, era suficiente para fazer com que estremecesse ainda mais. Quando ouviu sua última frase, o agarrou em seus quadris, firme, afundando os dedos em sua pele, puxando-o para si com vontade, enterrando o corpo dele no próprio e gemeu, prazeroso, inclinando o pescoço para trás a fechar os olhos, gozou com ele e não se importou em conter a voz, não tinha nenhuma intenção de fazer isso, estava satisfeito e queria deixar isso claro. Podia sentir o corpo aquecer com o ápice dele e pegava tudo que podia dele, sentindo-o trêmulo junto a si enquanto o segurava pelos quadris, gostava disso, gostava muito disso. A respiração estava pesada, descompassada completamente pelo que haviam feito, o corpo ainda estava leve e excitado, ah droga, podia morder ele inteiro, podia marcar todo o corpo dele e lamentava demais que ele tivesse que sair de si. Soltou seus quadris devagar e suspirou, desviando o olhar a ele, notou os respingos do próprio ápice em seu abdômen, bem evidentes sobre o resto de tinta preta, sorriu.
Vessel permaneceu, por algum tempo, no silêncio da sensação, no êxtase do clímax, sentindo aquele leve formigamento no ventre, era sempre triste que em algum momento aquilo passasse, as sensações. Abriu os olhos, nem percebera te-los fechado, então olhou para ele, com as pernas ao redor dos quadris, o sexo embora aumentado, já não estava mais ereto, e no próprio abdômen, um rastro dele, respingos cintilaram na pele. Então desviou o olhar a ele e sorriu mutuamente.
- Isso foi bom, Seb. Parece que você transa como canta..
Noah sorriu ao ouvi-lo e suspirou, tocando seu rosto em sua bochecha macia.
- É... Você também. Nossa e como... - Riu.
Vessel riu com ele, divertido. Então se sentou no sofá, mas o envolveu na cintura conforme se moveu, sem deixá-lo cair. Encostou-se no sofá, agora com ele no colo, agarrou sua nádegas e deu um tapinha leve.
- E eu tinha mais alguma coisa pra fazer, já não vai rolar. Poderia ter bebido aquela cerveja.
Noah fora com ele em seu colo e riu suavemente, abaixando-se para selar seus lábios.
- Hum... Vem pra minha casa. Podemos beber cerveja, ou uísque. Comer alguma coisa gostosa e fazer de novo.
Vessel sorriu canteiro, imaginando que o convite fosse para dar a ele o que ele já havia tentado fazer antes, uma ideia do que tinha embaixo da máscara.
- Você pode ficar de máscara se quiser. - Noah disse a franzir o cenho. - Mas acho que vai ser bem desconfortável.
Vessel riu e negativou.
- Eu preciso de um banho, trocar as roupas e essas coisas.
- Bom, meu chuveiro é ótimo. - Noah disse num riso, mas assentiu, o deixaria em paz se queria assim.
- Hum, acho que rola nos encontramos outro dia, ah?
Noah assentiu, um pouco decepcionado, mas não podia fazer nada. Selou seus lábios novamente e aspirou seu cheiro no pescoço uma última vez, se levantando em seguida.
- Nos vemos outro dia então... Vess.
- E aí, tem algum contato? Podemos falar.
Noah sentiu um arrepio percorrer a coluna, ele realmente tinha pedido o próprio telefone? Achou que... Talvez ele só quisesse uma transa e seguir o caminho, mas agora ele parecia querer o contato mesmo.
- T-Tenho... Tenho. - Sorriu. - Me dá seu celular que eu anoto.
- Então, não estou com o celular aqui, estava na minha mala. Me dê o seu, vou anotar meu número.
Noh assentiu e vestiu a roupa íntima, percebendo que estava todo sujo de preto, mesmo a roupa, riu baixinho, suavemente, então buscou o celular na própria mala deixada ali, entregando-o a ele.
- Hum, escorregou na graxa, Seb? - Disse risonho enquanto aceitava o telefone, anotou o número para ele, e na agenda, o nome marcou como "Vess".
Noah aceitou o telefone de volta, se perguntou se ele havia visto a foto do próprio gato no fundo de tela, provavelmente sim.
- Aparentemente sentei nela.
Vessel riu, divertindo-se com a resposta ambígua.
- Qual o nome dele?
- Hum? Nome? - Noah disse, confuso.
- Do gatinho.
- Oh... Toby. Disse e sorriu meio de canto. Você gosta de gatos?
- Gosto, são quase místicos, não?
- Eu também acho isso. - Noah riu. - Quer conhecer ele? - Disse, mas o sorriso suavizou aos poucos. - Ah... Desculpe, eu fiz de novo.
Vessel riu.
- Relaxe, vamos marcar alguma coisa. Hoje eu só preciso mesmo de um descanso e um banho.
- Claro. Tudo bem. Foi... Foi um prazer te conhecer, cara, de verdade.
- Ah, foi mesmo um grande prazer, Seb.
Vessel disse e àquela altura já tinha ajeitado as roupas, tirado o excesso dos rastros do sexo que havia feito. Se aproximou dele, tocou sua mandíbula e deu um suave aperto na bochecha, em seguida um beijo despreocupado em sua testa.
- Mande mensagem quando quiser.
Noah sorriu ao sentir o toque e assentiu, iria pra casa, mas sabia que seria melhor se ele estivesse lá.


Deus abençoe a fic com lemon no primeiro capítulo 👐 História excelente, me prendeu desde a primeira linha
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